ROTEIRO DE ESTUDO III ETAPA LETIVA LÍNGUA PORTUGUESA 3.º ANO/EF 2015

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Transcrição:

SOCIEDADE MINEIRA DE CULTURA MANTENEDORA DA PUC Minas E DO COLÉGIO SANTA MARIA ROTEIRO DE ESTUDO III ETAPA LETIVA LÍNGUA PORTUGUESA 3.º ANO/EF 2015 Caro(a) aluno(a), É tempo de conferir os conteúdos estudados na III Etapa, suas dúvidas e possíveis dificuldades. Com o estudo diário, o esclarecimento junto à sua Professora e a realização de outros exercícios, você poderá avançar nos seus conhecimentos em Língua Portuguesa. Preparamos para você uma série de atividades que, juntamente com seu livro-texto e os trabalhos desenvolvidos em sala de aula, poderão ajudá-lo(a) a se preparar para a Avaliação de Recuperação. Bons estudos! I CONTEÚDOS: PRÁTICA DE LEITURA: textos de linguagens verbais, não verbais ou mistas de diferentes gêneros CAPACIDADES DE LINGUAGEM: narrar, relatar, argumentar, expor e descrever por meio de diferentes gêneros: imagem, história em quadrinhos, tirinha, conto, anúncio, cartaz, textos jornalísticos e instrucionais, legenda, carta ASPECTO GRAMATICAL: substantivos comuns e próprios; sinais de pontuação, dois pontos e reticências, coerência textual, tonicidade, divisão de sílaba ORTOGRAFIA: uso das letras l/u, h inicial, ch, g/j 1

II ATIVIDADES TEXTO I Por que o Sol e a Lua vivem no céu? Muito, muito tempo atrás, tanto o Sol como a Água viviam na Terra e eram muitos amigos. O Sol sempre ia à casa na qual a Água vivia e eles se sentavam e conversavam durante longas horas. Mas a Água nunca visitava o Sol. Este ficava triste e intrigado. Um dia, ele perguntou a sua amiga: Por que você e seus parentes nunca me visitam? Minha mulher e eu ficaríamos muito satisfeitos se vocês viessem... A Água suspirou: Sinto muito não ter podido visitar vocês antes, mas sua casa é muito pequena. Se eu for lá com todo o meu pessoal, tenho medo de acabar expulsando você e sua esposa. Em breve, vamos construir uma casa nova. Se ela for suficientemente grande, vocês virão nos visitar? perguntou o Sol. Ela teria de ser enoooooorme! explicou a Água porque meu pessoal e eu ocupamos tanto espaço que temo estragar sua propriedade. Mas o Sol ficou tão chateado com o fato de sua amiga nunca o visitar que ela prometeu que iria assim que a casa nova estivesse pronta. O Sol e sua mulher, a Lua, começaram a trabalhar duro e com a ajuda de seus amigos construíram um palácio magnífico. Venha nos visitar amanhã implorou o Sol. Estou certo de que nossa casa é o suficiente para receber qualquer número de hóspedes. A Água ainda estava em dúvida, mas o Sol implorou tanto que ela foi visitá-lo, acompanhada de seus parentes. A Água escorreu através da porta, levando com ela centena de peixes, baleias, algas e corais. Quando a Água já estava na altura do joelho do Sol, ela perguntou: Você ainda quer que meu pessoal e eu entremos em sua casa? Sim respondeu o maluco do Sol. Sejam bem-vindos! A Água continuou a escorrer para dentro do palácio, até que o Sol e a Lua foram parar no telhado para se manterem secos. Você ainda quer que eu e meu pessoal entremos em sua casa? perguntou a Água novamente. O Sol não gostava de voltar atrás na sua palavra, de modo que respondeu: Sim. Eu já disse que são bem-vindos! Entrem! A Água continuou a subir e, no final, o Sol e a Lua tiveram de ir para o céu, onde vivem até hoje. Adaptação da lenda africana, contada na Nigéria e recontada por Katheleen Arnott, no livro Áfica, myths and legends, da Editora Oxford University. (Em: Revista Ciência Hoje das Crianças. Rio de Janeiro, SBPC, ano 12, n. 91. p. 10.) 01. a) Numere os parágrafos do texto. b) Contorne uma frase que apresenta um trecho contado pelo narrador. 2

c) Grife um parágrafo que apresenta a fala de uma personagem. d) Responda. A fala que você grifou é de qual personagem? 02. Marque com um (X) o quadrinho da opção que completa corretamente cada frase. a) O texto que você leu é: um texto informativo. uma lenda. uma carta b) No início do texto uma expressão dá a ideia do tempo em que se passam todos os fatos contados. Essa expressão é: O Sol sempre (...). Muito, muito tempo atrás (...). Um dia, (...). 03. Copie uma frase do texto que comprova a afirmativa abaixo. O Sol e a Água eram amigos. 04. Responda. a) O Sol não costumava receber visitas da Água e de seus familiares. Por quê? b) Que justificativa a Água deu ao Sol para o fato de não visitá-lo? c) Que ideia o Sol teve para conseguir receber a visita da Água e de seus familiares? 3

05. Releia o trecho do quadro e marque a opção correta para responder à pergunta. A Água suspirou: Sinto muito não ter podido visitar vocês antes, mas sua casa é muito pequena. Por que a Água suspirou? ( ) Ficou preocupada em estragar a casa do Sol com a sua visita. ( ) Porque estava apaixonada pelo Sol. ( ) Porque estava cansada de responder às perguntas do Sol. 06. Leia os trechos e assinale o melhor significado para cada palavra destacada. Venha nos visitar amanhã implorou o Sol. ( ) Reclamou com nervosismo. ( ) Pediu com insistência. ( ) Negou imediatamente. O Sol e sua mulher, a Lua, começaram a trabalhar duro e com a ajuda de seus amigos construíram um palácio magnífico. ( ) Capaz de fazer magias. ( ) Usado como moradia de magos. ( ) Excelente. TEXTO II Sesc e prefeitura homenageiam o folclore com shows, peças e orientações de saúde Qui, 28 de Agosto de 2014 14:49 Uma programação especial fruto da parceria do Sesc Duque de Caxias e a prefeitura fará uma homenagem ao folclore brasileiro comemorado nacionalmente no dia 22 de agosto. Nesta sexta-feira (29/08), o evento gratuito Agosto Brasileiro, promove na Praça do Pacificador, no Centro, das 9h às 22h, além de ações sociais, como orientações em saúde e oficinas, duas Cultura & Lazer apresentações teatrais das peças O Boi da Cara Preta e Histórias A pé Lendas do Folclore Brasileiro. O ponto alto serão os shows dos grupos de forró. Disponível em:<http://diariodemocratico.com.br/cultura-e-lazer/9/11389>. Acesso em: 18 set. 2014 4

01. O TEXTO II tem relação com o assunto apresentado no TEXTO I, porém apresenta diferenças. Marque a opção que se refere a uma dessas diferenças. ( ) O texto I é uma lenda e o TEXTO II é uma notícia. ( ) O texto I é uma lenda e TEXTO II é um texto narrativo. ( ) Os dois textos são narrativas. 02. De acordo com informações do texto II, o Folclore recebe uma homenagem. De que forma essa homenagem é realizada? 03. Circule, no TEXTO II, a data nacional em se comemora o Dia do Folclore. Leia o texto e responda. TEXTO III 01. No texto POR QUE o Sol e a Lua vivem no céu? há uma personagem representada também nessa história em quadrinhos. Que personagem é essa? 02. Qual a reação do Chico Bento e da Rosinha ao final dessa história? Justifique sua resposta. 5

TEXTO IV O texto a seguir é uma história de Enric Larreula. Faz parte de uma coleção da Editora Scipione, onde a personagem principal é uma bruxa chamada Onilda. Tudo parece dar errado para a famosa bruxa: ela nasceu antes do tempo, quase morreu afogada ao cair da prancha de windsurf, seu marido sumiu no dia do casamento... Mas nem só de tragédias vive a Bruxa Onilda. Ela vive também aventuras divertidas e cheias de bom humor. Conheça uma delas lendo o texto a seguir, narrado pela própria bruxa aventureira. BRUXA ONILDA VAI A PARIS 6 Enric Larreula (Adaptado) Tudo começou quando certo dia, no cabeleireiro, li que em Paris estavam organizando um concurso de modas de bruxas e fantasmas. Entusiasmada, mandei uma carta solicitando minha inscrição e fui comprar uns metros de pano numa butique muito fina, onde sempre me davam algum desconto. Comecei a trabalhar imediatamente. Queria fazer uma roupa simples, mas muito original, confortável e elegante. Eu mesma iria apresentá-la. Tinha certeza de que iria ganhar. Estava tão animada que, depois do vestido, resolvi fazer um casaco para a viagem. Naquela época do ano fazia frio em Paris. Fiquei tão entretida que acabei saindo de casa em cima da hora. Nem deu tempo de passar no mecânico para fazer uma revisão na vassoura e trocar as velas. Saí ventando para Paris. Oh lá lá, Paris! A cidade da luz, do amor e das omeletes à francesa... Caramba! Depois de algumas horas de viagem, com um trânsito aéreo infernal, a vassoura começou a fazer um barulhinho estranho e a dar uns saltos impressionantes. Talvez eu a tivesse forçado demais... Ainda bem que já estava sobrevoando a Torre Eiffel! Mas a maldita vassoura... Completamente descontrolada, foi girando e descendo, até bater contra uma janela do Museu do Louvre, um dos mais famosos museus de arte do mundo. Como não é permitido entrar nos museus pela janela, todos os alarmes puseram-se a soar. Então os guardas começaram a me procurar. Mas eu estava com muita pressa e não queria ser presa, para não perder tempo dando explicações. Tentando despistar meus perseguidores, fui me escondendo pelo Museu. Primeiro me escondi atrás de um quadro famoso... Depois, atrás de uma estátua... Mas acho que escolhi a estátua errada, porque todo mundo olhava para ela com cara de espanto. Finalmente, quando parei para descansar um pouco, os guardas me descobriram. Ser presa, com a pressa que eu estava... De jeito nenhum! Sem pensar duas vezes, tomei a vassoura da mão deles e saí em disparada por uma janela. Mas a vassoura estava

falhando, e não consegui controlá-la. Depois de uns pinotes, caí no rio. Que desastre! Com tantas peripécias, vou acabar saindo atrasada para o concurso!, eu pensei. E saí correndo feito louca pelas ruas de Paris. Quando cheguei ao Centro Pompidou, local onde estava se realizando o concurso, minha aparência não estava das melhores, mas era tarde demais para desistir. Tirei a roupa molhada e vesti meu modelito. Disparei pelos corredores e acabei chegando bem na hora do desfile. Com toda elegância, fui andando lentamente pela passarela... Não há dúvida de que eu tenho uma certa graça ao andar, mas não esperava fazer um sucesso tão estrondoso. Todos aplaudiam, todos pulavam entusiasmados. Ganhei o primeiro prêmio, é claro. Só que não foi pelo vestido, que na pressa acabou ficando todo estragado, mas pela roupa de baixo, que ficou aparecendo por trás. Os jurados disseram que nunca tinham visto uma calcinha tão molhada e com desenhos tão curiosos como a minha. Ganhei então o primeiro prêmio de roupa íntima, que consistia nos sete volumes da Grande Enciclopédia Universal de Magia e Encantamentos. Então preparei-me para voltar. Pena que tive que voltar de carona nas asas de um avião, porque não houve meio de fazer a vassoura funcionar... Nem mesmo utilizando uma fórmula mágica para fazer voar vassouras quebradas, que tinha acabado de aprender na minha enciclopédia nova. Vocabulário: Torre Eiffel - Torre de ferro do século XIX (19) localizada em Paris, sendo uma das estruturas mais conhecidas do mundo. Estrondoso - Que conseguiu se destacar; que recebeu excesso de atenção. Peripécias - Incidente, episódio, aventura. 01. Numere os parágrafos do texto Bruxa Onilda vai a Paris. 02. Faça um X à frente dos parágrafos, usando as cores indicadas e observando as informações. VERDE: Parágrafo que descreve como Bruxa Onilda imaginava que seria sua roupa para participar do concurso. AZUL: Parágrafo que cita características do lugar onde seria realizado o concurso. VERMELHO: Parágrafo que cita o motivo que fez com que Bruxa Onilda vencesse o concurso. 7

03. Leia os trechos e marque osignificado das expressões destacadas. Entusiasmada, mandei uma carta solicitando minha inscrição e fui comprar uns metros de pano numa butique muito fina, onde sempre me davam algum desconto. ( ) Dando um aviso. ( ) Enviando uma informação. ( ) Fazendo um pedido. Comecei a trabalhar imediatamente. Queria fazer uma roupa simples, mas muito original, confortável e elegante. Eu mesma iria apresentá-la. Tinha certeza de que iria ganhar. ( ) No mesmo instante. ( ) Na média. ( ) Com dedicação. 04. Leia o trecho observando a palavra destacada. Circule o significado adequado para substituir essa palavra na frase. Fiquei tão entretida que acabei saindo de casa em cima da hora. Nem deu tempo de passar no mecânico para fazer uma revisão na vassoura e trocar as velas. Iludida. Distraída, com uma ocupação. Divertindo-se com uma recreação. 05. Escreva o significado das expressões grifadas, observando a numeração indicada. Fiquei tão entretida que acabei saindo de casa em cima da hora¹. Nem deu tempo de passar no mecânico para fazer uma revisão na vassoura e trocar as velas. Saí ventando² para Paris. 1 2 8

06. Numere os parágrafos de acordo com a ordem dos acontecimentos no texto. ( ) Bruxa Onilda mandou um carta para se inscrever para o concurso. ( ) A vassoura da Bruxa Onilda começou apresentar defeitos na viagem. ( ) Bruxa Onilda saiu ventando para Paris. ( ) Os guardas descobriram Bruxa Onilda quando ela parou para descansar. ( ) Bruxa Onilda leu uma notícia no cabeleireiro sobre um concurso de moda de bruxas e fantasmas. ( ) Bruxa Onilda venceu o concurso e voltou para a casa de carona. 07. Marque três atitudes da Bruxa Onilda que confirmam a afirmativa apresentada no quadro. Bruxa Onilda ficou muito empolgada com o concurso de modas. ( ) Começou a trabalhar imediatamente. ( ) Leu uma notícia quando estava no cabeleireiro. ( ) Saiu ventando para Paris. ( ) Fez, além da roupa do concurso, um casaco para a viagem. ( ) Voltou de carona nas asas de um avião. 08. Responda de acordo com o TEXTO IV. a) Como Bruxa Onilda desejava que fosse sua roupa para participar do concurso? Cite todas as características do modelo dessa roupa. b) Quando a vassoura começou a fazer um barulhinho, Bruxa Onilda imaginou o motivo do defeito. Que motivo ela imaginou que seria? c) Por que Bruxa Onilda não queria parar para dar explicações aos guardas? 9

09. Cite o principal motivo que causou a vitória de Bruxa Onilda no concurso. TEXTO V FURNARI, Eva, A bruxinha atrapalhada. São Paulo: Global Editora,2000. 01. Responda de acordo com o TEXTO V. a) Que feitiço a bruxinha realizou nessa história? b) Por que a bruxa realizou esse feitiço? 02. Você leu o livro: As cartas de Ronroroso. Esse livro e a tirinha acima apresentam elementos em comum. Cite dois desses elementos. 10

TEXTO VI Mãe com medo de lagartixa Era uma vez uma mãe... que tinha medo de lagartixa. No resto, era valente: ficava sozinha, cantava no escuro, tomava sopa quente. Era mesmo corajosa: enfrentava barata, discutia com o chefe, tomava injeção toda prosa. De bicho de pena e de bicho de pelo, ela gostava muito. Filho dela podia ter cachorro, gato, coelho, periquito, curió, canário, porquinho-da-índia. Nem que fosse tudo ao mesmo tempo, ela não se incomodava, até animava, mais ainda inventava. Peixe e jabuti, também, ela deixava como ninguém. E tinha aquário redondo com peixe vermelho e tinha varanda vermelha com jabuti redondo. Se os filhos descobrissem macaco com asa, ela era capaz de deixar em casa. Se para uma vaca encontrassem lugar, não ia ser ela quem ia atrapalhar. Se na área um cavalo coubesse direito, a meninada ia logo dar jeito, e ela na certa ia achar perfeito. Mas sapo? Minhoca? Perereca? Camaleão? Nem queria saber. Disfarçava e ia se esconder. Os filhos explicavam: Mamãe, que é que tem? Um bicho tão bonzinho, não faz nada, olha aí! Ela olhava. Mas não gostava. E aqueles lagartinhos nas pedras-do-sol? Um bichinho à toa, mãe, deixe de ser boba! Mas aí ela era boba. Tão boba que no caminho da praia, pelo meio do matinho, ia pisando forte e falando alto, fazendo barulho só para assustar os lagartinhos que saíam correndo, morrendo de medo de uma mulher tão grande e barulhenta. Mas o medo maior era o que a mãe tinha de lagartixa. Um perigo dentro de casa! Pode atacar a qualquer instante! Atacar, mãe? Que ideia ria Antônio. Que gracinha, mãe. Olha aquela lagartixa lá no alto da parede mostrava João. É mesmo, branquinha e transparente, de cabeça em pé. Parece filhote de jacaré dizia Luísa. Não adiantava. Ela não gostava. Um dia, resolveram pregar uma peça nela. Na saída da escola, tinha um vendedor de bala, estalinho, pirulito e brinquedo. Brinquedos gozados: baratas e aranhas de plástico, lagartixas de mentirinha. Compraram duas e levaram para casa. Puseram uma na gaveta, outra na prateleira, ao lado. Quando ela chegou do trabalho e foi mudar a roupa, foi um susto. Quer dizer, primeiro foi um: Ai! Me ajudem! Antônio! Luísa! João! Depois foram dois sustos: Depressa! Vem cá todo mundo! 11

Os meninos foram correndo. E viram a mãe tremendo. Uma lagartixa horrorosa! Subiu pelo meu braço e correu para a gaveta! E tem outra medonha ali na prateleira... Pelo amor de Deus, vocês peguem esses bichos horríveis, que eu não aguento nem ver! Os meninos se olharam enquanto ela saía: E lagartixa de brinquedo sobe pelo braço? Será que tem alguma de verdade? Olharam bem. Não tinha. Só as mesmas, de brinquedo. E ela com tanto medo! E, ainda por cima, inventadeira... Foram rir dela, numa grande gozação: mas chegaram na sala e não riram. Porque que ela falou foi assim: Que bom que vocês estavam em casa. Vocês são tão corajosos... Fico tão orgulhosa de meus filhos que não têm medo e tomam conta de mim... E, sentada no sofá, abraçou os três ao mesmo tempo, fechou os olhos, encostou a cabeça neles, feito menina pequena. E eles se olharam e entenderam. Todo mundo tem seu medo, cada um tem seu segredo. Quem parece sempre forte, no fundo é meio sem sorte: tem que aguentar bem sozinho, sem ajuda nem carinho: A mãe é que nem a gente. E gente se assusta, chora, ri, fala, inventa, conta, grita e cochicha. E pode até ter medo de lagartixa. MACHADO, Ana Maria. Alguns medos e seus segredos. Rio de Janeiro, Nova Fronteira. Observação: Utilize o caderno para fazer as atividades, se necessário. 01. Escreva o significado das palavras destacadas na frase. a) Cada um tem seu segredo. b) E, ainda por cima, inventadeira... c) Disfarçava e ia se esconder. d) E tem outra medonha ali na prateleira... 02. Copie das referências bibliográficas: a) O título da história: b) O título do livro: c) O nome da autora: 12

03. Responda: a) Quem conta a história? A mãe, os filhos ou um narrador que não participa da história? Copie do texto uma frase que comprove sua resposta. b) Onde acontece a história? c) Qual brincadeira as crianças fizeram com a mãe? d) No final da história as crianças vão até a sala. O que elas foram fazer lá? 04. Identifique os personagens da história. 05. Releia e responda.... Filho dela podia ter cachorro, gato, coelho, periquito, curió, canário, porquinho-da-índia. [...] Mas sapo? Minhoca? Perereca? Camaleão?? Nem queria saber. Disfarçava e ia se esconder. Quais são os animais citados no trecho que a mãe não gostava? 06. Cite: a) Duas características da mãe: b) Duas ações da mãe: 07. Leia o trecho abaixo: Os meninos foram correndo. E viram a mãe tremendo. Uma lagartixa horrorosa! Subiu pelo meu braço e correu para a gaveta! E tem outra medonha ali na prateleira... Pelo amor de Deus, vocês peguem esses bichos horríveis, que eu não aguento nem ver! a) Qual a ação dos personagens que gerou o fato descrito no trecho acima? b) O que aconteceu após o fato descrito no trecho acima? 08. Copie o ensinamento transmitido pelo texto. 13

09. Releia o trecho retirado da história. Mas o medo maior era o que a mãe tinha de lagartixa. Um perigo dentro de casa! Pode atacar a qualquer instante! Atacar, mãe? Que ideia ria Antônio. Que gracinha, mãe. Olha aquela lagartixa lá no alto da parede mostrava João. É mesmo, branquinha e transparente, de cabeça em pé. Parece filhote de jacaré dizia Luísa. Não adiantava. Ela não gostava. a) Quem são os personagens que participam desse diálogo? b) Circule no trecho as falas do narrador. c) Identifique qual personagem teve as falas abaixo: Um perigo dentro de casa! Pode atacar a qualquer instante! Atacar, mãe? Que ideia ria Antônio. Que gracinha, mãe. Olha aquela lagartixa lá no alto da parede mostrava João. É mesmo, branquinha e transparente, de cabeça em pé. Parece filhote de jacaré TEXTO VII Alguns Medos e Seus Segredos Velho-que-vem-com-um-saco, bruxa e seu caldeirão, gigante-que-come-criança, lobo mau, bicho-papão; todo mundo teme alguma coisa. Neste livro até os adultos confessam ter medo, mesmo que seja de uma simples lagartixa. Mãe com Medo de Lagartixa: Era uma mãe muito valente: ficava sozinha, cantava no escuro, brigava com o chefe e tomava injeção toda prosa. Adorava todo tipo de bicho, mas de lagartixa tinha pavor. Com Licença, Seu Bicho Papão: Era uma noite sem lua, daquelas bem escuras. Na varanda do sítio, em volta da fogueira os primos conversavam e cada um admitiu ter medo de alguma coisa, menos Tonho. Lobo Mau e o Valente Caçador: Toda noite, o menininho que vivia numa cabana na floresta ouvia de seus pais histórias para dormir. E toda história tinha um lobo mau. O lobinho que vivia na floresta também ouvia de seus pais histórias que sempre tinham um caçador malvado. Um dia o menino e o lobinho se encontraram. 14

01. No TEXTO VII são citados personagens e suas situações que causam medo. Identifique esses personagens e essas situações. 02. Responda. a) Quais são os textos presentes no livro Alguns medos e seus segredos? b) Além do título Alguns medos e seus segredos, quais outros elementos existentes na capa do livro nos transmite a ideia de medo? 03. Leia os trechos e identifique os textos escrevendo os títulos: TEXTO VIII a) Toda noite, o menininho que vivia numa cabana na floresta ouvia de seus pais histórias para dormir. E toda história tinha um lobo mau. O lobinho que vivia na floresta também ouvia de seus pais histórias que sempre tinham um caçador malvado. Um dia o menino e o lobinho se encontraram. TEXTO: b) Era uma mãe muito valente: ficava sozinha, cantava no escuro, brigava com o chefe e tomava injeção toda prosa. Adorava todo tipo de bicho, mas de lagartixa tinha pavor. TEXTO: c) Era uma noite sem lua, daquelas bem escuras. Na varanda do sítio, em volta da fogueira os primos conversavam e cada um admitiu ter medo de alguma coisa, menos Tonho. TEXTO: Mirinho O fantástico em Mirinho é que ele acabava aprendendo tudo. Acostumado a contar só com ele mesmo, era uma verdadeira esponja. Se via alguém consertar rádio, mexer com automóvel, escrever à máquina, lidar com computador, dizer uma palavra em qualquer idioma, xeretava logo, tudo assimilava, tudo queria saber. E aprendia. Defeito que desse em alguma coisa, até em pensamento, lá estava Clodomiro firme, atento, querendo consertar. E pior: sabendo! Quando deu defeito na sala do Dr. Teixeira, um dos donos da firma de exportação, Mirinho falou logo em trifásico e que devia ser do ar-condicionado. Carga demais. Era. Quando o carro enguiçou, Mirinho que levava embrulho, ao lado do chofer, disse que 15

era platinado. Não deu outra. Quando mostrou que estava vazando óleo e que o freio ia falhar, aconteceu logo. Ninguém sabe, também, como o menino aprendeu a andar de bicicleta, se nunca o tinham visto montado numa, a andar de moto, se nunca vira um de perto; a entender de tipos de avião e de caça submarina. É que a vida para ele era aprender. Ele não via as coisas. Não ouvia as coisas. Não pegava as coisas. Ele aprendia, aprendia e aprendia. Uma voracidade incrível. Sabia nome de passarinho, de árvore, de flor, marca de automóvel, até marca de gente. [...] Isso não lhe dava vaidade, nem segurança. Era uma espécie de discípulo muito humilde de todo e de tudo. Não gostava do mais ou menos. Queria saber como as coisas realmente eram. [...] (Pedro Bloch. Miro Maravilha. São Paulo: Ediouro, 2002) 01. Reescreva as frases substituindo as palavras destacadas pelos sinônimos. a)... lidar com computador, dizer uma palavra em qualquer idioma, xeretava logo, tudo assimilava, tudo queria saber. b) Quando o carro enguiçou... c) Uma voracidade incrível. d) Era uma espécie de discípulo muito humilde de todo e de tudo. 02. De acordo com o sentido utilizado pelo texto responda: o que é? a) Platinado b) Caça submarina 03. Leia a frase abaixo. Acostumado a contar só com ele mesmo, era uma verdadeira esponja. Nesse trecho o autor compara Mirinho a uma esponja. Por quê? 04. Escreva um parágrafo caracterizando Mirinho. 05. Responda. a) O que Mirinho fez quando? Deu defeito na sala do Dr. Teixeira: Quando o carro enguiçou: b) Responda. Por que Mirinho aprendia tanta coisa? 16

TEXTO IX O protagonista deste livro é um menino que tem muito orgulho de seu pai, um homem culto, inteligente e que conhece as palavras como ninguém. Se os amigos do menino querem saber o significado de alguma palavra, é ao pai dele que sempre recorrem. Quer saber o que é epitélio? Alforje? Lunático? Ele sempre tem uma resposta. A curiosidade dos amigos é tão grande que o menino logo percebe: e se começasse a negociar o significado das palavras? Gorgolão? Vale uma fotografia de navio de guerra. Enfado? Um sorvete de picolé, trazido pelo dono da sorveteria. Pantomima? Um chiclete. E assim começa seu...negocinho. No bairro, escondido do pai, é claro. O menino, sempre com um humor leve e envolvente, descobre como é importante conhecer as palavras, pois assim ele vai saber conversar, orientar as pessoas, explicar suas ideias e sentimentos, desempenhar melhor suas tarefas, progredir na vida, entender todas as histórias que lê. E, assim, vai aprendendo essas e outras lições valiosas e percebendo com seu pai, o quanto a leitura é necessária, pois quanto mais palavras você conhece e usa, mais fácil e interessante fica a sua vida. Para escrever esta história, o jornalista Ignácio de Loyola Brandão inspirou-se em sua própria infância, na cidade de Araraquara, interior de São Paulo, nos anos 40. Seu pai, assim como o pai do personagem do livro, era um apaixonado pelas palavras que conseguiu formar uma biblioteca com mais de 500 volumes. Segundo Ignácio conta, foi o pai quem o incentivou a ler desde que foi alfabetizado. E revela outra verdade: sim, ele chegou a trocar com seus colegas de classe palavras por bolinhas de gude e figurinhas. 01. Observe a capa do livro. Leia o texto. Escreva um parágrafo relacionando a capa do livro ao texto e justificando a ilustração presente na capa. 17

a) Procure no dicionário o significado das palavras abaixo. Alforje Lunático Pantomima b) Responda. O que é protagonista? Qual é o assunto que a história O menino que vendia palavras traz? Qual é o negócio realizado pelo protagonista da história? Como ele começa esse negócio? c) Identifique as características do pai do protagonista da história O menino que vendia palavras. d) Leia a afirmativa. Podemos afirmar que Mirinho, personagem do texto I, é semelhante ao pai do protagonista da história O menino que vendia palavras. Explique essa afirmativa, citando os pontos de semelhança existente entre os dois personagens. 18

TEXTO X O Dicionário de Serafina 01. Copie: a) O título do livro: b) A autora: 02. Responda: a) Quais elementos aparecem na ilustração do livro? b) Qual o assunto que essa história abordará? MMIV/gmf 19