Balanço do PES I Semestre 2016

Documentos relacionados
Balanço do PES Índice

Balanço do PES I Semestre INCAJU. Índice

Ìndice 1. Introdução... 2

Índice 2.3. MANEIO INTEGRADO DE CAJUEIRO COMERCIALIZAÇÃO Comercialização Primária Exportação de Castanha Bruta...

Cód. 003 DESAFIOS DA REVISÃO DA LEGISLAÇÃO DO SUBSECTOR DO CAJU EM MOÇAMBIQUE REUNIÃO NACIONAL DO INCAJU. Mueda, 10 de Julho de

Cód. Assunto Desempenho do INCAJU 2016

Aumento da Producao do caju em em Mocambique: Desafios e oportunidades

Reunião Anual do Caju

Competitividade das Culturas de Rendimento em Moçambique: O caso da Castanha de Caju

RELATÓRIO SOBRE A CIRCULAÇÃO INTERNA DE PRODUTOS DA PESCA

Outline. I. Introdução. II. Importância do algodão na economia. III. A Cadeia de valor do algodão. VI. Análise SWOT. V. Factores de competitividade

Market Research Moçambique. Mário Mungoi

Balanço dos 10 anos de delimitação de terras comunitárias

Reflorestamento em Moçambique

A definição e aplicação do Sistema da Taxa Ambiental sobre a Embalagem: Princípios e procedimentos gerais. Maputo 23 de Abril 2018

DEPARTAMENTO DE ESTATÍSTICA E REPORTE. Resumo Mensal de Informação Estatística

Programa Nacional de Irrigação

Estágio Actual da Ocupação da Terra em Moçambique

Políticas Pública de Redução da Pobreza

É um País eminentemente agrícola com mais de dois terços da sua população a viver nas zonas rurais e a praticar uma agricultura de subsistência.

A expansão dos recursos naturais de Moçambique. Quais são os Potenciais Impactos na Competitividade da indústria de Tomate em Moçambique?

INDICADORES DE REFERÊNCIA NA ÁREA DO TURISMO 1. Chegadas Internacionais o número de viajantes que entraram no país durante um determinado período.

Os conteúdos de apresentação

Quarta Avaliação Nacional da Pobreza e Bem-Estar em Moçambique,

República de Angola MINISTÉRIO DO AMBIENTE Gabinete de Alterações Climáticas TERMO DE REFERÊNCIA

Informe 6 Novembro de 2008

Boletim Semanal do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas da Província de Nampula. Publicação da Direcção Provincial da Agricultura

FUNAB FUNDO NACIONAL DO AMBIENTE DE MOÇAMBIQUE FONTES INTERNAS DE FINANCIAMENTO. Lisboa, 20 de Junho de 2009

Monitoria da época chuvosa e actualização da Previsão Climática Sazonal para o período de Dezembro 2017 à Fevereiro 2018

DESEMPENHO DO SECTOR DA ENERGIA I SEMESTRE

A expansão dos recursos naturais de Moçambique. Quais são os Potenciais Impactos na Competitividade da indústria do Algodão em Moçambique?

Cód. Assunto. Reunião Anual do Caju INSTITUTO DE FOMENTO DO CAJU (INCAJU) RELATORIO ANUAL DE INVESTIGACAO DE CAJU 2017/2018

Preparado por: Meneses ROBERTO Cell: Dulce Mavone Novela Cell:

MODELO DO PEQUENO AGRICULTOR COMERCIAL COMO MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO RURAL

Informe 3 Novembro de 2008

Oportunidades no Sector do Caju em Moçambique na perspetiva da TNS

INDICADORES DE REFERÊNCIA NA ÁREA DO TURISMO 1. Chegadas Internacionais o número de viajantes que entraram no país durante um determinado período.

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE III SEMINARIO DOS CNSULES HONORARIOS DA REPUBLICA DE MOCAMBIQUE

BALANÇO DO PLANO ECONÓMICO E SOCIAL DO ANO 2011

Prognostico da Estação Chuvosa e sua Interpretação para Agricultura

O QUE O que SE FEZ... se faz? Informe 01 Junho 2016

Investimento público na agricultura: o caso dos regadios de Búzi, Nhamatanda, Sussundenga e Vanduzi

Plano de Acção da Estratégia para a Fiscalização Participativa de Florestas e Fauna Bravia em Moçambique. Primeiro Draft

Oportunidades e desafios na introdução de fogões melhorados em Maputo

Dinâmicas de Investimento Privado em Moçambique: tendências e questões preliminaries para análise

1. FESTIVAL MUNDIAL DO CAJU E EXPO 2015 DA ACA

MOÇAMBIQUE AERLIS - Oeiras

WISDOM Moçambique. Mapeamento geral integrando oferta/demanda de combustível lenhosos

A Produção e a Gestão de Resíduos em Moçambique: Considerações prévias. Maputo Fevereiro 2018

Relatório de Execução Orçamental

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA ENERGIA DIRECÇÃO NACIONAL DE ENERGIAS NOVAS E RENOVÁVEIS ENERGIA DE BIOMASSA

Observador Rural 2014: ANO INTERNACIONAL DA AGRICULTURA FAMILIAR. Documento de Trabalho COMPETITIVIDADE DO SUBSECTOR DO CAJU EM MOÇAMBIQUE Nº 17

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA SAÚDE DIRECÇÃO NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA. Situação da epidemia de Cólera em Moçambique em 2009

A SITUAÇÃO DA PROTECÇÃO SOCIAL EM MOÇAMBIQUE

O PAPEL DO GOVERNO NA PROMOÇÃO DA MINERAÇÃO ARTESANAL E DE PEQUENA ESCALA (MAPE) COMO PARTE INTEGRANTE DO DESENVOLVIMENTO RURAL

O planeamento integrado rede de estradas

DESENVOLVIMENTOS NO QUADRO INSTITUCIONAL DO SECTOR DA ÁGUA EM MOÇAMBIQUE

Estudo Económico de Desenvolvimento da Fileira da Castanha. Plano de Implementação

República de Moçambique MINISTÉRIO DA AGRICULTURA INSTITUTO DE FOMENTO DO CAJU (INCAJU) Feiras do Caju

PREVISÕES DO BANCO MUNDIAL SOBRE EVOLUÇÃO DA ECONOMIA MOÇAMBICANA. Enrique Blanco Armas Banco Mundial

Silos da Bolsa de Mercadorias de Moçambique: Objectivos e Realidades (Nhamatanda, Malema e Lichinga)

O PACTO PARA O DESENVOLVIMENTO DO SECTOR AGRÁRIO DE MOÇAMBIQUE PEDSA. Impacto esperado com a implementação do PEDSA através do CAADP

DECISÃO SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DA NOVA PARCERIA PARA O DESENVOLVIMENTO DE ÁFRICA (NEPAD)

CONCESSÕES FLORESTAIS E COMUNIDADES. Pequenos Libombos, 03 de Maio de 2012

PRODUÇÃO & USO DA SEMENTE POLICLONAL EM MOÇAMBIQUE

Balanço dos Compromissos Políticos do Governo de Moçambique. Nova Aliança para a Segurança Alimentar e Nutricional Maputo, 10 e 11 de Abril de 2013

A expansão dos recursos naturais de Moçambique. Quais são os Potenciais Impactos na Competitividade da indústria de Soja em Moçambique?

Foram Pulverizados 40 Mil Cajueiros em Memba. Preço de Açucar Amarelo é Mais Alto no Mercado da Cidade de Nampula e Vila Sede de Ribáuè

ESTRATÉGIA DE ENERGIA

O Impacto da Política Agrária em Moçambique

VII OPERAÇÕES DE TESOURARIA. 7.1 Enquadramento Legal

EVOLUÇÃO DA BALANÇA DE PAGAMENTOS NO SECTOR DA AZEITONA DE MESA ENTRE 2000 E 2009

Grupo ANA Aeroportos de Portugal S.A.

Relatório de Clubes de Agricultores Energia Renovável para Desenvolvimento Rural - Oio ADPP GUINÉ- BISSAU

MOÇAMBIQUE V. Castelo

Transcrição:

Balanço do PES I Semestre 2016 Índice 1. Sumário Executivo... 1 2. Introdução... 2 3. Determinantes do ambiente Económico e Social... 2 4. Análise Global do Desempenho... 3 4.1.Produção e Distribuição de Mudas... 3 4.1.1Produção e Distribuição... 3 4.1.2 Principais Constrangimentos do Programa... 4 4.1.3 Soluções adoptadas... 5 4.2 Maneio Integrado de Pragas e Doenças... 5 4.2.1 Principais Constrangimentos... 5 O Programa de Maneio integrado enfrenta os seguintes constrangimentos:... 5 4.2.2 Soluções adoptadas... 6 4.3 Comercialização de castanha de caju... 6 4.3.1 Exportação de castanha bruta... 7 4.3.2 A Indústria de processamento de castanha... 7 4.3.3 Principais Constrangimentos... 8 5. Conclusões e Perspectivas para o II Semestre... 10

1. Sumário Executivo Durante o I Semestre de 2016, o INCAJU prosseguiu com o processo de produção e distribuição de mudas referente à campanha 2015/2016, iniciado em Outubro passado, tendo realizado cerca de 73 % do total planificado ao produzir 2,916,467 mudas. Desta quantidade 1,877,050 mudas já foram distribuídas, beneficiando 39,767 famílias. Na componente monitoria da comercialização (campanha 2015/2016), foram registadas cerca de 104.000 toneladas de castanha comercializada, o que representa um grau de cumprimento de 104% em relação ao projectado. Finalmente, no programa de maneio integrado dos cajueiros decorreram acções preparatórias do programa de tratamento químico, nomeadamente o aprovisionamento e distribuição dos insumos usados no programa bem como as formações dos vários intervenientes no processo - técnicos, provedores de serviços e produtores. Neste programa espera-se tratar cerca de 3,750,000 cajueiros contra o Oídio, Helopeltis e Antracnose, resultando na produção/comercialização de castanha de boa qualidade. Note-se que a quantidade inicialmente planificada era de 5,000,000 cajueiros, tendo sido reduzido por insuficiência de recursos. Instituto de Fomento do Caju/ Balanço do PES I Semestre 2016 1

2. Introdução O relatório preliminar do Balanço do PES do I Semestre retrata as principais actividades realizadas pelo subsector do caju no período de Janeiro a Maio de 2016 nas várias componentes do Plano Económico e Social do exercício em curso, nomeadamente, a Produção e Distribuição de Mudas, a Monitoria da Comercialização e o Maneio Integrado dos Cajueiros. O documento comporta a seguinte estrutura: Sumário Executivo, Nota introdutória, Factores condicionantes do desempenho, Análise Global do desempenho, Conclusões e Perspectivas para o II Semestre. 3. Determinantes do ambiente Económico e Social O PES 2016 está sendo implementado num ambiente negativamente condicionado pela instabilidade do metical, o qual depreciou significativamente afectando os custos de importação dos principais insumos sobretudo os usados no programa de tratamento químico. Igualmente, as metas poderão ser negativamente condicionadas pelas restrições financeiras que, à semelhança dos exercícios passados, caracterizam o orçamento de investimento em curso; aliás, mesmo os valores aprovados, o seu desembolso não tem sido regular. Instituto de Fomento do Caju/ Balanço do PES I Semestre 2016 2

4. Análise Global do Desempenho As principais actividades do Instituto de Fomento do Caju inseridas no PES 2016 consistem no (1) Maneio integrado de pragas e doenças de cajueiro (2) Monitoria da Comercialização de castanha de caju e (3) Produção e Distribuição de Mudas. Durante o I semestre de 2016, o programa de maneio integrado de pragas e doenças de cajueiro consistiu na realização de actividades preparatórias nomeadamente: procurment para aquisição de produtos químicos e atomizadores, formações, podas e limpezas. Relativamente ao programa de produção e distribuição de mudas para a campanha 2015/16, foi definida a meta de produzir e distribuir cerca de 4,000,000 mudas enxertadas em todo país. Assim, até ao final do primeiro semestre foram produzidas 2,916,467 mudas, o que representa um grau de cumprimento de 73% e um decréscimo de 7% em relação ao primeiro semestre da campanha anterior. Finalmente, a campanha de Comercialização de castanha 2015/2016 teve um desempenho positivo ao registar cerca de 104.000 toneladas de castanha de caju, 104% do projectado. 4.1.Produção e Distribuição de Mudas 4.1.1Produção e Distribuição Para campanha 2015/16 está planificada a produção e distribuição de 4.000.000 mudas em todo país, num programa executado em duas fases, sendo a primeira no período quente e chuvoso e a outra no período seco e frio, Maio - Setembro. Esta distribuição de períodos, corresponde aos métodos de enxertia predominantemente usados, sendo comum a enxertia de lenho tenro na primeira fase e borbulhia na segunda fase, tendo em conta a disponibilidade de material vegetal para a realização das enxertias e consequente produção de mudas. A tabela 1, a seguir, dá-nos o estágio do desenvolvimento do Programa em análise nesta campanha. Instituto de Fomento do Caju/ Balanço do PES I Semestre 2016 3

Tabela 1: Ponto de Situação da produção de mudas campanha 2015/16 Província Realizado 2014/15 (1) Planificado 2015/16 (2) Realizado (*) 2015/16 Grau de Realização Taxa de Crescimento C.Delgado 202,650 475,000 259,972 54.73 28 Nampula 892,617 1,579,000 1,396,992 88.47 56 Zambézia 216,886 595,000 419,657 70.53 94 Manica 119,785 190,000 133,030 70.02 11 Sofala 143,990 197,000 138,475 70.29 (4) Inhambane 135,554 357,000 313,242 87.74 131 Gaza 155,077 452,000 172,118 38.08 10 Maputo 75,187 155,000 82,981 53.54 9 TOTAL 1,941,746 4,000,000 2,916,467 72.91 50 * Actividade em curso Como se nota na tabela acima, do total planificado (4,000,000) foram produzidas 2,916,467 correspondentes a 73%, e distribuídas 1,877,050 mudas correspondentes a 63%, beneficiando 39,767 famílias produtoras, das quais 10,165 chefiadas por mulheres. O processo de distribuição de mudas ficou condicionado pela exiguidade de meios de transporte bem como as precárias vias de acesso. 4.1.2 Principais Constrangimentos do Programa Dificuldades na contratação de trabalhadores sazonais para a produção de mudas devido as novas exigências em termos de requisitos de contratação; Insuficiência de material de propagação; Insuficiência de meios para distribuição de mudas e monitoria do programa Insuficiente infra-estrutura de rega. Exiguidade de fundos para o financiamento de actividades, o que muitas vezes leva ao redimensionamento e/ou incumprimento das metas projectadas; Instituto de Fomento do Caju/ Balanço do PES I Semestre 2016 4

4.1.3 Soluções adoptadas Implantação e expansão de jardins clonais, com vista a aumentar a disponibilidade de material de propagação; A adopção de outras técnicas de enxertia que permitem que se realize a enxertia durante todo o ano; Implantação e/ou reabilitação de sistemas de rega nos viveiros; Aquisição de viaturas apropriadas para o transporte e distribuição de mudas; Envolvimento das Direcções distritais e dos Governos distritais no transporte das mudas e na organização de grupos de alunos na gestão dos pomares escolares; 4.2 Maneio Integrado de Pragas e Doenças Na presente campanha a meta inicialmente projectada era de 5.000.000 cajueiros, no entanto, dadas as restrições financeiras que caracterizam o presente exercício, esta foi redimensionada para 3.750.000 cajueiros, 75% da meta inicial. Assim, durante o II trimeste foram realizadas actividades preparatórias, nomeadamente, podas e limpezas dos cajueiros, reparação de atomizadores, distribuição dos produtos químicos e formação de provedores de serviços, produtores e outros intervenientes no programa. Tabela 2: Metas do Programa de Tratamento Químico 2016 Prov. C. D. Namp. Zamb. Sofal. Man. Inham. Gaza Map. Total Meta 1,260,000 1,875,000 153,750 41,250 30,000 225,000 135,000 30,000 3,750,000 Fonte: INCAJU, 2016 Note-se que um cajueiro tratado contra praga e doenças assegura o seu potencial produtivo médio estimado em cerca de 12 kg, contra cerca de 4 kg de um cajueiro exposto a estas adversidades. 4.2.1 Principais Constrangimentos O Programa de Maneio integrado enfrenta os seguintes constrangimentos: Dificuldade no acesso ao financiamento por parte dos provedores de serviço e produtores devido a incipiente implantação de mecanismos de financiamento no meio rural; Instituto de Fomento do Caju/ Balanço do PES I Semestre 2016 5

Fraca capacidade financeira e técnica dos agentes económicos locais (comerciantes, pequenos e médios agricultores) para complementar o ciclo de desenvolvimento desta actividade no que concerne a assistência técnica aos equipamentos de pulverização, fornecimento de insumos (combustíveis para atomizadores) e provisão de peças e sobressalentes para a manutenção do equipamento de pulverização; 4.2.2 Soluções adoptadas Sensibilização dos fornecedores de equipamentos e insumos para o estabelecimento de parcerias com agentes económicos locais de forma a assegurar uma melhor assistência aos produtores; Promoção de iniciativas através de projectos de desenvolvimento local com vista a promover um melhor aproveitamento do falso fruto; 4.3 Comercialização de castanha de caju A campanha de comercialização 2015/16 já terminou, com um total de 104.372 Toneladas de castanha comercializada registada, o que representa um cumprimento da nossa projecção (100.000Ton.) em 104% e uma taxa de crescimento de 28%, em relação a campanha 2014/15. É de destacar que uma grande parte de castanha é comercializada de forma informal durante todo ano em todo País, para alimentar o mercado de processamento informal que abastece de amêndoa os mercados urbanos, principais vias de regiões turísticas e países vizinhos. Não tendo sido transaccionada no circuito formal de comercialização, esta castanha não é contabilizada na nossa estatística, afectando negativamente o nível de desempenho. Com efeito estudos recentemente realizados indicam que cerca de 50% da castanha produzida não é comercializada no circuito formal. Instituto de Fomento do Caju/ Balanço do PES I Semestre 2016 6

Tabela 3: Quantidade de castanha comercializada - Campanha 2015/16 Provincia Realizado (Ton) 2014/15 Plano (Ton) 2015/16 Realizado (Ton) 2015/16 Grau de Des (%) Taxa de crescimento (%) C. Delgad 15,771 Nampula 38,177 Zambezia 9,940 Sofala 1,271 Manica 2,674 Inhamban 6,004 Gaza 7,403 Total 81,240 15.000 12.711 85-19 47.000 44.917 96 18 14.000 10.425 74 5 2.000 4.661 223 266 3.000 5.685 190 347 10.000 13.378 134 123 9.000 12.386 138 67 100.000 104.372 104 28 Fonte: INCAJU, 2016 4.3.1 Exportação de castanha bruta Da campanha 2015/16, foram exportadas em bruto 25,651toneladas de castanha, que resultaram numa receita bruta de cerca de 35,911,400 milhões de dólares americanos, sendo a Índia, o principal destino da castanha exportada em bruto. Tabela 4: Exportação de castanha bruta 2015/2016 Campanhas Qtd (Ton) 2014/15 (1) 2015/16 (2) Taxa de crescimento (3) =(2)/(1) 7,187.5 25,651 257 Preço médio (USD/Ton) 1,150 1,400 21 Receita bruta (USD) 8,265,625 35,911,400 437 Fonte: INCAJU 4.3.2 A Indústria de processamento de castanha Na presente campanha, a indústria nacional adquiriu cerca de 32,000 toneladas para o processamento, equivalente a 31% do volume da castanha comercializada. Comparativamente à campanha anterior, houve um crescimento de 10% em termos de absorção da matéria-prima pela indústria nacional. Instituto de Fomento do Caju/ Balanço do PES I Semestre 2016 7

Tabela 5: Castanha adquirida pela indústria nacional 2015/2016 2014/15 2015/16 Taxa de crescimento Campanhas (1) (2) (3) = (2)/(1) Qtd (Ton) 29.351 32,000 10 Fonte: INCAJU, 2016 Em resultado do processamento interno de 11,740 toneladas, foram exportadas até ao momento cerca de 2,565 Ton. de amêndoa para os EUA e Europa, principalmente, tendo resultado numa receita bruta de cerca 18,037,892 milhões de USD. Pequenas quantidades de amêndoa foram para os países da região austral de África e para o consumo interno. Tabela 6: Exportação de amêndoa Período Quant. (Kg) Preço(Usd) Valor(Usd) 2014 3,396,910 6.63 22,521.513 2015 3,080,000 7,02 21,621,600 Até Abril de 2016 2,565,498 7,03 18,035,450 Fonte: INCAJU Finalmente, importa destacar que volumes consideráveis de castanha tem vindo a ser processados informalmente (de forma artesanal a nível doméstico) para alimentar o mercado local urbano e até para exportação para os países vizinhos. 4.3.3 Principais Constrangimentos A componente de comercialização da castanha enfrentou os seguintes constrangimentos: A falta de organização para a venda de castanha por parte dos produtores, o que diminui a sua capacidade de negociação e por consequência diminui as margens conseguidas no negócio; Prevalência de chuvas e intransitabilidade das vias de acesso devido as cheias e inundações durante o período da comercialização nas Províncias da região Centro do Pais. Pouca afluência dos grandes comerciantes devido as precárias vias de acesso que continuam a encarecer os custos de operação; Instituto de Fomento do Caju/ Balanço do PES I Semestre 2016 8

A venda da castanha tanto em bruto como amêndoa fora dos circuitos normais de comercialização que dificulta o sistema de controlo de quantidades comercializadas; A predominância do sector informal na comercialização da castanha que, apesar do seu papel positivo, dificulta a monitoria da mesma. Em coordenação com os nossos parceiros, nomeadamente a direcção do comércio e as autoridades locais estão sendo desenvolvidos esforços de forma a melhorarmos o nosso sistema de comercialização; Instituto de Fomento do Caju/ Balanço do PES I Semestre 2016 9

5. Conclusões e Perspectivas para o II Semestre O desempenho do subsector no I Semestre é positivo uma vez que realizou cerca de 104% da comercialização prevista e tem fortes expectativa de realizar a meta prevista no programa de produção e distribuição de mudas, não obstante as adversidades oportunamente descritas. Para o II Semestre, no âmbito do Programa de Produção e Distribuição de Mudas, o INCAJU vai continuar com a distribuição das mudas produzidas na campanha em curso bem como iniciar as actividades de produção e distribuição de mudas referentes à campanha 2016/17. No programa de maneio integrado, prevê-se tratar cerca de 3,750,000 cajueiros( quantidade reajustada em resultado das restrições orçamentais), programa já iniciado com o aprovisionamento dos insumos e acções de formação a todos os níveis dos intervenientes. Finalmente, na 2ª quinzena de Outubro inicia a campanha 2016/2017 de comercialização da castanha, na qual se espera comercializar cerca de 120.000 toneladas de castanha. Instituto de Fomento do Caju/ Balanço do PES I Semestre 2016 10