CADERNINHO DE NOMES 1

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CADERNINHO DE NOMES 1 Maria Esther de OLIVEIRA RIBEIRO 2 Ubirajara RODRIGUES CROSARIOL 3 Danielle MAKAUSKAS 4 Rodolfo ENCINAS PINELLI 5 Faculdades Oswaldo Cruz - FAITER, São Paulo, SP RESUMO Caderninho de Nomes é um curta-metragem adaptado de um conto homônimo de Rubem Fonseca, que conta a história de um homem separado, que coleciona conquistas de mulheres em seu caderninho. O protagonista Marco Aurélio estipula que o tempo limite para levar a mulher para a cama é o segundo encontro. Entre todas as mulheres que preenchem seu caderninho, Andressa foi uma exceção à regra, obrigando Marco Aurélio a lançar mão de diferentes artifícios para conseguir o seu objetivo. PALAVRAS-CHAVE: curta-metragem; ficção; literatura brasileira; adaptação. 1 Trabalho submetido ao XVII Prêmio Expocom 2010, na Categoria Cinema e Audiovisual, modalidade filme de ficção. 2 Aluno líder do grupo e estudante do 7º. Semestre do Curso Rádio e TV, email: tetsguitar@gmail.com. 3 Estudante do 7º. Semestre do Curso Rádio e TV, email: birartv@gmail.com. 4 Estudante do 7º. Semestre do Curso Rádio e TV, email: danimakauskas@hotmail.com. 5 Orientador do trabalho. Professor do Curso Rádio e TV, email: rodolfo_pinelli@uol.com.br. 1

1 - INTRODUÇÃO Rubem Fonseca, autor carioca, sempre foi considerado um homem à frente de sua época. Seus contos, romances, histórias, roteiros e enredos são sempre urbanos, realistas, irônicos, atuais e conseguem, de imediato, uma grande identidade com o público. Sua obra não só marcou a literatura brasileira, como também se transformou em séries, minisséries, filmes, peças de teatro, ora promovidas por ele mesmo e ora por adoradores de seu trabalho, isso sem contar os inúmeros livros, teses, dissertações, trabalhos acadêmicos, críticas, artigos e resenhas que foram publicados. Caderninho de Nomes é mais uma magnífica obra do autor, que inspirou nosso grupo a realizar uma adaptação, transformando o conto num curta-metragem. 2 OBJETIVO Transferir uma obra literária para o audiovisual, mantendo a essência do autor, além de acrescentar elementos contemporâneos advindos do repertório pessoal e cultural do grupo e mostrar a mulher inserida na temática do conto. 3 JUSTIFICATIVA A partir da primeira leitura do conto Caderninho de Nomes, de imediato foi identificada uma grande possibilidade para a realização do vídeo conto, primeiramente pela simplicidade de ambientes e depois, pela pequena quantidade de personagens e figurantes. O desafio de adaptar um conto para o audiovisual sem contar com qualquer espécie de verba é muito grande e gera a necessidade de muito cuidado na produção. No entanto, o fator decisivo na escolha da obra foi notar que, ao mesmo tempo em que esse era um ponto positivo, também seria possível construir um curta complexo, pois o conto é extremamente atual (apesar de sua época) e tem uma temática bastante interessante e divertida para ser expressada audiovisualmente. 2

4 - MÉTODOS E TÉCNICAS UTILIZADOS Aproveitando que um integrante do grupo tinha uma câmera fotográfica (CANON EOS) e que ele descobriu que foi desenvolvido um software para captar vídeo com ela através de um cabo USB ligado a um computador (no caso, um notebook), foi escolhida esta câmera, pois ela possuía maior sensibilidade à luz, permitindo cenas mais escuras com nitidez e uma textura mais cinematográfica do que as filmadoras convencionais. Também foi possível, fazer trocas de lentes e elaborar distâncias focais para cada situação. Durante as gravações foram utilizadas duas lentes, Canon EF-S 18-55mm f/3.5-5.6 e Canon EF 35-80mm f/4-5.6 III. A câmera não captava áudio, então houve o desafio de gravar separadamente e sincronizar todo o áudio depois e até de produzir os efeitos sonoros utilizados na pós-produção. Praticamente todos eles (salto, abertura da lata, do armário, porta, chave, entre outros) foram recriados. Foram necessárias várias improvisações técnicas. Uma delas foi ligar os fresnéis nos cabos do chuveiro do apartamento (por ser 220V), outra foi revestir o corredor de bolsas, cobertas e outros materiais para ajudar a diminuir o eco do ambiente, mas a maior de todas foi fazer parecer manhã, quando na verdade já era mais de 1h da madrugada. A iluminação foi feita com dois fresnéis de 1000W e dois set lights de 500W. Os equipamentos usados para a captação do áudio foram um microfone lapela e um Boom. A edição foi feita no software Adobe Premiere CS3 e o tratamento da cores, contrastes e saturações do vídeo captado, foram feitos no software Adobe After Effects CS3. Para os avisos de Não Perturbe, foram utilizados os softwares Adobe Photoshop CS3 e Adobe Illustrator CS3. Toda a trilha sonora foi original: as músicas foram feitas por uma banda dos amigos de um dos integrantes da equipe e para a trilha inicial e final, foram utilizados materiais de caderno e outros elementos (espiral, papéis sendo rasgados e amassados e fricção de lápis em papelão). 3

5 - DESCRIÇÃO DO PRODUTO OU PROCESSO O processo de realização do curta-metragem teve início com a escolha do conto e posteriormente foi elaborado o roteiro. Devido ao enorme respeito e à grande identificação do grupo com o autor e sua obra, o curta, tanto quanto possível, tentou guardar uma grande fidelidade com o conto. Foi realizada uma pesquisa criteriosa para a escolha das locações e dos objetos de cena, figurinos, características físicas e psicológicas dos personagens, equipamentos, forma de captação, fotografia, montagem e trilha sonora. O casting encontrou, mais rapidamente do que era esperado, atores com o perfil procurado, o que facilitou enormemente o andamento da produção. Os detalhes do cenário da sala do personagem foram cuidadosamente pensados: os livros na estante, que guardavam relação com a história do personagem, a disposição do quadro no corredor, levemente escondido, para indicar que o curta se passava na cidade do Rio de Janeiro. Até mesmo os avisos de Não perturbe com a figura do Zé Carioca e as frases sugestivas simbolizavam a personalidade do protagonista e também auxiliavam na conclusão da cena. A locação externa, feita num bar foi uma surpresa, pois como não foi possível visitar o local anteriormente à data da gravação, era esperado um ambiente com mais elementos, quando na realidade o lugar era mais vazio. A opção foi utilizar planos médios, close ups e planos detalhes, o que, no final, acabou coincidindo com a idéia do curta, que era deixar claro que o personagem era um solitário. Como destaque, houve a inclusão de um final alternativo ao do conto original. O black representou o final do autor e logo depois foram inseridos efeitos sonoros que indicavam uma continuidade, acrescentando então, o novo desfecho, mostrando a personagem Andressa também com seu caderninho fazendo uma anotação sobre o protagonista. 4

6 - CONSIDERAÇÕES Desde o início, a equipe optou por fazer um curta de arte, na tentativa de explorar a parte estética da imagem com os contrastes, desfoques e iluminação, como também toda a estrutura do conteúdo do tema. Para a montagem do perfil psicológico e físico dos personagens, a equipe se serviu de um estudo sobre o autor, para entender sua essência. A relação pessoal com os atores, foi excelente e eles tiveram liberdade para improvisar, acrescentar idéias e até que dar sugestões que ajudaram muito. Ao mesmo tempo não foram permitidas algumas mudanças propostas, pois o objetivo era manter o foco no que realmente o curta significava e nas idéias planejadas para serem transmitidas através dele. Além da união demonstrada pela equipe, muitas outras pessoas colaboraram, acreditar ando no projeto e se doaram inteiramente para que fosse possível sua realização. Através da realização desse curta-metragem, a equipe aprendeu que um bom resultado somente pode ser alcançado por meio de organização, planejamento e acima de tudo, do trabalho em equipe. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FIELD, Syd. Manual do Roteiro. São Paulo. Ed. Objetiva, 1995 FONSECA, Rubem. Pequenas Criaturas. São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 2002. MOURA, Edgar. 50 Anos Luz: Câmera e Ação. São Paulo. Ed. SENAC, 1999. DANCYGER, Ken. Técnicas de Edição para Cinema e Vídeo. São Paulo. Ed. Campus, 2007. GERBASE, Carlos. Cinema - Direção de Atores. Porto Alegre. Ed. Artes e Ofícios, 2003. 5