MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO ASSESSORIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO Brasil 2008/09 a 2018/19 AGE - ASSESSORIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO Chefe da AGE: Derli Dossa. E-mail: derli.dossa@agricultura.gov.br Equipe Técnica: José Garcia Gasques. E-mail: jose.gasques@agricultura.gov.br Eliana Teles Bastos. E-mail: eliana.bastos@agricultura.gov.br Lucille Freire da Silva (consultora) Brasília, fevereiro de 2009.
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO ASSESSORIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA ÍNDICE PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO... 4 1. INTRODUÇÃO... 4 2. METODOLOGIA UTILIZADA... 4 3. RESULTADOS DAS PROJEÇÕES BRASIL... 5 3.1. Algodão em pluma... 5 3.2. Arroz... 6 3.3. Feijão... 7 3.4. Milho... 8 3.5. Trigo... 10 3.6. Complexo Soja... 11 3.7. Mandioca... 14 3.8. Batata Inglesa... 15 3.9. Café... 16 3.10. Leite... 17 3.11. Açúcar... 18 3.12. Etanol... 19 3.13. Laranja e Suco de Laranja... 20 3.14. Carnes... 21 4. RESULTADOS DAS PROJEÇÕES REGIONAIS... 25 5. RESUMO DOS PRINCIPAIS RESULTADOS... 26 6. INCERTEZAS... 29 7. BIBLIOGRAFIA... 34 ANEXO... 35 Modelos de Suavização Exponencial.... 35 Modelos de Box e Jenkins (ARMA)... 36 Modelos em Espaço de Estados.... 37
3 Legendas: AGE - Assessoria de Gestão Estratégica CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento EMBRAPA Gado de Leite - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária FAO - Food and Agriculture Organization of the United Nations FAPRI - Food and Agricultural Policy Research Institute FGV - Fundação Getúlio Vargas IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ICONE - Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais IFPRI - International Food Policy Research Institute IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento OECD - Organization for Economic Co-Operation And Development ONU Organização das Nações Unidas ÚNICA - União da Indústria de Cana de Açúcar USDA - United States Department of Agriculture
4 PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO 1. INTRODUÇÃO Organizações públicas e privadas necessitam ter rumos, saber que caminhos seguir para direcionar seus esforços e recursos, num futuro próximo e de longo prazo. Esta visão prospectiva não é estática, mas exige revisões periódicas, em face de mudanças no ambiente interno e externo. Por este motivo instituições que trabalham com essa visão de longo prazo, atualizam sistematicamente suas projeções. Ao projetar o futuro do agronegócio brasileiro para os próximos anos, este trabalho tem como objetivo indicar possíveis direções do desenvolvimento e fornecer subsídios aos formuladores de políticas públicas quanto às principais tendências dos principais produtos do agronegócio. Os resultados buscam, também, atender a um número enorme de usuários dos diversos setores da economia nacional e internacional para os quais as informações ora divulgadas são de enorme importância. As tendências indicadas permitirão identificar trajetórias possíveis, bem como estruturar visões de futuro do agronegócio no contexto mundial para que o país continue crescendo e conquistando novos mercados. O trabalho Projeções do Agronegócio Brasil 2008/09 a 2018/19, ora tornado público, é o quarto sobre uma visão prospectiva do setor, base para o planejamento estratégico do MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Para sua elaboração foram consultados trabalhos de organizações brasileiras e internacionais, alguns deles baseados em modelos de projeções. Dentre as instituições consultadas destacam-se os trabalhos da Food and Agricuture Organization of the United Nations (FAO), Food and Agricultural Policy Research Institute (FAPRI), International Food Policy Research Institute (IFPRI), Organization for Econiomic Co-Operation and Development (OECD), Organização das Nações Unidas (ONU), United States Department of Agriculture (USDA), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Fundação Getúlio Vargas (FGV), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (ICONE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), Embrapa Gado de Leite, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e União da Indústria de Cana de Açúcar (UNICA). 2. METODOLOGIA UTILIZADA O período das projeções abrange 2008/09 a 2018/19, portanto um período de onze anos. Para facilitar o acompanhamento e compreensão dos leitores, as comparações realizadas ao longo do trabalho são feitas em relação ao ano safra corrente, 2007/08. Os dados básicos utilizados para realizar as projeções Brasil no período observado são da CONAB, MAPA e Embrapa Gado de Leite. As comparações internacionais, em geral foram realizadas com informações do FAPRI e do USDA. Em geral, o período que constitui a base das projeções abrange 32 anos. Para a experiência da agricultura brasileira é um período longo, mas para a Estatística não é tão longo. As projeções foram realizadas utilizando três modelos econométricos específicos para realizar projeções de variáveis econômicas. São modelos de séries temporais que têm grande utilização em previsões de séries. Mas sua utilização no Brasil para a finalidade que está sendo dada neste trabalho é inédita. Não temos conhecimento de trabalhos publicados no Brasil que tenham trabalhado com esses modelos.
5 Três modelos estatísticos foram usados: Suavização Exponencial, Box & Jenkins (Arima) e Modelo de Espaço de Estados. Há uma nota metodológica (em anexo) onde foram apresentadas as principais características dos três modelos. Apesar de diferenças específicas, contidas em cada um, a idéia básica de operação dos modelos é que eles analisam os dados passados e as chances desses fatos passados se repetirem no futuro. As projeções foram realizadas em 18 produtos do agronegócio: milho, soja, trigo, laranja, suco de laranja, carne de frango, carne bovina, carne suína, açúcar, etanol, algodão, farelo de soja, óleo de soja, leite in natura, feijão, arroz, batata inglesa e mandioca. A escolha dos modelos mais prováveis foi feita da seguinte maneira: 1. Coerência dos resultados obtidos; 2. Comparações internacionais a dos dados de produção, consumo, exportação, importação e comércio dos países e do mundo; 3. Tendência passada dos nossos dados; 4. Potencial de crescimento; 5. Consultas a especialistas. As projeções foram realizadas em geral para produção, consumo, exportação, importação e área plantada. A tendência foi escolher modelos mais conservadores, e não aqueles modelos que indicaram taxas mais arrojadas de crescimento. Este comportamento na escolha orientou a maioria dos resultados selecionados. As projeções apresentadas neste Relatório são nacionais, onde o número de produtos estudados é abrangente, e regionais onde o número de produtos analisados é restrito e tem interesse específico. É importante ressaltar que as séries trabalhadas abrangem cerca de 30 anos. Em termos estatísticos não é um período longo para um período de previsão de 11 anos. À medida que amplia o horizonte de previsão as estimativas se tornam menos precisas, com limites de confiança muito amplos. Por essa razão os resultados das projeções foram cuidadosamente examinados segundo vários critérios, atentando ao intervalo de confiança, estudos paralelos e consultas à especialistas. 3. RESULTADOS DAS PROJEÇÕES BRASIL 3.1. Algodão em pluma As projeções realizadas pela AGE para o algodão em pluma, indicam a passagem da produção de 1,56 milhão de toneladas de algodão em 2007/2008 para 1,57 milhão de toneladas em 2018/2019. A taxa de crescimento da produção obtida no período 2008/09 a 2018/19 está projetada para 2,08% ao ano. Esta taxa está próxima do crescimento da produção de algodão projetada nos principais países produtores, de 2,16% ao ano (FAPRI, 2008). O consumo projetado até 2018/2019 segue uma taxa anual de 2,18%. Deste modo, o consumo projetado para o Brasil em 2018/2019 é de 1,32 milhão de toneladas de algodão. Por último, projeta-se um volume de exportações de 687,0 mil toneladas em 2018/2019.
6 Tabela 1 - Produção, Consumo e Exportação de Algodão ALGODÃO (milhões de toneladas) Produção Consumo Exportação Ano Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) 2007/08 1,56 1,05 0,52 2008/09 1,20 (0,93 ; 1,48) 1,06 (0,92 ; 1,21) 0,50 (0,35 ; 0,65) 2009/10 1,52 (1,13 ; 1,90) 1,09 (0,93 ; 1,24) 0,53 (0,36 ; 0,71) 2010/11 1,72 (1,31 ; 2,13) 1,11 (0,94 ; 1,28) 0,55 (0,34 ; 0,76) 2011/12 1,37 (0,85 ; 1,89) 1,14 (0,95 ; 1,32) 0,57 (0,33 ; 0,80) 2012/13 1,50 (0,87 ; 2,14) 1,16 (0,96 ; 1,37) 0,58 (0,32 ; 0,84) 2013/14 1,81 (1,14 ; 2,48) 1,19 (0,97 ; 1,41) 0,60 (0,32 ; 0,88) 2014/15 1,55 (0,81 ; 2,28) 1,21 (0,98 ; 1,45) 0,62 (0,32 ; 0,92) 2015/16 1,52 (0,68 ; 2,35) 1,24 (0,98 ; 1,50) 0,63 (0,32 ; 0,95) 2016/17 1,85 (0,97 ; 2,73) 1,27 (0,99 ; 1,54) 0,65 (0,32 ; 0,99) 2017/18 1,71 (0,79 ; 2,63) 1,29 (1,00 ; 1,59) 0,67 (0,32 ; 1,02) 2018/19 1,57 (0,57 ; 2,57) 1,32 (1,00 ; 1,63) 0,69 (0,32 ; 1,05) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da CONAB. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção e exportação modelo Arima e para o consumo modelo Alisamento Exponencial. Fig. 1 - Produção, Consumo e Exportação de Algodão milhões toneladas Algodão Produção Consumo Exportação 2,0 1,56 1,57 1,5 1,05 1,32 1,0 0,69 0,52 0,5 0,0 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 Produção 2,08 Consumo 2,18 Exportação 3,02 3.2. Arroz As projeções de produção e consumo de arroz, feitas pelo MAPA/AGE mostram uma situação muito apertada entre essas duas variáveis, havendo necessidade de importações de arroz nos próximos anos. A produção projetada para 2018/2019 é de 13,47 milhões de toneladas. Equivale a um crescimento anual da produção de 0,94% de 2008/09 a 2018/19. O consumo deverá crescer a uma taxa anual média de 0,93%, atingindo o volume de 14,49 milhões de toneladas em 2018/19. Assim a importação projetada para o final do período é de 771 mil toneladas. A taxa anual projetada para o consumo de arroz nos próximos anos, de 0,93%, está um pouco abaixo do crescimento da população brasileira, mas está acima da taxa anual do consumo mundial prevista para os próximos dez anos em média anual de 0,60% (FAPRI, 2008).
7 Tabela 2 - Produção, Consumo e Importação de Arroz ARROZ (milhões de toneladas) Produção Consumo Importação Ano Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) 2007/08 12,11 13,00 0,60 2008/09 12,26 (9,00 ; 15,52) 13,21 (12,55 ; 13,87) 0,71 (-0,41 ; 1,82) 2009/10 12,38 (8,86 ; 15,90) 13,34 (12,62 ; 14,05) 0,82 (-0,42 ; 2,06) 2010/11 12,50 (8,67 ; 16,34) 13,47 (12,69 ; 14,24) 0,81 (-0,46 ; 2,09) 2011/12 12,62 (8,44 ; 16,80) 13,59 (12,75 ; 14,44) 0,74 (-0,62 ; 2,10) 2012/13 12,74 (8,19 ; 17,29) 13,72 (12,80 ; 14,64) 0,75 (-0,74 ; 2,24) 2013/14 12,86 (7,93 ; 17,80) 13,85 (12,85 ; 14,85) 0,78 (-0,79 ; 2,36) 2014/15 12,99 (7,64 ; 18,33) 13,98 (12,90 ; 15,06) 0,78 (-0,86 ; 2,42) 2015/16 13,11 (7,34 ; 18,87) 14,11 (12,94 ; 15,28) 0,76 (-0,95 ; 2,48) 2016/17 13,23 (7,03 ; 19,42) 14,24 (12,98 ; 15,49) 0,77 (-1,03 ; 2,56) 2017/18 13,35 (6,72 ; 19,98) 14,37 (13,02 ; 15,71) 0,77 (-1,09 ; 2,64) 2018/19 13,47 (6,40 ; 20,54) 14,50 (13,06 ; 15,93) 0,77 (-1,16 ; 2,70) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da CONAB. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção e consumo modelo Alisamento Exponencial e para a importação modelo Arima. Fig. 2 - Produção, Consumo e Importação de Arroz milhões toneladas Produção Arroz Consumo Importação 20 15 13,0 14,5 10 12,1 13,5 5 0,60 0 0,77 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 Produção 0,94 Consumo 0,93 Importação 0,11 3.3. Feijão Representa um típico produto de consumo doméstico e de enorme importância na alimentação e na geração de renda dos pequenos produtores no Brasil. O feijão tem uma taxa anual projetada de aumento da produção de 1,97% e consumo ao redor de 1,21% ao ano, para o período 2008/2009 a 2018/2019. As projeções de importação indicam que pode haver alguma importação de feijão nos próximos anos. Porém, a magnitude dos números de importação indica que esta, se feita, ocupa uma posição pouco expressiva.
8 Tabela 3 - Produção, Consumo e Importação de Feijão FEIJÃO (milhões de toneladas) Produção Consumo Importação Ano Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) 2007/08 3,54 3,40 0,07 2008/09 3,55 (2,48 ; 4,63) 3,29 (2,85 ; 3,72) 0,07 (-0,01 ; 0,16) 2009/10 3,63 (2,47 ; 4,79) 3,34 (2,84 ; 3,85) 0,07 (-0,02 ; 0,17) 2010/11 3,71 (2,44 ; 4,97) 3,38 (2,82 ; 3,94) 0,07 (-0,02 ; 0,17) 2011/12 3,78 (2,41 ; 5,16) 3,43 (2,82 ; 4,04) 0,08 (-0,03 ; 0,19) 2012/13 3,86 (2,36 ; 5,36) 3,46 (2,80 ; 4,12) 0,08 (-0,04 ; 0,20) 2013/14 3,94 (2,31 ; 5,56) 3,50 (2,80 ; 4,21) 0,08 (-0,05 ; 0,20) 2014/15 4,01 (2,25 ; 5,77) 3,55 (2,80 ; 4,29) 0,08 (-0,05 ; 0,21) 2015/16 4,09 (2,19 ; 5,99) 3,59 (2,80 ; 4,38) 0,08 (-0,06 ; 0,22) 2016/17 4,17 (2,12 ; 6,21) 3,63 (2,81 ; 4,46) 0,08 (-0,06 ; 0,23) 2017/18 4,24 (2,06 ; 6,43) 3,67 (2,81 ; 4,54) 0,08 (-0,07 ; 0,24) 2018/19 4,32 (1,99 ; 6,65) 3,72 (2,82 ; 4,61) 0,09 (-0,07 ; 0,24) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da CONAB. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção modelo Alisamento Exponencial, para o consumo modelo Espaço de estados e para a importação modelo Arima. Fig. 3 - Produção, Consumo e Importação de Feijão milhões toneladas Produção Feijão Consumo Importação 5 4 3,5 4,3 3 3,4 3,7 2 1 0 0,07 0,09 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 Produção 1,97 Consumo 1,21 Importação 1,85 Na literatura sobre consumo, o feijão se apresenta como um produto de elasticidade renda consumo positivo apenas para o estrato de renda mais baixa. Significa dizer que para esse estrato de renda, quando a renda aumenta o consumo de feijão também aumenta. Mas, a elasticidade renda consumo média dos estratos é (-0,072). Esse valor negativo da elasticidade indica que se a renda aumenta o consumo de feijão decresce (Hoffmann, 2007). 3.4. Milho As projeções de produção de milho no Brasil indicam um aumento de 15,7 milhões de toneladas entre a safra de 2007/08 que está finalizando e 2018/19. Em 2018/2019 a produção deverá situar-se em 73,25 milhões de toneladas (MAPA/AGE) e um consumo de 52,49 milhões. Esses resultados indicam que o País deverá fazer ajustes no seu quadro de suprimentos de modo a garantir o abastecimento do mercado interno e obter algum excedente para exportação, estimado em 22,91 milhões de toneladas em 2018/19. O Brasil está colocado entre os países que terão aumentos significativos de suas exportações de milho, ao lado da Argentina (FAPRI e USDA). Este crescimento das
9 exportações brasileiras far-se-á possível por meio de ganhos de produção e produtividade. A estimativa prevista para as exportações de milho são da ordem de 22,9 milhões de toneladas em 2018/19. Mas esse valor poderá sofrer forte tendência de situar-se num limite superior devido à importância crescente do milho no mundo. Tabela 4 - Produção, Consumo e Exportação de Milho MILHO (milhões de toneladas) Produção Consumo Exportação Ano Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) 2007/08 58,59 44,00 11,55 2008/09 57,83 (48,39 ; 67,26) 43,10 (38,19 ; 48,02) 11,15 (6,09 ; 16,21) 2009/10 60,03 (48,71 ; 71,35) 44,04 (38,72 ; 49,36) 12,33 (6,85 ; 17,80) 2010/11 61,32 (47,96 ; 74,68) 44,98 (39,19 ; 50,77) 13,50 (7,55 ; 19,46) 2011/12 62,87 (47,85 ; 77,89) 45,92 (39,61 ; 52,23) 14,68 (8,19 ; 21,17) 2012/13 64,32 (47,76 ; 80,88) 46,86 (39,99 ; 53,72) 15,85 (8,79 ; 22,92) 2013/14 65,83 (47,88 ; 83,77) 47,79 (40,34 ; 55,25) 17,03 (9,36 ; 24,70) 2014/15 67,30 (48,06 ; 86,54) 48,73 (40,66 ; 56,81) 18,21 (9,90 ; 26,51) 2015/16 68,79 (48,34 ; 89,24) 49,67 (40,97 ; 58,38) 19,38 (10,43 ; 28,33) 2016/17 70,28 (48,69 ; 91,87) 50,61 (41,26 ; 59,96) 20,56 (10,94 ; 30,18) 2017/18 71,76 (49,09 ; 94,44) 51,55 (41,54 ; 61,56) 21,73 (11,43 ; 32,03) 2018/19 73,25 (49,54 ; 96,96) 52,49 (41,81 ; 63,17) 22,91 (11,92 ; 33,89) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da CONAB. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção modelo Espaço de estados, para o consumo e exportação modelo Alisamento exponencial. Fig. 4 - Produção, Consumo e Exportação de Milho Milho Produção Consumo Exportação milhões toneladas 80 60 40 20 0 58,6 44,0 11,6 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 73,2 52,5 22,9 2018/19 Produção 2,33 Consumo 1,99 Exportação 7,37 A área plantada de milho entre 2008/09 e 2018/19, deverá crescer a uma taxa média anual de 1,4%. Deste modo, a área deverá passar de 14,3 milhões de hectares em 2008/09 para 16,46 milhões de hectares em 2018/19. Esse crescimento é bem maior do que a média mundial, de 0,33% ao ano previsto para os próximos 10 anos. Essa diferença se deve ao fato do Brasil dispor de terras que poderão ser incorporadas à produção nos próximos anos. Mas o crescimento da produtividade será o fator determinante para o aumento da produção de milho nos próximos anos.
10 Fig. 5 Área Plantada de Milho Milho Área plantada (mil ha) 14.709 15.461 Área 1,40 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 3.5. Trigo O consumo interno de trigo no País deverá crescer em média 1,31% ao ano, entre 2008/09 e 2018/19, alcançando a cifra de 12,5 milhões de toneladas em 2018/19. O consumo doméstico deverá crescer bem mais rápido que a produção. A taxa prevista para o aumento do consumo é de 1,31% ao ano para os próximos anos. Isso deve manter o país como um dos maiores importadores mundiais de trigo. A produção projetada para 2018/2019 é de 7,89 milhões de toneladas, e um consumo de 12,25 milhões de toneladas no mesmo ano. O abastecimento interno exigirá importações de 5,5 milhões de toneladas em 2018/2019. Vale observar que pode-se ter redução das importações de trigo nos próximos anos, devido ao aumento esperado da produção interna. O trigo apresenta-se como um dos produtos relevantes entre os grãos produzidos mundialmente. Por ser de elevada importância no consumo, especialmente humano, representa um produto de elevada importância estratégica. Tabela 5 - Produção, Consumo e Importação de Trigo TRIGO (milhões de toneladas) Produção Consumo Importação Ano Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) 2007/08 5,41 10,25 6,53 2008/09 5,48 (2,06 ; 8,90) 10,75 (3,94 ; 17,57) 6,57 (-1,41 ; 14,55) 2009/10 5,72 (2,02 ; 9,43) 10,90 (3,53 ; 18,28) 6,47 (-5,30 ; 18,24) 2010/11 5,96 (1,93 ; 9,99) 11,05 (3,03 ; 19,08) 6,37 (-9,53 ; 22,27) 2011/12 6,20 (1,81 ; 10,60) 11,20 (2,46 ; 19,95) 6,26 (-13,91 ; 26,43) 2012/13 6,44 (1,66 ; 11,23) 11,35 (1,83 ; 20,87) 6,16 (-18,34 ; 30,66) 2013/14 6,68 (1,49 ; 11,88) 11,50 (1,16 ; 21,84) 6,06 (-22,81 ; 34,93) 2014/15 6,92 (1,30 ; 12,54) 11,65 (0,46 ; 22,84) 5,95 (-27,30 ; 39,21) 2015/16 7,16 (1,10 ; 13,23) 11,80 (-0,26 ; 23,87) 5,85 (-31,81 ; 43,51) 2016/17 7,41 (0,89 ; 13,92) 11,95 (-1,01 ; 24,92) 5,75 (-36,33 ; 47,82) 2017/18 7,65 (0,68 ; 14,62) 12,10 (-1,78 ; 25,98) 5,65 (-40,85 ; 52,14) 2018/19 7,89 (0,45 ; 15,32) 12,25 (-2,55 ; 27,06) 5,54 (-45,38 ; 56,46) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da CONAB e IBGE para as safras de 2006/07 e 2007/08. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção, consumo e importação modelo Alisamento exponencial.
11 Fig. 6 - Produção, Consumo e Importação de Trigo milhões toneladas 14 12 10 8 6 4 2 0 10,3 6,5 5,4 2007/08 2008/09 2009/10 Trigo Produção Consumo Importação 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 12,3 7,9 5,5 2018/19 Produção 3,69 Consumo 1,31 Importação 1,69 3.6. Complexo Soja Soja Grão As estimativas realizadas pela AGE indicam uma produção brasileira de 80,9 milhões de toneladas de soja em 2018/2019. Essa projeção é maior em cerca de 20 milhões de toneladas em relação ao que o Brasil está produzindo nesta safra de 2007/08. A taxa de crescimento anual prevista é de 2,43% no período da projeção, 2008/09 a 2018/19. Essa taxa está próxima da taxa mundial para os próximos dez anos, estimada pelo FAPRI (2008) em 2,56% ao ano. O consumo doméstico de soja em grão deverá atingir 44,4 milhões de toneladas no final da projeção, representando 55,0% da produção. O consumo está projetado crescer a uma taxa anual de 2,11%, taxa esta praticamente idêntica ao crescimento previsto mundialmente. Como se sabe, a soja é um componente essencial na fabricação de rações animais e adquire importância crescente na alimentação humana. As exportações de soja projetadas pela AGE para 2018/2019 são de 36,5 milhões de toneladas. Representam um aumento de cerca de 11 milhões de toneladas em relação a quantidade exportada pelo Brasil em 2007/08. A taxa anual projetada para a exportação de soja em grão é de 3,1%. Essa taxa está um pouco acima da taxa mundial projetada pelo FAPRI (2008), de 2,72% ao ano para os próximos anos. Os resultados obtidos mostram que a exportação de soja brasileira deve representar no período final das projeções, 40% do comércio mundial. Esse percentual representa um acréscimo de 4 pontos percentuais em relação ao ano de 2008. Fig. 7 - Produção, Consumo e Exportação de Soja milhões toneladas 100 80 60 40 20 0 60,1 Soja (grão) Produção Consumo Exportação 80,9 35,1 44,4 25,8 36,5 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 Produção 2,43 Consumo 2,11 Exportação 3,09
12 Tabela 6 - Produção, Consumo e Exportação de Soja SOJA (milhões de toneladas) Produção Consumo Exportação Ano Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) 2007/08 60,07 35,05 25,75 2008/09 63,84 (56,50 ; 71,18) 35,85 (32,79 ; 38,91) 27,07 (23,69 ; 30,45) 2009/10 64,02 (55,08 ; 72,97) 37,04 (32,69 ; 41,39) 27,62 (23,16 ; 32,08) 2010/11 67,11 (55,90 ; 78,33) 37,76 (32,23 ; 43,29) 28,78 (23,34 ; 34,22) 2011/12 67,61 (55,00 ; 80,23) 38,62 (32,17 ; 45,07) 29,68 (23,31 ; 36,05) 2012/13 70,51 (56,38 ; 84,65) 39,45 (32,17 ; 46,73) 30,63 (23,48 ; 37,78) 2013/14 71,05 (55,75 ; 86,36) 40,27 (32,27 ; 48,26) 31,62 (23,75 ; 39,49) 2014/15 73,98 (57,45 ; 90,52) 41,10 (32,44 ; 49,76) 32,57 (24,03 ; 41,12) 2015/16 74,50 (56,96 ; 92,05) 41,92 (32,65 ; 51,20) 33,55 (24,39 ; 42,71) 2016/17 77,45 (58,83 ; 96,07) 42,75 (32,90 ; 52,60) 34,52 (24,78 ; 44,26) 2017/18 77,97 (58,44 ; 97,50) 43,58 (33,19 ; 53,97) 35,49 (25,21 ; 45,77) 2018/19 80,91 (60,42 ; 101,41) 44,41 (33,50 ; 55,31) 36,46 (25,66 ; 47,26) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da CONAB. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção, consumo e exportação modelo Espaço de estados. As projeções de expansão de área plantada de soja mostram que a área deve passar para 26,5 milhões de hectares em 2018/19. Representa um acréscimo de 5,0 milhões de hectares em relação à safra 2007/08. Essa expansão é superada apenas pela expansão prevista da área de cana de açúcar, de 7 milhões de hectares até o final das projeções. Mas o aumento de produtividade será o principal fator de aumento da produção de soja no Brasil. Enquanto o aumento de produção previsto é de 2,43% ao ano, nos próximos anos a expansão da área é de 1,95%. A soja deve expandir-se através de uma combinação de expansão de fronteira em regiões onde ainda há terras disponíveis e um processo de substituição de lavouras onde não há terras disponíveis para serem incorporadas. Fig. 8 Área Plantada de Soja e Cana de Açúcar Área Plantada (mil hectares) Cana de açúcar Soja 21.317 7.052 26.494 13.026 Soja 1,95 Cana Açúcar 4,55 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 Farelo e Óleo de Soja O farelo de soja e o óleo mostram grande dinamismo nos próximos anos. Nas exportações o óleo deve crescer a taxa maior que o farelo o farelo deve crescer a 1,12% ao ano e o óleo de soja, 2,03% ao ano. Em ambos os produtos o consumo interno deve crescer a
13 taxas elevadas nos próximos anos. O consumo de óleo de soja deverá crescer a uma taxa anual de 3,2% no período 2008/09 a 2018/19, e o farelo de soja deve crescer o consumo em 4,2% ao ano. Esses dados refletem o dinamismo do mercado interno para esses produtos. Tabela 7 - Produção, Consumo e Exportação de Farelo de Soja FARELO DE SOJA (milhões de toneladas) Produção Consumo Exportação Ano Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) 2007/08 24,95 11,80 13,20 2008/09 25,56 (22,11 ; 29,01) 12,08 (11,19 ; 12,98) 13,44 (10,26 ; 16,63) 2009/10 26,35 (22,61 ; 30,08) 12,70 (11,73 ; 13,66) 13,60 (10,15 ; 17,05) 2010/11 27,14 (23,07 ; 31,20) 13,31 (12,26 ; 14,36) 13,76 (10,01 ; 17,51) 2011/12 27,92 (23,50 ; 32,35) 13,93 (12,78 ; 15,07) 13,92 (9,83 ; 18,01) 2012/13 28,71 (23,89 ; 33,53) 14,54 (13,29 ; 15,79) 14,08 (9,63 ; 18,53) 2013/14 29,50 (24,27 ; 34,73) 15,15 (13,80 ; 16,51) 14,24 (9,40 ; 19,07) 2014/15 30,29 (24,62 ; 35,95) 15,77 (14,30 ; 17,24) 14,39 (9,17 ; 19,62) 2015/16 31,08 (24,97 ; 37,18) 16,38 (14,80 ; 17,97) 14,55 (8,91 ; 20,19) 2016/17 31,86 (25,30 ; 38,43) 17,00 (15,29 ; 18,70) 14,71 (8,65 ; 20,77) 2017/18 32,65 (25,63 ; 39,68) 17,61 (15,79 ; 19,43) 14,87 (8,39 ; 21,36) 2018/19 33,44 (25,94 ; 40,93) 18,22 (16,28 ; 20,17) 15,03 (8,11 ; 21,95) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da CONAB. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção, consumo e exportação modelo Alisamento Exponencial. Tabela 8 - Produção, Consumo e Exportação de Óleo de Soja ÓLEO DE SOJA (milhões de toneladas) Produção Consumo Exportação Ano Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) 2007/08 6,16 4,10 2,12 2008/09 6,33 (5,52 ; 7,15) 3,93 (3,50 ; 4,36) 2,43 (1,46 ; 3,40) 2009/10 6,54 (5,66 ; 7,42) 4,08 (3,61 ; 4,54) 2,48 (1,43 ; 3,54) 2010/11 6,75 (5,79 ; 7,71) 4,22 (3,72 ; 4,73) 2,54 (1,39 ; 3,68) 2011/12 6,96 (5,91 ; 8,00) 4,37 (3,81 ; 4,92) 2,59 (1,35 ; 3,84) 2012/13 7,16 (6,03 ; 8,30) 4,51 (3,91 ; 5,11) 2,65 (1,29 ; 4,00) 2013/14 7,37 (6,13 ; 8,60) 4,66 (4,00 ; 5,31) 2,70 (1,23 ; 4,18) 2014/15 7,58 (6,24 ; 8,91) 4,80 (4,10 ; 5,51) 2,76 (1,16 ; 4,35) 2015/16 7,78 (6,34 ; 9,22) 4,95 (4,19 ; 5,71) 2,81 (1,09 ; 4,53) 2016/17 7,99 (6,44 ; 9,54) 5,09 (4,27 ; 5,91) 2,86 (1,02 ; 4,71) 2017/18 8,20 (6,54 ; 9,86) 5,24 (4,36 ; 6,11) 2,92 (0,94 ; 4,90) 2018/19 8,41 (6,64 ; 10,17) 5,38 (4,45 ; 6,32) 2,97 (0,86 ; 5,08) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da CONAB. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção, consumo e exportação modelo Alisamento Exponencial.
14 A tabela 9 ilustra a dinâmica prevista para óleo de soja e farelo através dos dados da AGE e do FAPRI Tabela 9 - Dinâmica do Farelo e Óleo de Soja Farelo de Soja Mundo (2008/09 a 2017/18) Brasil (2008/09 a 2018/19) Produção 2,72% 2,72% Exportação 2,74% 1,12% Consumo 2,50% 4,18% Óleo de Soja Produção 2,70% 2,86% Exportação 1,69% 2,03% Consumo 2,63% 3,18% Fonte: AGE/ MAPA (2008) e FAPRI (2008) Fig. 9 - Produção, Consumo e Exportação de Farelo de Soja milhões toneladas Farelo de Soja Produção Consumo Exportação 40 33,4 30 24,9 20 18,2 13,2 10 11,8 15,0 0 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 Produção 2,72 Consumo 4,18 Exportação 1,12 Fig. 10 - Produção, Consumo e Exportação Óleo de Soja milhões toneladas Óleo de Soja Produção Consumo Exportação 10 8 6,2 6 4,1 4 2,1 2 0 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 8,4 5,4 3,0 2018/19 Produção 2,86 Consumo 3,18 Exportação 2,03 3.7. Mandioca Assim como o feijão, a mandioca é um produto típico de mercado interno. Não há muitas informações sobre esse produto, o que dificulta análises mais abrangentes. As projeções de produção mostram que a produção de mandioca deve crescer a 1,72% ao ano nos
15 próximos 11 anos. A produção está projetada para 32,2 milhões de toneladas no último ano da projeção. Tabela 10 - Produção de Mandioca MANDIOCA (milhões de toneladas) Produção Ano Projeção (linf. ; Lsup) 2007/08 26,05 2008/09 27,18 (22,15 ; 32,20) 2009/10 27,68 (22,24 ; 33,12) 2010/11 28,19 (22,27 ; 34,11) 2011/12 28,69 (22,24 ; 35,14) 2012/13 29,20 (22,18 ; 36,22) 2013/14 29,70 (22,08 ; 37,33) 2014/15 30,21 (21,96 ; 38,46) 2015/16 30,71 (21,82 ; 39,61) 2016/17 31,22 (21,66 ; 40,78) 2017/18 31,73 (21,49 ; 41,96) 2018/19 32,23 (21,31 ; 43,15) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da CONAB. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção modelo Alisamento exponencial. Fig. 11 - Produção de Mandioca Mandioca milhões toneladas 40 30 20 10 0 26,1 Produção 32,2 Produção 1,72 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 Há possibilidade que a área tenha expansão nos próximos anos. De 1,81 milhão de hectares em 2007/08 para 2,0 milhões de hectares em 2018/19. Deve haver uma expansão ao redor de 200 mil hectares. Isso deve ocorrer especialmente nas regiões que lideram a produção nacional, e esse aumento de área é bem inferior ao aumento da produção prevista. Pode haver, desse modo, aumentos de produtividade nesse produto à medida que aumenta sua demanda para a indústria. 3.8. Batata Inglesa A produção deverá crescer a uma taxa anual de 1,56% nos próximos anos. A produção deverá atingir 4,1 milhões de toneladas. Essa produção é totalmente voltada para abastecer o mercado interno. Por sua vez, melhoria tecnológica introduzida, deve levar a redução de área plantada com essa atividade.
16 Tabela 11 - Produção de Batata Inglesa BATATA INGLESA (milhões de toneladas) Produção Ano Projeção (linf. ; Lsup) 2007/08 3,61 2008/09 3,51 (3,16 ; 3,86) 2009/10 3,59 (3,22 ; 3,96) 2010/11 3,65 (3,25 ; 4,05) 2011/12 3,70 (3,28 ; 4,13) 2012/13 3,76 (3,31 ; 4,22) 2013/14 3,82 (3,34 ; 4,30) 2014/15 3,88 (3,38 ; 4,38) 2015/16 3,94 (3,41 ; 4,46) 2016/17 4,00 (3,45 ; 4,54) 2017/18 4,05 (3,49 ; 4,62) 2018/19 4,11 (3,53 ; 4,70) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da CONAB. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção modelo Arima. Fig. 12 - Produção de Batata Inglesa 4,5 Batata Inglesa Produção 4,0 3,5 3,0 3,6 4,1 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 milhões toneladas 2018/19 Produção 1,56 3.9. Café As projeções da AGE referem-se ao consumo e área plantada para o período 2008/2009 até 2018/2019. As projeções mostram que o consumo interno deverá crescer muito acima do crescimento populacional nos próximos anos. A taxa prevista é de 2,62% ao ano para o período 2008/09 e 2018/19. Não se tem projeções para o consumo mundial, mas o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, 2008), estimou uma taxa anual média de consumo no mundo nos últimos 34 anos, de 1,68% ao ano. A área plantada de café deverá sofrer ligeira redução nos próximos anos. Deve passar de 2,1 milhões de hectares em 2007/08 para 1,9 milhão de hectares nos próximos 11 anos. Portanto, espera-se uma queda na área plantada de café da ordem de 0,82% ao ano.
17 Tabela 12 - Consumo de Café CAFÉ (milhões de toneladas) Consumo Ano Projeção (linf. ; Lsup) 2007/08 18,10 2008/09 18,77 (18,44 ; 19,10) 2009/10 19,38 (18,56 ; 20,20) 2010/11 19,92 (18,83 ; 21,02) 2011/12 20,51 (19,17 ; 21,86) 2012/13 21,03 (19,47 ; 22,59) 2013/14 21,61 (19,86 ; 23,36) 2014/15 22,14 (20,22 ; 24,06) 2015/16 22,71 (20,63 ; 24,79) 2016/17 23,24 (21,02 ; 25,46) 2017/18 23,80 (21,44 ; 26,17) 2018/19 24,34 (21,85 ; 26,83) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da CONAB. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para o consumo modelo Espaço de estados. Fig. 13 - Consumo de Café milhões toneladas 30 25 20 15 10 5 0 18,1 Café Consumo 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 Consumo 2,62 24,3 Fig. 14 - Área Plantada de Café 2.073 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 Café Área (mil ha) 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 Área -0,82 2016/17 1.935 2017/18 2018/19 3.10. Leite O leite foi considerado neste trabalho como um dos produtos que apresenta elevadas possibilidades de crescimento. A produção deverá crescer a uma taxa anual de 2,75%. Isso corresponde a uma produção de 36,9 bilhões de litros de leite cru no final do período das projeções. O consumo deverá crescer a uma taxa de 2,23% ao ano nos próximos anos. Essa taxa é bem superior à observada para o crescimento da população brasileira.
18 Tabela 13 - Produção, Consumo e Exportação de Leite LEITE (bilhões de litros) Produção Consumo Exportação Ano Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) 2007/08 27,40 26,58 1,05 2008/09 28,10 (26,78 ; 29,43) 27,09 (24,89 ; 29,28) 1,08 (0,77 ; 1,38) 2009/10 28,98 (27,55 ; 30,42) 27,76 (25,38 ; 30,13) 1,18 (0,85 ; 1,51) 2010/11 29,86 (28,30 ; 31,42) 28,43 (25,84 ; 31,01) 1,28 (0,92 ; 1,64) 2011/12 30,74 (29,04 ; 32,44) 29,09 (26,28 ; 31,91) 1,38 (0,99 ; 1,77) 2012/13 31,61 (29,76 ; 33,47) 29,76 (26,70 ; 32,83) 1,48 (1,05 ; 1,91) 2013/14 32,49 (30,48 ; 34,50) 30,43 (27,10 ; 33,76) 1,58 (1,12 ; 2,05) 2014/15 33,37 (31,19 ; 35,54) 31,10 (27,50 ; 34,71) 1,68 (1,18 ; 2,19) 2015/16 34,25 (31,90 ; 36,59) 31,77 (27,88 ; 35,66) 1,78 (1,24 ; 2,33) 2016/17 35,12 (32,60 ; 37,64) 32,44 (28,26 ; 36,62) 1,89 (1,30 ; 2,47) 2017/18 36,00 (33,30 ; 38,70) 33,11 (28,64 ; 37,58) 1,99 (1,36 ; 2,61) 2018/19 36,88 (34,00 ; 39,76) 33,78 (29,01 ; 38,55) 2,09 (1,42 ; 2,75) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da Embrapa Gado de Leite Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção, consumo e exportação modelo Alisamento exponencial. Fig. 15 - Produção, Consumo e Exportação de Leite Leite Produção Consumo Exportação bilhões litros 40 30 20 10 0 27,4 26,6 1,1 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 36,9 33,8 2,1 2018/19 Produção 2,75 Consumo 2,23 Exportação 6,78 Os dados disponíveis sobre exportação não permitem que se faça com segurança as projeções, pois ao contrário de outras séries de dados, o período não é suficientemente longo que permita que se faça as projeções. 3.11. Açúcar As projeções da OCDE e do FAPRI são coincidentes ao demonstrarem que o Brasil será um país-chave na determinação do futuro dos preços mundiais do açúcar, permanecendo como o líder em produtividade e em exportação do produto. Segundo o FAPRI (2008), o Brasil deverá contar com um aumento da produção de 7 milhões de toneladas entre 2008/09 e 2017/18, atingindo um montante de 40,76 milhões de toneladas em 2017/18. Até 2017/18, o comércio de açúcar brasileiro deve aumentar em 20,6%. Ganhos de produtividade e eficiência na produção de açúcar no Brasil e na Índia podem levar a queda de preços no mercado internacional segundo o FAPRI. As estimativas obtidas pela AGE para a produção brasileira de açúcar indicam uma taxa média anual de crescimento de 3,25% no período 2008/2009 a 2018/2019. Essa taxa deve
19 conduzir a uma produção de 47,34 milhões de toneladas do produto em 2018/2019. Essa produção corresponde a um acréscimo de 14,6 milhões de toneladas em relação ao observado em 2007/2008. As taxas projetadas para exportações e consumo para os próximos 11 anos são, respectivamente, de 4,08% ao ano e de 1,84% ao ano. Para as exportações, a projeção para 2018/2019 é de um volume de 32,64 milhões de toneladas. Tabela 14 - Produção, Consumo e Exportação de Açúcar AÇÚCAR (milhões de toneladas) Produção Consumo Exportação Ano Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) 2007/08 32,78 11,43 21,00 2008/09 34,43 (31,51 ; 37,36) 11,65 (10,13 ; 13,16) 21,83 (18,04 ; 25,61) 2009/10 35,61 (30,99 ; 40,23) 11,89 (9,95 ; 13,83) 22,95 (18,63 ; 27,26) 2010/11 36,94 (31,46 ; 42,42) 12,11 (9,75 ; 14,48) 24,03 (19,03 ; 29,04) 2011/12 38,24 (31,87 ; 44,60) 12,35 (9,67 ; 15,03) 25,10 (19,54 ; 30,65) 2012/13 39,53 (32,45 ; 46,62) 12,58 (9,60 ; 15,56) 26,18 (20,13 ; 32,23) 2013/14 40,84 (33,08 ; 48,59) 12,81 (9,56 ; 16,07) 27,25 (20,74 ; 33,77) 2014/15 42,14 (33,77 ; 50,50) 13,05 (9,54 ; 16,55) 28,33 (21,39 ; 35,27) 2015/16 43,44 (34,50 ; 52,38) 13,28 (9,55 ; 17,01) 29,41 (22,06 ; 36,75) 2016/17 44,74 (35,26 ; 54,21) 13,51 (9,56 ; 17,46) 30,48 (22,76 ; 38,21) 2017/18 46,04 (36,06 ; 56,02) 13,74 (9,58 ; 17,90) 31,56 (23,47 ; 39,66) 2018/19 47,34 (36,87 ; 57,81) 13,98 (9,62 ; 18,33) 32,64 (24,19 ; 41,08) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da CONAB. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção, consumo e exportação modelo Espaço de estados. Fig. 16 - Produção, Consumo e Exportação de Açúcar Açúcar milhões toneladas 50 40 30 20 10 0 32,8 21,0 11,4 2007/08 2008/09 Produção Consumo Exportação 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 47,3 32,6 14,0 2018/19 Produção 3,25 Consumo 1,84 Exportação 4,08 3.12. Etanol A produção de etanol no Brasil tem como fonte a cana de açúcar e é produzido nas regiões Centro-Sul, Norte e Nordeste. O etanol é considerado pelos especialistas como o álcool etílico de biomassa, para uso combustível ou industrial, inclusive na produção de bebidas industrializadas, excluindo, entretanto, o álcool contido em bebidas originais como cachaça, rum, vodka, whisky, bourbon, conhaque e outras. Neste sentido, a produção de etanol é composta pelo álcool anidro e álcool hidratado. O Brasil e os Estados Unidos são atualmente os maiores produtores de etanol, embora os Estados Unidos extraiam esse produto do milho, e não da cana de açúcar como no Brasil.
20 As projeções do etanol, referentes a produção, consumo e exportação refletem grande dinamismo desse produto devido especialmente ao crescimento do consumo interno. A produção de etanol projetada para 2018/19 é de 58,8 bilhões de litros, mais que o dobro da produção de 2007/08. O consumo interno para 2018 está projetado em 50,0 bilhões de litros e as exportações em 8,8 bilhões. A Empresa de Pesquisa Energética EPE (2008), projeta para 2017 que 73,6% dos veículos vendidos no Brasil serão do tipo flex fuel. Para ter-se uma referência do que essa proporção representa no ano de 2008, os veículos flex fuel representam 29,6% do total das unidades vendidas. A expansão do setor automobilístico, e o uso crescente dos carros flex fuel é atualmente o principal fator responsável pelo crescimento da produção de etanol no Brasil. O trabalho de Bressan Filho (2008) é muito útil para analisar o etanol como um novo combustível universal. Tabela 15 - Produção, Consumo e Exportação de Etanol ETANOL (bilhões litros) Ano Produção Consumo Exportação 2007 21,5 18,0 5,5 2008 24,9 20,7 5,8 2009 28,3 24,1 6,1 2010 31,7 27,6 6,4 2011 35,1 31,2 6,7 2012 38,5 33,6 7,0 2013 41,9 35,8 7,3 2014 45,3 38,7 7,6 2015 48,7 41,6 7,9 2016 52,1 44,4 8,2 2017 55,5 47,2 8,5 2018 58,8 50,0 8,8 Fonte: MAPA, 2007 e EPE - Empresa de Pesquisa Energética, 2008./ Câmaras Setoriais Fig. 17 - Produção, Consumo e Exportação de Etanol bilhões litros 70 60 50 40 30 20 10 0 21,5 18,0 5,5 2007 2008 2009 Etanol Produção Consumo Exportação 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 58,8 50,0 8,8 2018 3.13. Laranja e Suco de Laranja A produção de laranja deverá passar de 18,6 milhões de toneladas na safra 2006/07 para 20,5 milhões de toneladas. Em 2018/19. Esse crescimento corresponde a uma taxa anual de crescimento de 0,89%. A área plantada deve expandir-se pouco nos próximos anos. A taxa projetada é de 0,42% ao ano para os próximos 11 anos. A área deverá atingir 856 mil hectares de laranja em 2018/19.
21 O Brasil deve exportar 3,1 milhões de toneladas de suco de laranja. Restrições comerciais na forma de barreiras ao comércio é o principal fator limitando a expansão do suco de laranja. Tabela 16 - Produção e Exportação de Laranja e Suco de laranja LARANJA (milhões de toneladas) Exportação Suco de Produção Laranja Laranja Ano Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) 2007/08 18,61 2,07 2008/09 18,76 (16,47 ; 21,05) 2,15 (1,68 ; 2,62) 2009/10 18,93 (16,46 ; 21,41) 2,24 (1,73 ; 2,75) 2010/11 19,11 (16,41 ; 21,80) 2,34 (1,78 ; 2,89) 2011/12 19,28 (16,34 ; 22,21) 2,43 (1,82 ; 3,03) 2012/13 19,45 (16,26 ; 22,65) 2,52 (1,86 ; 3,18) 2013/14 19,63 (16,15 ; 23,10) 2,62 (1,90 ; 3,33) 2014/15 19,80 (16,04 ; 23,55) 2,71 (1,94 ; 3,48) 2015/16 19,97 (15,92 ; 24,02) 2,80 (1,97 ; 3,64) 2016/17 20,15 (15,79 ; 24,50) 2,90 (2,00 ; 3,79) 2017/18 20,32 (15,66 ; 24,98) 2,99 (2,03 ; 3,95) 2018/19 20,49 (15,52 ; 25,46) 3,08 (2,06 ; 4,11) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados do IBGE - Produção Agrícola Municipal. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção modelo Alisamento exponencial e para a exportação modelo Espaço de estados. Fig. 18 - Produção e Exportação de Laranja e Suco de laranja Laranja / Suco de Laranja milhões toneladas 25 20 15 10 5 0 18,6 2,1 2007/08 2008/09 Produção (fruto) 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 Exportação (suco) 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 20,5 2018/19 3,2 Produção (fruto) 0,89 Exportação (suco) 2,49 3.14. Carnes As projeções de carnes para o Brasil mostram que esse setor deve apresentar intenso dinamismo nos próximos anos. Entre as carnes, as que se projetam com maiores taxas de crescimento da produção no período 2008/2009 a 2018/2019 são a carne de frango, que deve crescer anualmente a 4,22%, e a bovina, cujo crescimento projetado para esse período é de 3,50% ao ano. Por último, a produção de carne suína tem um crescimento projetado de 2,84% ao ano, o que também representa um valor relativamente elevado, pois consegue atender ao consumo doméstico e às exportações (MAPA/AGE).
22 Tabela 17 - Produção de Carnes CARNES PRODUÇÃO (milhões de toneladas) Bovina Suína De Aves Ano Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) 2008 10,38 3,11 11,13 2009 10,99 (10,00 ; 11,97) 3,21 (2,64 ; 3,79) 11,52 (10,72 ; 12,32) 2010 11,44 (10,38 ; 12,51) 3,32 (2,69 ; 3,94) 12,11 (11,24 ; 12,98) 2011 11,89 (10,73 ; 13,05) 3,42 (2,74 ; 4,10) 12,70 (11,76 ; 13,65) 2012 12,35 (11,08 ; 13,61) 3,53 (2,78 ; 4,27) 13,30 (12,27 ; 14,32) 2013 12,80 (11,42 ; 14,17) 3,63 (2,82 ; 4,43) 13,89 (12,77 ; 15,01) 2014 13,25 (11,76 ; 14,75) 3,73 (2,86 ; 4,61) 14,48 (13,26 ; 15,70) 2015 13,70 (12,09 ; 15,32) 3,84 (2,89 ; 4,78) 15,07 (13,76 ; 16,39) 2016 14,16 (12,41 ; 15,90) 3,94 (2,92 ; 4,96) 15,67 (14,25 ; 17,09) 2017 14,61 (12,73 ; 16,48) 4,04 (2,95 ; 5,14) 16,26 (14,73 ; 17,78) 2018 15,06 (13,05 ; 17,07) 4,15 (2,97 ; 5,32) 16,85 (15,22 ; 18,48) 2019 15,51 (13,37 ; 17,65) 4,25 (3,00 ; 5,51) 17,44 (15,70 ; 19,19) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da CONAB. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção modelo Alisamento exponencial, para o consumo modelo Espaço de estados e para a exportação modelo Arima. Fig. 19 - Produção de Carnes Carnes - Produção Bovina Suína de Frango 20 15 10 5 0 17,4 15,5 11,1 10,4 3,1 4,3 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 milhões toneladas Bovina 3,50 Suína 4,22 Frango 2,84 As projeções do consumo mostram preferência crescente dos consumidores brasileiros pela carne de frango, cujo crescimento projetado é de 2,57% ao ano no período 2008/2009 a 2018/2019. Isso significa um consumo interno de 9,9 milhões de toneladas daqui a 11 anos. A carne bovina assume o segundo lugar no aumento do consumo com uma taxa anual projetada de 2,22%, entre 2008/09 a 2018/19. Em nível inferior de crescimento situa-se a projeção do consumo de carne suína, de 1,79% ao ano para os próximos anos (AGE- MAPA).
23 Tabela 18 - Consumo de Carnes CARNES CONSUMO (milhões de toneladas) Bovina Suína De Aves Ano Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) 2008 8,01 2,48 7,51 2009 8,21 (7,62 ; 8,79) 2,53 (2,15 ; 2,90) 7,74 (7,33 ; 8,15) 2010 8,41 (7,56 ; 9,26) 2,57 (2,09 ; 3,05) 7,96 (7,38 ; 8,54) 2011 8,61 (7,55 ; 9,67) 2,62 (2,06 ; 3,18) 8,19 (7,48 ; 8,90) 2012 8,81 (7,58 ; 10,05) 2,67 (2,04 ; 3,30) 8,41 (7,59 ; 9,23) 2013 9,01 (7,62 ; 10,41) 2,72 (2,02 ; 3,42) 8,63 (7,72 ; 9,55) 2014 9,22 (7,68 ; 10,75) 2,77 (2,01 ; 3,52) 8,86 (7,85 ; 9,86) 2015 9,42 (7,75 ; 11,08) 2,82 (2,01 ; 3,63) 9,08 (8,00 ; 10,17) 2016 9,62 (7,84 ; 11,40) 2,87 (2,01 ; 3,73) 9,31 (8,15 ; 10,47) 2017 9,82 (7,93 ; 11,72) 2,92 (2,01 ; 3,82) 9,53 (8,30 ; 10,76) 2018 10,02 (8,02 ; 12,03) 2,97 (2,01 ; 3,92) 9,76 (8,46 ; 11,05) 2019 10,23 (8,12 ; 12,33) 3,01 (2,02 ; 4,01) 9,98 (8,62 ; 11,34) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da CONAB. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção e exportação modelo Alisamento exponencial e para o consumo modelo Espaço de estados. Fig. 20 - Consumo de Carnes Carnes - Consumo Bovina Suína de Frango milhões toneladas 12 10 8 6 4 2 0 8,0 7,5 2,5 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 10,2 10,0 3,0 2018 2019 Bovina 2,22 Suína 2,57 Frango 1,79 Quanto às exportações, as projeções indicam elevadas taxas de crescimento para os três tipos de carnes analisados. As estimativas realizadas pela AGE-MAPA projetam um quadro favorável para as exportações brasileiras de carnes. As carnes de frango e de suínos lideram as taxas de crescimento anual das exportações para os próximos anos a taxa anual prevista para carne de frango é de 5,62%, e para a carne suína, de 4,91%; as exportações de carne bovina devem situar-se numa média anual de 3,07%.
24 Tabela 19 - Exportação de Carnes CARNES EXPORTAÇÃO (milhões de toneladas) Bovina Suína De Aves Ano Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) Projeção (linf. ; Lsup) 2008 2,40 0,63 3,62 2009 2,50 (2,25 ; 2,75) 0,69 (0,52 ; 0,85) 3,80 (3,27 ; 4,34) 2010 2,60 (2,21 ; 2,99) 0,73 (0,55 ; 0,91) 4,08 (3,50 ; 4,67) 2011 2,69 (2,12 ; 3,26) 0,77 (0,58 ; 0,96) 4,36 (3,73 ; 5,00) 2012 2,79 (2,05 ; 3,52) 0,82 (0,61 ; 1,02) 4,64 (3,95 ; 5,33) 2013 2,88 (1,97 ; 3,78) 0,86 (0,63 ; 1,09) 4,92 (4,17 ; 5,68) 2014 2,96 (1,90 ; 4,03) 0,90 (0,65 ; 1,15) 5,20 (4,39 ; 6,02) 2015 3,05 (1,84 ; 4,27) 0,94 (0,68 ; 1,21) 5,48 (4,60 ; 6,37) 2016 3,14 (1,78 ; 4,50) 0,99 (0,70 ; 1,27) 5,76 (4,81 ; 6,72) 2017 3,22 (1,73 ; 4,72) 1,03 (0,72 ; 1,34) 6,04 (5,02 ; 7,07) 2018 3,31 (1,68 ; 4,94) 1,07 (0,74 ; 1,40) 6,32 (5,23 ; 7,42) 2019 3,39 (1,64 ; 5,15) 1,11 (0,76 ; 1,47) 6,60 (5,43 ; 7,77) Fonte: Elaboração da AGE/MAPA com dados da CONAB. Nota: Os valores entre parênteses se referem ao intervalo de confiança a 95% das projeções. * Modelos utilizados: Para a produção e exportação modelo Alisamento exponencial e para o consumo modelo Espaço de estados. Fig. 21 - Exportação de Carnes Carnes - Exportação milhões toneladas 7 6 5 4 3 2 1 0 3,6 2,4 0,6 6,6 3,4 1,1 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 Bovina Suína de Frango Bovina 3,07 Suína 5,62 Frango 4,91 Como as carnes são produtos que apresentam elevada elasticidade-renda, o aumento de renda interna pode dirigir parte da produção para o consumo interno e reduzir o excedente de exportações. No caso, as elasticidades renda consumo de carne bovina, calculadas por Hoffmann (2007) variam entre 0,35 e 1,00 dependendo do estrato de renda. Esses valores são considerados elevados quando comparados a outros alimentos e indicam que o aumento do poder aquisitivo da população tem um acentuado impacto no consumo de carnes. A expansão prevista das exportações de carnes pelo Brasil colocam-no em posição de muito destaque no comércio mundial. O país deverá manter a liderança de principal exportador de carnes, bovina e suína, bem como manter seu terceiro ou quarto lugar nas exportações de carne suína. Em 2018/19 as relações Exportação do Brasil/Comércio mundial, devem representar: Carne bovina, 60,6% do comércio mundial; carne suína, 21% do comércio mundial; carne de aves, 89,7% do mercado mundial.
25 4. RESULTADOS DAS PROJEÇÕES REGIONAIS As projeções regionais foram feitas com o objetivo de indicar possíveis tendências de produtos selecionados nas principais regiões produtoras. Os produtos analisados foram Arroz no Rio Grande do Sul; Milho no Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais; Soja no Mato Grosso e Paraná; Trigo, no Paraná e Rio Grande do Sul. As projeções foram realizadas para produção e área plantada. Tabela 20 - Projeção de Produção e Área - Regionais Projeções Regionais - 2008/09 a 2018/19 Produção Área Plantada Mil Toneladas Mil Hectares 2007/08 2018/19 2007/08 2018/19 Arroz RS 7.362 9.163 1.067 1.165 Milho MT 7.807 12.111 1.835 2.753 PR 15.368 21.635 2.893 3.156 MG 6.630 7.733 1.340 1.411 Sub total 29.805 41.479 6.067 7.320 Soja RS 7.775 10.041 3.834 4.264 MT 17.848 28.202 5.675 7.590 PR 11.896 14.504 3.977 4.779 Sub total 37.519 52.747 13.486 16.633 Trigo PR 2.993 3.466 1.117 1.130 RS 1.941 2.915 980 1.298 Fonte : AGE/ MAPA As projeções regionais mostram acentuado aumento da participação dos estados de Mato Grosso e Paraná na produção nacional de milho e soja. Mas, em ambos os produtos o maior aumento na produção nacional ocorrerá em Mato Grosso. Este deverá aumentar sua participação na produção nacional de milho de 13,3% para 18,2%, e o Paraná de 26,2% para 29,5% entre 2007/08 e 2018/19. Na produção de soja, Mato Grosso aumentará sua participação nacional de 29,7% para 34,9%. Paraná e Rio Grande do Sul perdem participação relativamente a Mato Grosso, embora ambos também aumentem a produção de soja. Na produção de trigo, Paraná e Rio Grande do Sul representaram juntos em 2007/08, 91,2% da produção brasileira desse cereal. Mas essa participação deverá cair para 89,3% nos próximos 11 anos. Tabela 21 Comparação da produção regional Milho, Soja e Trigo Milho - produção (mil toneladas) MT PR Produção %/Brasil Produção %/Brasil 2007/08 7.807 13,30% 15.367 26,20% 2018/19 13.907 18,20% 21.637 29,50%
26 Soja - produção (mil toneladas) PR MT RS Produção %/Brasil Produção %/Brasil Produção %/Brasil 2007/08 11.896 19,80% 17.848 29,70% 7.775 12,90% 2018/19 14.504 17,93% 28.202 34,85% 10.041 12,41% Trigo - produção (mil toneladas) PR RS Produção %/Brasil Produção %/Brasil 2007/08 2.993 55,30% 1.941 35,90% 2018/19 4.122 52,30% 2.915 37,00% 5. RESUMO DOS PRINCIPAIS RESULTADOS O agronegócio brasileiro tem grande potencial de crescimento. O mercado interno é expressivo para todos os produtos analisados, e o mercado internacional tem apresentado acentuado crescimento do consumo. Países superpopulosos terão dificuldades de atender às demandas devido ao esgotamento de suas áreas agricultáveis. As dificuldades de reposição de estoques mundiais; o acentuado aumento do consumo especialmente de grãos como milho, soja e trigo; o processo de urbanização em curso no mundo, criam condições favoráveis aos países como o Brasil, que têm imenso potencial de produção e tecnologia disponível. A disponibilidade de recursos naturais no Brasil é fator de competitividade. Os produtos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro deverão ser a soja, milho, trigo, carnes, etanol, farelo de soja, óleo de soja e leite. Esses produtos indicam elevado potencial de crescimento para os próximos anos. Tabela 22 - Brasil: Projeções 2008/09 a 2018/19 - Resultados de Produção Produto Unidade 2007/08 2018/19 Variação ( % ) Milho mil toneladas 58.586,1 73.249,0 25,0 Soja mil toneladas 60.072,4 80.914,2 34,7 Trigo mil toneladas 5.413,9 7.885,9 45,7 Laranja mil toneladas 18.605,0 20.492,2 10,1 Carne de Frango mil ton eqiv.carcaça 11.129,7 17.443,2 56,7 Carne Bovina mil ton eqiv.carcaça 10.382,2 15.512,1 49,4 Carne Suína mil ton eqiv.carcaça 3.107,0 4.252,3 36,9 Açúcar mil toneladas 32.783,0 47.338,7 44,4 Etanol bilhões litros 21,5 58,8 173,7 Algodão mil toneladas 1.564,0 1.569,5 0,3 Farelo de Soja mil toneladas 24.948,0 33.439,4 34,0 Óleo de Soja mil toneladas 6.156,0 8.405,2 36,5 Leite milhões de litros 27.398,7 36.879,1 34,6 Feijão mil toneladas 3.544,7 4.318,1 21,8 Arroz mil toneladas 12.111,7 13.468,4 11,2 Batata Inglesa mil toneladas 3.614,8 4.111,4 13,7 Mandioca mil toneladas 26.050,1 32.230,4 23,7 Fonte: AGE/ MAPA, 2008
27 A produção de grãos (soja, milho, trigo, arroz e feijão) deverá passar de 139,7 milhões de toneladas em 2007/08 para 180,0 milhões em 2018/19. Isso indica um acréscimo de 40,0 milhões de toneladas à produção atual do Brasil. A produção de carnes (bovina, suína e aves) deverá aumentar em 12,6 milhões de toneladas. Isso representa um acréscimo de 51,0% em relação à produção de carnes de 2008. Três outros produtos com elevado crescimento previsto, são, açúcar, mais 14,5 milhões de toneladas, etanol, 37,0 bilhões de litros e leite, 9,0 bilhões de litros. Fig. 22 Principais tendências da produção milhões t Grãos 2007/08 2018/19 Soja 60,1 80,9 Milho 58,6 73,2 Trigo 5,4 7,9 Arroz 12,1 13,5 Feijão 3,5 4,3 139,7 179,8 Produção milhões t Carnes 2008 2018 De Frango 11,1 17,4 Bovina 10,4 15,5 Suína 3,1 4,3 24,6 37,2 +12,6 milhões toneladas +40 milhões toneladas +28,7% Outros Açúcar Etanol Leite +51,0% +14,5 milhões toneladas +37 bilhões litros +9 bilhões litros Haverá expressiva mudança de posição do Brasil no mercado mundial. A relação entre exportações brasileiras e o comércio mundial, mostra que em 2018/19, as exportações de carne bovina brasileira representarão 60,6% do comércio mundial; a carne suína, representará 21,0% do comércio, e a carne de frango deverá representar, 89,7% do comércio mundial. Esses resultados indicam que o Brasil continuará a manter sua posição de primeiro exportador mundial de carne bovina e de carne de frango. Tabela 23 - Brasil: Projeções 2008/09 a 2018/19 - Resultados de Exportação Produto Unidade 2007/08 2018/19 Variação ( % ) Milho mil toneladas 11.553,7 22.907,5 98,3 Soja mil toneladas 25.750,0 36.461,4 41,6 Suco de Laranja mil toneladas 2.136,3 2.796,8 30,9 Carne de Frango mil ton eqiv.carcaça 3.615,5 6.602,0 82,6 Carne Bovina mil ton eqiv.carcaça 2.400,0 4.626,6 92,8 Carne Suína mil ton eqiv.carcaça 625,0 1.113,5 78,2 Açúcar mil toneladas 21.000,0 32.637,1 55,4 Etanol bilhões litros 3,5 8,9 153,8 Algodão mil toneladas 520,0 686,7 32,1 Farelo de Soja mil toneladas 13.200,0 15.030,6 13,9 Óleo de Soja mil toneladas 2.120,0 2.972,0 40,2 Leite milhões de litros 1.051,5 2.087,3 98,5 Fonte: AGE/ MAPA, 2008
28 Apesar do Brasil apresentar nos próximos anos forte aumento das exportações, o mercado interno será um forte fator de crescimento. Do aumento previsto nos próximos 11 anos na produção de soja e milho, 52,0% deverá ser destinado ao consumo interno, distribuídos da seguinte forma: 57,9% do aumento da produção de milho devem ir para o mercado interno em 2018/19, e 44,9% do aumento da produção de soja deverá ir para o consumo interno. Haverá, assim, uma dupla pressão sobre o aumento da produção nacional, o crescimento do mercado interno e as exportações do país. Nas carnes, também haverá forte pressão do mercado interno. Do aumento previsto na produção de carnes, de 12,6 milhões de toneladas entre 2007/08 a 2018/19, 50,0% deverão ser destinados ao consumo interno e o restante dirigido às exportações. Tabela 24 - Mudança de Posição no mercado mundial Relação Exp. Brasil/Comércio Mundial Produtos 2008 (%) 2018 (%) Carne Bovina 31 60,6 Carne Suína 10,1 21 Carne de Aves 44,6 89,7 Soja 36 40 Óleo de Soja 63 73,5 Milho 13 21,4 Açúcar 58,4 74,3 Tabela 25 - Países mais Atrativos Crescimento do consumo Per Capita: 2008 a 2017 Taxa Anual (%) Países Carnes Bovina Suína Frango China C. 2,98 China HK 1,63 0,86 Egito 1,15 1,35 Indonésia 2,14 3,52 Japão 1,75 México 1,38 1,15 Leste Europeu 1,18 2,25 1,73 Filipinas 1,70 1,41 Rússia 2,25 1,37 África do sul 2,53 2,47 Coréia do Sul 2,62 1,38 2,72 Taiwan 2,57 1,86 1,82 Tailândia 1,54 1,53 1,19 Ucrânia 1,73 2,96 2,91 UE 0,35 0,45 0,35 USA -0,33-0,19 0,24 Fonte: FAPRI
29 Também com relação a outros produtos o Brasil deve melhorar sua posição no comércio mundial, dada pela relação entre quantidade de exportação e comércio mundial. Para a soja, essa relação deverá passar de 36,0% em 2008 para 40,0% em 2018/19; para o óleo de soja, de 63,0% para 73,5%; para o milho, de 13,0% para 21,4%, e para o açúcar, de 58,4% para 74,3%. O crescimento da produção agrícola deve dar se com base na produtividade. Deverá ser mantido forte crescimento da produtividade total dos fatores como trabalhos recentes têm mostrado. Os resultados revelam maior acréscimo da produção agropecuária que os acréscimos de área. As previsões realizadas até 2018/19 são de que a área de soja deve crescer 5,2 milhões de hectares em relação a 2007/08; a área de milho, 1,75 milhão de hectares; a área de cana deve crescer de 6,0 milhões de hectares; as áreas de arroz e trigo devem aumentar e o café deve sofrer redução de área. No total das lavouras analisadas, o Brasil deverá ter um acréscimo de área da ordem de 15,5 milhões de hectares nos próximos anos. 6. INCERTEZAS Recessão Mundial Aumento do grau de protecionismo nos países importadores Mudanças climáticas severas
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO ASSESSORIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA Resumos de Produção, Consumo, Exportação e Importação Produto Unidade 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 Milho mil toneladas 58.586 57.826 60.033 61.321 62.870 64.323 65.827 67.304 68.793 70.278 71.763 73.249 Soja mil toneladas 60.072 63.842 64.024 67.115 67.612 70.514 71.054 73.984 74.504 77.450 77.966 80.914 Trigo mil toneladas 5.414 5.482 5.722 5.963 6.203 6.443 6.684 6.924 7.165 7.405 7.645 7.886 Laranja mil toneladas 18.605 18.758 18.932 19.105 19.279 19.452 19.625 19.799 19.972 20.145 20.319 20.492 Carne de Frango mil ton eqiv.carcaça 11.130 11.517 12.110 12.703 13.295 13.888 14.480 15.073 15.665 16.258 16.851 17.443 Carne Bovina mil ton eqiv.carcaça 10.382 10.989 11.442 11.894 12.346 12.799 13.251 13.703 14.155 14.608 15.060 15.512 Carne Suína mil ton eqiv.carcaça 3.107 3.213 3.317 3.421 3.525 3.629 3.733 3.837 3.941 4.045 4.148 4.252 Açúcar mil toneladas 32.783 34.433 35.606 36.936 38.236 39.533 40.837 42.135 43.437 44.737 46.038 47.339 Etanol bilhões litros 22 25 28 32 35 38 42 45 49 52 55 59 Algodão mil toneladas 1.564 1.202 1.517 1.721 1.370 1.503 1.809 1.545 1.517 1.850 1.713 1.569 Farelo de Soja mil toneladas 24.948 25.560 26.348 27.136 27.924 28.712 29.500 30.288 31.076 31.864 32.652 33.439 Óleo de Soja mil toneladas 6.156 6.334 6.541 6.748 6.955 7.162 7.370 7.577 7.784 7.991 8.198 8.405 Leite milhões de litros 27.399 28.104 28.982 29.859 30.737 31.614 32.492 33.369 34.247 35.124 36.002 36.879 Feijão mil toneladas 3.545 3.554 3.630 3.707 3.783 3.860 3.936 4.012 4.089 4.165 4.242 4.318 Arroz mil toneladas 12.112 12.260 12.381 12.502 12.622 12.743 12.864 12.985 13.106 13.227 13.348 13.468 Batata Inglesa mil toneladas 3.615 3.512 3.588 3.646 3.704 3.762 3.821 3.879 3.937 3.995 4.053 4.111 Mandioca mil toneladas 26.050 27.177 27.682 28.188 28.693 29.198 29.704 30.209 30.714 31.220 31.725 32.230 Fonte: AGE/ MAPA, 2008 Produção Brasil 2008/09 a 2018/19
31 Área Plantada Brasil 2008/09 a 2018/19 Produto Unidade 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 Milho mil hectares 14.709 14.320 14.533 14.747 14.961 15.174 15.388 15.601 15.815 16.028 16.242 16.456 Soja mil hectares 21.317 21.835 22.315 22.784 23.249 23.713 24.177 24.640 25.104 25.567 26.031 26.494 Trigo mil hectares 2.383 2.378 2.426 2.474 2.522 2.570 2.619 2.667 2.715 2.763 2.812 2.860 Café mil hectares 2.073 2.101 2.084 2.067 2.051 2.034 2.018 2.001 1.985 1.968 1.952 1.935 Laranja mil hectares 822 821 824 828 831 835 838 842 845 849 852 856 Algodão mil hectares 1.084 1.071 1.087 1.102 1.117 1.133 1.148 1.164 1.179 1.194 1.210 1.225 Arroz mil hectares 2.878 3.023 3.186 3.336 3.471 3.589 3.693 3.783 3.863 3.932 3.993 4.046 Feijão mil hectares 3.972 3.898 4.033 4.160 4.270 4.364 4.443 4.510 4.568 4.617 4.658 4.693 Batata Inglesa mil hectares 144 137 138 136 135 134 133 131 130 129 127 126 Mandioca mil hectares 1.809 1.888 1.907 1.926 1.946 1.965 1.984 2.003 2.022 2.042 2.061 2.080 Fonte: AGE/ MAPA, 2008
32 Consumo Brasil 2008/09 a 2018/19 Produto Unidade 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 Milho mil toneladas 44.000 43.102 44.040 44.979 45.918 46.856 47.795 48.734 49.672 50.611 51.550 52.488 Soja mil toneladas 35.050 35.851 37.040 37.758 38.619 39.452 40.265 41.099 41.924 42.751 43.579 44.406 Trigo mil toneladas 10.250 10.752 10.902 11.052 11.202 11.352 11.502 11.652 11.802 11.952 12.102 12.251 Café milhões/sc 18 19 19 20 21 21 22 22 23 23 24 24 Carne de Frango mil ton eqiv.carcaça 7.514 7.713 8.025 8.338 8.651 8.964 9.277 9.590 9.903 10.215 10.528 10.841 Carne Bovina mil ton eqiv.carcaça 8.013 8.208 8.409 8.611 8.812 9.014 9.216 9.418 9.620 9.822 10.024 10.226 Carne Suína mil ton eqiv.carcaça 2.482 2.526 2.587 2.648 2.709 2.770 2.832 2.893 2.954 3.015 3.076 3.137 Açúcar mil toneladas 11.433 11.646 11.889 12.113 12.350 12.580 12.814 13.046 13.278 13.511 13.743 13.976 Etanol bilhões litros 18 21 24 28 31 34 36 39 42 44 47 50 Algodão mil toneladas 1.050 1.061 1.086 1.112 1.137 1.163 1.189 1.214 1.240 1.265 1.291 1.316 Farelo de Soja mil toneladas 11.800 12.083 12.697 13.311 13.925 14.539 15.154 15.768 16.382 16.996 17.610 18.224 Óleo de Soja mil toneladas 4.100 3.932 4.077 4.222 4.367 4.512 4.657 4.802 4.947 5.092 5.237 5.382 Leite milhões litros/hab. 26.583 27.087 27.756 28.426 29.095 29.764 30.433 31.102 31.771 32.440 33.109 33.778 Feijão mil toneladas 3.400 3.288 3.343 3.380 3.431 3.461 3.504 3.547 3.591 3.632 3.674 3.716 Arroz mil toneladas 13.000 13.208 13.336 13.465 13.594 13.723 13.852 13.980 14.109 14.238 14.367 14.495 Fonte: AGE/ MAPA, 2008
33 Exportação Brasil 2008/09 a 2018/19 Produto Unidade 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 Milho mil toneladas 11.554 11.152 12.327 13.503 14.679 15.854 17.030 18.205 19.381 20.556 21.732 22.907 Soja mil toneladas 25.750 27.071 27.622 28.782 29.680 30.631 31.620 32.574 33.550 34.520 35.490 36.461 Suco de Laranja mil toneladas 2.136 2.183 2.253 2.309 2.373 2.432 2.493 2.554 2.615 2.675 2.736 2.797 Carne de Frango mil ton eqiv.carcaça 3.615 3.805 4.085 4.364 4.644 4.924 5.203 5.483 5.763 6.043 6.322 6.602 Carne Bovina mil ton eqiv.carcaça 2.400 2.627 2.827 3.027 3.227 3.427 3.627 3.827 4.027 4.227 4.427 4.627 Carne Suína mil ton eqiv.carcaça 625 688 730 773 816 858 901 943 986 1.028 1.071 1.114 Açúcar mil toneladas 21.000 21.827 22.949 24.035 25.096 26.183 27.253 28.332 29.408 30.484 31.561 32.637 Etanol milhões litros 3,5 4,2 4,2 4,1 3,9 4,9 6,1 6,6 7,1 7,7 8,3 8,9 Algodão mil toneladas 520 503 535 546 566 582 600 617 635 652 669 687 Farelo de Soja mil toneladas 13.200 13.440 13.599 13.758 13.917 14.076 14.235 14.395 14.554 14.713 14.872 15.031 Óleo de Soja mil toneladas 2.120 2.430 2.484 2.539 2.593 2.647 2.701 2.755 2.810 2.864 2.918 2.972 Leite milhões de litros 1.052 1.076 1.177 1.278 1.379 1.481 1.582 1.683 1.784 1.885 1.986 2.087 Fonte: AGE/ MAPA, 2008 Importação Brasil 2008/09 a 2018/19 Produto Unidade 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 2015/16 2016/17 2017/18 2018/19 Trigo mil toneladas 6.525 6.572 6.469 6.366 6.263 6.160 6.058 5.955 5.852 5.749 5.646 5.543 Arroz mil toneladas 600 705 819 815 739 755 783 778 763 767 773 771 Feijão mil toneladas 70 73 72 74 77 77 79 81 82 83 85 86 Fonte: AGE/ MAPA, 2008
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO ASSESSORIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA 7. BIBLIOGRAFIA BRESSAN FILHO, Ângelo. O etanol como um novo combustível universal. Análise estatística e projeção do consumo doméstico e exportação de álcool etílico brasileiro no período de 2006 a 2011. Conab, agosto de 2008. CONAB. [Site oficial] Disponível em: <http://www.conab.gov.br>. Acesso em: julho a novembro, 2008. EPE Empresa de Pesquisa Energética. Perspectivas para o Etanol no Brasil. Cadernos de Energia EPE, (2008). FAPRI. World agricultural outlook 2008. Center for Agricultural and Rural Development - Iowa State University, 2008. Disponível em: <http://www.fapri.iastate.edu/publications>. Acesso em: março 2008. HOFFMANN, R. Elasticidades Renda das Despesas e do Consumo de Alimentos no Brasil em 2002-2003. In: Silveira, F. G.; Servo, L. M. S.; Menezes, F. e Sergio. F. P. (Orgs). Gasto e Consumo das Famílias Brasileiras Contemporâneas. IPEA, V.2, Brasília, 2007, 551p. IBGE. Levantamento sistemático da produção agrícola (LSPA). Disponível em: <http://www.ibge.gov.br>. Acesso em: junho a novembro de 2008. MAPA. Disponível em: <http://www.agricultura.gov.br>. Acesso em fevereiro a novembro de 2008. MORETTIN, Pedro A.; TOLOI, Clelia M. C. Análise de Séries Temporais. ABE Projeto Fisher e Ed. Blucher, 2004. SAS Institute Inc., SAS / ETS User s Guide, Version 8, Cary, NC: SAS Institute Inc., 1999. SOUZA, Geraldo da Silva E; GAZOLLA, Rosaura; COELHO, Carlos Henrique Motta; MARRA, Renner; OLIVEIRA, Antonio Jorge DE. Mercado de Carnes: Aspectos Descritivos e Experiências com o uso de Modelos de Equilíbrio Parcial e de Espaço de Estados. Embrapa SGE, Brasília. USDA. USDA Agricultural Projections to 2017. Disponível em: <http://www.ers.usda.gov/publications/oce081>. Acesso em: fevereiro 2008
35 ANEXO Metodologia e Métodos O estudo das projeções nacionais e regionais do agronegócio consiste na análise das séries históricas através dos modelos estatísticos de Suavização (Alisamento) Exponencial, Modelos de Box e Jenkins (ARIMA) e Modelos em Espaço de Estados. Abaixo, segue uma breve descrição dos modelos, métodos e alguns conceitos que foram utilizados neste estudo. Conceitos Importantes. 1. Processo Estacionário: Um processo é estacionário (fracamente) quando a sua média e a sua variância são constantes ao longo do tempo e quando o valor da covariância entre dois períodos de tempo depende apenas da distância, do intervalo ou da defasagem entre os dois períodos de tempo, e não do próprio tempo em que a covariância é calculada. Média: E(Z t ) = µ ; Variância: VAR (Z t ) = E(Z t µ ) 2 = σ 2 Covariância : ψ κ = E[(Z t µ )(Z t+κ µ ) ] Onde ψ κ, covariância na defasagem κ, é a covariância entre os valores de Z t e Z t+κ, isto é, entre dois valores de Z separados por κ períodos. 2. Processo Puramente Aleatório ou Ruído Branco: Um processo é puramente aleatório quando sua média é zero, a variância σ 2 é constante e os resíduos (e t ) não são autocorrelacionados. Se e t for distribuído de modo independente e idêntico como uma distribuição normal de média zero e variância constante é um processo de ruído branco. 3. Processo Integrado: Se uma série temporal (não estacionária) tem de ser diferenciada d vezes para se tornar estacionária, dizemos que esta série é integrada de ordem d. Uma série temporal Z t integrada de ordem d se denota: Z t ~ I( d ). Modelos de Suavização Exponencial. Os modelos de Suavização Exponencial são muito populares pela simplicidade, facilidade de implementação computacional e sua razoável precisão. O modelo ajustado às séries foi o modelo de Suavização Exponencial duplo ou Suavização Linear de Brown, adequados a séries com tendências. Este modelo considera um termo permanente determinístico composto por uma tendência linear mais flutuações puramente aleatórias que independem de um período para o outro. Este método ajusta um modelo de tendência em que a informação mais recente possui maior peso que as informações anteriores. O que prejudica as previsões num horizonte distante, pois as informações bases são também previsões e conseqüentemente as estimativas tendem a se tornarem constantes. Podemos escrever a equação do modelo de Suavização Exponencial duplo da seguinte forma:
36 Z = αz + (1 a) Z * * t t t 1 Z = αz + (1 a) Z ** * ** t t t 1 Sendo Zt = µ t + Tt + et, t = 1,..., N. Sendo µ t o termo permanente, T t a tendência linear e et o resíduo aleatório com média zero e variância constante. Neste caso Z t é a série de tempo estudada, α a constante de suavização (0<α<1) que é determinada de modo a tornar * ** mínima a soma dos quadrados dos erros de ajustamento, Z t o valor alisado no instante t e Z t * o valor alisado sobre a série Z t. A previsão para o valor Z t + h, com origem em t é dada por: Zˆ ˆ ˆ t( h) = Zt + ht. t, h> 0, ˆ α * ** Tt { Zt Zt }. 1 α ou seja, a previsão é feita adicionando-se ao valor básico ( Z t ) a tendência multiplicada pelo numero de passos à frente que se deseja prever (h). Para mais detalhes ver Montgomery e Johnson (1976). Os ajustes e as projeções via Suavização Exponencial foram realizados pelo procedimento PROC FORECAST do SAS. Modelos de Box e Jenkins (ARMA). O modelo paramétrico de Box e Jenkins, também denominado modelo Auto Regressivo de Médias Móveis (ARMA) ajusta os dados de uma série temporal univariada, como uma combinação linear de valores passados, utilizando os processos autoregressivos e de médias móveis. Nesta classe de modelos, assume-se uma estrutura de correlação dos resíduos. Processo Auto Regressivo (AR) Seja Z t uma série temporal estacionária, se modelarmos Z t como (Z t - µ) = α 1 (Z t -1 - µ) + e t, Onde µ é a média de Z e e t é um ruído branco, então dizemos que Z t segue um processo auto-regressivo de primeira ordem, ou AR(1). Neste caso, o valor de Z no período t depende de seu valor no período anterior e de um termo aleatório; os valores de Z são expressos como desvios de seu valor médio. Então, este modelo diz que o valor previsto de Z no período t é simplesmente uma proporção (= α 1 ) de seu valor no período (t-1) mais um choque aleatório no período t. De modo geral podermos ter: (Z t - µ) = α 1 (Z t -1 - µ) + α 2 (Z t -2 - µ) +... + α p (Z t -p - µ) + e t Neste caso Z t segue um processo auto-regressivo de ordem p, ou AR(p). Processo de Média Móvel (MA) Seja Z t uma série temporal estacionária, se modelarmos Z t como
37 Z t = α + β 0 e t + β 1 e t-1, Onde α é uma constante e o termo do erro e é um ruído branco. A série temporal Z no período t é igual a uma constante mais uma média móvel dos termos de erro presentes e passados, neste caso dizemos que Z segue um processo de média móvel de primeira ordem, ou MA (1). De forma mais geral, Z t = α + β 0 e t + β 1 e t-1 + β 2 e t-2 +... + β q e t-q, Neste caso Z t segue um processo de médias móveis de ordem q, ou MA(q). Em resumo um processo de média móvel é uma combinação linear de termos de erro de um ruído branco. Processo Auto Regressivo e de Médias Móveis (ARMA) Se uma série temporal estacionária (Z t ) possuir características tanto de AR quanto de MA, então será um processo ARMA. A série Z t seguirá um processo ARMA(1,1) se puder ser representada por: Z t = θ + α 1 Z t -1 + β 0 e t + β 1 e t-1, Onde θ representa um termo constante. De modo geral, um processo ARMA(p,q) haverá p termos auto regressivos e q termos de média móvel. Processo Auto Regressivo Integrado e de Médias Móveis (ARIMA) Se uma série temporal não for estacionária, mas ao diferenciá-la d vezes ela se tornar estacionária e possuir características tanto de AR quanto de MA, então dizemos que a série temporal é ARIMA (p, d, q), isto é, uma série temporal auto-regressiva integrada e de médias móveis, onde p denota o número de termos auto-regressivos; d, o número de vezes que devemos diferenciar a série antes para torná-la estacionária; e q, o número de termos de média móvel. É importante ressaltar que para aplicarmos o modelo ARMA é necessário termos uma série temporal estacionária ou uma que possa se tornar estacionária por uma ou mais diferenciações. Os ajustes e as previsões das séries históricas via modelos de Box e Jenkins (ARIMA) foram realizados pelo procedimento PROC ARIMA do SAS. Modelos em Espaço de Estados. O modelo de espaço de estado é um modelo probabilístico de séries temporais multivariadas. Ele representa uma série temporal multivariada através de variáveis auxiliares, sendo algumas destas não observáveis diretamente. Estas variáveis auxiliares são denominadas vetores de espaço. O vetor de espaços resume toda a informação de valores do presente e do passado das séries de tempo relevante para a predição de valores futuros da série. As séries de tempo observadas são expressas como combinação linear das variáveis de estado. O modelo de Espaço de Estados é chamado de representação Markoviana ou representação canônica de um processo de séries temporais multivariado. Este modelo é descrito por Akaike (1976).
38 Os modelos lineares de séries temporais q dimensionais tem representação em espaço de estados, que relaciona o vetor de observações Z t e o vetor de ruídos (erros) e t, através de um processo de Markov, X t, p dimensional, denominado vetor de estados. Assim o modelo de espaço de estados, em sua forma básica é constituído por duas equações: Z t = Α t X t + e t (Equação de observação), X t = G t X t-1 + ω t (Equação do estado ou do sistema) Onde t=1,..., N ; Α t é a matriz do sistema de ordem (q x p); e t é o vetor ruído da observação de ordem (q x 1), não correlacionado, com média zero e matriz de covariância R ; G t é a matriz de transição de ordem (p x p) ; e ω t é o vetor de ruídos não correlacionados, representando a perturbação do sistema de ordem (p x 1), com média zero e matriz de covariância Q. Nos modelos de espaços de estados supõe-se que o estado inicial X 0 tem média µ 0 e matriz de covariância Σ 0; os vetores de ruídos e t e ω t são não correlacionados entre si e não correlacionados com o estado inicial, isto é, E( e t ω t ) = 0, todo t, s= 1,...,N; e E( e t X 0 ) = 0 e E(ω t X 0 ) = 0, t= 1,...,N; Dizemos que o modelo de espaço de estados é gaussiano quando os vetores de ruídos forem normalmente distribuídos. As matrizes Α t e G t são não estocásticas, assim se houver variação no tempo, esta será pré-determinada. Neste trabalho foi utilizada uma forma modificada da representação básica descrita acima, que é a representação em Espaço de Estados de uma série temporal estacionária multivariada de dimensão s, como descrita em SOUZA, et al, 2006. Tem a forma z = Fz + Ge t t 1 t Onde z t é um processo estocástico vetorial de dimensão s > r, cujas r primeiras componentes coincidem com x t e as demais s r contêm toda a informação necessária para a previsão de valores futuros de z t. F é uma matriz de transição s s, G é uma matriz s r e e t é um vetor de erros ou choques, de dimensão r. A seqüência e t é um ruído branco (aleatório) multivariado com vetor de médias nulo e matriz de variâncias-covariâncias Σ. Os parâmetros da representação em Espaço de Estados são estimados via máxima verossimilhança supondo-se que o vetor de choques residuais tem distribuição normal multivariada. Os ajustes e as previsões das séries históricas via modelo de Espaço de Estados foram realizados pelo procedimento PROC STATESPACE do SAS. Critérios de Informação de AIC e SBC Os critérios de informação são muito úteis para auxiliar a escolha do melhor modelo entre os modelos julgados adequados. Estes critérios consideram não apenas a qualidade do ajuste, mas também penalizam a inclusão de parâmetros extras. Portanto, um modelo com mais parâmetros pode ter um melhor ajuste, porém não necessariamente será preferível em termos de critério de informação. É considerado o melhor modelo pelos critérios de informação aquele que apresentar os menores valores de AIC e SBC.
39 O critério de informação de Akaike Information Criterion (AIC) e de Schwartz Bayesian Criterion (SBC) podem ser descritos da seguinte forma: AIC = T ln (estimador de máxima verossimilhança) + 2n, SBC = T ln (estimador de máxima verossimilhança) + n ln(t) Onde, T é o número de observações utilizadas e n o número de parâmetros estimados. É interessante ressaltar que estes critérios de informação analisados individualmente não tem nenhum significado considerando-se apenas um modelo e para comparar modelos alternativos (ou concorrentes) a estimação necessita ser feita no mesmo período amostral, ou seja, ter a mesma quantidade de informação.