Estalactites e Estalagmites



Documentos relacionados
ESTALACTITES E ESTALAGMITES

ROCHAS MAGMÁTICAS OU ÍGNEAS

Química Geral 2005/2006 Eng. Biomédica

Série: 2º ano. Assunto: Estequiometria

Ácidos e bases Auto-ionização da água

Estequiometria Folha 03 Prof.: João Roberto Mazzei

ROCHAS SEDIMENTARES. Chave: I- Mineralização II- Sedimentação III- Transporte IV- Diagénese V- Moldagem VI- Erosão VII- Meteorização VIII- Mumificação

Reacções de precipitação

Forças exógenas na elaboração do relevo

Universidade Federal do Acre Coordenação de Ciências Agrárias PET-Agronomia

A ÁLISE TITRIMÉTRICA

Exercícios de Equílíbrio Químico ENEM Resolução Comentada Professora Simone

Escola Secundária de Casquilhos Teste 1 de Física e Química A 10º ANO 22/10/ minutos

ROCHAS E MINERAIS. 6º ano

I. Reações químicas. 2.4 Reações de precipitação. Os sais e a sua solubilidade em água

P2 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 08/10/07

t 1 t 2 Tempo t 1 t 2 Tempo

Ficha de Trabalho de Química 11º ano

Utilização e Organização dos Laboratórios Escolares

Prof.: HÚDSON SILVA Frente 2 Módulo 1

b) Qual é a confusão cometida pelo estudante em sua reflexão?

Para compreender o conceito de reacção de precipitação é necessário considerar as noções básicas de dissolução e de solubilidade de sais em água.

ANÁLISE QUÍMICA QUALITATIVA

VI Olimpíada Norte - Nordeste de Química e

Final. Prova Teórica. Questão a) b) c) d) e) f) g) h) Classificação teórica (60%) Classificação prática (40%) Classificação final

Formação, composição e litologia das Geosferas -AULA 3-

A.L.1.3 EFEITOS DA TEMPERATURA E DA CONCENTRAÇÃO NA PROGRESSÃO GLOBAL DE UMA REACÇÃO

P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL 17/04/10

VELOCIDADE DAS REACÇÕES QUÍMICAS- 8ºano

Escola Básica e Secundária da Calheta. Físico-Química 7.º Ano de escolaridade

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ DALGLISH GOMES ESTRUTURAS CRISTALINAS E MOLECULARES NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

CHUVAS ÁCIDAS E SEUS EFEITOS

TERMOQUÍMICA EXERCÍCIOS ESSENCIAIS 1. O CALOR E OS PROCESSOS QUÍMICOS

CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES

1.1 DIVERSIDADE NOS ANIMAIS FORMA E REVESTIMENTO

Resolução do Exame de Física e Química A 11.º ano, 2009, 2.ª fase, 14 de Julho de 2009.

II Reacções químicas Avalia os teus conhecimentos

Reacções Químicas. Transformações de Matéria. Janeiro/ Prof. Carla Bastos. Reacção Química. Transformações Físicas da Matéria

Materiais de Construção Civil. Aula 04. Rochas e Minerais

QUÍMICA ANALÍTICA AMBIENTAL Prof. Marcelo da Rosa Alexandre

É o cálculo das quantidades de reagentes e/ou produtos das reações químicas.

Estrutura física e química da Terra

Lista de Exercícios Química Geral Entropia e energia livre

Assunto: Eletroquímica Folha 4.2 Prof.: João Roberto Mazzei

QUÍMICA PROFª MARCELA CARVALHO

Trabalho 2 Dilatação térmica, escalas termométricas, reflexão da luz, espelho plano e esférico

PROPRIEDADES FÍSICAS (massa específica, massa unitária, inchamento) Profa. Dra. Geilma Lima Vieira

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ QUIMICA GERAL DOCENTE: ADRIANO LUIZ SANTANA AULAS PRÁTICAS DE QUÍMICA GERAL. Discente:

C o l é g i o R i c a r d o R o d r i g u e s A l v e s

UFJF CONCURSO VESTIBULAR 2012 GABARITO DA PROVA DE QUÍMICA

P4 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 29/06/06

TABELA PERIÓDICA FAMÍLIAS DOS ELEMENTOS QUÍMICOS

Reações químicas- 8ºano. Reações de precipitação

Ficha de Trabalho de Biologia e Geologia (ano 1)

Verdadeiro dado que a massa dos protões e dos neutrões é muito superior à dos eletrões!

1.2. Os alunos colocaram sobrecargas sobre o paralelepípedo, para averiguar se a intensidade da força de atrito depende:

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS

A nascente do Alviela no Sinclinal de Monsanto

Geologia Geral. user 02/03/05. 1 Fatores de formação dos solos. Título aqui 1. Intemperismo e Formação do Solo.

As Bolhas Fatais do Mergulho

Biologia e Geologia Módulo 2 Vulcanologia

Guia Didático do Professor

Aos materiais que a Química usa como matéria-prima podemos classificá-los como:

Geralmente é arredondado e único por célula, mas existem núcleos com outras formas e células com mais de um núcleo

Sistema de Abastecimento de Água 1 CAPÍTULO 5 REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA

Paisagens sedimentares

Classe de isolamento

O calcário e as grutas calcárias

2ª Ficha de Avaliação de Química. Data: 10/11/2011 Turma:12ºA Ano letivo: 2011/2012

ESCOLA SECUNDÁRIA ABADE DE BAÇAL BRAGANÇA TÉCNICAS LABORATORIAIS DE QUÍMICA 11º Ano Ano lectivo 2003/2004. TIPS - Indicadores ácido-base

1.Com relação à cromatografia a gás, cite três grupos de compostos orgânicos que podem ser analisados por esta técnica.

CONCEITOS DE BRÖNSTED-LOWRY CONCEITOS DE ÁCIDOS E BASES CONCEITOS DE ARRHENIUS. Ácido: Ácido: HCN + H O H O + - Base ou hidróxido: Base: + +

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia UESB Programa de Pós-Graduação em Genética, Biodiversidade e Conservação

5º Capítulo: Transformação de polímeros

Química 1 Cecília e Regina 2ºEM/TI 2º. Química 1-2ºTI

Anexo 4. Anexo 4. Texto fornecido aos alunos sobre a problemática em estudo

ferro bromo brometo de ferro 40g 120g 0g 12g 0g 148g 7g 40g 0g 0g x g 37g

Um espelho é uma superfície muito lisa e que permita alto índice de reflexão da luz que incide sobre ele. Espelhos possuem formas variadas:

1 Seleccionar material adequado à separação dos componentes de uma mistura heterogénea.

P1 - PROVA DE QUÍMICA GERAL 10/09/08

FUNÇÕES INORGÂNICAS Folha 02 João Roberto Fortes Mazzei

Plasticidade é a maior ou menor capacidade dos solos de serem moldados, sob certas condições de umidade, sem variação do volume.

INTEMPERISMO. Intemperismo físico. Intemperismo Químico

4.1. Tabela Periódica e a configuração electrónica dos elementos

Números de oxidação e Reações Redox

Biologia e Geologia Módulo 2 Vulcanologia

LCE0182 Química Analítica Quantitativa. Equilíbrio Químico. Wanessa Melchert Mattos

Biologia e Bioquímica II 2009/2010

1) Cálculo do tempo de subida do objeto: V y. = V 0y. + γt s 0 = 4 10t s. t s. = 0,4s. 2) Cálculo do tempo total de vôo : t total.

Curvas de Solubilidade

2 Limites e Derivadas. Copyright Cengage Learning. Todos os direitos reservados.

Experiência 10: Estudo do equilíbrio cromato-dicromato

CAUSAS E CLASSIFICAÇÕES DE PATOLOGIAS EM PAREDES DE ALVENARIA DE PEDRA

DETERMINAÇÃO DA MASSA VOLÚMICA DE UM SÓLIDO

SISTEMA CIRCULATÓRIO. Renata Loretti Ribeiro - Enfermeira

Transcrição:

Escola Secundária José Saramago Mafra Química Estalactites e Estalagmites Docente: Marília Peres Discente: Catarina Duarte Turma: 11º C 13 de Abril de 2007 1

Índice O que se entende por estalactites e estalagmites? 3 Como se formam as cavernas? 4 Como se formam as estalactites e estalagmites? 5 Bibliografia 6 2

O que se entende por estalactites e estalagmites? As estalactites e estalagmites são construções naturais com formas tubulares, criadas por cristais de calcite orientados longitudinalmente. São dois tipos de espeleotemas, ou seja, de formações minerais que ocorrem em cavernas e apresentam cores, formas e dimensões que dependem da morfologia de cada gruta e do mecanismo de deposição. A constante circulação de água no seu interior leva ao contínuo aumento de comprimento tubular. As estalactites formam-se a partir do tecto de cavernas, perpendicularmente a este, através da sobreposição de anéis de calcita, com velocidade de crescimento entre 0,01mm a 3mm por ano. Por outro lado, as estalagmites têm origem no solo das cavernas e crescem na direcção vertical e com sentido do chão para o tecto. Quando a estalactite se junta com a estalagmite, forma-se um outro espeleotema chamado coluna. Fig. 1 - Estalactites Fig. 2 - Estalagmites 3

Como se formam as cavernas onde estão presentes estalactites e estalagmites? As cavernas são normalmente constituídas por rochas calcárias que são compostas por carbonato de cálcio, CaCO 3. Quando a água das chuvas se infiltra no solo e entra em contacto com o carbonato de cálcio, este dissolve-se e leva à formação de iões. Traduz-se pela seguinte equação química: CaCO (s) Ca 2+ + 3 (aq) CO 3 2- (aq) Este é, no entanto, um processo mu ito lento, de tal modo que um litro de água consegue dissolver apenas 0,014g de calcário. Este processo pode ser, contudo, acelerado na presença de CO 2, absorvido da atmosfera, como ocorre nas chuvas ácidas, por esta ser uma solução ácida. Assim, quando a solução com CO 2 gasoso reage com a água forma o ácido carbónico, H 2 CO 3, tal como traduz a seguinte equação química: CO 2 (aq) + H 2 O(l) H 2 CO 3 (aq) Assim, quando o ácido carbónico entra em contacto com o carbonato de cálcio presente nas rochas das cavernas produz uma solução de iões. Um dos iões formados é o H +, que ao entrar em contacto com o calcário das rochas irá formar uma solução moderadamente ácida que irá corroer a rocha, fazendo surgir buracos alagados e cavidades. H O + H CO H O + + H 2 (l) 2 3(aq) 3 (aq) CO 3 - (aq) H 3 3O + (aq) + CaCO 3(s) Ca 2+ (aq) + HCO - (aq) Fig. 3 - Caverna com estalactites e estalagmites 4

Como se formam as estalactites e as estalagmites? A formação das estalactites e estalagmites é produto de um interessante conjunto de reacções químicas e formam-se pelo gotejamento de água saturada em calcite, ao longo da sua infiltração em rochas calcárias. A infiltração de água no interior das cavernas permite a formação das estalactites e estalagmites. Após a passagem desta, após reagir com o CO 2 e formar o ácido carbónico, H2CO 3, pelas rochas calcárias, formam-se iões. CaCO 3 (s) + H 2 O(l) Ca 2+ (aq ) + 2(HCO 3 - )(aq) Se uma gota de água rica em iões surgir no tecto poderá se formar uma estalactite. A água em circulação subterrânea acaba por ficar saturada em hidrogenocarbonato de cálcio, Ca(HCO 3) 2, podendo chegar a uma supersaturação devido a um aumento de pressão ou temperatura. Devido também à perda de CO 2, a solução fica menos ácida fazendo com que a água segure menos calcite dissolvido e o mineral original reaparece como uma pequena gota de CaCO 3 sólido. Formam-se, assim, as estalactites, por um processo é pois a reacção inversa da reacção química acima descrita. Este processo é muito lento, crescendo a estalactite, em média, 0,2mm por ano. Como também se verifica uma circulação da água pela parede exterior da estalactite esta torna-se mais resistente e espessa. A circulação da água leva muitas vezes ao gotejamento para o chão da caverna. Neste caso, ao se libertar o CO 2, ocorre o mesmo processo verificado na formação das estalactites, formando-se as estalagmites. Ao longo de muito tempo, o gotejamento contínuo da água leva ao crescimento e engrossamento da estalagmite, atingindo esta o aspecto típico que observamos nas grutas. A formação destes dois tipos de esteleotemas apenas difere na localização dos mesmos, pois todo o processo químico é idêntico. Quando as estalagmites e estalactites se encontram na mesma direcção, podem crescer e unir-se, formando um único esteleotema, denominado de coluna. Fig. 4- Esquema de interior de gruta 5

Bibliografia Internet: Grutas de Alvados http:// www.grutasalvados.com/ website/estalact.htm (Online em: 11/04/2007) Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/espeleotema#forma.c3. A7.C3.A3o (Online em: 11/04/2007) Química HP http://www.geocities.com/quimica_hp/estalac.htm (Online em: 11/04/2007) Livros: SILVA, Amparo Dias; GRAMAXO, Fernanda; SANTOS, Maria Ermelinda; MESQUITA, Almira Fernandes; BALDAIA, Ludovina; Ciências da Terra e da Vida Terra, Universo de Vida, Geologia 11º ano; Porto Editora; 2001; Porto. 6