Silvana Inês de Oliveira



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CURSO DE ATUALIZAÇÃO. Gestão das Condições de Trabalho e Saúde dos Trabalhadores da Saúde

Transcrição:

CURSO DE ATUALIZAÇÃO Gestão das Condições de Trabalho e Saúde dos Trabalhadores da Saúde REESTRUTURAÇÃO DO FLUXO DO ATENDIMENTO AO TRABALHADOR DO SUS ADOECIDO OU ACIDENTADO NO TRABALHO DO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS. Silvana Inês de Oliveira Sete Lagoas Agosto/2012

1. PROBLEMA E JUSTIFICATIVA Tendo em vista a falta de respaldo legal, bem como de informação para gestores e funcionários no que tange ao adoecimento ou acidente no trabalho envolvendo servidores do SUS já que a NR4 estabelece regras específicas apenas para trabalhadores regidos pela CLT faz-se necessário desenhar um fluxo de atenção que norteie o profissional adoecido ou acidentado, além de todos os atores da rede de atendimento em saúde, no momento em que ele próprio necessite, como usuário que é, dessa mesma rede de atenção e serviços. Infelizmente não é incomum encontrar o trabalhador desamparado, no momento em que mais necessita de atenção, que é quando está impedido de desempenhar suas atividades laborais, em função de doença ou acidente. Além do mais o mapeamento de riscos envolvidos no exercício da atenção em saúde, muitas vezes é minimizado ou negligenciado para que não sejam afetados a produtividade e o fluxo de atenção aos pacientes. Soma-se a isto a falta de sensibilização e conscientização dos gestores e dos próprios trabalhadores quanto aos riscos ocupacionais existentes no trabalho em saúde, que faz com que as normas da produção se sobressaiam as normas de saúde e de segurança. Muitos trabalhadores temem se recusar a exercer suas funções em condições inseguras por medo de advertências, perseguições, represálias ou até a perda do emprego, se submetendo assim a riscos passíveis de serem evitados e corrigidos. Urge substituir a cultura da ignorância e do medo pela da consciência, no que tange a saúde e segurança no trabalho, levando trabalhadores e gestores a se envolverem, discutirem e negociarem condições, fluxo e produção no trabalho em saúde, de forma a promover saúde para usuários e trabalhadores igualitariamente.

2. OBJETIVOS Reestruturar o fluxo do atendimento ao trabalhador do SUS adoecido ou acidentado no trabalho. 3. PLANO DE AÇÃO 1. Verificar o fluxo de trabalho existente para o atendimento ao trabalhador adoecido ou acidentado no SUS. 2. Sensibilizar gestores e trabalhadores para a necessidade de se estabelecer um fluxo de atendimento ao trabalhador adoecido ou acidentado da rede

SUS. 3. Estabelecer parcerias com a Secretaria Municipal de Saúde através do envolvimento do gestor, Superintendências de Atenção Primária, Secundária, de Urgência e Emergência, RH e Jurídica, Serviço de Medicina do Trabalho e representantes dos trabalhadores dos diversos segmentos da saúde da rede SUS. 4. Montar uma comissão para elaboração do fluxo de atenção ao trabalhador adoecido ou acidentado da rede SUS. 5. Elaborar e aprovar fluxo de forma compartilhada e pactuada por todos os envolvidos. 6. Estabelecer responsabilidades pessoais, profissionais e legais quanto ao cumprimento do referido fluxo, usando os recursos cabíveis ao serviço público, como publicação em órgão oficial. 7. Divulgação do fluxo nos diferentes níveis hierárquicos da rede SUS através de reuniões e distribuição de cartazes e folders.

4. CRONOGRAMA AÇÃO MÊS RESPONSÁVEIS Convocar reunião com parceiros para exposição do projeto, montar Fevereiro/2013 Equipe CEREST de Sete comissão e estabelecer Lagoas agenda de trabalho. Elaborar fluxo de assistência do trabalhador Março/2013 Comissão de parceiros do SUS. Aprovação e consolidação Comissão de oficial do fluxo elaborado. Abril/2013 parceiros/departamento jurídico. Confecção de cartazes e Comissão de folders de divulgação do Maio/2013 parceiros/ascom - fluxo de atendimento ao trabalhador do SUS. assessoria comunicação. de

Divulgação do fluxo de assistência ao trabalhador do SUS municipal. Apresentação do projeto aos RT s dos municípios da região de abrangência do CEREST para implantação. Junho/2013 Julho/2013 Equipe CEREST de Sete Lagoas Equipe CEREST de Sete Lagoas

5. INVESTIMENTO ITEM DESCRIÇÃO VALOR Material Permanente Carro Computador Do próprio CEREST Sem custo Telefone Material de Consumo Canetas 1 cx c/ 50 unidades azuis R$ 25,00 Papel A4 1 pcte c/ 500fls R$ 25,00 Pen Drive 4Gb 1 unidade R$ 20,00 Combustível 100 litros R$ 300,00 Serviços Lanche Gráficos 3 lanches p/ 20 pessoas ( R$120,00 cada) Confecção de 100 cartazes (R$ 7,00 cada) Confecção de 3000 folders (R$ 0,50 cada) R$ 360,00 R$ 700,00 R$1.500,00 R$2.930,00 6. AVALIAÇÃO Levantar junto ao serviço de Medicina do Trabalho e RH do município, o número de trabalhadores da saúde atendidos por doença ocupacional ou acidente do trabalho no período de julho/2012 a junho/2013. Levantar o número de trabalhadores atendidos pelos mesmos motivos no período de julho/2013 a junho/2014. Fazer estudo comparativo e porcentagem.

7. REFERÊNCIAS Curso de Gestão das Condições de Trabalho e Saúde dos Trabalhadores da Saúde Caderno de Estudos Modulo 5 Projeto de Intervenção. NESCON/UFMG. Guia para Elaboração de uma Política de Saúde e Segurança no Trabalho. Centro de Saúde e Segurança Ocupacional do Canadá 1996/2006. Tradução e Adaptação: Ailton Marinho da Silva. Revisão: Ada Ávila Assunção.