CAMBIOS CLIMÁTICOS E INFECCIONES

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Clinical Infeccious Disease. 2008. 47:151-7

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http://www.cdc.gov/malaria. Acessado em Jul. 2009 Malária Inserir ciclo evolutivo

Sexuado Asexuado

Esporozoíto Merozoíto Gametócitos

Interferon µ TNF

Niveles séricos elevados de interleuquina- 10 en pacientes con malaria aguda Acta méd. colomb;24(1):15-8, ene.- feb. 1999. graf. La malaria continúa siendo un problema grave de salud en nuestro país y en el mundo. La respuesta inmune que se genera frente al Plasmodium es bastante compleja y aún no es completamente clara. El objetivo de nuestro trabajo fue investigar los niveles séricos de factor de necrosis tumoral alfa (TNF- Ó) y de interleuquina 10 (IL- 10) en personas con malaria y sin ella, y correlacionarlos con el número de parásitos y la temperatura corporal. La población de estudio provenía de El Bagre, municipio de Antioquia, y comprendía 49 niños sin malaria y 51 con malaria infectados por Plasmodium virax (67 por ciento), por plasmodium falciparum (29 por ciento) o por ambos (4 por ciento). El número promedio de parásitos circulantes de P. vivax fue 5.495/mm(3). Para la cuantificación de citoquinas se emplearon estuches comerciales basados en una prueba de ELISA en sandwich». Los resultados mostraron un aumento significativo de IL- 10 en los maláricos (266.18ñ47.9 pg/ ml) comparado a los no maláricos (8.52ñ1.17pg/ml) (p<0.0001). Hubo una correlación directa entre los niveles de IL- 10 con el número de paracitos (p<0.0001) y el aumento en la temperatura corporal (p<0.0001). En la mayoría de la población estudiada con malaria (88.2 por ciento) y sin ella (87.8 por ciento) no se detectó TNF- Ó y en el resto, laconcentración fue mínima. La no detección de TNF- Ó puede tener dos explicaciones fundamentales: la baja parasitemia, el aumento de IL- 10, o ambos. Es difícil explicar la relación de la IL- 10 con la parasistemia y la fiebre dado que no se le ha atribuido acción pirogénica a esta citoquina. (AU)

Malária Cérebro Pulmões Rins P. falciparum

Anemia Coma Edema Agudo Pulmonar Renal Hepático Diarréia Hipoglicemia

MALÁRIA DIAGNÓSTICO * CLÍNICO * Laboratorial a Pesquisa do Plasmódio g Esfregaço sanguíneo e em gota espessa(giemsa) a Sorológico: g RIFI, ELISA, HAI, FIXAÇÃO DO COMPLEMENTO, PCR. In: Veronesi, Ricardo.Doenças infecciosas e parasitárias. s.l, Guanabara Koogan, 2008.

MALÁRIA TRATAMENTO * Quinina a Age sobre os trofozoítos, esquizontes e merozoítos * Amino- 4- quinolonas (Cloroquina, Aralen, Amodiaquina ou camoquim) a Age sobre todas as formas sanguíneas exceto gametócitos de P. falciparum * Amino- 8- quinolinas (Plasmoquina, Primaquina) a Age sobre os esquizontes hepáticos e sobre os gametócitos. * Pirimidina (pirimetamina) a Age sobre formas hepáticas e sanguíneas * Sulfonamida (Fanasulf) a P. falciparum cloroquino resistente In: Veronesi, Ricardo.Doenças infecciosas e parasitárias. s.l, Guanabara Koogan, 2008.

MALÁRIA PROFILAXIA * INDIVIDUAL a Evitar a aproximação às áreas de risco após o entardecer e logo ao amanhecer do dia a Uso de repelentes, dormir com mosquiteiros, telar janelas e portas a Uso de quimioprofiláticos g Iniciar 01 semana antes (Mefloquina) g Terminar 30 dias após In: Veronesi, Ricardo.Doenças infecciosas e parasitárias. s.l, Guanabara Koogan, 2008.

MALÁRIA *COLETIVA CONTROLEa Reduzir a incidência da doença em determinadas áreas. Medidas de combate ao vetor Medidas de combate às larvas Medidas de saneamento básico Medidas para melhorar as condições de vida Tratamento dos doentes In: Veronesi, Ricardo.Doenças infecciosas e parasitárias. s.l, Guanabara Koogan, 2008.

Malária Propostas de Tratamento