Capítulo 9 Aplicação: Comércio Internacional



Documentos relacionados
7 Transporte e Logística

Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 2, Oferta e Demanda :: REVISÃO

GABARITO LISTAS. 1. Dê 3 exemplos de tradeoffs importantes com que você se depara na vida.

1.6 Têxtil e Confecções. Diagnóstico

Impactos técnicos e económicos da electrificação gradual do sector dos transportes em Portugal

MERCADO FUTURO: BOI GORDO

Fundamentos da Ciência Econômica MÓDULO I - INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ECONOMIA. Ao final do estudo deste módulo, esperamos que você possa:

27 O Sistema Monetário

COMO VENDER MAIS USANDO FUNIL DE VENDAS. Capítulo II: Metas de atividade

Nome do aluno: MATRIZ DE CORRECÇÃO

Juros Simples, Compostos, e Contínuos

AJUSTE COMPLEMENTAR ENTRE O BRASIL E CEPAL/ILPES POLÍTICAS PARA GESTÃO DE INVESTIMENTOS PÚBLICOS CURSO DE AVALIAÇÃO SOCIOECONÔMICA DE PROJETOS

PARECER Nº, DE RELATOR: Senador ELMANO FÉRRER

A balança comercial do agronegócio brasileiro

soluções inovadoras para desafios de negócios Manual explicativo do quadro do modelo de negócios passo a passo com exemplos

DESENVOLVIMENTO E SUBDESENVOLVIMENTO NO BRASIL

Banco ABC Brasil Relações com Investidores Transcrição da Teleconferência de Resultados do 1T13 03 de maio de 2013

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CENTRO SÓCIO ECONÔMICO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS ANÁLISE DOS DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS II CEF ARTIGO

Manual Web.Newhotel Configuração NewHotel

Suinocultura - Análise da Conjuntura Agropecuária

ECONOMIA MÓDULO 17. AS ELASTICIDADES DA DEMANDA (continuação)

Noções de Economia. As sociedades humanas, de modo geral, se defrontam com três problemas econômicos fundamentais:

COMO IDENTIFICAR E ANALISAR OS IMPACTOS DOS DRIVERS DA EMPRESA (CASH E VALUE)

FACULDADE DE ECONOMIA DO PORTO ANO LECTIVO 2010/2011 1G203: ECONOMIA INTERNACIONAL

BANDA LARGA FIXA NO BRASIL

Aula 12. Definição do Orçamento do Plano de Marketing. Profa. Daniela Cartoni

Organização interna da empresa

Teorias de Comércio Internacional. Baseado Livro: Manual de Comércio Exterior (Cap. 2)

Decreto lei nº25/2013 de 19 de Fevereiro

PLANO ALTERNATIVO DE SERVIÇO - PAS 085 Local PLANO ALTERNATIVO N LC

!+,(-. / %01213"&$$(

A necessidade de elevar a incidência da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS sobre cigarros

Resumo dos Resultados Globais

2.7 - Curva de Possibilidades de Produção

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Abril 2012

TELECOMUNICAÇÕES DO BRASIL

PRODUÇÃO DE PEIXES EM TANQUES-REDE. Apresentação de Caso Cultivo de Tilápias em Paulo Afonso - BA

Relatório Anual Comércio Internacional de Joias do Brasil 2015

SAFRAS & CIFRAS TRIBUTAÇÃO INCIDENTE SOBRE FATURAMENTO - PARTE II EMPRESÁRIO RURAL PESSOA JURÍDICA

Legislação aplicada às comunicações

A economia da estratégia

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO DE VISEU DEPARTAMENTO DE GESTÃO LICENCIATURA EM GESTÃO DE EMPRESAS GESTÃO FINANCEIRA. 3º Ano 1º Semestre

CONVENÇÃO 158 da OIT

Questões de Concursos Tudo para você conquistar o seu cargo público ]

ipea políticas sociais acompanhamento e análise 7 ago GASTOS SOCIAIS: FOCALIZAR VERSUS UNIVERSALIZAR José Márcio Camargo*

Artigo publicado. na edição Assine a revista através do nosso site. maio e junho de 2013

Educação Financeira As Cinco Regras mais Importante da Educação Financeira para Enfrentar a Crise. A Terceira é a Minha Favorita

Impostos sobre os veículos automóveis ligeiros de passageiros *

Abertura comercial e mercado de trabalho: modelo Heckscher Ohlin no estudo entre Cuba e EUA

SONDAGEM ESPECIAL PRODUTIVIDADE RIO GRANDE DO SUL. Sondagem Especial Produtividade Unidade de Estudos Econômicos Sistema FIERGS

Teoria da Firma. Discriminação de preços tarifa em duas partes e concorrência monopolística. Roberto Guena de Oliveira USP. 28 de julho de 2014

Estudo e Estatísticas do Comércio Exterior do Brasil de Joias e Relógios relativas ao 1 o semestre de 2009

Bundling: Examinations of Experimental Data

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio. Balança Comercial do Agronegócio Agosto/2015

função de produção côncava. 1 É importante lembrar que este resultado é condicional ao fato das empresas apresentarem uma

Gestão dos Pequenos Negócios

NBC T REDUÇÃO AO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS PRONUNCIAMENTO CPC 01

Curso: Sistemas de Informação 13/04/2006 Economia e Gestão Financeira 1º Avaliação Prof. Ivaldir Vaz

Cinco restrições de desenvolvimento/teste que afetam a velocidade, o custo e a qualidade dos seus aplicativos

USDA REAFIRMA DÉFICIT INTERNACIONAL EM 2015/16 - MERCADO REAGE TIMIDAMENTE

MICROECONOMIA. Paulo Gonçalves

Unidade: Decisão de Investimento de Longo Prazo. Unidade I:

CONTRIBUIÇÃO AO PROCESSO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA n o 001/2008:

1. Introdução. 1.1 Contextualização do problema e questão-problema

Neste contexto, o Fluxo de Caixa torna-se ferramenta indispensável para planejamento e controle dos recursos financeiros de uma organização.

ANÁLISE DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE APOIO ÀS PMEs NO BRASIL Resumo Executivo PARA BAIXAR A AVALIAÇÃO COMPLETA:

WMS e TMS. A integração entre os sistemas de gerenciamento de armazéns e transportes é fundamental para a otimização dos fluxos de trabalho

Simplificamos e aceleramos sua transformação digital.

Resolução da lista de exercícios de casos de uso

Tecnologia de faixa para falha

Estoque. Como controlar o estoque

INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE DE PROCESSOS MEDIÇÃO DE TEMPERATURA TERMÔMETROS DE RESISTÊNCIA

Lições para o crescimento econômico adotadas em outros países

Capitulo 2. Autarcia ou Comércio entre as Nações?

Resumidamente, vamos apresentar o que cada item influenciou no cálculo do PumaWin.

Ambos têm os algarismos 7854 seguidos, a potência de dez apenas moverá a vírgula, que não afeta a quantidade de algarismos significativos.

Conheça a Greencred. 10 anos de sucesso

Unidade I. Mercado Financeiro e. Prof. Maurício Felippe Manzalli

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 (Do Sr. Fabio Faria)

Os Benefícios Econômicos da Biotecnologia Agrícola no Brasil: 1996/97 a 2010/11

INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS NA AGRICULTURA 1

Amazônia. Pensar completo é investir na conservação da Amazônia.

TÍTULO: Validação e Introdução de Tecnologia Apropriada à Produção de Tambaqui (Piscicultura)

número 3 maio de 2005 A Valorização do Real e as Negociações Coletivas

IV SEMINÁRIO CATARINENSE SOBRE ATUALIDADES JURÍDICO-CONTÁBEIS IMPOSTO DE RENDA LIMITES DOS CONCEITOS CONTÁBEIS NA DEFINIÇÃO DO FATO GERADOR

ORIENTAÇÃO TÉCNICA GERAL OTG 1000, DE 21 DE OUTUBRO DE 2015

Transcrição:

Capítulo 9 Aplicação: Comércio Internacional Lista de Exercícios: 1. Se um país permite o comércio e, para um determinado bem, o preço doméstico sem o comércio é maior do que o preço internacional: a. o país será um exportador do bem. b. o país será um importador do bem. c. o país não será nem exportador nem importador do bem. d. São necessárias informações adicionais sobre a demanda para determinar se o país será um exportador do bem, um importador do bem ou nenhum dos dois. 2. Suponha que Porto Rico tenha vantagem comparativa sobre outros países na produção de açúcar, mas outros países tenham vantagem absoluta sobre Porto Rico na produção de açúcar. Se o comércio de açúcar for permitido, Porto Rico: a. irá importar açúcar. b. irá exportar açúcar. c. irá exportar ou importar açúcar, mas não está claro a partir das informações dadas. d. não teria nada a ganhar, quer importando ou exportando açúcar. 3. Quando um país importador de determinado bem abandona sua política de livre comércio e adota uma política de não comércio: a. o excedente do produtor aumenta o excedente total diminui no mercado desse bem. b. o excedente do produtor aumenta e o excedente total diminui no mercado desse bem. c. o excedente do produtor diminui e o excedente total aumenta no mercado desse bem. d. o excedente do produtor diminui e o excedente total diminui no mercado desse bem 4. Quando um país permite o comércio e se torna exportador de um bem, a. os produtores domésticos ganham e os consumidores domésticos perdem. b. os produtores domésticos perdem e os consumidores domésticos ganham. c. os produtores domésticos e os consumidores domésticos ganham. d. os produtores e os consumidores domésticos perdem. 5. Quando a nação X permite o comércio e se torna importadora de software, a. os moradores de X que produzem software ficam em pior situação; os moradores de X que compram software ficam em melhor situação; e o bem estar econômico de X se eleva. b. os moradores de X que produzem software ficam em pior situação; os moradores de X que compram software ficam em melhor situação; e o bem estar econômico de X se reduz. c. os moradores de X que produzem software ficam em melhor situação; os moradores de X que compram software ficam em pior situação; e o bem estar econômico de X se eleva. d. os moradores de X que produzem software ficam em melhor situação; os moradores de X que compram software ficam em pior situação; e o bem estar econômico de X se reduz. 6. Quando uma noção passa a comercializar pela primeira vez com outros países e esta nação se torna exportadora de soja, a. isto indica que o preço internacional da soja é maior do que o preço doméstico da soja na ausência de comércio. b. isto indica que a nação tem uma vantagem comparativa na produção de soja. c. os consumidores domésticos de soja ficam em pior situação e os produtores domésticos de soja ficam em melhor situação. d. Todas as alternativas acima estão corretas. 1

2 Capítulo 9 /Aplicação: Comércio Internacional 7. Quando um país permite o comércio e se torna importador de aço, a. as perdas dos produtores domésticos de aço excedem os ganhos dos consumidores domésticos de b. as perdas dos consumidores domésticos de aço excedem os ganhos dos produtores domésticos de c. os ganhos dos produtores domésticos de aço excedem as perdas dos consumidores domésticos de d. os ganhos dos consumidores domésticos de aço excedem as perdas dos produtores domésticos de Figura 1 A figura ilustra o mercado de lã na Nova Zelândia. Price 75 70 65 60 A Domestic supply 55 50 45 40 B D F G H World price 35 30 C Domestic demand 25 20 15 10 5 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 Quantity 8. Referente a Figura 1. A partir da figura fica evidente que: a. a Nova Zelândia exportará lã se o comércio for permitido. b. a Nova Zelândia importará lã se o comércio for permitido. c. a Nova Zelândia não tem nada a ganhar seja importando ou exportando lã. d. o preço internacional irá cair se a Nova Zelândia passar a permitir que seus cidadãos comercializem com outros países. 9. Referente a Figura 1. Com o comércio a Nova Zelândia irá: a. exportar 11 unidades de lã. b. exportar 5 unidades de lã. c. importar 15 unidades de lã. d. importar 6 unidades de lã.

Capítulo 9 /Aplicação: Comércio Internacional 3 10. Referente a Figura 1. Quando o comércio de lã é permitido, o excedente do consumidor da Nova Zelândia: a. aumenta o equivalente a área B + D. b. aumenta o equivalente a área C + F. c. diminui o equivalente a área B + D. d. diminui o equivalente a área D + G. 11. Referente a Figura 1. Quando o comércio de lã é permitido, o excedente do produtor na Nova Zelândia: a. aumenta o equivalente a área B + D. b. aumenta o equivalente a área B + D + G. c. diminui o equivalente a área C + F. d. diminui o equivalente a área G. Figura 2 A Jamaica é considerada o país doméstico. 12. Referente a Figura 2. Com o comércio a Jamaica: a. importa 150 calculadoras. b. importa 250 calculadoras. c. exporta 100 calculadoras. d. exporta 250 calculadoras. 13. Referente a Figura 2. Isa mudança no excedente total na Jamaica em razão do comércio é de: a. $625, e isto representa um aumento no excedente total. b. $750, e isto representa um aumento no excedente total. c. $625, e isto representa uma redução no excedente total. d. $750, e isto representa uma redução no excedente total.

4 Capítulo 9 /Aplicação: Comércio Internacional Figura 3 (Saddle = sela) 14. Referente a Figura 3. Com o comércio e sem tarifas, o preço e a quantidade doméstica demandada serão: a. P 1 e Q 1. b. P 1 e Q 4. c. P 2 e Q 2. d. P 2 e Q 3. 15. Referente a Figura 3. Com a imposição de tarifas, o preço doméstico e a quantidade doméstica demandada serão: a. P 1 e Q 1. b. P 1 e Q 4. c. P 2 e Q 2. d. P 2 e Q 3. 16. Referente a Figura 3. Com a imposição de tarifa, a quantidade de selas importadas é: a. Q 3 - Q 1. b. Q 3 - Q 2. c. Q 4 - Q 1. d. Q 4 - Q 2. 17. Referente a Figura 3. isso excedente do consumidor com o comércio e sem tarifa é: a. A. b. A + B. d. A + B + C + D + E + F. 18. Referente a Figura 3. isso excedente do produtor com comércio e sem tarifa é: a. G. b. C + G. d. A + B + C + G. 19. Referente a Figura 3. O excedente do consumidor com a tarifa é: a. A. b. A + B. d. A + B + C + D +E + F.

Capítulo 9 /Aplicação: Comércio Internacional 5 20. Referente a Figura 3. isso excedente do produtor com a tarifa é: a. G. b. C + G. d. A + B + C + G. 21. Referente a Figura 3. isso montante da receita fiscal do governo decorrente da imposição da tarifa é: a. B. b. E. c. D + F. d. B + D + E + F. 22. Referente a Figura 3. Em decorrência da imposição da tarifa, existe um peso morto equivalente a: a. B. b. E. c. D + F. d. B + D + E + F. 23. A principal diferença entre tarifas e quotas de importação é que: a. as tarifas geram peso morto enquanto as quotas não geram. b. as tarifas beneficiam os consumidores domésticos enquanto as quotas beneficiam os produtores domésticos. c. as tarifas aumentam a receita do governo enquanto as quotas de importação geram excedente para àqueles que conseguem a licença para importar. d. Todas as alternativas anteriores estão corretas.