ESPAÇO(S) E COMPROMISSOS DA PROFISSÃO



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ESPAÇO(S) E COMPROMISSOS DA PROFISSÃO 18 de Novembro de 2010 Teatro Municipal de Almada Senhora Presidente da Associação dos Profissionais de Serviços Social, Dr.ª Fernanda Rodrigues Senhoras e Senhores Membros dos Corpos Sociais da Associação dos Profissionais de Serviço Social Senhora Representante da Casa Civil, Dr.ª Luísa Cunha Senhoras e Senhores Congressistas Digníssimos Convidados, nacionais e estrangeiros Profissionais de Serviço Social Minhas Senhoras e Meus Senhores Sejam muito bem-vindos a Almada, a esta terra que faz da acção social uma das principais linhas de intervenção estratégicas para o desenvolvimento sustentável e solidário do nosso Município. Começo por saudar vivamente a Direcção da Associação dos Profissionais de Serviço Social pela decisão de organizar este seu II Congresso Nacional em Almada, reunindo neste espaço nobre da Cidade que é o seu Teatro Municipal os profissionais desta tão meritória quanto imprescindível área de actividade e de intervenção como é o Serviço Social. Saúdo igualmente os participantes neste, no momento em que levamos a cabo um amplo programa inserido no Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, decidido pela União Europeia para 2010, programa esse protagonizado em grande medida por profissionais de serviço social que 1

diariamente e ano após ano têm contribuído com o seu trabalho e generosidade para a concretização e funcionamento da ampla Rede Social hoje existente no Concelho. Permitam-me que vos transmita, neste contexto, a minha convicção de que o trabalho que ides desenvolver nestes dois dias de reunião, os temas que ides abordar e discutir, e as decisões organizativas para a intervenção concreta no terreno, que ides tomar, não deixarão certamente de constituir, contributos significativos para o enriquecimento e afirmação dos princípios e valores que nortearam a declaração do Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social. Agradeço, pois o convite que me foi dirigido para participar e intervir nesta Sessão Inaugural do, um convite que muito me honrou, e que em nome da Câmara Municipal de Almada registo com muita consideração e reconhecimento. Minhas Senhoras e Meus Senhores Almada, é um Município onde as questões da Solidariedade Social, entendidas de forma ampla, assumem uma dimensão transversal ao nível das políticas e das intervenções locais, constituindo mesmo a orientação programática de base para a definição do vasto conjunto de iniciativas que visam em cada ano, em permanência, e no seu todo, a promoção de cada vez mais amplos bem-estar e coesão sociais no território municipal. Neste quadro, o Serviço Social em concreto, confere à construção de uma sociedade mais solidária que buscamos permanentemente em Almada, uma dimensão de grande importância e significado pela actuação concreta que é assegurada aos cidadãos em geral e muito especialmente junto das camadas socialmente mais desfavorecidas e fragilizadas. Indo muito além do apoio e assistência pontuais e em situações de extrema necessidade, o Serviço Social que defendemos e desenvolvemos procura promover, sobretudo a expansão e fortalecimento de uma ampla Rede Social estruturada, capaz de assegurar a construção de um edifício sólido de solidariedade envolvendo as mais diversas instâncias, cidadãos e instituições, com carácter público ou privado, na procura incessante de soluções duradouras e estáveis promotoras do desenvolvimento e justiça social que ambicionamos, e que sejam verdadeiramente eficazes no combate à exclusão social e à pobreza. É com satisfação que verifico que os objectivos e princípios pelos quais nos norteamos em Almada desde há largos anos, correspondem no essencial aos objectivos e princípios que integram os estatutos e as orientações de intervenção da Associação dos Profissionais de Serviço Social portugueses. Permitam-me, por isso, que aqui refira, e sublinhe com ênfase, uma experiência verdadeiramente pioneira desenvolvida neste nosso Concelho de Almada a partir do 2

início dos anos oitenta, o Projecto de Intervenção Social Articulado do Concelho de Almada (PISACA), que surgiu da conjugação de um grande número de vontades agregando órgãos institucionais locais, serviços e populações organizadas, em resultado da intervenção de profissionais do serviço social local que eram então muito poucos em número, mas portadores de uma imensa generosidade, saber e dedicação ao trabalho, com grande relevância para o trabalho voluntário, e sobretudo animados em desbravar caminhos desenvolvendo projectos inovadores de grande alcance, o que nos conduziu à Rede Social de Almada deste nosso tempo. Eram então essencialmente mulheres, algumas delas ainda hoje bem activas nesta frente de trabalho e de luta, a quem não posso neste momento, e neste contexto, deixar de prestar com todo o carinho e amizade, a mais sentida homenagem e o mais profundo agradecimento pela acção desenvolvida e pela extraordinária experiência que tenho o privilégio de ter vivido ombro com ombro. O trabalho iniciado ao nível daquele Projecto, numa época empolgante de reconstrução de um País, e de um Concelho, que saíam de um longuíssimo período de obscurantismo, ignorância e violência, constituiu o alicerce fundamental para a estruturação de uma política de intervenção social articulada, activa e permanente, que hoje nos honramos de afirmar que faz parte do código identitário do Município de Almada. Reconhecemo-nos pois de forma muito directa, nos principais objectivos afirmados pela Associação dos Profissionais de Serviço Social, particularmente naqueles que se prendem com a melhoria contínua do conhecimento, traduzido numa equivalente melhoria da capacidade concreta de intervenção dos profissionais de serviço social. O permanente reforço da capacidade de intervenção destes profissionais, a par do reforço da disponibilidade das instituições e organizações, e dos cidadãos em geral, para uma intervenção objectiva e activa neste domínio, constituem factores essenciais para a consolidação de uma sociedade cada vez mais assente na prática da solidariedade e justiça social enquanto factores essenciais do progresso e do desenvolvimento que queremos sustentável e solidário. Minhas Senhoras e Meus Senhores, A nossa Comunidade encontra-se hoje confrontada com uma situação económica e social muito difícil, mesmo dramática para muitos milhares dos nossos concidadãos, mais desfavorecido do ponto de vista social e económico, que são duramente afectados por uma crise para a qual não contribuíram, mas que infelizmente lhes vai gradual e quotidianamente roubando o pouco que ainda lhes resta. Em termos materiais, é evidente, mas também no que diz respeito à sua dignidade, à dignidade que é devida e tem que ser assegurada a todos os seres humanos sem excepções. A realidade não deve nem pode ser iludida. Todos os dias nos confrontamos com novas situações de precariedade social de muitas e muitas famílias, cada vez mais profundas e 3

difíceis de suportar, que ocorrem claramente em função de uma profunda e continuada degradação das condições sociais o aumento do desemprego e a redução drástica de apoios sociais por parte do Estado, são hoje claramente os factores determinantes para esta degradação das condições sociais, num processo que é urgente inverter. Uma tal situação de depressão tão profunda e tão generalizada coloca em especial àqueles que desenvolvem a sua actividade principal ao nível do Serviço Social novos e muito difíceis problemas, que não podem deixar de ser considerados pela sociedade em geral de forma interventiva e solidária na exigência de uma alteração de rumo para o País, que nos possa conduzir à saída deste túnel apertado e doloroso em que nos encontramos. Entretanto, uma certeza eu tenho. Os profissionais de serviço social, hoje como sempre, aí estão e estarão no exercício da sua missão, ajudando a minorar o sofrimento e o desespero de muitas pessoas profundamente desamparadas e sem perspectivas de um futuro melhor para as suas vidas, fazendo justiça à definição de Serviço Social que os próprios protagonizam, definição que entendo merecedora de citação, neste contexto e passo a citar: A profissão de Serviço Social promove a mudança social, a resolução de problemas nas relações humanas e o reforço da emancipação das pessoas para promoção do bemestar. Ao utilizar teorias do comportamento humano e dos sistemas sociais, o Serviço Social intervém nas situações em que as pessoas interagem com o seu meio. Os princípios dos direitos humanos e da justiça social são fundamentais para o Serviço Social. Esta é, sem dúvida, uma definição de Serviço Social cujos princípios importam a todos os seres humanos, e que os profissionais de serviço social assumem ao nível da sua acção: No respeito pelo valor da dignidade inerente a todas as pessoas, e pelos direitos que daí advêm; Na promoção e defesa da integridade e do bem-estar físico, psicológico, emocional e espiritual de cada pessoa; Na promoção do direito à participação, através da capacitação de todos para uma cidadania activa, consciente e responsável que possibilite o envolvimento activo nas decisões que concorrem para a qualidade de vida de cada cidadão; Na promoção da justiça social, rejeitando a discriminação negativa, reconhecendo a diversidade, assegurando uma distribuição equitativa dos recursos disponíveis, denunciando políticas e práticas injustas e desadequadas, promovendo a solidariedade. Por tudo isto, desejo expressar a todos vós os sinceros votos para que o trabalho que vão desenvolver neste espaço de diálogo e debate, alcance os objectivos preconizados pela organização correspondendo às reais expectativas de um sector profissional que se 4

apresenta da máxima importância para o desenvolvimento social, presente e futuro, das nossas comunidades. Que o vosso trabalho nestes dois dias seja profícuo e contribua para o reforço da capacidade de intervenção dos profissionais de serviço social, e para a defesa dos seus legítimos direitos e objectivos como é o da criação da vossa Ordem de Profissionais. Felicidades e Bom Trabalho, Bem Hajam. 5