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Transcrição:

RESPONSABILDADE CIVIL DO DANO AMBIENTAL Prof. Éder Responsabilidade Clementino dos civil Santos

INTRODUÇÃO Evolução da sociedade: séc. XX (novas tecnologias x modelo de vida); Inércia do Estado: auto-tutela; Estado: tutela bem jurídico (pacificadora); Desafio para sociedade: status do meio ambiente (qualidade de vida e bem-estar); Preocupação: Uso dos recursos produtivos; ESTOCOLMO: 1972 (Princípios)

SITUAÇÃO VIGENTE Ecologia e seus ramos afins; Pensamento ecológico x novas demandas mundo moderno; O Estado e direito de punir (inferência); Indenização pecuniária: pacificação social; Alerta com meio ambiente: (forma de uso, destruição e inferência na vida planeta); Responsabilidade ambiental

DIREITO AMBIENTAL Ameaça constante e progressiva: riscos ambientais; Ferramenta de tutela: Bem difuso ; Institutos: Direito Constitucional, Direito Civil, Direito Internacional, Direito Agrário, Direito Penal, dentre outros ramos; Áreas de conhecimento: Biologia, Química, Engenharia, Física, Genética, etc; (Milaré, 2001)

DIREITO AMBIENTAL CONSTITUIÇÃO FEDERAL (Art. 225) Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Lei 6.938/81) Lei 9.605/98

MEIO AMBIENTE O conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas Art. 3º - Lei 6.938/81 Natural Cultural Artificial Trabalho Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Art. 225 - CF/88

MEIO AMBIENTE Um conjunto de relações, leis, influências e interações que regem a vida; Não trata um bem corpóreo e material; (FLORA e FAUNA) ÂMBITO: Cosmopolita (DIFUSO) Procura estudar não só o homem em suas relações com os recursos naturais, mas também sob todos os aspectos de seu meio.

PRINCÍPIOS DIREITO AMBIENTAL Princípio: principium (início, começo, origem); Princípios, no sentido jurídico, são proposições normativas básicas, gerais ou setoriais, positivadas ou não que, revelando os valores fundamentais do sistema jurídico, orientam e condicionam a aplicação do direito no meio ambiente; (Barros, 2008)

PRINCÍPIOS DIREITO AMBIENTAL PNMA Lei 6.938/81 I - Ação Governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo; II - Racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar; III - Planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais; IV - Proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas; V - Controle e zoneamento das atividades potencialmente ou efetivamente poluidoras; VI - Incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais; VII - Acompanhamento do estado da qualidade ambiental; VIII - Recuperação de áreas degradadas; IX - Proteção de áreas ameaçadas de degradação; X - Educação ambiental em todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente. (Machado, 2003)

PRINCÍPIO PRECAUÇÃO Conferência Rio 92: (Princípio 15) Com a finalidade de proteger o meio ambiente, os Estados deverão aplicar amplamente o critério de precaução de acordo com suas capacidades. Quando houver perigo de dano grave ou irreversível, a falta de certeza cientificamente absoluta não deverá ser utilizada como razão para postergar a adoção de medidas eficazes, em função dos custos, para impedir a degradação do meio ambiente Lei 6.938/81: (Art. 10) A construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, considerados efetiva ou potencialmente poluidores, bem como os capazes sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento por órgão estadual competente, integrante do SISNAMA, sem prejuízo de outras licenças exigíveis CF/88: (Art. 225, 1º, IV) Exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade (Barros, 2008; Milaré, 2007)

PRINCÍPIO PREVENÇÃO CF/88: (Art. 225, 1º, I) Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas CF/88: (Art. 225, 1º, II) Preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético CF/88: (Art. 225, 1º, III) Definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção CF/88: (Art. 225, 1º, V) Controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente (Brasil, 1988)

PRINCÍPIO PREVENÇÃO APLICAÇÃO: 1º) Identificação e inventário das espécies animais e vegetais de um território, quanto à conservação da natureza e identificação das fontes contaminantes das águas e do mar, quanto ao controle da poluição; 2º) Identificação e inventário dos ecossistemas, com a elaboração de uma mapa ecológico; 3º) Planejamentos ambiental e econômico integrados; 4º) Ordenamento territorial ambiental para a valorização das áreas de acordo com sua aptidão; e 5º) Estudo de Impacto Ambiental; (Machado, 2003)

PRINCÍPIO POLUIDOR PAGADOR Processos produção de bens: externalidades negativas; Efeito: recepcionadas pela coletividade; Lucro: exclusivo do produtor (agente); Privatização de lucros; Socialização de perdas; (Machado, 2003) Imputação custo social causador

PRINCÍPIO POLUIDOR PAGADOR CF/88: (Art. 225, 2º) Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei CF/88: (Art. 225, 3º) As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados Lei 6.938/81: (Art. 4º, VII) Visará a imposição ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e ou indenizar os danos causados e, ao usuário, da contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins econômicos (Leite, 2002)

DANOS AMBIENTAIS Dano deriva do latim damnum: significa todo mal ou ofensa que se cause a alguém e do qual resulte uma deterioração ou destruição à sua coisa ou um prejuízo ao seu patrimônio; (Barros, 2008) Direito: dano pode ser aquiliano e patrimonial resultante do ato ilícito e contratual, aquele que se funda em ofensa à obrigação contratual; (Diniz, 2011; Barros, 2008; Milaré, 2001)

DANOS AMBIENTAIS Não encontramos no ordenamento jurídico brasileiro uma definição expressa do termo dano ambiental, pois a legislação ambiental utiliza as seguintes expressões: poluidor, degradação ambiental e poluição; Lei 6.938/81: (Art. 3º, IV) Poluidor é a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental ;

RESPONSABILIDADE CIVIL Conceito: (Diniz, 2011) A aplicação de medidas que obriguem alguém a reparar dano moral ou patrimonial causado a terceiros, em razão de ato do próprio imputado, de pessoa por quem ele responde ou de fato de coisa ou animal sob sua guarda (responsabilidade subjetiva) ou ainda por simples imposição legal (responsabilidade objetiva) Conceito: (Venosa, 2011) A responsabilidade civil genérica fundamenta-se no art. 927 CC/02, que dispõe: aquele que, por ato ilícito conforme os arts. 186 e 187 do CC/02, causar dano a outrem, é obrigado a reparálo. Inadimplemento normativo

RESPONSABILIDADE CIVIL Responsabilidade Civil Subjetiva: A responsabilidade civil subjetiva fundamenta na culpa, da reprovabilidade ou censurabilidade da conduta do agente, que caracteriza a inexecução de uma obrigação. O ato ilícito é seu fato gerador, obrigando o imputado a ressacir o dano, porém, a vítima deve provar a culpa do lesante na produção específica daquele dano. Responsabilidade Civil Objetiva: A responsabilidade civil objetiva fundamenta no princípio do risco, no qual desvinculou o dever de reparação do dano da idéia de culpa, ante a dificuldade da prova da culpa. O agente deverá ressacir o prejuízo causado, mesmo que isento de culpa e mesmo sem necessidade de apelo ao recurso da presunção. O perigo resulta da própria atividade e não do comportamento do agente

RESPONSABILIDADE CIVIL Requisitos de aplicação: A aplicação da teoria da responsabilidade objetiva em matéria ambiental exige a conjugação de dois requisitos: a) O dano ao meio ambiente; b) O nexo de causalidade entre a atividade e o dano; DEVER INDENIZAR A anormalidade; A periodicidade; A gravidade do prejuízo; DANO EMERGENTE LUCRO CESSANTE Normas gerais das perdas e danos (Arts. 402 e ss. CC/02)

ESTUDO DE CASO - 1 Crime contra meio ambiente Empreendimento: Laticínios DN/74: Obrigatório Licença Ambiental (LO); Infração: Lançamento efluente industrial no corpo d agua (Art. 27 Lei 9.605/98); Dano: Contaminação do corpo hídrico; Penalidade: Prestação pecuniária 30 salários mínimos à Instituição Filantrópica; REPARAÇÃO: CONSTRUÇÃO DA ETE

ESTUDO DE CASO - 2 Crime contra meio ambiente Empreendimento: Petrobrás DN/74: Obrigatório Licença Ambiental (LO); Infração: Rompimento de duto (1 milhão litros) (Art. 206, 5º, I - CC/02); Dano: Contaminação da Baía Guanabara; Penalidade: Prestação pecuniária 1 salário mínimo por 12 meses (cada pescador); REPARAÇÃO: RESTAURAÇÃO DO DUTO Art. 7º, IV - CF/88

ESTUDO DE CASO - 3 Crime contra meio ambiente ESTADO: Rio de Janeiro Art. 37, 6º - CF/88 Responsabilidade civil do município; Infração: Deslizamento encosta de morro (conduta omissiva natureza específica) Dano: Avarias do imóvel Penalidade: Prestação pecuniária R$ 1.000,00 para (cada ofendido); REPARAÇÃO: Remoção lixo, entulho; captação e drenagem das águas, entaludamento da encosta remanescente

CONSIDERAÇÕES FINAIS Apesar da questão ambiental ter recebido diversas formas de atenção nos últimos tempos, ainda se verifica uma relativa distância de ter uma plena consciência ecológica, que esteja voltada para a proteção do bem jurídico meio ambiente. Em função de se tratar da matéria ambiental na qual a responsabilidade civil é objetiva conforme a Lei 6.938/81 (art. 14, 1º) e CF (art. 225, 3º), torna-se um instituto essencial para a eficaz tutela do meio ambiente, e como tal deve ser implementada sempre que houver essa possibilidade.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA BARROS, Wellington Pacheco. Curso de direito Ambiental. 2 ed. São Paulo:Atlas, 2008. 529 p. DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro. 7. Responsabilidade Civil. 25ª ed. 2011. 724p. LEITE, José Rubens Morato. Dano Ambiental: do individual ao coletivo extrapatrimonial. São Paulo: Revistas dos Tribunais, 2002. p.56. MACHADO, Paulo Afonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro. 11. ed., São Paulo: Malheiros, 2003, p.58. MILARÉ, E. Direito do Ambiente: doutrina, prática, jurisprudência e glossário. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2001, p. 341. VENOSA, Sílvio de Salvo. Curso de Direito. Responsabilidade Civil. v. IV, 11ª ed. 2011.

MUITO OBRIGADO!!!