Uma das características conhecidas do Grupo Itaú é a preocupação especial com seus clientes. Os funcionários seguem à risca a circular de 1962, que alertava a todos que a instituição vive de sua clientela. A Itaú Seguros, escolhida como a melhor seguradora no ramo de Automóveis, segue a antiga norma no relacionamento com os seus 900 mil clientes apenas neste segmento. A empresa, segundo o diretor-executivo da área, Cláudio Sanchez, busca diariamente oferecer a seus segurados serviços que realmente interessam. Hoje, existe uma tendência de agregar um monte de serviços ao seguro de automóveis, que acabam encarecendo a apólice. Tem gente que oferece desconto em locadora de DVD, curso de inglês etc. Nós estamos centrados no que interessa: preço justo, indenização paga sem demora e atendimento rápido em caso de pane ou acidente. Esse último serviço é cada vez mais importante, por causa do medo da violência, diz Sanchez. Proporcionar esses três serviços exige muito trabalho e excelente infra-estrutura. A empresa conta, por exemplo, com 46 centros de atendimento nas principais capitais do país cinco apenas em São Paulo, capazes de atender Auto O coração do negócio O coração do negócio o pedido de reboque, em média, de 20 a 30 minutos após ser chamado. E seus sete mil corretores, considerados estratégicos, são treinados constantemente para servir aos clientes. Afinal, eles respondem por 94% das vendas. O desafio é fazer tudo isso e cobrar um preço justo. No ramo de automóveis, é o coração do negócio. Algumas pessoas ainda escolhem o seguro levando em conta apenas o custo, conta Sanchez, acrescentando que a companhia procura personalizar ao máximo preço e serviços. Para Sanchez, o mercado de seguros de automóveis ainda está crescendo abaixo das possibilidades. Mesmo com o aumento na produção de veículos este ano, as seguradoras têm tido que se esforçar para aumentar o número de clientes. Lá embaixo na cadeia, quem compra o carro já bastante rodado de quem vendeu para comprar um outro com menos anos de estrada, está deixando de fazer seguro. É por isso que o mercado tem crescido marginalmente, um pouco abaixo da venda de automóveis novos, explica o executivo. Com a melhora da economia e a maior conscientização da sociedade, em relação à importância de ter seus bens e sua vida amparadas por um seguro, o executivo da Itaú Seguros acredita que este ano o desempenho do setor será melhor. As pessoas ainda precisam conhecer melhor o setor. O seguro residencial, por exemplo. Muita gente não faz porque imagina que é caro. Mas por R$ 400,00 por ano é possível fazer uma apólice contra roubo com assistência 24h, caso quebre alguma coisa dentro de casa. Só que muita gente que faz o seguro residencial, não utiliza esse serviço por desconhecimento. Continuam chamando pessoas de fora para fazer os consertos. Segundo ele, o seguro residencial tem crescido bastante e possui um enorme potencial, mas ainda é um produto mal trabalhado. Em média, para cada 100 apólices para automóveis, saem quatro para residências. Apesar das dificuldades, a Itaú Seguros fechou o ano passado com lucro de R$ 804,2 milhões, contra R$ 572,3 milhões em 2004. Os sinistros retidos somaram R$ 950,1 milhões no ano passado, contra R$ 823,3 milhões no período anterior. A rentabilidade sobre o patrimônio foi de 28,14%, a segunda maior do setor. O total de prêmios ganhos chegou a R$ 1,7 bilhão. (EB) Colocação Empresas média* ganhos Patrimônio Rentabilidade do PL médio Independência financeira 1 Itaú 2,7 1.710.178 3 3.131.092 1 28,14 2 47,06 1 0,89 9 0,61 1 2 Porto Seguro 5,0 2.203.516 1 968.834 3 23,89 4 13,91 6 0,90 10 0,29 11 3 Tokio Marine 6,7 1.079.969 5 512.130 5 17,14 9 9,32 10 0,86 5 0,33 9 *Média ponderada. Total de empresas: 21 Maio de 2006 CONJUNTURA ECONÔMICA 26
A HSBC Seguros está preparada para o futuro. Apontada a melhor seguradora no ramo Diversos, em 2005, pela revista Conjuntura Econômica, não pretende ter um papel de coadjuvante no mercado de seguros. De acordo com Marcelo Teixeira, que assumiu a presidência no início de abril, a HSBC vem para disputar as primeiras posições do ranking. Vamos ser grandes. A empresa vem se preparando, faz tempo, para crescer. Para mim, está sendo um privilégio cuidar de Seguro e Previdência no HSBC, afirma Teixeira, que conta com cerca de 1.700 pontos de atendimento (agências do HSBC, Losango e postos de atendimento bancário) espalhados pelo país. A venda do controle acionário da HSBC Seguro de Automóveis e Bens S.A. para a multinacional alemã HDI Seguros S.A, aprovada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) em março deste ano, permitirá à empresa se concentrar em Vida e Previdência, segundo Teixeira. Isto significa colocar a força especial em vendas, via corretores especialmente preparados, que a seguradora formou para iniciar um tipo de comercialização que fará o seu diferencial no mercado. Diversos Planos de crescimento Vamos fazer venda com fundamentação. Esta será uma das nossas bandeiras em 2006. Não queremos simplesmente empurrar os planos para o cliente e atingir metas. A nossa intenção é fazer, na venda, um trabalho de conscientização sobre a importância do seguro e da previdência complementar. Isso vai fazer diferença. Não teremos clientes que compraram seguro ou previdência porque o corretor foi simpático ou porque o gerente do banco indicou. Teremos pessoas que sabem o que estão fazendo ao adquirir o produto, explica Teixeira. Uma das suas primeiras providências como novo presidente da HSBC Seguros foi viajar aos Estados Unidos para conhecer uma pesquisa feita em 26 países sobre o que as pessoas pensam sobre seguro e previdência. Os resultados impressionaram. Segundo Teixeira, o nível de conscientização do brasileiro vem crescendo diariamente. As pessoas já sabem da importância de se prepararem para o futuro. Ocorre que com a estabilidade da economia e a expansão do crédito, muita gente está gastando com bens o que poderia estar aplicando na garantia do próprio futuro. Mas em breve as pessoas vão se dar conta de que precisam poupar um pouco mais, avalia. Teixeira acredita que tanto o segmento Vida quanto a previdência complementar têm ainda um grande potencial de crescimento no Brasil. Para ele, o desempenho morno em 2005 não reflete uma tendência de acomodação do mercado. É um negócio extremamente dependente da economia. Basta ver o que aconteceu na Argentina há quatro anos, no auge da crise econômica. O setor de Seguros despencou. Se o Brasil conseguir uma seqüência de bons resultados na economia, tanto os seguros quanto a previdência crescerão bastante nos próximos anos, prevê. Em 2005, o lucro da HSBC Seguros foi de R$ 350,2 milhões, o quarto maior entre as seguradoras, contra R$ 119,8 milhões no ano passado. Além de ter sido a melhor no segmento Diversos, a empresa se destacou entre as grandes ao obter a maior rentabilidade média sobre o patrimônio médio, com 73,77%, em 2005, e a segunda nos últimos três anos, com 46,52%. Ficou na sexta posição entre as grandes em sinistralidade, com 0,55 pontos, e na terceira colocação em prêmios ganhos, com R$ 676 milhões. No ranking geral, a companhia ocupa a 15ª posição. Por pouco tempo, acredita Teixeira. (EB) Colocação Empresas média* ganhos Patrimônio Rentabilidade do PL médio Independência financeira 1 HSBC 6,7 675.833 3 561.343 6 73,77 1 28,74 15 0,79 15 0,71 4 2 Caixa 7,7 729.453 2 1.137.845 4 36,76 5 65,63 12 0,63 10 0,44 21 3 AIG Brasil 10,4 67.189 10 104.590 8 22,78 11 51,73 13 0,43 6 0,49 16 *Média ponderada. Total de empresas: 37 Maio de 2006 CONJUNTURA ECONÔMICA 28
Previdência privada Números do bom desempenho De cada R$ 4,00 faturados pela indústria de seguros, previdência complementar e capitalização, R$ pertence a Bradesco Seguros e Previdência, conglomerado formado por oito empresas, além da controladora Bradesco Seguros S.A. Duas dessas delas, a Bradesco Saúde e a Bradesco Auto/RE, ocupam, respectivamente, a primeira e a terceira posição no ranking das maiores seguradoras elaborado por Conjuntura Econômica. Ano passado, a Bradesco Seguros e Previdência faturou R$ 16,8 bilhões, um salto de 9,3% em relação aos R$ 15,3 bilhões, em 2004. O lucro somou R$ 1,59 bilhão, valor 79% superior ao registrado em 2004, e mais da metade do lucro contabilizado pelo mercado de seguros em 2005. Apenas com os VGBL a empresa faturou R$ 5,2 bilhões, outros R$ 2,1 bilhões com PGBL e R$ 1,3 bilhão com seguros de vida. O conglomerado tem 11,5 milhões de segurados. Escolhida como melhor empresa no segmento Previdência Privada, a Bradesco Vida e Previdência, também é grande no setor em que atua. Criada em agosto de 1981, tem mais de 1,71 milhão de participantes nos planos de previdência, 39 mil empresas conveniadas, cerca de R$ 36 bilhões administrados na Carteira de Investimentos, aproximadamente R$ 35 bilhões de reservas técnicas e cerca de R$ 1,43 bilhão de patrimônio. Em fevereiro, o volume de reservas técnicas (recursos depositados em planos de previdência desde o início da série) do setor chegou a R$ 79,728 bilhões, um crescimento de 26,16% na comparação com fevereiro de 2005, quando somaram R$ 63,2 bilhões, segundo a Associação Nacional da Previdência Privada (Anapp). A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de captação em fevereiro deste ano, com 37% do total. Estamos colhendo os resultados de 25 anos de atividade em vida e previdência. Acredito que este ano a previdência aberta vai crescer mais do que em 2005, quando a mudança na tributação do IR atrapalhou um pouco, avalia Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente da Bradesco Seguros e Previdência. A perspectiva de crescimento da Bradesco Vida e Previdência este ano é de 20% em relação ao ano passado. Os VGBLs continuarão a ser os líderes em captação, seguidos pelos PGBLs. Para este ano, a empresa acredita no bom desempenho dos planos de previdência para menores de idade que, em 2005, registrou crescimento de 180% na arrecadação. A participação desses planos na carteira total ainda é pequena (8%), mas a estimativa é de que a arrecadação cresça 40% este ano. O número de crianças e adolescentes participantes teve um incremento de 50%, em 2005, ritmo que deve ser mantido em 2006. Segundo a Anapp, ano passado, o volume de planos de previdência para crianças e adolescentes registrou avanço de 32% em relação a 2004, contra 3,9% do restante do mercado. A participação no montante contratado foi de 4%, em 2005, totalizando 116 mil planos. Ainda em 2005, as rendas de contribuições líquidas da Bradesco Vida e Previdência somaram R$ 2,7 bilhões, a maior entre as 17 empresas avaliadas, contra R$ 1,7 bilhão no ano anterior. A companhia também foi a líder em rentabilidade do Patrimônio Líquido, com 92,04%, resultado bem superior aos 51,89% alcançados no ano passado. (EB) Colocação Empresas média* Rendas contr. líquidas Patrimônio (em R$ mil) Rentabilidade do PL Custo Independência financeira 1 Bradesco 3,9 2.710.660 1 1.316.911 2 92,04 1 67,58 3 10,40 6 0,03 14 2 Itaú Vida 4,7 511.168 4 2.659.298 1 25,11 7 143,44 1 29,16 15 0,19 3 3 Unibanco AIG 5,7 639.515 3 260.240 4 31,87 6 18,08 9 5,98 3 0,05 13 *Média ponderada. Total de empresas: 17 Maio de 2006 CONJUNTURA ECONÔMICA 30
Saúde Prevenir para crescer O sucesso da AGF Saúde, escolhida a melhor seguradora do setor pela revista Conjuntura Econômica em 2005, tem uma explicação simples: a empresa segue o velho ditado que diz que é melhor prevenir do que remediar. A aplicação da sabedoria popular tem rendido bons resultados. No ano passado, o faturamento cresceu 22,6%, chegando a R$ 222,6 milhões. A rentabilidade do patrimônio de 41,82% foi a maior entre as 12 seguradoras do ramo de saúde avaliadas por Conjuntura Econômica. Prevenir é a regra. Como toda companhia moderna, a AGF Saúde busca a eficiência administrativa e faz gestão ativa do controle da sinistralidade. Aí começa a prevenção. Com uma carteira de 1.200 apólices, a maioria de pequenas e médias empresas a AGF só vende apólices coletivas para, no mínimo, cinco pessoas, a seguradora procura se antecipar ao sinistro, promovendo ações para orientar as empresas nos casos de tabagismo, obesidade e outros problemas de saúde comuns entre executivos e funcionários. Somos uma empresa com pouca burocracia. Fazemos questão de avaliar todas as situações, mesmo que não estejam muito claras. Se o segurado quer fazer exames, discutimos o assunto com o prestador de serviço (hospital, laboratório, etc.), mas não colocamos empecilhos. Com isso, o nosso índice de cancelamento de contratos é muito baixo. A maioria dos nossos clientes fica mais de cinco anos com a gente. Alguns estão conosco há 12 anos. Isto é muito raro no nosso setor. Os clientes costumam mudar de seguradora após algum tempo, diz Peter Rosemberg, diretor da AGF. Mas não é só isso. Com as avaliações regulares que faz dos seus segurados, a empresa faz um gerenciamento de casos específicos como, por exemplo, o que foi feito com um executivo que desenvolveu endocardite bacteriana, uma infecção no coração que tem que ser combatida com a utilização de antibióticos injetados. Após dois dias internado, o executivo queria voltar ao trabalho. Primeiro pediu o seu laptop. Depois perguntou se poderia ser medicado em casa. Após a AGF negociar com o hospital, o pedido foi atendido. Então o inevitável aconteceu: ele pediu para ser medicado também no seu local de trabalho. Montamos um esquema para que isso fosse possível. A AGF ficou responsável pela administração da medicação. Neste caso, todos se beneficiaram. O paciente não precisou passar 20 dias internado e o empregador ficou contente por ter uma sinistralidade menor, explica Rosemberg. A prevenção inclui um acompanhamento constante da sinistralidade das empresas. Quando há uma utilização acima da média, a AGF entra em contato com o Recursos Humanos (RH) da empresa para encontrar uma solução. Todo esse trabalho em vez de aumentar as despesas da companhia, reduz. É um trabalho de formiguinha, tudo muito bem encaixado. Também utilizamos o máximo a Tecnologia da Informação (TI) para que os clientes e corretores tenham acesso via internet a todo processo do sinistro. As 1.200 apólices que temos com clientes representam cerca de 120 mil pessoas. A previsão da AGF para este ano é de um crescimento no faturamento de 25% em relação ao ano passado. Rosemberg não faz projeção em relação ao número de apólices, mas no ano passado elas cresceram 48% apenas entre as pequenas e médias empresas. Temos crescido acima da média porque estamos conseguindo conquistar clientes de outras seguradoras. Se a economia crescer de 3% a 4%, como é o esperado, teremos um bom resultado novamente, prevê. (EB) Colocação Empresas média* Patrimônio ganhos Rentabilidade do PL médio Independência financeira 1 AGF Saúde 4,5 222.596 6 60.571 6 41,82 1 16,07 3 0,83 3 0,53 6 2 Porto Seguro Saúde 4,9 531.526 4 139.855 5 34,60 2 12,85 5 0,87 5 0,49 9 3 Sul América Saúde 4,9 1.852.955 2 483.083 4 21,03 7 7,20 8 0,91 7 0,57 5 *Média ponderada.total de empresas: 12 Maio de 2006 CONJUNTURA ECONÔMICA 32
Vida Época de colheita Nos últimos três anos a Companhia de Seguros Aliança Brasil, escolhida como a melhor seguradora no segmento Vida por Conjuntura Econômica, passou por uma espécie de arrumação. Com pesados investimentos em tecnologia e no desenvolvimento dos serviços voltados para os clientes, esteve longe de adotar uma postura agressiva no mercado. Mesmo assim, passou da quinta para a quarta posição no ranking da Superintendência de Seguros Privados (Susep) nos ramos em que atua (automóveis, por exemplo, está a cargo de outra empresa do BB, a Brasil Veículos), pelo critério de prêmio de seguros, e manteve a segunda posição considerando apenas os de riscos pessoais, excluindo o VGBL. A partir deste ano as coisas devem mudar. A época da colheita chegou, de acordo com o presidente Luís Luz. O trabalho realizado nos últimos três anos, quando chegamos a ter 145 projetos em andamento, começa a aparecer. Foram investimentos em tecnologia, na consolidação dos processos internos e na melhora do atendimento aos clientes. Em 2007, o nosso foco será a comercialização dos nossos produtos, anuncia Luz. A principal aposta do executivo é a segmentação dos seguros oferecidos pela Aliança. Produtos como o BB Seguro Vida Mulher, que já tem mais de 300 mil propostas vendidas desde seu lançamento em 2003, ou Seguro de Vida Popular, voltado para atender a população de baixa renda, o primeiro do mercado disponível em terminais de auto-atendimento, fazem parte de um leque criado com o objetivo de oferecer um produto adequado para cada perfil de cliente. O mercado de seguros tem crescido graças aos prestamistas, que contratam o seguro junto com o cartão de crédito, e devido ao lançamento de novos produtos, mais segmentados, voltados para públicos específicos, avalia o presidente da Aliança Seguros. Para Luz, no entanto, existem outros caminhos a serem explorados para fazer a empresa crescer nos próximos anos. Estão sendo abertos novos canais de distribuição, firmados convênios com redes de varejo e com outros bancos, como o Banco do Nordeste. O nosso principal canal de distribuição continua sendo o Banco do Brasil, mas queremos fechar novos convênios nos próximos dois ou três anos. Também vamos lançar campanhas de vendas bem segmentadas, específicas para cada público, acrescenta Luz. Para o executivo, o crescimento do setor no país está condicionado à manutenção da estabilidade econômica, ao crescimento da renda e também a uma mudança cultural do brasileiro em relação à necessidade de fazer seguro. Como o Brasil não sofre com grandes desastres da natureza, como terremotos e furacões, por exemplo, as pessoas não têm o hábito de fazer seguro. A Região Sul, habitada por um grande número de imigrantes europeus, é onde as pessoas estão mais conscientes da importância do seguro, explica Luz. Apesar da postura conservadora adotada no ano passado, o resultado da Aliança do Brasil foi muito bom. A companhia encerrou 2005 com um crescimento de 24% no lucro, em relação ao resultado de 2004, com R$ 155 milhões. O total arrecadado em prêmios chegou a R$ 1,1 bilhão, representando um aumento de 10% sobre o ano passado. O retorno sobre o patrimônio atingiu 69,1%. O resultado das operações de seguros apresentou alta de 25%, chegando a R$ 213 milhões, em 2005, contra R$ 170 milhões, em 2004. O resultado financeiro foi de R$ 119 milhões em 2005, um incremento de 38% na comparação com o ano anterior. (EB) Colocação Empresas média* ganhos Patrimônio (em R$ mil) Rentabilidade do PL médio Independência financeira 1 Aliança do Brasil 4,0 1.090.888 1 231.744 2 69,07 1 19,55 5 0,64 2 0,17 17 2 Cosesp 5,3 445.589 3 187.894 3 18,48 5 10,04 7 0,88 9 0,32 8 3 Icatu Hartford 7,4 256.589 5 316.289 1 16,64 7 21,64 3 1,03 16 0,16 18 *Média ponderada. Total de empresas: 20 Maio de 2006 CONJUNTURA ECONÔMICA 34
Neste estudo preparado pela Divisão de Gestão de Dados do IBRE/FGV foram selecionadas as empresas que obtiveram o melhor desempenho econômico-financeiro no ano de 2005, em quatro diferentes segmentos de atuação do mercado de seguros e no setor de previdência privada aberta. A seleção dos destaques nos mercados de seguros e previdência foi determinada pelo desempenho econômico-financeiro das empresas, medido por seis indicadores de origem contábil. Para cada um deles foi gerado um ranking. A posição final das empresas foi determinada pela sua classificação média nos seis diferentes rankings, ponderada Metodologia Como chegar às melhores do ano conforme detalhamento apresentado nos quadros abaixo. A empresa com a melhor classificação média ficou com a primeira posição no respectivo segmento de atuação. Após ter sido gerado um ranking final para cada um dos cinco segmentos pesquisados com base no critério numérico descrito acima foram excluídas as empresas que apresentaram uma relação entre prêmios ganhos (ou renda de contribuição líquida no caso das empresas de previdência) e patrimônio inferior a 10% ou passaram por processo de reestruturação que resultou em variações patrimoniais ou outras mudanças que distorceram seus indicadores no último ano. Os indicadores utilizados para desempate foram os prêmios ganhos, no caso das seguradoras, e as rendas de contribuição líquidas, para as empresas de previdência privada. Nota adicional sobre as tabelas de destaques Foram excluídas as seguradoras que apresentaram, em 2005, uma relação prêmios ganhos/patrimônio inferior a 10% em todos os rankings, exceto nos que apontam as subidas e descidas no ranking ao longo dos anos; e nos de porte, especificamente os que ordenam as maiores empresas por lucro com seguros, por lucro, por ativo total e por patrimônio no exercício de referência 2005. Indicador Fórmula Avaliação Representação Peso ganhos Patrimônio Indicadores e pesos utilizados na seleção das melhores do ano retidos variação das provisões de prêmios > Melhor Representa o market share da empresa no seu segmento de atuação Passivo total exigível total > Melhor Recursos próprios da empresa 1,50 Rentabilidade do PL médio (Lucro /patrimônio médio) x 100 > Melhor Mede o retorno final dos acionistas em relação ao capital próprio da instituição (Resultado /prêmio ganho) x 100 > Melhor Indica a margem de lucro (em p.p.) [(Sinistros retidos + despesas de comercialização + despesas administrativas + despesas com tributos)/prêmios ganhos + resultados financeiros] < Melhor que mede o quanto os gastos com sinistros e principais despesas correntes representam da soma dos prêmios ganhos com o resultado financeiro Independência financeira (em p.p.) Patrimônio /ativo total > Melhor Mede a relação entre recursos próprios e o total de recursos da empresa Previdência privada Fórmula Avaliação Representação Peso Rendas de contribuição líquidas Patrimônio Rendas de contribuições retidas variação nas provisões técnicas > Melhor Receitas obtidas das contribuições líquidas feitas a planos previdenciários Passivo total exigível total > Melhor Recursos próprios da empresa 1,50 Rentabilidade do PL médio (Lucro /patrimônio médio) x 100 > Melhor Mede o retorno final dos acionistas em relação ao capital próprio da instituição (Resultado /rendas de contribuição > Melhor Indica a margem de lucro líquidas) x 100 Independência financeira (em p.p.) Patrimônio /ativo total > Melhor Mede a relação entre recursos próprios e o total de recursos da empresa Custo Despesas administrativas/rendas de contribuição líquidas Auto, Diversos, Saúde e Vida < Melhor Indica a eficiência da instituição ao comparar os gastos administrativos com sua principal fonte de receita 2,00 2,00 Maio de 2006 CONJUNTURA ECONÔMICA 36
As maiores seguradoras do Brasil Classificação Companhia Sede ganhos Sinistros retidos Result. ativ. Seg. Result. financ. 2005 2004 1 1 Bradesco Saúde RJ 3.103.864 3.244.027-520.776 290.870 2 2 Porto Seguro SP 2.203.516 1.232.125-76.738 322.822 3 8 Bradesco Auto/RE RJ 2.109.642 1.590.799-160.316 346.945 4 3 Sul América Saúde RJ 1.852.955 1.431.032 106.545 35.958 5 5 Itaú Seguros SP 1.710.178 950.140-38.087 197.502 6 4 Sul América RJ 1.560.664 1.010.940-172.812 45.668 7 6 Unibanco AIG SP 1.463.147 750.582 1.284 210.550 8 7 Sul América Cia Seguros Saúde RJ 1.349.157 1.175.025 46.439 41.469 9 9 Aliança do Brasil SP 1.090.888 418.951 90.507 118.848 10 10 Tokio Marine 1 SP 1.079.969 723.939-94.098 175.222 11 12 Mapfre Vera Cruz 2 SP 919.146 593.569-37.441 85.089 12 15 Caixa Seguradora DF 729.453 472.181 91.577 274.636 13 14 AGF Brasil SP 727.342 416.687-49.253 104.862 14 16 BrasilVeículos RJ 681.381 461.846 5.054 65.379 15 13 HSBC Seguros 3 PR 675.833 371.539 37.327 69.898 16 17 Liberty 4 SP 622.041 437.574-92.798 48.494 17 20 Porto Seguro Saúde SP 531.526 378.814 28.140 40.153 18 18 Marítima SP 509.653 260.814-14.676 29.080 19 21 Mapfre Vera Cruz Vida e Previdência SP 476.160 239.608-17.763 18.891 20 19 Cosesp 5 SP 445.589 286.540-21.563 65.992 21 22 ACE SP 341.507 127.944 11.389 15.382 22 25 HDI Seguros 6 SP 338.577 232.141-19.937 42.464 23 23 Sul América Seguros de Vida e Previdência RJ 323.403 245.800-113.845 789 24 31 Chubb SP 299.894 112.063 14.740 17.183 25 26 Indiana SP 296.138 198.184-26.632 36.775 26 24 Minas Brasil MG 266.129 184.176-26.380 40.583 27 28 Icatu Hartford 7 RJ 256.589 141.590-74.785 40.676 28 34 Metropolitan Life 8 SP 240.998 126.367-47.939 20.858 29 29 Marítima Saúde SP 230.138 170.028-602 10.582 30 30 Tokio Marine Brasil 9 SP 227.798 135.691-3.646 20.377 31 27 Yasuda SP 226.408 132.392 4.193 33.788 32 32 AGF Saúde SP 222.596 159.577 21.999 13.781 33 33 Generali RJ 193.182 120.112-17.448 16.435 34 39 Azul RJ 171.978 113.974-11.338 31.069 35 35 Royal & Sunalliance RJ 171.126 80.134 5.105 18.847 36 41 Confiança RS 169.473 117.958-4.652 12.406 37 43 Unimed Saúde SP 146.851 101.574 8.180 7.446 38 38 Unibanco AIG Saúde SP 146.782 111.959 8.170 10.931 39 37 BrasilSaúde RJ 146.554 109.395 7.512 8.399 40 42 MetLife Vida e Previdência 10 SP 138.720 39.801 551 7.802 41 40 Mitsui Sumitomo SP 137.217 105.206-38.951 22.498 42 36 Alfa 11 SP 137.086 85.054-6.204 16.655 43 44 Notre Dame SP 119.645 107.995-780 2.761 44 45 Vida 12 RJ 103.261 66.005-28.961 6.831 45 46 Zurich SP 96.587 40.881-83 11.314 46 47 Unimed SP 80.387 48.583-1.066 6.657 47 49 Banestes ES 80.314 50.279-1.338 13.219 48 57 PanAmericana SP 75.064 18.249 11.652 7.875 49 54 Cardif SP 73.423 20.422-9.419 7.031 Maio de 2006 CONJUNTURA ECONÔMICA 38
Resultado Ativo total Patrimônio Liquidez corrente Independ. financ. Sinistralidade operac. Rentab. do PL médio* -209.832 3.606.155 1.838.667 1,88 0,51 1,05 1,06-7,20-17,58 1 215.524 3.328.220 968.834 1,72 0,29 0,56 0,90 13,91 23,89 2 92.070 3.215.198 677.745 1,11 0,21 0,75 0,93 9,04 14,60 3 89.537 843.119 483.083 1,50 0,57 0,77 0,91 7,20 21,03 4 804.270 5.128.353 3.131.092 1,16 0,61 0,56 0,89 47,06 28,14 5-74.740 3.041.095 1.100.948 1,09 0,36 0,65 1,05-7,29-7,29 6 296.492 4.173.528 1.401.914 1,38 0,34 0,51 0,78 23,08 22,58 7-1.314 1.678.109 1.017.904 1,26 0,61 0,87 0,93 2,26-0,14 8 155.269 1.328.575 231.744 0,93 0,17 0,38 0,64 19,55 69,07 9 78.482 1.561.509 512.130 1,21 0,33 0,67 0,86 9,32 17,14 10 33.221 1.483.663 500.899 1,12 0,34 0,65 0,96 5,34 9,13 11 389.293 2.604.860 1.137.845 1,66 0,44 0,65 0,63 65,63 36,76 12 56.806 1.248.718 354.546 1,33 0,28 0,57 0,93 10,88 14,86 13 44.335 991.177 196.452 0,94 0,20 0,68 0,84 10,57 23,37 14 350.265 791.408 561.343 2,25 0,71 0,55 0,79 28,74 73,77 15-32.865 927.099 193.678 1,42 0,21 0,70 1,09-7,09-19,87 16 44.203 286.380 139.855 2,86 0,49 0,71 0,87 12,85 34,60 17 15.913 529.422 167.404 1,51 0,32 0,51 0,96 4,10 10,07 18 7.093 768.515 120.589 1,87 0,16 0,50 0,90 0,68 6,63 19 32.447 588.973 187.894 1,53 0,32 0,64 0,88 10,04 18,48 20 19.742 265.259 94.871 1,37 0,36 0,37 0,87 7,84 23,43 21 21.547 671.455 385.522 1,22 0,57 0,69 0,98 7,68 9,36 22-126.746 1.748.089 152.563 1,78 0,09 0,76 1,13-41,38-79,10 23 22.546 363.548 141.019 1,30 0,39 0,37 0,76 10,64 20,99 24 8.450 324.694 69.095 1,25 0,21 0,67 0,98 3,43 13,25 25 11.292 361.584 87.855 1,06 0,24 0,69 0,97 5,62 13,38 26 48.529 1.974.907 316.289 8,19 0,16 0,55 1,03 21,64 16,64 27-33.474 334.801 83.405 0,84 0,25 0,52 1,06-1 -45,69 28 6.338 83.671 32.330 1,75 0,39 0,74 0,95 4,34 21,91 29 11.356 333.565 110.934 1,35 0,33 0,60 0,90 7,43 10,32 30 28.482 340.233 133.086 1,53 0,39 0,58 0,85 17,90 23,85 31 23.025 114.995 60.571 2,22 0,53 0,72 0,83 16,07 41,82 32 2.225 247.847 77.146 1,17 0,31 0,62 0,96 1,18 2,93 33 22.902 337.035 80.626 1,25 0,24 0,66 0,92 12,60 31,73 34 17.777 321.020 110.189 1,57 0,34 0,47 0,87 13,96 17,35 35 6.104 164.006 46.602 1,32 0,28 0,70 0,88 4,63 14,02 36 10.053 78.023 34.440 1,49 0,44 0,69 0,88 10,64 33,87 37 12.515 82.669 55.097 3,01 0,67 0,76 0,82 13,01 24,87 38 8.956 98.896 40.234 1,46 0,41 0,75 0,86 10,86 22,38 39 5.754 188.726 36.359 1,22 0,19 0,29 0,89 6,48 18,11 40-31.942 253.425 91.662 1,26 0,36 0,77 1,07-11,97-29,66 41 6.630 177.986 40.176 1,25 0,23 0,62 0,87 7,62 17,99 42 1.367 45.261 22.150 1,09 0,49 0,90 1,03 1,86 7,06 43-17.045 69.066 28.471 1,46 0,41 0,64 1,20-16,95-59,86 44 6.177 109.952 42.099 1,55 0,38 0,42 0,80 11,67 15,77 45 14.197 277.968 64.947 1,95 0,23 0,60 0,86 20,44 25,35 46 9.183 101.389 39.372 1,36 0,39 0,63 0,82 15,28 25,27 47 14.661 131.496 74.736 1,14 0,57 0,24 0,56 28,19 22,87 48-2.353 77.968 19.263 0,99 0,25 0,28 0,99-3,07-11,51 49 Class. 2005 3 9 M a i o d e 2 0 0 6 C O N J U N T U R A E C O N Ô M I C A
As maiores seguradoras do Brasil Classificação 2005 2004 Companhia Sede ganhos Sinistros retidos Result. ativ. Seg. Result. financ. 50 - HDI Automóveis e Bens 13 PR 69.301 47.665-158 11.992 51 55 AIG Brasil SP 67.189 21.512 7.576 26.333 52 53 Previdência do Sul RS 65.410 34.572 1.369 1.916 53 48 Roma SP 62.163 24.524-2.551 3.933 54 11 Bradesco Seguros SP 60.953 40.376-7.660 220.587 55 50 Itauseg Saúde SP 60.079 128.490-73.765 15.617 56 56 Federal RJ 59.355 25.084 616 708 57 60 Assurant SP 56.331 5.073 1.258 (1.970) 58 59 Safra Vida e Previdência 14 SP 55.705 11.413 22.446 25.782 59 58 Conapp RJ 55.153 47.130-13.200 13.119 60 63 Nobre DF 50.731 23.435 511 (1.306) 61 64 Prudential do Brasil RJ 40.816 3.314-28.305 34.456 62 62 Aliança da Bahia BA 38.316 24.677-7.315 6.772 63 66 Paraná SP 38.107 33.370-10.552 26.015 64 61 QBE SP 34.426 15.911-5.211 2.959 65 65 Sulina SP 27.710 11.701-1.557 2.217 66 72 Sabemi RS 26.064 3.829-81 6.467 67 70 Gralha Azul SP 25.527 22.271-9.056 16.818 68 68 Excelsior PE 25.396 16.872-1.902 2.060 69 52 Santos 15 SP 22.304 19.188-10.538 47 70 78 American Life SP 19.715 9.209-333 1.252 71 75 Sinaf RJ 19.588 9.013-181 1.741 72 71 Gerling Sul América RJ 18.452 10.891-1.936 1.923 73 80 J. Malucelli PR 15.395 7.196 5.342 5.107 74 87 Santa Catarina SC 15.234 9.355 56 778 75 73 Mutual RS 15.033 3.235 822 274 76 67 Rural MG 14.438 3.534 4.903 7.826 77 79 APS 16 SP 14.027 7.157-1.329 1.813 78 76 XL Insurance SP 11.419 3.169 1.658 9.345 79 82 Áurea DF 10.681 6.014-1.765 2.430 80 83 Centauro PR 9.826 6.496 578 301 81 84 Gente RS 9.780 6.991-881 1.173 82 85 UBF Garantias SP 9.330 5.894 1.728 1.819 83 86 PQ BA 8.521 8.341-4.586 3.094 84 81 MBM RS 8.408 2.902-479 481 85 88 Java 17 CE 7.940 5.518 382 478 86 93 Santander Banespa SP 7.748 2.162 3.689 7.853 87 69 Kyoei 18 SP 5.976 1.268-4.001 3.083 88 89 Safra Seguros Gerais SP 3.424 444 1.704 3.560 89 92 Salutar Saúde RJ 2.343 1.979-178 1.044 90 91 SBCE RJ 1.731 1.132 2.064 1.693 91 - Mapfre Garantias e Créditos SP 1.373 430 452 4.834 Foram consideradas apenas as empresas com prêmios ganhos superiores a R$1 milhão no exercício de 2005. *Lucro /PL médio considerando as posições em dez. de 2004 e dez. de 2005. 1 Anteriormente denominada Real Seguros S.A.; 2 em 08/2005 transferiu o controle acionário da Nossa Caixa Seguros e Previdência S.A., do Banco Nossa Caixa S.A., para a Mapfre Vera Cruz Seguradora S.A.; 3 transferiu a carteira de ramos elementares de seguros, à HSBC Seguros de Automóveis e Bens (Brasil) S.A. e, em seguida, vendeu essas operações para a HDI Seguros S.A.; 4 anteriormente denominada, Liberty Paulista Seguros S.A.; 5 a seguradora transferiu, em 06/2005, sua carteira de produtos VGBL e SVG agregados ao VGBL e PGBL à Nossa Caixa Mapfre Vida e Previdência S.A.; 6 a seguradora adquiriu em 2005 a carteira de ramos elementares de seguros da HSBC Seguros de Automóveis e Bens (Brasil) S.A.; 7 a seguradora adquiriu a totalidade das ações representativas do capital social da IH Cia. de Seguros e Previdência (antiga Canadá Life Previdência e Seguros S.A.), e a carteira de previdência da Vida Seguradora S.A. (antiga Nationwide Marítima Vida e Previdência S.A.). 8 em janeiro de 2005, foi aprovada a incorporação da Soma Seguradora S.A.; Maio de 2006 CONJUNTURA ECONÔMICA 40
Resultado Ativo total Patrimônio Liquidez corrente Independ. financ. Sinistralidade operac. Rentab. do PL médio* 6.776 462.650 87.349 1,21 0,19 0,69 0,84 17,08 7,76 50 21.921 214.466 104.590 2,12 0,49 0,32 0,43 51,73 22,78 51 2.824 71.910 31.045 0,83 0,43 0,53 0,93 5,47 9,17 52 743 73.410 24.474 1,45 0,33 0,39 0,95 2,22 3,07 53 1.767.312 5.056.663 3.951.838 2,77 0,78 0,66 0,25 3012,58 50,54 54 75.521 837.894 779.103 2,42 0,93 2,14 1,77 128,33 17,56 55 649 59.812 28.079 1,09 0,47 0,42 0,77 1,65 2,35 56-736 57.379 26.482 1,52 0,46 0,09 0,98-1,26-2,95 57 31.055 511.613 118.508 1,31 0,23 0,20 0,40 75,07 28,89 58 15 64.561 34.764 1,85 0,54 0,85 0,90 0,05 0,04 59 428 58.481 16.650 1,04 0,28 0,46 0,99 0,78 2,71 60 38 307.930 122.118 6,09 0,40 0,08 0,90 15,07 0,03 61 24.527 217.227 88.011 1,33 0,41 0,64 1,17 66,33 30,59 62 286.041 2.116.672 1.958.257 0,79 0,93 0,88 0,71 769,87 15,51 63-1.522 40.013 18.898 1,38 0,47 0,46 0,92-6,54-8,24 64 426 54.210 9.135 1,08 0,17 0,42 0,92 2,38 4,64 65 5.328 43.147 13.571 0,59 0,31 0,15 0,73 24,14 48,69 66 79.394 771.432 681.588 1,61 0,88 0,87 0,82 334,97 12,06 67 637 50.220 11.241 1,11 0,22 0,66 1,08 1,70 5,51 68-12.371 45.767 10.841 0,70 0,24 0,86 1,25-55,17-72,73 69 697 13.272 7.660 2,25 0,58 0,47 0,92 4,66 9,53 70 1.173 17.483 7.719 1,61 0,44 0,46 0,89 7,96 16,45 71 136 40.397 9.721 1,23 0,24 0,59 1,02 1,46 1,41 72 6.766 87.069 52.133 1,98 0,60 0,47 0,61 67,38 16,40 73 312 11.222 3.497 1,20 0,31 0,61 0,85 4,71 9,34 74 702 15.389 10.276 1,34 0,67 0,22 0,69 7,29 8,36 75 12.267 79.229 55.180 0,97 0,70 0,24 0,33 112,30 16,00 76 404 25.285 11.906 1,36 0,47 0,51 0,93 3,45 3,43 77 7.233 80.184 55.409 2,74 0,69 0,28 0,46 96,36 13,05 78 898 32.645 11.131 1,44 0,34 0,56 0,94 9,59 8,49 79 656 4.264 2.476 1,35 0,58 0,66 1,01 8,47 30,82 80 117 20.838 8.590 0,93 0,41 0,71 0,93 2,16 1,35 81 2.599 64.233 18.899 1,24 0,29 0,63 0,89 34,27 14,25 82-468 34.019 13.470 1,33 0,40 0,98 1,09-4,99-3,42 83 219 12.097 7.905 1,52 0,65 0,35 0,82 1,33 2,80 84 617 2.735 1.746 2,76 0,64 0,69 0,85 10,83 39,74 85 7.681 65.700 43.194 3,25 0,66 0,28 0,25 148,97 29,85 86-3.575 32.964 21.498 2,81 0,65 0,21 0,84-7,61-15,86 87 3.839 31.930 11.930 1,62 0,37 0,13 0,24 153,74 36,76 88 589 7.434 6.340 6,79 0,85 0,84 0,70 36,96 9,60 89 2.524 26.373 16.163 2,38 0,61 0,65 2,74 225,77 16,30 90 3.476 41.357 22.063 1,99 0,53 0,31 0,14 385,00 17,10 91 9 em abril de 2005 o grupo controlador da Tokio Marine adquiriu 100% do controle acionário da Real Seguros S.A. e de 50% do controle acionário da Real Vida e Previdência S.A.; 10 anteriormente denominada CitiInsurance do Brasil Vida e Previdência S.A.; 11 anteriormente denominada Alfa Seguros e Previdência S.A. As atividades relativas às carteiras de previdência e de seguros de pessoas foram transferidas para a Alfa Previdência e Vida S.A.; 12 anteriormente denominada Nationwide Marítima Vida e Previdência S.A. Em setembro de 2005 efetivou a transferência da carteira de previdência complementar à Icatu Hartford Seguros S.A.; 13 anteriormente denominada HSBC Seguros de Automóveis e Bens (Brasil) S.A., constituída em janeiro de 2005; 14 anteriormente denominada Safra Seguros S.A.; 15 Fonte de balanço: Susep; 16 Fonte de balanço: Susep; 17 Fonte de balanço: Susep; 18 a partir de abril de 2005 deixou de comercializar novas apólices do ramo vida individual, vida em grupo e acidentes pessoais, dedicando-se exclusivamente a administrar o seu portifólio de segurados atual coletivo e individual. Class. 2005 4 1 M a i o d e 2 0 0 6 C O N J U N T U R A E C O N Ô M I C A
As maiores seguradoras do Brasil Classificação 2005 Classificação no ranking deste ano. Classificação 2004 Classificação no ranking do ano passado. ganhos Indicador obtido subtraindose a variação da provisão de prêmios dos prêmios retidos. Conforme declarado no demonstrativo de resultados. Sinistros retidos Indicador obtido pela dedução das despesas com sinistros no período (seguros, coseguros aceitos, retrocessão, consórcios e fundos), dos valores de recuperação de sinistros, salvados e ressarcimentos, mais sinistros de co-seguros e resseguros cedidos. Conforme declarado no demonstrativo de resultados. Resultado da atividade de seguros Indicador de desempenho da seguradora, obtido pela dedução, a partir do total de prêmios ganhos, dos sinistros retidos, das despesas de comercialização dos seguros e das despesas administrativas, somadas outras receitas e despesas operacionais (subtraídas daí as despesas com tributos). Resultado financeiro Conforme declarado no demonstrativo de resultados. Resultado É o lucro ou prejuízo no exercício, declarado no demonstrativo de resultados. É obtido pela soma do resultado mais resultado não-, subtraídos imposto de renda e contribuição social menos participações nos lucros. Ativo total Valor declarado no balanço patrimonial. Patrimônio Valor declarado no balanço patrimonial. Liquidez corrente Indica a capacidade de pagamento dos compromissos de curto prazo. Valor obtido pela divisão do Ativo Circulante pelo Passivo Circulante. Independência financeira É um indicador que mede em pontos o quanto de recursos próprios a empresa aplica em seu ativo. Ao contrário do endividamento, quanto maior o indicador de independência financeira, melhor, pois a seguradora apresenta menor nível de risco. É obtido pela divisão do patrimônio pelo ativo total. Sinistralidade Indica, em pontos, quanto o montante de sinistros representa do total de receita líquida de prêmios. Quanto menor, melhor, pois sobram mais recursos para pagamento de outras despesas e para os acionistas. É obtido pela divisão de sinistros retidos por prêmios ganhos. Glossário Termos usados nas tabelas das seguradoras e empresas de previdência aberta Indicador, expresso em pontos percentuais, que estabelece a relação entre as principais despesas e receitas operacionais. Quanto menor, melhor. É obtido pela divisão da soma de sinistros retidos, despesas de comercialização de seguros, despesas administrativas e despesas com tributos pela soma dos prêmios ganhos e do resultado financeiro. Indicador, expresso em percentagem, obtido pela divisão do resultado pelos prêmios ganhos, no caso das seguradoras, e pelas rendas de contribuições líquidas, no caso das empresas de previdência privada. Rentabilidade do PL médio Mede o retorno final dos acionistas em relação ao capital próprio da instituição. Quanto maior, melhor. Obtido pela razão do lucro pelo patrimônio médio entre os anos de 2004 e 2005. Rendas de contribuições líquidas A receita líquida dos planos previdenciários, obtida ao subtrair-se, das rendas de contribuições retidas, a variação nas provisões técnicas. Despesas com benefícios e resgates Despesas com benefícios e resgates de planos previdenciários. Conforme declarado no balanço. Resultado Lucro excluindose o resultado não- e as despesas com impostos e participações. Custo Os gastos administrativos como proporção das receitas líquidas de planos previdenciários. É um indicador expresso em percentagem, usado apenas para companhias de previdência privada. Obtém-se dividindo as despesas administrativas pela renda de contribuições líquidas. Quanto menor, melhor. Gasto com benefícios em pontos percentuais, para as empresas de previdência privada, análogo ao de sinistralidade das seguradoras. É obtido pela divisão de despesas com benefícios e resgates pelas rendas de contribuições líquidas. Quanto menor, melhor. Resultado financeiro/receitas líquidas Resultado financeiro sobre receitas líquidas. Indicador expresso em percentagem, incluído apenas no ranking de previdência privada. É obtido pela divisão do resultado financeiro pelas rendas de contribuições líquidas. Embora possa sinalizar uma boa gestão dos recursos disponíveis para aplicações, um número muito alto pode indicar que a empresa não vai bem no seu negócio principal. Maio de 2006 CONJUNTURA ECONÔMICA 42