Especial Inverno PRIMEIR TEXT



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Transcrição:

PRIMEIR TEXT Jornal Laboratório do 3º semestre de Jornalismo (FaAC) - Manhã - Ano XIII nº 16 - Rê Sarmento Especial Inverno Rê Sarmento Com a temperatura média variando entre 18,4 e 25 C, os santistas já perceberam que o inverno deste ano será mais rigoroso. Ainda no outono, os termômetros chegaram a marcar 11 C. Já que o frio é uma realidade, o Primeiro Texto manhã preparou uma edição especial sobre o tema para você conhecer mais sobre a estação mais aconchegante do ano. Rê Sarmento Rê Sarmento

2 CIDADE Nas ruas, o convívio diário com o frio e a solidão Alyson Gonçalo Quando o inverno chega, a população tenta se proteger da melhor maneira possível: utilizando-se de gorros, agasalhos e luvas para amenizar a baixa temperatura. Mas os que sofrem mais com essa estação fria são os moradores de rua, desprovidos de bens materiais que possam confortar o acalento de suas geladas madrugadas. As baixas temperaturas da região têm castigado desabrigados no Município. Suportar as madrugadas frias com papelão como colchão e alguns jornais como cobertor é a triste realidade de muitos moradores de rua em Santos. Dionísio Pereira, de 47 anos, vive nas ruas desde 1998. Sobrevive em meio às baixas temperaturas, ao lado do seu fiel escudeiro: o vira-lata Branquinho. O ex- -pedreiro conta que recebe auxílio de moradores durante a estação mais fria do ano. É raro, mas no inverno recebo doações de algumas pessoas que me dão roupas e cobertores, afirma. Como medida para tentar Moradores de rua buscam alternativas para se aquecer na época mais fria do ano minimizar o alto número de moradores de rua na região, a prefeitura investe nos abrigos para desabrigados. Em uma iniciativa do Seas (Secretária de Assistência Social), o Plantão Social, localizado à Praça Iguatemi Martins, 8, abriga 100 pessoas, entre homens e mulheres a partir dos http://ibahia.com/a/falabahia/wp-content/uploads/2009/12/morador-de-rua.jpg 18 anos. Lá, o usuário faz refeições, toma banho e passa a noite. Outra opção de atendimento é o Albergue Noturno, na Rua Braz Cubas, 289, entidade conveniada com a Seas. O espaço comporta 60 pessoas e oferece alimentação, higiene e pernoite. Segundo o presidente da instituição, Waldir Luiz Moreira, o movimento cresce 15% no inverno. Nenhum dado estatístico comprova o número de moradores de rua no Município, mas estimativas apontam que existam cerca de 420 desabrigados na Cidade. Com base nessa estatística, é possível analisar que o número de vagas nos abrigos não suporta a demanda de pessoas que necessitam de uma acomodação para passar a noite. De acordo com levantamento do Ministério de Desenvolvimento Social feito com base em 76 municípios, até 1,8 milhões de pessoas vivem nas ruas no Brasil. No estado de São Paulo, a estimativa é de que haja 10.394 pessoas nessa situação. Apesar de a prefeitura disponibilizar leitos para a comunidade que necessita, muitos desabrigados preferem a liberdade das ruas. Já dormi em um abrigo da prefeitura, mas não gostei. Não agüento a sensação de ficar preso em algum lugar, afirma David, morador de rua há mais de 10 anos. Uma equipe da Seas trabalha diariamente, fazendo a abordagem da população de rua na tentativa de encaminhá-los para o atendimento. Os munícipes podem telefonar para o Disque Urgência Social e informar onde há pessoas na rua. O telefone é o 0800-177766, e a ligação é gratuita. solidariedade Campanha do Agasalho segue a todo vapor Renan Belini Com o slogan Roupa Boa a Gente Doa, a VI Campanha Metropolitana do Agasalho termina no dia 1º. de julho e abrange as nove cidades da Baixada Santista. A ação, que é pioneira no Estado de São Paulo, terá ainda o reforço de um bazar beneficente e de uma festa junina, visando aumentar a arrecadação de roupas e cobertores que serão doados aos mais necessitados da região. Lançada no dia 13 de maio, com o apoio do Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (Fussesp), das prefeituras, de empresários e da sociedade civil dos nove municípios da Baixada, a Campanha Metropolitana do Agasalho tem o objetivo de arrecadar o máximo de agasalhos, calçados, e principalmente cobertores. As peças serão repassadas às instituições sociais, igrejas, ONGs, hospitais e também a munícipes. Só em Santos, são 40 postos de arrecadação à disposição da população. A distribuição ocorre após um levantamento junto às entidades para descobrir qual item que cada uma mais necessita. Além disso, a doação permanece no mesmo município onde foi recebida. Entretanto, quando uma cidade não consegue atingir a demanda, ela pode receber o auxílio de uma vizinha. A campanha, que ano passado obteve 430.759 itens doados, já alcançou a marca de 10 mil peças arrecadadas apenas na cidade de Santos. As caixas coletoras estão identificadas por um cartaz da apresentadora Hebe Camargo chamando atenção para o slogan da campanha. Elas estão distribuídas em diversos pontos da cidade, como o Paço Municipal, Fundo Social de Solidariedade (FSS), Prodesan, CET, Estação da Cidadania, Complexo Esportivo Rebouças, Aquário Municipal. A Unisanta também possui postos de arrecadação espalhados pelo seu campus. Além disso, existem postos nas unidades do Corpo de Bombeiros e polícias Militar e Civil. O mote Roupa Boa a Gente Doa reflete a preocupação dos organizadores com a qualidade dos acessórios doados. Para Maria Silvia Tavares Papa, presidente do FSS de Santos, a população, muitas vezes, na ânsia de se desfazer de alguma roupa, doa sem observar o estado de conservação. A pessoa limpa o guarda- -roupa e nem repara que falta um botão, que o zíper não funciona, que tem uma costura desfazendo, conta Silvia Papa, que reforça a importância do bom estado das roupas para o melhor atendimento da população carente. As pessoas, às vezes, precisam de uma roupa mais arrumadinha, por exemplo, para uma entrevista de emprego, explica. Bazar e Arraial- A Campanha em 2011, entretanto, apresenta duas novidades. Uma delas é a realização do Bazar Solidário no dia 15 de junho, das 16 às 22 horas, no Ocian Praia Clube (R. Otto Carlos Golanda, 80) em Praia Grande. No evento, serão vendidos desde produtos artesanais Renan Belini Unisanta é um dos postos de arrecadação da Campanha do Agasalho até doações da população, como roupas, sapatos, bijuterias, a fim de reverter a renda para compra de cobertores para instituições carentes de cada Cidade. Os convites para o evento estão disponíveis nos fundos sociais das Cidades pelo preço de R$20,00. O Arraial da Solidariedade, acontecerá em Santos no dia 22, das 15h às 19h, no Centro Espanhol (Av. Ana Costa, 286). Os ingressos poderão ser trocados por roupas e cobertores na sede do FSS e nos centros de convivência da terceira idade. A festa caipira contará com pratos típicos, danças e muita música. O Fundo Social de Solidariedade fica à Av. Conselheiro Nébias, 388, no bairro da Encruzilhada. Informações pelo telefone 3222-8050.

3 EXERCÍCIOS Vai praticar esportes? Aqueça-se antes e evite lesões blogdofurao.wordpress.com/page/46/ O alongamento é essencial em qualquer temperatura, mas os especialistas advertem que principalmente no frio a atenção deve ser redobrada para evitar lesões Lizie Rodrigues A estação do inverno traz algumas vantagens para quem pratica esportes. Uma delas é a baixa temperatura, dando uma força a mais para perder calorias. Porém, o frio também é perigoso para quem pratica atividades físicas e não faz aquecimento nem alongamentos corretamente. Durante esta época do ano, as pessoas costumam ficar mais preguiçosas e sonolentas e com os músculos contraídos fazendo com que haja uma resistência maior em não praticar exercícios. Entretanto, para aqueles que independente das estações seguem se exercitando, cuidado, pois é exatamente no inverno que os riscos de lesões aumentam. De acordo com o professor de Educação Física Fábio Lins, devido as temperaturas baixas os músculos demoram um tempo maior para alcançar o nível correto. Para quem pratica esportes no inverno, deve primeiramente fazer um aquecimento e em seguida o alongamento. Mas, vale lembrar que devem ser feitos em maior tempo para que o corpo consiga se mover e se aquecer adequadamente. Isso ajudará a evitar possíveis lesões musculares. O correto é se aquecer previamente entre 15 e 20 minutos antes da prática esportiva. Outro ponto importante que o educador comenta é de que não se deve confundir aquecimento com alongamento. O aquecimento está ligado ao aumento da temperatura interna e muscular, já o alongamento significa aumento do comprimento das fibras musculares, o que não causa aquecimento. A empresa TRACK & FIELD disponibilizou em seu site www.trackandfield. com.br algumas dicas para quem se exercita no inverno. Confira algumas delas: - Use roupas adequadas para o clima. Prefira as que não ficam molhadas com suor(dry-fit) para que não sinta frio ao término da atividade física. - O alongamento é essencial em qualquer temperatura, mas os especialistas advertem que principalmente no frio a atenção deve ser redobrada. - Lembre-se de que repor líquidos também é importante quando está frio. No inverno, a sensação de sede pode ser menor, mas não espere tê-la para hidratar-se. SAÚDE Procura por cirurgias e tatuagens viram febre na estação Pedro Comin Quanto mais o tempo passa, mais as pessoas procuram intervenções médicas para melhorar sua auto-estima e o seu bem estar. Estas operações também geram preferências dos pacientes. Muitos preferem ser operados no inverno. Alguns fatores são importantes para esta preferência. Virginia Reis, de 57 anos, que fez cirurgia para redução de mamas explica o motivo da sua escolha. Preferi operar no inverno por conta da minha recuperação. O calor é muito complicado porque o suor é muito maior e a recuperação se torna mais cansativa, analisa. Virginia comenta ainda que as características da estação do ano também ajudaram na opção. No inverno, posso ficar em casa vendo um filme e me recuperar totalmente. O verão nos deixa mais elétricos e o medo de sair na rua, esbarrar em alguém e sentir dores é elevado, destaca. Além de o frio ser propício para o repouso, a alimentação nesta época do ano também costuma ser mais freqüente e com muito mais vitaminas e substâncias essenciais para a boa recuperação do organismo. Mas sempre lembrando que exageros fazem mal mesmo quando se trata de uma alimentação saudável. A mania tem sido tão constante que até as tatuagens as pessoas preferem fazer na época mais gelada do ano. Inverno sem dúvidas é uma época muito boa. A tatuagem precisa ser bem cuidada e não pode ser exposta ao sol em seus primeiros dias na pele. O plástico protetor também faz a pele transpirar muito e com muito calor chega a ser bastante incômodo, comenta Geraldo José, louco por tatuagens. O tatuador Leonardo Mendes também comenta sobre sua agenda lotada principalmente nos meses de junho e julho. Não tem mais horário vago. A procura é grande porque todo mundo quer estar com o corpo bonito e sua tatuagem cicatrizada para ficar bem no verão, principalmente em Santos onde a praia ferve, comenta.

4 SAÚDE Idosos sofrem mais com a chegada do inverno Rejane Sarmento A chegada do inverno traz consigo certo glamour e um clima romântico bem típico da estação. Entretanto, nem tudo é encantador nesta época mais fria do ano. É também neste período que aumenta a incidência de gripes e resfriados, agravando-se com as doenças cardiovasculares, principalmente entre os idosos. O número de pessoas idosas vem aumentado consideravelmente no Brasil e em vários países. O processo de envelhecimento será cada vez mais intenso quanto maiores forem às doenças em nosso organismo. Entretanto, com os avanços na área da Medicina e com os conhecimentos cada vez maiores sobre o funcionamento do complexo organismo, todos têm condições de viver mais e em melhores condições com qualidade de vida. Para as pessoas idosas, o mais importante é a manutenção da sua capacidade funcional o que poderá garantir uma vida com independência e autonomia. Alguns fatores interferem na saúde, como a hereditariedade. O idoso deve procurar saber a respeito das doenças na sua família, pois isso ajudará o médico a orientar quanto à prevenção e controle de doenças. Os hábitos de vida podem ser fatores importantes que também agravam a saúde. Os idosos estão sujeitos a diferentes vulnerabilidades Para especialistas, os cuidados devem ser redobrados durante o inverno e para esclarecer melhor estas questões de cuidados com a saúde, a médica cardiologista do Hospital Beneficência Portuguesa em São Paulo, Carla Maria Braga Gonçalves Mendonça, reforça que o frio pode ser um desencadeante de doenças isquêmicas e cardiovasculares. Conforme a cardiologista, existem doenças isquêmicas que podem ser desencadeadas pelas baixas temperaturas, inclusive as de causas cardíacas. Isquemias periféricas, como por exemplo: a Síndrome de Raynaud, que é episódio de constrição, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas com estreitamento de pequenas artérias periféricas, desencadeando alterações da cor da pele das extremidades, ora com palidez, ora com cianose (extremidades roxas), que surge em pacientes hipersensíveis ao frio. De outra forma, tem-se um maior índice de isquemias cardíacas, angina do peito, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial sistêmica, porque no inverno o coração precisa trabalhar mais para suprir um débito cardíaco aumentado, explica a médica. Os principais problemas que acometem os idosos, são as doenças respiratórias, mais dominantes durante o período do inverno. Daí a importância da vacinação do idoso contra o vírus influenza, que é sazonal, ocorrendo com maior frequência no final do outono, inverno e início da primavera. É também durante esta estação que o coração COMÉRCIO Estação é bom momento para comprar e fazer manutenção de ar-condicionado Rê Sarmento é mais exigido. Ocorre um aumento metabólico para manter as funções orgânicas e o coração participa de forma ativa neste processo, bombeando mais sangue para os sistemas e órgãos, afirma Carla. A cardiologista revela que as doenças do trato respiratório, (como, por exemplo, a asma), têm maior índice de exacerbação (agravamento) neste período; por outro lado, doenças do trato gastrointestinal (diverticulose) prevalecem na população idosa, independente da estação. O idoso é mais vulnerável por ser mais frágil e apresentar um maior número de comorbidades, (ou seja, seus portadores frequentemente apresentam sintomas simultâneos com a do quadro principal), além de um comprometimento maior da capacidade funcional. Isto se revela nos prontos-socorros, quando se duplica o número de internados, declara a médica. Vacinação Para a enfermeira e professora no curso de técnicos de Enfermagem da Escola Factum, Denise Tergolina Fuhrich, após 30 anos na área da saúde pública atuando por meio da Secretaria de Saúde do Estado, os idosos durante os meses de frio ficam muito suscetíveis às doenças respiratórias, principalmente às gripes e suas complicações, como as pneumonias. Durante a década de 90, a pneumonia era uma das principais causas de internação e óbitos nos idosos, fato que levou o Ministério da Saúde a realizar, anualmente, nos meses que precedem o inverno, campanhas nacionais de vacinação contra a gripe sazonal. Hoje podemos dizer com muita precisão, que este problema está reduzido em mais de 60% em comparação àquela época. Claro que outros cuidados, tais como alimentação mais calórica e vestimentas adequadas durante o período de frio, são de muita relevância, além de evitar se expor a temperaturas frias desnecessariamente. Para finalizar, lembro que os idosos precisam de cuidado e amor diários por parte de seus familiares. Isto, sem dúvida, é a melhor prevenção, conclui Denise. Divulgação Gustavo de Sá A chegada do inverno pode fazer bem ao bolso de quem procura por aparelhos condicionadores de ar e de ventilação. Com a queda das temperaturas, o preço destes equipamentos também cai. Para tentar manter a demanda alta, comerciantes realizam promoções e liquidações a todo o momento. Além disso, oferecem o serviço de manutenção periódica. Com experiência de 28 anos no negócio, o proprietário da Mais Ar, Cláudio Ribeiro, diz que os consumidores desaparecem nesta época do ano. Para tentar fisgá-los, reduzimos nossos preços de 30 a 40%, afirma. Para se ter uma ideia dessa redução, um ar-condicionado split de 12.000 BTUs da marca LG custava, em janeiro, R$ 1.200,00. Hoje, o mesmo modelo sai, em média, por R$ 800,00. De acordo com o gerente de vendas da Aquecimar, Neimar Britto, o desaparecimento de clientes é comum nesta época. Toda vez é assim. Porém, em razão do constante crescimento de imóveis em Santos, nós conseguimos manter aquecidas nossas vendas, explica. Além disso, a loja consegue manter os lucros, pois também vende aquecedores. Ao contrário do arcondiconado, a procura por eles [aquecedores] cresce 100%, diz. Outro ponto destacado por especialistas em refrigeração é a necessidade de se fazer uma manutenção periódica. O inverno é um bom momento para se fazer a limpeza de todo o sistema de ar-condicionado, reitera o consultor técnico da Aquecimar Silvio Ribeiro. O tempo entre uma manutenção e outra varia com o tipo de uso do ar e local onde fica o imóvel. Se ficar em bairros Aparelhos condicionadores de ar têm queda de preço na estação residenciais comuns, com índice de poluição normal, o ideal é a cada 10 meses. Mas aparelhos instalados em área de cais e regiões industriais, como Cubatão, por exemplo, devem ser checados a cada dois meses, conclui. A falta de demanda na estação também é confirmada pela comerciante Sônia Regina Ferreira, da Santista Ar-Condicionado, que também trabalha com ar-condicionado automotivo. A procura cai, mais ou menos, 90%. Mesmo assim, ela diz que não realiza queimas de estoque.

5 SAÚDE Doenças respiratórias ficam mais frequentes e constantes www.infoescola.com Crianças são as que mais sofrem com a queda de temperatura Isabela Haiek Os tempos frio e seco trazem agravantes às doenças respiratórias. Além desses fatores, o crescente aumento da poluição atmosférica também contribui para a ocorrência dessas doenças nessa época do ano. Dentre os casos mais comuns em prontos-socorros estão gripes fortes, rinite alérgica, bronquite, asma, sinusite e pneumonias. Com a chegada do inverno já se percebe a diferença. Os hospitais, consultórios pediátricos e pneumológicos estão sempre cheios, relata o clínico-geral, Reinaldo Braga. Gripes e resfriados não são provocados pelo frio em si, mas pela maior incidência de vírus causadores das doenças. Nessa época, as pessoas ficam mais próximas e em locais fechados,aumentando ainda mais o risco de uma epidemia. Ele acrescenta: Simples gripes podem piorar os casos de rinite e asma, podendo levar a outras complicações, até mesmo à pneumonia, que nada mais é do que uma complicação de um quadro gripal, decorrente da diminuição das defesas pulmonares que não conseguem impedir a penetração das bactérias. As doenças respiratórias atingem todas as faixas etárias, mas são mais constantes em idosos e crianças por terem menos capacidade física e menor taxa de imunidade. Segundo o pneumologista Alexandre Machado, os jovens e os idosos têm maior chance de avançarem para casos mais complicados. Isso é comum, ressalta. Boa parte das doenças respiratórias são causadas pela inflamação dos brônquios, acarretada por fatores genéticos e também ambientais. Quem já tem doenças respiratórias crônicas acaba sofrendo mais nessa época. O frio irrita os brônquios e contribui para que crises respiratórias aconteçam, explica o médico. Para que essas doenças apareçam com menor frequência devem ser tomadas algumas atitudes como agasalhar-se de acordo com a temperatura, beber muito líquido durante o dia, praticar exercícios físicos, dormir bem e evitar ambientes fechados e cheios. Prestando atenção em dicas básicas, é possível diminuir a transmissão de vírus e bactérias de pessoa a pessoa, diminuindo os riscos de epidemias, afirma o pneumologista. Baixas temperaturas contribuem para ocorrência de depressão www.zdeneeck.blogspot.com Caroline Menezes A chegada do inverno traz mudanças nos hábitos do cotidiano das pessoas. Comer demais, sair menos de casa, preguiça na hora de levantar são algumas dessas alterações, consideradas normais, mas em alguns casos passam a exigir maior atenção, pois podem ser os sintomas de uma depressão pouco comum no Brasil, a depressão de inverno ou transtorno afetivo sazonal. Ela afeta quatro mulheres para cada homem. A falta de luz solar é a principal causa dessa doença que vem afetando cada vez mais pessoas no País. As pessoas afetadas apresentam queda no humor, tendem a comer demais e engordar, ficam apáticas e letárgicas e dormem muito mais que o habitual, explica em seu blog a psicóloga Adriana Barreto. Ao entrar pelos olhos, a luz do sol atinge uma glândula chamada Pineal, que funciona como medidor da luz, e produz um hormônio chamado Melatonina, encarregado do sono. Sem a luz do sol, A depressão de inverno ou transtorno afetivo sazonal atinge quatro mulheres para cada homem a produção desse hormônio fica desregulada e passa a ser produzido tanto de dia, quanto de noite. A molécula que regulariza o humor e o apetite, Serotonina, também é afetada pela ausência da luz e por isso provoca a mudança do humor e o grande apetite dos pacientes. A estudante Elisa Leme, que descobriu a doença no ano passado, conta que sentia desânimo, sono e vontade de comer excessiva. Por achar incomum os sintomas, resolveu procurar um médico. Mesmo após iniciar um tratamento de terapia corporal e acompanhamento psicológico, durante o inverno a depressão ainda aparece. Nos dias ensolarados, tenho ânimo, mas nos dias nublados eu fico irritada, sem vontade de ver a cara e nem ouvir ninguém. O tratamento mais indicado para a depressão de inverno é a fototerapia, onde ao pacientes ficam expostos a uma luz de 2.500 lux (unidade fotométrica usada para medir o nível de iluminação). A psicóloga Adriana Barreto recomenda aos pacientes mudanças no estilo de vida e na alimentação. O tratamento pode ser simplesmente fazer uma caminhada de meia hora de manhã cedo e maior exposição à luz. A depressão de inverno é muito comum em países da Europa e América do Norte, onde a estação fria é mais rigorosa. Após o término do frio, os sintomas e a depressão desaparecem. Sintomas da doença j Sensação de cansaço e dificuldade de concentração, principalmente à tarde. v Fome acima do normal. l Dormir mais que o habitual e ainda sen tir sono durante o dia. x Falta de ânimo para o trabalho e outras atividades do dia-a-dia. n Falta de energia. z Sensação de tristeza. p Irritação e isolamento.

6 GASTRONOMIA Temperatura baixa, comida quente: combinação deliciosa Divulgação Laís Dias Nesta época do ano, nada como saborear opções quentes, como massas, caldos, sopas, fondue de chocolate e queijo, e bebidas como licores, vinhos e chocolate quente. Nas últimas semanas, os termômetros de Santos estão marcando temperaturas cada vez mais atrativas para aproveitar o frio de uma forma mais quentinha e aconchegante. Com as baixas na temperatura, chegando a 15 C no outono, é possível constatar esse aumento no movimento dos bares e restaurantes que TENTAÇÃO adaptam seus cardápios às delicias quentes. No verão eu chego ao trabalho pensando em ir à praia no final do expediente, agora no inverno, espero o dia inteiro para ir a um bar bem quentinho e tomar uma taça de vinho, disse a advogada Cristiane Dias enquanto vestia um caso. O termômetro marcava 15 graus. A padaria Bella Villa, por exemplo, situada na Rua Goiás, já acrescentou aos cardápios as opções quentes. Assim que o cliente entra na loja, ele tem uma grande variedade de escolha entre caldos e vinhos. Para desfrutar de Chocolate em excesso, riscos e cuidados massas no geral, a Cantina Liliana, na Avenida Ana Costa, é uma ótima opção. Com um cardápio variado e preço acessível, ela pode ser uma boa escolha para os amantes de comida italiana. Para tomar um bom vinho, o restaurante Viva Vinhos, na Rua Goiás, conta com uma variada carta da bebida, com garrafas nacionais e importadas.para quem curte um programa caseiro, em baixo das cobertas, o fondue é uma ótima alternativa. Fácil de fazer, ele pode ser preparado em casa, com chocolate e frutas, ou de queijo, onde são usados carnes e pães. COMPORTAMENTO No inverno, a melhor opção é se esquentar comendo um fondue Sempre que o frio chega, eu faço uma reunião com os amigos, regada a muito fondue, de preferência, de chocolate, conta a estudante Silie Riciluca. Eu gosto de chocolate, mas prefiro o fondue de queijo. Na minha opinião combina mais com uma taça de vinho. Inverno é a melhor estação para comer muito, brinca a fisioterapeuta Paula dos Santos. Frio e sono andam juntos blog.spafinder.com/.../ luansantana12345.blogspot.com/.../chocolate.html No inverno, o consumo cresce, porém abusos devem ser evitados As baixas temperaturas estimulam mais horas de sono, alterando o metabolismo Gabriel Pereira Um chocolate aqui, um fondue ali, combinado com uma taça de vinho. Sem perceber, você faz deste hábito uma rotina. E quando vê, ganhou alguns quilinhos, algo comum nesta época do ano. Isso porque o consumo de alimentos, principalmente os que contem mais gordura, como o chocolate, que muitas vezes possui gordura saturada (os mais perigosos para o coração). A tendência nessa estação é sempre a mesma. O consumo de alimentos aumenta e as pessoas ingerem alimentos com maior teor de gordura, muitas vezes sem perceberem que estão procurando mais alimentos gordurosos. Torna-se algo instintivo, segundo a nutricionista, Thais Silva. Um componente que aumenta esse risco que o chocolate traz à saúde é a adição de leite ou manteiga, podendo aumentar os níveis de colesterol quando consumidos em excesso. Uma saida para esse caso é o chocolate Uma opção é o desengordurado ou parcialmente desengordurado, o qual contém menos gordura que o normal, embora seja também calórico. Outro cuidado é com o leite, deve-se dar preferência ao leite de soja ou o leite com baixo teor de lactose, para as pessoas que apresentam intolerância, completa a nutricionista. Sendo consumido em porções equilibradas, o chocolate é uma tentação nessa estação fria. Existem várias receitas onde ele entra como o principal ingrediente, dentre elas o delicioso chocolate quente, sopas e outros cremes. Carolina Ramires Com o inverno, o frio aumenta e um dos vários incômodos nesta estação é a preguiça. Muitas pessoas acham que ficam mais cansadas no inverno e o sono acaba influenciando em casa, no trabalho, nos estudos e até no lazer. Será que o frio é mesmo o culpado por tudo isso? Segundo o médico especialista em sono Roberto Machado Rodrigues, o frio pode sim influenciar no cansaço do dia a dia. O nosso corpo demora a se adaptar às mudanças climáticas. Com o calor diminuindo, nosso metabolismo acaba ficando menos acelerado e o corpo se satisfaz com mais horas de sono. Mas isso não significa que a gente necessite de mais tempo na cama, apenas nos sentimos mais confortáveis quando passamos mais tempo dormindo. Na maioria das vezes, as horas de sono dormidas não influenciam no bom rendimento nas tarefas do dia seguinte. O que importa é a qualidade. Segundo Rodrigues, se a pessoa dorme demais, não significa que ficará com o corpo mais lento, pois o organismo é que controla a necessidade de sono, ou seja, a pessoa pode ter um dia ruim, se o sono não foi de boa qualidade. Se você tem uma boa noite de sono, provavelmente ficará bem para exercer as tarefas do dia. É muito importante também considerarmos o tempo em que realmente estamos dormindo e não o tempo em que estamos na cama tentando dormir e forçando o sono, destaca. Quando dormimos bem, temos mais eficiência em encarar as atividades, por mais difíceis e desgastantes que elas possam ser. Com o inverno, as pessoas sentem a vontade de dormir um pouco mais por causa da baixa temperatura. Costumam ficar mais quietas, mais agasalhadas e também procuram lugares mais calmos. As noites também ficam mais longas que os dias, o que também contribui para se ter mais vontade de dormir, explica. Além de tudo isso, noites mal dormidas podem causar problemas como: pior rendimento no trabalho, aumento do risco de acidentes de trânsito e de trabalho, depressão, alterações de humor, alcoolismo, separação de casais, entre outros. Dormir é muito importante para os sistemas fisiológicos do nosso organismo que funcionam perfeitamente se você estiver descansado. O sistema hormonal também se beneficia, pois o sono profundo consiste no bom resultado criando a síntese de várias enzimas e hormônios, entre eles está o hormônio de crescimento em crianças e adolescentes, analisa.

7 CULTURA Tradições juninas seguem vivas no interior FESTA INVERNO Festividade muda para a Vila Mathias Onã Tolentino José Carlos Neto As tradições das festas juninas ainda estão vivas entre as pessoas que gostam de manter os costumes do mês de junho, e em muitos casos também em julho. Comidas típicas (como quentão, pé-de-moleque, canjica, arroz doce, amendoim), vestimentas caipiras, fogueira, quadrilha e a música tradicional com o uso de instrumentos como sanfona, triângulos e reco-reco são as principais características da festa. Em Capão Bonito (a 300 quilômetros de Santos), no interior de São Paulo, o comerciante Nilton Rodrigues é um dos organizadores da festa junina realizada todos os anos na Igreja de Santo Antônio da cidade. Ele revela que ao passar dos anos, a festa nunca perdeu o público, e se diz satisfeito com o resultado final de cada edição. As pessoas gostam DIVERSÃO,http://v.i.uol.com.br/image/especial_festajunina_fortaleza560.jpg A tradicional quadrilha é o ponto alto da festa junina de festas assim. É uma forma de lazer que toda a família interage, além das comidas que são deliciosas. Manter a cultura também é importante para que a tradição caipira nunca morra, comenta. Nilton explica de que forma o festejo é organizado. É formada uma comissão organizadora, chamados de festeiros. Geralmente, eles trabalham para arrecadar fundos para a igreja. Os festeiros buscam as arrecadações juntos aos empresários locais e às pessoas que costumam frequentar o local. O objetivo é diminuir os custos da festa para poder oferecê- -la da melhor forma possível, diz. A festa acontece entre os dias 13 e 19 de junho, reunindo aproximadamente 1.500 pessoas. Na cidade do interior paulista há uma comida típica local que também faz parte das festas juninas, o bolinho de frango. A aposentada Maria de Azevedo, de 70 anos, colabora há aproximadamente 40 anos com as festas locais, fazendo a guloseima. As quituteiras se reúnem em grupo e dividem as tarefas. Umas preparam o frango, enquanto outras trabalham na fabricação da massa com farinha de milho e o tempero com cebola e cheiro-verde, explica. Para a aposentada, a realização das festas é importante para que não se percam as raízes culturais e folclóricas presentes na história do País e do interior. Opções para sair de casa Hayza Ramos As quermesses da Gota de Leite, da Igreja Santo Antônio do Embaré e do Morro da Nova Cintra, as mais tradicionais na Cidade durante o mês de junho, já iniciaram suas festividades. Os eventos oferecem doces típicos, vinho quente, quentão, entre outros pratos, como, por exemplo, caldo verde, pinhão, canjica e cuscuz. Na Instituição Gota de Leite, a festa acontece às sextas-feiras e sábados, das 18h30 às 24h, e aos domingos, das 17h às 22h. O ingresso custa três reais e dá direito a um cupom para concorrer a um notebook, uma TV de plasma e uma moto. A quermesse da Gota de Leite prossegue até o final do mês Crianças até 10 anos e maiores de 65 não pagam. O evento conta também com apresentações de música ao vivo, a partir das 20h30, e está localizado na Avenida Conselheiro Nébias, 388, na Encruzilhada. Informações pelo telefone (13) 3202-0220 ou www.gotadeleite.org.br. Já no bairro do Embaré, a quermesse ocorre de quinta a sábado, das 19h às 23h, com entrada gratuita, e conta com um novo local. Neste ano, a festa que costumava ser realizada na área em frente à Basílica, acontecerá na casa paroquial, à Rua Padre Visconti, 6 e 8, ao lado da igreja. Informações na Secretaria Paroquial: (13) 3227-5977. A festa no Morro da Nova Cintra, que funciona diariamente, das 20h a meia-noite, conta com grupos de pagode, forró e repentistas, além de atividades sociorrecreativas, Divulgação um parque de diversões e as tradicionais comidas típicas. Para quem quiser conferir, a estrutura do evento, realizado pela Paróquia São João Batista, está localizada na Praça Guadalajara. A grande novidade da Festa Inverno Santos deste ano, festival tradicional da Cidade, que acontece entre os dias 1 a 31 de julho, é o novo local: o complexo multiuso da Vila Mathias, com espaço de 6 mil metros quadrados, inaugurado em novembro do ano passado, ao lado da Arena Santos. Agora a festa será realizada numa área da prefeitura, ganhando, assim, um endereço fixo, disse a assessora técnica do Fundo Social de Solidariedade de Santos, Diva Nicastro. Até o ano passado, o festival acontecia ao lado do estádio da Portuguesa Santista, na Avenida Pinheiro Machado. O evento tem o objetivo de atender entidades beneficentes, com atrações culturais e área de alimentação cuja renda é revertida para as entidades. Trinta e três instituições beneficentes participarão este ano. Além da praça de alimentação, o espaço contará com pista de patinação, playgrounds, estacionamento, postos médico e policial, sanitários, salas administrativas e shows musicais de bandas e cantores da Baixada Santista. A Secretaria de Cultura prevê que a programação da Festa Inverno Santos esteja pronta e divulgada até a metade do mês de junho. O evento acontece de terça a domingo, das 18h às 24h. Expediente - Especial Inverno PRIMEIRO TEXTO é o Jornal laboratório do Curso de Jornalismo. Redação, edição e diagramação dos alunos do 2º ano de Jornalismo do período diurno. Diretor da FaAC: Humberto Iafullo Challoub. Coordenador de Jornalismo: Robson Bastos. Professores Responsáveis: Fernando Claudio Peel (diagramação), Fernando De Maria (textos). Editor: Rejane Sarmento Sub-editor: Alyson Gonçalo, Onã Tolentino e Renan Belini Editores gráficos: Rejane Sarmento e Alyson Gonçalo (pg 1), Alyson Gonçalo (pg2), Pedro Comin (pg 3), Rejane Sarmento (pg4), Caroline Menezes (pg 5), Laís Dias (pg 6), José Carlos Neto e Hayza Ramos (pg 7), (pg 8), Cristiane Challoub (pg 9), Guilherme Miranda (pg 10), Daniela Origuela (pg 11). O teor das matérias e artigos são de responsabilidade de seus autores não representando, portanto, a opinião da instituição mantenedora.

8 CIDADANIA Calor humano aos mais necessitados Doações de roupas, sapatos, alimentação, cobertas ou dinheiro. Seja qual for a forma escolhida será bem recebida para amenizar o frio dos mais necessitados. Neste inverno mais do que festas juninas e comemorações, pode-se oferecer um inverno quente de calor humano à população carente. Junto com o inverno começam campanhas de doação, de agasalhos principalmente. ONGs, instituições de auxílio às crianças e adolescentes, desabrigadas ou em estado de risco social, e voluntários se mobilizam para ajudar aqueles com menos condições de se proteger do inverno. Uma das instituições que atuam nessa área de captação e distribuição de recursos às crianças carentes é o Educandário Anália Franco, localizado à Avenida Ana Costa, 277, em Santos. Segundo a responsável pela área de doações, Sandra Regina, o Educandário atende mais de 400 crianças, de quatro meses a dez anos, no local. Fora esse atendimento durante a semana, o Anália Franco também possui um abrigo para meninos em situação de risco, com idades de 4 a 17 anos. Além das doações regulares para manutenção do local, até 31 de julho acontece a Campanha de Inverno. O objetivo desta campanha é arrecadar kits de inverno para as crianças do abrigo. Os kits são compostos de roupas, tênis e cobertores. Para a captação deste material são feitos contatos via telemarketing com pessoas físicas e jurídicas. As doações podem ser feitas diretamente no Anália Franco e em caso de doações em dinheiro, pode ser depositado na conta da instituição, (Banco Itaú, Agência 0268; Conta Corrente 68.500-5). Para informações adicionais sobre os trabalhos Atendendo mais de 400 crianças, o Anália Franco aceita doações para montagem de kits de inverno. e doações, entre em contato com o Educandário Anália Franco nos telefones (13)3222-9654 ou (13)3235-1571. Vandete, a voluntária que faz a diferença Vandete da Silva (de costas) e algumas das crianças durante a atividade de recreação no Grêmio A dedicação das pessoas ao próximo ajuda a amenizar o frio dos mais necessitados. Um exemplo de trabalho voluntário que faz a diferença é o Projeto Pérola, para moradores do bairro do Paquetá. Vandete da Costa Silva, 55 anos, cabeleleira autônoma, há 18 faz trabalhos voluntários no bairro. Também é a fundadora do projeto. O trabalho de Vandete é feito em forma de reuniões com as crianças, três vezes na semana, onde ela conversa com elas sobre temas atuais do cotidiano, ética cívica e moral. Na última reunião de quinta-feira (2), o assunto era a semana do meio ambiente, onde foi explicado sobre a importância da conservação do planeta. Após as reuniões, quando ela pode, a voluntária leva um lanche para as crianças. Nos meses em que ela consegue um extra, Vandete faz festa de aniversariantes do mês para as crianças. No Natal e no Dia das Mães, as festinhas também ocorrem, mas além das crianças, os pais que quiserem também podem participar. A maioria dos menores auxiliados por Vandete são filhos de viciados, prostitutas, marginais, enfim, da considerada escória da sociedade. Muitas vezes, os pais abandonam os filhos, que vão viver ou com vizinhos ou com parentes próximos. Por isso, outra parte importante do Fundadora do projeto Pérola, ela faz trabalhos voluntários há 18 anos voluntariado é a doação de roupas e calçados. As reuniões que aconteciam na casa da voluntária tiveram que ser transferidas temporariamente devido a um incêndio por conta das fiações elétricas no final do ano passado. Elas foram transferidas para o Grêmio Recreativo dos Tratoristas, à João Pessoa, 428. Como a única mantenedora do projeto está morando de aluguel e longe do local, as reuniões acontecem todas as quintas às 19 horas. Vandete considera o trabalho que faz de formiguinha. A divulgação é feita no boca- -a-boca entre amigos. As doações são conseguidas desta forma também. O trabalho do Pérola ao longo dos anos tem rendido bons frutos. Vandete conta que os jovens e adolescentes que frequentaram o projeto saem dele para empregos de verdade. Recentemente, ela se emocionou ao ser reconhecida por um antigo aluno ao entrar em uma agência bancária da região. O jovem, que trabalhava como caixa da agência, agradeceu-a por acreditar nele. Somos agentes multiplicadores, podemos dar o exemplo e mudar o globo terrestre, diz Vandete às crianças ao explicar que cada um é importante. Em datas especiais, como Natal e Dia das Crianças, as doações são maiores. Mas em épocas como a do inverno, elas diminuem, apesar da necessidade. A voluntária está arrecadando roupas, sapatos fechados, meias, cobertas, tudo o que puder para ajudar a amenizar o frio das crianças. Para conhecer mais sobre o Projeto Pérola ou para informações sobre os trabalhos e doações, ligue (13) 3014-4420.

9 MODA Das passarelas para as ruas rrpaula.wordpress.com/ Cristiane Challoub Depois de arrancar suspiros daqueles que acompanharam os seis dias de desfiles de inverno, no início do ano, na São Paulo Fashion Week, a reverência que parecia sonho, tornouse realidade. É notável que marcas como Colcci, Cavalera, Maria Bonita e Triton trouxessem para as passarelas boas tendências e que encantassem os amantes da moda. No inverno, protagonizam roupas e acessórios que, ao elevar a temperatura, despencam das vitrines e dos guarda-roupas. Um exemplo disso são as luvas - tanto de lã quanto de couro -, toucas, cachecóis, meias fio 60 e 80, botas, trench coat, tudo aquilo que é indispensável na época mais fria do ano. Mesmo com a polêmica coleção Bicho Mania, da Arezzo, que por revolta dos consumidores em redes sociais - inconformados com o suposto uso de peles de animais na nova coleção, fato refutado pela empresa - durou poucos dias nas vitrines da marca. As peças com pelos sintéticos demonstram atitude e marcam presença, vindo de sua grande raiz, o inverno glacial dos esquimós. Aparecendo até em sapatos, os pelos sintéticos têm texturas, cores, aspectos diferentes e combinam com os couros e os saltos de madeira - que também estão em alta e pretendem continuar no verão. A madeira é rústica, por isso fica a cara do inverno, explica a bacharel em Têxtil e Moda e consultora da Victor Hugo, Lissa Rodrigues. Em contraponto, a bacharel acredita que na parte dos conforto esses calçados deixam a desejar. No Brasil, para quem procura design e conforto, os calçados da Schultz são ideais, pondera. Ainda segundo Lissa, os sapatos e as bolsas seguem a mesma linha de tendência. Assim como as grifes de luxo Louis Vuitton e Gucci, a Victor Hugo segue a tendência em tons de marrom e preto, mas, também, os tons do Brasil, como amarelo, verde militar e vemelho, diz. Coringa - Sendo peça indispensável nas épocas frias, as meias calças valorizam o look das fashionistas. Nesse inverno, elas aparecem, principalmente, em tons de vermelho, marrom, oliva e a preta básica. Mas a inovação ficou por conta do alto relevo e das estampas em animal print (estampas de animais), xadrez, rendas e até a reprodução de espartilhos, dando um ar moderno e servindo de complemento visual. Apaixonada por meia-calça, a estudante de Direito, Ana Paula Dias,18 anos, adora essa inovação da moda. Ser diferente é a tendência para mim, sempre!, exalta. Novidade - Depois de aparecer destacada em bolsas, blusas, oxfords, a estampa de onça chegou com intensidade no guarda-roupa das antenadas e até das mais desligadas sobre as tendências que mais dominavam no mundo fashion. Mas, como a moda trata-se de reciclagem, as grifes italianas Gucci e Prada, mantiveram o animal print em alta, dando a vez para a píton, a estampa de cobra. Quando se trata de uma nova estampa, todo cuidado é pouco. Para a estudante de Odontologia, Flávia Lemela, 18 anos, que não gosta de estampas, a atenção tem de ser redobrada. É necessário cuidado, senão fica cafona, acredita. Ana diz que gosta e usaria, sim, principalmente quando as estampas estiverem nas meias. É hora de inovar, além de elegantes, dão um toque sensual ao mesmo tempo, disse. Trech coat da Colcci no desfile da SPFW: quente e fashion Reinando no inverno das mais ousadas, a píton aparece em vários tons, formatos, peças inusitadas, deixando de ser uma tendência das grifes italianas e passando para o dia a dia daquelas que adoram novidades. Outra inovação é a saia longa com cintura alta, que foi destaque no Fashion Rio, Inverno 2011. Longas e largas deixam o visual mais despojado, por isso podem ser usadas com cintos marcando a silhueta para deixar o visual mais feminino. ESTÉTICA Para cada cor de cabelo, uma nova tendência Giovanna Fornaro Toda mulher fiel à moda tem como alicerce o inverno. O capricho, desde as roupas mais bonitas até o cuidado com os cabelos, faz parte da rotina feminina nesta estação. O que muitos não imaginam é o quanto o frio mexe com a cabeça das vaidosas de plantão. A cabelereira Rita Del Bianco explica o quanto a transformação dos cabelos é fundamental para fugir da mesmice. O inverno é uma boa época para mudanças radicais, pois sempre existe uma tendência para cada mulher que não quer sair da cor de rotina, conta. Cores como vermelho e marrom são as mais indicadas para a estação da beleza. O vermelho fica bem em qualquer mulher, pois são 42 nuances, dos acobreados aos Morenas, loiras e ruivas podem mudar o cabelo de acordo com a moda do inverno vibrantes. A verdade é que existe sempre a tonalidade que combina com seu tipo de pele, se necessário, é possível até misturar duas cores para chegar ao tom desejado do avermelhado, sugere. Para quem não gosta de vermelho, a escolha é o marrom natural, que pode ser usado com mechas menos contrastantes e mais próximas ao rosto, para dar uma iluminada. Pode-se também usar somente o marrom uniforme, sem as mechas claras nas pontas (californiano), que foi sucesso no verão. Já as loiras, não ficam de fora das mudanças. Há sim uma saída para as mulheres que não abrem mão do cabelo claro. O loiro champagne é o mais apropriado para as loiras. Ele que sempre tem seu espaço garantido na estação, também pode ser usado com luzes claras por cima. A cor cobre é opção para quem fica no meio termo. glamboys.wordpress.com O tom pode tanto se aproximar do loiro, quanto do vermelho, porém não deixa de ser acobreado, É um visual bonito e adequado para o inverno, explica Rita. A estudante e modelo Jussara Carmindo, 25 anos, conta que passou por todas as cores e afirma o quanto é importante essa experiência. Já fui loira, morena, ruiva e sempre aproveitei o inverno para investir nas cores, pois acho que a mulher que não abusa das mudanças não tem vaidade dentro de si. Vale lembrar que a cada nova coloração, deve-se manter o brilho e o cabelo saudável abusando de hidratações orientadas por seu (sua) cabelereiro (a), e também caprichar na maquiagem adequada ao tom do cabelo, para evitar que apague o rosto e não fique com a pele totalmente pálida.

10 ANIMAIS Friagem e umidade exigem cuidados com os Daniel Paiva O período do inverno, que sempre vem acompanhado de várias doenças infecciosas e contagiosas, não pega leve com os animais domésticos. As baixas temperaturas da estação exigem certos cuidados dos donos para com os cães e gatos. Segundo a médica- -veterinária Ana Carolina Polleto Corrêa, as três doenças caninas mais ocorrentes no inverno são a traqueobronquite infecciosa (mais conhecida como tosse dos canis ), a cinomose e a pneumonia. A tosse dos canis é causada principalmente pela bactéria Bordetela bronchiseptica, que ataca o sistema respiratório provocando uma tosse ruidosa. Quedas bruscas de temperatura deixam o sistema imunológico dos cães fragilizado, facilitando a proliferação da bactéria. A prevenção é feita por meio de vacina anual. A cinomose é transmitida por um vírus que se prolifera e se conserva no frio e infecta os cães por intermédio das vias nasais e digestivas. Os sintomas podem ser: febre, pústulas, conjuntivite, vômitos, disenteria e inflamações nas vias nasais, o que pode levar à pneumonia. O tratamento é feito com o Soro Hiperimune. Antibióticos deverão ser ministrados se houverem infecções. Também pode ser prevenida por vacinação: a primeira dose deve ser dada 30 dias após o desmame e mais uma ou até duas doses no intervalo de 30 dias após a anterior. A pneumonia, que atinge tanto cães como gatos, provoca coriza, espirros, secreção e perda de apetite. No verão, também leva à diarréia e ao vômito. A vacina, que dura um ano, imuniza o animal. Os gatos contraem menos doenças que os cachorros, em geral; a mais frequente é o resfriado comum, também prevenido por vacina. Os centros municipais de zoonoses possuem doses das vacinas para as doenças e as disponibilizam gratuitamente. De acordo com a veterinária, elas são eficientes. Vacina é investimento. É melhor que remédio, ressalta. A veterinária não recomenda o uso de roupinhas para proteger os cães do frio. Segundo ela, eles trocam de pêlos no fim do outono, adquirindo uma penugem mais grossa que os aquece no inverno; no fim da primavera fazem a segunda troca, para pêlos mais finos. Além de desnecessárias pets Sistema imunológico dos animais domésticos enfraquece para os cachorros, essas roupinhas os deixam desconfortáveis, pois fogem da natureza deles, esclarece Ana Carolina. Os donos não podem ter dó de dar banho em seus bichinhos no inverno. O período indicado é de um banho por semana para os cães e a cada 15 dias para os gatos. Ana Carolina recomenda aos donos que levem seus pets a uma clínica veterinária, pois eles possuem todos os equipamentos e produtos necessários para o banho. A tosa higiênica também é recomendada no inverno. www.radiocriciuma.com.br TURISMO Dicas para curtir suas férias neste inverno Campos de Jordão, a cidade paulista que mais atrai turistas nessa época do ano Guilherme Miranda O inverno está aí e junto a ele a pergunta inevitável: Para onde ir nessa friaca (frio excessivo)? Jovens e adultos devem pesquisar e escolher alguns locais bem frequentados nessa época do ano. Há quem diga que não existe algo para fazer no inverno e de fato as pessoas costumam ficar mais tempo dentro de casa, fazendo um programa light. Logo, acabam optando www.viagem.uol.com.br em não passear. Então fica a dúvida: o que fazer nessas férias? Que tal uma viagem diferente para os lugares mais visitados nessa época do ano? Campos de Jordão, em São Paulo, Petrópolis, no Rio de Janeiro, e Gramado, no Rio Grande do Sul, são os mais visitados nessa estação, contando com a presença de jovens, adultos e idosos. Para quem procura badalação e diversão, na certa o lugar mais indicado é Campos de Jordão. A cidade, que costuma ficar cheia no inverno, é o lugar mais desejado pelos jovens que têm o costume de viajar entre amigos, buscando curtição. Atrações, bares, restaurantes, baladas, lojas, shoppings, teatros e pontos turísticos não faltam no roteiro de viagem pela cidade. Target, Club Lotus, Pucci Campos de Jordão e Phoenix são as baladas mais frequentadas da cidade. Restaurantes são os mais variados: de churrascaria até os pratos mais refinados da França. Hotéis e pousadas não faltam, e os preços sobem quanto mais próximo do centro da cidade. Outras opções para quem curte a serra estão em Petrópolis que fica na serra fluminense no Rio de Janeiro, e Gramado, conhecida como Suíça Brasileira. Ambas oferecem programas tranquilos, sem badalações, para casais e passeios em família. Mas se a ideia é gastar um pouco a mais e viajar para outros países, os lugares indicados são Buenos Aires e Bariloche, ambas na Argentina. Oferecem tanto programas mais sossegados quanto agitados. O turista que for para um desses lugares pode ter certeza que terá uma divina viagem. Além de conhecer outros países, também poderão desfrutar de emoções, clima, línguas, experiências e comidas diferentes. Já no Chile, os lugares mais procurados são as estações de esqui. Caso a vontade seja a de fugir do inverno e curtir o verão, os lugares recomendados são Europa, EUA e Caribe e o Nordeste brasileiro. Viagens para curtir o inverno não faltam. Basta saber escolher, pesquisar preços e aproveitar o momento para voltar com as malas cheias de lembranças. Para consultar preços de hotéis, pousadas e passeios procure uma das agências de viagem de sua preferência. Isso irá ajudar a escolher a melhor opção.

11 PALAFITAS Convivendo com os riscos da maré Daniela Origuela Barracos de madeira sobre o mangue do canal dos Barreiros. Essas são as moradias de milhares de famílias da maior favela da Baixada Santista, a México 70, em São Vicente. Não bastasse o mau cheiro e as péssimas condições de habitabilidade, a chegada do inverno provoca mais um problema: as doenças respiratórias, causadas pelo excesso de friagem e umidade. As palafitas são construídas com restos de móveis ou madeirites e são cobertas com telhas de amianto, que aquecem demasiadamente no calor, e não protegem do frio na estação mais gelada do ano. Vanessa Passos, 27 anos, mora com os três filhos em um desses barracos. Ela conta que constantemente as crianças têm problemas no sistema respiratório decorrentes da exposição à umidade. Na semana passada, meu filho mais novo (um ano) ficou internado no hospital uma semana por causa de uma broncopneumonia. Basta chegar o frio para que isso aconteça. É sempre assim, desabafa a moradora. O barraco de Vanessa, localizado na Avenida Brasil, é composto por dois minúsculos cômodos repletos de frestas entre as madeiras. Os vãos permitem a entrada de sereno e ar frio. Além disso, a palafita é rente ao mangue, que em dias de maré alta é invadida pela água. Já perdi a conta de quantas vezes fiquei sem dormir com água entrando pelo chão. É desesperador. Muitas pessoas já perderam seus pertences com isso, diz Vanessa. Na semana passada, uma criança de apenas um ano de idade morreu ao cair na maré. Devido à alteração brusca na tábua das marés no inverno, a queda de barracos na água é muito comum. Airton de Oliveira, 70 anos, viu o chão de sua palafita, seus móveis e pertences pessoais caírem na maré. O aposentado perdeu tudo e foi manchete na imprensa local. Perdi a conta de quantas vezes tive que reconstruir minha casa. É muito duro você ver tudo o que conquistou em uma vida boiar na água, lamenta Carlos. Atualmente, ele mora próximo ao local, mas não sobre as águas do canal dos Barreiros. diadiaméxico70.nocomunidades Palafitas da favela México 70, sobre as águas do canal dos Barreiros, em São Vicente Remoção - De acordo com projeto desenvolvido pela Secretaria Municipal de Habitação de São Vicente, está prevista a remoção de famílias que vivem nessas condições na México 70. Por meio de recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e do programa Minha Casa Minha Vida estão sendo construídas centenas de casas na área continental e no bairro Parque Bitarú. Com isso, todas as palafitas serão retiradas e darão lugar ao processo de urbanização da Avenida Brasil, voltada para a orla do Mar Pequeno. NEGÓCIOS Comércio de verão sofre no período Arthur Dutra Com a chegada do inverno, o comércio que depende do verão tenta sobreviver para não perder seus clientes. O que fazer na estação mais fria do ano?, pergunta que a comerciante Cecília Moreira se faz a cada ano. Dona de uma sorveteria na praia de Camburi, em Ilhabela, Cecília se vê preocupada quando começa a chover demais e o frio entra com tudo. Para atrair clientes, ela inova a cada ano. As promoções são uma de suas especialidades, colocando toda a sorveteria com descontos. Para que seus clientes não desapareçam por completo, a empresária prepara outros sabores de sorvetes, bolos e ainda conta com uma ajuda extra: uma máquina de churros com sorvetes. Cecília acredita que todos que todos que trabalham com sorvetes sofrem nessa estação e pede para que tenham paciência, já que no verão são eles que faturam mais. A dona da sorveteria Cascão, Marisa da Silva, em Boracéia, fica muito impaciente quando chega o meio do ano. A preocupação bate à porta e ela corre para todos os lados procurando soluções para não fechar. Segundo ela, nos meses de verão o faturamento é totalmente diferente do inverno. Sofro quando tenho que mandar algum funcionário embora, já que no inverno todo http//:coisasdomar.com.br Loja de surf wear e artigos de verão na praia de Camburi comércio pena com isso. A solução vista pela gerente do Rocha, Aparecida da Silva, no centro da cidade de São Sebastião, foi montar uma pizzaria que oferece pizza com sorvetes para atrair a clientela e mesmo assim o movimento cai e muito. Segundo ela, todo o comércio sofre e mais ainda quem trabalha com produtos gelados. Ela diz que o jeito é contar com a sorte e pedir ajuda para que mesmo no inverno faça sol e calor para que as portas não fiquem fechadas. No verão, ela abre todos os dias e no inverno apenas nos fins de semana. Além das sorveterias, as lojas que vendem produtos para o verão têm que se reinventar para poder continuar com as portas abertas. Todo o comércio de verão entra com as promoções de inverno, ou seja, as roupas e produtos consumidos no verão são vendidos por um preço inferior. As lojas de surf shop sofrem e procuram por em suas vitrines roupas que chamem atenção do cliente mesmo com cara de inverno. A loja 20 Pés, uma das mais famosas em São Sebastião, inova a cada ano. Inovar é a parte mais importante, revela Gisele Moreira, dona da loja. As roupas de verão continuam lá, com preços mais baratos, mas as araras dão destaques às roupas de inverno com um toque de verão. Ela acredita que isso chama a clientela e a oferta de outono deixa a loja sempre cheia. Outra loja que inova é a Calu, em Camburi, criada há mais de 10 anos. A loja conta com inovações para garantir que seus clientes a freqüentem mesmo no inverno. A dona da loja, Luciana Diniz, diz que conta com a sorte para não perder seu público e não coloca em suas vitrines roupas de inverno. Sempre inova e colore os manequins com as roupas de verão que podem ser usadas durante o dia, com um charme a mais. Ela diz que no verão vende biquínis, vestidos e roupas leves, mas no inverno sofre e acaba comemorando quando vende uma peça de roupa. Aproveita também a época para dar férias a alguns funcionários que dependem da comissão. As roupas são postas com um preço inferior e mesmo assim faltam clientes. A Calu também conta com um espaço reservado às artes, onde são expostos quadros, que, segundo a dona da loja, ajudam no faturamento.