Dispositivos Lógicos Programáveis



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Dispositivos Lógicos Programáveis (PLD) O que é um PLD? R: Sigla de Programmable Logic Device R: É um circuito integrado que pode conter grande quantidade de circuitos lógicos, com uma estrutura que não é fixa. R: É um tipo de integrado que contém circuitos lógicos e chaves programáveis cujas funções são definidas pelo usuário. 5

Dispositivos Lógicos Programáveis (PLD) 6

Dispositivos Lógicos Programáveis (PLD) 7

PLA Programmable Logic Array O primeiro dispositivo programável. Composto por uma matriz programável de ANDs e outra de Ors. Normalmente são dispositivos de capacidade muito reduzida, com apenas algumas dezenas de portas. Utiliza lógica de fusíveis para a sua programação. Uma vez programados não podem ser reprogramados. 8

PLA 9

PLA 10

PLA Diagrama esquemático da PLA Conexão Realizada 11

PLA Como são usados as PLAs? R: São incluídos como parte de chips maiores, como na unidade de controle de um microprocessador, para decodificar as instruções. Nesse caso a configuração é fixa Podem ser encontradas com integrados disponíveis no mercado, quando, tipicamente, possuem: 12 16 entradas, 32 termos de produto e 8 saídas

PAL Programmable Array Logic Dispositivo programável com o array de OR fixo. 13

14

15

PAL Qual a diferença em relação a um PLA? R: A PAL possui plano AND programável, mas o plano OR é fixo R: A PLA possui ambos os planos programáveis Significa dizer que a PAL é: + simples de fabricar + barata + desempenho 16

PAL16H8 17

PAL 18

PAL Comercial 19

Exemplo de Aplicação 20

Exemplo de Aplicação 21

Progamação de PALs e PLAs 22

Progamação de PALs e PLAs 23

Encapsulamentos Dual in Line Package (DIP) 24

Encapsulamentos Plastic-Leaded Chip Carrier (PLCC) 25

Fabricantes 26 Altera ilinx Atmel Cypress Lattice Data-io...

CPLD O que são CPLDs? R: Sigla para Complex Programmable Logic Device R: É um circuito que pode conter múltiplos BLOCOS de circuitos, com recursos de CONEÃO (wiring) interna para conectar esses blocos R: Quando no projeto muitas entradas e saídas são necessárias, as PALs e PLAs não as possuem em número suficiente, usa-se então um CPLD. 27

CPLD Os elementos programáveis são células do tipo EEPROM (Eletrical Erasable PROM), ou seja, são reprogramáveis mediante apagamento prévio do conteúdo anterior. A informação de programação é armazenada em caráter não volátil, isto é, enquanto não houver uma operação explícita de apagamento elas são mantidas indefinidamente. 28

CPLD 29

CPLD 30

Encapsulamentos para CPLD 31

Programação de CPLD 32

Exemplo de CPLD 33

Exemplo de CPLD 34

Exemplo de CPLD 35

Exemplo de CPLD 36

Exemplo de CPLD 37

38

FPGA O que é um FPGA? R: Sigla para Field-Programmable Gate Array R: É um circuito integrado que possui capacidade lógica superior a dos CPLDs R: É um chip que não possui planos AND e OR, mas BLOCOS LÓGICOS CONFIGURÀVEIS. 39

FPGA São dispositivos programáveis que possuem uma arquitetura baseada em blocos lógicos configuráveis, chamados de CLB (Configuration Logical Blocks). Os CLBs são formados por portas lógicas e flipflops que implementam funções lógicas. A FPGA também é formada por estruturas chamadas de blocos de entrada e saída (IOB In/Out Blocks), os quais são responsáveis pela interface das saídas provenientes das combinações de CLBs. 40

FPGA 41

FPGA Linhas de Roteamento Blocos de Entrada e Saída Blocos Lógicos Configuráveis 42 Matriz de Roteamento

FPGA 43

FPGA Uma FPGA usa Blocos Lógicos reconfiguráveis Os bits de configuração são selecionados de acordo com a função lógica desejada. A configuração é uma tabela da verdade (lookup table) da funcionalidade In1 config 000 001 010 011 100 101 110 111 Out In2 config 44 Out NOT(In1) NOT(In2) OR NOR AND NAND OR NOR

FPGA A FPGA pode implementar lógica puramente combinacional ou sequencial, ou seja, que faz uso de flip-flops. 45

FPGA LUTs = Look Up Tables - As LUTs podem ser programadas para qualquer tipo de porta necessária ao projeto - Há um número finito de LUTs em uma FPGA. In1 In1 In1 Out In2 Out In2 config config In1 In2 Out In2 config Out In2 config In1 In1 Out Out In2 config In1 config In1 46 config In1 Out In2 Out In2 Out In2 config config

FPGA As interconexões entre as LUts são programáveis. LUT LUT LUT 47 LUT LUT LUT LUT LUT LUT

FPGA LUT LUT 48 LUT LUT LUT LUT LUT LUT LUT

FPGA A B C 49 INV INV AND LUT LUT OR LUT LUT LUT Out

FPGA Os fabricantes de FPGAs rapidamente percebeam que o uso de flip-flops poderia ser muito útil. Eles conectaram um flip-flop do tipo D a uma LUT de quatro entradas para formar um Bloco Lógico Configurável (CLB) CLB CLB 50 CLB CLB

FPGA Bloco Lógico Configurável 51

FPGA Bloco Lógico Configurável 52

FPGA A configuração da LUT e da interconexão é volátil, isto é, se perde quando a alimentação é removida. Existe uma memória não-volátil associada à FPGA de onde a sua configuração é carregada quando o sistema é ligado. Já que a programação é feita pelo usuário depois da fabricação ela é chamada de programável no campo field programmable. 53

FPGA Outros aspectos: Ferramentas CAD translacionam uma função lógica para o interior de um único bloco lógico Células de LUTs são voláteis, então são necessárias PROMS ao lado de FPGAs (conteúdo atualizado ao serem alimentadas) São voláteis pois as células de armazenamento são implementadas com memórias SRAMs (memórias RAM estáticas) FPGAs são indicados para circuitos com mais de 1 milhão de transistores 54

Encapsulamentos de FPGA 55

ASICs e Gate Arrays 56

Encapsulamentos ASICs 57

Conclusões 58