EIRELI ASPECTOS TRIBUTÁRIOS



Documentos relacionados
em nome próprio, responde com a totalidade de seu patrimônio e é apenas equiparado a pessoa jurídica.

Palestrante Profº. Affonso d Anzicourt Professor e Palestrante da Escola Nacional de Seguros, Contador, Perito Judicial Federal por Nomeação,

AGENDA DE CONTRIBUIÇÕES, TRIBUTOS E OBRIGAÇÕES

PARCELAMENTO ORDINÁRIO DE TRIBUTOS FEDERAIS

MATERIAL EXTRAIDO DA REVISTA SEMANA COAD Nº 19 PG. 285 / 2009

Intercâmbio Nova Sistemática de Contabilização

Assunto: Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF

IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE

IV SEMINÁRIO CATARINENSE SOBRE ATUALIDADES JURÍDICO-CONTÁBEIS IMPOSTO DE RENDA LIMITES DOS CONCEITOS CONTÁBEIS NA DEFINIÇÃO DO FATO GERADOR

AGENDA - Janeiro de 2016

DICIONÁRIO DE TRIBUTOS

DOU: nº 66, de 7 de abril de 2014, Seção 1, pag. 17. Ementa: REEMBOLSO DE ANUIDADE DEVIDA A CONSELHO PROFISSIONAL.

CONCEITO DE RECEITA E A SUA PIS COFINS

EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL E INCORPORAÇÕES IMOBILIÁRIAS

PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPOÁ CHEFIA DE GABINETE DO PREFEITO

O que é associação sem fins lucrativos? Como constituir e como é tributada?

AGENDA DAS OBRIGAÇÕES FEDERAIS PARA FEVEREIRO DE 2011

PROVA DISCURSIVA P 4

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL OBRIGATORIEDADE

Desoneração da Folha de Pagamento na Construção Civil. (Leis nº /11 e /13; Decreto nº 7.828/12; INs RFB nº 971/09 e 1.

LEI Nº , DE 13 DE MAIO DE LEI DE CONVERSÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 627, DE 11 DE NOVEMBRO DE ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

A autoridade que reduzir ou relevar multa já aplicada recorrerá de ofício para a autoridade hierarquicamente superior.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIAS

IOB Setorial JURÍDICO. Sociedade de advogados - Aspectos tributários 6. EMPRESAS EM LIQUIDAÇÃO 7. EMPRESAS EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL 1.

Governo Federal publica MP de incentivos ao mercado de capitais

TRIBUTÁRIO. pela Presidência do Senado Federal

Tributos em espécie. Impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais

O ISS E A PESSOALIDADE DO TRABALHO DOS SÓCIOS NAS SOCIEDADES UNIPROFISSIONAIS

DICAS DE ECONOMIA TRIBUTÁRIA - PJ Por Júlio César Zanluca Verifique se as dicas se aplicam ou não a sua empresa, pois pode haver restrições quanto a

PUBLICADO NO ÓRGÃO OFICIAL DO MUNICÍPIO Nº 1750 DO DIA 06/08/2012.

L E I N 7.785, DE 9 DE JANEIRO DE 2014

RESOLUÇÃO N. 114/2013/TCE-RO

RESOLUÇÃO N.º 001, de 07 de dezembro de 2001.

Responsabilidade Objetiva dos Administradores

Ricardo Almeida R O T E I R O

A atividade contábil e o ISS

Resolução CFC 1418/12 Celso luft Contador CRC/RS Vice Presidente de Fiscalização do CRC/RS

MUNICÍPIO DE PORTO FERREIRA Estado de São Paulo DIVISÃO DE SUPRIMENTOS Seção de Licitações e Contratos

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

INAC - INSTITUTO NACIONAL DE CAPACITAÇÃO DE PESSOAL

A grosso modo a ideia é boa e já foi implantada em vários países com sucesso. Assim, por exemplo: Portugal, França, Itália.

Questões legais da constituição da Empresa

IR-FONTE Rendimentos de Aplicações Financeiras, Juros Sobre Capital Próprio, Prêmios, Multas e Vantagens, de que trata o art. 7º da Lei nº 9.

Alexandre Marques Andrade Lemos. es ao. de Contratos e Convênios. Revista, ampliada e atualizada até maio de 2015

A RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA NA PRÁTICA

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA CONSELHO ACADÊMICO DE PESQUISA E EXTENSÃO RESOLUÇÃO Nº 01/2014

LUIZ ANTONIO SOARES DESEMBARGADOR FEDERAL RELATOR

Coordenação Geral de Tributação

REGULAMENTO DE APOIO A PROJETOS SOCIAIS DO MUNICÍPIO DE BARCELOS

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos ICMS na Base de Cálculo do PIS e da COFINS nos Registros F500 e 1900 da EFD Contribuições

III VIDEOCONFERÊNCIA SIMPLES NACIONAL ALGUNS DOS PRINCIPAIS ASPECTOS RELACIONADOS AOS MUNICÍPIOS E AO ISS

INFORMATIVO JURÍDICO

Posicionamento do CARF diante dos planejamentos tributários. Dr. João Carlos de Lima Junior Lima Junior, Domene e Advogados Associados

Assunto: Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF

DECRETO Nº , DE 22 DE JULHO DE 2008 DODF de

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB XIII EXAME DE ORDEM C006 DIREITO TRIBUTÁRIO

IUS RESUMOS. Impostos Municipais - IPTU. Organizado por: Elias Daniel Batista Cardoso

QUAIS AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS IMPOSTOS MAIS IMPORTANTES - PARTE Il

Classificação da pessoa jurídica quanto à estrutura interna:

Elaboração e Modalidades de contratos

IMPOSTO DE RENDA E O ARTIGO 43 DO CTN

6. Pronunciamento Técnico CPC 23 Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro

MODIFICAÇÕES DO NACIONAL

Demonstrações Financeiras Associação Ame Jardins

Segregação de Receitas: Substituição Tributária, Tributação Monofásica

PARECER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA RELATÓRIO

EDUARDO BRAGA Governador do Estado

PARECER Nº, DE RELATOR: Senador ARMANDO MONTEIRO I. RELATÓRIO

LEI Nº 2.011, DE 18 DE DEZEMBRO DE Publicado no Diário Oficial nº 2.801

CONTRATO PADRÃO DE ADESÃO DO CARTÃO SICREDICARD VISA ELECTRON

Fundamentos legais citados e bases da Solução de Divergência nº 1, de 02 de janeiro de 2009, da Secretaria da Receita Federal

CONTRATO 004/2013. CLÁUSULA PRIMEIRA Objeto. O presente Contrato tem por objeto o item a baixo:

REDAÇÃO FINAL PROJETO DE LEI Nº C DE 2011

CONSELHO REGIONAL DE TÉCNICOS EM RADIOLOGIA 9ª REGIÃO Serviço Público Federal

Plano de Contas Referencial da Secretaria da Receita Federal 1 de 32

Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social

Orientações sobre Micro Empreendedor Individual

Loddi & Ramires ADVOGADOS

Relatório Trabalhista

Prof Ms Keilla Lopes Mestre em Administração pela UFBA Especialista em Gestão Empresarial pela UEFS Graduada em Administração pela UEFS

JANEIRO 2016 PROVIDÊNCIAS PARA O MÊS OBRIGAÇÕES DE ROTINA

Microempreendedor Individual Aspectos Tributários

Guia Rápido ECF e ECD - SPED Contábil 2016

SEGURIDADE SOCIAL DIREITO PREVIDENCIÁRIO SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL SEGURIDADE SOCIAL PREVIDÊNCIA SOCIAL. Prof. Eduardo Tanaka CONCEITUAÇÃO

NT_036/2010_FINANÇAS Brasília/DF, 30 de julho de NOTA TÉCNICA

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

LEI COMPLEMENTAR Nº 530. O GOVERNADOR DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Faço saber que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte

Prof. Alexandre Lugon LEI FATO GERADOR DEVER JURÍDICO = PRESTAÇÃO TRIBUTO SANÇÃO DO ATO ILÍCITO

Transcrição:

EIRELI ASPECTOS TRIBUTÁRIOS André Henrique Lemos - Bacharel em Direito pela UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí. - Advogado militante em Direito empresarial. - Pós-graduado em administração tributária empresarial pela Fundação ESAG, Florianópolis, SC. - Pós-graduado em Direito Processual Civil pela UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí. - Membro da Câmara de Assuntos Tributários e Legislativos da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina FIESC/SC. - Conselheiro suplente do Tribunal Administrativo Tributário de Santa Catarina TAT/SC, representando a FIESC. Blumenau/SC Rua XV de Novembro, 1.480 Centro Empresarial Dudalina 9º andar Centro CEP 89010-918 Fone 47 3321 0000 Fax 47 3321 0040 Florianópolis/SC Av. Rio Branco, 380 Centro Executivo Barra Sul Sala 208 Centro CEP 88015-200 Fone 48 3025 1819 Fax 48 3025 1011 www.hsa.com.br OAB/SC 544/2000

ASPECTOS TRIBUTÁRIOS Polêmicas e incertezas capital social mínimo a integralizar; impossibilidade de se constituir por meio de um sócio pessoa jurídica versus o princípio constitucional da livre iniciativa. SIMPLES R$ 3,6 milhões + R$ 3,6 com exportação Lucro Presumido Lucro Real REGIMES TRIBUTÁRIOS ISS - recolhimento pelo regime fixo. Embora as EIRELIs possam ser constituídas por um único sócio e de poderem ter como objeto social a prestação de serviços intelectuais e de natureza científica, a constituição das EIRELIs se dá por um regime societário de sociedade limitada, e por tal razão, de acordo com os entendimentos dos Municípios, perderiam a possibilidade de tributar o ISS pelo regime fixo, posto que enquadradas como sociedades empresárias.

REGRA GERAL: ISS - alíquota variável, multiplicada pela receita bruta mensal. EXCEÇÃO: ISS fixo. Previsão: parágrafos 1º e 3º do artigo 9º do Decreto-Lei nº 406/68, quando determinados serviços forem prestados sob a forma de trabalho pessoal e de responsabilidade própria do contribuinte, por exemplo, nos casos de profissionais liberais com profissões regulamentadas (contadores, advogados, médicos, engenheiros, arquitetos, etc). CONFUSÃO DOS MUNICÍPIOS E JULGAMENTOS JUDICIAIS, INCLUSIVE DO STJ: Confundem a responsabilidade pessoal e técnica dos serviços prestados pelos sócios -- para fins de se recolher o ISS-fixo -, com a responsabilidade social, a qual se refere às obrigações que os sócios assumem em decorrência da própria gestão da sociedade, sobretudo, de ordem financeira e trabalhista. O Código Civil (CC) distinguiu a atividade empresarial da atividade civil, politicamente, pela importância econômica. Por exemplo, as atividades científicas, literárias e artísticas são consideradas como não empresariais ou civis comuns (art. 966, parágrafo único do CC).

O entendimento deveria ser repensado, tomando como base o seguinte: Toda a sociedade traz consigo o caráter de empresa, exceto àquelas atividades do art. 966 do CC, portanto, não é o fato de ser empresária e estando no regime de responsabilidade limitada (quanto à sua forma) que a revela como empresarial, mas sim pelo conteúdo de seu objeto social, ou seja, quanto à sua finalidade! E mais, não há na legislação a expressão caráter empresarial ou algo do gênero, para qualificar a sociedade, e por conseguinte, conferindo-lhe o direito à tributação do ISS fixo. Esta expressão foi construída pelos entendimentos do Poder Judiciário, fazendo com que, praticamente, todas as sociedades não tenham o direito à tributação pelo ISS fixo. Não há qualquer razão para impedir a tributação pelo ISS fixo, tendo-se como base o fato de a sociedade se constituir sob a forma limitada. Tanto é que o art. 997, VIII do CC, permite que as sociedades simples prestadoras de serviços intelectuais -, optem pela responsabilidade limitada ou não. Desta forma, EIRELIs que se constituem nas hipóteses do DL 406/68, vindo o sócio a exercer o seu trabalho de maneira pessoal e sob sua responsabilidade, deverá tributar o ISS, pela modalidade fixa!

PLANEJAMENTOS TRIBUTÁRIOS Planejamento Tributário (elisão fiscal portanto, não é evasão fiscal): fundamentase no estudo e escolha da forma contratual/societária que a sociedade visa se constituir, implicando num regime tributário mais adequado, utilizando-se mecanismos jurídicocontábeis que resultem numa lícita redução total ou parcial da carga tributária. Alguns casos: 01) 5º do art. 980-A, do CC = EIRELI para a prestação de serviços de qualquer natureza, cuja remuneração decorra da cessão de direitos patrimoniais de autor ou de imagem, nome, marca ou voz de que seja detentor o titular da pessoa jurídica, vinculados à atividade profissional. Assim, tais pessoas poderão se beneficiar da redução da carga tributária, fugindo do IRPF e caindo na tributação federal do IRPJ, CSLL, PIS e COFINS.

Como eram feitos os planejamentos tributários * Contribuições Previdenciárias e o prestador de serviços por meio de PJ; * IRPJ pelo Lucro Presumido x IRPF; * A RFB desconsiderava a PJ por atividade da PF. CASOS CONCRETOS: I) Treinador de futebol e a contratação por meio de PJ - L. F. Promoções, Serviços e Representações Ltda. e a Sociedade Esportiva Palmeiras celebraram Contrato de prestação de serviços tendo como objeto a prestação de serviços de treinamento da equipe profissional de futebol e supervisão de todas as equipes amadoras (cláusula primeira), obrigatoriamente, pelo seu sócio Luiz Felipe Scolari (cláusula segunda) ; - A RFB entendeu que os serviços foram realizados de forma individual e personalíssima pelo que a remuneração contratual foi considerada rendimentos tributáveis na pessoa física do sócio, omitidos na Declaração de Ajuste Anual.

IMPOSTO DE RENDA DAS PESSOAS FÍSICAS - São rendimentos da pessoa física para fins de tributação do Imposto de Renda aqueles provenientes do trabalho assalariado, as remunerações por trabalho prestado no exercício de empregos, cargos, funções e quaisquer proventos ou vantagens percebidos tais como salários, ordenados, vantagens, gratificações, honorários, entre outras denominações. ( ) SIMULAÇÃO - Não se caracteriza simulação para fins tributários quando ficar incomprovada a acusação de conluio entre empregador, sociedade esportiva, e o empregado, técnico de futebol profissional, por meio de empresa já constituída com o fim de prestar serviços de treinamento de equipe profissional futebol. MULTA QUALIFICADA DE OFÍCIO - Para que a multa de ofício qualificada no percentual de 150% possa ser aplicada é necessário que haja descrição e inconteste comprovação da ação ou omissão dolosa, na qual fique evidente o intuito de sonegação, fraude ou conluio, capitulado na forma dos artigos 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502/64, respectivamente. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS - Devem ser aproveitados na apuração de crédito tributário os valores arrecadados sob o código de tributos exigidos da pessoa jurídica cuja receita foi desclassificada e convertida em rendimentos da pessoa física, base de cálculo de lançamento de ofício. Recurso provido parcialmente. (Primeiro Conselho de Contribuintes. 6ª Câmara. Turma Ordinária. Acórdão nº 10614244 do Processo 1020.00382312003-26. Data 20/10/2004).

PONTOS A SEREM DESTACADOS - Relação de emprego (art. 3o. CLT); - Serviços personalíssimos (prestados em nome próprio e não da sociedade); - Não há desconsideração da PJ porque isto [a contratação por meio de PJ] não lhe garante uma tributação privilegiada mediante a conversão dos rendimentos auferidos pelo seu sócio por serviços prestados individualmente em receitas da pessoa jurídica. (Relator Caso Felipão); - com vistas à constituição de sociedade civil há que seus sócios possuírem profissões regulamentadas e nestas exercerem atividades por conta e em nome da sociedade civil. Em assim sendo, a tributação segue as regras aplicadas às pessoas jurídicas. (Relator Caso Felipão); - Afastou a multa agravada de 150% por entender não ter havido simulação, fraude ou conluio; - Voto vencido (Wilfrido Marques): não há simulação. Atividade empresarial típica.

II) JOGADOR DE FUTEBOL CESSÃO DO DIREITO AO USO DA IMAGEM - CONTRATO DE TRABALHO DE NATUREZA PERSONALÍSSIMA - IMPOSSIBILIDADE DE SEREM PROCEDIDAS POR OUTRA PESSOA, JURÍDICA OU FÍSICA - PRESTAÇÃO INDIVIDUAL DE SERVIÇOS - JOGADOR DE FUTEBOL - SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA - São tributáveis os rendimentos do trabalho ou de prestação individual de serviços, com ou sem vínculo empregatício, independendo a tributação da denominação dos rendimentos, da condição jurídica da fonte e da forma de percepção das rendas, bastando, para a incidência do imposto, o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes. Desta forma, o jogador de futebol, cujos serviços são prestados de forma pessoal, terá seus rendimentos tributados na pessoa física incluídos aí os rendimentos originados no direito de arena/cessão do direito ao uso da imagem, sendo irrelevante a existência de registro de pessoa jurídica para tratar dos seus interesses. (1o CC. 4ª Câmara. Turma Ordinária. Acórdão nº 10421954 do Processo 10825001450200592, 18/10/2006). PONTOS A SEREM DESTACADOS - Direitos de imagem são personalíssimos; - A empresa era intermediadora dos repasses às pessoas físicas; - Simulação: Cabe à Fazenda Pública desconsiderar os efeitos dos atos viciados, para fins fiscais.

02) SIMPLES NACIONAL, a RFB já enquadrou a EIRELI ao lado das sociedades empresária e simples. 03) A EIRELI poderá ser administrada pelo titular e/ou por não titular, desde que pessoa física. Se estrangeiro, o administrador deverá ter visto permanente e sem impedimento para o exercício da administração. ESTATÍSTICA DA JUNTA COMERCIAL DE SÃO PAULO Primeiro mês de criação da EIRELI: Foram protocolados 941 pedidos de criação Novas constituições: 698 Transformação: 243

EIRELI MEI - MEI Microempreendedor individual - pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário - Faturamento anual de até R$ 60.000,00 - Não participa de outra empresa como sócio ou titular - Pode ter até um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria - Será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, COFINS, IPI e CSLL). - Pagará apenas o valor fixo mensal de R$ 32,10 (comércio ou indústria) ou R$ 36,10 (prestação de serviços), que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS. Essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo. - Empreendedor Individual tem acesso a benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria.

CONCLUSÕES - O caráter personalíssimo deixa de ser relevante; - Aplica-se o art. 50, CC: Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. ; - Permanece o entendimento em relação à simulação ou ocultação de relação de emprego, caso em que os rendimentos serão tomados como de PF; - Pode aderir ao Simples Nacional, atendidas as demais condições do Regime (LC 123/2006, Resolução CGSN nº 94, que entra em vigor em 1/1/2012).

OBRIGADO! André Henrique Lemos andre@hsa.adv.br Blumenau/SC Rua XV de Novembro, 1.480 Centro Empresarial Dudalina 9º andar Centro CEP 89010-918 Fone 47 3321 0000 Fax 47 3321 0040 Florianópolis/SC Av. Rio Branco, 380 Centro Executivo Barra Sul Sala 208 Centro CEP 88015-200 Fone 48 3025 1819 Fax 48 3025 1011 www.hsa.com.br OAB/SC 544/2000