Roteiro de Aula Prática 3º ano Prática 28 Predação e Resposta funcional Pergunta: Qual a importância das relações ecológicas? São as formas de interação entre os diferentes organismos de um ecossistema. Essas relações se diferenciam pelos tipos de dependência que os organismos mantêm entre si. Objetivos: Simular situações de predação e interpretar a eficiência do predador de acordo com a variação de recursos, estratégias das presas contra predação e experiência do predador. I) Introdução As relações ecológicas se manifestam em diferentes populações de um ecossistema, e podem ocorrer entre indivíduos de uma mesma espécie, relação intra-específica, ou não, relação interespecífica. Essas relações ainda podem ser harmônicas se ambos os indivíduos obtiverem ganhos com a relação, ou desarmônicas se apenas um dos indivíduos é beneficiado. Predatismo ou predação é uma relação desarmônica em que um animal captura e mata um indivíduo de outra espécie, para alimentar-se. Todos os carnívoros são animais predadores, como leões, lobos e onças. Mas o predador também pode atacar e devorar plantas, como acontece com o gafanhoto, que, em bandos, devoram rapidamente toda uma plantação. Tanto animais quanto plantas podem ser predadores, mas no caso desses últimos costuma-se dar o nome de herbivorismo. Do ponto de vista individual, as espécies predadoras beneficiam-se, enquanto as presas são prejudicadas. Do ponto de vista ecológico, porém, o predatismo é um mecanismo que regula a densidade populacional, tanto para presas como para predadores, de modo a estabelecer equilíbrio entre os indivíduos dessa relação. A estreita correlação observada entre as flutuações no tamanho das populações de predadores e presas é da maior importância para a sobrevivência de ambas. As duas populações geralmente não se extinguem e nem entram em superpopulação, permanecendo em equilíbrio no ecossistema. Um exemplo clássico da relação predador-presa no controle populacional tanto do predador quanto da presa é dado pelas lebres e pelos linces que vivem nas regiões frias do Canadá. A Companhia da Baía de Hudson acompanhou de 1845 a 1935 a quantidade de peles de animais que eram caçados. À medida que aumenta o número de lebres, aumenta o número de linces, que passaram a ter mais alimento. O aumento do número de linces reduz a quantidade de lebres, pois elas são predadas. Quando a população de lebres diminui, a população de linces também diminui, pois há menos alimentos. Havendo menos linces, menor número de lebres é predado e essa população aumenta, recomeçando o ciclo. Figura 1: Relação Predador-presa
II) Materiais Prática 1: computador, caixa de som, música As Relações Ecológicas (letra: Paulo Alexandre / música: Julinho Carvalho). Prática 2: computador e apresentação audiovisual. Prática 3: vídeos curtos da internet. Prática 4: sacos plásticos pequenos, canudos verdes, amarelos e rosas cortados em pedaços de cerca de 3 cm e barbante. III) Procedimento Prática 1: As Relações Ecológicas 1- Escutar a música e completar as lacunas. 2- Discutir as diferentes relações ecológicas citadas na música. As Relações Ecológicas As relações podem ser pra ganhar ou então pra perder. Existindo ou não harmonia, isso é o que devemos saber. Oh ieie oh iaia, oh ieie oh iaia Ela terá harmonia se não houver prejuízo e se alguma das partes tiver algum benefício. Colônia tem indivíduos, podem ter corpos ligados, são bactérias, corais ou alguns protozoários. Sociedade é marcante, os corpos são separados, organizados em funções como as abelhas já são. O crocodilo e o palito na protocooperação, ajuda não-obrigatória, faltando não morrerão. Porém no mutualismo a união é vital, algas e fungos são liquens, protozoário e cupim. Comensalismo um ganha, outro não tá nem aí. O leão deixa pra hiena e ela morre de rir.
Inquilinismo em orquídeas que apoiadas crescerão, peixe entrou no holotúria que serviu de proteção. Finalizando harmonia, cabra preste bem atenção, se você não se ligar, é bom por recuperação. As relações... Mas se houver prejuízo, desarmonia já é. Um ganha e o outro se ferra e assim não vai dar pé. Competição é danada, o recurso faltará, disputa é sempre acirrada e o mais forte vencerá. No amensalismo produtos, fatores inibirão que a espécie amensal cresça, antibiose serão. O predatismo apresenta a presa e o predador, o veadinho deu mole e o leão abocanhou. Canibalismo aparece dentro da mesma espécie, matou e teve motivo, em peixes isso acontece. Parasitismo famoso, vivendo às custas alheia, é o parasita na boa e o hospedeiro esperneia. Pra acabar! Pra acabar com a desarmonia, cabra preste bem atenção, se você não se ligar você vai ficar no... no prejuízo. As relações... Ô cabra, você viu que nós falamos primeiro das relações harmônicas e depois desarmônicas. Não vai misturar as coisas não. Letra: Paulo Alexandre / Música: Julinho Carvalho Prática 2: Adaptações para se defenderem do predatismo 1- Assistir a apresentação audiovisual. Prática 3: Apresentações audiovisuais 1- Utilizando um computador conectado à internet assistir aos vídeos, disponíveis no Youtube: Predação entre insetos (percevejo e uma lagarta - pode ser a desfolhadora do eucalipto organismos utilizados para controle biológico), Predação de girinos por girinos do sapo martelo e Predadores presas. Prática 4: Presa x Predador Prática 1: Predação de canudinhos 1- Os alunos vão se organizar em grupos de 3 ou 4 estudantes, e esses grupos vão receber várias tarefas. 2- Para cada tarefa a ser desempenhada pelas equipes, delimitar, com o barbante, um quadrado de 1x1m no gramado, dentro do qual as presas (canudos) serão dispostas aleatoriamente. 3- As simulações descritas a seguir têm sempre a duração de um minuto. Dessa forma, um dos membros da equipe espalha as presas de maneira aleatória e conta o tempo, outro faz a prática enquanto o terceiro e o quarto fiscalizam se as regras estão sendo cumpridas e anotam os resultados.
4- Tarefa nº1: Um de vocês será uma ave insetívora. As presas são pedaços de canudinhos coloridos. Vocês vão simular a resposta funcional dessa ave à medida que aumenta o tempo de experiência do com uma só cor de canudinho (verde), e depois mais cinco simulações de 1 minuto com duas cores (verde e rosa), sempre colocando 30 canudos no quadrado (quando forem duas cores, serão 15 canudos de cada cor). O que ocorreu com a eficiência do predador à medida que sua experiência aumentou? E à medida que aumentou a disponibilidade de recursos? Comparem a eficiência de captura para as duas espécies de presa. 5- Tarefa nº2: Outro participante será a ave insetívora. Avaliem a variação na preferência alimentar e amplitude da dieta, à medida que aumenta a disponibilidade de presas, sem alteração na proporção de cada espécie, nem no número de espécies. Vocês vão usar várias cores de canudinhos ( espécies ), colocando a cada experimento 1, 2, 4, 8, 16 e 32 canudinhos de cada cor. Existe preferência por alguma espécie conforme a disponibilidade de presas? E a amplitude da dieta muda com a disponibilidade de presas? 6- Tarefa nº3: Outro participante será a ave insetívora. Avaliem a variação na preferência alimentar e amplitude da dieta, à medida que aumenta a disponibilidade de canudinhos rosa, sempre mantendo 10 canudinhos de cada uma das outras cores. Comecem com 10 canudinhos rosa e aumentem cinco canudinhos a cada rodada. Existe preferência por alguma espécie conforme a disponibilidade de presas? E a amplitude da dieta muda com a disponibilidade de presas? 7- Tarefa nº4: Três de vocês serão predadores competindo pelos mesmos recursos. Coloquem 80 canudinhos de cada uma das três cores no quadrado, os quais serão predados ao mesmo tempo. Façam períodos de 1 minuto de predação, contem o que cada um comeu, e repitam o procedimento pelo menos cinco vezes, sem reposição dos canudinhos predados. Quais as cores preferidas por cada predador? Quais estratégias utilizadas para capturar alimento? 8- Comparem os dados que vocês obtiveram com os de seus colegas e discutam as diferenças e semelhanças encontradas. IV) Para pensar 1- Fazer as discussões durante a prática, respondendo às perguntas e chegando às conclusões de cada situação. V) Referências -AMABIS & MARTHO. Conceitos de Biologia, vol. 3. Editora Moderna, São Paulo, 2003. -Aprendendo e Criando, disponível em: http://aprendocriando.blogspot.com/2009/05/as-relacoes-ecologicas.html. Acessado em: agosto de 2010.
-LOPES S. Biologia: volume único. Editora Saraiva,1ª ed. São Paulo, 2005 -Relações ecológicas, disponível em: www.brasilescola.com/biologia/relacoes-ecologicas.htm. Acessado em: agosto de 2010. -SCHOEREDER J.H.; RIBAS C.R.; CAMPOS R.B.F.; SPERBER C.F. Práticas em Ecologia: incentivando a aprendizagem ativa. Manuscrito.