Boa Pro va! INSTRUÇÕES



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Transcrição:

INSTRUÇÕES A du ra ção da pro va é de 2 ho ras. Escreva um texto argumentativo. Cer ti fi que-se de ha ver es co lhi do um dos te mas pro pos tos e dê um tí tu lo a seu tex to. Use as informações disponíveis na prova da forma que considerar mais adequada a seus propósitos, mas evi te a sim ples có pia e a pa rá fra se. Desenvolva o texto no limite de 30 a 35 li nhas, em le tra de ta ma nho regular. Utilize a norma culta da língua portuguesa. Pas se a lim po seu tex to, na fo lha do tex to de fi ni ti vo, a ca ne ta, em le tra le gí vel e sem ra su ras. Não será for ne ci da ou tra fo lha para pas sar o tex to a lim po. Ao ter mi nar, le van te o bra ço e aguar de para en tre gar sua re da ção. Ao si nal para o tér mi no da pro va, o Fiscal de Sala re co lhe a re da ção dos can di da tos que, por ven tu ra, ain - da se en con tra rem na sala. Este ca der no você pode le var con si go. A seguir, são sugeridos dois temas para o desenvolvimento de sua redação. Selecione um deles e re - dija um texto argumentativo em que você expresse, com clareza e consistência, sua posição em relação ao problema proposto. Boa Pro va!

2 UNISINOS REDAÇÃO PROPOSTA 1 Dis po ní vel em http://www.de fo ra pa ra den tro.com.br/2012/03/cri ti cas vo ce-sabe-li dar-com-ela.html. Aces so em 17 abr. 2012. To dos nós, cer ta men te, já fo mos alvo de crí ti ca em al gum mo men to de nos sa vida. Às ve zes, as crí ti - cas são dirigidas a nosso comportamento na vida pessoal; outras vezes, referem-se a nossa atuação na esfera profissional. Com base nes sas con si de ra ções, re di ja um tex to ar gu men ta ti vo em que você res pon da à se - guin te ques tão: Em sua opi nião, a crí ti ca pode ser cons tru ti va, con tri bu in do para nos tor nar me lho res como pes so as ou como pro fis si o na is? Fun da men te sua tese em ar gu men tos con sis ten tes.

UNISINOS REDAÇÃO 3 Tex tos de apo io para a pro pos ta 1 Tex to 1 É mu i to fá cil cri ti car Marcial Salaverry É muito fácil apontar erros alheios, dizer o que acha es tar cer to ou er ra do, mas, com cer te za, uma das co i sas mais com pli ca das que exis tem é sa ber como fazer crí ti cas, que nem sem pre são bem ace i - tas e que nem sem pre são ade qua das ou bem fe i - tas. Tam bém é pre ci so sa ber lê-las. Não se pode ace i tar tudo aqui lo que se lê, pois uma crí ti ca sem - pre representará uma opinião pessoal. Há que se no tar que gos to é algo mu i to sub je ti - vo, dependendo da maneira com que se encara a vida. Assim, algo que al guém con si de ra er ra do e de - saprova, outro alguém poderá achar uma maravilha, ra zão pela qual toda e qual quer crí ti ca de ve rá ser su je i ta ao cri vo pes so al de cada um, as sim como quem lê de ve rá sem pre pro cu rar fa zer uma mé dia com seu pró prio jul ga men to, pois ninguém é dono absoluto da verdade. Devemos tomar cuidado, seja para fazer, seja para re ce ber, seja ape nas para ler al gu ma crí ti ca, sempre tendo presente que existem diversos tipos de crítica. Vamos, portanto, analisar o que está sendo criticado. As críticas construtivas são feitas com o sentido de apontar e corrigir alguns defeitos. Ao lermos ou examinarmos algum trabalho e encontrarmos alguns er ros, po de re mos apon tá-los para o au tor, e, com sua correção, ele estará aprimorando seu trabalho. Essas críticas devem sempre ser feitas no sen ti do de aju dar, e não de des tru ir, e, de pre fe - rên cia, di re ta men te para quem a deve ou vir se quiser ouvir. Já as críticas destrutivas visam unicamente a di zer que a pes soa não en ten de nada da qui lo que está fa zen do e que seu tra ba lho é de pés si ma qua - lidade. Muitas vezes, alguém coloca seus sonhos em algo que faz, e uma crí ti ca mu i to in ci si va pode des tru ir es ses so nhos, fa zen do com que seja abor - dada uma carreira possivelmente promissora... É pre ciso sa ber fa zer a mé dia en tre as opi niões favoráveis e as desfavoráveis, entre os aplausos e as va i as, sem nos de i xar em ba lar ape nas por quem nos aprecia nem nos desencorajar pelas opiniões contrárias. Saibamos aceitar ambas as críticas e, cien tes de que tam bém nós não so mos de ten to res da verdade absoluta, saber que talvez tenhamos mesmo os defeitos apontados. Assim, poderemos corrigi-los, sempre procurando melhorar. Tex to dis po ní vel em http://www.pro sa e po e sia.com.br/mos tra.asp? cod=6129. Aces so em 17 abr. 2012. Adap ta ção. Tex to 2 Crí ti cas: você sabe li dar com elas? Janaína Barroso Temos de re la ci o nar a crí ti ca a nos sa ati tu de, não a nós, pois, quan do as pes so as te cem uma crí - ti ca em re la ção a nós, ge ral men te ela se re fe re a uma ati tu de que to ma mos não con si de ra da cor re ta. Infe liz men te, nem sem pre as pes so as sa bem ex - pres sar isso de ma ne i ra ade qua da e aca bam cri ti - can do a pes soa, e não sua ati tu de. É im portan te fil trar os co men tá ri os que es - cu ta mos. Crí ti cas sem em ba sa men to ou ar gu - men to de vem ser des car ta das e nun ca su per va - lo ri za das. De ve mos ou vir ape nas o que pode nos ser útil, e não o que pode nos tra zer sen ti - men tos ne ga ti vos.

4 UNISINOS REDAÇÃO Quando alguém tenta, friamente, destruir-nos com comentários que nos deixam tristes e magoa - dos, devemos transformar a tristeza em energia, de modo que aquele comentário possa fazer-nos querer ser ainda melhores. Enfim, sem pre que ou vir mos uma crí ti ca, não de ve mos levá-la para o lado pes so al e car re gar o comentário como se fosse uma tatuagem que nunca sa i rá de nós. A ques tão é mu dar para me lhor, evo - lu ir e não de i xar que es ses em pe ci lhos da vida nos deixem estagnados, impedindo-nos de concretizar nossos sonhos. Dis po ní vel em http://www.de fo ra pa ra den tro.com.br/2012/03/cri ti - cas vo ce-sabe-li dar-com-ela.html. Pu bli ca do em 26 mar. 2012. Aces so em 17 abr. 2012. Adaptação. Tex to 3 A ilu são dos fe ed backs e crí ti cas cons tru ti vas O ame ri ca no Tony Schwartz, au tor do li vro Be Excel lent in Anything, repudia o termo construtivo para designar críticas dirigidas a funcionários e afirma que a prá ti ca re pre sen ta nada mais que uma for - ma ve la da e se gu ra de se dar feedbacks negativos, seja por par te da ge rên cia, seja por par te de lí de res. Muitos outros especialistas em RH consideram ou até re co men dam o uso de crí ti cas, vi san do a me - lhorar o desempenho do profissional, como a con - sul to ra Jane Sou za, do Gru po Soma, que de fen de a ca u te la em fazê-las: Agir com ca u te la pode fa zer com que o líder perca ou ganhe o profissional. Para Schwartz, é me lhor nem se quer as su mir tal risco: A crítica implica julgamento, e todos nós desprezamos sermos julgados, e mesmo a mais bem intencionada das críticas irá, em maior ou me - nor grau, le var-nos a sen tir nos sos pró pri os va lo res em risco e sob ataque, complementa. A crítica construtiva, segundo o especialista, ainda pressupõe uma postura hermética de certa forma. Assumimos que estamos certos a respeito de tudo, e isso é o que estamos inclinados a dizer. Mas, en tão, qual se ria a abor da gem cor re ta? Schwartz afir ma que o erro na prá ti ca da crí ti ca construtiva ou mesmo de feedbacks está no flu xo de in for ma ções. Em am bos os ca sos, o pro ces so se dá em for ma de re la tó rio: o che fe co mu ni ca o que está errado, avalia e solicita mudanças. Faz mais sen ti do en tão o feedback com o es pí - rito de exploração, e não de declaração, o diálogo mais do que o mo nó lo go e a cu ri o si da de mais do que a cer te za. O especialista recomenda a busca das cau - sas, e não o ata que às con se quên ci as, o que, se - gun do ele, é o que ocor re no caso das crí ti cas. Isso por que a pes soa cri ti ca da tem o im pul so de defender seus próprios valores, mesmo perante um erro e, quan to mais o faz, me nor aca ba sen do sua ca pa ci da de de ab sor ver o que quer que lhe esteja sendo comunicado. Para Bernardo Leite, sócio da RH Estratégia e au tor do li vro Dicas de Feedback, nada é uma via de mão úni ca, pois, quan do re a li za um feedback, o pró prio che fe tam bém está sen do ava li a - do. A fre quên cia dos feedbacks concedidos pode ser a pon de ra ção da re la ção, uma vez que a dis - cordância do funcionário tende a ser mais agressi - va quan do a ques tão tor na-se uma sur pre sa e não uma prática diária ou costumeira. O especialista sustenta que a reflexão para o fun ci o ná rio é vá li da em ca sos em que ele te nha a cons ciên cia de ou vir, che car a per cep ção de seus superiores e só então pedir exemplos e argumentos que possam esclarecer a situação. Deve-se, pois, procurar entender as expecta - ti vas da che fia e lem brar que o mo men to da crí ti ca pode ser tam bém uma si tu a ção para ga nhar de - senvolvimento e aproximação nas relações. Tex to dis po ní vel em http://www.hsm.com.br/edi to ri as/rh/ilu - sao-dos-fe ed backs-e-cri ti cas-cons tru ti vas. Pu bli ca do em 16 jan. 2012. Aces so em 17 abr. 2012. Adap ta ção.

UNISINOS REDAÇÃO 5 PROPOSTA 2 Dis po ní vel em http://www.tan to.com.br/vir gi li o a fer nan des.htm. Aces so em 12 abr. 2012. Hoje, com a Inter net e outras no vas tec no lo gi as, es ta mos cer ca dos de in for ma ções. Isso pode ser po si - tivo, pois estabelecemos contato com múltiplos conhecimentos, realidades, perspectivas. Mas há também o risco de não sabermos separar as informações importantes daquilo que é banal ou redundante e, além dis - so, de não com pre en der mos profundamente aquilo que nos é informado. Com base nes sas con si de ra ções, re di ja um tex to ar gu men ta ti vo em que você res pon da à se - guin te ques tão: Em sua opi nião, essa mul ti pli ci da de de in for ma ções em que o ho mem do sé cu lo XXI está mer - gu lha do traz con se quên ci as po si ti vas ou ne ga ti vas para seu conhecimento? Fun da men te sua tese em ar gu men tos con sis ten tes.

6 UNISINOS REDAÇÃO Tex tos de apo io para a pro pos ta 2 Tex to 1 Ler no meio do caos José Manuel Moran* Num mundo tão complexo, é necessário apren der a ler de mu i tas for mas, de pers pec ti vas di fe ren tes, para po der en ten der o que se pas sa sob a superfície movediça dos múltiplos e incessantes acontecimentos. É fascinante encontrar sentido no aparente caos, cap tar a di nâ mi ca dos mo vi men tos, o que é per ma nen te por trás da mu ta ção. Este é um dos desafios de hoje: conseguir acompanhar as múltiplas interfaces da informação e mergulhar nas suas entrelinhas, nas profundezas dos significados ocultos e escorregadios. Ler de pen de, além do do mí nio téc ni co, de ter uma atitude curiosa diante da vida, do mundo, das pessoas. A curiosidade nos motiva a ler, a conhe - cer, a pes qui sar. Ler é um pra zer quan do que re mos saber mais, investigar mais, descobrir ângulos diferentes, indo além do óbvio. Quanto mais informação disponível, mais com - ple xo se tor na o ato de ler. Pri me i ro, por que pre ci sa - mos escolher o tempo todo, eliminando a maior parte do que se apre sen ta à nos sa fren te. Sem pre es ta - remos acometidos pela dúvida da validade das es - co lhas fe i tas: Por que não ler ou tros tex tos, ou tras páginas? Quantas informações relevantes estamos excluindo quando teclamos novos clics? Após essa triagem constante, continua a dúvi - da: o que ler ra pi da men te, só para um acom pa nha - men to rá pi do, e o que ler com cal ma, com tem po, com cu i da do? Em ge ral, pela pre mên cia do tem po, o que consideramos importante salvamos, para lê-lo de po is com mais aten ção. E quan do con se gui - mos retomar de verdade a leitura do que salvamos, se há tan tos no vos es tí mu los e materiais que se sobrepõem ao que estávamos mapeando? Em ge ral, hoje le mos mu i to mais co i sas, ou vi - mos e vemos muitas histórias diferentes. É um redemoinho informativo incessante. Mas... aprendemos, conhecemos de verdade, compreendemos profundamente o que lemos? O ritmo frenético de atividades, de exigência de res pos tas para tudo, de que bra de aten ção por chamadas, mensagens, vídeos, solicitações múltiplas dificulta sobremaneira a necessária concen - tração para a compreensão profunda. Conhece - mos muitas coisas, mas mais superficialmente. Como tudo está ao al can ce de um clic, pa re ce que é fácil conhecer. É fácil mapear a informação; difícil é conhecer, compreender os seus múltiplos significados. Hoje aprendemos juntos, conectados, através de redes sociais. O intercâmbio é fascinante. Esse flu ir con tí nuo da in for ma ção do Twit ter ou do Fa ce - book é inebriante, porque nos coloca em contato instantâneo com múltiplos mundos, perspectivas, assuntos, pessoas. O perigo está na empolgação da fascinação do ritmo alucinante das mensagens e da fal ta de con cen tra ção e tem po para apro fun dar as que são mais sig ni fi ca ti vas. Boa par te do flu ir in - for ma ti vo é re dun dan te e ba nal; não vale a pena dedicar-lhe tanto tempo. Há muito narcisismo, des - lumbramento, exibicionismo nas redes sociais, junto com contribuições relevantes, que são pérolas pontuais no meio de um deserto de areia movediça. No meio dessa voragem informacional, é importante manter algumas referências básicas, alguns textos e autores fundamentais e voltar a eles com frequência. É importante quebrar o ritmo do caleidoscópio informativo para meditar, pensar, analisar, perceber, decantar, concluir. Sem esses tem pos de que bra de rit mo, cor re mos o ris co de sermos levados pelas sucessivas ondas, sem saber surfá-las. Quanto mais informação, mais difícil e comple - xo se tor na o ato de ler e mais ne ces sá rio se faz aprender a ler de muitas formas, integrando múltiplas lin gua gens e mí di as, de for ma mu i to mais rica e profunda. Tex to dis po ní vel em http://www.eca.usp.br/prof/mo ran/le i tu ras.htm. Ace so em 12 abr. 2012. Adap ta ção. *Espe ci a lis ta em pro je tos de mu dan ça na edu ca ção pre sen ci al e a dis tân cia. Di re tor de Edu ca ção a Dis tân cia da Uni ver si da de Anhanguera-Uniderp

UNISINOS REDAÇÃO 7 Tex to 2 Nada Tan to Assim Kid Abe lha Com po si ção: Le o ni/bru no For tu na to Só te nho tem po pras man che tes no me trô E o que acon te ce na no ve la Alguém me con ta no cor re dor Esco lho os fil mes que eu não vejo no ele va dor Pelas estrelas que eu encontro Na crítica do leitor Eu te nho pres sa E tanta coisa me interessa Mas nada tan to as sim Eu te nho pres sa E tanta coisa me interessa Mas nada tan to as sim Só me con cen tro em apos ti las Coisa tão normal Leio os roteiros de viagem Enquanto rola o comercial Conheço quase o mundo inteiro por cartão postal Eu sei de qua se tudo um pou co e qua se tudo mal Eu te nho pres sa E tanta coisa me interessa Mas nada tan to as sim Eu te nho pres sa E tanta coisa me interessa Dis po ní vel em http://le tras.ter ra.com.br/kid-abe lha/46810/. Aces so em 20 abr. 2012. Tex to 3 Vida ace le ra da e o ex ces so de in for ma ção Dado Sa lem [...] A in ter net e as no vas tec no lo gi as não es tão apenas diminuindo nosso tempo livre, estão também limitando nossa atenção. Um estudo feito pela seguradora britânica Lloyds avaliou que o estresse da vida contemporânea vem provocando a diminuição de nos so tem po mé dio de aten ção. Na úl ti ma dé ca da, o que cha mam de "at ten ti on span" caiu de 12 para me nos de 5 mi nu tos. Esse é o tem po que con se gui mos fo car numa co i sa. O que mais as sus - ta é o motivo do interesse da seguradora: "A falta de aten ção tem sé ri os impactos na realização de tarefas e aumenta o risco de acidentes", afirmam. Fazer muitas coisas ao mesmo tempo produz consequências preocupantes. O excesso de informa ção e a frag men ta ção do tra ba lho nos fa zem perder capacidade cognitiva, dificultando a consoli - da ção e a dis cri mi na ção de informações. Não sa - be mos mais o que é im por tan te e o que não é; bus - ca mos ape nas o que é novo. Ape sar de ter mos uma impressão de eficiência, acabamos não fazen - do nada direito. As constantes interrupções são contraproducentes e limitam nossos potenciais. Quando não há concentração, nossa produção equi va le à de uma pes soa com QI 20% in fe ri or, aponta pesquisa coordenada pelo psicólogo Richard Nisbett, da Universidade de Michigan. Os jo vens são os mais afe ta dos. Há uma ver - dadeira epidemia de déficit de atenção entre eles. Em vá ri os ca sos, o pro ble ma é o ex ces so de es tí - mulo e informação, porém muitos acabam sendo medicados. O avan ço tec no ló gi co não vai pa rar, nem o tur - bi lhão da vida agi ta da. Cabe a cada um apren der a fa zer bom uso das no vas fer ra men tas e en con trar so lu ções para me lho rar a pró pria vida e a dos que estão a sua volta. Tex to dis po ní vel em http://www.psi co no mia.com.br/2012/03/vidaacelerada-e-o-excesso-de.html. Acesso em 12 abr. 2012. Adaptação.

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