TRAFO 145kV - ENERGIZADO SUMÁRIO CONTEÚDO PG. 1. OBJIVO 02 2. ÂMBITO 02 3. CONCEITOS 02 4. NORMAS E LEGISLAÇÃO APLICÁVEIS 02 5. INSTRUÇÕES GERAIS 03 5.1. Local da Realização dos Serviços 03 5.2. Condição de Serviço 03 5.3. Transformadores Envolvidos 03 5.4. Responsabilidade a Cargo da DMED 04 5.5. Responsabilidade a cargo da Contratada 04 5.6. Laudo das Maquinas e equipamentos 04 5.7. Segurança 04 5.8. Meio Ambiente 05 5.9. Analise Físico-quimicas e cromatográfica 05 5.10 Passivado 06 5.11 Processo de Passivação 07 5.12 Substituição do óleo mineral do comutador sob carga 07 6. PROCEDIMENTO 07 6.1. Ensaios, Inspeção e Aprovação. 07 6.2. Aceitação 08 6.3. Garantia 08 7. ALTERAÇÕES 09 8. ANEXOS 09 Elaboração: Richard Martins Bueno/Julio C. Ferreira Data: 29/06/2010. Aprovação: Ronaldo F. Muniz Data:
1. OBJIVO Estabelecer as condições mínimas exigíveis para a passivação de Óleo Mineral Isolante Transformadores de Força e substituição do óleo mineral isolante do tanque do comutador sob cargas destes transformadores, localizados na Subestação de Interligação da DME Distribuição S/A DMED. 2. AMBITO Aplica-se a Diretoria Técnica, Gerência de Distribuição, Supervisão de Suprimentos e Fornecedores interessados no serviço proposto. 3. CONCEITOS 3.1. Siglas: COSD - Centro de Operações de Sistema e Distribuição DMED - DME Distribuição S/A SE - Subestação de Energia 3.2. Terminologia: 3.2.1. Passivação: É a aditivação do óleo mineral isolante utilizando-se de derivado de Tolutriazol (TTA) que tem a função de interromper a ação do enxofre corrosivo sobre o cobre do transformador. 4. NORMAS E LEGISLAÇÃO APLICÁVEIS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES 4.1. NBR 5410 Instalações Elétricas de Baixa Tensão. 4.2. Normas Regulamentadoras aprovadas pela portaria 3214 de 08 de junho de 1978, com ênfase especial nas NRs 6, 7, 9 e 10. 4.3. Lei Federal Nº 6.938/81 Lei da Política Nacional de Meio Ambiente. 4.4. NBR 14483 Determinação de Cor. 4.5. NBR 7148 Determinação de Densidade. 4.6. NBR 6234 Determinação de Tensão Interfacial. 4.7. NBR 10710 - Determinação do Teor de Água. 4.8. NBR 14248 - Determinação do Número de Acidez e de Basicidade. Página 2 de 9
4.9. NBRIEC 60156 - Determinação da Rigidez Dielétrica. 4.10. NBR 12133 - Determinação do Fator de Perdas Dielétricas. 4.11. NBR 8371/05 Determinação de PCB. 4.12. NBR 7070 - Amostragem e análise de Gases no Óleo Mineral Isolante. 4.13. NBR 7274 - Interpretação da Análise dos Gases. 4.14. NBR 10505 Enxofre corrosivo em óleo mineral isolante. 4.15. IEC 60666 Teor de Passivador. 4.16. Normas Regulamentadoras 6, 7, 9 e 10. 4.17. Lei Federal nº 6.938/81 Lei da Política Nacional de Meio Ambiente. Nota: Serão contempladas todas as normas citadas nas relacionadas acima e sempre com a ultima versão de todas e não excluem outras reconhecidas desde que assegurem qualidade igual ou superior que sejam previamente apresentadas e aprovadas pela DMED Em caso de duvidas ou omissão prevalecem: Esta especificação, Normas do DMED. As normas citadas no item 4. As normas propostas pelo fabricante e aprovadas pelo DMED. 5. INSTRUÇÕES GERAIS 5.1. Local da Realização dos Serviços A Manutenção especificada abrange trabalhos na área de concessão da DMED Os Serviços deverão ser realizados nos horários estipulado pela DMED conforme cronograma aprovado pelo COSD para manutenção nos transformadores envolvidos. 5.2. Condição de Serviço 5.2.1. Passivação do óleo do tanque principal: Os transformadores estarão energizados e em plena carga durante a execução deste serviço. 5.2.2. Substituição do óleo mineral isolante do tanque do comutador sob cargas: Os transformadores serão isolados, alternadamente. Página 3 de 9
5.2.3. A quantidade de equipamentos envolvidos no serviço proposto nesta especificação será de acordo com o pedido de compra. 5.3. Características dos trafos 5.3.1. Potencia: 45 MVA 5.3.2. Tensão Primaria: 145kV; 138kV. 5.3.3. Tensão Secundaria: 69kV; 13,8 kv. 5.3.4. Volume tanque de óleo: 24.960 litros 5.4. Responsabilidades a cargo da DMED: 5.4.1. Fornecer a alimentação elétrica necessária (380/220 Vca). 5.4.2. Designar um técnico para acompanhar a execução dos serviços. 5.4.3. Providenciar o desligamento/religamento das proteções físicas dos transformadores (após avaliação conjunta da empresa contratada e o DMED). 5.4.4. Fornecimento de escadas/andaimes (se necessário). 5.4.5. Fornecimento de histórico das análises físico-químicas e cromatográficas dos transformadores envolvidos (se necessário). 5.5. Responsabilidade a cargo da empresa contratada: 5.5.1. Transporte, estada e diária do seu pessoal. 5.5.2. Transporte de todo material necessário para a execução dos serviços. 5.5.3. Elaboração de relatório das análises feitas no óleo, como também do serviço executado em papel timbrado da empresa e com a assinatura do químico responsável. 5.6. Laudo das máquinas e equipamentos: A empresa contratada deverá fornecer o Laudo de Descontaminação de PCB (Método B) das Máquinas, Equipamentos e respectivos acessórios que serão utilizados na execução dos serviços. 5.7. Segurança 5.7.1. A empresa contratada é responsável em fornecer aos seus funcionários todos os EPI s e EPC s necessários para a execução dos serviços. (Esses equipamentos serão estabelecidos após avaliação conjunta da empresa contratada e técnicos do DMED). 5.7.2. A empresa contratada deverá apresentar ao SESMT do DMED cópias dos certificados dos cursos básicos e complementares exigidos pela NR-10, cópia do ASO (Atestado de Saúde Ocupacional) e as fichas de entrega de EPI s de todos os seus funcionários envolvidos nas tarefas. Página 4 de 9
5.7.3. De acordo com o item 10.7.3 da Norma Regulamentadora nº 10, não será permitido serviços na área de risco da subestação realizados individualmente. 5.7.4. Para trabalhos na área de subestação, só serão permitidos funcionários autorizados, de acordo com o item 10.8.4 da NR-10. 5.7.5. Será obrigatória a participação em treinamento ministrado pelo SESMT do DME-D, de todos os funcionários envolvidos nas atividades de recuperação de óleo mineral isolante, com duração aproximada de 1 hora a ser ministrado no local dos trabalhos (complementar). 5.8. Meio Ambiente A empresa contratada deverá tomar as medidas necessárias para contenção de possíveis vazamentos durante a execução dos trabalhos. Caso haja vazamento de óleo durante o processo e conseqüente contaminação da área, conforme Lei Federal nº 6.938/81, o poluidor (Empresa Contratada) é obrigado independentemente de existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros afetados por sua atividade. 5.9. Análises Físico-Químicas e Cromatográficas 5.9.1. Físico-Químicas: Deverão ser executados no mínimo os ensaios contidos na tabela abaixo, sendo aplicadas as normas especificas e conter no relatório os valores de referência e a interpretação dos resultados: Aspecto Visual Ensaios Visual Normas Cor NBR 14483 Densidade a 20/4ºC NBR 7148 Índice de neutralização NBR 14248 Tensão Interfacial a 25º C NBR 6234 Teor de Água NBR 10710 Rigidez dielétrica NBRIEC 60156 Fator de Dissipação a 90º C NBR 12133 Determinação de PCB NBR 8371/05 Enxofre corrosivo (teor de DBDS) NBR 10505 Teor de Passivador IEC 60666 Página 5 de 9
5.9.2. Cromatográficas: Deverão ser executados no mínimo os ensaios contidos na tabela abaixo, sendo aplicadas as normas especificas e conter no relatório os valores de referência e a interpretação dos resultados: Ensaios Normas H2 Hidrogênio O2 Oxigênio N2 Nitrogênio CH4 Metano CO Monóxido de Carbono CO2 Dióxido de Carbono C2H4 Etileno NBR 7070 NBR 7274 C2H6 Etano C2H2 Acetileno Total de Combustíveis Total Geral 5.9.3. Antes da Passivação: A empresa executora do serviço deverá retirar as amostras necessárias, do tanque principal e do comutador sob carga, antes do inicio dos serviços e executar as análises físico-químicas e cromatográficas conforme item 5.9. 5.9.4. Após a Passivação: 5.10. Passivador A empresa executora do serviço deverá retirar as amostras necessárias, do tanque principal e do comutador sob carga, logo após o término dos serviços e executar as análises físico-químicas e cromatográficas conforme item 5.9. 5.10.1. Produto a ser utilizado: O passivador deverá ser o aditivo a base de Tolutriazol, conhecido comercialmente como NYPASS, por ser este o recomendado pelo fabricante do óleo mineral isolante dos transformadores, a empresa NYNAS. 5.10.2. A empresa contratada deverá fornecer os documentos necessários para comprovar a utilização do produto especificado no item 5.10.1. Página 6 de 9
5.11. Processo de Passivação 5.11.1. Deverá ser feito através de maquinários e procedimentos adequados a necessidade de cada um dos transformadores envolvidos. 5.11.2. O tempo de execução do processo de passivação deverá ser adequado para que se atinjam as condições mínimas estipuladas no item 5.11.3. 5.11.3. Tabela com a condição a ser atingida: ENSAIO VALOR NORMA Teor de Passivador 100 (mg/kg) IEC 60666 5.12. Substituição do óleo mineral isolante do comutador sob carga 5.12.1. A substituição deverá ser feita por óleo mineral isolante novo. 5.12.2. O volume de óleo previsto para cada transformador é de 200 L. 5.12.3. A empresa contratada deverá apresentar os laudos das análises físico-químicas e cromatográficas do óleo mineral isolante novo a ser utilizado na substituição conforme item 5.9. 5.12.4. O processo deverá ser feito através de maquinários e procedimentos adequados a necessidade de cada um dos transformadores envolvidos, até que se atinja a condição descrita no item 5.12.5. 5.12.5. Tabela com a condição a ser atingida: ENSAIO VALOR NORMA Teor de DBDS < 10 (mg/kg) IEC 60666 6. PROCEDIMENTOS 6.1. Ensaios, Inspeção e Aprovação. 6.1.1. Os ensaios de inspeção, aceitação do equipamento/serviço, de aprovação de modelo ou de protótipo, serão efetuados com base nas normas específicas da ABNT. 6.1.2. Ensaios de rotina e tipo quando exigido pela DMED devem ser executados no laboratório do fabricante ou laboratório externo devidamente acreditado: 6.1.3. Quando não existir norma aplicável, estes ensaios serão definidos conforme as especificações técnicas fornecidas para compra. Página 7 de 9
6.1.4. Para realização de inspeção será de acordo a norma da DMED 07 05 02 Inspeção de materiais e equipamentos e ao final emitido o CIM Certificado de Inspeção de Materiais caso aprovado. 6.1.5. Serão aceitos para inspeção somente quantidades previstas no respectivo item da Ordem de Compra, prontos para entrega, e que atendam todas as condições especificadas e contratuais. 6.1.6. Se a DMED optar pela não inspeção será emitida uma comunicação liberando a inspeção e a aprovação fica sujeita aprovação nos ensaios fornecidos pelo fabricante do equipamento em questão. 6.2. Aceitação 6.2.1. A aceitação do equipamento e ou serviço pela DMED, seja pela comprovação dos valores, seja por eventual dispensa de inspeção, não eximirá o fornecedor de sua responsabilidade em fornecer o equipamento e ou serviço em plena concordância com o pedido e com esta especificação, nem invalidará ou comprometerá qualquer reclamação que a DMED venha a fazer baseada na exigência de materiais inadequados ou defeituosos. 6.2.2. Por outro lado, a rejeição do equipamento e ou serviço em virtude de falhas constatadas através da inspeção, durante os ensaios ou em virtude da discordância com pedido ou com esta especificação, não eximirá o fornecedor de sua responsabilidade em fornecer o equipamento e ou serviço na data de entrega acordada. Se, na opinião da DMED, a rejeição tornar impraticável a entrega na data acordada ou se tudo indicar que o fornecedor será incapaz de satisfazer os requisitos exigidos, a DMED reserva-se o direito de rescindir todas as suas obrigações e adquirir o equipamento e ou serviço em outra fonte, sendo o fornecedor considerado infrator do pedido, estando sujeito às penalidades aplicáveis ao caso. 6.3. Garantia 6.3.1. O equipamento e ou serviço devera ser garantido pelo fornecedor contra falhas ou defeitos de funcionamento que venham a ocorrer no período mínimo de 24 (vinte e quatro) meses a contar da data da entrega. 6.3.2. A inspeção não exime o fornecedor dos prazos de garantia. 6.3.3. No decurso do prazo de garantia o fornecedor se compromete a reparar todos os defeitos de fabricação e ou serviço que venham a ocorrer e, se necessário, a substituir o equipamento defeituoso, às suas expensas, responsabilizando-se por todos os custos decorrentes, sejam de material, de mão-de-obra ou de transporte. 6.3.4. Se a falha constatada for oriunda de erro de projeto ou de produção, tal que comprometa a unidade adquirida e ou reparada, o fornecedor deverá substituí-la a qualquer tempo, independentemente da ocorrência de defeito e independentemente dos prazos de garantia. Página 8 de 9
7. ALTERAÇÕES Não Aplicável. 8. ANEXOS Não Aplicável. Página 9 de 9