Escola Secundária de Paços de Ferreira 2009/2010 Módulo 21 Comércio Internacional Exportação e Importação Trabalho realizado por: Tânia Leão n.º19 12.ºS
Importação e Exportação A Exportação é a saída de bens, produtos e serviços além das fronteiras do país de origem. Esta operação pode envolver pagamento (cobertura cambial), como venda de produtos, ou não, como nas doações. A exportação apresenta duas formas: directa ou indirecta. A Exportação directa ocorre quando a própria empresa faz a exportação, sem a utilização de intermediários no processo de introdução do produto no mercado-alvo. A Exportação indirecta trata-se de uma alternativa disponível para empresas que desejam iniciar seu processo de internacionalização, porém não possuem experiência suficiente para fazê-lo de forma independente. O Exportador é a entidade que vende produtos oriundos do território nacional para o mercado externo. A Importação é o processo comercial e fiscal que consiste em trazer um bem, que pode ser um produto ou um serviço, do exterior para o país de referência. O procedimento deve ser efectuado via nacionalização do produto ou serviço, que ocorre a partir de procedimentos burocráticos ligados à Receita do país de destino, bem como da alfândega, durante o descarregamento e entrega, que pode se dar por via transporte aéreo, transporte marítimo, transporte rodoviário ou transporte ferroviário. Quando mais de um tipo de transporte é utilizado para entrega, chamamos de transporte multimodal.
A exportação é a saída de bens, produtos e serviços além das fronteiras do país de origem, a importação é o processo comercial e fiscal que consiste em trazer um bem, que pode ser um produto ou um serviço, do exterior para o país de referência. O comércio intracomunitário é a livre circulação de bens, dentro da comunidade europeia, por exemplo Portugal vende produtos á Espanha, a isso não chamamos exportação mas sim comercio intracomunitário porque a Espanha pertence á comunidade europeia. Para sabermos se é exportação/importação ou comércio intracomunitário temos de saber os países todos que pertencem á comunidade Europeia. Novos estatutos europeus das organizações económico-social (OES). O principal objectivo do Tratado que institui a Comunidade Europeia (Tratado CE), bem como dos tratados posteriores a este, consiste em realizar uma integração progressiva dos Estados europeus e estabelecer um mercado comum, baseado nas quatro liberdades de circulação (de bens, pessoas, capitais e serviços) e na aproximação progressiva das políticas económicas. Para esse efeito, os Estados-Membros renunciaram a parte da sua soberania, tendo conferido às instituições comunitárias o poder de adoptar legislação directamente aplicável nos Estados-Membros (regulamentos, directivas, decisões) e com prevalência sobre o direito nacional. Este direito derivado constitui a terceira fonte importante do direito comunitário, a seguir aos tratados (direito primário) e aos acordos internacionais.
O direito derivado inclui os actos jurídicos vinculativos (regulamentos, directivas e decisões) e não vinculativos (resoluções e pareceres) previstos no Tratado CE, assim como toda uma série de outros actos, como é o caso dos regulamentos internos das instituições e dos programas de acção comunitários. Os termos de comércio internacional (incoterns) - Transporte terrestre, marítimo e aéreo Definição As operações comerciais internacionais têm a sua origem num contracto de compra e venda efectuado entre o importador e o exportador, no qual se estipulam as cláusulas pelas quais a respectiva operação comercial se irá regular. Os INCOTERMS (International Commercial Terms) podem ser considerados como um conjunto de regras internacionais de carácter facultativo que a Câmara de Comércio Internacional reuniu e definiu com base nas práticas mais ou menos padronizadas pelos comerciantes. Os INCOTERMS definem basicamente o local no qual o vendedor é responsável pela mercadoria e quais são os gastos a seu cargo e que, assim, estarão incluídos no preço. Funções As funções dos INCOTERMS são essencialmente as seguintes: 1. Definem a transferência dos gastos. O vendedor sabe exactamente qual o momento e o local até aos quais deverá assumir os gastos
respeitantes ao seu contrato de venda e, assim, inclui-los no preço. Este procedimento permite que o comprador possa reconhecer exactamente os gastos que deve acrescentar ao preço de compra para poder comparar com outras ofertas nacionais e internacionais. 2. Definem a transmissão do risco. O comprador sabe exactamente o momento e o local a partir dos quais os riscos, em que as mercadorias incorrem durante o transporte, são por sua conta. Por esta razão, os INCOTERMS definem o momento e o local a partir dos quais a responsabilidade do vendedor acaba e começa a do comprador. Este dado é de extrema importância para assegurar a mercadoria. 3. Definem o local a partir do qual sairá a mercadoria. Os INCOTERMS assinalam o local exacto onde o vendedor deve depositar a mercadoria e, assim, o local onde o comprador a irá levantar. Classificação Grupo E (Saída):EXW Determina um único termo representativo da obrigação mínima por parte do vendedor, através do qual o vendedor coloca a mercadoria à disposição do comprador nos próprios locais do vendedor. Grupo F (Respectivo transporte principal):fca, FAS, FOB O vendedor deve entregar a mercadoria à transportadora designada pelo comprador no local e prazo determinados. Grupo C (Transporte principal pago):cfr, CIF, CPT, CIP
O vendedor deve contratar a transportadora, mas sem assumir o risco de perda ou danos da mercadoria nem qualquer custo adicional proveniente do embarque e expedição. As condições CIF e CIP significam que o vendedor deve contratar o seguro de transporte. Convém salientar que o Grupo C é idêntico ao Grupo F, pelo que o cumprimento do contrato se refere: em ambos os casos o vendedor cumpre o contrato no país de embarque ou expedição para exportação. Como consequência, o Grupo C faz referência a contratos de embarque, igual ao Grupo F, e não a contratos de chegada ao destino exclusivos do Grupo D. Uma vez que é o vendedor que contrata a transportadora e o seguro (CIF e CIP), os riscos de perda ou danos da mercadoria, assim como qualquer gasto adicional posterior ao embarque, são por conta do comprador. Grupo D (Chegada):DAF, DES, DEQ, DDU, DDP O vendedor suporta todos os custos e riscos até entregar a mercadoria no país de destino. A diferença entre os Grupos E, F e C, é que o risco para o vendedor se prolonga até ao momento de entrega no local estabelecido no país de importação. O vendedor não tem obrigação perante o comprador de contratar o seguro de transporte, uma vez que é o próprio vendedor que corre os riscos até ao momento de entrega no local estabelecido. Referência As partes que desejem utilizar os INCOTERMS 2000 devem especificá-lo nos contratos.
Recomendações 1. Inclua sempre a expressão «Incoterms 2000» na continuação do Incoterm. P.ex. CIF Istambul (Incoterms 2000). 2. Utilize apenas os 13 Incoterms em vigor na sua forma de três letras seguido do local ou porto de entrega estabelecido. 3. Forneça instruções precisas à transportadora no que respeita ao Incoterm utilizado; de forma a garantir que o contrato de transporte esteja de acordo com o contrato de compra e venda. 4. Os Incoterms FAS, FOB, CFR, CIF, DES e DEQ devem ser utilizados exclusivamente para o transporte marítimo tradicional (mercadorias levantadas a bordo). Para contentores, multimodal e carga geral, utilize os Incoterms EXW, FCA, CPT, CIP, DAF, DDU e DDP. 5. Os Incoterms do Grupo C (CIF, CFR, CIP e CPT) não são «contratos de chegada» ou de entrega no destino, são «contratos de embarque». A entrega é feita na origem, igual ao Grupo F. 6. Lembre-se que pode ser necessário especificar o seguinte: o Quando terá lugar a entrega e quem deve efectuar o carregamento e o descarregamento. o A cobertura do seguro e o seu alcance geográfico e temporal. o As limitações no que diz respeito ao transporte (contentores refrigerados, proibição de mercadoria coberta...).
o As cláusulas de força maior, exoneratórias ou de extensão temporal, especialmente se for o responsável pelo depósito aduaneiro ou pela entrega num local situado no interior do país. 7. Consulta da publicação Incoterms 2000 da Câmara Internacional de Comércio. Ilustração: contracto de entrega na origem Ilustração: contracto de entrega no destino
Documentação das trocas internacionais Os documentos utilizados são substancialmente diferentes, consoante estejamos face a uma importação/exportação, ou face a uma aquisição/venda. No caso das trocas extracomunitárias de bens (importações e exportações), destacam-se pela sua importância, as licenças, as declarações e os certificados, o documento administrativo único, a factura comercial e o certificado de origem. Relativamente à documentação que deverá acompanhar as aquisições ou vendas intracomunitárias de bens, referem-se a factura comercial, certificados de vária ordem, dependendo do tipo de bens, e a Declaração Intrastat. Retribuições A realização de operações de comércio internacional não está sujeita a restrições no livre comércio com países terceiros constituir a regra geral em vigor na Comunidade, assumindo um carácter excepcional a emissão de documentos prévios para as operações de importação ou de exportação, existem ainda algumas situações em que aqueles são necessários. Estes documentos podem assumir as seguintes modalidades: Licenças (no caso de produtos objecto de restrições), Declarações (para as mercadorias submetidas ao regime de vigilância estatística prévia) e os
Certificados (sempre que a legislação o exija, como acontece com grande parte dos produtos agrícolas). A Direcção-Geral das Alfândegas e Impostos Especiais de Consumo (Direcção de Serviços de Licenciamento) é a entidade competente para a emissão dos documentos mencionados anteriormente, não sendo permitido o desalfandegamento das mercadorias sem a apresentação dos mesmos. Entidades competentes em Portugal pela emissão de certificados de origem As entidades competentes em Portugal pela emissão de Certificados de Origem são: Associação Comercial e Industrial do Porto-Câmara de Comércio e Indústria do Porto; Associação Comercial de Lisboa-Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa ; Associação Empresarial de Portugal - Câmara de Comércio e Indústria; Associação Comercial e Industrial do Funchal-Câmara de Comércio e Indústria da Madeira; Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo-Associação de Comerciantes, Industriais, Importadores e Exportadores das Ilhas Terceira, Graciosa e São Jorge;
Câmara de Comércio de Ponta Delgada-Associação de Comerciantes, Industriais, Exportadores e Importadores das Ilhas de São Miguel e Santa Maria; Câmara de Comércio da Horta-Associação de Comerciantes, Industriais, Importadores e Exportadores das Ilhas do Faial, Pico, Flores e Corvo; Câmara de Comércio e Indústria do Centro; Instituto do Bordado, Tapeçaria e Artesanato da Madeira; Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa; Câmara de Comércio e Indústria Portugal Angola Restituição à exportação A restituição á exportação trata-se de uma ajuda que o exportador comunitário pode beneficiar, aquando da exportação de certos produtos agrícolas transformados para países terceiros. A restituição visa compensar o exportador da diferença entre os preços comunitários (em geral mais elevados) e os preços do mercado mundial, de modo a tornar os produtos agrícolas mais concorrenciais. Os montantes da restituição e os produtos que dela beneficiam são fixados por Regulamento comunitário, publicado no Jornal Oficial das Comunidades Europeias. Direitos aduaneiros aplicáveis pela UE Os direitos aduaneiros aplicáveis pela UE são diferentes, dependendo da origem das mercadorias importadas a Comunidade concede vantagens aduaneiras às mercadorias originárias de determinados países em
desenvolvimento (beneficiários do Sistema de Preferências Generalizadas - SPG-, ou de países com os quais a UE celebrou acordos preferenciais), que se traduzem na aplicação de direitos aduaneiros mais favoráveis do que os estabelecidos no âmbito do Acordo do Uruguay Round, com excepção de produtos mais sensíveis em termos dos interesses comunitários. Caso o importador pretenda beneficiar destes regimes terá que comprovar obrigatoriamente a origem das mercadorias. No caso das importações provenientes de países beneficiários do regime SPG, o "Certificado de Origem FORM A", nas importações dos restantes países o "Certificado de Circulação de Mercadorias EUR1". Os referidos certificados poderão ser obtidos junto da Direcção- Geral das Alfândegas e Impostos Especiais de Consumo (Divisão de Circulação de Mercadorias). Taxas sobre a importação de produtos Além dos direitos aduaneiros, os produtos importados estão sujeitos ao pagamento do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), cuja taxa normal é de 21%, sendo que alguns produtos beneficiam de uma taxa de 12% ou de uma taxa reduzida de 5%. Nas Regiões Autónomas as taxas sofrem uma ligeira redução: Taxa normal 15%, taxa intermédia 8% e taxa reduzida 4%.
Como exportar para mercados externos Dependendo do país de destino das mercadorias e do tipo de produtos que se pretende comercializar, as formalidades podem ser substancialmente diferentes. Com o apoio da rede de Delegações do AICEP no estrangeiro e com a colaboração de outras entidades (Embaixadas e Câmaras de Comércio), a Unidade Conhecimento de Mercado poderá recolher, a pedido dos interessados, informação específica de natureza regulamentar, entre outra, designadamente relativa a: o Formalidades de importação no país x; o Restrições à importação (quotas/contingentes); o Direitos aduaneiros e outras taxas; o Regulamentação técnica de produtos; o Informação sistematizada sobre regimes de importação em mercados internacionais poderá ser obtida através da consulta da Livraria Digital, assim como da página deste site dedicada aos mercados externos. Celebração de um contrato de compra e venda internacional Os processos utilizados não diferem muito dos nacionais. Existe sempre uma fase pré-negocial onde é apresentada a proposta negocial, normalmente a cargo do vendedor, e a contraproposta por parte do comprador.
O contrato torna-se perfeito quando ambas as partes chegam a um consenso e elaboram o respectivo clausulado, que não necessita de ser reduzido a escrito para ser válido (embora na prática a forma escrita seja a mais aconselhável). A especificidade destes contratos encontra-se no facto de os contratantes terem nacionalidades diferentes e o contrato poder ter conexão com ordens jurídicas diferentes. Daí que, também neste caso, seja permitido às partes escolher a lei aplicável ao contrato (lei do vendedor, do comprador ou uma terceira), desde que tal escolha não apresente carácter fraudulento, no sentido de se pretender evitar a aplicação de disposições imperativas, as quais não podem ser afastadas pela vontade das partes.
Bibliografia Sites: http://europa.eu/index_pt.htm http://www.portaldaempresa.pt/cve/pt/geral/faqs/com%c3%a9rcio_inte rnacional/exportacao_importacao/#{bdc60743-c4e7-49f5-9f81-88e11301d701} http://corp.millenniumbcp.pt/pt/public/informacaoegestao/comercioexter no/pages/incoterms2000.aspx