TRANSPLANTE RENAL SOB A PERSPECTIVA DO DOADOR D A N I E L X A V I E R L I M A H O S P I T A L D A S C L Í N I C A S D A U F M G F A C U L D A D E D E M E D I C I N A D A U F M G
1954 Estados Unidos Dr Joseph Murray Peter Brent Brigham Hospital Gêmeos idênticos Prêmio Nobel Primeiro Transplante renal
Doador renal
Doador renal
Doador renal
TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS Brasil 2 o país em número absoluto de transplantes 50.000 pacientes em diálise Países desenvolvidos Fila de espera 30% da demanda é atendida
TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS Alternativas para a escassez de órgãos Doadores vivos não relacionados Xenotransplantes Cultura de células
TRANSPLANTE RENAL INTERVIVOS Maior índice sucesso Bem aceito pela população Menor incidência de complicações Tempo de isquemia Distúrbios Cardiovasculares Metabólicos Hormonais
% TRANSPLANTE RENAL INTERVIVOS Brasil 47% (2009) América Latina 50% Estados Unidos 46,4% Europa Variável Espanha 6,2% Noruega 50%
LEGISLAÇÃO BRASILEIRA Cidadão juridicamente capaz Órgãos duplos, partes de órgãos, tecidos ou partes do corpo Necessidade terapêutica indispensável Parentes até 4 o grau e cônjuges Não parentes com autorização judicial
DOAÇÃO RENAL Baixa morbimortalidade Bay & Hebert, 1987 Najarian et al., 1992 Bia et al., 1995 Johnson et al., 1997 Lombotomia Dor Estética
DOAÇÃO RENAL Laparoscopia Aumento nas doações Schweitzer, Wilson & Jacobs, 2000 Função renal preservada Técnica bem estabelecida
DOAÇÃO RENAL Laparoscopia Segurança Risco de óbito 3 : 10.000 nefrectomia para doador 18 : 10.000 CVL 260 : 10.000 nefrectomia por outros motivos Pavlakis M, 2011
DOAÇÃO RENAL Laparoscopia Aumento na mortalidade subnotificação
DOAÇÃO RENAL Expectativa de vida Fehrman-Ekholm et al., 1997 Benefícios Simmons, Marine & Simmons, 1987
DOAÇÃO RENAL Mudança de hábitos? Sedentarismo e obesidade Impacto psicossocial? Depressão e suicídio Problemas psiquiátricos afetivos familiares Qualidade de vida?
CASUÍSTICA
Resultados
Qualidade de vida dos doadores Estudos anteriores (EUA, Japão, Suécia) Pontuações iguais ou melhores do que o grupo-controle Melhores pontuações nas mulheres Simmons, Marine, Simmons (1987) Doação seria mais desgastante para os homens??? Experiências culturais femininas Doadores cônjuges 100% mulheres Menores índices de qualidade de vida
Resultados
Problemas relatados Arrependimento com a doação: 6% Literatura: 0.8% a 15% Sugeriram acompanhamento médico: 64% Pioraram o relacionamento com o receptor: 13%
Problemas com os doadores Maior risco de distúrbios psiquiátricos 5% sofrem de problemas mentais no longo prazo 15% acreditam que a doação afetou negativamente sua qualidade de vida 16-23% descrevem prejuízo financeiro com a doação Isotani et al., 2002; Fehrman-Ekholm et al., 2004; Smith et al., 2003.
Proteção aos doadores Maior atenção no processo de seleção Monitorar psicologicamente e clinicamente no pósoperatório Orientações sobre o processo de doação devem ser realistas e claras
Decisão de ser doador Motivações para a doação Chance de fazer algo grandioso Evitar a perda de um ente querido Melhorar posição no contexto familiar Simmons, Marine & Simmons, 1987
Decisão de ser doador Emoção Razão
Decisão de ser doador Informação para o doador Reavaliação dos resultados Emoção Razão Emoção Razão
Transplante renal o que os doadores precisam saber Objetivo de informar e esclarecer a aparentemente esquecida população de doadores de rim.
PONTOS POLÊMICOS Questões não baseadas em evidências Índice de massa corporal ideal Hipertensão arterial sistêmica Tabagismo Gravidez pós-doação Idade limite para doação
PONTOS POLÊMICOS Doação anônima Uma doação desencadeia diversos Tx s (reação em cadeia) Simulação inicial (Gentry et al., 2009): 1 doação: 1,9 transplantes Resultados atuais (Danovitch et al.,2010) Não menos do que 1 doação: 2 transplantes Até 1:12 Programas na Coréia do Sul, Holanda Redução de 30% na lista para doador cadáver Inconvenientes: Investimento Cooperação entre centros Possibilidade de incompatibilidade imunológica
Pontos polêmicos Doação anônima
Pontos polêmicos O não doador (familiar que não deseja doar) Literatura de 1960 s e 1970 s Falsas desculpas médicas Problemas anatômicos Problemas fisiológicos Problemas de compatibilidade
O não doador Recomendações atuais Utilizar critérios objetivos de inclusão e de exclusão Informar ao receptor que terá a informação se o doador é elegível ou não. Equipes médicas não fornecerão mais detalhes Os candidatos a doadores não fornecerão detalhes O receptor deve respeitar a privacidade dos candidatos Ross, 2010. American Journal of Transplantation
PONTOS POLÊMICOS Doação renal recompensada Proibida em quase todos os países 60% dos doadores consideram justo van Buren et al., 2011 (Holanda) Prejudicaria o altruísmo? Reduziria a pressão para doar?
NUR DER IST FROH, DER GEBEN MAG É feliz apenas quem doa D A O B R A F A U S T O G O E T H E