Linguagem Radiofônica Aula 1



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Linguagem Radiofônica Aula 1 Características do rádio: o veículo companheiro Você escuta rádio? Quais emissoras você ouve? Você presta atenção às peças comerciais? Que tarefas você faz enquanto escuta rádio? Por ser um meio que não precisa de dedicação exclusiva, por sua mobilidade e agilidade, o rádio é a mídia mais companheira que existe.

Características Veículo de comunicação de massa: Através de ondas eletromagnéticas, o rádio atinge um público numeroso, anônimo e heterogêneo, características que o promovem a um veículo de comunicação de massa. a) Audiência. Público numeroso (audiência ampla) atinge uma área enorme, somente limitado pela potência dos transmissores e pela legislação que determina a freqüência, amplitude e potência. Anônima o comunicador não sabe, individualmente, quem é cada um de seus ouvintes. Heterogênea abrange pessoas de diversas classes socioeconômicas, com anseios e necessidades diversas.

b) Linguagem oral: o rádio, como emissor, utiliza a linguagem oral. Ele fala a mensagem e o receptor ouve. O ouvinte não precisa ser alfabetizado. c) Penetração: O rádio não tem fronteiras. Pode estar presente numa cidade do interior caracterizando a sua face regionalista, ou em pontos mais remotos, de alcance nacional ou do planeta, atravessando oceanos. (Ondas Tropicais, Ondas Curtas, AM e FM, em rede) d) Mobilidade: Emissor: Dos veículos de comunicação de massa, o rádio é o primeiro a informar no local do acontecimento. Ele é menos complexo tecnologicamente. Receptor: Com o advento do transistor, o rádio ganhou mobilidade surpreendente, estando presente em espaços importantes. A audição radiofônica pode ocorrer em casa, no carro, no trabalho, no parque, em todos os lugares, pois o tamanho diminuto torna-o facilmente transportável. Para o radialista, a simplicidade do rádio facilita a dinâmica da programação: é muito mais fácil substituir uma matéria ou acrescentar algo novo durante uma emissão.

e) Baixo custo: Pelo preço de mercado, o aparelho receptor de rádio é o mais barato. O baixo custo favorece a sua aquisição de grande parte da população. f) Imediatismo: Devido a facilidade de mobilidade, como dito acima, o rádio é mais imediato que os demais, pois divulga o fato na hora de seu acontecimento e em seu desenrolar. Ao vivo. g) Instantaneidade: Para ouvir uma informação o ouvinte tem que estar na hora da transmissão. A emissão e a recepção acontecem no mesmo momento: assim, uma mensagem radiofônica é consumida no momento da transmissão e para ouvi-la novamente só utilizando um gravador que não é prático e nem corriqueiro. Já os veículos impressos encontram-se, neste ponto, em situação mais confortável e prática, pois podem ser consumidos quantas vezes e quando o leitor quiser. h) Sensorialidade: O rádio transmite sons, a imagem é você quem faz. O radio é mais emocional, pois cria um diálogo com o locutor e desperta a imaginação das pessoas, pela palavras e pela sonoplastia (música e efeitos sonoros). A voz do locutor, a música e os efeitos sonoros podem estimular a emoção do ouvinte. O rádio não é um meio estático como o jornal (a voz é capaz de transmitir muito mais que um discurso escrito), ele ganha vitalidade através da interpretação (dor, paixão, raiva e alegria), entonação e pausa de quem fala e da sonoplastia executada pelo operador de áudio.

i) Autonomia: Mesmo em lugares públicos, lotados, o rádio pode ser utilizado de forma individual. Ele é intimista, pois pode informar ao pé do ouvido. Além disso, o ouvinte não fica impedido de realizar outras tarefas: ouve rádio e lê, dirige, trabalha, pratica esporte, etc. Ele pode servir de som ambiente, fazendo que a atenção do receptor aconteça no momento desejado. j) O rádio é seletivo: O rádio é um meio linear, ele seleciona o que o ouvinte vai receber. Num rádio jornal o ouvinte recebe as matérias de forma seqüencial, sem poder alterar a ordem determinada pelo editor do programa jornalístico. Para o receptor da mensagem radiofônica, a escolha existe apenas no desligamento mental durante uma notícia que não desperta seu interesse, ou quando sintoniza uma outra estação. Já na imprensa escrita jornal e revista o leitor percorre as páginas e escolhe o que lhe interessa. k) Divulgador musical: O rádio é o veículo ideal para divulgar o universo da música produzida pelos artistas do planeta. Ele dá ao ouvinte a oportunidade de ouvir e ter um contato inicial com uma variedade enorme de gêneros musicais: jazz, blues, rock, música erudita, chorinho, new age, ópera, entre outros.

l) O radio é um meio criativo: A criatividade dos profissionais do rádio pode surpreender o ouvinte diariamente. A programação normal de uma emissora pode a qualquer momento receber uma alteração com o objetivo de estimular, emocionar ou surpreender o ouvinte. O rádio é um veículo propício ao experimento, a inovação. m) Interatividade: Embora insuficiente, podemos destacar o rádio como um veículo que proporciona um certo grau de interatividade. Nele o ouvinte pode participar pedindo música, dando sugestão de pauta, prestando informação (trânsito e prestação de serviços), questionando em debates, opinando em pesquisas, sugerindo ou criticando, etc. Fonte Texto escrito por Fábio Fleury a partir de fragmentos compilados dos livros: produção de rádio, de Robert Mcleish, Summus, 2001. A informação no rádio, de Gisela Ortriwano, Summus, 1985 e Rádio, o veículo, a história e a técnica, de Luiz Artur Ferrareto, Sagra Luzzato, 2000 in: http://radio.unesp.br/artigo.php