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Transcrição:

1 Políticas contabilísticas a) Bases de apresentação A F&C Portugal, Gestão de Patrimónios, S.A. ( Sociedade ) é uma sociedade privada constituída a 31 de Outubro de 2001, tendo iniciado a sua actividade em 22 de Novembro de 2001. Na data de constituição da Sociedade, procedeu-se à alteração de denominação social da Finantejo Sociedade de Desenvolvimento Regional do Ribatejo, S.A (Finantejo) para F&C Portugal, Gestão de Patrimónios, S.A., bem como à mudança de objecto social. A Sociedade tem como objecto social o exercício de actividades consentidas por lei às sociedades gestoras de patrimónios, nomeadamente a administração de valores mobiliários e imobiliários e a consultoria em matéria de investimentos. No âmbito do disposto no Regulamento (CE) nº 1606/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho de 19 de Julho de 2002, na sua transposição para a legislação Portuguesa através do Decreto Lei nº 35/2005, de 17 de Fevereiro e do Aviso nº 1/2005 do Banco de Portugal, as demonstrações financeiras da Sociedade são preparadas de acordo com as Normas de Contabilidade Ajustadas ('NCA's') emitidas pelo Banco de Portugal que têm como base a aplicação das Normas Internacionais de Relato Financeiro ('IFRS') em vigor e adoptadas pela União Europeia, com excepção das matérias definidas nos nº 2º e 3º do Aviso nº 1/2005 e nº 2 do Aviso nº 4/2005 do Banco de Portugal. As NCA's incluem as normas emitidas pelo International Accounting Standards Board ( IASB ) bem como as interpretações emitidas pelo International Financial Reporting Interpretations Committee ( IFRIC ) e pelos respectivos órgãos antecessores com excepção dos aspectos já referidos definidos nos Avisos nº 1/2005 e nº 4/2005 do Banco de Portugal: i) valorimetria e provisionamento do crédito concedido, relativamente ao qual se manterá o actual regime, ii) benefícios aos empregados, através do estabelecimento de um período para diferimento do impacto contabilístico decorrente da transição para os critérios da IAS 19 e iii) restrição de aplicação de algumas opções previstas nas IAS/IFRS. As demonstrações financeiras agora apresentadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração da Sociedade em 26 de Fevereiro de 2010. As demonstrações financeiras são apresentadas em euros. Em 2009, a Sociedade adoptou as IFRS e interpretações de aplicação obrigatória para os exercícios que se iniciaram a 1 de Janeiro de 2009. Essas normas apresentam-se discriminadas na nota 30. De acordo com as disposições transitórias dessas normas e interpretações, são apresentados valores comparativos relativamente às novas divulgações exigidas.

As demonstrações financeiras da Sociedade para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, foram preparadas para efeitos de reconhecimento e mensuração em conformidade com as NCA s emitidas pelo Banco de Portugal e em vigor nessa data. As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com o princípio do custo histórico, modificado pela aplicação do justo valor para os instrumentos financeiros derivados, activos financeiros e passivos financeiros reconhecidos ao justo valor através de resultados (negociação e fair value option) e activos financeiros disponíveis para venda, excepto aqueles para os quais o justo valor não está disponível. Os activos financeiros e passivos financeiros que se encontram cobertos no âmbito da contabilidade de cobertura são apresentados ao justo valor relativamente ao risco coberto, quando aplicável. Os outros activos financeiros e passivos financeiros e activos e passivos não financeiros são registados ao custo amortizado ou custo histórico. Activos não correntes detidos para venda e grupos detidos para venda ('disposal groups') são registados ao menor do seu valor contabilístico ou justo valor deduzido dos respectivos custos de venda. Os passivos sobre obrigações de benefícios definidos são reconhecidos ao valor presente dessa obrigação líquidos dos activos do fundo, deduzidos de perdas actuariais não reconhecidas. As políticas contabilísticas apresentadas nesta nota foram aplicadas de forma consistente em todos os exercícios apresentados nas demonstrações financeiras. A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as NCA's requer que o Conselho de Administração formule julgamentos, estimativas e pressupostos que afectam a aplicação das políticas contabilísticas e o valor dos activos, passivos, proveitos e custos. As estimativas e pressupostos associados são baseados na experiência histórica e noutros factores considerados razoáveis de acordo com as circunstâncias e formam a base para os julgamentos sobre os valores dos activos e passivos cuja valorização não é evidente através de outras fontes. Os resultados reais podem diferir das estimativas. As questões que requerem um maior índice de julgamento ou complexidade, ou para as quais os pressupostos e estimativas são consideradas significativos são apresentados na nota 1 q). b) Instrumentos financeiros (i) Classificação, reconhecimento inicial e mensuração subsequente 1) Activos e passivos financeiros ao justo valor através de resultados 1 a) Activos financeiros detidos para negociação Os activos e passivos financeiros adquiridos ou emitidos com o objectivo de venda ou recompra no curto prazo, nomeadamente obrigações, títulos do tesouro ou acções, ou que façam parte de uma carteira de instrumentos financeiros identificados que são geridos em conjunto e para os quais existe evidência de um padrão recente de tomada de lucros no curto prazo ou que se enquadrem na definição de derivado (excepto no caso de um derivado que seja um instrumento de cobertura e eficaz), são classificados como de negociação. Os dividendos associados a estas carteiras são registados em Resultados de operações de negociação e cobertura. Os derivados de negociação com um justo valor positivo são incluídos na rubrica de activos financeiros detidos para negociação, sendo os derivados de negociação com justo valor negativo incluídos na rubrica passivos financeiros detidos para negociação. 9

1 b) Activos ou passivos financeiros ao justo valor por decisão da própria entidade ( Fair Value Option ) A designação dos activos ou passivos financeiros ao justo valor através de resultados por decisão da própria entidade é realizada desde que se verifique pelo menos um dos seguintes requisitos: - os activos e passivos são geridos, avaliados e reportados internamente ao seu justo valor; - a designação elimina ou reduz significativamente o "mismatch" contabilístico das transacções; - os activos ou passivos contêm derivados que alteram significativamente os fluxos de caixa dos contratos originais ("host contract"). Os activos e passivos financeiros ao Fair Value Option são reconhecidos inicialmente ao justo valor, com os custos ou proveitos associados às transacções reconhecidos em resultados, com variações subsequentes de justo valor reconhecidas em resultados. O recebimento de dividendos associados a activos reconhecidos na categoria de Fair Value Option são reconhecidos na rubrica Resultados em operações de negociação e de cobertura. A periodificação dos juros e do prémio/desconto (quando aplicável) é reconhecida na margem financeira de acordo com a taxa de juro efectiva de cada transacção, assim como dos derivados associados a instrumentos financeiros classificados nesta categoria. 2) Activos financeiros disponíveis para venda Activos financeiros disponíveis para venda detidos com o objectivo de serem mantidos pela Sociedade, nomeadamente obrigações, títulos do tesouro ou acções, são classificados como disponíveis para venda, excepto se forem classificados numa outra categoria de activos financeiros. Os activos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos inicialmente ao justo valor, incluindo os custos ou proveitos associados às transacções. Os activos financeiros disponíveis para venda são posteriormente mensurados ao seu justo valor. As alterações no justo valor são registadas por contrapartida de reservas de justo valor até ao momento em que são vendidos ou quando existem perdas de imparidade. Na alienação dos activos financeiros disponíveis para venda, os ganhos ou perdas acumulados reconhecidos como reservas de justo valor são reconhecidos na rubrica "Resultados de activos financeiros disponíveis para venda" da demonstração de resultados. Os juros de instrumentos de dívida são reconhecidos com base na taxa de juro efectiva em margem financeira. No caso de existir, em activos financeiros, um prémio ou desconto, estes efeitos também fazem parte da taxa de juro efectiva. Os dividendos são reconhecidos em resultados quando for atribuído o direito ao recebimento. 3) Outros passivos financeiros Os outros passivos financeiros são todos os passivos financeiros que não se encontram registados na categoria de passivos financeiros ao justo valor através de resultados. Esta categoria inclui tomadas em mercado monetário, depósitos de clientes e de outras instituições financeiras, dívida emitida, entre outros. Estes passivos financeiros são inicialmente reconhecidos ao justo valor e subsequentemente ao custo amortizado. Os custos de transacção associados fazem parte da taxa de juro efectiva. Os juros reconhecidos pelo método da taxa de juro efectiva são reconhecidos em margem financeira. As mais e menos-valias apuradas no momento da recompra de outros passivos financeiros são reconhecidas em Resultados de Operações Financeiras no momento em que ocorrem. 10

(ii) Imparidade Em cada data de balanço é efectuada uma avaliação da existência de evidência objectiva de imparidade, nomeadamente de um impacto adverso nos fluxos de caixa futuros estimados de um activo financeiro ou grupo de activos financeiros que possa ser medido de forma fiável com base numa queda acentuada ou prolongada do justo valor do activo, abaixo do custo de aquisição. Se for identificada imparidade num activo financeiro disponível para venda, a perda acumulada (mensurada como a diferença entre o custo de aquisição e o justo valor, excluindo perdas de imparidade anteriormente reconhecidas por contrapartida de resultados) é transferida de reservas de justo valor e reconhecida em resultados. Caso, num período subsequente, o justo valor dos instrumentos de dívida classificados como activos financeiros disponíveis para venda aumente e esse aumento puder ser objectivamente associado um evento ocorrido após o reconhecimento da perda por imparidade em resultados, a perda por imparidade é revertida por contrapartida de resultados. A reversão das perdas de imparidade reconhecidas em instrumentos de capital classificados como activos financeiros disponíveis para venda é registada por contrapartida de reservas de justo valor quando se revertem. c) Reclassificação entre categorias de instrumentos financeiros Em Outubro de 2008 o IASB emitiu a revisão da norma IAS 39 - Reclassificação de instrumentos financeiros (Amendements to IAS 39 Financial Instruments: Recognition and Measurement and IFRS 7: Financial Instruments Disclosures). Esta alteração veio permitir que uma entidade transfira de Activos financeiros ao justo valor através de resultados - negociação para as carteiras de Activos financeiros disponíveis para venda, Crédito a clientes crédito titulado ou para Activos financeiros detidos até à maturidade ("Held-to-maturity"), desde que esses activos financeiros obedeçam às características de cada categoria. As transferências de activos financeiros reconhecidas na categoria de Activos financeiros disponíveis para venda para as categorias de crédito a clientes crédito titulado ou para Activos Financeiros detidos até à maturidade são também permitidas. São proibidas as transferências de e para Activos e passivos financeiros ao justo valor por decisão da própria entidade ("Fair Value Option"). A Sociedade não procedeu a quaisquer reclassificações no âmbito desta alteração. d) Desreconhecimento A Sociedade desreconhece os activos financeiros quando expiram todos os direitos a fluxos de caixa futuros. Numa transferência de activos, o desreconhecimento apenas pode ocorrer quando substancialmente todos os riscos e benefícios dos activos foram transferidos ou a Sociedade não mantém controlo dos activos. A Sociedade procede ao desreconhecimento de passivos financeiros quando os mesmos são cancelados ou extintos. e) Reconhecimento de juros Os resultados referentes a juros de instrumentos financeiros activos e passivos mensurados ao custo amortizado são reconhecidos nas rubricas de juros e proveitos similares ou juros e custos similares (margem financeira), utilizando o método da taxa efectiva. Os juros à taxa efectiva de activos financeiros disponíveis para venda também são reconhecidos em margem financeira. 11

A taxa de juro efectiva corresponde à taxa que desconta os pagamentos ou recebimentos futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro (ou, quando apropriado, por um período mais curto), para o valor líquido actual de balanço do activo ou passivo financeiro. Para a determinação da taxa de juro efectiva a Sociedade procede à estimativa dos fluxos de caixa futuros considerando todos os termos contratuais do instrumento financeiro (por exemplo opções de pagamento antecipado), não considerando eventuais perdas de imparidade. O cálculo inclui as comissões pagas ou recebidas consideradas como parte integrante da taxa de juro efectiva, custos de transacção e todos os prémios ou descontos directamente relacionados com a transacção. No caso de activos financeiros ou grupos de activos financeiros semelhantes para os quais foram reconhecidas perdas por imparidade, os juros registados em resultados são determinados com base na taxa de juro utilizada para desconto de fluxos de caixa futuros na mensuração da perda por imparidade. Para os instrumentos financeiros derivados, com excepção daqueles que forem classificados como de instrumentos cobertura do risco de taxa de juro, a componente de juro não é autonomizada das alterações no seu justo valor, sendo classificada como Resultados de operações de negociação e cobertura. Para os derivados de cobertura do risco de taxa de juro e associados a activos financeiros ou passivos financeiros reconhecidos na categoria de Fair Value Option, a componente de juro é reconhecida em Juros e proveitos equiparados ou em Juros e custos equiparados (margem financeira). f) Reconhecimento de proveitos resultantes de serviços e comissões Os proveitos resultantes de serviços e comissões são reconhecidos de acordo com os seguintes critérios: - quando são obtidos à medida que os serviços são prestados, o seu reconhecimento em resultados é efectuado no período a que respeitam; - quando resultam de uma prestação de serviços, o seu reconhecimento é efectuado quando o referido serviço está concluído. Quando são uma parte integrante da taxa de juro efectiva, os proveitos resultantes de serviços e comissões são registados na margem financeira. g) Resultados de operações financeiras (Resultados em operações de negociação e de cobertura e Resultados de activos financeiros disponíveis para venda) O Resultado de Operações Financeiras reflecte os ganhos e perdas dos activos e passivos financeiros ao justo valor através de resultados (incluindo variações de justo valor e juros de derivados e derivados embutidos), assim como os dividendos associados a estas carteiras. Inclui igualmente os resultados do reconhecimento das perdas por imparidade, dividendos e mais ou menos-valias das alienações de activos financeiros disponíveis para venda. As variações no justo valor dos derivados afectos a carteiras de cobertura e dos itens cobertos, quando aplicável a cobertura de justo valor, também aqui são reconhecidas. 12

h) Outros activos tangíveis Os outros activos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das respectivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade. Os custos subsequentes são reconhecidos como um activo separado apenas se for provável que deles resultarão benefícios económicos futuros para a Sociedade. As despesas com manutenção e reparação são reconhecidas como custo à medida que são incorridas de acordo com o princípio da especialização dos exercícios. A Sociedade procede a testes de imparidade sempre que eventos ou circunstâncias indiciam que o valor contabilístico excede o maior entre o valor de uso e o valor realizável, sendo a diferença, caso exista, reconhecida em resultados. As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com os seguintes períodos de vida útil esperada: Número de anos Equipamento 4 a 12 Outras imobilizações 3 Sempre que exista uma indicação de que um activo fixo tangível possa ter imparidade, é efectuada uma estimativa do valor recuperável, devendo ser reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor líquido desse activo exceda o valor recuperável. O valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o seu preço de venda líquido de custos de venda e o seu valor de uso, sendo este calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa estimados futuros que se espera vir a obter com o uso continuado do activo e da sua alienação no final da vida útil. As perdas por imparidade de activos fixos tangíveis são reconhecidas em resultados do exercício. i) Activos intangíveis Encargos com projectos de investigação e desenvolvimento A Sociedade não incorreu em quaisquer despesas de investigação e desenvolvimento. j) Caixa e equivalentes de caixa Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a caixa e seus equivalentes englobam os valores registados no balanço com maturidade inferior a três meses a contar da data de balanço, onde se incluem a caixa e as disponibilidades em outras instituições de crédito. A caixa e equivalentes de caixa excluem os depósitos de natureza obrigatória realizados junto de bancos centrais. k) Offsetting Os activos e passivos financeiros são compensados e reconhecidos pelo seu valor líquido em balanço quando a Sociedade tem um direito legal de compensar os valores reconhecidos e as transacções podem ser liquidadas pelo seu valor líquido. 13

l) Transacções em moeda estrangeira As transacções em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional à taxa de câmbio da data da transacção. Os activos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira, são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio em vigor na data de balanço. As diferenças cambiais resultantes da conversão são reconhecidas em resultados. Os activos e passivos não monetários, registados ao custo histórico, são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio em vigor na data em que o justo valor é determinado e reconhecido por contrapartida de resultados, com excepção daqueles reconhecidos em activos financeiros disponíveis para venda, cuja diferença é registada por contrapartida de capitais próprios. m) Benefícios a empregados Plano de benefícios definidos A Sociedade assumiu a responsabilidade de pagar aos seus colaboradores pensões de reforma por velhice, pensões de reforma por invalidez e pensões de sobrevivência, nos termos do estabelecido nas duas convenções colectivas de trabalho. Estes benefícios estão previstos nos planos de pensões de Plano ACT e Plano ACTQ do Fundo de Pensões do Grupo Banco Comercial Português, os quais correspondem ao plano base das referidas convenções colectivas (condições previstas no sistema de segurança social privado do sector bancário para a constituição do direito ao recebimento de uma pensão). A par dos benefícios previstos nos dois planos acima referidos, a Sociedade assumiu a responsabilidade, desde que verificadas determinadas condições em cada exercício, de atribuir complementos de reforma aos colaboradores da Sociedade, tendo em conta as especificidades dos instrumentos da regulamentação colectiva e a situação previdencial de cada um (Plano Complementar). A responsabilidade líquida da Sociedade com planos de reforma (planos de benefício definido) é estimada anualmente, à data de fecho de contas. A Sociedade optou na data da transição para as IFRS, 1 de Janeiro de 2004, pela aplicação retrospectiva da IAS 19, tendo efectuado o recálculo das responsabilidades com o fundo de pensões e dos respectivos ganhos e perdas actuariais, cujo diferimento é efectuado de acordo com o método do corredor definido nesta Norma. O cálculo actuarial é efectuado com base no método de crédito da unidade projectada e utilizando pressupostos actuariais e financeiros de acordo com os parâmetros exigidos pela IAS 19. De acordo com o disposto no nº 2 do Aviso nº 4/2005 do Banco de Portugal, foi definido um período para diferimento do impacto contabilístico decorrente da transição, com referência a 1 de Janeiro de 2005, para os critérios da IAS 19 analisado como segue: Rubricas Período de diferimento Responsabilidades com benefícios de saúde e outras responsabilidades Responsabilidades por morte antes da data de reforma Reformas antecipadas Anulação de perdas actuariais diferidas relativa às responsabilidades com reformas antecipadas Aumento do saldo de perdas actuariais diferidas Excesso de amortizações de perdas actuariais de acordo com as normas locais 7 anos 5 anos 5 anos 5 anos 5 anos 5 anos Os custos de serviço corrente e o custo dos juros resultante do 'unwinding' dos passivos do plano deduzidos do retorno esperado dos activos do plano são registados por contrapartida de custos operacionais. 14

A responsabilidade líquida da Sociedade relativa ao plano de pensões de benefício definido é calculada separadamente para cada plano através da estimativa do valor de benefícios futuros que cada colaborador deve receber em troca pelo seu serviço no período corrente e em períodos passados. O benefício é descontado de forma a determinar o seu valor actual, sendo aplicada a taxa de desconto correspondente à taxa de obrigações de alta qualidade de sociedades com maturidade semelhante à data do termo das obrigações do plano. A responsabilidade líquida é determinada após a dedução do justo valor dos activos do Fundo de Pensões. Outros benefícios que não de pensões, nomeadamente os encargos de saúde dos colaboradores na situação de reforma e benefícios atribuíveis ao cônjuge e descendentes por morte antes da reforma são igualmente considerados no cálculo das responsabilidades. Os custos resultantes de reformas antecipadas e os respectivos ganhos e perdas actuariais são registados por contrapartida de resultados no exercício em que as reformas antecipadas são aprovadas e comunicadas. De acordo com o método do corredor, os ganhos e perdas actuarias não reconhecidos que excedam 10% do maior entre o valor actual das obrigações definidas e o justo valor dos activos do Fundo são registados por contrapartida de resultados pelo período de 20 anos correspondente à vida útil remanescente estimada dos colaboradores no activo. Os pagamentos aos fundos são efectuados anualmente pela Sociedade de acordo com um plano de contribuições determinado de forma a assegurar a solvência do fundo, incluindo a cobertura do Plano Complementar. O financiamento mínimo das responsabilidades é de 100% para as pensões em pagamento e 95% para os serviços passados do pessoal no activo. Plano de contribuição definida Para o Plano de contribuição definida, aplicável ao Plano Complementar, as responsabilidades relativas ao benefício atribuível aos colaboradores da Sociedade são reconhecidas como um custo do exercício quando devidas. Planos de remuneração com acções A Sociedade possui um conjunto de planos de remuneração com acções como parte integrante do pacote de remuneração dos seus colaboradores. Os detalhes de cada um dos planos atribuídos no decurso do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, os detalhes dos modelos de valorização dos direitos, bem como os principais pressupostos assumidos para valorização do instrumento de capital são apresentados na nota 26. A valorização e registo dos referidos planos efectuada em conformidade com a IFRS 2. Distribuição de resultados pelos empregados De acordo com os estatutos da Sociedade, os accionistas, em Assembleia Geral, poderão fixar uma percentagem dos lucros a ser distribuída pelos colaboradores, competindo ao Conselho de Administração fixar os respectivos critérios. Os resultados atribuídos aos colaboradores são registados por contrapartida de resultados no exercício a que dizem respeito. 15

n) Imposto sobre lucros Os impostos sobre lucros registados em resultados incluem o efeito dos impostos correntes e impostos diferidos. O imposto é reconhecido na demonstração de resultados, excepto quando relacionado com itens que sejam movimentados em capitais próprios, facto que implica o seu reconhecimento em capitais próprios. Os impostos diferidos reconhecidos nos capitais próprios decorrentes da reavaliação de activos financeiros disponíveis para venda e de derivados de cobertura de fluxos de caixa são posteriormente reconhecidos em resultados no momento em que forem reconhecidos em resultados os ganhos e perdas que lhes deram origem. Os impostos correntes correspondem ao valor esperado a pagar sobre o rendimento tributável do período, utilizando a taxa de imposto em vigor ou substancialmente aprovada pelas autoridades à data de balanço e quaisquer ajustamentos aos impostos de períodos anteriores. Os impostos diferidos são calculados, de acordo com o método do passivo com base no balanço, sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos e a sua base fiscal, utilizando as taxas de imposto aprovadas ou substancialmente aprovadas à data de balanço em cada jurisdição e que se espera que venham a ser aplicadas quando as diferenças temporárias se reverterem. Os activos por impostos diferidos são reconhecidos quando é provável a existência de lucros tributáveis futuros que absorvam as diferenças temporárias dedutíveis para efeitos fiscais (incluindo prejuízos fiscais reportáveis). A Sociedade procede, conforme estabelecido na IAS 12, parágrafo 74, à compensação dos activos e passivos por impostos diferidos sempre que: (i) a sociedade em causa tenha o direito legalmente executável de compensar activos por impostos correntes e passivos por impostos correntes; e (ii) os activos e passivos por impostos diferidos se relacionarem com impostos sobre o rendimento lançados pela mesma autoridade fiscal sobre a mesma entidade tributável ou diferentes entidades tributáveis que pretendam liquidar passivo se activos por impostos correntes numa base líquida, ou realizar os activos e liquidar os passivos simultaneamente, em cada período futuro em que os passivos ou activos por impostos diferidos se esperem que sejam liquidados ou recuperados. o) Relato por segmentos Um segmento de negócio é uma componente identificável da Sociedade que se destina a fornecer um produto ou serviço individual ou um grupo de produtos ou serviços relacionados, e que esteja sujeito a riscos e benefícios que sejam diferenciáveis dos restantes segmentos de negócio. Um segmento geográfico é um componente identificável da Sociedade, que se destina a fornecer um produto ou serviço individual ou um grupo de produtos ou serviços relacionados, dentro de um ambiente económico específico e que esteja sujeito a riscos e benefícios que sejam diferenciáveis de outros, que operem em ambientes económicos diferentes. De acordo com a natureza da actividade desenvolvida pela Sociedade, os elementos do Balanço e da Demonstração de Resultados são enquadráveis num único segmento de negócio, Gestão de Activos. 16

p) Provisões São reconhecidas provisões quando (i) a Sociedade tem uma obrigação presente (legal ou decorrente de práticas passadas ou políticas publicadas que impliquem o reconhecimento de certas responsabilidades), (ii) seja provável que o seu pagamento venha a ser exigido e (iii) quando possa ser feita uma estimativa fiável do valor dessa obrigação. As provisões são revistas no final de cada data de reporte e ajustadas para reflectir a melhor estimativa, sendo revertidas por resultados na proporção dos pagamentos que não sejam prováveis. As provisões são desreconhecidas através da sua utilização para as obrigações para as quais foram inicialmente constituídas ou nos casos em que estas deixem de se observar. q) Estimativas contabilísticas na aplicação das políticas contabilísticas As IFRS estabeleceram um conjunto de tratamentos contabilísticos que requerem que o Conselho de Administração utilize o julgamento e faça as estimativas necessárias de forma a decidir qual o tratamento contabilístico mais adequado. As principais estimativas contabilísticas e julgamentos utilizados na aplicação dos princípios contabilísticos pela Sociedade são analisadas nos parágrafos seguintes, no sentido de melhorar o entendimento de como a sua aplicação afecta os resultados reportados da Sociedade e a sua divulgação. Considerando que em algumas situações as normas contabilísticas permitem um tratamento contabilístico alternativo em relação ao adoptado pelo Conselho de Administração, os resultados da Sociedade poderiam ser diferentes caso um tratamento diferente fosse escolhido. O Conselho de Administração considera que os critérios adoptados são apropriados e que as demonstrações financeiras apresentem de forma adequada a posição financeira da Sociedade e das suas operações em todos os aspectos materialmente relevantes. Os resultados das alternativas analisadas de seguida são apresentados apenas para assistir o leitor no entendimento das demonstrações financeiras e não têm intenção de sugerir que outras alternativas ou estimativas são mais apropriadas. Imparidade dos activos financeiros disponíveis para venda A Sociedade determina que existe imparidade nos seus activos financeiros disponíveis para venda quando existe uma desvalorização continuada ou de valor significativo no seu justo valor. A determinação de uma desvalorização continuada ou de valor significativo requer julgamento. No julgamento efectuado, a Sociedade avalia, entre outros factores, a volatilidade normal dos preços dos activos financeiros. Adicionalmente, as avaliações são obtidas através de preços de mercado ou de modelos de avaliação, os quais requerem a utilização de determinados pressupostos ou julgamento no estabelecimento de estimativas de justo valor. Impostos sobre os lucros Para determinar o montante global de impostos sobre os lucros foi necessário efectuar determinadas interpretações e estimativas. Existem diversas transacções e cálculos para os quais a determinação dos impostos a pagar é incerta durante o ciclo normal de negócios. Outras interpretações e estimativas poderiam resultar num nível diferente de impostos sobre os lucros, correntes e diferidos, reconhecidos no exercício. 17

As Autoridades Fiscais Portuguesas têm a possibilidade de rever o cálculo da matéria colectável efectuado pela Sociedade e pelas suas subsidiárias residentes durante um período de quatro ou seis anos, no caso de haver prejuízos reportáveis. Desta forma, é possível que haja correcções à matéria colectável, resultantes principalmente de diferenças na interpretação da legislação fiscal. No entanto, é convicção do Conselho de Administração da Sociedade que eventuais correcções aos impostos sobre lucros não têm impacto material nas demonstrações financeiras. Pensões e outros benefícios a empregados A determinação das responsabilidades pelo pagamento de pensões requer a utilização de pressupostos e estimativas, incluindo a utilização de projecções actuariais, rentabilidade estimada dos investimentos e outros factores que podem ter impacto nos custos e nas responsabilidades do plano de pensões. Alterações a estes pressupostos poderiam ter um impacto significativo nos valores determinados. 18

2 Resultados de serviços e comissões O valor desta rubrica é composto por: 2009 2008 Proveitos de comissões Comissões de gestão Millennium Fortis 11.569.732 15.042.931 Pensões Gere 3.328.838 2.961.783 F&C Luxembourg 173.150 532.240 F&C Portfolio Fund Sicav 2.999.112 - Millennium bcp Gestão de Activos 647.073 879.836 Império Assurance 487.053 551.940 Outros 41.486 44.257 Comissões de aconselhamento Millennium bcp Gestão de Activos 1.997.260 2.010.175 Comissões de performance Millennium Fortis 5.054.933-26.298.637 22.023.162 Custos de comissões Outras comissões 1.322 1.453 1.322 1.453 Resultado de serviços e comissões 26.297.315 22.021.709 Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica Comissões de performance, inclui o montante de 4.992.488 relativo a comissões pagas pela Millennium Fortis pela performance registada nas respectivas carteiras, conforme previsto nos respectivos contratos de gestão de carteiras. 3 Juros e proveitos equiparados O valor desta rubrica é composto por: 2009 2008 Juros e proveitos equiparados Juros de depósitos à ordem 9.093 162.020 Juros de depósitos a prazo 629.017 1.095.689 Juros de títulos 1.460 1.126 639.570 1.258.835 As rubricas Juros de depósitos referem-se aos juros das contas de depósito à ordem e a prazo junto de Instituições de Crédito, conforme referido nas notas 12 e 13. 19

4 Resultados em activos financeiros disponíveis para venda O valor desta rubrica é composto por: 2009 2008 Lucros em operações com activos financeiros disponíveis para venda Rendimento fixo 326 275 Prejuízos em operações com activos financeiros disponíveis para venda 326 275 Operações com títulos 198-198 - Resultados em activos financeiros disponíveis para venda 128 275 5 Resultados em operações de negociação e cobertura Em 31 de Dezembro de 2009, esta rubrica regista o montante negativo de 1.771 (2008: 9.034) referente às diferenças cambiais apuradas no exercício, decorrentes da reavaliação dos planos de remunerações por acções em GBP. 6 Outros proveitos / (custos) de exploração O valor desta rubrica é composto por: 2009 2008 Outros proveitos de exploração Outros proveitos 6.949 15.465 Outros custos de exploração 6.949 15.465 Taxas 240.000 240.000 Quotizações e donativos 34.271 37.990 Indemnizações 1.953 64.331 Bolsa de estágios - 6.620 Multas e outras penalidades legais 125 650 Impostos 614 639 Outros 45.958-322.921 350.230 (315.972) (334.765) 20

A rubrica Taxas regista o encargo suportado pela Sociedade com o pagamento da taxa mensal de supervisão à CMVM. Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica Outros inclui o montante de 45.836 relativo à correcção da estimativa do pro-rata referente ao exercício de 2009. Em 31 de Dezembro de 2008, a rubrica de indemnizações registava o montante de 64.331 relativo a custos em que a Sociedade incorreu pelo incumprimento dos limites de investimento das carteiras geridas. 7 Custos com o pessoal O valor desta rubrica é composto por: 2009 2008 Remunerações 1.900.474 2.081.600 Encargos sociais obrigatórios 463.102 651.259 Encargos sociais facultativos 94.339 113.166 Outros custos 241.826 221.211 2.699.741 3.067.236 Os valores incluídos em Remunerações que respeitam aos Órgãos de Gestão, Administração e Fiscalização da Sociedade, nos exercícios findos em, foram de 298.595 e 334.801, respectivamente. Conforme referido na nota 27, a rubrica Encargos sociais obrigatórios, inclui em 2009, o montante de 197.204 (2008: 383.026) relativo ao custo com pensões de reforma no exercício. A rubrica de Outros custos inclui o montante de 236.855 (2008: 203.332) relativo aos custos com os Planos de Remuneração por acções, conforme descrito na nota 26. O número médio de colaboradores ao serviço da Sociedade, nos exercícios de 2009 e 2008, distribuído por grandes categorias profissionais, foi o seguinte: 2009 2008 Direcção 7 7 Específicas / Técnicas 22 22 Outras funções 3 3 32 32 21

8 Outros gastos administrativos O valor desta rubrica é composto por: 2009 2008 Água, energia e combustíveis 11.800 11.182 Aluguer de equipamento 33.593 - Material de consumo corrente 10.138 14.716 Publicações 3.246 5.766 Rendas e alugueres 216.260 216.197 Comunicações 12.174 11.816 Deslocações, estadias e representações 82.360 88.538 Publicidade 2.025 373 Conservação e reparação 14.259 13.977 Outros serviços especializados 1.178.550 1.260.947 Formação do pessoal 834 3.327 Seguros 7.718 8.187 Contencioso 85 55 Transportes 1.905 1.223 Outros fornecimentos e serviços 1.676.688 1.037.810 3.251.635 2.674.114 Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica Outros fornecimentos e serviços, inclui o montante de 1.672.198 (2008: 1.034.092) relativo aos serviços prestados à Sociedade pela F&C Investments Services Limited. Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica Outros serviços especializados inclui o montante de 372.367 relativo ao contrato de prestação de serviços operacionais na actividade de gestão de património prestados pelo Banco Comercial Português, S.A. Até 1 de Junho de 2009, estes serviços foram prestados pela Millennium bcp Gestão de Activos Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, S.A., representando um custo total no montante de 264.498 (2008: 633.799) Adicionalmente, esta rubrica inclui o montante de 202.218 (2008: 197.937), relativo a serviços prestados pela Millennium bcp - Prestação de Serviços, A.C.E. 22

9 Amortizações do exercício O valor desta rubrica é composto por: Outros activos tangíveis 2009 2008 Mobiliário e material 137 146 Equipamento informático - 710 Máquinas de uso administrativo 872 1.677 Viaturas 31.708 34.350 Outro equipamento 862 918 33.579 37.801 A movimentação da rubrica de Outros activos tangíveis, durante o exercício de 2009, é apresentada na nota 15. 10 Outras provisões O valor desta rubrica é composto por: 2009 2008 Outras provisões para riscos e encargos Dotação do exercício 2.044 70.621 Reposição do exercício (134.132) - (132.088) 70.621 Conforme referido na nota 18, durante o exercício de 2009 a Sociedade procedeu à anulação de parte das provisões constituídas para contingências fiscais. 23

11 Impostos O valor desta rubrica é composto por: 2009 2008 Imposto corrente do ano 5.262.400 4.532.771 correcção de anos anteriores 43.678 246.631 Imposto diferido 5.306.078 4.779.402 criação e reversão de diferenças temporárias (133.699) 81.200 (133.699) 81.200 5.172.379 4.860.602 O valor de impostos sobre os lucros ascende a 5.172.379 (2008: 4.860.602) e representa uma taxa média de imposto de 24,9% do resultado antes de imposto (2008: 28,4%). A diferença entre a taxa nominal de impostos sobre o rendimento a que a sociedade se encontra sujeita e a taxa média acima referida resulta dos ajustamentos considerados para efeitos da determinação da matéria colectável, nos termos previstos na legislação aplicável. A análise dos principais ajustamentos efectuados ao resultado contabilístico para efeitos de determinação da matéria colectável e que assumem natureza temporária é apresentada como segue: - Diferença entre os encargos com o plano de acções e os montantes efectivamente pagos a este título, no montante de 792.756 a deduzir à matéria colectável; - Diferença entre os encargos registados como custo e o montante efectivamente pago a título de prémios de antiguidade, num montante a acrescer à matéria colectável de 14.684. A análise dos principais ajustamentos efectuados ao resultado contabilístico para efeitos de determinação da matéria colectável e que assumem natureza permanente é apresentada como segue: - Acréscimo para efeitos de apuramento do lucro tributável correspondente a provisões não dedutíveis para efeitos fiscais, no montante de 2.044. - Acréscimo para efeitos de apuramento do lucro tributável correspondente a reintegrações e amortizações não aceites como custo, no montante de 24.226. 24

A reconciliação da taxa de imposto decorrente dos efeitos permanentes antes referidos: Dez 2009 Dez 2008 % % Lucro antes de impostos 20.766.403 17.113.316 Taxa de imposto corrente 26,5% 5.503.096 26,5% 4.535.029 Despesas dedutíveis não reflectidas no resultado antes de imposto Despesas não dedutíveis (i) (0,03%) (6.962) 0,11% 18.715 Receitas isentas de imposto ou não tributáveis (ii) (0,02%) (3.891) (0,06%) (10.716) Correcção de anos anteriores (iii) (0,21%) (43.678) 1,44% 246.631 Outros ajustamentos efectuados (iv) (1,29%) (267.550) 0,35% 59.982 Tributação autónoma e imposto suportado no estrangeiro (v) (0,04%) (8.636) 0,06% 10.961 24,9% 5.172.379 28,4% 4.860.602 (i) Trata-se essencialmente do imposto associado a provisões não dedutíveis para efeitos fiscais no montante de 2.044, e de reintegrações e amortizações não aceites como custo no montante de 24.226 (2008: 70.621); (ii) Valor de imposto respeitante essencialmente ao pagamento do prémio de antiguidade 14.684 (2008: 40.439); (iii) Montante referente à insuficiência de estimativa do exercício de 2008; (iv) Outros acréscimos e deduções efectuadas ao resultado antes de imposto, bem como reversão de imposto diferido activo registado em exercícios anteriores, incluindo o efeito dos encargos com o plano de acções (base de imposto: 792.756); (v) Tributação autónoma, nos termos da lei, de despesas de representação, despesas com ajudas de custo e compensação pela deslocação em viatura própria e encargos com viaturas. O montante de impostos diferidos em resultados, em 31 de Dezembro de 2009, é atribuível às seguintes rubricas: 2009 2008 Prémio de antiguidade (3.891) 10.716 Planos de acções (118.845) 70.484 Subsídio por morte (10.963) - (133.699) 81.200 25

12 Disponibilidades em outras instituições de crédito À data de 31 de Dezembro de 2009, a rubrica Disponibilidades em outras instituições de crédito regista o montante de 719.645 (Em 31 de Dezembro de 2008: 3.021.930) referente a contas de depósito à ordem junto de Instituições de Crédito. 13 Aplicações em instituições de crédito Esta rubrica é analisada como segue: Data Data Taxa Montante Montante início vencimento juro Banco Comercial Português, S.A. 21/12/2009 29/01/2010 3% 9.000.000 28.000.000 Montepio Geral 02/12/2009 04/01/2010 2,75% 15.000.000-24.000.000 28.000.000 Periodificação de juros 40.729 225.540 Saldo em 31 de Dezembro de 2009 24.040.729 28.225.540 14 Activos financeiros disponíveis para venda Esta rubrica é analisada como segue: 2009 2008 Obrigações e outros títulos de rendimento fixo de emissores públicos 72.512 35.333 A rubrica Obrigações e outros títulos de rendimento fixo De emissores públicos regista os títulos cotados em carteira com vencimento no decurso dos exercícios de 2011 e 2012. No decurso de 2009, a Sociedade procedeu à aquisição de um lote adicional de obrigações de emissores públicos, no montante de 36.225, com um valor nominal de 35.000, com maturidade em 2012. De acordo com o referido na política contabilística nota 1 b) os activos financeiros disponíveis para venda encontram-se contabilizados ao seu justo valor. 26

15 Outros activos tangíveis O valor desta rubrica é composto por: 2009 2008 Mobiliário e material 17.028 17.028 Equipamento informático 61.891 61.891 Máquinas de uso administrativo 18.109 18.109 Viaturas 137.400 137.400 Outros equipamentos 11.309 11.309 Amortizações acumuladas 245.737 245.737 Relativas ao exercício corrente 33.579 37.801 Relativas a exercícios anteriores 134.549 96.748 168.128 134.549 77.609 111.188 Os movimentos na rubrica de Outros activos tangíveis durante o ano de 2009 são analisados como segue: Custo: (Valores expressos em ) Saldo Saldo em Aquisições Abates Transf. em 01/01/09 /Dotações 31/12/09 Mobiliário e material 17.028 - - - 17.028 Equipamento informático 61.891 - - - 61.891 Máquinas de uso administrativo 18.109 - - - 18.109 Viaturas 137.400 - - - 137.400 Outros equipamentos 11.309 - - - 11.309 245.737 - - - 245.737 Amortizações Acumuladas: Mobiliário e material 16.152 137 - - 16.289 Equipamento informático 61.891 - - - 61.891 Máquinas de uso administrativo 15.527 872 - - 16.399 Viaturas 34.350 31.708 - - 66.058 Outros equipamentos 6.629 862 - - 7.491 134.549 33.579 - - 168.128 27

16 Activos por impostos diferidos A rubrica de activos líquida de passivos, por impostos diferidos, em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, gerados por diferenças temporárias da seguinte natureza são analisados como segue: 2009 2008 Activo Activo Plano de acções 126.855 8.010 Prémio de antiguidade 53.285 49.394 Subsídio por morte 10.963 - Impostos diferidos activos 191.103 57.404 Os activos por impostos diferidos de prejuízos fiscais reportáveis e crédito de imposto são reconhecidos quando exista uma expectativa razoável de haver lucros tributáveis futuros. A incerteza da recuperabilidade de prejuízos fiscais reportáveis e crédito de impostos é considerada no apuramento de activos por impostos diferidos. Os activos e passivos por impostos diferidos são apresentados pelo seu valor líquido sempre que nos termos da legislação aplicável, a Sociedade possa compensar activos por impostos correntes com passivos por impostos correntes e sempre que os impostos diferidos estejam relacionados com o mesmo imposto. O movimento do exercício da rubrica de impostos diferidos líquidos: 2009 2008 Saldo em 1 de Janeiro 57.404 138.605 Encargos do exercício 133.699 (81.200) Saldo em 31 de Dezembro 191.103 57.404 28

17 Outros activos O valor desta rubrica é composto por: 2009 2008 Devedores 3.108.535 2.904.110 Proveitos a receber 9.556.053 4.415.303 Despesas antecipadas 1.128.422 1.325.797 Outras imobilizações financeiras 750 750 Contas diversas 267 733 13.794.027 8.646.693 A rubrica Devedores regista os montantes a receber dos clientes, referente a comissões de gestão de carteiras e de aconselhamento. A rubrica Proveitos a receber regista as comissões de gestão e de aconselhamento a receber dos clientes, que serão cobradas de acordo com as datas acordadas nos respectivos contratos celebrados. Adicionalmente, em 31 de Dezembro de 2009, esta rubrica regista o montante de 4.992.488 referente às comissões de performance devidas pela Millennium Fortis referente à performance das carteiras no decurso do exercício de 2009, que nesta data ainda não foram facturadas pela Sociedade. A rubrica Outras imobilizações financeiras, regista o montante de 750 (Em 31 de Dezembro de 2008: 750) representativo de 0,2% do capital da Millennium bcp Prestação de Serviços, A.C.E. Conforme referido na nota 27, em 31 de Dezembro de 2009, as rubricas relativas às responsabilidades da Sociedade com pensões de reforma, incluídas em despesas antecipadas, são analisadas como segue: 2009 2008 Responsabilidade por benefícios projectados Cobertas pelo Fundo 3.584.075 3.615.369 Cobertas por provisões (Extra-Fundo) 68.352 65.734 Valor do Fundo (3.721.160) (3.568.383) 68.733 112.720 Perdas actuariais Corredor 372.116 368.110 Acima do Corredor 682.016 1.064.678 1.054.132 1.432.788 1.122.865 1.320.068 29

A diferença entre a Responsabilidade por benefícios projectados e o Valor do Fundo no montante de 68.475 (31 de Dezembro de 2008: 112.720) corresponde a Outros benefícios não cobertos pelo Fundo de Pensões e que se encontram integralmente provisionados. O valor do corredor e perdas actuariais acima do corredor diferidas foram determinados em conformidade com a política contabilística descrita na nota 1 m). 18 Provisões A movimentação desta rubrica é analisada como segue: 2009 2008 Saldo em 1 de Janeiro 355.653 285.032 Dotação do exercício 2.044 70.621 Reposição do exercício (134.132) - Utilização (6.946) - Saldo em 31 de Dezembro 216.619 355.653 A Sociedade tem constituídas provisões para fazer face a riscos diversos inerentes à sua actividade. As referidas provisões foram constituídas tendo por base a probabilidade de ocorrência de certas contingências associadas com os riscos inerentes à actividade, sendo revista a referida probabilidade, em cada data de balanço de forma a reflectir a melhor estimativa do montante e probabilidade de pagamento. No decurso de 2009, a Sociedade procedeu à contabilização da reposição de parte da provisão que se encontra registada para fazer face a contingências fiscais relativa ao exercício de 2005, tendo em conta que já foi ultrapassado o prazo previsto para a fiscalização por parte das Autoridades Fiscais. 19 Passivos por impostos correntes Em 31 de Dezembro de 2009, esta rubrica regista o montante de 1.384.124, relativo a imposto sobre o rendimento a pagar pela Sociedade referente ao exercício de 2009, no âmbito da sua actividade. 30

20 Outros passivos O valor desta rubrica é composto por: 2009 2008 Encargos com o pessoal 879.831 873.109 Sector Público Administrativo 576.411 679.603 Fornecedores 93.916 338.557 Outros custos a pagar 67.767 96.796 Contas diversas 7.617 5.846 1.625.542 1.993.911 Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica Encargos com o pessoal, inclui as responsabilidades com bónus de colaboradores e administradores relativos ao exercício de 2009 a pagar pela Sociedade no decurso do exercício de 2010, no montante de 411.156. À data de 31 de Dezembro de 2009, a rubrica Sector Público Administrativo inclui o montante de 536.674 (Em 31 de Dezembro de 2008: 639.511) relativo a IVA a pagar decorrente da prestação de serviços pela Sociedade. À data de 31 de Dezembro de 2009, a rubrica Fornecedores inclui o montante de 62.113 referente aos serviços prestados pelo Banco Comercial Português, S.A. Em 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica incluía o montante de 251.311 referente aos serviços prestados pela F&C Investments Services Limited no quarto trimestre de 2008. 21 Capital Em 31 de Dezembro de 2009, o capital da Sociedade é de 9.000.000, representado por 9.000.000 acções de valor nominal de Euro 1 cada, encontrando-se totalmente realizado. 22 Reserva legal Nos termos da legislação portuguesa, a Sociedade, deverá reforçar anualmente a reserva legal em pelo menos 10% dos lucros líquidos anuais, até à concorrência do capital social, não podendo, normalmente, esta reserva ser distribuída. No entanto, esta reserva pode ser utilizada para absorver prejuízos acumulados, depois de esgotadas todas as outras reservas ou para aumentar o capital. 31

23 Outras reservas e resultados acumulados O valor desta rubrica é analisado como segue: 2009 2008 Reserva de justo valor (2.608) (955) Reservas e resultados acumulados: Reserva legal 6.680.000 5.454.000 Outras reservas e resultados transitados 4.397.924 9.224.180 11.075.316 14.677.225 Em Dezembro de 2009, o accionista único da Sociedade aprovou a distribuição de dividendos de parte das reservas livres no montante de 15.000.000. A movimentação da reserva de justo valor em Activos financeiros disponíveis para venda é analisado como segue: Obrigações e outros títulos de rendimento fixo Saldo a 1 de Janeiro de 2009 Reavaliação Saldo a 31 de Dezembro de 2009 (955) (1.653) (2.608) 24 Contas extrapatrimoniais 2009 2008 Compromissos perante terceiros 18.722.743.424 16.861.566.767 Outros 43.200 47.138 25 Justo valor O justo valor tem como base as cotações de mercado, sempre que estas se encontrem disponíveis. Caso estas não existam, como acontece em muitos dos produtos colocados junto de clientes, o justo valor é estimado através de modelos internos baseados em técnicas de desconto de fluxos de caixa. A geração de fluxos de caixa dos diferentes instrumentos comercializados é feita com base nas respectivas características financeiras e as taxas de desconto utilizadas incorporam quer a curva de taxas de juro de mercado, quer as actuais condições da política de pricing da Sociedade. 32

Assim, o justo valor obtido encontra-se influenciado pelos parâmetros utilizados no modelo de avaliação, que necessariamente incorporam algum grau de subjectividade, e reflecte exclusivamente o valor atribuído aos diferentes instrumentos financeiros. Não considera, no entanto, factores de natureza prospectiva, como por exemplo a evolução futura de negócio. Nestas condições, os valores apresentados não podem ser entendidos como uma estimativa do valor económico da Sociedade. De seguida, são apresentados os principais métodos e pressupostos usados na estimativa do justo valor dos activos e passivos financeiros: Disponibilidades em Instituições de Crédito Atendendo ao prazo extremamente curto associado a estes instrumentos financeiros, o valor de balanço é uma razoável estimativa do seu justo valor. Aplicações em Instituições de Crédito O justo valor destes instrumentos financeiros é calculado com base na actualização dos fluxos de caixa de capital e juros esperados no futuro para os referidos instrumentos, considerando que os pagamentos de prestações ocorrem nas datas contratualmente definidas. A taxa de desconto utilizada reflecte as actuais condições praticadas pela Sociedade em idênticos instrumentos para cada um dos diferentes prazos de maturidade residual. A taxa de desconto incorpora as taxas de mercado para os prazos residuais (taxas do mercado monetário ou do mercado de swaps de taxa de juro, no final do ano). Activos financeiros disponíveis para venda Estes instrumentos financeiros estão contabilizados ao justo valor. O justo valor tem como base as cotações de mercado, sempre que estas se encontrem disponíveis. Caso estas não existam, o cálculo do justo valor assenta na utilização de modelos numéricos, baseados em técnicas de desconto de fluxo de caixa que, para estimar o justo valor, utilizam as curvas de taxa de juro de mercado ajustadas pelos factores associados, predominantemente o risco de crédito e risco de liquidez, determinados de acordo com as condições de mercado e prazos respectivos. As taxas de juro de mercado são apuradas com base em informação difundida pelos fornecedores de conteúdos financeiros - Reuters e Bloomberg - mais concretamente as que resultam das cotações dos swaps de taxa de juro. Os valores respeitantes às taxas de muito curto prazo são obtidos de fonte semelhante mas referentes ao mercado monetário interbancário. A curva de taxa de juro obtida é ainda calibrada contra os valores dos futuros de taxa de juro de curto prazo. As taxas de juro para os prazos específicos dos fluxos de caixa são determinadas por métodos de interpolação adequados. As mesmas curvas de taxa de juro são ainda utilizadas na projecção dos fluxos de caixa não determinísticos como por exemplo os indexantes. Caso exista opcionalidade envolvida, utilizam-se os modelos standard (Black&Scholes, Black, Ho e outros) considerando as superfícies de volatilidade aplicáveis. Sempre que se entenda que não existem referências de mercado de qualidade suficiente ou que os modelos disponíveis não se aplicam integralmente face às características do instrumento financeiro, utilizam-se cotações específicas fornecidas por uma entidade externa, tipicamente a contraparte do negócio. 33

No caso de acções não cotadas, estas encontram-se reconhecidas ao custo histórico sempre que não exista disponível um valor de mercado e não seja possível determinar com fiabilidade o seu justo valor. No caso da Sociedade, os valores contabilísticos não diferem significativamente do seu justo valor. 26 Planos de remuneração com acções A Sociedade opera com um conjunto de planos de remuneração com acções, como parte integrante da remuneração total dos seus colaboradores. Os custos reconhecidos pela F&C Portugal com os planos de remuneração com acções são analisados como segue: 2009 2008 Long- Term Remuneration Plan (diferido) 218.917 211.002 Purchased Equity Plan (acções FCAM plc) 3.459 6.474 Purchased Equity Plan (Fundos de investimento F&C) 14.479 (14.144) Total de custos reconhecidos em 2009 236.855 203.332 Os detalhes de cada um dos planos atribuídos pela Sociedade são apresentados nos parágrafos seguintes: Os detalhes dos modelos de pricing e os principais pressupostos utilizados para a obtenção do justo valor dos serviços recebidos, ou o justo valor dos instrumentos de capital próprio concedidos, foram divulgados apenas para os direitos concedidos durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009. O detalhe dos direitos concedidos em exercícios anteriores foram divulgados nas demonstrações financeiras dos respectivos exercícios. O justo valor dos serviços recebidos em troca dos direitos atribuídos é medido com referência ao justo valor dos planos de acções atribuídos. O pagamento em dinheiro dos direitos é baseado nos dividendos pagos durante o vesting period (antes de se tornar incondicional) sendo reinvestido em acções da F&C Asset Management plc. Quando é efectuada a atribuição do direito o valor do nocional das acções é pago aos colaboradores, e é efectuado em dinheiro. 34

Os principais pressupostos que foram utilizados nos modelos para determinar o justo valor dos direitos atribuídos durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 é analisado como segue: LTRP - direitos exercidos Data de atribuição 8 de Julho de 2009 Número de direitos atribuídos 292.891 Preço na data de atribuição 0.67 Vesting period 3 anos Prazo do direito 3 anos Dividend yield esperada (%) 5,72% Volatilidade esperada (%) n/a Risco de taxa de juro (%) n/a Taxa esperada de rotação (%) 5% Justo valor dos direitos na data de atribuição (por direito) - Equity 0.56 - Numerário 0.11 Modelo utilizado Valor de mercado O preço médio ponderado das acções da FCAM plc durante 2009 foi de 0,73 (2008: 1,25). (i)the Long-Term Remuneration Plan (LTRP) O LTRP é o principal plano de incentivos de longo prazo do Grupo F&C Management plc. A atribuição destes direitos é efectuada de forma discricionária pelo Conselho de Administração. (a) Deferred Share Awards De acordo com a deliberação da Assembleia Geral, o LTRP foi alterado de forma a permitir a atribuição de direitos diferidos a colaboradores com nível inferior ao de Director Executivo que não se encontram sujeitos a condições de performance mas sim a um vesting period de 3 anos apenas. O número de direitos é analisado como segue: 2009 2008 Nº Nº Em aberto em 1 de Janeiro 344.049 171.416 Atribuídas durante do ano 292.891 172.633 Transferência de colaboradores (20.606) - Exercidos durante o ano (54.721) - Em aberto em 31 de Dezembro 561.613 344.049 Os direitos exercidos em 2009 são na totalidade relacionados com os direitos atribuídos em 17 de Maio de 2006, cuja data de aquisição do direito estava prevista para 17 de Maio de 2009. 35

Em 31 de Dezembro de 2009 os direitos em abertos relacionados com o LTRP (diferido) são analisados como segue: Data de atribuição Nº direitos em aberto Primeira data de aquisição do direito 16 de Março de 2007 96.089 16 de Março de 2010 25 de Março de 2008 172.633 25 de Março de 2011 8 de Julho de 2009 292.891 8 de Julho de 2012 Os direitos em aberto em 31 de Dezembro de 2009 têm um prazo médio até ao seu vencimento de 1,7 anos (31 de Dezembro de 2008: 1,6 anos). (ii) Purchased Equity Plan a) F&C Asset Management plc shares O plano Purchased Equity Plan funciona em conjunto com o esquema de bónus discricionários e pretende encorajar a detenção de acções por parte dos membros dos Quadros Directivos e colaboradores do Grupo através da compra compulsiva de acções com a utilização do bónus anual com base num nível previamente definido. De acordo com os termos do plano a participação pode ocorrer de duas formas: (a) Por indicação do Conselho de Administração da FCAM plc, em base anual os colaboradores elegíveis a que é atribuído num ano um bónus agregado superior a um nível previamente definido de 100.000, devem utilizar um terço do valor que excede os 100.000 na aquisição de acções da FCAM (compra compulsiva de acções) sujeito à continuação no Grupo por três anos; e (b) Quando determinado pelo Conselho de Administração, os colaboradores elegíveis podem ser convidados a utilizar uma parte do seu bónus que não se encontre sujeita ao tratamento referido no ponto anterior para a aquisição de acções da FCAM (Compra voluntária de acções). Até à data, não foi ainda exercido a compra voluntária de acções. O plano compulsivo de aquisição de acções não beneficia de qualquer matching award e está sujeito a cancelamento quando o colaborador deixa o Grupo por qualquer razão (excepto no caso de um good leaver ) no período de retenção de 3 anos. O número de direitos atribuídos é analisado como segue: 2009 2008 Direitos Direitos Nº Nº Em aberto em 1 de Janeiro 10.517 9.637 Atribuídos durante o exercício - 880 Exercidos durante o exercício (9.637) - Em aberto em 31 de Dezembro 880 10.517 36

Os direitos exercidos em 2009 são na totalidade relacionados com os direitos atribuídos em 24 de Março de 2006, cuja data de aquisição do direito estava prevista para 24 de Março de 2009. Em 31 de Dezembro de 2009 os direitos atribuídos relacionados com o plano são analisados como segue: Data de atribuição Nº direitos em aberto Primeira data de aquisição do direito 2 de Abril de 2008 880 2 de Abril 2011 Os direitos em aberto em 31 de Dezembro de 2009 têm um prazo médio até ao seu vencimento de 1,3 anos (31 de Dezembro de 2008: 0,4 anos). b) F&C Investment Funds Um novo elemento foi introduzido no Purchased Equity Plan em 2007 em que passa a ser mandatório direccionar o bónus recebido para o investimento em certos Fundos F&C ( Compulsory Purchased Equity ) sujeito à continuidade ao serviço do Grupo por um período de 3 ou 4 anos. Este acordo está disponível em complemento à Compra Compulsiva de acções F&C Asset Management. O maior benefício deste acordo é incentivar os gestores dos Fundos a investir nos próprios fundos que gerem, sendo obrigados a alinhar os interesses dos colaboradores com os dos próprios clientes. A liquidação dos prémios recebidos no âmbito do Compulsory Purchased é efectuada na data da aquisição do direito através da aquisição de acções da FCAM plc. O valor do investimento nos Fundos F&C, o preço das acções da FCAM plc e portanto o número de acções da FCAM plc a atribuir é exclusivamente conhecido ao certo na vesting date. Quaisquer dividendos pagos durante o vesting period são usados para comprar acções adicionais dos Fundos da F&C Investment. Os direitos são atribuídos em última instância em acções da FCAM plc, pelo que cumprem com os critérios definidos pela IFRS 2 Share- based Payment,. No entanto, não se considerada ser possível estimar o fair value destes direitos na data da atribuição dos mesmos ( grant date ). Esta situação deve-se aos critérios que ultimamemte determinam o número de acções a ser atribuídas. A atribuição de direitos aos colaboradores é efectuada através da aquisição de acções da FCAM plc no mercado. O justo destes direitos no final do ano é determinado pela valorização dos instrumentos de capital ao seu valor intrínseco, à data da atribuição do direito e às subsequentes datas de balanço. O valor intrínseco é depois diferido ao longo do vesting period. O valor dos serviços prestados é valorizado de acordo com a última estimativa dos direitos que se encontram em retenção. 37

Em 13 de Abril de 2007, os direitos atribuídos ascendem a 48.000. Estes direitos foram investidos num total de nove Fundos F&C. 31 Dezembro 31 Dezembro 2009 2008 Valor dos investimentos De acordo com o PEP (valor intrínseco) 33.354 23.959 Nº Nº Nº de acções da FCAM plc 43,944 39,935 27 Fundo de Pensões A Sociedade assumiu a responsabilidade de pagar aos seus colaboradores, pensões de reforma por velhice e por invalidez e outras responsabilidades, nos termos do estabelecido no Acordo Colectivo de Trabalho do Sector Bancário (ACT). As responsabilidades da Sociedade são cobertas através do Fundo de Pensões Banco Comercial Português, gerido pela PensõesGere Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. Em, o número de participantes abrangidos por este plano de pensões de reforma era o seguinte: 2009 2008 Número de Participantes Pessoal no Activo 34 34 34 34 38

De acordo com a política contabilística descrita na nota 1 m), as responsabilidades da Sociedade por pensões de reforma e outras responsabilidades e respectivas coberturas, em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, calculadas com base no método de crédito das unidades projectadas, é analisada como segue: Responsabilidades por benefícios projectados 2009 2008 Pessoal no Activo 3.652.427 3.681.103 3.652.427 3.681.103 Responsabilidades com prémio de antiguidade 201.076 186.392 Valor do Fundo (3.721.160) (3.568.383) Provisão para Plano Complementar - (41.515) Responsabilidades não financiadas pelo Fundo 132.343 257.597 Responsabilidades cobertas pelo Extra-Fundo (269.428) (252.126) (Excesso)/ Deficit de cobertura 137.085 (5.471) A evolução das responsabilidades por benefícios projectados durante os exercícios de 2009 e 2008 é analisada como segue: 2009 2008 Extra-fundo Fundo de Pensões Prémio antiguidade Outros Total Total Saldo em 1 de Janeiro 3.615.369 186.392 65.734 3.867.495 4.487.073 Custo normal 124.316 13.108 4.096 141.520 363.463 Custo dos juros 207.884 9.306 3.749 220.939 233.913 Ganhos e perdas actuariais Não decorrentes de alteração de pressupostos (238.893) - (5.074) (243.967) (177.794) Alteração de pressupostos (14.798) - (153) (14.951) (456.142) Pagamentos - - - - (13.297) Contribuições dos colaboradores 36.719 - - 36.719 36.361 Outros (146.522) (7.730) - (154.252) (606.082) Saldo em 31 de Dezembro 3.584.075 201.076 68.352 3.853.503 3.867.495 39

Os elementos que compõem o valor do activo do Fundo de Pensões são analisados como segue: 2009 Acções 807.592 Obrigações de rendimento variável 696.157 Obrigações de rendimento fixo 1.226.116 Imóveis 247.544 Unidades de participação 674.985 Aplicações em Bancos 68.924 Outros (158) Saldo a 31 de Dezembro 3.721.160 A evolução do valor dos activos do Fundo durante os exercícios de 2009 e 2008 é analisada conforme segue: 2009 2008 Saldo a 1 de Janeiro 3.568.383 4.121.627 Rendimento esperado dos activos 196.075 226.947 Ganhos e perdas actuariais 66.505 (882.165) Contribuições para o Fundo - 617.228 Contribuições de colaboradores 36.719 36.361 Outros (146.522) (551.615) Saldo a 31 de Dezembro 3.721.160 3.568.383 40

A evolução dos valores a pagar relativos a responsabilidades cobertas pelo Fundo de Pensões e Extra-fundo em 2009 é analisada como segue: Excesso/(deficit) de cobertura 2009 2008 Extra-fundo Responsab. Pensões Prémio antiguidade Outros Total Total Saldo em 1 de Janeiro 5.471 186.392 65.734 257.597 365.446 Custo normal 124.316 13.108 4.096 141.520 363.463 Custo dos juros 207.884 9.306 3.749 220.939 233.913 Rendimento esperado dos activos (196.075) - (196.075) (226.947) Ganhos e perdas actuariais Não decorrentes de alteração de pressupostos (305.398) - (5.074) (310.472) 704.372 Alteração de pressupostos (14.798) - (153) (14.951) (456.142) Contribuições para o Fundo - - - - (617.228) Provisão para Plano de Contibuição definida 41.515 - - 41.515 (41.515) Pagamentos efectuados - - - - (13.297) Outros - (7.730) - (7.730) (54.468) Saldo em 31 de Dezembro (137.085) 201.076 68.352 132.343 257.597 Em conformidade com o disposto na IAS 19, em 31 de Dezembro de 2009, as perdas actuariais diferidas, incluindo o valor do corredor, são analisadas como segue: Perdas actuariais Corredor Acima do Corredor Valores em 1 de Janeiro de 2009 368.110 1.064.678 Perdas actuariais Não decorrentes de alterações de pressupostos - (310.472) Alterações de pressupostos - (14.951) Amortização das perdas actuariais acima do corredor - (53.233) Variação do corredor 4.006 (4.006) Valores em 31 de Dezembro de 2009 372.116 682.016 Considerando os ganhos e perdas actuariais registadas no cálculo das responsabilidades e no valor do Fundo, com referência a 31 de Dezembro de 2009, o valor do corredor calculado de acordo com o parágrafo 92 da IAS 19 ascendia a 372.116 (31 de Dezembro de 2008: 368.110). 41

Com referência a 31 de Dezembro de 2009, os ganhos e perdas actuariais acima do valor do corredor no montante de 682.016 (31 de Dezembro de 2008: 1.064.678) será reconhecido em resultados do exercício durante um período de 20 anos, tendo como base o saldo no final do ano anterior, conforme referido na política contabilística descrita na nota 1 m). Em 2009, a Sociedade contabilizou, como custo com pensões de reforma e prémio de antiguidade o montante de 211.887 (2008: 355.884). A análise do custo do exercício é apresentada como segue: 2009 2008 Custo com Custo prémio Custos Custos pensões antiguidade totais totais Custo dos serviços correntes 128.412 13.108 141.520 363.463 Custo dos juros 211.633 9.306 220.939 233.913 Rendimento esperado dos activos (196.075) - (196.075) (226.947) Amortização de ganhos e perdas actuariais 53.233-53.233 39.923 Outros - (7.730) (7.730) (54.468) Custo do exercício 197.203 14.684 211.887 355.884 Após a análise dos indicadores de mercado, em particular as perspectivas de taxa de inflação e da taxa de juro de longo prazo para a Zona Euro bem como das características demográficas dos seus colaboradores, a Sociedade alterou os pressupostos actuariais utilizados no cálculo das responsabilidades com pensões de reforma com referência a 31 de Dezembro de 2009. A análise comparativa dos pressupostos actuariais é apresentada como segue: Fundo Banco Comercial Português 2009 2008 Taxa de crescimento salarial 2,50% 3,25% Taxa de crescimento das pensões 1,65% 2,25% Taxa de rendimento do Fundo 5,50% 5,50% Taxa de desconto 5,50%% 5,75% Tábuas de mortalidade TV 73/77 menos TV 73/77 menos Homens 1 ano TV 88/90 menos Mulheres 2 anos Taxa de invalidez 0% 0% Taxa de turnover 0% 0% 1 ano TV 88/90 menos 2 anos Os pressupostos de base utilizados no cálculo do valor actuarial das responsabilidades estão de acordo com os requisitos definidos pela IAS 19. Não são considerados decrementos de invalidez no cálculo das responsabilidades. A taxa de rendimento do Fundo foi determinada de forma consistente com as condições actuais de mercado e com a natureza e rendibilidade dos activos do Fundo. 42

Os ganhos actuariais líquidos do exercício de 2009 de 325.423 (31 de Dezembro de 2008: perdas actuariais de 248.229), são relativas à diferença entre os pressupostos utilizados no cálculo das responsabilidades e os valores efectivamente verificados e são analisados conforme segue: 2009 2008 Responsabilidades esperadas e efectivas (243.967) (177.794) Taxa de desconto (14.951) (524.737) Tábua de mortalidade - 68.595 Rendimento dos Fundos (66.505) 882.165 (325.423) 248.229 Os custos com benefícios de saúde têm um impacto significativo no custo com pensões. Considerando este impacto procedeu-se a uma análise de sensibilidade a uma variação positiva (passando de 6,5% para 7,5% no fim do primeiro semestre de 2009) e a uma variação negativa (passando de 6,5% para 5,5% no fim do primeiro semestre de 2009) de um ponto percentual no valor dos custos com os benefícios de saúde cujo impacto é analisado como segue: Variação positiva de 1% (6,5% e 7,5%) 2009 Variação negativa de 1% (6,5% e 5,5%) Impacto no custo com pensões 1.794 (1.794 Impacto nas responsabilidades 24.431 (24.431) O valor estimado das contribuições a efectuar em 2010, no âmbito do plano de pensões é de 315.703. O valor das responsabilidades com benefícios de saúde está integralmente coberto pelo Fundo de Pensões e correspondem no final do exercício de 2009 a 158.804 (31 de Dezembro de 2008: 148.990). 28 Partes relacionadas A Sociedade recebe do Grupo F&C, através da F&C Investment Services Limites, serviços de suporte à actividade, quer no âmbito da prestação de informações relevantes para incorporação no processo de investimento seguido pela Sociedade, quer no âmbito do suporte operacional. Os custos relacionados com estes serviços encontram-se mencionados na nota 8. A Sociedade não concede a partes relacionadas (incluindo nestas os membros dos Órgãos Sociais), nem obtém delas, empréstimos ou outro tipo de financiamentos. 43

Remunerações a membros do Conselho de Administração O montante agregado das remunerações pagas em dinheiro a membros do Conselho de Administração para os exercícios de 2009 e 2008 é de 351.298 e 481.068, respectivamente. Adicionalmente, venceu-se no exercício de 2009, o direito a remunerações diferidas pagas em acções com o valor de 46.042. Estes montantes não incluem contribuições para o fundo de pensões, no montante de 30.883 para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 (2008: 61.422). 29 Gestão de riscos Risco de Crédito O risco de crédito inerente à natureza da actividade da Sociedade resulta dos saldos devedores relacionados com a actividade corrente e não com qualquer actividade creditícia que seja desenvolvida, a qual, aliás, lhe está vedada. A gestão do risco de crédito compete ao Núcleo de Controlo Operacional, que efectua uma revisão periódica da facturação emitida (controlo de cobranças). Risco de Liquidez Não obstante a F&C Portugal estar integrada num forte grupo financeiro internacional, o que lhe confere uma segurança acrescida, a gestão do risco de liquidez é efectuada individualmente, pelo que não são assumidas responsabilidades sem que seja assegurada a respectiva cobertura financeira. Para tal, procede-se com periodicidade regular à elaboração de análises, formais ou não dependendo da sua complexidade, de activos e passivos, do ponto de vista das maturidades, evitando-se desajustamentos significativos. Risco de Taxa de Juro O risco de taxa de juro está limitado a operações inerentes a aplicações financeiras dos excedentes de tesouraria. O Conselho de Administração define as políticas a seguir neste tipo de operações, tendo a política vigente em 2007 e 2008 continuado a apontar para aplicações a curto prazo e a taxa variável, mitigando dessa forma o risco de taxa de juro. Risco de Liquidação de operações cambiais O risco de liquidação de operações cambiais está limitado a operações com fornecedores de montantes pouco significativos, cabendo o seu controlo ao Núcleo de Controlo Operacional. Risco Operacional A gestão do risco operacional é da responsabilidade de todos os colaboradores dentro da Sociedade. A definição e aplicação dos procedimentos internos em termos de recursos humanos e sistemas para se efectuar o controlo dentro da empresa é, em ultima instância, da responsabilidade do Conselho de Administração da F&C Portugal. 44

Risco de Compliance Todos os acontecimentos que constituam incumprimento de leis, regras, regulamentos ou normas internas de procedimentos são, em primeira instância, comunicados a um dos Administradores e registados de acordo com a Política de Resolução de Erros da Sociedade. Os eventos cuja relevância o justifique são levados ao conhecimento, analisados e monitorados, pelo plenário do Conselho de Administração da Sociedade, pelo Conselho de Administração da F&C Asset Management plc (FCAM), como accionista último da Sociedade, e pelo Business Operations Committee (BOC) do Grupo. Monitorização de Risco Uma ferramenta chave na gestão do risco dentro do Grupo, é o processo Turnbull. Trata-se de uma abordagem estruturada em função da identificação de riscos posta em prática em todo o Grupo F&C e que requer que riscos significativos sejam reportados ao Conselho de Administração relevante para revisão e definição das acções a implementar. O processo Turnbull está planeado de acordo com os princípios do Combined Code 1 no que diz respeito ao controlo interno e à monitorização do risco, cujo cumprimento é requerido para empresas cotadas no Reino Unido. Uma componente chave no processo é o quadro de risco da área de negócios. Trata-se de uma matriz dos riscos enfrentados pela área de negócios e controlos existentes, tendo em vista uma gestão dos referidos riscos. Os riscos que não sejam adequadamente geridos requerem planos de acção. Quaisquer riscos considerados relevantes deverão ser reportados pela área de negócios à Administração da empresa em causa. Os quadros de risco são periodicamente revistos pela Direcção de Auditoria, Risco e Compliance (ARC) do Grupo. A Administração da FCAM delegou no Executive Committee (Execom) daquela empresa a responsabilidade em aprovar a ferramenta de gestão de risco do Grupo. Neste âmbito, cabe ao Operations Committee (OC), enquanto sub-comité do Execom, apoiá-lo a implantar no Grupo uma cultura de gestão de risco. O OC reúne-se mensalmente sendo os seus membros Directores seniores de todo o Grupo. Um membro do Conselho de Administração da F&C Portugal participa, trimestralmente, nas reuniões do OC, analisando eventuais insuficiências/estrangulamentos nos serviços centralmente prestados à Sociedade. Como parte das suas actividades, o OC: a) Revê relatórios de Auditoria, Risco e Compliance, particularmente aqueles que relatam infracções, erros, falhas ou áreas onde o Grupo está exposto em níveis inaceitáveis de risco operacional; b) Discute as informações de gestão de risco recebida e, em particular, os relatórios Turnbull e os riscos significativos; c) e discute também ainda as actividades de gestão de risco de apoio a projectos operacionais relevantes ou alteração das referidas actividades de gestão de risco do Grupo. 1 O Combined Code é uma lista de princípios cobrindo o Governo Corporativo, sendo um anexo à lista de regras da Bolsa de Valores de Londres e aplica-se a todas as empresas cotadas no Reino Unido. 45

30 Normas contabilísticas recentemente emitidas Normas, alterações e interpretações efectivas em ou a partir de 1 de Janeiro de 2009 As normas contabilísticas e interpretações recentemente emitidas que entraram em vigor e que a Sociedade aplicou na elaboração das suas demonstrações financeiras, podem ser analisadas como segue: IAS 1 (Alterada) - Apresentação das Demonstrações Financeiras O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em Setembro de 2007, a IAS 1 - Apresentação das Demonstrações Financeiras alterada com data efectiva de aplicação obrigatória em 1 de Janeiro de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida. Alterações face ao anterior texto da IAS 1: - A apresentação da demonstração da posição financeira (formalmente balanço) é requerida para o período corrente e comparativo. De acordo com a IAS 1 alterada, a demonstração da posição financeira deverá ser também apresentada para o início do período comparativo sempre que uma entidade reexpresse os comparativos decorrente de uma alteração de política contabilística, de uma correcção de um erro, ou a de uma reclassificação de um item nas demonstrações financeiras. Nestes casos, três demonstrações da posição financeira serão apresentadas, comparativamente às outras duas demonstrações requeridas. - Na sequência das alterações impostas por esta norma, os utilizadores das demonstrações financeiras poderão mais facilmente distinguir as variações nos capitais próprios da Sociedade decorrentes de transacções com accionistas, enquanto accionistas (ex. dividendos, transacções com acções próprias) e transacções com terceiras partes, ficando estas resumidas na demonstração de comprehensive income. Face à natureza destas alterações (divulgações) o impacto na Sociedade foi exclusivamente ao nível da apresentação. IAS 23 (Alterada) - Custos de Empréstimos Obtidos O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em Março de 2007, a IAS 23 - Custos de Empréstimos Obtidos alterada, com data efectiva de aplicação obrigatória em 1 de Janeiro de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida. Esta norma define que os custos de empréstimos obtidos directamente atribuíveis ao custo de aquisição, construção ou produção de um activo (activo elegível) e são parte integrante do seu custo. Assim, a opção de registar tais custos directamente nos resultados é eliminada. A Sociedade não obteve quaisquer impactos decorrentes da adopção desta norma alterada. IAS 32 (Revista) Instrumentos Financeiros: Apresentação Instrumentos financeiros remíveis e obrigações resultantes de liquidação O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em Fevereiro de 2008 a IAS 32 (Revista) Instrumentos Financeiros: Apresentação Instrumentos financeiros com opção de venda ("puttable instruments") e obrigações resultantes de liquidação, que é de aplicação obrigatória a partir de 1 de Janeiro de 2009. 46

De acordo com os requisitos anteriores da IAS 32, se puder ser exigido a um emissor o pagamento em dinheiro ou outro activo financeiro em troca pela remissão ou recompra do instrumento financeiro, o instrumento é classificado como um passivo financeiro. Como resultado desta revisão, alguns instrumentos financeiros que cumprem actualmente os requisitos da definição de passivo financeiro serão classificados como instrumentos de capital se (i) representarem um interesse residual nos activos líquidos de uma entidade, (ii) fizerem parte de uma classe de instrumentos subordinados a qualquer outra classe de instrumentos emitidos pela entidade, e (iii) caso todos os instrumentos desta classe tenham os mesmos termos e condições. Foi também efectuada uma alteração à IAS 1 Apresentação das Demonstrações Financeiras para adicionar um novo requisito de apresentação dos instrumentos financeiros remíveis e das obrigações resultantes da liquidação. A Sociedade não obteve quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração. IFRS 2 (Alterada) - Pagamento em Acções: Condições de aquisição O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em Janeiro de 2008 a IFRS 2 (Alterada) - Pagamento em Acções: Condições de aquisição, com data efectiva de aplicação obrigatória em 1 de Janeiro de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida. Esta alteração ao IFRS 2 permitiu clarificar que (i) as condições de aquisição dos direitos inerentes a um plano de pagamentos com base em acções limitam-se a condições de serviço ou de performance e que (ii) qualquer cancelamento de tais programas, quer pela entidade quer por terceiras partes, têm o mesmo tratamento contabilístico. A Sociedade não obteve quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração. IFRS 7 (Alterada) - Instrumentos financeiros: Divulgações O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em Março de 2009 a IFRS 7 (Alterada) - Instrumentos financeiros: Divulgações, com data efectiva de aplicação obrigatória em 1 de Janeiro de 2009. Esta alteração ao IFRS 7 requer informação adicional nas divulgações sobre a mensuração dos justos valores, nomeadamente que estes devem ser apresentados em três níveis hierárquicos definidos na própria interpretação e sobre o risco de liquidez. Face à natureza destas alterações (divulgações) o impacto na Sociedade foi exclusivamente ao nível das divulgações. IFRS 8 Segmentos Operacionais O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em 30 de Novembro de 2006 a IFRS 8 - Segmentos operacionais, tendo sido aprovada pela Comissão Europeia em 21 de Novembro de 2007. Esta norma é de aplicação obrigatória para exercícios a começarem ou a partir de 1 de Janeiro de 2009. 47

A IFRS 8 - Segmentos Operacionais define a apresentação da informação sobre segmentos operacionais de uma entidade e também sobre serviços e produtos, áreas geográficas onde a entidade opera e os seus maiores clientes. Esta norma especifica como uma entidade deverá reportar a sua informação nas demonstrações financeiras anuais, e como consequência alterará a IAS 34 - Reporte financeiro interino, no que respeita à informação a ser seleccionada para reporte financeiro interino. Uma entidade terá também que fazer uma descrição sobre a informação apresentada por segmento nomeadamente resultados e operações, assim como uma breve descrição de como os segmentos são construídos. Face à natureza desta norma, a Sociedade não tem qualquer impacto significativo com a adopção desta norma. IFRIC 13 Programas de Fidelização de Clientes O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), emitiu em Julho de 2007, a IFRIC 13 Programas de Fidelização de Clientes, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Julho de 2008, sendo a sua adopção antecipada permitida. Esta interpretação aplica-se a programas de fidelização de clientes, onde são adjudicados créditos aos clientes como parte integrante de uma venda ou prestação de serviços e estes poderão trocar esses créditos, no futuro, por serviços ou mercadorias gratuitamente ou com desconto. A Sociedade não obteve quaisquer impactos decorrentes da adopção desta interpretação. IFRIC 15 Acordos para construção de imóveis O IFRIC 15 Acordos para construção de imóveis entra em vigor para exercícios iniciados a partir de 1 de Janeiro de 2009. Esta interpretação contém orientações que permitem determinar se um contrato para a construção de imóveis se encontra no âmbito do IAS 18 - Reconhecimento de proveitos ou do IAS 11 Contratos de construção, sendo expectável que a IAS 18 seja aplicável a um número mais abrangente de transacções. A Sociedade não obteve qualquer impacto nas suas demonstrações financeiras decorrentes da entrada em vigor desta interpretação. IFRIC 16 Cobertura de um investimento numa operação em moeda estrangeira O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC) emitiu em Julho de 2008, a IFRIC 16 Cobertura de um investimento numa operação em moeda estrangeira, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Outubro de 2008, sendo a sua adopção antecipada permitida. 48

Esta interpretação visa clarificar que: a cobertura de um investimento numa operação em moeda estrangeira poder ser aplicada apenas a diferenças cambiais decorrentes da conversão das demonstrações financeiras das subsidiárias na sua moeda funcional para a moeda funcional da casa-mãe e apenas por um montante igual ou inferior ao capital próprio da subsidiária; o instrumento de cobertura pode ser contratado por qualquer entidade da Sociedade, excepto pela entidade que está a ser objecto de cobertura; e aquando da venda da subsidiária objecto de cobertura o ganho ou perda acumulado referente à componente efectiva da cobertura é reclassificado para resultados. Esta interpretação permite que uma entidade que utiliza o método de consolidação em escada escolha uma política contabilística que permita a determinação do ajustamento de conversão cambial acumulado que é reclassificado para resultados na venda da subsidiária, tal como faria se o método de consolidação adoptado fosse o directo. Esta interpretação é de aplicação prospectiva. A Sociedade não obteve qualquer impacto significativo nas suas demonstrações financeiras decorrentes da entrada em vigor desta interpretação. Annual Improvement Project Em Maio de 2008 o IASB publicou o Annual Improvement Project o qual alterou certas normas então em vigor. A data de efectividade das alterações varia consoante a norma em causa sendo a maioria de aplicação obrigatória para a Sociedade em 2009, tal como segue: Alteração à IAS 1 Apresentação das demonstrações financeiras, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. A alteração clarifica que apenas alguns instrumentos financeiros classificados na categoria de negociação, e não todos, são exemplos de activos e passivos correntes. A Sociedade não obteve quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração. Alteração à IAS 16 Activos fixos tangíveis, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. A alteração efectuada estabelece regras de classificação (i) das receitas provenientes da alienação de activos detidos para arrendamento e subsequentemente vendidos e (ii) destes activos durante o tempo que medeia entre a data da cessação do arrendamento e a data da sua alienação. A Sociedade não obteve quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração. Alteração à IAS 19 Benefícios dos empregados, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. As alterações efectuadas permitiram clarificar (i) o conceito de custos com serviços passados negativos decorrentes da alteração do plano de benefícios definidos, (ii) a interacção entre o retorno esperado dos activos e os custos de administração do plano e (iii) a distinção entre benefícios de curto, médio e longo prazo. 49

A Sociedade não obteve quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração. Alteração à IAS 20 Contabilização dos subsídios do governo e divulgação de apoios do governo, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Esta alteração estabelece que o benefício decorrente da obtenção de um empréstimo do governo com taxas inferiores às praticadas no mercado, deve ser mensurado como a diferença entre o justo valor do passivo na data da sua contratação, determinado de acordo com o IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração e o valor recebido. Tal benefício deverá ser subsequentemente registado de acordo com o IAS 20. A Sociedade não obteve quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração. Alteração à IAS 23 Custos de empréstimos obtidos, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. O conceito de custos de empréstimos obtidos foi alterado de forma a clarificar que os mesmos devem ser determinados de acordo com o método da taxa efectiva preconizado no IAS 39 - Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração, eliminando assim a inconsistência existente entre o IAS 23 e o IAS 39. A Sociedade não obteve quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração. Alteração à IAS 27 Demonstrações financeiras consolidadas e separadas, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. A alteração efectuada a esta norma determina que nos casos em que um investimento numa subsidiária esteja registado pelo seu justo valor nas contas individuais, de acordo com o IAS 39 - Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração, e tal investimento se qualifique para classificação como activo não corrente detido para venda de acordo com o IFRS 5 Activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais em descontinuação, o mesmo deverá continuar a ser mensurado no âmbito do IAS 39. A Sociedade não obteve quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração. Alteração à IAS 28 Investimentos em associadas, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. As alterações introduzidas ao IAS 28 tiveram como objectivo esclarecer (i) que um investimento numa associada deve ser tratado como um activo único para efeitos dos testes de imparidade a efectuar à luz do IAS 36 Imparidade de activos, (ii) que qualquer perda por imparidade a reconhecer não deverá ser alocada a activos específicos nomeadamente ao goodwill e (iii) que as reversões de imparidade são registadas como um ajustamento ao valor de balanço da associada desde que, e na medida em que, o valor recuperável do investimento aumente. A Sociedade não obteve quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração. 50

Alteração à IAS 38 Activos intangíveis, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Esta alteração veio determinar que uma despesa com custo diferido, incorrida no contexto de actividades promocionais ou publicitárias, só pode ser reconhecida em balanço quando tenha sido efectuado um pagamento adiantado em relação a bens ou serviços que serão recebidos numa data futura. O reconhecimento em resultados deverá ocorrer quando a entidade tenha o direito ao acesso aos bens e os serviços sejam recebidos. A Sociedade não obteve quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração. Alteração à IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Esta alteração consistiu fundamentalmente em (i) esclarecer que é possível efectuar transferências de e para a categoria de justo valor através de resultados relativamente a derivados sempre que os mesmos iniciam ou terminam uma relação de cobertura em modelos de cobertura de fluxos de caixa ou de um investimento líquido numa associada ou subsidiária, (ii) alterar a definição de instrumentos financeiros ao justo valor através de resultados no que se refere à categoria de negociação, de forma a estabelecer que no caso de carteiras de instrumentos financeiros geridos em conjunto e relativamente aos quais exista evidência de actividades recentes tendentes à realização de ganhos de curto prazo, as mesmas devem ser classificadas como de negociação no seu reconhecimento inicial, (iii) alterar os requisitos de documentação e testes de efectividade nas relações de cobertura estabelecidas ao nível dos segmentos operacionais determinados no âmbito da aplicação do IFRS 8 Segmentos operacionais e (iv) esclarecer que a mensuração de um passivo financeiro ao custo amortizado, após a interrupção da respectiva cobertura de justo valor, deve ser efectuada com base na nova taxa efectiva calculada na data da interrupção da relação de cobertura. A Sociedade não obteve quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração. Alteração à IAS 40 Propriedades de investimento, efectiva a partir de 1 de Janeiro de 2009. Na sequência desta alteração, as propriedades em construção ou desenvolvimento com vista ao seu uso subsequente como propriedades de investimento passam a estar incluídas no âmbito do IAS 40 (antes abrangidas pelo IAS 16 Activos fixos tangíveis). Tais propriedades em construção poderão ser registadas ao justo valor excepto se o mesmo não puder ser medido com fiabilidade, caso em que deverão ser registadas ao custo de aquisição. A Sociedade não obteve quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta alteração. 51

Normas, alterações e interpretações emitidas mas ainda não efectivas para a Sociedade IAS 39 (Alterada) Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração activos e passivos elegíveis para cobertura O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu uma alteração ao IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração activos e passivos elegíveis para cobertura, a qual é de aplicação obrigatória a partir de 1 de Julho de 2009. Esta alteração clarifica a aplicação dos princípios existentes que determinam quais os riscos ou quais os cash flows elegíveis de serem incluídos numa operação de cobertura. A Sociedade encontra-se a avaliar o impacto da adopção desta norma ao nível das suas demonstrações financeiras. IFRS 1 (alterada) Adopção pela primeira vez das normas internacionais de relato financeiro IAS 27 Demonstrações Financeiras consolidadas e separadas As alterações ao IFRS 1 Adopção pela primeira vez das normas internacionais de relato financeiro e ao IAS 27 Demonstrações financeiras consolidadas e separadas são efectivas a partir de 1 de Julho de 2009. Estas alterações vieram permitir que as entidades que estão a adoptar as IFRS pela primeira vez na preparação das suas contas individuais adoptem como custo contabilístico (deemed cost) dos seus investimentos em subsidiárias, empreendimentos conjuntos e associadas, o respectivo justo valor na data da transição para os IFRS ou o valor de balanço determinado com base no referencial contabilístico anterior. A Sociedade não espera quaisquer impactos decorrentes da adopção desta alteração. IFRS 3 (revista) Concentrações de actividades empresariais e IAS 27 (alterada) - Demonstrações financeiras consolidadas e separadas O International Accounting Standards Board (IASB) emitiu em Janeiro de 2008 a IFRS 3 (Revista) - Concentrações de actividades empresariais, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios com início a partir de 1 de Julho de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida. 52

Os principais impactos das alterações a estas normas correspondem: (i) ao tratamento de aquisições parciais, em que os interesses sem controlo (antes denominados de interesses minoritários) poderão ser mensurados ao justo valor (o que implica também o reconhecimento do goodwill atribuível aos interesses sem controlo) ou como parcela atribuível aos interesses sem controlo do justo valor dos capitais próprios adquiridos (tal como actualmente requerido); (ii) aos step acquisition em que as novas regras obrigam, aquando do cálculo do goodwill, à reavaliação, por contrapartida de resultados, do justo valor de qualquer interesse sem controlo detido previamente à aquisição tendente à obtenção de controlo; (iii) ao registo dos custos directamente relacionados com uma aquisição de uma subsidiária que passam a ser directamente imputados a resultados; (iv) aos preços contingentes cuja alteração de estimativa ao longo do tempo passa a ser registada em resultados e não afecta o goodwill e (v) às alterações das percentagens de subsidiárias detidas que não resultam na perda de controlo as quais passam a ser registadas como movimentos de capitais próprios. Adicionalmente, das alterações ao IAS 27 resulta ainda que as perdas acumuladas numa subsidiária passarão a ser atribuídas aos interesses sem controlo (reconhecimento de interesses sem controlo negativos) e que, aquando da alienação de uma subsidiária, tendente à perda de controlo qualquer interesse sem controlo retido é mensurado ao justo valor determinado na data da alienação. A Sociedade não espera quaisquer impactos significativos decorrentes da adopção desta norma. IFRS 9 - Instrumentos financeiros O International Accounting Standards Board (IASB), emitiu em Novembro de 2009, a IFRS 9 Instrumentos financeiros parte I: Classificação e mensuração, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios com início a partir de 1 de Janeiro de 2013, sendo a sua adopção antecipada permitida. Esta norma não foi ainda adoptada pela União Europeia. Esta norma insere-se na primeira fase do projecto global do IASB de substituição da IAS 39 e aborda os temas de classificação e mensuração de activos financeiros. Os principais aspectos considerados são os seguintes: - os activos financeiros podem ser classificados em duas categorias: ao custo amortizado ou ao justo valor. Esta decisão será efectuada no momento inicial de reconhecimento dos activos financeiros. A sua classificação depende de como uma entidade apresenta no modelo de gestão do negócio esses activos financeiros e as características contratuais dos fluxos financeiros associados a cada activo financeiro; - apenas podem ser mensurados ao custo amortizado os instrumentos de dívida cujos fluxos financeiros contratados representam apenas capital e juros, isto é, que contenham apenas características básicas de dívida, e para os quais uma entidade no modelo de gestão do negócio apresenta esses activos financeiros com o objectivo de capturar apenas esses fluxos financeiros. Todos os outros instrumentos de dívida são reconhecidos ao justo valor; e 53

- os instrumentos de capital emitidos por terceiras entidades são reconhecidos ao justo valor com as variações subsequentes registadas em resultados. Contudo, uma entidade poderá irrevogavelmente eleger instrumentos de capital para os quais as variações de justo valor e as mais ou menos-valias realizadas são reconhecidas em reservas de justo valor. Os ganhos e perdas aí reconhecidos não podem ser reciclados por resultados. Esta decisão é discricionária não implicando que todos os instrumentos de capital assim sejam tratados. Os dividendos recebidos são reconhecidos em resultados do exercício. A Sociedade está a avaliar o impacto da adopção desta norma. IFRIC 12 Contratos de Concessão de Serviços O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC) emitiu em Julho de 2007 a IFRIC 12 - Contratos de Concessão de Serviços. A adopção por parte da União Europeia foi em 25 de Março de 2009. Esta interpretação passa a ser de aplicação obrigatória para exercícios que se iniciem em ou após 29 de Março de 2009. O IFRIC 12 aplica-se a contratos de concessão de serviços público-privados. Esta norma aplicar-se-á apenas a situações onde o concedente a) controla ou regula os serviços prestados pelo operador, e b) controla os interesses residuais das infra-estruturas, na maturidade do contrato. Face à natureza dos contratos abrangidos por esta interpretação não se estima qualquer impacto ao nível da Sociedade. IFRIC 17 Distribuições em espécie a accionistas O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), emitiu em Novembro de 2008, a IFRIC 17 Distribuições em espécie a accionistas, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Julho de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida. Esta interpretação visa clarificar o tratamento contabilístico das distribuições em espécie a accionistas. Assim, estabelece que as distribuições em espécie devem ser registadas ao justo valor, sendo a diferença para o valor de balanço dos activos distribuídos reconhecida em resultados quando da distribuição. A Sociedade não espera que esta interpretação tenha um impacto significativo nas suas demonstrações financeiras. IFRIC 18 Transferências de activos de clientes O International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), emitiu em Novembro de 2008, a IFRIC 18 Transferências de activos de clientes, com data efectiva de aplicação obrigatória para exercícios iniciados a partir de 1 de Julho de 2009, sendo a sua adopção antecipada permitida. Esta interpretação visa clarificar o tratamento contabilístico de acordos celebrados mediante os quais uma entidade recebe activos de clientes para sua própria utilização e com vista a estabelecer posteriormente uma ligação dos clientes a uma rede ou conceder aos clientes acesso contínuo ao fornecimento de bens ou serviços. 54

A Interpretação clarifica: as condições em que um activo se encontra no âmbito desta interpretação; o reconhecimento do activo e a sua mensuração inicial; a identificação dos serviços identificáveis (um ou mais serviços em troca do activo transferido); o reconhecimento de proveitos e; a contabilização da transferência de dinheiro por parte de clientes. A Sociedade não espera que esta interpretação tenha um impacto significativo nas suas demonstrações financeiras. Annual Improvement Project Em Maio de 2008, tal como anteriormente referido, o IASB publicou o Annual Improvement Project, o qual alterou certas normas que se encontravam em vigor. Contudo, a data de efectividade das alterações varia consoante a norma em causa. Alteração à IFRS 5 Activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais em descontinuação, efectiva para exercícios com início a partir de 1 de Julho de 2009. Esta alteração veio esclarecer que a totalidade dos activos e passivos de uma subsidiária devem ser classificados como activos não correntes detidos para venda de acordo com o IFRS 5 se existir um plano de venda parcial da subsidiária tendente à perda de controlo. Esta norma será adoptada prospectivamente pela Sociedade. 55