Terceiro Experimento



Documentos relacionados
[65, 187, 188, 189, 190]

PRÁTICA 12: VISCOSIDADE DE LÍQUIDOS

8º CONGRESSO IBEROAMERICANO DE ENGENHARIA MECANICA Cusco, 23 a 25 de Outubro de 2007

INTRODUÇÃO À ENGENHARIA

Escoamentos exteriores 21

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE ESCOLA DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA. Princípios e Fenômenos da Mecânica

Influência da declividade do canal e da posição do vertedouro do tipo sem contrações laterais

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Bancada de visualização de escoamentos: maquetes

Universidade Federal do Paraná

DIAGRAMAS DE ROSETA E REDES DE PROJEÇÃO

Capítulo 5: Aplicações da Derivada

TIPO-A FÍSICA. x v média. t t. x x

EXPERIÊNCIA 06: DETERMINAÇÃO DA MASSA MOLAR DE UM GÁS

EXPERIÊNCIA Nº 4 ESTUDO DE UM TROCADOR DE CALOR DE FLUXO CRUZADO

Determinante Introdução. Algumas Propriedades Definição Algébrica Equivalências Propriedades Fórmula Matriz

0. A Histórico de Alterações:

ANÁLISE NUMÉRICA DA ADERÊNCIA ENTRE AÇO E CONCRETO ENSAIO PULL-OUT TEST

Exercícios resolvidos sobre Função de probabilidade e densidade de probabilidade

Eng Civil Washington Peres Núñez Dr. em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Protocolo de Instalação de Parcelas Terrestres

Matemática PORCENTAGEM. Eduardo. Matemática Porcentagem

EME405 Resistência dos Materiais I Laboratório Prof. José Célio

ATERRAMENTO ELÉTRICO 1 INTRODUÇÃO 2 PARA QUE SERVE O ATERRAMENTO ELÉTRICO? 3 DEFINIÇÕES: TERRA, NEUTRO, E MASSA.

15/02/2012. IV.2_Controle e Automação II. Introdução. Conteúdo SENSORES

Projeto: Torquímetro Didático

Campos Vetoriais e Integrais de Linha

4 Experimentos Computacionais

7 Considerações finais

Aluno: Série:_2º Data: Matéria: Fisica Turno: Valor: Nota: Supervisoras: Rejane/Betânia

Método analítico para o traçado da polar de arrasto de aeronaves leves subsônicas aplicações para a competição Sae-Aerodesign

IX Olimpíada Catarinense de Química Etapa I - Colégios

Régua graduada. metro e trena

QUESTAO ENVOLVENDO RACIOCINIO DIRETO OBSERVE QUE APENAS AS PLACAS I-III e V deve-se verificar a informação ALTERNATIVA D

Introdução ao Projeto de Aeronaves. Aula 5 Fundamentos Básicos sobre o Funcionamento de uma Aeronave

PYRAMID. DESCRIÇÃO do modelo de utilidade tendo como TÍTULO: Elemento de cobertura PYRAMID

Faculdade Sagrada Família

ENGRENAGENS. Prof. Alexandre Augusto Pescador Sardá

V.7. Noções Básicas sobre o uso da Potência e do Torque do Motor.

Granulometria. Marcio Varela

Aplicação de dejetos líquidos de suínos no sulco: maior rendimento de grãos e menor impacto ambiental. Comunicado Técnico

AGES FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS DIRETORIA DE ENSINO CÁLCULOS PARA 100%

SP 04/92 NT 141/92. Velocidade Média: Considerações sobre seu Cálculo. Engº Luiz Henrique Piovesan. 1. Introdução

ÓPTICA GEOMÉTRICA. Lista de Problemas

Indicamos inicialmente os números de cada item do questionário e, em seguida, apresentamos os dados com os comentários dos alunos.

NORMA TÉCNICA MEDIÇÃO DE VAZÃO DE EFLUENTES LÍQUIDOS ESCOAMENTO LIVRE CPRH N 2.004

(c) 2a = b. (c) {10,..., 29}

Os principais tipos de fundações profundas são:

Gasolina ou Álcool. Série Matemática na Escola

Influência dos carregamentos dos estágios na forma do canal axial de um compressor axial de vários estágios

Capítulo 1: Como tudo Começou Catástrofe do Ultravioleta e Efeito Fotoelétrico

A IMPORTÂNCIA DO MATERIAL CONCRETO NA MULTIPLICAÇÃO

Análise de regressão linear simples. Departamento de Matemática Escola Superior de Tecnologia de Viseu

Hex. Ludus. Material. OHexé um jogo de conexão, habitualmente jogado num tabuleiro como este: com 60 peças brancas e 60 peças negras.

SOLID EDGE ST3 TUTORIAL 2 CRIANDO UM DESENHO NO AMBIENTE DRAFT

( Curso Dimensionamento de Estruturas de Aço CBCA módulo 3)

Márcio Dinis do Nascimento de Jesus

Sobre a atividade. Quais objetivos tenho que alcançar? Posso usar a atividade em outro momento?

COMPORTAMENTO DOS GERADORES DE INDUÇÃO DUPLAMENTE ALIMENTADOS EM TURBINAS EÓLICAS DE PEQUENO PORTE

Série 3ª SÉRIE ROTEIRO DE ESTUDOS DE RECUPERAÇÃO E REVISÃO 3º BIMESTRE / 2013

LISTA DE EXERCÍCIOS 02 CINEMÁTICA VETORIAL

INTERPRETAÇÃO GRÁFICA DOS SISTEMAS LINEARES UTILIZANDO O SOFTWARE WINPLOT

Desenvolvimento de Estratégia para Programação do Futebol de Robôs da Mauá

CUIDADOS BÁSICOS COM PEAGÔMETROS

Lentes. Parte I. Página 1

MECÂNICA DOS FLUIDOS 2 ME262

Família PS 6000 A perfeição da engenharia em solda por resistência

UM POUCO SOBRE GESTÃO DE RISCO

Exercícios Teóricos Resolvidos

DESENVOLVIMENTO DE UM DINAMÔMETRO PARA MOTORES ELÉTRICOS EMPREGADOS EM VEÍCULOS EM ESCALA, COM MEDIDA DE DIRETA DE TORQUE E CARGA VARIÁVEL

Determinação da Relação Entre a Pressão de Vapor e a Temperatura

Trabalho e potência. 1º caso: a força F não é paralela a d. 2º caso: a força F é paralela a d. 3º caso: a força F é perpendicular a d

A presente seção apresenta e especifica as hipótese que se buscou testar com o experimento. A seção 5 vai detalhar o desenho do experimento.

Eletrônica Analógica

PESQUISA EM INFORMÁTICA -ESTILOS DE PESQUISA EM COMPUTAÇÃO. Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc.

PROJETO DE UM DISPOSITIVO PARA VIABILIZAR ENSAIOS SOBRE QUALIDADE DE VÔO DE AERONAVES

Com a implantação do Módulo de Vacina, a população soteropolitana receberá vários benefícios que facilitarão a VIDA de todos nós.

Cálculo Numérico Faculdade de Engenharia, Arquiteturas e Urbanismo FEAU

Além do Modelo de Bohr

TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR RESFRIAMENTO RADIAL EM SUCOS DILUÍDO E CONCENTRADO

Análise de Percolação em Barragem de Terra Utilizando o Programa SEEP/W

1. LOGIN 2. OPÇÕES DE SISTEMAS 3. MENU SUPERIOR

Como funcionam os elevadores hidráulicos

Problemas de Mecânica e Ondas

OS EFEITOS DA POLARIDADE DAS LIGAÇÕES NAS MOLÉCULAS ORGÂNICAS DOS HALOGENETOS DE ALQUILA

Material para Produção Industrial. Ensaio de Compressão. Prof.: Sidney Melo 8 Período

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA

MAPA GEOIDAL DE CAMPINAS

6. Erosão. Início do transporte sólido por arrastamento

Velocidade Média Velocidade Instantânea Unidade de Grandeza Aceleração vetorial Aceleração tangencial Unidade de aceleração Aceleração centrípeta

EXERCÍCIOS ON LINE DE CIÊNCIAS - 9 ANO

O Princípio da Complementaridade e o papel do observador na Mecânica Quântica

INSTITUTO DE FÍSICA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Grupo:... (nomes completos) Prof(a).:... Diurno ( ) Noturno ( ) Experiência 8 LINHA DE TRANSMISSÃO

Óptica Geométrica: Óptica de raios com matrizes

DICAS DE BURACO ONLINE

Projeções: leitura recomendada. Aulas 3, 4 e 10 da apostila Telecurso 2000

Escola Secundária Anselmo de Andrade Teste Sumativo de Ciências Físico - Químicas 9º Ano Ano Lectivo 08/09

Transcrição:

niversidade de Brasília Facldade de Tecnologia Departamento de Engenharia Mecânica Laboratório de Mecânica dos Flidos rofessor: Francisco Ricardo da nha Monitor: Jonas ntônio lbqerqe de arvalho Terceiro Experimento Escoamento em torno de m perfil naca-00 infinito - OBJETIVO ESEÍFIOS Encontrar a distribição do coeficiente de pressão em torno do perfil naca-00, para vários números de Reynolds e ânglos de ataqe, medindo-se a diferença entre a pressão estática na sperfície do perfil e a pressão estática do escoamento não pertrbado. Deve-se medir também a pressão dinâmica do escoamento não pertrbado e determinar o coeficiente de arrasto, de sstentação e de momento a ¼ da corda (por meio das medidas da balança), para vários ânglos de ataqe. Medir a força de arrasto e de sstentação do perfil sando o valor da força medida com a balança do túnel de vento e calclar o valor do coeficiente de arrasto e de sstentação por meio de ma integração nmérica da distribição do coeficiente de pressão na sperfície do perfil. -TEORI ENVOLVID O escoamento em torno de m perfil infinito corresponde a m escoamento bidimensional em torno de m perfil de asa aerodinâico. Isso é consegido na prática, colocando-se o cilindro encostado nas das laterais do túnel de vento, evitando assim a formação dos vórtices de ponta (efeito de ponta de asa o arrasto indzido). O coeficiente de arrasto em m escoamento em torno de m perfil é definido como: FD em qe: D coeficiente de arrasto área da asa D

velocidade do escoamento não pertrbado(no infinito) massa específica do flido qe escoa força de arrasto F D O coeficiente de sstentação é m valor adimensionalizado da mesma forma qe a força de arrasto. FL L O coeficiente de pressão em m ponto do escoamento o da sperfície nas vizinhanças do cilindro é definido como: p p p em qe: p pressão estática do ponto em qestão p pressão estática do escoamento não pertrbado velocidade local do ponto em qestão Deve-se lembrar qe nm ponto de estagnação o p sempre será igal a. RVS DE LIBRÇÃO DOS EXTENSÔMETROS DS ÉLLS DE RG: Os resltados da calibração são mostrados na figra abaixo: 9 rva de calibração da célla de arrasto 8 7 6 Força (N) 5 4 3 0 0 50 00 50 00 50 300 350 400 Microdeformações eqação qe representa a crva acima, é a eqação de ma reta e é dada por:

F 0, 007d em qe : F é dada em Newtons d é dado em microdeformações rva de calibração da célla de carga F 0 8 Força (N) 6 4 0 0 0 40 60 80 00 0 40 60 80 00 Microdeformações eqação qe representa a crva acima, é a eqação de ma reta e é dada por: F 0, 05864d em qe : F é dada em Newtons d é dado em microdeformações rva de calibração da célla de carga 0 8 Força (N) 6 4 0 0 0 40 60 80 00 0 40 60 80 Microdeformações eqação qe representa a crva anterior, é a eqação de ma reta e é dada por: F 0, 05850d

onde : F é dada em Newtons d é dado em microdeformações 3-ROEDIMENTOS EXERIMENTIS ara vários números de Reynolds e ânglos de ataqe, segir o seginte procedimento: onectar o manômetro digital à tomada de pressão do perfil e à tomada de pressão estática do escoamento não pertrbado à montante do cilindro. onectar otro manômetro ao tbo de pitot para medir a pressão dinâmica do escoamento. linhar a linha de centro do túnel de vento (linha pintada na lateral do túnel de vento) com a linha de corda do perfil. ara medição das forças de arrasto, de sstentação e o momento a ¼ da corda, devese balancear as três pontes de wheadstone (sando a seletora) do eqipamento vishay (com m gage factor igal a,) e depois então reglar o mostrador de maneira qe ele marqe o mesmo valor qe o vishay. Zera-se o mostrador e então o eqipamento fica pronto para ser tilizado. 4-RTO EXERIMENTL Túnel de vento lint&artners LTD Engineers com seção de testes de 460mm x 460mm, ventilador centrífgo e motor elétrico com potência de KW eqipado com inversor de freqüência. Manômetro digital Validyne Balança de três componentes da marca lint&artners LTD Engineers Eqipamento Vishay com mostrador e com seletora. m perfil naca-00 com o comprimento da linha de corda igal a 6 polegadas (para medição das forças na balança) e m otro perfil naca-00 com as mesmas dimensões e com várias tomadas de pressão ao longo da sperfície (para medição da distribição do coeficiente de pressão ao longo da corda). 5-RESLTDOS ara cada número de Reynolds e ânglo de ataqe, plotar as crvas do coeficiente de pressão ao longo da corda (adimensionalizada). ara cada número de Reynolds e ânglo de ataqe, determinar o coeficiente de arrasto e de sstentação e coeficiente de momento a ¼ da corda pela integração nmérica do p. ara cada número de Reynolds e ânglo de ataqe, determinar os coeficientes de arrasto, de sstentação e de momento a ¼ da corda (com os dados das forças e momento medidos na balança). lotar as crvas de coeficiente de sstentação verss ânglo de ataqe, coeficiente de arrasto verss ânglo de ataqe e coeficiente de

momento a ¼ da corda verss ânglo de ataqe.). lotar a crva polar de arrasto (coeficiente de sstentação verss coeficiente de arrasto). omparar o resltado obtido no Estdo dirigido de Teoria de orpos delgados (erfil delgado) qe prediz L linear com ânglo de ataqe. Mostre até qe valo aproximado de ânglo de ataqe esse comportamento linear é válido. Jstifiqe porqe a teoria falha para maiores ânglos de ataqe. 6-NÁLISES E ONLSÕES ada relatório deverá comentar os segintes assntos: i) Descrever otra maneira de se obter a força de arrasto do perfil em m túnel de vento (para escoamentos bidimensionais como nesse experimento). ii) Indicar nas crvas de coeficiente de pressão verss corda as regiões de gradiente de pressão favorável e de gradiente de pressão adverso. iii) or análise do gráfico de coeficiente de sstentação verss ânglo de ataqe, determinar o ânglo de estol do perfil (ânglo qe ocorre o descolamento da camada limite) e o coeficiente de sstentação máximo. iv) nalisar e explicar o qe acontece com a razão entre coeficiente de sstentação e coeficiente de arrasto no momento da separação da camada limite. ara fazer essa análise plote o gráfico dessa razão entre o coeficiente de sstentação e o coeficiente de arrasto verss o ânglo de ataqe. om esse gráfico, determinar o ânglo em qe a razão entre o coeficiente de sstentação e o coeficiente de arrasto é máxima. v) onclir sobre a validade do experimento. 7-OBSERVÇÕES Os dados experimentais desse experimento já serão fornecidos para os alnos, pois o tempo reqerido para colher esses dados é demasiado. Será explicado para o alno como foi feita cada medida. Os dados de pressão estão em centímetros de colna de ága e os dados medidos na balança estão em micro-deformações e deverá ser sado a crva de calibração para determinar o valor das forças. São tomadas de pressão no intradorso do perfil e onze tomadas de pressão ao longo do extradorso do perfil. s coordenadas desses pontos de tomada de pressão ao longo da corda (qe são igais no intradorso e no extradorso) são dadas abaixo: 0.00997 0.05000 0.0000 0.5000 0.5000 0.35000 0.45000 0.55000 0.65000 0.75000

0.85000 8-ÊNDIE NÁLISE DS ESLS NS VIZINHNÇS DO ERFIL: Temos qe a eqação de Bernolli é dada por: + e fazendo as escalas temos: a x sando as escalas da eqação de Bernolli: o e mltiplicando os dois lados por, temos: o F D e colocando m coeficiente: F D D o F D D Definição do coeficiente de pressão: Seja m escoamento em torno de m perfil. plicando a eqação de Bernolli entre o infinito e m ponto na sperfície do cilindro temos qe: + + o ( ) p

p é o parâmetro físico do escoamento qe relaciona as forças de pressão na sperfície do cilindro e as forças de inércia.