Anexo I: Termos de Referencia



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Transcrição:

Anexo I: Termos de Referencia República de Angola Governo Provincial de Luanda Administração Municipal de Viana Repartição Municipal de Saúde de Viana TERMOS DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO FINAL EXTERNA DA SUBVENÇÃO DE ESTADO DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL 2472/07 Construção, equipamento e início do funcionamento do Centro de Saúde na Área B dos Quilômetros, Município de Viana, Luanda 22

CONTEÚDO 1. INFORMAÇÃO GERAL 2. DESCRIÇÃO DO CONTEXTO 3. LOGICA DE INTERVENÇÃO 4. DESCRIPÇÃO DA AVALIAÇAO FINAL 5. ACTORES ENVOLVIDOS. 6. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 7. CRONOGRAMA 8. DOCUMENTOS OFICIAIS E FONTES DE INFORMAÇÃO 9. PERFIL DO/A AVALIADOR/A. 10. APRESENTAÇÃO DE PROPOSTA TÉCNICA 11. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 23

1. INFORMAÇÃO GERAL Título: Avaliação final do Projecto de Construção, equipamento e início do funcionamento de um Centro de Saúde na área B dos Quilômetros, no Município de Viana, Província de Luanda. Localização: Município de Viana, Luanda, Angola. Duração: 20 de Junho de 2008 até os 20 de Dezembro de 2009. O referido projeto prorrogou-se de nove (9) meses, até os 20 de Agosto de 2010. Orçamento total: 917.702. 2. DESCRIÇÃO DO CONTEXTO O município de Viana, de acordo com o Mapa Sanitário do Programa PASS (MINSA/UE), tem uma população estimada de 710.000 habitantes. Divide-se em três Comunas: Viana Sede, Calumbo e Barra de Kwanza. Entre as duas primeiras albergam o 85% da população. A população do Município de Viana, como a nível nacional, é uma população majoritariamente jovem: mais dos 45% da população é menor de 15 anos. Trata-se de una população de assentamento recente. A falta de políticas urbanísticas provocou uma construção e um crescimento desorganizado, sem garantias de água e saneamento. O rápido crescimento da população sobre passou as capacidades dos serviços sanitários existentes, aumentando assim a prevalência das enfermidades transmissíveis. Independentemente do número total de habitantes do Município, o número das Unidades Sanitárias (U.S) do sistema público de saúde é, em quanto á cobertura, qualidade e eficiência dos serviços que oferecem, insuficiente. Conforme ao Mapa Sanitário, o Município de Viana contava em Agosto de 2008 com 20 U.S dependentes do sistema público de saúde: - 2 Hospitais; - 4 Centros de Saúde; - 2 Centros de Saúde de Referencia; - 5 Postos de Saúde tipo I; - 7 Postos de Saúde tipo II; - 1 Hospital Municipal (em construcção). Podemos ver que no Município de Viana há 3 CS com sala de partos, dos quais só 2 com possibilidade de internamento, que atendem mais de 9.000 partos ao ano, contando com só 29 camas (0,17 camas por cada 1000 mulheres em idade fértil). 24

Relativo aos cuidados básicos de saúde infantil, salvando a insuficiência numérica das U.S no município, pode-se dizer que estão bastante bem distribuídos por U.S. Questão diferente é quando se procuram serviços especializados, área na que há una importante carência. A especialização dos serviços está directamente relacionada com a categorização que tem cada U.S. Em relação ao atendimento curativo, nenhuma das U.S do Município tem módulo de cirurgia e só 6 contêm módulo de internamento. O município de Viana conta com só um Centro de Aconselhamento e Testagem Voluntário de HIV (CATV). No nível provincial, de todo o pessoal sanitário só o 3% são médicos/as, sendo o Município de Viana especialmente desfavorecido nessa falta de médicos/as, contando apenas com 4 médicos/as para um total de quase 600 trabalhadores/as no sistema municipal de saúde. Realizando um exercício rápido encontraríamos que a ratio de médicos/as /habitantes seria de aproximadamente 177.000 habitantes por médico/a. O perfil sanitário do Município está caracterizado pelo predomínio das enfermidades infecciosas e parasitarias. Também há elevadas taxas de mortalidade materna, infantil e infanto-juvenil e freqüentes eclosões de epidemias. Por exemplo, tanto no ano 2005 como no ano 2006, houve uma forte epidemia de cólera. Mais recentemente, no brote de Cólera registrado em Luanda durante os meses de Janeiro a Abril de 2007, Viana foi um dos nove Municípios desta cidade mais afetados. De acordo ao Sistema de Vigilância Epidemiológico estabelecido pela Medicus Mundi Catalunya em coordenação com a Secção Municipal de Saúde, foi o bairro de CAOP seguido pela área denominada dos Quilômetros onde se registrou uma maior incidência e onde se produziu maior letalidade; o que nos da uma idéia fidedigna das péssimas condições higiênico-sanitárias e a falta de protecção em quanto a serviços assistenciais primários em Viana. O VIH/SIDA ainda que sem ser uma epidemia em Angola da magnitude de países limítrofes, constitui um risco potencial de máxima prioridade e sobre todo, naquelas áreas peri urbanas das grandes cidades onde o movimento da população é constante. 25

Fig. 1 Mapa sanitário do Município de Viana (según dados actualizados do PASS). 26

3. LOGICA DA INTERVENÇÃO Objetivo Geral: Contribuir á diminuição da mortalidade materna infantil na zona denominada dos Quilômetros do Município de Viana, Luanda. Objetivos Específicos: Aumentar a acessibilidade á rede de centros de atenção primária de saúde para a população materna infantil da denominada área dos Quilômetros do Município de Viana, Luanda e melhorar a capacitação da equipa diretora da Repartição Municipal de Saúde de Viana para a gestão e planificação dá suas necessidades em saúde. Resultados: R1. Construído e equipado um Centro de Saúde que inclui consulta de assessoria e Testagem voluntário VIH e SIDA (CATV) e Maternidade na zona dos Quilômetros do Município de Viana. R2. Realizado o desenho funcional do Centro, o plano de empresa e a formação do pessoal sanitário para uma adequada inclusão dentro da rede pública de centros que conformam o sistema local de saúde. 4. DESCRIPÇÃO DA AVALIAÇAO FINAL Os objectivos da avaliação são: 1) Avaliar a execução do projecto A avaliação incidirá sobre o desenvolvimento das acções enquadradas nos Acordos assinados pelas diferentes partes. O avaliador/a irá recolher informações sobre as actividades propostas que foram realizadas, e sobre a execução orçamental no âmbito definido inicialmente nos Acordos. Nesta fase, tratar-se-á também de recolher informações sobre os factores que condicionaram a implementação das acções e analisar as estratégias adoptadas pela ADMV (RMSV) e os parceiros para enfrentar esses factores e redirecionar o desenvolvimento do processo. 2) Avaliar os resultados A avaliação analisará os resultados em termos de objectivos fixados, os recursos utilizados e os factores contextuais e socioeconómicos. A avaliação irá ainda analisar os factores que determinam a sustentabilidade do desempenho no futuro. 3) Avaliar a concepção dos Acordos. A avaliação irá analisar até que ponto a concepção do projecto abrange as necessidades e as condições institucionais e políticas existentes. 27

4) Desenvolver as conclusões e recomendações sobre a direcção e gestão de projectos futuros. Com base nas conclusões formuladas, a avaliação deve fornecer as recomendações que possam ser úteis para a AECID, a ADMV (RMSV), e os seus parceiros. As conclusões devem analisar se os objectivos abordados na formulação foram alcançados. A avaliação deve ser uma fonte de informação sobre as lições aprendidas que podem ser úteis para outras intervenções semelhantes. Os destinatários do relatório de avaliação serão: a) A Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) e, especialmente, o seu Gabinete de Cooperação Técnica; b) As instituições superiores (MINSA, DPSL, ADMV, INLS); c) A Medicus Mundi Catalunya em Angola e Barcelona (sede). 5. ACTORES ENVOLVIDOS. Instituições estatais: - MINSA (Programa de Apoio ao Sector Saúde da União Européia PASS); - Direcção Provincial de Saúde de Luanda (DPSL); - Direcção Provincial de Obras Públicas; - Administração Municipal de Viana (Repartição Municipal dos Serviços Técnicos de Viana); - Repartição Municipal de Saúde de Viana (RMSV). AECID: Gabinete Técnico de Cooperação da AECID em Angola (OTC). Assistência Técnica: ONG Medicus Mundi Catalunya. Beneficiários: A selecção dos grupos de discussão de beneficiários basear-se-á em critérios de relevância e representatividade. 5. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO Os critérios de avaliação da intervenção serão: pertinência, eficiência, eficácia e viabilidade, coerência e alinhamento. Usamos as definições dos critérios propostos pelo Manual de Gestão de Avaliações da Cooperação Espanhola. 28

a) Pertinência: A avaliação da pertinência consiste em apreciar a adequação dos resultados e objectivos da intervenção ao contexto em que se realiza. Através desta análise aprecia-se a qualidade do diagnóstico subjacente à intervenção, avaliando a sua correspondência com as necessidades identificadas na população beneficiária. b) Eficiência: A análise da eficiência do projecto e das actividades refere-se ao estudo e à avaliação dos resultados alcançados em comparação com os recursos utilizados. c) Eficácia: A avaliação da eficácia da ajuda ao desenvolvimento visa medir e avaliar o grau de concretização dos objectivos inicialmente fixados, ou seja, visa avaliar a intervenção em termos de sua orientação para os resultados. d) Viabilidade: A avaliação da viabilidade baseia-se na avaliação da continuidade no tempo dos efeitos positivos gerados pela intervenção após a retirada da ajuda. No domínio de cooperação, este conceito está intimamente ligado à capacitação dos factores-chave do desenvolvimento, bem como à apropriação da intervenção pelos beneficiários da ajuda e pode-se dizer que está directamente relacionada com as avaliações favoráveis dos critérios acima descritos. e) Coerência: Análise da compatibilidade entre os objetivos, actividades e resultados previstos com as políticas públicas e recomendações dos organismos internacionais. f) Alinhamento: A sua análise deve reflectir o compromisso dos doadores com o fornecimento da assistência, tomando em conta e participando na elaboração das estratégias de desenvolvimento, os sistemas e procedimentos de gestão nos países beneficiários. A equipa de avaliação irá seleccionar na sua proposta a abordagem metodológica e as técnicas mais adequadas, com a devida justificação. 6. CRONOGRAMA. A avaliação irá iniciar aos 15 de Agosto 2010. O Prazo estimado é de 2 semanas a contar do início da avaliação até a entrega do relatório final. A avaliação contará com 3 fases principais: 1. Trabalho de gabinete: 2 dias 2. Trabalho de campo (Luanda e Viana): 5 dias 3. Trabalho de análise e redação: 3 dias DOCUMENTOS OFICIAIS E FONTES DE INFORMAÇÃO Notificação da Subvenção de Estado de Cooperação Internacional 2007 Exp.n º (2472-07); 29

1. Termos de Referencia pela Assistência Técnica da Medicus Mundi Catalunya; 2. Acordo de Colaboração entre a Repartição Municipal de Saúde de Viana e a Medicus Mundi Catalunya; 3. Documentos de planificação da cooperação espanhola (Plano Director da Cooperação Espanhola; Documento de Estratégia País 2005-2008 Angola); 4. Relatórios trimestrais elaborados e apresentados pela Assistência Técnica Medicus Mundi Catalunya à Repartição Municipal de Saúde de Viana; 5. Plano operativo anual elaborado pelo Comitê de Seguimento do Projecto; 6. Actas das reuniões do Comitê de Seguimento; 7. Publicações ou productos derivados do projecto (cartilhas, cartazes, programas de rádio, etc.); 8. Entrevistas e reuniões com pessoas envolvidas no projecto e outros actores que têm que ver com a execução do mesmo. 9. Documento oficial de prorrogação. 9. PERFIL DO/A AVALIADOR/A. Para a seleção do/s avaliador/es considerar-se-á as seguintes características: - Título universitário com cursos de especialização e pos-graduação em áreas relacionadas com Desenvolvimento humano sustentável; - Experiência de 4 anos em coordenação de projectos de Cooperação ao desenvolvimento na área de Saúde e construção de infraestruturas sociais; - Conhecimento da língua portuguesa; - Experiencia previa de trabalho em Angola. 10. APRESENTAÇÃO DA CANDIDATURA A apresentação do CV e de uma breve proposta tecnica deve ser feita por correio electrónico para a Repartição Municipal de Saúde de Viana e a OTC AECID de Angola, indicando o título e código do Acordo cuja avaliação é objecto de concurso: Endereços de correio eletrônico: - elsa.palma.mendes@gmail.com - otc.angola@aecid.es - alessandrofilippo@gmail.com 11. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO As propostas recebidas serão avaliadas de acordo com os seguintes critérios: 30

a) Qualidade da proposta técnica com descrição da metodologia em base aos critérios de avaliação: 5 pontos. b) CV dos avaliadores: 3 pontos. c) Proposta orçamental detalhada (com todos os custos incluídos): 2 pontos. O orçamento total para a avaliação fica aberto, segundo a proposta do avaliador. O prazo de recepção das propostas é 30/06/2010. 31