Apresentação. Capítulo 3 Gramsci e o Serviço Social



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Transcrição:

Apresentação Capítulo 3 Gramsci e o Serviço Social

3.1 Tempo e História 1960 Obras de Gramsci traduzidas e publicadas no Brasil Serviço Social já consolidado como profissão liberal de natureza técnico científica Seguia teorias desenvolvimentistas Positivismo e Fenomenologia que estavam comprometidas com a política de dominação da ordem estabelecida.

3.1 Tempo e História Época de Ditadura Militar no Brasil Período histórico de questionamentos da sociedade Marco: Movimento de Reconceituação Netto: Duas novas perspectivas para a profissão Reatualização do conservadorismo: Fenomenologia Intenção de Ruptura: Marxismo

3.1 Tempo e História Intenção de ruptura com o Serviço Social tradicional se deu também para a América Latina 1979 em diante: Há uma prática profissional e um posicionamento político Toda prática profissional tem necessariamente uma dimensão política (SIMIONATTO, 2011) CBAS (V e VI) ampliação do pensamento para os campos da habitação, saúde, previdência e assistência social, movimentos sociais e realidade brasileira.

3.2 Primeiros atores primeiras ideias Faleiros exilado no Chile em 1970 Elabora primeiras referências para a categoria gramsciana Contesta o conceito de hegemonia: Hegemonia e dominação são elementos concomitantes, existentes em qualquer forma de Estado Contribuição para a ruptura dos procedimentos tradicionais do Serviço Social até a decada de 1970. Demonstra a inconsistência dos referenciais teóricos de perspectivas empirista, tecnicista e pragmática

3.2 Primeiros atores primeiras ideias Faleiros extrapola o discurso acadêmico ao analisar o exercício da prática profissional na sociedade capitalista. Ammann entre 1973 e 1976: Mestrado em Sociologia com inspiração no pensamento gramsciano no Serviço Social. Vida acadêmica da autora marcada pelo marxismo desde os anos 1960, ativa em movimentos cristãos de esquerda, aluna de Bárbara Freitag. 1976 Junto com Aldayr Brasil Barthy, passa a discutir Gramsci Ammann: Gramsci oferece algumas respostas para os questionamentos do Serviço Social por trabalhar o pensamento de transformação revolucionária da sociedade como questão dialética entre o econômico e domínio político-ideológico.

3.2 Primeiros atores primeiras ideias Limoeiro: propõe o rompimento do Serviço Social tradicional ao trabalhar a questão da dominação ideológica e uma interlocução com disciplinas e teorias sociais. 1970 contato mais estreito com o Serviço Social, mas ainda assim não correspondendo ao Departamento de Serviço Social. Em seus cursos não há um estudo específico em Marx ou Gramsci mas sim em torno do objeto onde foi após o Movimento de Reconceituação que o objeto de estudo se aproximou da teoria gramsciana para o Serviço Social.

3.2 Primeiros atores primeiras ideias Josefa Batista Lopes estuda o processo de construção do objeto no Serviço Social seguindo referencial gramsciano de maneira sujacente. Maria de Guadalupe 1982 realiza estudos latinoamericanos do Movimento de Reconceituação, buscando suporte em Gramsci nos quesitos de ideologia e hegemonia. Maria Helena de Almeida e Rose Mary Souza não foram orientadas por Limoeiro Cardoso mas participaram de suas discussões de grupo.

3.2 Primeiros atores primeiras ideias Maria Helena analisou o Movimento de Reconceituação voltado à realidade brasileira e Rose Mary fala da instituição como espaço do agir profissional. As autoras apoiam-se no pensamento gramsciano em suas categorias de Estado, intelectual orgânico, bloco histórico e hegemonia. Nestes estudos são apontados os conceitos de intelectuais a seguir: O intelectual tradicional é aquele que se vincula a um determinado grupo social, instituição ou corporação e que expressa os interesses particulares compartilhados pelos seus membros.

3.2 Primeiros atores primeiras ideias O intelectual orgânico é aquele que provém de sua classe social de origem e a ela se mantém vinculado ao atuar como porta-voz da ideologia e interesse de classe e leva em consideração os conceitos históricos. A práxis revolucionária entende que aos intelectuais representantes das classes subalternas cabe a tarefa de romper com a hegemonia a partir da formulação do questionamento e crítica social. Estas devem ser capazes de superar a ideologia dominante e também desenvolver as bases de uma nova ideologia que dará suporte e sustentação a ação prática e o intelectual revolucionário compartilha o conhecimento e luta provocando mudanças.

3.3 Proposta de Safira Bezerra Ammann A proposta de Ammann é fazer uma análise histórico-crítica do Desenvolvimento de Comunidade, mais precisamente entre 1950 e 1977, fazendo um balanço global indagando o posicionamento ideológico dos intelectuais. Com este cenário, opta pelo "arcabouço teórico gramsciano" pela razão de que esta teoria possibilita "desvendar as conjunções que se operam no equilíbrio de forças" dentro das perspectivas das mudanças sociais. Com o referencial teórico escolhido a autora elabora seus questionamentos sobre a direção do Desenvolvimento de Comunidade e o posicionamento de seus intelectuais.

3.3 Proposta de Safira Bezerra Ammann A autora conclui que o compromisso dos intelectuais ao trabalhar o Desenvolvimento de Comunidade não está baseada em uma unidade orgânica como alicerce para a construção de uma vontade nacional e popular, tanto no campo teórico quando na prática. Como resultado, apresenta que há uma reprodução da ideologia da classe dominante interessada em expandir o modo de produção capitalista aumentando a força de trabalho, a produtividade, modernização das tecnologias e consequente acirramento da dominação da classe burguesa.

3.4 A proposta de Alba Maria Pinho de Carvalho Em A questão da transformação e o trabalho social: uma análise gramsciana foi significativa para o serviço social por ser a primeira reconstrução com abrangência do pensamento de Gramsci em suas fontes originais. A autora buscou no pensamento gramsciano uma forma de situar o Serviço Social no processo de transformação social e sua contribuição como profissão nesse processo, pelo qual passava a sociedade brasileira em sua transição democrática, através de um referencial teórico marxista.

3.5 A proposta de Marina Maciel e Franci Gomes Cardoso No debate sobre os pressupostos teórico-metodológicos entende-se, primeiro, que o S.Social tem duas matrizes: a teoria social marxista e as Ciências Sociais, com características específicas: princípio da totalidade e o da transformação social. Em outras palavras, teoria e prática são as duas faces da mesma moeda, conhecimento, ambas comprometidas com o processo transformação da realidade. Transformação que redefine-se a cada momento, pois, segundo Marx o saber jamais se esgota, no confronto teoria/realidade.

Bibliografia SIMIONATTO, Ivete. Gramsci: Sua teoria, incidência no Brasil, influência no Serviço Social. 4ª Edição. São Paulo: Cortez, 2011.

Grupo Gramsci Adriana Ribeiro Ivan de Jesús Rosely Souza Angelica Alves Lúcia Maria Sílvia Regina Anelita Maria Michelle Aparecida Solange Moreno Erica Oguro Neiva Aparecida Vera Lúcia Euza de Jesus Rinaldo Fernandes Verônica Calixto Irene Ferreira Ricardo Lima