Metodologia em Estudos Clínicos Gabriela Stangenhaus Livre Docente - USP Prof. Adjunto - UNICAMP
Pesquisa Científica e Estudos Clínicos Pesquisa Científica Aquisição de novo conhecimento Pesquisa Científica Empírica Descrição de fenômenos Descrição de relações causais Descrição de associações Estudo Clínico
Pesquisa Científica e Estudos Clínicos Pesquisa Científica Empírica Ciência desenvolvida em laboratório, ambiente controlado e monitorado Estudo Clínico Experimentos em hospitais, clínicas e consultórios Multicêntricos
Estudo Clínico Esforço de pesquisa colaborativa entre médicos, enfermeiras, farmacêuticos, estatísticos e gerentes de dados Experimento para avaliar os benefícios (eficácia e efetividade) e segurança de um tratamento médico ou intervenção
Validade do Resultado Científico Delineamento do estudo + Condução do estudo + Coleta dos dados + Gerenciamento e Análise dos dados
Protocolo 1. Objetivos do estudo Desfechos Hipóteses População alvo Primários Secundários 2. Delineamento do estudo Tipo de delineamento Método de randomização Cegamento
Protocolo 3. Métodos Estatísticos Determinação do tamanho da amostra Randomização Cegamento Populações de análise Perda de acompanhamento Retirada prematura Análises de eficácia Análises de segurança
Tipos de Ensaios Clínicos Prospectivos Randomizado Observacional Caso/controle Coorte Retrospectivos Descritivos
Delineamentos Estudos Comparativos Paralelo A B C Orde m Pacient e 1 Pacient e 2 Cruzado 1 A B 2 B A Grupo Trat. A Trat. B Fatorial 1 Placebo Placebo 2 Placebo Ativo 3 Ativo Placebo 4 Ativo Ativo
Delineamentos Estudo Observacional Coorte
Delineamentos Delineamento experimental adequado controla o efeito de erros aleatórios e não aleatórios (viés) Apenas os experimentos comparativos, aleatorizados, permitem a determinação de causa e efeito
Randomização Padrão-Ouro entre os métodos de avaliação de evidência da eficácia terapêutica Reduz o risco de erros sistemáticos Controla viés na alocação de pacientes a grupos de tratamento Fornece base probabilística para inferência e uso de testes de hipóteses Produz equilíbrio de fatores de prognóstico nos grupos de tratamento
Randomização Esquemas: Completamente randomizado Blocos Estratificados Adaptáveis
Tamanho da Amostra Qual o tamanho de amostra necessário para detectar uma diferença clínicamente significante como estatísticamente significante? Tamanho da amostra depende: Hipóteses do estudo relacionados aos desfechos primários Delineamento do estudo Variabilidade do(s) desfecho(s) primário(s)
Tamanho da amostra Análise Interina término prematuro do estudo ou re-estimação do tamanho da amostra Métodos Adaptáveis Ex: Delineamentos sequenciais Comissão de Monitaramento dos Dados Preservação do cegamento dos tratamentos
Populações de Análise Intenção de Tratar (IT) Inclui os sujeitos do estudo randomizados IT Eficácia Exclui da IT pacientes que não tomaram qualquer dose do tratamento ou não tem dados de eficácia Pelo Protocolo Inclui sujeitos da população IT com adesão ao tratamento e não violadores de aspectos importantes do protocolo Completadores Sujeitos da ITT que completaram o estudo
Populações de Análise Planejamento eficiente + Experimento bem conduzido PP IT ~ PP Robustêz dos Resultados Consistência dos resultados nas diversas populações de análise
Cegamento Aberto Simples Cego: Sujeito do estudo não sabe o tratamento alocado Duplo Cego: Sujeito e investigador desconhecem o tratamento alocado Triplo Cego: Sujeito, investigador e a comissão de acompanhamento de eventos adversos desconhecem o tratamento
BOM DELINEAMENTO + BOA CONDUÇÃO DO ESTUDO RESULTADOS CONFIÁVEIS DAS ANÁLISES
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