Espondilite Anquilosante Casos Clínicos Dra Ludmila A. Rubin de Celis 30/08/2014
O diabo sabe mais por ser velho do que por ser diabo
Caso 1: Masculino, 26 anos Dor em planta do pé D (metatarsos) há 6 meses, e pé E há 5 meses. Iniciou tratamento com ortopedista, sem resposta eficaz à medicação (AINEs) e à fisioterapia. Há 4 meses edema em 3º QDT E que melhorou apenas com infiltração. Há 2 meses dor lombar, pior no final da noite e início da manhã, associada a rigidez matinal de aproximadamente 1 hora, com melhora após movimentação e AINE Nega outras características de SpA pessoal ou familiar. RNM de pé D teossinovite dos flexores do 2º, 3º e 4º dígitos. Sinais de sinovite interdigital entre 4º e 5º PDTs. RNM de pé E Sinais de tenossinovite do 2º, 3º e 5º flexores dos dígitos. Tenossinovite em pés + dor lombar inflamatória (+ dactilite + entesite) SpA? Naproxeno 500 mg 2 x ao dia + analgesia.rx de SIs, exames laboratoriais (provas inflamatórias) e orientado retorno em 2 semanas.
1 mês após Resposta parcial ao uso de Naproxeno. Rigidez matinal prolongada. RX de SIs áreas de esclerose junto às articulações SIs. Espaços articulares sem alterações significativas.
HLA-B27 +, VHS: 74, PCR: 140 (<10), HMG normal, função renal normal, marcadores hepáticos normais. Sorologias para hepatites negativas. BASDAI 7,9 EA em alta atividade, com resposta parcial ao AINE. RX de tórax, PPD, inicio SSZ 2g/dia, troco naproxeno por sedilax dose plena. Retorno em 1 mês.
2 meses após Persistência de dor em pés, além de tornozelos, e persistência de dor lombar ( melhora de 50% das dores ). RX de tórax normal, PPD NR Lab 15/07 VHS: 82 PCR: 84 EA com resposta parcial a AINE (axial) 2 AINES em dose plena Anti-TNF
2 semanas após: BASDAI 4,1 8 semanas após: BASDAI 2,4 20 semanas após: BASDAI 0,2
RECOMENDAÇÕES PARA USO DE ANTI-TNF EM PCTES COM ESPONDILOARTROPATIAS
EA ativa moderada a grave, sem resposta a 2 ou mais AINEs por pelo menos 3 meses, e que não responderam à associação de MTX ou SSZ por período adicional de 3 meses em caso de artrite periférica em atividade Consenso brasileiro** (atividade BASDAI >=4)
Caso 2: Feminino, 44 anos Início de dor lombar baixa há 3 anos. Início insidioso, apresentando rigidez matinal de aproximadamente 50 minutos, com dor noturna, durando a noite toda. Apresenta alguma melhora com exercício mas não com repouso. Alívio parcial da dor com AINE. Há 1 ano apresenta dor em calcanhar E. Nega outras dores articulares, olho vermelho, lesões cutâneas, alterações GI. HLA-B27 + VHS e PCR normais. SpA axial? Entesite?
Osteocondrose Erosiva
HLA-B27 + população saudável (5 a 10%) Dor inflamatória baixa especificidade
Caso 3: Feminino, 32 anos Dor torácica há 3 anos (costelas) Dor lombar/ nádega E, principalmente pela manhã, há 2 anos Dor em calcanhar há 2 anos Nega outras dores articulares, uveíte, alteração GI Mãe com psoríase HLA-B27+, PCR 20 SpA axial? Entesite?
SpA axial pré -radiográfica STIR
Quais pacientes responderão melhor ao tratamento? Como selecionar melhor os pacientes para o tratamento? DIAGNÓSTICO CORRETO
Identificação mais precoce Confiável para o diagnóstico??? Padronização de ensaios clínicos Não exclui outras condições
Efeitos diferentes dos AINEs na progressão radiográfica em pacientes com regentes de fase aguda normal e elevados PCR normal PCR elevado
Resposta a anti-tnf
Indicadores de melhor resposta ao anti-tnf Duração dos sintomas Marcadores inflamatórios
Resposta ao anti-tnf nr-axspa CTZ ETN
Progressão de nr-axspa para EA
Fatores associados a SI radiográfica na SpA inicial Sexo masculino PCR elevado
Diferenças entre nr-axspa e EA
Nem toda nr-spa progredirá para EA Inflamação sistêmica (PCR) e local (RNM) são importantes para progressão. Não usar (apenas) critérios ASAS para diagnóstico usar bom senso! Nem todos os pacientes com SpA axial não radiográfica progridem para EA
Manifestações periféricas Artrite SSZ, leflunomida, MTX Ênteses Novas terapias Ustekinumabe Secukinumabe
Novas terapias
OBRIGADA!