www.pwc.pt/saude Desafios da saúde em Portugal 2013 Duas agendas simultâneas: cortes e reformas, com sentido
Agenda 16.15h Abertura José Alves, Territory Senior Partner 16.15h 16.55h Apresentação do estudo Luís Boquinhas, Health Partner Manuel Carrilho Dias, Health Director 16.55h 17.25h Keynote speaker Dr. Luís Filipe Pereira 17.25h 18.25h Painel Desafios da saúde em Portugal 2013 Moderador: Manuel Carrilho Dias Membros do painel: Eng.ª Isabel Vaz, Dr. Luís Portela e Prof. António Serran 18.25 18.40h Encerramento Dr. Manuel Teixeira, Secretário de Estado da Saúde 18.40h Cocktail Slide 2
Abertura José Alves, Territory Senior Partner Slide 3
Desafios da saúde em Portugal 2013 Luís Boquinhas, Health Partner Manuel Carrilho Dias, Health Director Slide 4
A iniciativa Desafios da saúde em Portugal Enquadramento Os fundamentos da iniciativa A aposta num modelo participativo aberto ao mercado: + mais de 30 especialistas do sector colaboraram este ano O processo da iniciativa até à publicação do estudo anual A iniciativa não acaba com a publicação Obrigado a todos que têm possibilitado esta iniciativa! Slide 5
Desafios da saúde em Portugal 2013 Mensagem chave da edição deste ano Duas agendas simultâneas: cortes e reformas, com sentido! Slide 6
Desafios da saúde em Portugal 2013 Os 10 desafios selecionados 1. Equidade, responsabilidade e sustentabilidade do sistema de saúde: uma dança a três 2. Que modelo de sistema de saúde para Portugal? Da ortodoxia ao pragmatismo 3. PPP na saúde: momento de relançar parcerias com sentido e sem preconceitos 4. Medicamentos e dispositivos médicos: pensar também na equidade, coesão social e inovação 5. Meios complementares de diagnóstico e terapêutica: transformar o mercado e optimizar a colaboração Slide 7
Desafios da saúde em Portugal 2013 Os desafios selecionados 6. Gestão do capital humano na saúde: à procura de uma missão 7. Investigação, desenvolvimento e inovação: aposta estratégica no desenvolvimento da saúde 8. Financiamento da saúde: público e privado em mudança 9. Prestação privada e social de cuidados de saúde: ascensão de novos modelos de negócio? 10.Qualidade em saúde: será ela importante no contexto dos desafios atuais? Slide 8
Equidade, responsabilidade e sustentabilidade do sistema de saúde: uma dança a três O direito à proteção de saúde e o dever de a defender + SNS universal e geral tendencialmente gratuito + A proteção da saúde constitui um direito que se efetiva em liberdade de procura e de prestação de cuidados. A eficácia dos sistemas de saúde está relacionada com a equidade. que encerra uma dimensão ética e moral na relação biunívoca entre a sociedade e os seus membros. A equidade não pode estar na caneta do médico ou Administrador. O racionamento do acesso tanto pode constituir uma iniquidade como um meio de a mitigar. A sustentabilidade não é um objectivo dos sistemas e políticas de saúde mas sim uma restrição. Slide 9
Equidade, responsabilidade e sustentabilidade do sistema de saúde: uma dança a três 2013 Não existe previsão de alteração significativa da carteira de serviços, elegibilidade e do modelo de financiamento. A condição económica das famílias é e será uma das principais razões de iniquidade na saúde: - 38% do financiamento é privado, dos quais 30% suportado pelas famílias - Custo directo da prestação + externalidades - Desemprego A equidade no acesso aos diversos níveis assistenciais: a situação não melhorou em 2012 e em 2103. O corte no financiamento público pode ser um risco mas também pode introduzir uma nova dinâmica de eficiência A sustentabilidade e a força dos Tratados Europeus. Slide 10
Equidade, responsabilidade e sustentabilidade do sistema de saúde: uma dança a três Ponderação dos políticos e líderes de saúde a evolução da carteira de serviços e elegibilidade no SNS. Reformar o SNS não para o destruir mas para o reforçar. Medidas anti-crise proteger os cidadãos e as famílias mais desfavorecidas. Cuidados transfronteiriços fazer o trabalho de casa e evitar iniquidades. Cuidados transfronteiriços fazer o trabalho de casa e evitar iniquidades. Liberdade de escolha e responsabilização mesmo no contexto de emergência. Regulação em crise os cidadãos precisam de um regulador forte. Slide 11
Que modelo de sistema de saúde para Portugal? Da ortodoxia ao pragmatismo O conceito de serviço público de saúde. A necessidade objectiva de reforma dos sistemas de saúde: - A evolução da ciência e a inovação tecnológica - As alterações demográficas e a evolução das doenças crónicas - O desequilíbrio entre crescimento económico e o crescimento da despesa em saúde - As dificuldades de acesso e ineficiência dos sistemas prestadores Reforma do modelo de financiamento do sistema e da carteira de benefícios. Reforma da arquitectura e modelo de funcionamento. Slide 12
Que modelo de sistema de saúde para Portugal? Da ortodoxia ao pragmatismo 2013 Reforço da aposta na coordenação e integração de cuidados - Amenização dos efeitos da fragmentação por níveis - Evitar a homogeneização administrativa de soluções ao longo do país - Introdução de alguma liberdade de escolha Racionalização da rede e funcionamento hospitalar - Carteira de serviços nacional e de cada unidade - Actuar sobre a oferta excessiva em algumas regiões - Pensar se faz sentido avançar como Hospital de Lisboa Oriental Slide 13
Que modelo de sistema de saúde para Portugal? Da ortodoxia ao pragmatismo 2013 Melhoria da qualidade e uso dos sistemas de informação - Alargamento faseado da PDS ao setor social e privado (denominação comum de identificação + aspectos sociológicos e legais) - Evolução das aplicações e workflows para uma lógica centrada nos utentes (CTH, SIGLIC, SINUS) - Melhoria de exploração de dados em soluções existentes Slide 14
Que modelo de sistema de saúde para Portugal? Da ortodoxia ao pragmatismo A reforma é um imperativo: quanto mais tarde a efectuarmos mais dolorosa será. Reformar com sentido: reformar para todos e não para alguns. Assegurar a evolução dos sistemas de informação: proteger a consistência e a continuidade da estratégia actual. Racionalizar a rede e o funcionamento hospitalar: passar da redução e contenção da despesa para a redução sustentada do custo. Slide 15
Investigação, desenvolvimento e inovação: aposta estratégica no desenvolvimento da saúde Mercado que representa +/- 600 M e com forte potencial de crescimento e que tem instituições de excelência em IDI na saúde (Aibili, CNC, IBET, IMM, INEB, IPATIMUP, Bial, Eurotrials, etc.). Desde 2008 tem-se registado um decréscimo progressivo do número de ensaios clínicos em Portugal: - Inexistência de uma política de investigação clínica integrada e estável - Prazos para a aprovação de ensaios clínicos pouco atrativos - Estruturas, processos e organização em IDI ainda em ascensão Slide 16
Investigação, desenvolvimento e inovação: aposta estratégica no desenvolvimento da saúde A importância do papel das unidades de saúde do SNS - Como executante e como autor - Favorecer a investigação aplicada em saúde - Valorização da investigação clínica na carreira hospitalar Slide 17
Investigação, desenvolvimento e inovação: aposta estratégica no desenvolvimento da saúde Assegurar políticas de I&D na saúde que sejam sustentáveis e estáveis. Priorizar e estimular a investigação aplicada em saúde. Acelerar a atualização da legislação. Definir prazos máximos para a aprovação dos ensaios clínicos. Incentivar os investigadores nas unidades de saúde. Alavancar a atividade dos biobancos. Slide 18
Gestão do capital humano na saúde: à procura de uma missão A evolução da sociedade e do contexto do sector tem implicações na forma como gerirmos o capital humano. Apoiar cada um dos profissionais a encontrar a sua própria missão e posicionamento na cadeia de valor: - Valorizar os profissionais, em particular no setor público - Valorizar o papel dos profissionais dos cuidados primários - Valorizar a colaboração (integração e multidisciplinaridade) Potenciar o desenvolvimento de competências - Repensar o equilíbrio entre a formação inicial e a complementar - Repensar os formatos de desenvolvimento de competências para equilibrar o tipo de conteúdos e as necessidades de treino - Mudanças no processo de ensino dos profissionais Slide 19
Gestão do capital humano na saúde: à procura de uma missão Adequar os sistemas de avaliação de performance dos profissionais aos desafios do sector: - Discriminar as práticas e resultados excelentes. - Motivar para a melhoria do desempenho, com base na medição objectiva de resultados. - Contribuir para o aumento do vínculo de compromisso dos profissionais com os resultados das suas unidades em relação ao utente e ao sistema, mediante vinculação a riscos financeiros. - Equilíbrio entre objectivos de eficiência e volume e qualidade associada à mesma Slide 20
Gestão do capital humano na saúde: à procura de uma missão Definir a missão do sistema para depois se definir a missão da gestão do capital humano. Valorizar o capital humano no desafio da transformação do sistema. Redefinir competências de cada profissional para melhor interpretarem as suas novas funções. Motivar as pessoas introduzindo incentivos alinhados à nova missão do sistema e estimulando a integração de cuidados e ao trabalho em equipa. Slide 21
Qualidade em saúde: será ela importante no contexto dos desafios atuais? Bloqueio filosófico obsoleto que tende a olhar de forma diferenciada para a qualidade da prestação e do prestador em função da sua natureza jurídica. Parte da abordagem das organizações de saúde à gestão da qualidade não resulta de motivação endógena. Hoje, em Portugal, a avaliação da qualidade dos cuidados de saúde tem 5 motivações principais: - Redução de assimetrias de informação entre utentes e prestadores - Assegurar que os ganhos de eficiência não ocorram com base na redução da qualidade - Cultura de avaliação cria incentivos ao aumento da qualidade - Directiva Europeia dos cuidados transfronteiriços - MoU Slide 22
Qualidade em saúde: será ela importante no contexto dos desafios atuais? 2013 Evolução do SINAS dar um salto em frente passando da avaliação de procedimentos para a avaliação de processos e resultados das unidades prestadoras. Usufruto dos resultados do SNNIEA entrada em funcionamento do em Dezembro 2012. Reforço do Regulador (ERS) expectativa sobre lei criando o Estatuto Jurídico das Autoridades Administrativas Independentes. Directiva europeia dos cuidados transfronteiriços. Evolução nos programas de normalização clínica e de acreditação de unidades de saúde no setor público. Turismo de saúde e captação de mercado externo. Slide 23
Qualidade em saúde: será ela importante no contexto dos desafios atuais? Assegurar a qualidade em saúde melhoria de eficiência não é sinónimo de redução de qualidade. No contexto da restrição orçamental é importante continuar a apostar na melhoria da qualidade. Regulação para a defesa do utente é importante um regulador forte, independente e empenhado na luta para assegurar que as políticas públicas, em contexto de crise, não afectem a qualidade da prestação. Concorrência justa é importante que em matérias de licenciamento e qualidade, a intervenção com consequências seja uniforme para todos os prestadores independentemente da sua natureza jurídica. Slide 24
PPP na saúde: momento de relançar parcerias com sentido e sem preconceitos Clareza de benefícios da parceria: - Benefícios em qualidade de serviço - utente - Redução de despesa - estado - Rendimento pelo investimento e serviços prestados parceiro privado Transferência de riscos para quem melhor é capaz de os gerir. Requisitos extremos na qualidade e detalhe da informação: - Acompanhamento permanente - Impacto ao nível do grupo de hospitais pertencentes ao grupo de controlo Slide 25
PPP na saúde: momento de relançar parcerias com sentido e sem preconceitos Comunicar com clareza os resultados obtidos até agora. Construir relação de sólida confiança entre estado e parceiro privado. Estado deve reforçar capacidade de controlo sobre o contrato de parceria. Internalização de boas práticas do parceiro privado para a rede pública. Alargar o âmbito das parcerias para além da prestação de serviços em ambiente hospitalar. Slide 26
Medicamentos e dispositivos médicos: pensar também na equidade, coesão social e inovação Redução do mercado do medicamento em valor, quer hospitalar, quer utente, apesar do segmento hospitalar ter crescido em volume. Expectativa da contracção do mercado continuar. Liquidez dos grossistas e retalhistas muito baixa tem impactado a disponibilidade. Enfoque das empresas na redução de custos, mas pouco trabalho na alteração dos modelos de negócio. Procura nos serviços de ambulatório tem impacto na estrutura do mercado de dispositivos médicos. Slide 27
Medicamentos e dispositivos médicos: pensar também na equidade, coesão social e inovação Redução de custos e internacionalização nas farmacêuticas. Aumento do mercado de genéricos. O nível de serviço da distribuição tenderá a baixar. Concentração/alianças horizontais e verticais na distribuição. Inovação será deixada para 2.º plano. Dispositivos médicos como solução integrada de terapêutica e surgimento de dispositivos low cost. Slide 28
MCDT s: transformar o mercado e otimizar a colaboração Movimento de internalização de MCDT na rede pública. Rede convencionada já apresenta níveis de concentração relevantes e focaliza-se na redução de custos. Capilariedade assegurada pela rede convencionada. Redução do incentivo à qualidade e inovação. Slide 29
MCDT s: transformar o mercado e otimizar a colaboração Reforçar redes de referenciação entre privados/sociais/privados. Ajustar modelos de financiamento promoção da eficiência e inovação. Garantir equidade ao nível de custos de transporte. Clareza nas decisões de internalização e externalização. Promoção da concorrência através do acesso a convenções. Slide 30
Financiamento da saúde: público e privado em mudança Financiamento público: - Crescimento dos encargos com saúde (valor mais que triplicou entre 1995-2009) - Imposições macro-económicas - Abandono implícito das coberturas públicas Financiamento privado: - Mercado em estagnação - Aposta em oferta mais simples e alargando as coberturas gerais mas com forte enfoque no risco - Controlo dos custos de prestação Slide 31
Financiamento da saúde: público e privado em mudança Mercado estagnado mas com maior pendor para a sinistralidade. Produtos com coberturas alargadas, simples compreensão mas que permitam gerir o risco do financiador privado. Pressão sobre a rentabilidade do seguro de saúde. Grande enfoque na redução de custos (estratégias de curto prazo vs estratégias de longo prazo). Introdução de modelos de prestação não focalizadas no ato mas na gestão da saúde (managed care). Slide 32
Prestação privada e social de cuidados de saúde: ascensão de novos modelos de negócio? Preferência dos utentes por one stop shops Transferência da procura para os prestadores privados: - Congestionamento do SNS - Evolução tecnológica das unidades privadas - Segmentação da oferta Criação de alianças regionais Crescimento da oferta dos prestadores sociais: - Em que modelo de gestão? Slide 33
Prestação privada e social de cuidados de saúde: ascensão de novos modelos de negócio? Ganhos de saúde no ciclo de vida do cliente eficiência de referenciação e trabalho em equipes multidisciplinares. Melhoria na subscrição de risco pelas seguradoras. Concentração/acordos verticais. Procura de factores de competitividade & diferenciação. Grandes prestadores cada vez mais assumem uma posição de substituição ao SNS. Slide 34
Keynote Speaker: Dr. Luís Filipe Pereira Slide 35
Painel de debate: Moderador: Manuel Carrilho Dias Membros do painel: Eng.ª Isabel Vaz Dr. Luís Portela Prof. António Serrano Slide 36
Encerramento Dr. Manuel Teixeira Secretário de Estado da Saúde Slide 37
Encerramento Cocktail Slide 38
Obrigado Esta comunicação é de natureza geral e meramente informativa, não se destinando a qualquer entidade ou situação particular, e não substitui aconselhamento profissional adequado ao caso concreto. A não se responsabilizará por qualquer dano ou prejuízo emergente de decisão tomada com base na informação aqui descrita. 2013. Todos os direitos reservados. refere-se à Portugal, constituída por várias entidades legais, ou à rede. Cada firma membro é uma entidade legal autónoma e independente. Para mais informações consulte www.pwc.com/structure.