Profº Hamilton Milczvski Jr
A Formação Segundo a mitologia romana, a cidade de Roma foi fundada por dois irmãos gêmeos, Rômulo e Remo, os quais haviam sido abandonados no Rio Tibre. Atraída pelo choro dos bebês, uma loba os encontra e os amamenta. Algum tempo depois, um pastor de ovelhas chamado Fáustulo se depara com os meninos, os leva para casa e os cria como seus filhos. Mais tarde, fundam uma cidade onde cresceram. Porém, os registros históricos apontam que, a região onde surgiu a cidade de Roma era habitada desde o século X a.c. pelos latinos. Eles moravam em aldeias no alto dos montes e viviam basicamente como pastores.
A Formação Ao norte, viviam os etruscos, em uma região que se estendia da margem oposta do Rio Tibre até terras além do Rio Arno. Por volta de 600 a.c., chegaram a Roma ara aumentar suas rotas comerciais, e acabaram ligando-se à famílias ricas da região, por casamentos ou por prestação de serviços. Muitos costumes romanos, alguns deles de origem grega ou fenícia, foram influenciados por essa mistura de povos. Por exemplo, o hábito de vestir túnica, algumas práticas religiosas, como a interpretação da vontade divina por meio da observação das vísceras de animais e o culto a Júpiter e Minerva.
As Guerras de Conquista 1ª Guerra Púnica: se iniciou com a intervenção romana numa colônia de Cartago situada na Sicília. As lutas trouxeram uma novidade para os romanos: combate no mar. Durou de 264 a.c. a 241 a.c. 2ª Guerra Púnica: se estendeu de 218 a.c. a 202 a.c., e se desenvolveu quase toda em território romano. Liderados por Aníbal, os cartagineses conquistaram várias vitórias. O quadro só se reverteu com a decisão romana de atacar Cartago. Aníbal se viu obrigado a recuar para defender a sua cidade e acabou derrotado na Batalha de Zama. 3ª Guerra Púnica: durou de 150 a.c. a 146 a.c., Roma foi implacável com o inimigo. Atacou e destruiu completamente Cartago, escravizando os sobreviventes. Com essa vitória, completou-se o ciclo de batalhas que dariam aos romanos o controle de grande parte do Mediterrâneo.
Organização Social
A República Romana CÔNSULES: eram responsáveis pelo comando dos exércitos em tempos de guerra, além de presidir o Senado e os comícios. PRETORES: eram responsáveis pela aplicação da justiça. ÉDIS: tomavam conta dos serviços públicos, como abastecimento da cidade, segurança, pa-vimentação das ruas e organização de jogos públicos. CENSORES: faziam a contagem da população, mantinham o controle da conduta do cidadão e supervisionavam as despesas públicas. QUESTORES: era o primeiro passo na hierarquia política da Roma Antiga. O cargo implicava funções administrativas.por serem os cobradores de impostos do império, eram mal-vistos pela população, pois eram "interventores".
A História de Roma é dividida em três períodos: Realeza ou Monarquia, República e Império. A República teve início em 509 a. C. através de um golpe dos patrícios, que afastaram o último rei de Roma, Tarquínio, o Soberbo. Ao contrário da Realeza, em que o poder estava nas mãos do rei, neste período o poder apresentou-se descentralizado. A imagem ao lado mostra integrantes do principal órgão da república romana: o Senado. Eram funções do Senado: zelar pela tradição e pela religião, conduzir a política externa, administrar as províncias, controlar a legislação, administração e as finanças. República
República Outra característica da República além da descentralização do poder foi a existência de cinco revoltas dos plebeus, que eram homens livres, desprovidos de direitos políticos. Os plebeus queriam a igualdade dos direitos políticos e o fim da escravidão por dívidas. De um modo geral, cada revolta foi solucionada através da criação de lei que beneficiava aos plebeus.
República
República Apesar de a escravidão existir em Roma desde o período da Realeza, foi durante a República que ela atingiu grandes proporções e praticamente todas as atividades braçais passaram a ser executadas por escravos. Houve um aumento da escravidão com as guerras de conquista, pois os romanos passaram a escravizar os povos vencidos e a levá-los para a cidade. Tornou-se muito fácil ter um escravo, pois o seu preço foi caindo, devido à grande oferta. Quanto mais território era conquistado, mais escravos havia.
República Mesmo com a expansão territorial, os romanos não conseguiram solucionar o problema da falta de terras existente. Os principais atingidos eram os plebeus, que participavam do exército, mas não conseguiam se tornar proprietários. Neste contexto, a sugestão apresentada pelo tribuno da plebe Tibério Graco, foi alvo de muita discussão, tanto por parte dos plebeus, quanto dos patrícios. Tibério propôs a realização de uma limitação do tamanho das propriedades rurais romanas. Os patrícios demonstraram interesse em que esta proposta não fosse colocada em prática, uma vez que suas terras teriam o tamanho limitado e seriam prejudicados. Os plebeus, outrora se interessaram porque queriam que a proposta fosse aprovada, pois era a sua possibilidade de terem terras.
Implantação do Império Segundo Triunvirato Octávio Augusto, Emilio Lepido e Marco Antonio O período que vai de 133 a. C. a 27 a.c. foi um dois mais conturbados da história romana, a exemplo da morte dos irmãos Tibério e Caio Graco e das sucessivas guerras civis como a ocorrida entre os generais Mário e Sila. Fatos que conduziram à desintegração da República e à implantação do Império. Contudo, houve acordos entre políticos e generais para controlar o poder e diminuir a tensão social, como o Primeiro Triunvirato que foi uma aliança política informal estabelecida em 59 a.c. por Julio César, Pompeu e Crasso, a qual acentuou ainda mais a instabilidade política da República. Com a morte de Crasso, e após vencer Pompeu, Júlio César chegou ao poder com apoio do exército e da plebe, mas, ao acumular poderes excessivos, sofreu forte oposição do Senado, sendo, por isto, assassinado em 44 a. C.
Império Após dominar toda a península itálica, os romanos partiram para as conquistas de outros territórios, venceram os cartagineses, liderados pelo general Anibal, nas Guerras Púnicas (século III a.c). Esta vitória garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum. Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina. Com as conquistas, a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas mudanças. O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário. Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o império. As províncias (regiões controladas por Roma) renderam grandes recursos. A capital do Império Romano enriqueceu e a vida dos romanos mudou.
Principais imperadores romanos : Augusto (27 a.c. - 14 d.c), Tibério (14-37), Caligula (37-41), Nero (54-68), Marco Aurelio (161-180), Comodus (180-192). Império Calígula Nero Claudio César Comodus
Império Pão e circo (Panis et circenses em latim) foi um termo difundido no séc. II pelo sarcástico poeta Decimus Junius Juvenalis. Era referência clara aos grandes festivais públicos promovidos durante a República pelo Estado Romano, em óbvia tentativa (normalmente bem sucedida) de desviar a atenção dos plebeus de suas condições de vida miseráveis. Roma previa o provimento de comida e diversão ao povo, com o objetivo de diminuir a insatisfação popular contra os governantes. Esta política consistia em espetáculos públicos de lutas de gladiadores ou combates com animais. Durante os espetáculos havia a distribuição de pães para o público. Desta forma matava-se a fome de pão e fazia com que as pessoas se esquecessem de seus problemas.
Crise do Império Tendo iniciado com Otávio em 27 a.c., o Império Romano atingiu seu apogeu no século II da era cristã, quando começou a declinar. No século III, o Império passou a conviver com uma séria crise, que acabou levando-o ao fim. Dentre os fatores que colaboraram para que isto ocorresse, merece destaque a crise do escravismo. O escravismo entrou em crise devido ao fim das guerras de conquista, ocorrido no final do século II. Com o fim das guerras, não havia mais povos dominados e sem povos dominados, não havia escravos, o que gerou falta de mão de obra e isto acarretou queda na produção, elevação dos preços dos produtos, além da queda na arrecadação de impostos Augustus Octavianus, imperador 27a.C. 14 d.c.
Crise do Império A decadência do escravismo colaborou para enfraquecer o Império Romano, assim como outros fatores. No entanto, a invasão dos povos germânicos que se tornou definitiva para colocar um fim na porção ocidental do Império Romano. Os germanos entraram violentamente no Império Romano na tentativa de se protegerem dos hunos, que estavam chegando muito próximo das terras destes povos e eram considerados extremamente ferozes.
FIM.