ESTRUTURAS DE MERCADO Estudamos oferta e demanda. Mas onde acontecem as transações? MERCADO Conceito de Mercado Geral: lugar onde se realizam transações. Origem: Idade Média Os senhores feudais definiam um lugar para o comércio era mais fácil cobrar impostos! Permanece até os dias de hoje Visão econômica: abstrata cidade típica: igreja praça coreto prefeitura mercado ação de forças antagônicas OFERTA x DEMANDA Tipos: mercado de trabalho mercado de ações mercado financeiro mercado de produtos/serviços Estrutura diz respeito à forma de disputa: Concorrência Perfeita Monopólio (monopsônio) Oligopólio (oligpsônio) Concorrência Monopolista Elementos diferenciadores: Nº de agentes envolvidos Formas de comportamento desses agentes Natureza do fator de produção ou produto 27
ECONOMIA e FINANÇAS Concorrência Perfeita Uma empresa isoladamente não consegue afetar os níveis de oferta do mercado e consequentemente o preço de equilíbrio (participação insignificante) Condições: Atomização Grande n º de compradores e vendedores; nenhum, isoladamente, tem poder de afetar o equilíbrio. Homogeneidade Não existe diferenciação entre os produtos ofertados pelas empresas concorrentes (fator de produção) Sem barreiras Não existem restrições à entrada de novos concorrentes instalação, transferência Preço definido pela ação das forças (equilíbrio) Nem mais, nem menos Extrapreço Mecanismos extrapreço não funcionam homogeneidade Transparência Não existem informações privilegiadas O conceito é uma idealização, não existe no mundo real. Os que mais se aproximam são os produtos agrícolas: - atomização - homogeneidade - sem barreiras - preço equilibrado Monopólio Extremo oposto da Concorrência Perfeita. Os consumidores têm que aceitar as condições do vendedor, ou deixar de consumir o produto. Mas isso não quer dizer que o preço pode ser qualquer um! 28
Condições: Unicidade Um único vendedor Sem substitutos Não existem opções Barreiras Monopólio natural Alto custo de implantação Economia de escala, preço unitário baixo Capital e Tecnologia Patentes Controle de matérias primas Institucionais 29
ECONOMIA e FINANÇAS Oligopólio Pequeno número de empresas dominam o mercado. O número total pode não ser pequeno, mas sim as que dominam O Brasil é altamente oligopolizado Montadoras Cosméticos papel e celulose bebidas química farmacêutica cervejas Condições: n º de concorrentes poucos dominam a maior parte do mercado diferenciação sim: automóveis não: cimento Rivalização e cartelização Barreiras - escalas - exigência de capital e tecnologia Concorrência Monopolista Boa parte dos mercados atua segundo a combinação de duas estruturas: monopólio e perfeita. Condições: elevado n º de concorrentes diferenciação é o que confere uma condição monopolista. Ex.: roupas, calçados existência de substitutos não é perfeita a substituição, mas é possível, conhecida e de fácil acesso Poucas barreiras 30
PRODUÇÃO E CUSTOS Teoria da Produção Teoria dos Custos Análise dos Rendimentos da Firma Teoria da Oferta da Firma Individual Fundamentais para a análise dos preços e do emprego dos fatores a) base para a teoria da formação de preços produção custos preços b) base para análise da procura por fatores de produção Mas o que é produção? Fatores de Produção Transformação Bens e Serviços INPUTS OUTUPTS mão de obra terra capital tecnologia capacidade empresarial Classificação da Produção Em função das contribuições dos fatores de produção Atividades Primárias (fator Terra) - lavouras (culturas) - produção animal (criações) - extração vegeta (silvicultura) Atividades secundárias (fator capital) - indústria extrativa mineral - indústria de transformação - indústria de construção 31
ECONOMIA e FINANÇAS - atividades semi-industriais Atividades terciárias (fator trabalho) - Comércio - Intermediação financeira - Transporte e comunicações - Governo - Outros serviços Função Produção Preocupa-se com a relação técnica ou tecnológica entre a quantidade física dos produtos (outputs) e os fatores de produção (inputs). q t f ( x, x2, x3,..., x 1 n ) qt = quantidade produzida xi = quantidade utilizada do fator i Lei dos rendimentos decrescentes Elevando-se a quantidade de um fator variável e mantendo os demais constantes (coeteris paribus): a) inicialmente a produção irá crescer; b) depois, crescimento, mas com taxas decrescentes; c) ponto de máximo; d) decréscimo. Exemplo: lavoura com dois fatores: terra (fixo) e mão de obra (variável) Terra (fator fixo) Mão-de-obra (fator variável) Produto total Produtividade média da mão-de-obra Produtividade marginal da mão-de-obra [alqueires] (1) 10 [milhares de trab.] (2) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 [toneladas] (3) 6 14 24 32 38 42 44 44 42 [toneladas] (4) = (3) : (2) 6,0 7,0 8,0 8,0 7,6 7,0 6,2 5,4 4,6 [toneladas] (5) = (3) : (2) 6 8 10 8 6 4 2 0-2 32
produtividade média de = um fator Quantidade produto Quantidade utilizada de 1 fator produtividade marginal = de um fator variação do produto variação no fator Explicação para esse comportamento: Conceito de Economia de Escala Economia Crescente de Escala melhor emprego dos recursos Economia Constante de Escala máximo emprego dos recursos 33
ECONOMIA e FINANÇAS Economia Decrescente de Escala esgotamento dos recursos físicos CUSTOS DE PRODUÇÃO Objetivo básico de uma firma: maximazação de resultados Como: a) maximizar a produção para um dado custo total b) minimizar o custo total para um dado nível de produção ANÁLISE DE CUSTOS Equilíbrio Da Firma Custos Totais de Produção (CT) CT = CVT + CFT CVT = custos variáveis totais CFT = custos fixos totais Custos Variáveis Totais Dependem da produção: folha de pagamento, matéria prima, insumos, etc. [custos diretos] Custos Fixos Totais Independem da produção: aluguéis, serviços terceirizados, iluminação externa, etc. [custos indiretos] Custo Total Médio (CTMe) CTMe CT q custo _ total($) total _ produzido Custo Variável Médio (CVMe) CVMe CVT q custo _ var iável _ total total _ produzido Custo Fixo Médio (CFMe) 34
CFMe CFT q Custo Marginal (CMg) custo _ fixo _ total total _ produzido CT CMg q var iação _ custo _ total var iação _ produção Lei dos Custos Crescentes Produção total [q/dia] (1) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Custo Fixo Total (CFT) (2) 10,00 Custo variável total (CVT) (3) 0,0 5,00 8,00 10,00 11,00 13,00 16,00 20,00 25,00 31,00 38,00 46,00 Custo Total (CT) (4)=(2) + (3) 10,00 15,00 18,00 20,00 21,00 23,00 26,00 30,00 35,00 41,00 48,00 56,00 Custo fixo médio (CFMe) (5)=(2) : (1) - 10,00 5,00 3,33 2,50 2,00 1,67 1,43 1,25 1,11 1,00 0,91 Custo variável médio (CVMe) (6)=(3) : (1) - 5,00 4,00 3,33 2,75 2,60 2,67 2,86 3,13 3,44 3,80 4,18 Custo médio (CMe) (7)=(4) : (1) - 15,00 9,00 6,67 5,25 4,60 4,33 4,28 4,38 4,56 4,80 5,09 Custo marginal (CMg) em (4) em (1) - 5,00 3,00 2,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 35
ECONOMIA e FINANÇAS Forma de U das curvas CVMe, CTMe, CMg No início da produção existem reservas de capacidade a produção pode aumentar com menor incremento de custos Depois, só cresce Lei dos custos crescentes MAXIMIZAÇÃO DOS LUCROS 36
LT = RT CT LT = lucro total RT = receita total CT = custo total Para máximo lucro RT-CT tem que ser positiva e a maior possível. Outra forma de maximização de lucros: receita e custos marginais RMg = CMg RMg = variação da receita total da empresa com relação à variação da quantidade vendida 37
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