Engenharia Ambiental

Documentos relacionados
ENGENHOCAS MACACO HIDRÁULICO

(PP) de qualquer tamanho, lixa de madeira, isopor para suporte, palito de churrasco, cola quente.

Braço e Garra Hidráulicos

Estudo da densidade de fluidos incompressíveis através de um tubo em U

Elevador Hidráulico - Elevanois

LISTA DE EXERCÍCIOS. 1) A figura abaixo mostra, de forma simplificada, o sistema de freios a disco de um

FÍSICA - A ª SÉRIE P02-2º. Trimestre

Lei de Pascal. Elevador Hidráulico

Elevador Hidráulico. O objetivo deste experimento é mostrar o Princípio de Pascal no funcionamento de um elevador hidráulico.

Mecânica dos Fluidos. Aula 4 Teorema de Stevin e Princípio de Pascal. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues

O Princípio de Pascal

Lista de Exercícios - Unidade 10 Buscando o equilíbrio

PROJETO ENGENHOCAS- Plataforma Hidráulica

Fluidos - Estática. Estudo: Densidade de corpos e fluidos Pressão em um fluido estático Força que um fluido exerce sobre um corpo submerso

Atividades de Hidrostática

Engenharia Ambiental Relatório de Física II. Engenhocas: Guindaste Hidráulico

Bacharelado Engenharia Civil

Submarino de Ludião. Autores: Paula Mayara M. da Silva; Thaina Rodrigues de As; Thaiza Alvarenga Pinto

Engenharia Ambiental Laboratório de Física II. Irrigador Solar. Pedro Collado Ulisses Rodrigues Lucas Netto Marcelo Sampaio Leme Pedro Ferrari

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA II FLUIDOS. Prof.

FUNDAMENTAÇÃO HIDROMECÂNICA Princípios Básicos

Fenômenos de Transporte PROF. BENFICA

Departamento de Física - ICE/UFJF Laboratório de Física II

Física II Eng. Química + Eng. Materiais

Prova de Questões Analítico-Discursivas FÍSICA

Hidrostática e Calorimetria PROF. BENFICA

2.1.6 Teorema de Stevin

(baseado em 11 avaliações)

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA PARAÍBA Campus Princesa Isabel. Fluidos. Disciplina: Física Professor: Carlos Alberto

Hidrostática REVISÃO ENEM O QUE É UM FLUIDO? O QUE É MASSA ESPECÍFICA? OBSERVAÇÕES

Elevador Hidráulico. Autores: Amanda Natale Rebelo; Larissa de Lima Pitondo; Rachel Garofalo de Oliveira; Thais Lopes Toledo

GASES: DETEMINAÇÃO DA RELAÇÃO DO VOLUME COM A PRESSÃO DE UMA AMOSTRA DE AR À TEMPERATURA CONSTANTE (LEI DE BOYLE)

Mecânica dos Fluidos. Aula 18 Exercícios Complementares. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues

Física I 2010/2011. Aula 18. Mecânica de Fluidos I

AULA DO CAP. 15-2ª Parte Fluidos Ideais em Movimento DANIEL BERNOULLI ( )

MATERIAIS PEDAGÓGICOS ACESSÍVEIS

Exercício 1. Exercício 2.

Fís. Fís. Monitor: João Carlos

PEDAGÓGICOS ACESSÍVEIS. tutoriais

!"#$%&'()*+,-'#&*'!-./0+-+*'11! '829':/;/*.0/<!

Engenhocas: Braço Hidráulico Mecânico

Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Física Gleb Wataghin. F 609 Tópicos de Ensino da Física I

CF108 Física para Agronomia II. Mecânica dos Fluidos / aula 2

Observações: 2 R diâmetros (D) das equações pelos diâmetros hidráulicos (D H) e nada se altera.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS - UFPEL CENTRO DE ENGENHARIAS - CENG DISCIPLINA: MECÂNICA DOS FLUIDOS A ESTÁTICA DOS FLUIDOS

ANEXO I. Pará Pag.: 1 Governo Municipal de Rondon do Pará. Preço Unit (R$) Código AGULHA DE CROCHE AGULHA DE CROCHÊ Nº 02

Elementos de Engenharia Civil 2009/2010. Enunciados dos problemas *

Físico Turistas. Guindaste Hidráulico

E CONSTRUÇÃO DE UM ELEVADOR HIDRÁULICO COM MATERIAIS ALTERNATIVOS

g 10 m s. A pressão exercida pelo paralelepípedo sobre a (p 2), (p 1),

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL CC75D MECÂNICA DOS FLUIDOS E TRANSFERÊNCIA DE CALOR ESTÁTICA DOS FLUIDOS - LISTA DE EXERCÍCIOS

Densidade relativa é a razão entre a densidade do fluido e a densidade da água:

Construção de um protótipo de freio a tambor automotivo para uma aplicação ao ensino do Princípio de Pascal

Aluno(a): nº: Professor: Fernanda TonettoSurmas Data: Turma: ORIENTAÇÕES DE ESTUDO REC 2º TRI PRIMEIRO ANO FSC II

TRABALHO PRÁTICO 2 GASES: DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO DO VOLUME COM A PRESSÃO DE UMA AMOSTRA DE AR EM TEMPERATURA CONSTANTE VERIFICAÇÃO DA LEI DE BOYLE

LISTA DE EXERCÍCIOS. Questão 1. Responda as questões abaixo:

!"#$%&'()*+,-'#&*'!-./0+-+*'11! '728'9/:/*.0/;!

FÍSICA II. 02. Uma das extremidades de um fio de comprimento 3,0 m é presa a um diapasão elétrico; a outra passa por

Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Física Lista 1 Física 2. prof. Daniela Szilard 23 de maio de 2016

Hidrostática Prof: Edson Rizzo. Pressões: Mecânica, Hidrostática, Atmosférica e Absoluta. Empuxo

FENÔMENOS DE TRANSPORTE I Aula 02 Estática dos Fluidos e Manômetria

ACESSÍVEIS. tutoriais

PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS ESCOLA DE ENGENHARIA FENÔMENOS DE TRANSPORTE: EXERCÍCIOS 1A. Prof. Dr. Felipe Corrêa V dos Santos

NOME: N O : TURMA: PROFESSOR: Glênon Dutra

Professor: José Junio Lopes Aula 2 Estática dos Fluidos e Manômetria

LISTA DE EXERCÍCIOS FÍSICA - 1º EM CAPÍTULO 15 DENSIDADE, PRESSÃO, PRESSÃO HIDROSTÁTICA PROF. BETO E PH

Fís. Fís. Monitor: Arthur Vieira

METALURGIA FÍSICA TECNOLOGIA DA CONFORMAÇÃO PLÁSTICA. Tecnologia em Materiais Prof. Luis Fernando Maffeis Martins

Transferência de Calor Condução: paredes planas. Prof. Marco A. Simões

Universidade Federal do Pampa UNIPAMPA. Fluidos Hidrostática e Hidrodinâmica

parâmetros de cálculo 4. Velocidade 5. Vazão

COLÉGIO PEDRO II UNIDADE ESCOLAR SÃO CRISTÓVÃO III - 2ª SÉRIE/ EM 2010 FÍSICA LISTA DE EXERCÍCIOS: HIDROSTÁTICA

CURSO TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES

ENGENHARIA FÍSICA. Fenômenos de Transporte A (Mecânica dos Fluidos)

ROTEIRO DE MONTAGEM DO MATERIAL DA AULA PRÁTICA EQUAÇÃO DE BERNOULLI

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA ENGENHARIA AMBIENTAL LABORATÓRIO DE FÍSICA II

Cones e cilindros. Matemática 29/10/2015. Exatas para Todos

Exercícios Mecânica de Fluídos. Introdução (Estática dos fluídos)

MF-511.R-4 - DETERMINAÇÃO DOS PONTOS PARA AMOSTRAGEM EM CHAMINÉS E DUTOS DE FONTES ESTACIONÁRIAS

EXPERIMENTO 02. Estudo da influência da perda de carga e da rugosidade de tubos no escoamento forçado de líquidos. Prof.

CADERNO DE EXERCÍCIOS DE MECÂNICA DOS FLUIDOS

ENG1200 Mecânica Geral Semestre Lista de Exercícios 6 Corpos Submersos

PONTE PASSO DO INFERNO

DINÂMICA N, é correto afirmar que o peso do bloco B, em

Instruções de montagem do Irrigador Solar. Washington Luiz de Barros Melo

Conteúdos Estática dos fluidos - Princípios de Pascal, Arquimedes e Stevin.

2 HIDROSTÁTICA PROBLEMA 2.1 RESOLUÇÃO

LISTA UERJ - EMPUXO. A razão. entre as intensidades das forças, quando o sistema está em equilíbrio, corresponde a: a) 12 b) 6 c) 3 d) 2

Resolução de Curso Básico de Física de H. Moysés Nussenzveig Capítulo 07 - Vol. 2

LISTA P1T2. Cilindros. Professores: Leonardo. Matemática. 2ª Série

LISTA DE EXERCÍCIOS 01 2º ANO PROF. FELIPE KELLER HIDROSTÁTICA

Engenharia Ambiental Laboratório de Física II PONTE LEVADIÇA. Lucas Augusto Silva Nogueira

Cartonagem para decorar e organizar a casa

Lista Básica Transformações Gasosas

Relatório da Ponte de Macarrão

Transcrição:

Engenharia Ambiental Laboratório de Física II - Engenhocas Prensa Hidráulica Beatriz Hanada Menichelli Beatriz Marina Sacramento Silveira Carolina Yumi Nozawa Kokubun Sthefani Nagissa Sumida Sorocaba Novembro/2018

1. Objetivos Construção de uma prensa hidráulica que permitisse a assimilação de conceitos de princípio de Pascal, pressão e força por meios práticos e também de forma lúdica, com a finalidade de utilizar-lo no aprendizado de crianças.

2. Introdução 2.1. Princípio de Pascal Quando, por exemplo, pressiona-se qualquer ponto de uma pasta de dente, o fluido contido dentro da embalagem é espremido para fora. Isso se dá por conta do fato de que a pressão exercida é transmitida através do fluido para todos os pontos deste e à parede do recipiente que o contém. É nisso que o Princípio de Pascal se baseia, explicando também, por exemplo, quando fecha-se uma porta com força e as janelas do recinto se estremecem. A imagem 1 ilustra um tubo em U, que é utilizado para explicar o conceito do Princípio. [1] [2] Imagem 1: Tubo em U fonte: < https://www.stoodi.com.br/resumos/fisica/hidrostatica/ > Ou seja, a força F 1 exercida na área A 1 é igual à força F 2 transmitida para a área A 2, então: F 1 F Equação 1 = 2 A 1 A 2 Isso significa que Δp 1 = Δp 2. Então, a pressão exercida num ponto é proporcional à pressão que o outro ponto sofre, sendo, nesses casos, a força exercida inversamente proporcional à área dos objetos envolvidos. Existem diversas aplicações para esses conceitos, como nos freios dos carros, onde, basicamente, a pressão exercida no pedal é transmitida através de um fluido incompressível que transmite a força exercida pelo condutor de

forma integral ao sistema que aciona os freios; além disso, há também a aplicação nas prensas hidráulicas. [4] 2.2. Prensa Hidráulica À partir do Princípio de Pascal desenvolveu-se a Prensa Hidráulica, que é basicamente um tubo em U onde os ramos têm diferentes áreas, completamente preenchido por um fluido (seja gás ou líquido) e selado por um êmbolo de área semelhante à parede do tubo em cada ramo. A prensa hidráulica é um dispositivo multiplicador de forças. O desenvolvimento e aplicação desses conceitos tornaram-a um importante fator impulsionador da revolução industrial, uma vez que a prensa hidráulica era capaz de atingir pressões significativamente superiores aos métodos pré-existentes, como por exemplo um metal era esculpido apenas através do forjamento, que é o martelamento como forma de esforço de compressão a fim de atingir o formato desejado. No entanto, com a prensa hidráulica, foi possível esculpir de forma mais rápida e em larga escala. [3] [5] Imagem 2: Forjamento fonte: < https://www.mecanicaindustrial.com.br/melhorando-as-propriedades-do-aco-atraves-do-forjamento/ > A prensa ainda está presente no processo de coleta e destinação de materiais recicláveis, como forma de enfardamento desses a fim de otimizar o processo e direcionamento para usinas de reciclagem. [6]

Imagens 3 e 4: Prensa Enfardadeira fonte: < http://www.directindustry.fr/prod/bramidan-balers/product-32488-1025139.html >

3. Materiais e Métodos Materiais Para a construção da primeira prensa, foram utilizados os seguintes materiais: - 8 Seringas de 20 ml; - 8 Placas retangulares de MDF do mesmo tamanho; - 1 Placa de MDF; - 2 metros de mangueira para aquário; - Pistola de cola quente; - 5 tubos de cola quente; - Papelão; - Fita crepe; - Lixa de madeira; - Tesoura; - Estilete; - Cola instantânea; - Corante; Já para a segunda prensa a base da primeira estrutura foi utilizada e foram utilizados os seguintes materiais: - 6 seringas de 20ml; - 2 metros de mangueira para aquário; - Lixa de madeira; - Fita crepe; - Estilete;

Métodos Construção da Primeira Prensa Para a construção das seringas emendadas, utilizou-se um estilete e uma faca para cortar as seringas, 4 seringas tiveram seus bicos cortados e 4 seringas tiveram as suas flanges cortadas. Os êmbolos das seringas também foram cortados, sendo 4 cortados nas pontas superiores e 4 nas pontas inferiores. Com a cola quente foram grudadas uma parte que continha o bico e a que ainda possuía a flange, repetindo este procedimento com as outras seringas. O êmbolo emendado seguiu o mesmo princípio, com a cola quente foram grudadas uma parte com a ponta superior e a com a ponta inferior, para uma melhor sustentação foi colado um pequeno pedaço de papelão na emenda (imagem 5). Imagens 5,6,7: Construção das seringas emendadas. Fonte: Autoria Própria A estrutura de madeira foi montada utilizando 8 placas de mesmo tamanho de madeira MDF, de duas em 2, foram coladas as suas laterais com cola instantânea, obtendo um total de 4 placas. Utilizando fita crepe, uma placa foi colada na outra, a fim de obter uma estrutura mais resistente, como na imagem 9. Então, à uma placa de mdf menor, foram coladas as placas duplas nas laterais (imagem 10). Imagens 8,9,10: Construção da estrutura de madeira. Fonte: Autoria Própria.

Para a construção do suporte para as seringas foi utilizado uma placa de MDF cortada nas dimensões das placas laterais e com um estilete foram feitos círculos do tamanho do diâmetro das seringas e esta mesma placa foi colada na parte superior da estrutura. À uma das seringas foi colocada uma mangueira na sua ponta e adicionou-se água com corante até encher o corpo cilíndrico e a mangueira, então foi adicionada outra seringa á ponta solta e a fim de não deixar vazar, a junção da seringa com a mangueira foi reforçada com cola quente. O mesmo procedimento foi repetido com as outras duas seringas, com água de coloração diferente. Imagens 11,12,13: Processo de enchimento das seringas e estrutura final. Fonte: Autoria Própria. Com as seringas cheias, as mesmas foram colocadas na estrutura como ilustrado na imagem 13, e para garantir a estabilidade da estrutura elas foram fixadas com cola quente na base. Ao êmbolo das duas seringas foi colocado uma placa de papelão para que a força das seringas fosse aplicada igualmente sobre ele. Construção da Segunda Prensa: Uma segunda prensa foi construída com a finalidade de podermos comparar resultados em relação à força, com a pressão e a área da estrutura. Para a sua construção foram reutilizadas as placas de MDF montadas para a estrutura da prensa anterior. Em dois pedaços de madeira de mesmo tamanho foram feitos 3 furos do diâmetro das seringas, na mesma posição. Imagem 14: Estrutura da Segunda Prensa.

Fonte: Autoria Própria. Seguindo o mesmo princípio das mangueiras e seringas da primeira prensa, foram cortadas 3 tiras de cerca de 8 cm cada para encaixar em cada dupla de seringas e as mesmas foram completadas com água e encaixadas nas placas com 3 furos. Em seguida, as placas com as seringas foram coladas na estrutura de madeira (imagem 14) e todos os vínculos foram reforçados com cola quente.

4. Resultados Para o estudo da pressão total na segunda prensa hidráulica foi utilizada seguinte equação; P = A F (Equação 1) Sendo P= pressão, F=força e A=área da secção transversal. Uma vez que fez-se o uso de dois corpos diferentes para o transporte da água, a mangueira e a seringa, foi calculada a pressão nessas duas partes ao manter a força F constante. A força F foi representada pela massa de três livros que ao total somaram 2,890 kg e portanto 28,322 N. Já a área A era dependente do diâmetro da secção transversal da mangueira e da seringa, dados compilados na seguinte tabela 1; tentativa diâmetro seringa (m) diâmetro mangueira (m) 1 0,0200 0,0050 2ª 0,0210 0,0040 3ª 0,0210 0,0040 4ª 0,0190 0,0040 5ª 0,0200 0,0050 desvio 0,0008 0,0005 média 0,0200 0,0040 Tabela 1: Medidas dos diâmetros internos das seringas e das mangueiras. A partir dos valores do diâmetro, o raio ( R ) da seringa e da mangueira foram obtidos; 0,0100 metros e 0,0020 metros respectivamente. Com essas referências a área A foi calculada pela equação 2 a seguir; A = πr 2 (Equação 2) No entanto como foram usados três seringas de base e três mangueiras, para o cálculo da pressão, o raio da secção transversal de cada um dos 3 componentes dos dois itens foi considerado como um só corpo. Ou seja, o raio de cada uma das três seringas foi somado para que fosse especulado como se fosse uma grande seringa só, sendo possível assim calcular a pressão, que ao ser obtida foi dividida por três, para identificar a pressão em cada uma das seringas. O mesmo processo de estimativa foi feito também para o raio das mangueiras. Frente ao explicado,

foram obtidos o novo raio da seringa R S = 0, 0300 metros e o novo raio da mangueira R M = 0, 0060 metros, levando à área da seringa de 3 2 4 2 A S = 2, 827433388.10 m, e a área da mangueira de A M = 1, 130973355.10 m. Com os valores de força F e da área A de cada um dos corpos, foi mensurada a pressão P, por meio da Equação 1. Para a seringa a pressão total foi de 10016, 85844 Pa e para a mangueira a pressão total foi de 250421, 4611 Pa. Porém como foi feita a suposição, foi preciso dividir esses valores totais de pressão por três, para que fosse obtido a pressão em cada uma das três mangueiras e em cada uma das três seringas. Logo a pressão em cada seringa foi de pressão em cada mangueira foi de P S = 3338, 952813 P a P M = 83473, 82037 P a enquanto que a

5. Discussão A prensa feita inicialmente não apresentou tantos resultados satisfatórios, pois a força por ela exercida era muito menor do que a necessária para amassar alguns tipos de materiais. As seringas utilizadas nessa prensa foram unidas duas a duas, para aumentar a quantidade de água presente no experimento, para que a força aplicada fosse ainda maior. Entretanto não obtivemos o resultado esperado, pois além da força não ser a desejada, a água começou a vazar através das pontas e da união das seringas, não garantindo uma durabilidade para o experimento. Com essa primeira prensa não foi possível obter resultados conclusivos, pois não foi possível aplicar um peso conhecido, para que fosse possível calcular a força. O preenchimento das mangueiras e das seringas com a água também foi uma das partes que apresentaram dificuldades, pois como não estava em um sistema ideal, a entrada do ar prejudicou o vácuo que era necessário para o sucesso do experimento. Na construção da segunda prensa, foi elaborada uma base para que ambas as seringas se deslocassem juntas, já que na primeira cada uma se deslocava de acordo com a força aplicada por cada pessoa que estivesse segurando cada seringa. Com a construção da segunda prensa também foi possível analisar que a distribuição da força ocorreu de uma maneira mais uniforme, pois apresentavam três seringas, apresentando uma maior estabilidade. Como ambas as prensas possuem uma mesma seringa, de raio igual, ou seja, de mesma área, e uma mesma mangueira de mesmo raio e consequentemente mesma área também, quando as forças aplicadas em cada uma das prensas fossem iguais, a pressão tenderia a ser maior na prensa que contém a maior quantidade de seringas. No entanto, era esperado que em ambas as prensas, as mangueiras teriam uma pressão maior no fluido do que na seringa, pois segundo a fórmula utilizada, pressão e área são inversamente proporcionais para uma mesma força constante aplicada. Portanto quanto maior a área, menor será a pressão para essa mesma

força. Esperava-se que os resultados de pressão na mangueira fosse maior do que a pressão na seringa, e segundo os cálculos isso ocorreu.

6. Referências Bibliográficas [1] BERGAMIM, J. P. C.; Princípio de Pascal em um experimento auto-explicativo. Disponível em: < https://www.ifi.unicamp.br/~lunazzi/f530_f590_f690_f809_f895/f809/f809_sem 1_2008/JoaoP_LandersRF2.pdf > Acesso em 20/11/2018 [2] DA SILVA, D. C. M.; Prensa Hidráulica. Disponível em: < https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/fisica/prensa-hidraulica.htm > Acesso em 20/11/2018 [3] WIKIPÉDIA. Prensa Hidráulica. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/prensa_hidr%c3%a1ulica > Acesso em 21/11/2018 [4] DOESCHER, A. M. L.; Princípio de Pascal. Disponível em: < http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichatecnicaaula.html?aula=1101 > Acesso em 22/11/2018 [5] IFSC. As várias maneiras de se obter uma determinada forma. Disponível em: < http://joinville.ifsc.edu.br/~valterv/processos_de_fabricacao/aula%206%20forjame nto.pdf > Acesso em 22/11/2018 [6] ABILITY: Prensas enfardadeiras e equipamentos para reciclagem. Disponível em: < https://enfardadeira.com.br/ > Acesso em 22/11/2018