Investimento Estrangeiro



Documentos relacionados
3. Adotam-se, para os fins deste capítulo, as seguintes definições:

CIRCULAR Nº I - capítulo 8, seção 2, subseção 24. I - capítulo 2, seção 2, subseção 1.

II - operação de crédito com vínculo a exportação (securitização de exportações); e

CIRCULAR Nº Art. 2º. Encontram-se anexas as folhas necessárias à atualização da consolidação das normas cambiais (CNC).

CIRCULAR N Art. 6º Esta Circular entra em vigor na data de sua publicação. Daniel Luiz Gleizer Diretor

ATIVO Explicativa PASSIVO Explicativa

RESOLUÇÃO N Art. 3º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Francisco Roberto André Gros Presidente

CIRCULAR Nº Art. 2º Divulgar as folhas necessárias à atualização do RMCCI. Art. 3º Esta Circular entra em vigor na data de sua publicação.

Introdução. Capitais Internacionais

ANEXO I DOCUMENTAÇÃO PARA A OBTENÇÃO DE VISTO CONSULAR, NO CONSULADO BRASILEIRO DO JAPÃO

OPERAÇÃO DE EMPRÉSTIMO EXTERNO EM EMPRESA NACIONAL SÍNTESE SOBRE O REGISTRO DE OPERAÇÕES FINANCEIRAS DE CRÉDITO EXTERNO

ROTEIRO PARA O PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE DO IMPOSTO DE RENDA

QUADRO COMPARATIVO 1 UNIFICAÇÃO DOS MERCADOS DE CÂMBIO

Doing Business in Brazil

RDE-ROF Manual do Declarante

LEI Nº , DE 13 DE MAIO DE LEI DE CONVERSÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 627, DE 11 DE NOVEMBRO DE ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

Declaração de Saída Definitiva

CIRCULAR N I - Cópia do Regulamento do Fundo; II - Cópia do registro, na CVM, de distribuição de quotas.

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Variação Monetária nas Demonstrações Contábeis

RESOLUÇÃO Nº I - constituir um ou mais representantes no País; II - preencher formulário, cujo modelo constitui o Anexo a esta Resolução;

OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO DE AÇÕES ORDINÁRIAS POR ALIENAÇÃO DE CONTROLE DE EMISSÃO DA

Introdução. Capitais Internacionais

ROTEIRO DE INFORMAÇÕES MÍNIMAS PARA CONSULTA PRÉVIA. Financiamento à Compradora para a Aquisição

REGULAMENTO DO MERCADO DE CÂMBIO E CAPITAIS INTERNACIONAIS TÍTULO : 1 - Mercado de Câmbio CAPÍTULO : 1 - Disposições Gerais

POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE ATO OU FATO RELEVANTE DA TARPON INVESTIMENTOS S.A.

Especial Imposto de Renda 2015

CIRCULAR Nº Documento normativo revogado pela Circular 3.280, de 09/03/2005.

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ CALAIS PARTICIPAÇÕES S.A / CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF

MANUAL PARA REGISTRO DE CERTIFICADO DE DEPÓSITO DE VALORES MOBILIÁRIOS - BDR NÍVEL I NÃO PATROCINADO

ESTATUTO SOCIAL DO CLUBE DE INVESTIMENTO SINERGIA

E FINANCEIRA: NOVA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA PARA CONTROLE DAS OPERAÇÕES FINANCEIRAS

Código Mensagem Descrição Vigência Fundamento. Mensagem Fora do Horário A mensagem deve ser enviada respeitando a grade de movimento.

Economia. Comércio Internacional Taxa de Câmbio, Mercado de Divisas e Balança de Pagamentos,

Unidade I. Mercado Financeiro e. Prof. Maurício Felippe Manzalli

4. O cadastramento a que se refere o item anterior deve ser efetuado concomitantemente à abertura da conta.

CIRCULAR Nº II - capítulo 16, seção 4, subseções 2 e 4; e. Art. 2 Esta circular entra em vigor na data de sua publicação.

CONTROLE DE CÂMBIO. Laercio Pellegrino, Jr. Veirano & Advogados Associados Março 2002

Sistema Serviço de Valet

REGULAÇÃO MÍNIMA DO MERCADO DE CAPITAIS

Resoluções 3.954/11 e 4.113/12. Leiaute do Arquivo de Movimento ACIC001 (CI01) Versão deste documento: 1.1

Cartilha de Câmbio. Envio e recebimento de pequenos valores

Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal Catarinense Câmpus Camboriú

1. APRESENTAÇÃO. 2. ACESSANDO E UTILIZANDO O SISTEMA 2.1. Acessando. Sumário

ACORDO PARA A PROMOÇÃO E A PROTEÇÃO RECÍPROCA DE INVESTIMENTOS ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DA CORÉIA

ANEXO (Portaria Interministerial MCT/MDIC nº 291, de )

DEPARTAMENTO DO MERCADO DE CAPITAIS Iran Siqueira Lima - Chefe. Este texto não substitui o publicado no DOU e no Sisbacen.

IV - 2. LISTA E ÂMBITO DAS CONTAS CLASSE 7 CUSTOS POR NATUREZA. As contas desta classe registam os custos correntes do exercício.

RESOLUÇÃO Nº R E S O L V E U:

Manual de Serviço Consular e Jurídico

Lei de Prevenção e Combate a Lavagem de Dinheiro

PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPOÁ CHEFIA DE GABINETE DO PREFEITO

Roteiro de Informações para Elaboração de Projetos para o BNB.

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DE PERNAMBUCO

A NOVA REGULAMENTAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO Autarquia Municipal Lei de criação Nº792 de CNPJ: /

ORIENTAÇÕES AO JUDICIÁRIO RELATIVAS À ARRECADAÇÃO DE RECEITAS DA UNIÃO SUMÁRIO

III - royalties, serviços técnicos e assemelhados, arrendamento mercantil operacional externo, aluguel e afretamento;

Consulta Pública de Lâmina de Fundo

X Reunião do GT-Câmbio Brasília, 4 de novembro de 2011

Instruções para o cadastramento da Operação de Transporte e geração do Código Identificador da Operação de Transporte CIOT.

RESOLUÇÃO Nº Parágrafo 1º Para efeito da constituição da amostra referida neste artigo, devem ser considerados:

PORTARIA Nº 146 /2011-DG BRASÍLIA, 16 DE JUNHO DE 2011.

ATIVO Explicativa PASSIVO Explicativa

CIRCULAR N Documento normativo revogado pela Circular nº 3.432, de 3/2/2009.

PDV PAINEL DE CONTROLE

2º O regime de drawback integrado isenção aplica-se também à aquisição no mercado interno ou à importação de mercadoria equivalente à empregada:

Complemento: Bairro/Distrito: vila menck. CEP: DDD/Telefone: (11)

Processo Administrativo nº 05/08

[Nota: os instrumentos de alteração contratual devem conter o número de registro da sociedade no CNPJ e o número de inscrição da sociedade na OAB/ES]

DIRF Secretaria da Receita Federal do Brasil

EDITAL DE BOLSA DE ESTUDO E PESQUISA ART Para candidatar-se a Bolsa de Estudo ou Bolsa de Pesquisa o aluno deverá:

INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE EMISSÃO DE FIANÇA E OUTRAS AVENÇAS

COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO ALIANÇA COOPERNITRO C.N.P.J. n.º /

REGULAMENTO FINANCEIRO DO CDS/PP

CIELO S.A. EXERCÍCIO DE 2015

Regimes Aduaneiros Especiais. Regimes Aduaneiros Especiais. Trânsito aduaneiro. Trânsito aduaneiro. Trânsito aduaneiro. Trânsito aduaneiro

Orientações gerais. Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física DIRPF e Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior CBE

Equipamentos > Operações > Entradas > Entradas Normais > Lançamento > Por Documentos Externos > Novo Lançamento.

2. Este capítulo contém as disposições complementares referentes às transferências financeiras relacionadas ou não a operações comerciais.

1º CASO Cia. INVESTIDORA S.A.

1 BNDES. 1. ENCAMINHAMENTO DA OPERAÇÃO AO BNDES. A operação poderá ser encaminhada ao BNDES por meio de FRO Consulta ou Consulta Prévia.

EDP ENERGIAS DO BRASIL S.A. CNPJ/MF n o / NIRE (Companhia Aberta) Comunicado ao Mercado - Pedido Público de Procuração

CIRCULAR Nº Art. 3º Divulgar as folhas anexas, necessárias à atualização da CNC. - Carta-Circular 2.201, de 20 de agosto de 1991;

CIRCULAR Nº º As políticas de que trata o caput devem: VI - receber ampla divulgação interna.

FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES AUXILIAR I CNPJ nº / Mês de Referência: Março de 2016

CHAMADA PÚBLICA Nº 02/2014. Seleção de Empresas para Participação na Feira NRA Show 2014

VALID SOLUÇÕES E SERVIÇOS DE SEGURANÇA EM MEIOS DE PAGAMENTO E IDENTIFICAÇÃO S.A. 3ª. EMISSÃO PÚBLICA DE DEBÊNTURES

Atualizações da Versão Introdução aos Derivativos Realizados no Exterior... 5 Conhecendo o Produto... 6 Ações dos Botões das Telas...

Transcrição:

Investimento Estrangeiro Direto Diretoria de Fiscalização DIFIS Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro Nacional e de Gestão da Informação DESIG

Fonte: http://www.bcb.gov.br/?seriebalpag > Anual (linha 151 da planilha) Fluxo Líquido de Investimento Estrangeiro Direto no País: 1947-2009

US$ milhões Investimento Direto por país, ingressos e conversões - 2007, 2008 e 2009

Investimento Direto por localização do cliente, ingressos e conversões* - 2009

US$ milhões Ingresso e conversão em Investimento Direto por setor da economia 2007, 2008 e 2009

Registro do Investimento Estrangeiro Direto

A Lei 4.131/1962 define no seu artigo 1º o capital estrangeiro como os recursos financeiros, bens, máquinas e equipamentos ingressados no País para aplicação em atividades econômicas, pertencentes a pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no exterior.

O artigo 3º da mesma lei determina o registro no Banco Central, em moeda estrangeira, dentre outras formas de capital estrangeiro, o investimento i estrangeiro direto (IED) e do reinvestimento i dos rendimentos desse capital (lucros e juros sobre o capital próprio JSCP).

Até 1996 os registros eram emitidos pelo Banco Central, na forma de certificados em papel, após exame de documentação encaminhada pelos interessados A Resolução 2.337, de 28.11.1996, autorizou a instituição do registro declaratório eletrônico(rde)dos capitais estrangeiros no País, incluindo, com base na Lei 9.069, de 29.6.1995, os realizados em moeda nacional via transferência de contas de nãoresidentes

Em 1º de dezembro de 1996 entrou em operação o primeiro módulo do sistema de Registro Declaratório Eletrônico RDE, o RDE-Portfólio O módulo RDE-IED, para registro dos investimentos diretos, entrou em operação no segundo semestre do ano 2000

O registro é feito pelas partes envolvidas nas operações, diretamente no Sistema de Informações Banco Central SISBACEN, que pode ser acessado pela Internet O declarante é responsável pela veracidade e legalidade das informações prestadas A MP 315 (Lei 11.371), de 3.8.2006, determinou o registro, em moeda nacional, dos capitais estrangeiros ainda não registrados

Módulos do Sistema RDE: RDE-IED: Registro de operações de Investimento Estrangeiro Direto RDE-ROF: Registro de operações financeiras, incluindo as de crédito, de arrendamento, aluguel e afretamento e de transferência ou cessão de tecnologia ou de marcas e patentes RDE-Portfólio: Registro de investimentos estrangeiros nos mercados Financeiro e de Capital CADEMP: Cadastro de empresas e pessoas físicas, residentes e não-residentes, participantes de operações relativas a Capitais Estrangeiros CBE: Declaração anual de Capitais Brasileiros no Exterior

Passo a Passo para o Registro de Investimento Estrangeiro Direto

Primeiro passo: O investidor, pessoa física ou jurídica, torna-se sócio de uma empresa brasileira, existente, por meio de aquisição de participação p ou aumento de capital, ou empresa nova em sociedade com brasileiros ou estrangeiros (não há exigência de haver sócio brasileiro), por meio de subscrição de capital

Segundo passo: A empresa brasileira (receptora) credencia-se para ter acesso ao Sisbacen, sem custo, via Internet, conforme instruções em www.bcb.gov.br/?sisbacen. Alternativamente, os serviços de uma instituição financeira podem ser utilizados. Ainda, em casos excepcionais, o próprio Desig pode fazer os registros.

Tela inicial do aplicativo PASCS10, utilizado para acesso ao Sisbacen via Internet

Terceiro passo: A receptora acessa o Sisbacen e faz, se ainda não existir, o cadastro no Cademp das partes envolvidas, usando as transações PEMP600 (consultas) e PEMP500 (cadastramento) Se o investidor estrangeiro for pessoa jurídica e não for informado CNPJ, o cadastro será analisado e enviado à Receita Federal que lhe atribuirá um CNPJ provisório

Cadastro de empresa estrangeira no Cademp

Quarto passo: Constando CNPJ, ou CPF, nos Cademps, a empresa brasileira acessa o Sisbacen e obtém, para cada investidor estrangeiro um número de RDE-IED (IA099999), usando a transação PRDE600 Esses números, de forma semelhante a uma conta-corrente bancária, serão utilizados para registrar todos os eventos relevantes da relação societária de cada investidor com a receptora

Cadastro de um RDE-IED (IA043360)

Quinto passo: O investidor id estrangeiro envia ordem de pagamento do exterior para um banco brasileiro, a favor da receptora, se for subscrição de capital, ou a favor do vendedor da participação, no caso de aquisição de participação p de residentes no País Este, e os próximos passos, não acontecem se tratar-se de aquisição de participação de outro investidor não-residente. Neste caso, só se faz necessário o registro da transferência das ações/quotas na transação PRDE600

Sexto passo: A empresa receptora ou o vendedor da participação p societária, conforme o caso, contrata uma operação de câmbio de moeda estrangeira com um banco autorizado a operar em câmbio (a maioria), onde deve ser informado o número do RDE-IED do investidor na empresa receptora

Contrato de câmbio de ingresso de IED, em que se vê no campo 16 o, obrigatório, i número de RDE-IED

Sétimo passo: Após a liquidação do contrato de câmbio, a empresa receptora e o representante do investidor, que pode ser a própria p receptora, registram a capitalização dos recursos (subscrição e integralização) no RDE-IED, por meio da mesma transação PRDE600

Formas de integralização de capital: Operação de câmbio ou de transferência internacional de reais Conversão de direitos it e créditos Conferência de bens tangíveis ou intangíveis Permuta ou conferência de ações ou quotas Reaplicação de rendimentos auferidos Reaplicação de recursos decorrentes de alienação a nacionais, de redução de capital para restituição a sócio ou de acervo líquido resultante de liquidação de receptora Registro de capital contaminado

Outros registros efetuados: Reorganizações societárias Distribuição/capitalização de rendimentos Capitalização de reservas Transferência de registro de investimento Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro Nacional e de Gestão da Informação - DESIG

Observações: Se houver necessidade de ingressar recursos antes da constituição da empresa receptora, pode-se fazê-lo, por meio do registro de um RDE-IED em nome de um representante da empresa que será posteriormente alterado para o nome da empresa Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro Nacional e de Gestão da Informação - DESIG

Observações: A relação filial-matriz de empresa estrangeira autorizada a operar no País é também registrada no sistema RDE-IED, adotando a analogia: capital social = capital destacado e a equivalência: 1 ação ou quota = R$ 1,00. Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro Nacional e de Gestão da Informação - DESIG

Observações: O investimento em imóveis, adquirido em nome do investidor estrangeiro, não têm registro de investimento estrangeiro, mas apenas a contratação de câmbio, diretamente na rede bancária. Os haveres pertencentes a não-residentes podem ser convertidos em investimento estrangeiro direto por meio de operações simultâneas de câmbio ou de transferências internacionais em reais, sem movimentação financeira dos recursos

Observações: Instruções adicionais para o registro podem ser obtidas nos manuais do Cademp e do RDE-IED disponíveis em www.bcb.gov.br/?manuais e pelos telefones e endereços e pelos telefones e endereços eletrônicos deles constantes

Observações: O Ministério do Trabalho e Emprego solicita, para emissão de Autorização de Trabalho para estrangeiros, a apresentação do extrato consolidado de investimento que pode ser impresso utilizando a mesma transação PRDE600, ou de cópia do contrato de câmbio emitido pelo banco operador.

Sistema RDE RDE-ROF RDE-IED RDE-Portfólio CBE Cademp Internet Aplicativo Siscomex Porto etc. Sistema Câmbio Banco no País Empresa Nacional Banco no Exterior Pessoa Física ou Jurídica no Exterior

Divisão de Capitais Internacionais e Câmbio - DICIC Desig/Dicic 61.3414-1777 dicic.desig@bcb.gov.br