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Transcrição:

Quando tratamos das propriedades de um material transformado, segundo muitos pesquisadores, estas dependem de uma reciclagem bem sucedida. Para que isto ocorra, os flocos de PET deverão satisfazer determinados requisitos mínimos. Exemplos dos requisitos dos flocos reciclados são os resumidos na tabela 6. O principal fator que afeta os flocos de PET pós consumo e seu uso na reciclagem é o nível e a natureza dos contaminantes presentes nos flocos. A contaminação do PET pósconsumo é a principal causa de deterioração das suas propriedades físicas e químicas durante

o reprocessamento, sua minimização conduz-se a uma melhor qualidade do produto (AWAJA & PAVEL, 2005). A presença de substâncias contaminantes como os ácidos, as bases, os solventes, a água etc, podem induzir à degradação química por reações como a catalização da hidrólise a altas temperaturas (abaixo de 200 C), ocorrendo uma redução de viscosidade intrínseca ocasionando p. A maior parte dos ácidos nocivos para a reciclagem são o ácido acético, que é produzido pelo poli (vinil acetato), os ácidos produzidos por adesivos e o ácido clorídrico que é produzido por PVC, que acabam agindo como catalisadores para a cisão das reações de cadeias durante o processamento do PET. A umidade deve ser inferior a 0.02%, onde parte da água absorvida pelos flocos no processo de lavagem, pode ser reduzida substancialmente pela secagem. Os melhoramentos na triagem e lavagem durante a reciclagem de garrafas pode reduzir contaminantes de coloração de garrafas e rótulos impressos, que provoca indesejáveis cores durante o processamento. Quando se trata do armazenamento de contaminantes como detergentes, combustíveis, pesticidas etc; os vestígios dessas substâncias podem oferecer perigo a saúde se permanecem depois da reciclagem. A maior preocupação durante o reprocessamento de polímeros é manter suas propriedades, pois a degradação pode ser iniciada por cisalhamento, calor, oxigênio, resíduos de catalisador, etc, conduzindo além da degradação química, à térmica e mecânica, etc, ou ainda uma combinação destas (SPINACÉ, 2000). Quando o polímero é submetido à temperaturas elevadas ele está susceptível à degradação térmica que pode ocasionar a despolimerização e cisão das cadeias poliméricas dentre outros. O grau de degradação dependerá da temperatura, tempo de aquecimento, presença de aditivos e massa molar durante o processamento, a secagem ou modificação com extensores de cadeia (SPINACÉ, 2000).

A degradação mecânica ocorre porque durante o processamento o polímero é submetido a cisalhamento que pode ser por atrito ou estiramento. Quando aplicada uma tensão durante o cisalhamento esta concentra-se no meio da cadeia e a quebra ocorre preferencialmente neste ponto. A massa molar do polímero tem relação direta com a degradação, e a velocidade aumenta em função do aumento da massa molar (SPINACÉ, 2000). Além das formas já citadas, as propriedades do PET podem ser alteradas com a mistura de aditivos, corantes, cargas e reforços. Trata-se de um ajuste fino das propriedades de acordo com a aplicação desejada. O PET normalmente não necessita de adições de plastificantes ou outros aditivos para seu processamento (GORNI, 2000). Os aditivos são substâncias estranhas ao polímero, adicionadas em pequenas quantidades modificando seu comportamento básico e melhorando seu desempenho, ocasionando mudança de propriedades específicas. Os tipos mais importantes são os plastificantes, que facilitam a moldagem dos componentes plásticos, e os estabilizantes, adicionados para reduzir o efeito dos agentes agressivos do meio, como a radiação ultravioleta e o calor (AGOPYAN & FIGUEIREDO, 2002). As cargas, também chamadas de substituintes de volume, pois há introdução de uma carga de baixo custo no composto a ser transformado para redução de custos, são classificadas em granulares e fibrosas (AGOPYAN & FIGUEIREDO, 2002), ocasionando mudança na resistência. No PET, a carga mais usada é a fibra de vidro, normalmente direcionada para peças moldadas por injeção de alto desempenho. Segundo Parente (2006), a adição de fibras aumenta substancialmente o módulo de elasticidade, como é o caso do PET que, formando compósito, com 30% de fibra de vidro, dobrou sua rigidez. Além disso, para o autor a adição de fibras nos plásticos pode também para atenuar os fenômenos dependentes do tempo, como a fluência e a relaxação.

Um outro grupo de aditivos são os corantes, que dão a cor desejada ao material. Podem ser cargas orgânicas ou pós inorgânicos (MARKCZAK, 2004). Segundo o autor, o corante escolhido deve ser compatível com o material base, método de processamento e aplicação desejada para o componente. Por exemplo, se a peça final será exposta ao meio ambiente, deverá suportar variações de temperatura e o envelhecimento decorrente. A solubilidade dos polímeros está relacionada com a absorção de água e outros solventes, afetando propriedades mecânicas. O teste de solubilidade é útil para reforçar conclusões sobre o tipo de resina que está sendo analisada, segundo quadro 10 o PET é um material resistente a uma série de solventes. s plásticos mais utilizados para reciclagem são os consumidos em grande quantidade como o PE e o PET, se não fosse isso seria economicamente inviável comparado a outros materiais como aço, alumínio etc. Esta propriedade torna-se importante pelo seu grande potencial ecológico, pois através da reciclagem uma série de benefícios são levados em consideração.