DIREITO DAS COISAS PONTO 1: DIREITOS DAS COISAS PONTO 2: a) SERVIDÃO, USUFRUTO, USO, HABITAÇÃO, ENFITEUSE PONTO 3: b) DIR. REAIS DE GARANTIA, PENHOR, HIPOTECA, ANTICRESE, PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE BEM IMÓVEL, ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA, CONCESSÃO DE USO ESPECIAL PARA FINS DE MORADIA E CONCESSÃO DE DIREITO REAL DE USO. 1. SERVIDÕES: direitos reais limitados sobre coisa alheia. Pressupõe um prédio dominante e um serviente. Existe taxatividade nos direitos reais. Existem hipóteses para não ser construídos prédios acima de determinado limite. Constitui-se voluntariamente. É um dever imposto pela lei. Art. 1227 1 CC. O direito de servidão só se constitui com a transcrição da escritura pública na matrícula do imóvel, no registro de imóveis. Difere-se da passagem forçada (instituto do direito de vizinhança que é obrigatório). _CONTÍNUAS: continuamente há servidão. Ex: de não construir acima de determinada altura, por exemplo. _DESCONTÍNUAS: às vezes se utiliza a servidão. Ex: servidão de passagem. _ APARENTE: consigo perceber visualmente. Não há necessidade de verificar na matrícula do imóvel. Ex: servidão de passagem, por exemplo, onde existe um portão, canteiro e caminho asfaltado. _ NÃO APARENTE: não consigo saber da existência, senão consultando a matrícula do imóvel. Servidão de luz (que impede uma construção para que não bloqueie a entrada de luz). **Servidão poderá ser adquirida por usucapião quando for aparente. Posso comprovar o exercício de posse. As não aparentes não podem ser usucapidas. S 415 2 STF. Para usucapir a servidão o prazo é de 10 anos, desde que contínuo, de boa-fé e justo título, se não tiver justo título o prazo é de 20 anos. Art. 1379 3 CC. 1 Art. 1.227. Os direitos reais sobre imóveis constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com o registro no Cartório de Registro de Imóveis dos referidos títulos (arts. 1.245 a 1.247), salvo os casos expressos neste Código. 2 SÚM. 415 - SERVIDÃO DE TRÂNSITO NÃO TITULADA, MAS TORNADA PERMANENTE, SOBRETUDO PELA NATUREZA DAS OBRAS REALIZADAS, CONSIDERA-SE APARENTE, CONFERINDO DIREITO À PROTEÇÃO POSSESSÓRIA. 3 Art. 1.379. O exercício incontestado e contínuo de uma servidão aparente, por dez anos, nos termos do art. 1.242, autoriza o interessado a registrá-la em seu nome no Registro de Imóveis, valendo-lhe como título a sentença que julgar consumado a usucapião. Parágrafo único. Se o possuidor não tiver título, o prazo da usucapião será de vinte anos.
** A servidão dá para o proprietário do dominante uma comodidade ou conforto, nunca é necessária; a passagem forçada, ao contrário é necessidade. Art. 1.388 4 CC. A servidão estará sempre onerando, via de regra, extinguindo-se: se o bem for desapropriado será livre de servidão; a reunião da mesma pessoa na titularidade de dois prédios do domínio; não uso por mais de 10 anos; Servidão constituída me dá o direito de exercer a posse ius possidendi (protegido pelas ações possessórias). Com a morte do serviente se transmite a servidão aos herdeiros. 2. USUFRUTO, USO, HABITAÇÃO: são temporários. _USUFRUTO: é um dos institutos da propriedade, mais completos, com relação aos demais. Posso usar, gozar e fruir da coisa móvel ou imóvel. Tem caráter personalíssimo. Não se transmite com a morte do usufrutuário. Temos o nu-proprietário (titular da propriedade, com posse indireta, cuja propriedade é disponível podendo transferi-la para terceiro sem que extinga o usufruto) e o usufrutuário (titular do usufruto, com posse direta, indisponível (a morte do usufrutuário não se transmite aos herdeiros)). O usufrutuário pode alugar o bem, não pode alienar o usufruto que possui. Princípio da elasticidade do direito de propriedade (morte do usufrutuário causa a consolidação da propriedade novamente). Pode ser de parte de um bem ou total, constituído por lei ou não. Ex: patrimônio inteiro: o usufruto dos bens dos filhos, enquanto este for menor, extinguindo-se pela maioridade dos filhos; Tem dois filhotes menores que o usufruto, sendo o uso e a habitação; _ USO: é um usufruto, intransferível; o caráter personalíssimo é mais acentuado, não posso ceder o exercício do uso para outra pessoa, por exemplo, o usuário deve usar, pessoalmente, art. 1412 5 CC, diferentemente do usufrutuário. Não posso ceder, não posso fruir o bem. 4 Art. 1.388. O dono do prédio serviente tem direito, pelos meios judiciais, ao cancelamento do registro, embora o dono do prédio dominante lho impugne: I - quando o titular houver renunciado a sua servidão; II - quando tiver cessado, para o prédio dominante, a utilidade ou a comodidade, que determinou a constituição da servidão; III - quando o dono do prédio serviente resgatar a servidão. 5 Art. 1.412. O usuário usará da coisa e perceberá os seus frutos, quanto o exigirem as necessidades suas e de sua família. 1 o Avaliar-se-ão as necessidades pessoais do usuário conforme a sua condição social e o lugar onde viver. 2 o As necessidades da família do usuário compreendem as de seu cônjuge, dos filhos solteiros e das pessoas de seu serviço doméstico.
_ HABITAÇÃO: é o menor de todos. É para morar, só para bem imóvel. Motor home é direito real de uso, por ser bem móvel. Por escritura pública ou testamento. Surge por força de lei ou pela vontade das partes. Ex: por lei, o direito de habitação do cônjuge sobrevivente, art. 1831 6 CC, a propriedade passa aos herdeiros, mas a habitação fica com o viúvo(a). Protegido por ações possessórias. É disponível. E quanto ao companheiro(a), art. 7º, único 7 Lei 9278 (da união estável), será assegurado o direito de habitação ao companheiro(a), enquanto não constituir união. Se a união não estiver declarada, o companheiro sobrevivente terá de ingressar com ação para ver declarada a união estável e após ingressar com ação possessória. Mais restrita que uso. O habitante deve, especificamente, morar no imóvel. 3. ENFITEUSE E DIREITO DE SUPERFÍCIE: _ENFITEUSE: não está mais no código. Porém, as já existentes permanecem integras e regidas pelo código de 1916. É direito real, mais forte que o usufruto, porém não chega a ser uma propriedade. Ainda, subsite sobre os terrenos de marinha. Surge, no séc. III depois de Cristo, originária do Dir. Romano, perpétuo, assim como a propriedade. Era arrendamento de terra urbana ou rural. Semelhante a um arrendamento. Posso cultivar no terreno. É alienável. Personagens: senhorio direto, enfiteuticador (tem a nua propriedade, tem a posse indireta) x enfiteuta ou rendeiro (tem enfiteuse, tem a posse direta). Ambas são disponíveis. Quem tem grandes propriedades e quer que sua terra seja cultivada. Ex: Pelourinho em Salvador, pertence à igreja Católica, sendo a senhoria direta, podendo vender. Imóveis em Petrópolis são enfiteuses. Não é propriedade, pois todo ano é preciso pagar uma prestação ao enfiteuticador chamado foro ou cano. Pago percentual sobre venda, chamado laudêmio e direito de preferência na venda ao enfiteuticador. _ o enfiteuta tem mais disposições que o usuário/usufrutuário, que nestes, respectivamente, não pode alugar, não se transferindo aos herdeiros. Os terrenos de Marinha se submetem ao regime enfitêutico, mas o enfiteuticador é a União Federal, toda vez que venderem, deverão repassar laudêmio a União Federal. Para demarcar deve-se sentir o efeito da maré, contando-se 33 metros entre a maré alta e baixa. 6 Art. 1.831. Ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de bens, será assegurado, sem prejuízo da participação que lhe caiba na herança, o direito real de habitação relativamente ao imóvel destinado à residência da família, desde que seja o único daquela natureza a inventariar. 7 Art. 7 Dissolvida a união estável por rescisão, a assistência material prevista nesta Lei será prestada por um dos conviventes ao que dela necessitar, a título de alimentos. Parágrafo único. Dissolvida a união estável por morte de um dos conviventes, o sobrevivente terá direito real de habitação, enquanto viver ou não constituir nova união ou casamento, relativamente ao imóvel destinado à residência da família.
Após ser extinta a enfiteuse surge o DIREITO DE SUPERFÍCIE: art. 1369 8 CC. Acessão que é modo de acoplamento do acessório sobre o bem móvel ou imóvel. Quando construo em terreno denomina-se acessão, constituindo-se uma coisa só. O direito de SUPERFÍCIE é o direito de construir ou plantar em terreno alheio mediante registro no cartório de imóveis, sendo que esta construção não irá se incorporar ao solo, de forma que se terá a nuapropriedade (o terreno continua do proprietário) e a propriedade superficiária (dono da casa, mas não do solo). Ex: o solo do estádio do Grêmio é deste, e a Arena é da OAS, se tornando de propriedade do Grêmio após 20 anos. 2ª FASE 1. DIREITOS REAIS DE GARANTIA: _ REAIS: estabelece vínculo real ou obrigacional. Ex: penhor, hipoteca, anticrese. A garantia real gruda no bem. Se o prestador de garantia real enriquecer ou empobrecer não diminui a garantia do credor. _ FIDEJUSSÓRIAS: vínculo pessoal/ obrigacional. Relação obrigacional: credor x devedor. Exemplo: mútuo (empréstimo) que o Banrisul (mutuante) deu ao João (mutuário). Credor hipotecário e devedor hipotecário. (relação de natureza real e não hipotecário). Credor pignoratício x devedor pignoratício (penhor) Credor anticrético x credor anticrético (anticrese) 2. PENHOR, HIPOTECA, ANTICRESE _ PENHOR: se estabelece por uma garantia móvel. Esse bem móvel fica sobre a posse do credor pignoratício. Só CEF faz operações de penhor. Se não pagar a CEF não fica com o bem, deve vender para satisfazer o crédito e devolver a sobras, se houver, denominado princípio da vedação ao PACTO COMISSÓRIO. Exceção: penhor em que a posse fica com o devedor penhores especiais rural (agrícola ou agropecuário), mercantil ou industrial. Penhor de veículos surgi em 2002 e não foi utilizado. _ HIPOTECA: da o direito de o credor vender o bem para satisfazer seu crédito. Há princípio da vedação ao PACTO COMISSÓRIO. Direito real que se estabelece com relação a bens imóveis. Podem ser hipotecadas (imóveis, domínio direto e útil (aparece na enfiteuse), estradas de ferro, recursos naturais, navios e aeronaves, entre outros). Art. 1.473 9 CC. 8 Art. 1.369. O proprietário pode conceder a outrem o direito de construir ou de plantar em seu terreno, por tempo determinado, mediante escritura pública devidamente registrada no Cartório de Registro de Imóveis. Parágrafo único. O direito de superfície não autoriza obra no subsolo, salvo se for inerente ao objeto da concessão. 9 Art. 1.473. Podem ser objeto de hipoteca: I - os imóveis e os acessórios dos imóveis conjuntamente com eles; II - o domínio direto;
A hipoteca tem dois princípios: publicidade e especialidade. Só existem hipotecas públicas, tornando-se pública no momento em que é colocado na matrícula do imóvel. Princípio da especialidade: contém-se no próprio instrumento constitutivo, pois que dele constam os nomes das partes, o valor e a espécie da dívida garantida, bem como a descrição dos bens hipotecados. Pode resultar da lei. Quando a lei considera que algumas pessoas merecem uma garantia hipotecária. É preciso especialização da hipoteca. Art. 1489 10 CC. _PENHOR LEGAL: art. 1467 11 CC. Ex: João se hospeda em hotel e não paga, os hospedeiros, estes podem ficar com os bens que estão no hotel e posterior venda para satisfazer crédito. III - o domínio útil; IV - as estradas de ferro; V - os recursos naturais a que se refere o art. 1.230, independentemente do solo onde se acham; VI - os navios; VII - as aeronaves. VIII - o direito de uso especial para fins de moradia; (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007) IX - o direito real de uso; (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007) X - a propriedade superficiária. (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007) 1 o A hipoteca dos navios e das aeronaves reger-se-á pelo disposto em lei especial. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 11.481, de 2007) 2 o Os direitos de garantia instituídos nas hipóteses dos incisos IX e X do caput deste artigo ficam limitados à duração da concessão ou direito de superfície, caso tenham sido transferidos por período determinado. (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007) 10 Art. 1.489. A lei confere hipoteca: I - às pessoas de direito público interno (art. 41) sobre os imóveis pertencentes aos encarregados da cobrança, guarda ou administração dos respectivos fundos e rendas; II - aos filhos, sobre os imóveis do pai ou da mãe que passar a outras núpcias, antes de fazer o inventário do casal anterior; III - ao ofendido, ou aos seus herdeiros, sobre os imóveis do delinqüente, para satisfação do dano causado pelo delito e pagamento das despesas judiciais; IV - ao co-herdeiro, para garantia do seu quinhão ou torna da partilha, sobre o imóvel adjudicado ao herdeiro reponente; V - ao credor sobre o imóvel arrematado, para garantia do pagamento do restante do preço da arrematação. 11 Art. 1.467. São credores pignoratícios, independentemente de convenção: I - os hospedeiros, ou fornecedores de pousada ou alimento, sobre as bagagens, móveis, jóias ou dinheiro que os seus consumidores ou fregueses tiverem consigo nas respectivas casas ou estabelecimentos, pelas despesas ou consumo que aí tiverem feito;
_ANTICRESE: A posse do bem fica com o credor anticrético e este usufrui desse bem ou extrai os frutos desse bem. Os frutos são computados para satisfação do débito. Art. 1406 12 CC. Existe o direito de retenção com o credor anticrético. 3. PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE BEM IMÓVEL: art. 1225 CC 13, Art. 1227 CC 14. DIREITO REAL DE AQUISIÇÃO: direito de ao final obter a escritura pública do bem imóvel. Como funciona? A promessa de compra e venda será transcrita na matrícula do imóvel. Transcorrido o prazo da obrigação e adimplida totalmente, peço a segunda escritura pública que é a que transfere definitivamente a propriedade. Se for negado, o comprador ajuíza ação em face do vendedor sendo deferida a sentença para que o registro transfira a propriedade do bem imóvel para o comprador. (Art. 466-A, 466-b, 466-C CPC 15 ). Art. 1227CC (quando não são registradas as promessas de compra e venda). O STJ relativizou o registro. S 239 16 STJ. II - o dono do prédio rústico ou urbano, sobre os bens móveis que o rendeiro ou inquilino tiver guarnecendo o mesmo prédio, pelos aluguéis ou rendas. 12 Art. 1.406. O usufrutuário é obrigado a dar ciência ao dono de qualquer lesão produzida contra a posse da coisa, ou os direitos deste. 13 Art. 1.225. São direitos reais: I - a propriedade; II - a superfície; III - as servidões; IV - o usufruto; V - o uso; VI - a habitação; VII - o direito do promitente comprador do imóvel; VIII - o penhor; IX - a hipoteca; X - a anticrese. XI - a concessão de uso especial para fins de moradia; (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007) XII - a concessão de direito real de uso. (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007) 14 Art. 1.227. Os direitos reais sobre imóveis constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com o registro no Cartório de Registro de Imóveis dos referidos títulos (arts. 1.245 a 1.247), salvo os casos expressos neste Código. 15 Art. 466-A. Condenado o devedor a emitir declaração de vontade, a sentença, uma vez transitada em julgado, produzirá todos os efeitos da declaração não emitida.(incluído pela Lei nº 11.232, de 2005) Art. 466-B. Se aquele que se comprometeu a concluir um contrato não cumprir a obrigação, a outra parte, sendo isso possível e não excluído pelo título, poderá obter uma sentença que produza o mesmo efeito do contrato a ser firmado. (Incluído pela Lei nº 11.232, de 2005) Art. 466-C. Tratando-se de contrato que tenha por objeto a transferência da propriedade de coisa determinada, ou de outro direito, a ação não será acolhida se a parte que a intentou não cumprir a sua prestação, nem a oferecer, nos casos e formas legais, salvo se ainda não exigível. (Incluído pela Lei nº 11.232, de 2005) 16 SÚM. 239 - O direito à adjudicação compulsória não se condiciona ao registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis.
4. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA. (propriedade fiduciária) Ex: financiamento de automóvel. No momento em que celebro o contrato de mútuo (financiamento) transfiro para a financeira a propriedade fiduciária. (a financeira tem a posse indireta) o alienante (a posse direta). Essa propriedade é resolúvel que em algum momento se resolverá (extinguirá) por termo ou condição. Art. 1359 17 CC. Existe vedação ao pacto comissório. Súmula Vinculante nº: 25 18 STF. (aplicabilidade do pacto são José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário, prevendo que não há prisão do infiel depositário). Diferença entre alienação fiduciária e penhor de veículo: no segundo a financeira é credor de um direito real; no primeiro a financeira é proprietária do bem, este último é melhor, processualmente, e materialmente podendo buscar o bem onde quer que esteja. 5. CONCESSÃO DE USO ESPECIAL PARA FINS DE MORADIA E CONCESSÃO DE DIREITO REAL DE USO: _ CONCESSÃO DE USO ESPECIAL PARA FINS DE MORADIA: ART. 1225, INC. XI CC. É direito real autônomo. Não previsto no código de forma ampla. Origem? Aparece pela primeira vez no projeto Estatuto das Cidades, mas foi vetado e reintroduzido na ordem jurídica pela MP 2220./01. Os bens públicos não são usucapíveis (5 anos). É semelhante à USUCAPIÃO, mas se adquire o direito de usar apenas, deve ser declarado administrativa ou judicialmente. _ CONCESSÃO DO DIREITO REAL DE USO: ART. 1225, INC. V, CC. Modalidade pela qual a União pode atribuir o uso, por conveniência. Ex: a União tem terreno, e passa o direito de uso a um Município para determinada construção de hospital. 17 Art. 1.359. Resolvida a propriedade pelo implemento da condição ou pelo advento do termo, entendem-se também resolvidos os direitos reais concedidos na sua pendência, e o proprietário, em cujo favor se opera a resolução, pode reivindicar a coisa do poder de quem a possua ou detenha. 18 SÚM. VINC. Nº 25 - É ILÍCITA A PRISÃO CIVIL DE DEPOSITÁRIO INFIEL, QUALQUER QUE SEJA A MODALIDADE DO DEPÓSITO.