BITUCA: UNIVERSIDADE DE MÚSICA POPULAR Tudo que o Ponto de Partida faz é impressionante. "A" Bituca é uma das coisas mais sérias criadas no Brasil nos últimos anos. Tem que se prestar atenção. Milton Nascimento - "O" Bituca Imagine uma escola de música popular brasileira, profissionalizante, no interior de Minas Gerais, instalada num complexo arquitetônico do século passado, que abrigou a primeira fábrica de seda do Brasil, cercada por Mata Atlântica preservada, onde os mestres são, em vez de acadêmicos, músicos renomados e os cursos são inteiramente gratuitos. Essa escola existe, é a Bituca: Universidade de Música Popular criada em Barbacena, há quatro anos, pelo grupo de teatro Ponto de Partida, com o firme propósito de trabalhar para que os meninos" desencavem suas raízes e construam um som original, comprometam-se com a boa música e principalmente com a boa música brasileira e sejam capazes de criar uma obra singular para construírem com ela uma rota universal. As aulas, de diversos instrumentos, são freqüentadas por jovens de várias cidades do Brasil e por miquinhos-estrela de ouvidos apuradíssimos! Em vez de lousas, carteiras e bebedouros coletivos, a escola é decorada com móveis antigos que habitaram grandes fazendas mineiras e, apesar de ser uma anciã, a nova casa da Bituca, recém restaurada, tem um estúdio equipado com o que há de mais sofisticado no mercado, onde os alunos terão a partir de fevereiro de 2009 aula de prática de estúdio e poderão gravar seus projetos. Além disso, os computadores têm os programas mais modernos da área, para a prática de informática na música. E uma coincidência: a casa tem a mesma idade do piano meia cauda que chegou à escola esse ano! A Bituca é uma escola livre no sentido mais amplo da palavra: os alunos conduzem sua própria formação. Divididos em turmas de, no máximo, quatro, eles são assistidos individualmente pelos mestres-artistas e podem passar para turmas mais ou menos avançadas de acordo com seu desempenho. No final do curso, são avaliados e recebem "alta" caso já estejam preparados, podendo inclusive, se especializar na escola. Em outros casos, são convidados para continuar sua formação por mais dois anos. O "caixa" da sua cantina não passa de uma caixinha onde os alunos colocam o dinheiro do que compram e retiram seu troco, eles próprios, sem a intervenção de ninguém. O PRIMEIRO CD PRODUZIDO NA BITUCA Como o Ponto de Partida acredita que artista se tempera no palco, a Bituca produz shows e CDs dos alunos que já estiverem amadurecidos para isso, dentro do projeto "De olho no palco". A primeira produção cênico-musical foi O Menino e o Poeta, do jovem cantor, músico e compositor Pablo Bertola e seus parceiros, todos eles alunos ou mestres na Universidade. Também todos os músicos da banda neste show são alunos da Bituca e foram escolhidos pelos
mestres por seu talento e desempenho. O CD O Menino e o Poeta, que só traz composições inéditas, já vendeu mais de 5 mil cópias de forma independente e seu show lotou todos os teatros nos quais se apresentou. MÚSICOS CONSAGRADOS NA BITUCA A formatura da primeira turma da Bituca foi celebrada com um grande espetáculo - Cortejo de Reis e assistida por mais de 20 mil pessoas, na praça principal da cidade, e por mais milhares de outras através do Jornal Nacional. O paraninfo? Nada mais, nada menos que Milton Nascimento, o padrinho da escola e dono do apelido que a batiza. Através do projeto "Bituca convida", músicos como Dori Caymmi, Wagner Tiso, Arismar do Espírito Santo, Benjamim Taubkin, Hugo Pilger, ente outros, vêm até a escola para shows e aulas-prosa. Em sua última seleção, aberta a cada dois anos, recebeu inscrições de 64 cidades diferentes e teve índice de alunos por vaga mais elevado que o das universidades federais. Seus alunos conquistaram o 1º, o 3º e o 5º lugar no Prêmio Jovem Instrumentista BDMG e gravam discos e fazem shows e tocam com grandes artistas brasileiros. O Ponto de Partida e a Bituca são os responsáveis pela formação do coro Meninos de Araçuaí que completou dez anos de carreira esse ano, com cinco espetáculos montados, e dois CDs - Roda que Rola e Pra Nhá Terra e um DVD - Ser Minas tão Gerais, com participação de Milton Nascimento. Dois dos cinco meninos do coro, que vivem em Barbacena fazendo formação integral na Bituca, já se formaram e gravam CDs, tocam em shows e espetáculos e ministram oficinas profissionalmente. Enfim, mais do que suprir uma necessidade real de formação profissional para músicos populares e ocupar uma lacuna existente, praticamente, em todo país, a Bituca veio para desafiar a rotina e convocar: toque a vida em outro tom! OS CURSOS E OS MESTRES A Bituca: Universidade de Música Popular, criada pelo grupo Ponto de Partida, é uma iniciativa de extrema importância para o universo musical do país. Primeiramente já pelo nome, homenageia um dos maiores nomes da nossa música, foi concebida por um dos grupos teatrais mais importantes do país, com um extenso e criativo trabalho artístico, que exerce também um papel importante social, conjugando ao seu grupo de excelentes profissionais projetos de grande relevância social. Tudo isto em uma cidade do interior de Minas, fortalecendo o Estado e a interiorização e fomentando a produção e educação artística no Brasil. Só podia ser um empreendimento maravilhoso do qual sou grande fã e admirador! Parabéns e vida longa à Bituca e ao Ponto de Partida! Wagner Tiso
Coordenação: Gilvan de Oliveira e Felipe Moreira Administração: Eloisa Mendes Formação individual: Violão - Gilvan de Oliveira Baixo Enéias Xavier Flauta doce e clarineta - Guido Campos Bateria - Lincoln Cheib Saxofone - Cléber Alves Piano e teclado - Felipe Moreira Percussão - Serginho Silva Canto Babaya Formação complementar: Musicalização pelo Método Kodaly Ian Guest Percepção musical Cléber Alves e Felipe Moreira Improvisação e criação todos os mestres Prática de conjunto Gilvan de Oliveira e Cléber Alves História da música brasileira Gilvan de Oliveira Preparação para o palco, produção, ética: Ponto de Partida Cursos opcionais: Harmonia Ian Guest Arranjo Ian Guest Leitura a primeira vista: Enéias Xavier e Lincoln Cheib Piano complementar: Felipe Moreira Informática na música: Felipe Moreira Prática de estúdio: Lincoln Cheib SERVIÇO Inscrições De 4 a 20 de dezembro de 2008, pelo site www.grupopontodepartida.com.br Vagas A Bituca: Universidade de Música Popular oferecerá 100 vagas e só admitirá iniciantes para o curso de flauta doce. Condições Não é exigido dos candidatos nenhum grau de escolaridade específico, apenas talento. No entanto, a Escola é direcionada para quem quer profissionalizar-se e não para aqueles que têm a música como um hobby. Não há limite de idade. O ensino é gratuito. A freqüência é obrigatória. Processo de seleção Os aprendizes serão selecionados numa audição, na qual o candidato apresentará suas aptidões. Se for iniciante fará um teste preparado pela
coordenação da escola. Todos os inscritos serão avaliados pelos mestres e pelo Ponto de Partida, em fevereiro de 2009, em Barbacena. A partir do dia 5 de fevereiro os candidatos deverão acessar o site www.grupopontodepartida.com.br para confirmar o dia e a hora de sua seleção. Período e duração do curso Para possibilitar o acesso de alunos de todo o Brasil, as aulas são semanais. Numa semana prática instrumental, na outra: formação complementar. O curso está programado para dois anos. Acesse maiores informações ou currículo dos mestres em www.grupopontodepartida.com.br ASSESSORIA DE IMPRENSA Fátima Jorge fátima.jorge@yahoo.com.br Júlia Medeiros julia@grupopontodepartida.com.br Ronaldo Pereira ronaldo@grupopontodepartida.com.br Telefones: 32 3331-5803 32 3331-8211 GRUPO PONTO DE PARTIDA Em meio a tanta tristeza sinto grande alegria quando falo do "Ponto de Partida". Um trabalho brasileiro, pioneiro e de grande importância. Trabalhamos na "Bituca" e posso afirmar que foi um dos melhores grupos de seres humanos com quem convivi. Dori Caymmi O Ponto de Partida é um grupo de teatro, mineiro, que, quando nasceu, em 1980, decidiu que não emigraria de Barbacena, mas também não aceitaria os limites da província. Abriria picadas para romper o sertão, revisitaria a memória para aspirar endereço no universo, investigaria uma linguagem que colocasse o homem brasileiro no centro do palco, no papel principal. Nestes 28 anos, o Ponto de Partida tornou-se uma companhia de repertório, itinerante e independente, com 21 profissionais em exercício permanente e
cunhou uma marca. Sistematizou processos e métodos de criação e produção, conquistou parcerias, construiu um repertório de dramaturgia brasileira dos mais consistentes, inaugurou um canto aprendido no ventre das minas e ele rompeu forte das entranhas das Gerais ressoando pelo Brasil e as lonjuras da África, da Europa e da América do Sul. Além dos seus 30 espetáculos montados, atualmente o Ponto de Partida é responsável direto pela formação ou o trabalho de 255 pessoas divididas e misturadas em seus vários projetos. No entanto o trabalho indescritível que tudo isso nos obriga, não nos roubou a paixão, a humildade de respeitar os mistérios, a paciência de amadurecer desejos ao sereno, a coragem de desbravar o sertão, a alegria para grandes pelejas, o prazer de inventar histórias, a mania de entortar o rumo das coisas e a certeza de que, quando o sonho e o trabalho se juntam, até o milagre é possível.