PARECER TÉCNICO POLIGONAL E LOCALIZAÇÃO:

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Transcrição:

PARECER TÉCNICO DA POLINAL E LOCALIZAÇÃO: 1- DO QUINHÃO DE: JOAQUIM MARCELINO DE SOUZA; 2- DO QUINHÃO DE: LUDOVICO DE OLIVEIRA NEHRER NETO; 1.0 OBJETIVO Plotar em Planta do Sistema Cartográfico do Distrito Federal SICAD, os quinhões de Joaquim Marcelino de Souza, relativos à transcrição nº 3.431 identificando suas divisas, limites e confrontações. 1

2.0 FONTES DE INFORMAÇÕES E PESQUISAS PARA IDENTIFICAÇÃO E DIVISAS DOS QUINHÕES: 2.1 Memorial descritivo das divisas do quinhão de Joaquim Marcelino de Souza, constante da matrícula nº 3.431 do Cartório de Registro de Imóveis de Planaltina-. (anexoi); 2.2 Os limites naturais (ribeirão, córregos e outros), constantes dos memoriais citados em 2.1 e 2.2 deste, e que existem até hoje na região, ou que são de fácil localização a partir de plantas da região, confeccionadas em data anterior à construção do Lago Paranoá. 2.3 Planta Aerofotogramétrica, datada de 1958, elaborada pela empresa GEOFOTO S/A para a Companhia Urbanizadora da Nova Capital. 3.0 DA CADEIA DOMINIAL DOS QUINHÕES DE TERRAS DE JOAQUIM MARCELINO DE SOUZA, DENTRO DA FAZENDA BREJO OU TORTO RELATIVOS À TRANSCRIÇÃO nº 3.431 do CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS DE PLANALTINA DA IÁS. 3.1 Os 580,991 alqueires (2.812 hectares cem hectares de terras de mato e dois mil setecentos e doze hectares de campos naturais ) na Fazenda Brejo ou Torto. Relativos ao quinhão de terras em comento foram adquiridas por Joaquim Marcelino de Souza através do processo de divisão judicial da referida fazenda, por decisão judicial datada de 24 de dezembro de 1921, transcorrida em julgado por sentença homologatória proferida pelo então juiz Dr. A. Povoa. Esta gleba de terras foi registrada sob o número de transcrição n 3.431 fl. 125 do Livro 3-C do Cartório de Registro de Imóveis de Planaltina de Goiás, datada de 03 de junho de 1937 (ver anexo I) 4.0 DA LOCALIZAÇÃO dos QUINHÕES DE JOAQUIM MARCELINO DE SOUZA em PLANTA SICAD: 4.1 Após, os trabalhos topográficos realizados por um Perito nomeado pelo Juiz da época, concluise que a localização do quinhão de Joaquim Marcelino de Souza, citado acima em 3.1, dentro da fazenda BREJO ou TORTO, está dentro dos seguintes limites e confrontações: A partir do marco dois de delimitação do imóvel na margem esquerda do ribeirão do Torto, na barra do córrego denominado Capoeira no limite com terras de Modesto Gonçalves, pelo ribeirão Torto acima, limitando-se com o condômino Luiz José de Alcântara até um marco que divide com condômino Francisco Joaquim de Magalhães, pela esquerda do Torto na barra de uma vertentezinha, entre os córregos Jerivá e o da Ponte; deste marco pela vertentezinha acima, limitando-se com o mesmo Magalhães oitocentos e setenta metros de sua barra; deste marco pelo Jerivá acima até sua cabeceira; desta em rumo a um marco no espigão, na estação número oito e estaca nº trinta e sete, até onde vem se limitando com o referido condômino Francisco Joaquim Magalhães; deste marco volta pela linha de delimitação do imóvel, limitando-se com as 2

terras da fazenda Sobradinho ou Paranoazinho até a um marco e com as terras da fazenda do Paranoá até o marco nº três de delimitação do imóvel estação número quatro na cabeceira do córrego da Capoeira; por este córrego abaixo limitando-se com as terras pertencentes a Modesto Gonçalves, até a sua barra no ribeirão do Torto, no marco número dois, ponto de onde partiram estes limites. Durante os trabalhos de localização dos quinhões de Joaquim Marcelino de Souza, dentro do Sistema Cartográfico do Distrito Federal SICAD (anexo III) foi possível: a) Identificar os limites Sul, Noroeste e Sudeste que foram a Poligonal do quinhão em objeto, e descrito na suseção 4.1 deste. 5.0 DAS DIVISAS SUL, NOROESTE, NORDESTE E SUDESTE QUE FORMAM A POLINAL DA GLEBA OBJETO DA TRANSCRIÇÃO Nº 3.431. 5.1 A Sudoeste: Seu limite é o Ribeirão Torto, conforme memorial descritivo constante da transcrição nº 3.431 do Cartório de Registro de Imóveis de Planaltina de Goiás (anexoi). Embora hoje O ribeirão do Torto se encontre submerso nas águas do lago Paranoá, sua localização foi possível através de uma Planta Aerofotogramétrica, datada de 1958, portanto, antes da construção do Lago Paranoá, elaborada pela empresa GEOFTO S/A para a Companhia Urbanizadora da Nova Capital. O uso desta Planta teve como objetivo a localização mais exata das divisas naturais que deixaram de existir após a construção do Lago Paranoá. 5.2 Ao Noroeste: Seu limite é o Córrego Jerivá, conforme memorial descritivo constante da transcrição nº 3.431 do Cartório de Registro de Imóveis do Planaltina de Goiás (anexo I). O Córrego Jerivá existe até hoje na região. 5.4 Ao Nordeste: Seu limite é a divisa com a fazenda Sobradinho ou Paranoazinho. Esta divisa também já foi identificada por outros peritos judiciais em oportunidades diferentes, estando duas delas, constante do processo nº 31.028/93, Ação de Declaração de Nulidade movida pelo espólio de José Mundim Guimarães contra a TERRACAP. 5.3 A Sudeste: Seu limite é o Córrego Capoeira, conforme memorial descritivo constante da transcrição nº 3.431 do Cartório de Registro de Imóveis do Planaltina de Goiás (anexo I) e também a fazenda Paranoá. O Córrego Capoeira existe até hoje na região alterado seu nome para Córrego do Bálsamo. Anteriormente ele tinha como afluente o Córrego Taquari e desaguava no Ribeirão do Torto, hoje o Córrego Capoeira do Bálsamo se encontra com o Córrego Taquari e forma o Córrego Tamanduá que deságua no Lago Paranoá. 6.0 Memorial Descritivo dos Limites do Quinhão de Joaquim Marcelino de Souza com Base em Coordenadas Geográficas do Sistema Cartográfico do Distrito Federal SICAD: 3

Limites e confrontações: Começa no ponto inicial M1, de coordenadas planas UTM, N=8.255.903,6641 e E=197.559,6916, situado na margem esquerda do Ribeirão do Torto, na barra do Córrego Tamanduá, daí pelo Ribeirão do Torto acima até o ponto M2, de coordenadas planas UTM, N= 8.259.262,4076 e E= 193.707,8091, situado na barra de uma vertentezinha entre os córregos Jerivá e o da Ponte, daí por esta vertentezinha acima até o ponto M3, de coordenadas planas UTM N=8.259.981,0164 e E= 193.627,3368, daí com az=114 10 47.3 e d=1.068,433m, confrontando com Quem de Direito até o ponto M4, de coordenadas planas UTM N=8.259.543,3851 e E= 194.602,0310, situado na margem esquerda do Córrego Jerivá à oitocentos e setenta metrosde sua barra com o Ribeirão do Torto, daí por este córrego acima até o ponto M5, de coordenadas planas UTM N= 8.261.840,9600 e E= 196.712,9500, situado na sua cabeceira, daí com az= 34 09 52.2 e d= 475,692m, confrontando com Quem de Direito até o ponto M6, de coordenadas planas UTM N= 8.262.234,5612 e E=196.980,0845, daí com az=125 35 39.8 e d= 4.511,932m confrontando com Quem de Direito até o ponto M7, de coordenadas planas UTM N=8.259.608,4210 e E=200.648,9970, daí com M8, de coordenadas planas UTM N=8.258.420,1390 e E= 201.617,2120 daí com az= 164 46 16.3 e d= 1.009,523m, confrontando com Quem de Dreito até o ponto M9 de coordenadas planas UTM N=8.257.446,0660 e E= 201.882,3880, daí com az=192 16 37.6 e d= 1.161,483m confrontando com Quem de Direito até o ponto M10, de coordenadas planas UTM N= 8.256.311,1454 e E= 201.635,4102, daí com az= 286 57 27.7 e d= 250,680m confrontando com Quem de Direito até o ponto M11, de coordenadas planas UTM N= 8.256.384,2600 e E= 201.395,6300,situado na cabeceira do Córrego Capoeira do Bálsamo, daí por este córrego abaixo até a sua barra com o Córrego Tamanduá no ponto M12, de coordenadas planas UTM N= 8.57.20,6700 e E= 198.654,8500, daí por este córrego abaixo até o ponto inicial M1,onde deu início a este perímetro. 7.0 CONCLUSÃO 7.1 Quanto a localização dos quinhões: 7.1.1 A facilidade com que se localiza as divisas constantes do memorial descritivo das matrículas n. 3.431 principalmente as naturais (ribeirão, córregos e outras), e também Mapa de Situação Fundiária do Distrito Federal realizado pela Companhia Imobiliária de Brasília- TERRACAP, não deixam qualquer dúvida que a região correspondente às terras das referidas transcrições, é exatamente a que se encontra plotada na Planta SICAD em (anexo III) deste. 7.2 Quanto à quantidade de terras relativas a transcrição 3.431 que entraram e foram partilhadas no inventário de Joaquim Marcelino de Souza. 7.2.1 A Transcrição nº 3.431 tem como objeto o total de terras com 2.812 hectares, ou seja, 580,991 alqueires e somente 476 alqueires desta transcrição foram arrolados e partilhados no 4

inventário de Joaquim Marcelino de Souza e, assim mesmo, em comum entre os seus herdeiros como demonstra a tabela apresentada na subseção 7.4.2 deste. Portanto, 104.991 alqueires da transcrição em comento ficaram de fora do inventário e pertencem hoje ao Sr. Ludovico de Oliveira Nehter Neto, que por sua vez adquiriu do Sr. Delfino Machado de Araújo e sua esposa ao espólio de Joaquim Marcelino de Souza. 580,99 alq 476 alq = 104,991 alqueires 7.3 No inventário de Joaquim Marcelino de Souza, juntamente com estes 476 alqueires extraídos dos 580.991 alqueires da transcrição nº 3.431, entraram também os 100 alqueires relativos à transcrição 1.950, perfazendo assim um total de 576 alqueires que foram inventariados, e dados em pagamento às seguintes pessoas e da seguinte forma: Bens Inventariados 476 alqueires extraídos dos 580.991 alqueires da transcrição nº 3.431 100 alqueires relativos à transcrição nº 1.950 Quantidade Total de Terras Inventariada 576 alqueires Pagamento FELIPA MES FAGUNDES Transcrição n 3.801, Livro: 3-D fls. 038 Planaltina - SEBASTIÃO MARCELINO DE SOUZA Transcrição nº 4.539, Livro: 3-F fls. 026 Planaltina- ANÍZIO NÇALVES GUIMARÃES Transcrição nº 4.106, Livro: 3-E fls. 010 Planaltina - MODESTO NÇALVES GUIMARÃES Transcrição nº 4.104, Livro: 3-E fls. 010 Planaltina - Total em terras 151 alqueires 182 alqueires 182 alqueires 61 alqueires TOTAL 576 ALQUEIRES 7.4.3 Desta forma somente 476 alqueires da transcrição 3.431 mais os 100 alqueires da transcrição 1.950 foram inventariados e dados em pagamento, em comum, aos herdeiros relacionados na tabela apresentada na subseção 7.4.2 deste. 7.4.4 Portanto, o domínio dos 104,991 alqueires é exclusivamente do Sr. Ludovico de Oliveira Nehrer Neto, complementares da transcrição nº 3.431, uma vez que desta, só foram arroladas no inventário 476 alqueires. 7.4.5 Descrição da Cadeia Dominial adquirida por Ludovico de Oliveira Nehrer Neto: 5

1.927 O casal Joaquim Marcelino de Souza e sua esposa Felippa ( representada pelo marido pela procuração, lavrada no Livro de Procuração nº 02, às fls. 059/vº - Villa de Planaltina), vendem +/- 105,00 alqueires por Contrato Particular para Sr. Lindolfo Roriz Meirelles. 1.935 O Casal Lindolfo Roriz Meirelles e sua esposa Judith Meirelles, vendem estes +/- 105 alqueires para o Sr. Delfino Machado de Araújo. 1.952 O Casal Delfino Machado de Araújo e sua esposa Isaura Carneiro de Mendonça, vendem estes +/- 105,00 alqueires (exatamente 104,991 alqueires) ao menor impúbere Ludovico de Oliveira Nehrer Neto. Elaborado por: Engº Rogério Costa de Araújo Pereira 6