ROTEIRO DE AUDITORIA FINANCEIRA



Documentos relacionados
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE SANT ANA DO LIVRAMENTO Palácio Moysés Vianna Unidade Central de Controle Interno

ROTEIRO DE AUDITORIA DE CONTABILIDADE PÚBLICA

4 MÓDULO 4 DOCUMENTOS COMERCIAIS

PREFEITURA MUNICIPAL DE SERROLÂNDIA BAHIA CNPJ /

MANUAL BÁSICO DE NORMAR E ROTINAS DEPARTAMENTO FINANCEIRO. Contamos com o comprometimento e colaboração de todos.

Atenção: Empréstimos ao projeto não constituem receitas, por favor mencione-os no saldo consolidado NOTA 5.

Contabilidade / Orçamento pag.: 4.1 Descrição dos Fluxos de Trabalho

Relatório Controle Interno 2º. Quadrimestre 2015

RELATÓRIO DA EXECUÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA

DEZ/87 SISTEMA DE LIGAÇÕES URBANAS

BOAS PRÁTICAS NA APLICAÇÃO, FISCALIZAÇÃO E PRESTAÇÃO DE CONTAS DE RECURSOS PÚBLICOS DE CONVÊNIOS

Tópico: Procedimentos em áreas específicas das Demonstrações Contábeis

Material de Apoio. SEB - Contas a Pagar. Versão Data Responsável Contato 1 05/12/2011 Paula Fidalgo paulaf@systemsadvisers.com

Analisado por: Diretor do Departamento Contábil (DECON)

MANUAL FINANCEIRO MANUAL - TABELAS CONTÁBEIS E ORÇAMENTÁRIAS

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 019/2014

SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE

REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO FISCAL DO FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSÃO DO SERVIDOR- FAPS

PROCEDIMENTO CONTÁBIL Nº 02/2015 (versão 0.0.1)

Prefeitura Municipal de Ibirataia Estado da Bahia

PREFEITURA MUNICIPAL DE MORRINHOS Estado de Goiás LEI N , DE 28 DE DEZEMBRO DE O PREFEITO MUNICIPAL DE MORRINHOS,

ATUALIZAÇÃO ATÉ 14/02/2007.

NOR - PRO PAGAMENTO DA DESPESA

RIO GRANDE DO SUL CONTROLE INTERNO

ESTADO DO ACRE PREFEITURA MUNICIPAL DE MÂNCIO LIMA GABINETE DO PREFEITO LEI Nº 19/091 MÂNCIO LIMA ACRE, 06 DE NOVEMBRO DE 1991.

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. VRADM - Superintendência Administrativa. Patrimônio Mobiliário. Normas e Procedimentos

RESOLUÇÃO N II - endereços residencial e comercial completos; (Redação dada pela Resolução nº 2.747, de 28/6/2000.)

ROTEIRO DE ENCERRAMENTO DE CONTAS CORRENTES

ESTADO DE MATO GROSSO CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

ANEXO I PROCEDIMENTOS PREVIAMENTE ACORDADOS PPA SOBRE A PROVISÃO DE EVENTOS/SINISTROS A LIQUIDAR - DIOPS/ANS

RELATÓRIO DE EXECUÇÃO FÍSICO-FINANCEIRO

RESOLUÇÃO N Parágrafo 2º. A garantia de que trata este artigo não é extensiva à caderneta de poupança rural.

INVENTÁRIO ANUAL. Exercício Orientações e Procedimentos para Comissões Inventariantes

ECF ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL FISCAL

ATENÇÃO: A cópia impressa a partir da intranet é cópia não controlada.

4. O cadastramento a que se refere o item anterior deve ser efetuado concomitantemente à abertura da conta.

TARIFAS BANCÁRIAS. Para abrir uma conta, os bancos exigem um depósito inicial, que varia conforme a instituição.

Parecer Consultoria Tributária Segmentos DEREX Declaração decorrentes a recursos mantidos no exterior.

CONTROLE PATRIMONIAL ÍNDICE

INSTRUÇÃO NORMATIVA N 007, DE 22 JUNHO DE 2007.

CALCULADORA DE IR F E R R AM E N TA C A L C U L A D O R A D E I R

Serviço Público Municipal Prefeitura Municipal de Ubatã Estado da Bahia CNPJ: / PORTARIA Nº 301 DE 09 DE DEZEMBRO DE 2015.

1/5 NORMA INTERNA Nº: DATA DA VIGÊNCIA: 26/2010 ASSUNTO: SISTEMA OPERACIONAL DO ALMOXARIFADO CENTRAL

2013 GVDASA Sistemas Cheques 1

MATO GROSSO PREFEITURA MUNICIPAL DE LUCAS DO RIO VERDE CONTROLE INTERNO

NORMATIVO SARB 002/2008

1 Solicitante do Auxílio Orientador-Pesquisador 2- N.º do Projeto. 3 - Tipo de Despesa. Relação do Material de Consumo.

Unidade I CONTABILIDADE EMPRESARIAL. Prof. Amaury Aranha

11/04/2012 INSTITUTO OCEANOGRÁFICO. USP - Campus da Capital

Portal Comissões Online Perguntas Frequentes

ASSUNTO. Estrutura da Auditoria Interna (AUDIN) TÍTULO ΙΙ DISPOSIÇÕES GERAIS

PROCEDIMENTOS PARA REALIZAÇÃO DE INVENTÁRIO FÍSICO - ESTOQUES

BALANÇO PATRIMONIAL / composição 1

NOTA FISCAL ELETRÔNICA

Boletim Informativo Técnico BIT /2014

1. Acesso ao Agilis Elaborar Prestação de contas Inclusão do Material Permanente Inclusão do Material de Consumo...

DIVISÃO DE ASSESSORAMENTO TÉCNICO MANUAL DE PRESTAÇÃO DE CONTAS

ASSUNTO Analise preliminar para regularização de Restos a Pagar pagos no exercício de 2014

ORDEM DE SERVIÇO Nº 03/2003-GAB

1º O acesso ao Sistema deverá ser feito por meio de Senha Web ou certificado digital.

PROJETO NOVA ASEEL INSTRUÇÃO NORMATIVA 001 DE FINANÇAS E CONTABILIDADE REVISÃO 005 JUNHO 2008 APROVADA NA ATA DE REUNIÃO 352/2008

MANUAL CONTABILIDADE

Programas de Auditoria para Contas do Ativo

Nº Versão/Data: Validade: /10/2014 OUTUBRO/2015 FIN BORDERÔS MACROPROCESSO FINANCEIRO PROCESSO CONTAS A PAGAR

MÓDULO 5 Movimentações

LEI Nº 213/1994 DATA: 27 DE JUNHO DE SÚMULA: INSTITUI O FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE E DA OUTRAS PROVIDENCIAS. CAPITULO I DOS OBJETIVOS

PUBLICADO NO ÓRGÃO OFICIAL DO MUNICÍPIO Nº 1750 DO DIA 06/08/2012.

Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras Em 31 de dezembro de 2014 e 2013 (Valores em R$, exceto o valor unitário das cotas)

GESTÃO DE PROJETOS SICONV APRENDIZADO QUE GERA RESULTADOS

Conselho Federal de Contabilidade Vice-presidência de Controle Interno INSTRUÇÃO DE TRABALHO INT/VPCI Nº 005/2012

Departamento de Água e Esgoto Sanitário de Juína

ORIENTAÇÃO SOBRE COMO GERAR E ENVIAR A PRESTAÇÃO DE CONTAS FINAL

MATO GROSSO PREFEITURA MUNICIPAL DE LUCAS DO RIO VERDE CONTROLE INTERNO

RESOLUÇÃO N Parágrafo único. Para efeito desta resolução:

ASSOCIAÇÃO DOS INTEGRANTES DAS AUDITORIAS INTERNAS DAS ENTIDADES VINCULADAS AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

LEI N. 084/91. O PREFEITO MUNICIPAL DE ALTO TAQUARI, Estado de Mato Grosso, no uso de suas atribuições legais, etc.

RESOLUÇÃO CGSN 11, DE 23 DE JULHO DE 2007

Resumo do Contrato de seu Cartão de Crédito do HSBC

Resolução Conjunta SF/PGE - 5, de : Disciplina os procedimentos administrativos necessários ao recolhimento de débitos fiscais do Imposto

REGULAMENTO PARA CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMO SIMPLES - CV

TCE-TCE Auditoria Governamental

Help Contabilização Rápida E&L Produções de Software

VERITAE TRABALHO PREVIDÊNCIA SOCIAL SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO LEX. FGTS Débitos Dos Empregadores Regularização Procedimentos

Faculdade Maurício de Nassau

Controles Financeiros - Básico-

PROCEDIMENTO GERENCIAL PADRÃO Ref.: FIN-PGP-001_00 Emissão: 22/05/2013 P. 1/14 CARTÃO CORPORATIVO

ENCAMINHAMENTO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS IDENTIFICAÇÃO DO BENEFICIÁRIO MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA

E&L Contabilidade Pública Eletrônica

REGULAMENTO DO PLANO INDIVIDUAL DE PECÚLIO POR MORTE DAS CARACTERÍSTICAS

CAPÍTULO V FUNDO DE GARANTIA

SE Brasília/DF Jan./ ex. 10,5x29,7cm Editora MS/CGDI/SAA OS 2013/0124

Política de Divulgação de Atos ou Fatos Relevantes da Quality Software S.A. ( Política de Divulgação )

Em 2013, o registro de dados no SIOPS passará a ser obrigatório.

Transcrição:

ROTEIRO DE AUDITORIA FINANCEIRA 1 - OBJETIVO Este programa tem por objetivo, propiciar o levantamento, a conferência e a comprovação das disponibilidades financeiras existentes em Caixa, Bancos e outras contas de Crédito, através do exame e análise da documentação e do controle, em confronto com os registros contábeis, bem como os demais bens, títulos e valores sob custódia do Setor ou de terceiros. Serão ainda aferidas a eficiência e segurança dos controles adotados e as rotinas efetivamente desenvolvidas, a fim de se verificar se os mesmos se processam de acordo com as normas legais e/ou regulamentares que disciplinam as atividades do Setor. 2 - ROTEIRO 2.1 - TESOURARIA 2.1.1 - LEVANTAMENTO DE CAIXA I - Proceder à auditoria de Caixa no início do primeiro expediente ou do expediente normal; II - Solicitar e visar cópia do último Boletim Diário de Caixa, caso não esteja encerrado e escriturado o movimento no boletim até o dia anterior, providenciar junto ao responsável o seu imediato fechamento e atualização, bem como a apresentação dos respectivos comprovantes de ingressos e desembolsos, para conferência e verificação de sua regularidade; III - Solicitar a contagem física do numerário existente, a ser feita pelo Tesoureiro ou responsável, devidamente acompanhada pela Equipe de Auditoria, devendo ser relacionados e discriminados os valores que compõem o saldo do Caixa naquele momento, tais como: dinheiro em espécie, cheques recebidos, vales porventura existentes e a relação dos respectivos responsáveis para com a Entidade, comprovantes de receitas e despesas e outros documentos complementares; IV - Checar a correção do saldo do Caixa, apontado no Boletim do dia anterior com a existência física apurada, feitas as inclusões e exclusões necessárias, caso já tenha havido movimento no dia do levantamento, até o momento da conferência; V - Observar se são elaborados Boletins Diários de Caixa e se estes são numerados seqüencial e tipograficamente; VI - Verificar se esses boletins são encaminhados regularmente à Contabilidade e se esta mantém os seus registros atualizados; VII - A conferência do saldo de Caixa poderá ser feita através de um dos seguintes critérios: a - prospectivo Saldo anterior: (acusado pelo Boletim do dia anterior)(+) Ingressos no dia (receitas recebidas até a contagem)(-) Desembolsos no dia (pagamentos ou saídas até a contagem)(=) Saldo atual (no momento da contagem), b - retrospectivo Saldos atual: (do momento da contagem)(+) Desembolsos do dia (pagamentos ou saídas até a contagem)(-) Ingressos do dia (receitas recebidas até a contagem)(=) Saldo anterior (acusado pelo Boletim do dia anterior); VIII - Verificar se todos os fundos de caixa e demais documentos foram contados e incluídos no levantamento. 1

2.1.2 - TERMO DE VERIFICAÇÃO DE CAIXA Após o levantamento do numerário e demais valores e comprovantes que irão compor e dar cobertura ao saldo do Caixa, preencher o Termo de Verificação de Caixa, (papel de trabalho), em duas vias, devendo a 1ª compor os papéis de trabalho e a 2ª ser entregue ao responsável pelo setor. No referido termo deverão ser discriminados: I - Os valores em espécie encontrados no dia; II - Os cheques para depósito, em poder do Caixa; III - Os cheques de servidores, Diretores ou mesmo de terceiros, irregularmente encontrados no Caixa; IV - Os vales de funcionários ou outros componentes do saldo do Caixa, porventura existentes; V - Comprovantes de ingressos (receitas recebidas) e de desembolsos (despesas pagas) ocorridos no dia da verificação e antes da contagem. 2.1.3 - FUNDO FIXO - PAGAMENTO DIRETO DE DESPESAS Se a Tesouraria ou Setor possui Fundo Fixo ou Rotativo para atender a despesas miúdas de pronto pagamento: I - Verificar se o seu valor é suficiente e não excessivo para atender os pagamentos do período estabelecido e se este também não é muito longo; II - Verificar se vem sendo cumprido o período fixado para prestação e reembolso do fundo, através do seguinte procedimento; a - Selecione os comprovantes de desembolsos e reembolsos de determinado período; b - Examine a documentação correspondente; c - Observe se os pagamentos estão autorizados e não estão acima dos valores preestabelecidos; d - Verifique se os comprovantes estão adequadamente cancelados através de carimbos de "Pago" ou "Liquidado"; e - Examine se os cheques de reembolsos são somente nominativos ao responsável pelo fundo e emitidos somente após a conferência dos comprovantes dos desembolsos anteriormente feitos; f - Confira os cálculos dos desembolsos, o saldo remanescente, se houver, e o valor do reembolso subsequente; III - Verificar se são efetuadas contagens periódicas e de surpresa do fundo pelo pessoal da Tesouraria ou Setor Financeiro, que não pelo seu próprio responsável; IV - Verificar se são observados os limites legais para realização de determinadas despesas através do referido fundo; V - Verificar se existem fundos idênticos em outros setores da Entidade, e se a Tesouraria ou Setor Financeiro mantém efetivo controle sobre os mesmos; VI - Verificar se houve autorização, se for o caso, para a instituição dos referidos fundos; 2

VII - Verificar se é feita a separação entre o valor e o movimento do fundo e as receitas diárias arrecadadas, visto que estas devem ser depositadas integralmente; VIII - Verificar se as despesas podem ser pagas legalmente através do citado fundo e não pelo processo normal de pagamento, face à sua natureza, finalidade e características; IX - Verificar se as despesas vêm sendo comprovadas adequadamente; X - Verificar se além das despesas miúdas de pronto pagamento, são feitos outros pagamentos em espécie, regularmente processados; XI Verificar se é feita corretamente a contabilização do fundo. 2.1.4 - ADIANTAMENTOS Se for utilizado o sistema de adiantamentos, através da Tesouraria ou Setor Financeiro, para a realização de determinadas despesas: I - Examinar se a sua finalidade atende às normas regulamentares e prescrições legais pertinentes; II - Examinar se essas despesas podem legalmente ser realizadas através de adiantamentos; III - Examinar se é mantido eficiente controle sobre esses adiantamentos; IV - Examinar se para os adiantamentos, quando for o caso, são emitidos empenhos prévios, com a necessária e competente autorização; V - Examinar se nos adiantamentos concedidos são observados os prazos para a sua aplicação e comprovação; VI - Examinar se os adiantamentos feitos são encaminhados imediatamente à Contabilidade para o necessário registro das respectivas responsabilidades; VII - Examinar se as prestações de contas dos adiantamentos são feitas e exigidas de conformidade com as prescrições legais e regulamentares, e se as respectivas baixas na Contabilidade foram efetuadas; VIII - Examinar se há adiantamentos pendentes de prestação de contas. 2.1.5 - RECEITA Própria - Arrecadação DIRETA Se a Entidade possui receita própria e realiza arrecadação direta através do Setor: I - Verificar se é adotado recibo ou outro comprovante de arrecadação e se este é numerado seqüencial e tipograficamente; II - Verificar se o setor mantém controle eficiente e seguro dos blocos ou talonários dos comprovantes de arrecadação em uso e em estoque no recinto e/ou no Almoxarifado; III - Verificar se é emitido o citado comprovante no ato de todo recebimento; IV - Verificar se este recibo é emitido com cópia, datado e assinado pelo recebedor; V - Verificar se o comprovante contém o nome da pessoa que recolhe, discrimina a quantia recebida e a espécie de receita arrecadada; 3

VI - Verificar se a importância arrecadada é autenticada mecanicamente pelo recebedor em todas as vias do recibo; VII - Verificar se são recebidos cheques ao portador e se estes são transformados imediatamente em nominais a favor do órgão ou Entidade e cruzados em branco ou em preto para fins de depósito; VIII - Verificar se os cheques recebidos contêm em seus versos todos os dados necessários que identifiquem o emitente, seu endereço, telefone, etc.; IX - Verificar se o produto arrecadado é recolhido integral e diariamente em Banco Oficial(Caixa único); X - Verificar se a arrecadação da receita própria é contabilizada integral e mensalmente, de conformidade com o Plano de Contas. 2.1.6 - BENS, TÍTULOS E VALORES SOB CUSTÓDIA Caso sejam encontrados outros bens, títulos, valores e documentos sob o controle e guarda da Tesouraria ou Setor, como cautelas, ações, letras de câmbio e imobiliárias, certificados de depósitos, notas promissórias, cartas de fiança, etc. adotar o seguinte procedimento: I - Relacionar separadamente, por natureza, tipo e espécie, todos os bens, títulos ou valores existentes, preenchendo o formulário próprio, com as adaptações necessárias, segundo as suas características; II - Cotejar os bens relacionados e respectivos valores com os controles da Tesouraria ou Setor, em confronto com os registros contábeis no Diário ou Razão; III - Examinar se todos os bens, títulos e valores arrolados estão devidamente contabilizados em contas específicas ou de compensação, conforme a natureza, tipo, espécie da operação ou compromisso com que se vincula; IV - Confirmar a existência de bens, títulos ou valores de sua propriedade em poder de terceiros, utilizando, se necessário, o expediente da circularização; V - Verificar se há comprovantes provisórios de títulos ou valores que não tenham ainda sido trocados pelos documentos definitivos, recomendando, se for o caso, as providências necessárias para a regularização das pendências encontradas; VI - Examinar a espécie de controle existente sobre os cupons de rendimentos e se os aqueles a receber são mantidos apensos aos respectivos títulos; VII - Verificar se são mantidos títulos custodiados em Bancos ou outras instituições financeiras, questionando, se for o caso, a não utilização do sistema; VIII - Conferir a existência física dos bens, a sua legítima propriedade e se os mesmos são guardados, com segurança, em cofre na Tesouraria; IX - Verificar se existem títulos oferecidos em garantia, penhor ou caução de compromissos assumidos, exigindo, neste caso, a exibição dos comprovantes do fato; X - Analisar os rendimentos auferidos em relação aos títulos que os produziram e se os mesmos se traduzem por juros, dividendos ou bonificações; XI - Verificar se é feito o acompanhamento dos prazos de vencimento dos títulos, para fins de resgate e evitar a ocorrência de sua caducidade ou prescrição; 4

XII - Examinar se há títulos vencidos e não cobrados e se há necessidade de sua permanência sob custódia da tesouraria; XIII - Observar se vem sendo evitada, por motivo de segregação de função, a atribuição ao Caixa da custódia dos seguintes títulos, valores ou documentos: a - títulos de renda e certificados de depósitos; b - cauções, cautelas e cupons de dividendos por receber; c - procuração passada ao Tesoureiro ou Caixa outorgando-lhes poderes, para: receber rendimentos; compra de novos títulos; resgate de títulos vencidos; XIV - Verificar se os títulos mencionados no item anterior são mantidos sob custódia de outros setores, que não a Tesouraria, ou de estabelecimentos financeiros e se há efetivo controle sobre os mesmos. 2.1.7 - INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES Quanto aos aspectos gerais da Tesouraria ou Setor: I - Verificar se a Tesouraria possui normas internas disciplinando o seu funcionamento; II - Verificar se a mesma encontra-se bem localizada e instalada e dotada das medidas de segurança indispensáveis à proteção dos valores ali manipulados ou custodiados; III - Verificar se há horário fixado para atendimento externo; IV - Verificar se é proibido o ingresso de pessoas estranhas e de funcionários não autorizados no recinto da Tesouraria; V - Verificar se o Caixa ou Tesoureiro exerce outra atividade ou tarefas incompatíveis com a natureza de suas funções, tendo em vista o princípio de segregação; VI - Verificar se existem caixas distintos para recebimentos e pagamentos, quando o porte e o movimento do setor assim o exigir ou justificar; VII - Verificar se são feitas verificações e supervisões do Caixa, por quem e se são lavrados os respectivos termos; 2.2 - BANCOS O controle de Bancos pode ser feito pela Tesouraria ou por outra área do Setor Financeiro, dependendo da estrutura e organização do setor a ser AUDITADO. 2.2.1 - MOVIMENTAÇÃO DE CONTAS BANCÁRIAS Quanto ao movimento bancário: I - Verificar se o setor mantém controle adequado da movimentação bancária do Órgão/Entidade; II - Verificar se aos depósitos bancários é anexada relação detalhando a composição dos valores depositados e se são processados com regularidade; 5

III - Verificar se os comprovantes de depósito são preenchidos de maneira correta e devidamente autenticados pelo Banco recebedor; IV - Verificar se são depositados em conta bancária todos os cheques recebidos e se estes são endossados e cruzados em branco e preto; V - Verificar se existe controle dos cheques de terceiros devolvidos pelos Bancos, se os mesmos são novamente cobrados e se esgotados os meios de cobrança pela Tesouraria, os referidos cheques são encaminhados à Procuradoria Jurídica para as providências legais cabíveis; VI - Verificar se existem contas paralisadas, pouco movimentadas ou com saldos elevados mantidos por períodos longos, e quais os motivos dessa ocorrência; VII - Verificar se foram fornecidos todos os saldos bancários, agrupando-os ao saldo de Caixa apurado pela Equipe de Auditoria, para fins de demonstração das disponibilidades financeiras existentes no dia do levantamento; VIII - Verificar se são feitas conferências periódicas dos saldos apontados pelo controle financeiro de bancos da Tesouraria com os acusados pela Contabilidade, a fim de dirimir dúvidas e eliminar pendências; IX - Verificar se estão ocorrendo transferências entre contas bancárias, contrariando as disposições regulamentares. Comprovada a ocorrência, apurar: a - se são feitas com freqüência e em caso afirmativo preencher papel de trabalho; b - se há autorizações para estas transferências, de quem procedem e se são emanadas de autoridades competentes ou devidamente credenciadas para tal; c - qual a finalidade dessas transferências, se os valores correspondentes são posteriormente reembolsados e com autorização de quem; d - a razão dessas transferências, e se trata de saldo paralisado, não utilizado ou outro motivo, e se havia falta de recursos nas contas para as quais foram feitas as citadas transferências; e - se, quanto aos aspectos legal e regulamentar, essas transferências são admissíveis (vide dotação orçamentária e convênio pertinente, se for o caso); X - Verificar se é necessária a confirmação dos saldos bancários existentes no dia do levantamento; caso afirmativo, providenciar circularização aos estabelecimentos bancários para respostas diretas à Auditoria, conforme normas e modelo de circularização pré-estabelecidos pela auditoria; XI- Verificar se estão corretos os saldos bancários, agrupando-os, posteriormente, com o saldo de caixa, para fins de demonstração das disponibilidades financeiras no dia da verificação. 2.2.2 - CONCILIAÇÕES BANCÁRIAS I - Solicitar os extratos de todas as contas bancárias, até o último dia anterior ao início dos trabalhos de auditoria; II - Verificar se há controle bancário, onde constem todas as contas abertas, movimentadas, paralisadas e zeradas; III - Examinar se todas as contas foram conciliadas até o último mês encerrado, inclusive as que estiverem paralisadas e zeradas no dia do levantamento; IV - Observar se os extratos bancários de cada mês são recebidos com regularidade no início do mês 6

subsequente; V - Verificar se as conciliações bancárias de cada mês são feitas no princípio do mês seguinte; VI - Examinar se as pendências constatadas são regularizadas no transcorrer do próprio mês em que foram conciliadas as contas; VII - Verificar se o responsável pelas conciliações bancárias, por motivo de segregação de função, não assina cheques, manipula ou controla valores; VIII - Observar se os saldos bancários acusados no controle financeiro da Tesouraria são cotejados periodicamente com os da Contabilidade, visando sanar possíveis divergências; IX - Examinar se são feitas revisões nas conciliações bancárias da Tesouraria e se as mesmas são encaminhadas à Contabilidade, para fins de reconciliação com as contas do setor; X - Testar as somas das conciliações, verificando se: a - há evidência de terem sido conferidas e aprovadas por elemento categorizado e com funções independentes de quem as prepara; b - nelas há detalhes suficientes das pendências e do respectivo tempo ou idade. 2.2.3 - CONTROLE DE CHEQUES I - Verificar se há no setor controle satisfatório da numeração dos cheques requisitados, em uso, emitidos, cancelados e em branco; II - Verificar se os cheques são emitidos com cópias e por quem estas são visadas; III - Verificar se são emitidos cheques ao portador; em caso afirmativo, recomendar que os mesmos sejam nominais; IV - Verificar se são assinados cheques em branco ou antecipadamente, fato irregular e não recomendável; V - Verificar se os cheques cancelados são inutilizados, ficam presos aos talões ou são arquivados em ordem cronológica e por emissão; VI - Verificar se os talões de cheques são guardados com segurança em cofre no setor; VII - Verificar se os lançamentos contábeis dos cheques são processados com regularidade; VIII - Verificar se são feitas comunicações aos Bancos para cancelamento de espécimes de assinaturas, quando da mudança de responsáveis. 2.2.4 - APLICAÇÕES FINANCEIRAS I - Verificar se são mantidos depósitos a prazo fixo e em quais os estabelecimentos; II - Verificar se são feitas outras aplicações financeiras e quais os tipos dessas aplicações (verificar rendimento, segurança, etc.); III - Verificar se as receitas originárias dessas aplicações são contabilizadas regularmente e são controladas pelo 7

Setor Financeiro; IV - Verificar se essas aplicações e respectivos rendimentos são conferidos e acompanhados pelo Setor Financeiro junto aos estabelecimentos de crédito; V - Verificar se estas aplicações não vêm sendo feitas em detrimento ou prejuízo do pagamento dos encargos sociais e fiscais nos respectivos prazos de vencimento das referidas obrigações; VI - Verificar se estão corretas as aplicações financeiras, providenciando o levantamento de sua posição e dos respectivos rendimentos, nele incluindo as ainda não registradas no Controle Financeiro da Contabilidade até o momento do exame; VII - Verificar se há necessidade de confirmação do total ou parte das aplicações e dos respectivos rendimentos, providenciando circularização às instituições financeiras, para respostas diretas à Auditoria, conforme normas e modelo de circularização; 2.2.5 - RECEITA PRÓPRIA - ARRECADAÇÃO VIA BANCOS No caso de arrecadação através de rede bancária: I - Examinar se a arrecadação é centralizada no Caixa Único. II - Examinar se é feita arrecadação por outros Bancos, mediante convênios, e se o montante arrecadado, quando for o caso, é transferido periodicamente para conta centralizadora do Caixa Único, de acordo com os prazos estipulados; III - Examinar se todas as receitas arrecadadas são integral e diariamente depositadas; IV - Examinar se existem receitas arrecadadas pendentes de classificação final; V - Examinar se é feito o acompanhamento da movimentação do saldos das contas arrecadadoras, visando detectar e controlar as que estejam sendo movimentadas apenas através de crédito; VI - Examinar se os lançamentos das transferências das receitas arrecadadas (controle financeiro de Bancos) são claros, precisos e atualizados. 2.2.7 - RECURSOS DE CONVÊNIOS Se houver recursos procedentes desta fonte: I - Examinar os convênios e aditivos; II - Examinar a fonte dos recursos: Governo Federal, Estadual, outros; III - Examinar a destinação dos recursos: programas ou projetos; IV - Examinar o controle dos recebimentos dos recursos; V - Examinar aplicação dos recursos segundo objetivos dos convênios; VI - Examinar documentação correspondente; VII - Examinar o controle orçamentário, se for o caso, dos recebimentos e aplicações. 8

2.2.8 - PAGAMENTOS VIA BANCOS I - Verificar se são feitos pagamentos a favor de credores finais, via ordem bancária; II - Verificar se são efetuados pagamentos a credores finais mediante débito em conta; III - Verificar se são realizados pagamentos de despesas através de borderôs e se às 1ª e 2ª vias destes estão sendo anexados os comprovantes correspondentes, devidamente quitados pelo Banco; IV - Verificar se os pagamentos são processados com base em documentação de apoio, emanada do setor competente; V - Verificar se as despesas estão devidamente autorizadas e previamente empenhadas e liquidadas; VI - Verificar se são anotados os números dos cheques de pagamento nos comprovantes de despesas; VII - Verificar se os cheques para pagamento de despesas são: a - emitidos nominalmente e cruzados em branco ou em preto; b - assinados por duas pessoas, em conjunto, devidamente credenciadas; VIII - Verificar se é aposto carimbo de "Pago" ou "Liquidado" pelo Caixa ou Tesoureiro em todos os documentos de despesas já quitados; IX Verificar se os responsáveis pelos pagamentos conferem a documentação e examinam o processamento das despesas, quanto aos aspectos formais e legais; X Verificar se os pagamentos foram autorizados pelo Ordenador de Despesa, por pessoa a ele equiparada ou que esteja devidamente credenciada; XI - Verificar se os pagamentos são efetuados nas datas de vencimento das respectivas obrigações ou nos prazos estabelecidos; XII - Verificar se os recibos nos documentos pagos são passados por pessoas devidamente credenciadas junto ao Órgão ou Entidade; 9