Um Outro Olhar sobre o Hospital Contratualização em Cuidados Continuados João Amado Santa Casa da Misericórdia de Portimão
RNCCI o início O Decreto-Lei nº 101/2006 criou a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), no âmbito dos Ministérios da Saúde e do Trabalho e da Solidariedade Social. Aprofundou-se a cooperação por via da assinatura de Protocolo específico entre a UMP, MS e MTSS, em 24 de Outubro de 2006;
RNCCI
Tipologia da Rede - 1 1 - A prestação de cuidados continuados integrados é assegurada por: a) Unidades de internamento; b) Unidades de ambulatório; c) Equipas hospitalares; d) Equipas domiciliárias. 2 - Constituem unidades de internamento as: a) Unidades de convalescença; b) Unidades de média duração e reabilitação; c) Unidades de longa duração e manutenção; d) Unidades de cuidados paliativos.
Tipologia da Rede - 2 3 Constitui unidade de ambulatório a unidade de dia e de promoção da autonomia. 4 São equipas hospitalares as: a) Equipas de gestão de altas; b) Equipas intra-hospitalares de suporte em cuidados paliativos. 5 São equipas domiciliárias as: a) Equipas de cuidados continuados integrados; b) Equipas comunitárias de suporte em cuidados paliativos.
Unidade de convalescença - caracterização Unidade de internamento, independente, integrada num hospital de agudos ou noutra instituição, se articulada com um hospital de agudos, para prestar tratamento e supervisão clínica, continuada e intensiva, e para cuidados clínicos de reabilitação, na sequência de internamento hospitalar originado por situação clínica aguda, recorrência ou descompensação de processo crónico.
Unidade de convalescença - assegura Sob a direcção de um médico: a) Cuidados médicos permanentes; b) Cuidados de enfermagem permanentes; c) Exames complementares de diagnóstico, laboratoriais e radiológicos, próprios ou contratados; d) Prescrição e administração de fármacos; e) Cuidados de fisioterapia; f) Apoio psicossocial; g) Higiene, conforto e alimentação; h) Convívio e lazer.
Unidade de longa duração Gerida por um técnico da área de saúde ou da área psicossocial, assegura: a) Actividades de manutenção e de estimulação; b) Cuidados de enfermagem diários; c) Cuidados médicos; d) Prescrição e administração de fármacos; e) Apoio psicossocial; f) Controlo fisiátrico periódico; g) Cuidados de fisioterapia e de terapia ocupacional; h) Animação sócio-cultural; i) Higiene, conforto e alimentação; j) Apoio no desempenho das actividades da vida diária; k) Apoio nas actividades instrumentais da vida diária.
Modelo de financiamento - 1 Os encargos decorrentes do funcionamento das respostas da Rede são repartidos pelos sectores da saúde e da segurança social em função da tipologia dos cuidados prestados, nos seguintes termos: As unidades de convalescença e de paliativos, as equipas de gestão de altas e as intra-hospitalares de suporte em cuidados paliativos e as equipas domiciliárias de suporte em cuidados paliativos são integralmente da responsabilidade do Ministério da Saúde;
Modelo de financiamento - 2 As unidades de média duração e reabilitação e de longa duração e manutenção, as unidades de dia e as equipas prestadoras de cuidados continuados integrados são da responsabilidade dos dois sectores em função da natureza dos cuidados prestados; O financiamento de cada tipo de serviços é específico, com preços adequados e revistos periodicamente, nos termos a regulamentar, para assegurar a sustentabilidade e a prestação de cuidados de qualidade.
Modelo de financiamento - 3 Os encargos com a prestação das unidades e equipas de cuidados continuados de saúde fazem parte integrante dos orçamentos das respectivas administrações regionais de saúde e os encargos com a prestação do apoio social dos orçamentos dos respectivos organismos do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. A utilização das unidades de internamento de média duração e reabilitação e longa duração e manutenção e das unidades de dia e de promoção da autonomia e equipas de cuidados continuados da Rede é comparticipada pela pessoa em situação de dependência em função do seu rendimento ou do seu agregado familiar.
Financiamento
Objectivos e Indicadores de Desempenho Operacional - 1 Acção A1 Referenciação tecnicamente adequada na RNCCI Objectivo 1.1: Garantir a correcta referenciação dos utentes para a RNCCI. Objectivo 1.2: Garantir que os utentes com necessidade de entrada na RNCCI são referenciados.
Objectivos e Indicadores de Desempenho Operacional - 2 Acção A2 Prestação dos cuidados continuados integrados e qualidade das unidades prestadoras (Peso 95,8%) Objectivo 2.1: Melhorar o grau de autonomia física em relação à primeira avaliação, no universo dos utentes admitidos na Rede. Indicador 2.1.1: Grau de autonomia física, extraído do IAB - Instrumento de Avaliação Biopsicossocial. Objectivo 2.2: Garantir sequencialidade na utilização das unidades através do cumprimento de um tempo máximo de transição de 15 dias nas transições entre tipologias, quando vaga identificada. Objectivo 2.3: Assegurar que 70% das Unidades da RNCCI têm um acompanhamento semestral pelas ECL com respectiva evidência documentada (grelha pré definida) e apresentam uma classificação de 80%, numa escala de 0% a 100%.
Objectivos e Indicadores de Desempenho Operacional Acção A3 Expansão e gestão da RNCCI Objectivo 3.1: Adequar a oferta de serviços de saúde e sociais às necessidades da sociedade portuguesa, através de uma cobertura quantitativa e qualitativa da RNCCI no território nacional. Objectivo 3.2: Garantir a eficácia da actividade das unidades prestadoras de cuidados Indicador 3.2.1: Taxa de readmissões na RNCCI, com o mesmo diagnóstico, em doentes referenciados pelas EGA.
Decreto lei 101/2006
RNCCI - regras Normas de construção, padrões arquitectónicos e funcionais (bem definidos, em particular os programas funcionais associados ao Modelar) Nível de equipamento Necessidades calculadas de recursos humanos Orientações, manuais, directivas técnicas elaborados UMCCI Avaliação periódica do cumprimento das normas Disponibilização de regulamentos internos, mapas de pessoal, horários Plataforma informática
RNCCI
ECCI
UCC - Desafios de gestão - 1 Pagamento por diária e não por GDH Recursos a 100% - financiamento a 100% só com taxa de ocupação superior a 85% Dívidas dos utentes Competição com o sector privado e público para contratação de médicos
UCC - Desafios de gestão - 2 Dimensão das unidades vs custos fixos cozinha, lavandaria, aprovisionamento, farmácia Motivação dos profissionais Mudança de mentalidades
Dentro da rede 1 Admissão Tempo de espera Critérios de referenciação demasiado fluidos Falta de informação Patologias associadas Medicação habitual Exames complementares Propostas terapêuticas e seguimento A fisioterapia como justificação de referenciação e a gestão de expectativas
Dentro da rede 2 Política de medicamento Prescrição da última geração nos IECA, nos inibidores da bomba de protões, nas estatinas Antidepressivos, ansiolíticos, hipnóticos o direito à tristeza!antibióticos: muitos, variados e modernos Infecção MRSA HIV
Dentro da rede 3 Internamento Identificação de problemas Marcação de consultas Necessidade, demasiado frequente, de intervenções diagnósticas Agudizações verdadeiras e falsas Dificuldade dos profissionais dos SU em entender a natureza das UCC, suas limitações e obrigações A falta de autoridade das ECL e ECR e o desaparecimento das EGA
Dentro da rede 4 Alta e transferência A rede estrangulada Os erros de referenciação, em particular os erros forçados, como causa de estrangulamento As ULD como fim de linha A incapacidade das famílias, e do Estado no apoio às famílias Abandono, maus tratos, violência A alta como factor de afastamento da prestação de cuidados, prevenção e seguimento, em particular na área da fisioterapia
RNCCI, O FUTURO Melhor articulação com os Cuidados Primários e com os Cuidados Hospitalares Mais camas, mas principalmente crescimento do apoio domiciliário, das Unidades de Dia e da reabilitação Maior envolvimento da família, da sociedade civil, do Poder Local (e dos Autarcas)