PROFISSIONAIS DE SAÚDE
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- Wilson Palha Sampaio
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1 FACA
2 FRENTE RECOMENDAÇÕES PARA O CONTROLE DA TUBERCULOSE GUIA RÁPIDO PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE DA TUBERCULOSE MAIO 2011 REALIZAÇÃO Ministério da Saúde APOIO FUNDAÇÃO ATAULPHO DE PAIVA INOVAÇÃO NO CONTROLE DA TUBERCULOSE
3 VERSO APRESENTAÇÃO O objetivo deste material é oferecer ao profissional de saúde uma visão geral sobre as recomendações atuais para o controle da tuberculose. O Programa Nacional de Controle da Tuberculose espera que este guia seja útil para a melhoria do cuidado à pessoa com tuberculose. 1
4 FRENTE DEFINIÇÕES USADAS PELO PNCT CASO NOVO: Pessoa com diagnóstico de TB confirmado ou clínico-epidemiológico que não tenha sido tratada por mais de 30 dias. CASO DE RETRATAMENTO: Pessoa já tratada por tuberculose por mais de 30 dias que venha a necessitar de nova terapia por recidiva após cura (RC) ou retorno após abandono (RA). Recidiva é a tuberculose tratada e curada anteriormente independentemente do tempo decorrido. Abandono é o não-uso do medicamento por mais de 30 dias consecutivos, a partir da data agendada para o seu retorno. FALÊNCIA: persistência da positividade do escarro ao final do 4º ou 5º mês de tratamento, tendo havido ou não negativação anterior do exame TRANSFERÊNCIA: refere-se ao paciente que comparece à unidade de saúde para dar continuidade ao tratamento iniciado em outra unidade, desde que não tenha havido interrupção do tratamento por mais de 30 dias. 2
5 VERSO REFERÊNCIA E CONTRA-REFERÊNCIA Os pacientes com intolerância grave a algum dos fármacos antitb serão encaminhados à Referência Secundária Os pacientes com qualquer tipo de resistência aos fármacos antitb serão encaminhados à Referência Terciária Monorresistência: resistência a um único fármaco Polirresistência: resistência a dois ou mais fármacos, exceto à associação Rifampicina + Isoniazida. Multirresistência (MDR): resistência a pelo menos Rifampicina e Isoniazida Resistência extensiva (XDR - do inglês, extensively drug resistance): resistência à Rifampicina e Isoniazida acrescida à resistência a uma fluoroquinolona e a um medicamento injetável de segunda linha (Amicacina, Canamicina ou Capreomicina). Procure saber junto à gerência do programa de seu município quais são os serviços de referência secundária e terciária. 2
6 FRENTE BUSCA ATIVA Busca ativa é a atividade de saúde pública orientada a identificar precocemente o Sintomático Respiratório. Sintomático respiratório (SR): indivíduos com tosse por três semanas ou mais Em populações de alto risco de TB, a busca de SR pode se dar com tosse de duração mais curta, desde que seja garantido o suporte laboratorial. EXEMPLOS: População prisional tosse por mais de 2 semanas População em situação de rua tosse com qualquer duração 3
7 VERSO COMO FAZER A BUSCA ATIVA ESTRATÉGIA OPERACIONAL: Interrogar sobre a presença e duração da tosse a toda clientela da unidade de saúde, independentemente do motivo da procura. Orientar os SR identificados sobre a coleta do exame de escarro Coletar duas amostras de escarro, uma no momento da identificação e a outra no dia seguinte Registrar as atividades nos instrumentos padronizados (pedido de baciloscopia e Livro do SR) Seguir os fluxos para conduta nos casos positivos e negativos à baciloscopia Avaliar rotineiramente a atividade de busca por meio dos indicadores sugeridos: proporção de sintomáticos respiratórios examinados, proporção de baciloscopias positivas e proporção da meta alcançada. 3
8 FRENTE INDICAÇÕES DE BACILOSCOPIA: Sintomático respiratório Suspeita clínica e/ou radiológica de TB pulmonar (febre, sudorese noturna, emagrecimento, e outros sintomas sugestivos), independentemente do tempo da tosse Suspeita clínica de TB extrapulmonar (exame em materiais biológicos diversos) A baciloscopia de escarro deve ser realizada em, no mínimo, duas amostras: uma, por ocasião da primeira consulta, e outra, independentemente do resultado da primeira, na manhã do dia seguinte, preferencialmente ao despertar. Nos casos em que há indícios clínicos e radiológicos de suspeita de TB e as duas amostras de diagnóstico apresentem resultado negativo, podem ser solicitadas amostras adicionais. Pode-se também encaminhar o paciente para a referência secundária. 4
9 VERSO INDICAÇÕES DA CULTURA Indicações de cultura para micobactérias: Suspeita clínica e/ou radiológica de TB pulmonar, com baciloscopia repetidamente negativa. TB paucibacilar (crianças, HIV, TB pleuropulmonar) Dificuldade de obtenção da amostra (crianças, escarro induzido, lavado brônquico) ou dificuldade de acesso ao exame (indígenas) Amostras extrapulmonares Suspeita de doença causada por micobactéria não tuberculosa. 4
10 FRENTE INDICAÇÕES DA CULTURA COM IDENTIFICAÇÃO E TESTE DE SENSIBILIDADE Indicações de cultura para micobactéria com identificação e teste de sensibilidade, INDEPENDENTEMENTE do resultado da baciloscopia : Contatos de casos de TB resistente; Retratamento; Pacientes imunodeprimidos, principalmente portadores do HIV/ aids; Pacientes com baciloscopia positiva ao final do 2º mês de tratamento; Falência ao tratamento da TB (baciloscopia positiva após 4º mês); Populações com maior risco de resistência: profissionais de saúde, população em situação de rua, população privada de liberdade, pacientes internados em hospitais que não adotam medidas de biossegurança, pacientes em instituições de longa permanência. Dificuldades de acesso ao serviços (população indígena) Lembre-se: a baciloscopia de acompanhamento do tratamento deve ser mensal. Caso esteja ainda positiva no final do 2º mês, deve-se solicitar cultura e TSA, pois há suspeita de falência/resistência. 5
11 VERSO RADIOGRAFIA DE TÓRAX A radiografia de tórax deve ser solicitada para todo o paciente com suspeita clínica de TB pulmonar, mas ela não substitui a baciloscopia (exame indispensável em todos os SR). Em suspeitos radiológicos de TB pulmonar com baciloscopia negativa, recomenda-se a cultura para micobactéria. Em pacientes com baciloscopia positiva, a radiografia de tórax permite excluir doença pulmonar associada que necessite de tratamento concomitante e avaliar a evolução radiológica, sobretudo nos que não apresentam resposta clínica e bacteriológica. 5
12 FRENTE EXAME HISTOPATOLÓGICO O exame histopatológico é realizado para o diagnóstico das formas extrapulmonares ou nas formas pulmonares difusas de difícil diagnóstico. A lesão típica, sugestiva de tuberculose, é o granuloma com necrose caseosa. Esta lesão não é patognomônica da tuberculose, mas em sujeitos com clínica compatível, é fortemente sugestiva e o tratamento pode ser iniciado. TODO MATERIAL COLETADO POR BIÓPSIA DEVE TAMBÉM SER ARMAZENADO EM ÁGUA DESTILADA OU SORO FISIOLÓGICO E ENVIADO PARA CULTURA EM MEIO ESPECÍFICO. 6
13 VERSO TUBERCULOSE E HIV OS PROGRAMAS DE TB E AIDS DEVEM GARANTIR: 1- AOS PACIENTES COM TUBERCULOSE Acesso precoce ao diagnóstico da infecção pelo HIV por meio da oferta do teste anti-hiv Acesso ao tratamento antirretroviral 2- ÀS PESSOAS VIVENDO COM HIV: Realização da PT e acesso ao tratamento da infecção latente (quimioprofilaxia) quando indicado. Diagnóstico precoce da tuberculose ativa nos pacientes com manifestações clínicas sugestivas Todo paciente com TB deve ser testado para HIV. Todo paciente com HIV deve ser testado pela prova tuberculínica. 6
14 FRENTE DIAGNÓSTICO DE TB EM PVHA É preciso insistir nas baciloscopias e culturas e solicitar outros materiais além do escarro espontâneo: escarro induzido, lavado broncoalveolar, e outros. A cultura de outras materiais extrapulmonares, em especial de medula óssea e as hemoculturas aumenta as chances de confirmação do diagnóstico. Sempre que um fragmento de órgão ou tecido for obtido, a CULTURA e exame histopatológico são fundamentais. Para cultura, o material não pode ser armazenado em formol! Os granulomas nos pacientes imunossuprimidos podem ser malformados, mas a baciloscopia é mais frequentemente positiva no material de biópsia. 7
15 VERSO FLUXOGRAMA DIAGNÓSTICO PARA HIV Amostra Realizar Teste Rápido 1 (TR1) Válido? sim não Realizar Teste Rápido 1 (TR1) Válido? sim Resultado reagente? não Amostra não reagente para HIV Coletar nova amostra após 30 dias caso persista a suspeita da infecção sim sim sim sim Realizar teste rápido 2 (TR2) Válido? não Realizar teste rápido 2 (TR2) Válido? não sim Colher uma amostra por punção venosa e submeter ao Fluxograma mínimo do diagnóstico laboratorial da infecção pelo HIV Resultado reagente? não Amostra reagente para HIV LEGENDA Processo definido Processo Exige uma tomada de decisão Exige uma tomada de decisão Finalizador 7
16 FRENTE TRATAMENTO DIRETAMENTE OBSERVADO TODOS os casos de tuberculose devem ser tratados sob supervisão direta de um profissional de saúde (tratamento diretamente observado TDO). A escolha da modalidade do TDO deve ser decidida entre a equipe da saúde e o paciente: domiciliar ou na unidade de saúde A frequência ideal de supervisão é diária ou de 2ª a 6ª. Quando a supervisão diária não for possível, deve-se insistir na tomada autoadministrada diária dos medicamentos. Um mínimo de 24 tomadas na fase de ataque e 48 na fase de manutenção devem ser observadas. 8
17 VERSO TRATAMENTO DIRETAMENTE OBSERVADO O uso de incentivos e facilitadores, como cesta básica e auxílio transporte, pode aumentar a adesão. Excepcionalmente, a observação pode ser realizada por uma pessoa da família ou da comunidade desde que treinada e supervisionada por profissional de saúde. O tratamento diretamente observado é mais do que observar a deglutição dos medicamentos: é uma estratégia de construção de vínculo entre o paciente, o profissional de saúde e o serviço de saúde. 8
18 FRENTE Esquema básico para tratamento de adultos e adolescentes (> 10 anos de idade): Regime Fármacos Faixa de peso 2RHZE Fase intensiva ou de ataque 4RH Fase de manutenção ESQUEMA BASICO PARA ADULTOS E ADOLESCENTES RHZE 150/ 75/ 400/ 275mg 150/75 mg 20 a 35 kg 36 a 50 kg > 50kg 20 a 35 kg 36 a 50 kg > 50kg Unidade/ dose 2 comprimidos 3 comprimidos 4 comprimidos 2 comprimidos 3 comprimidos 4 comprimidos (R rifampicina, H isoniazida, Z pirazinamida, E-etambutol) Meses Indicações: Casos novos de todas as formas de tuberculose pulmonar e extrapulmonar (exceto meningoencefalite) infectados ou não pelo HIV Retratamentos : recidiva (independentemente do tempo decorrido do último episódio) ou retorno, após abandono, com doença ativa
19 VERSO ESQUEMA PARA MENINGOENCEFALITE TUBERCULOSA ADULTOS E ADOLES- CENTES (>10 ANOS DE IDADE) Esquema para meningoencefalite tuberculosa em adultos e adolescentes (> 10 anos de idade): Regime Fármacos Faixa de peso 2RHZE Fase intensiva 7RH Fase de manutenção RHZE 150/ 75/ 400/ 275mg 150/75 mg 20 a 35 kg 36 a 50 kg > 50kg 20 a 35 kg 36 a 50 kg > 50kg Unidade/ dose 2 comprimidos 3 comprimidos 4 comprimidos 2 comprimidos 3 comprimidos 4 comprimidos (R rifampicina, H isoniazida, Z pirazinamida, E-etambutol) Meses Na meningoencefalite tuberculosa deve ser associado corticosteróide ao esquema anti-tb: prednisona oral (1 a 2 mg/kg/ dia) por quatro semanas; ou dexametasona intravenosa nos casos graves (0,3 a 0,4 mg/kg/dia), por 4 a 8 semanas, com redução gradual da dose nas quatro semanas subsequentes
20 FRENTE ESQUEMA PARA CRIANÇAS Esquema para tratamento de tuberculose em crianças (< 10 anos de idade): Até 20kg Peso do doente 21 a 35 kg 36 a 45kg >45kg Fases Fármacos mg/kg/dia mg/kg/dia mg/kg/dia mg/kg/dia 2RHZ Fase intensiva 4RH Fase de manutenção R H Z R H (R rifampicina, H isoniazida, Z pirazinamida, E-etambutol) Indicações: Casos novos de todas as formas de tuberculose pulmonar e extrapulmonar (exceto meningoencefalite) infectados ou não pelo HIV Retratamentos : recidiva (independentemente do tempo decorrido do último episódio) ou retorno, após abandono, com doença ativa. 10
21 VERSO ESQUEMA PARA MENINGO- ENCEFALITE TUBERCULOSA EM CRIANÇAS Esquema para tratamento de meningoencefalite tuberculose em crianças: Até 20kg Peso do doente 21 a 35 kg 36 a 45kg >45kg Fases Fármacos mg/kg/dia mg/kg/dia mg/kg/dia mg/kg/dia 2RHZ Fase intensiva 7RH Fase de manutenção R H Z R H (R rifampicina, H isoniazida, Z pirazinamida, E-etambutol) 10
22 FRENTE Efeitos adversos menores: Não há necessidade de suspensão do esquema em uso Os casos devem permanecer na Unidade de Atenção Básica Efeito adverso menor Medicamento Conduta Intolerância digestiva (náusea e vômito) e epigastralgia Artralgia ou artrite Neuropatia periférica EFEITOS ADVERSOS MENORES Cefaléia e mudança de comportamento (euforia, insonia, ansiedade e sonolência) Suor e urina de cor avermelhada Prurido cutâneo ou exantema leve Hiperuricemia (com ou sem sintomas) R, H, Z, E Reformular os horários de administração da medicação. Considerar o uso de sintomáticos. Avaliar a função hepática. Z, H H, E H R H,R Z,E Medicar com acido acetilsalícílico e avaliar a evolução Medicar com piridoxina (vit B6) e avaliar a evolução Orientar Orientar Febre R,H Orientar Medicar com antihistamínico e avaliar evolução Orientar (dieta hipopurínica) (R rifampicina, H isoniazida, Z pirazinamida, E-etambutol) 11
23 VERSO EFEITOS ADVERSOS MAIORES Efeitos adversos maiores Os casos devem ser avaliados em unidades de referência secundária Efeito adverso maior Exantema ou hipersensibilidade de moderada a grave Psicose, crise convulsiva, H encefalopatia tóxica ou coma Medicamento Todos H Conduta Suspender o tratamento; reintroduzir os medicamentos um a um após a resolução do problema; substituir o esquema nos casos graves ou reincidentes. Substituir por estreptomicina Neurite ótica E, H Substituir por estreptomicina Hepatotoxicidade (vômitos, alteração da função hepática > 5x o normal, hepatite) Trombocitopenia, leucopenia, eosinofilia, anemia hemolítica, agranulositose, vasculite Nefrite intersticial Rabdomiólise com mioglobinúria e insuficiência renal Z, H, R R, H R Z Suspender o tratamento até a resolução da alteração hepática; reintroduzir os medicamentos um a um; avaliar a função hepática após a reintrodução de cada medicamento; avaliar possível substituição do medicamento ou mudança do esquema Suspender o tratamento e substituir pelo esquema de multirresistência Suspender o tratamento e substituir pela estreptomicina Suspender o tratamento e retirar a pirazinamida do esquema 11 (R rifampicina, H isoniazida, Z pirazinamida, E-etambutol)
24 FRENTE HEPATOPATIAS Nos dois primeiros meses de tratamento, pode ocorrer elevação assintomática dos níveis séricos das enzimas hepáticas (TGO/TGP), seguida de normalização espontânea, sem qualquer manifestação clínica e sem necessidade de interrupção ou alteração do esquema terapêutico. VERIFICAR O PESO DO PACIENTE QUANDO DA PRESCRI- ÇÃO DA DOSE DO MEDICAMENTO O tratamento deverá ser interrompido quando: Os valores das enzimas atingirem 5 vezes o valor normal, no paciente sem sintomas Os valores das enzimas atingirem 3 vezes o valor normal, com início de sintomas, ou logo que icterícia se manifeste O PACIENTE DEVERÁ SER ENCAMINHADO PARA UNIDADE DE REFERÊNCIA SECUNDÁRIA Indica-se a reintrodução do esquema após normalização das enzimas hepáticas e resolução dos sintomas Sequência para reintrodução: R + E H Z (avaliar a função hepática antes de cada introdução) 12
25 VERSO HEPATOPATIAS Conduta frente a Hepatopatias Com doença hepática prévia: - Hepatite Viral Aguda - Hepatopatia Crônica: viral, autoimune e criptogênica - Hepatopatia Alcoolica: esteatose hepática, hepatite alcoólica Sem doença hepática prévia (hepatotoxicidade após o inicio do tratamento) SEM CIRROSE COM CIRROSE TGO/TGP 5x LSN ( ou 3 x LSN com sintoma) Icterícia TGO/TGP > 3 x LSN TGO/TGP < 3 x LSN Reintrodução RE H Z Persistência de TGO/TGP 5x LSN por quatro semanas ou casos graves de TB LSN Limite Superior da Normalidade 3 SEO / 9 EO 2 SRE / 7 RE 2 SHE / 10 HE 3 SEO / 9 EO Esquema Básico Reintrodução do Esquema Básico ou substituto 3 SEO / 9 EO 12
26 FRENTE 1. Estimar clearance da creatinina Clearance de creatinina (140 idade) x (peso em kg) = [para mulheres (x 0,85)] 72 x creatinina sérica (mg%) 2. Ajustar das doses dos medicamentos de acordo com clearance Medicamento Rifampicina Método de ajuste Não requer ajuste Clearance de creatinina entre 90 e 50 Isoniazida Alterar dosagem 100% Pirazinamida Alterar intervalo de Administração Etambutol Alterar dosagem 100% Estreptomicina RECOMENDAÇÕES PARA NEFROPATAS Alterar intervalo de administração entre 50 e 10 menor que % 100% 100% % 50% 24h 24h 48 a 72h % 25 50% 24h 24 72h 72 96h 13
27 VERSO INDICAÇÕES DE INTERNAÇÃO Meningoencefalite tuberculosa Intolerância aos medicamentos antituberculose incontrolável em ambulatório Comprometimento do estado geral que não permita tratamento em regime ambulatorial Intercorrências clínicas e/ou cirúrgicas relacionadas ou não à TB que necessitem de tratamento e/ou procedimento em regime hospitalar Casos em situação de vulnerabilidade social, como ausência de residência fixa ou grupos com maior probabilidade de abandono, especialmente se for um caso de retratamento, falência ou multirresistência. 13
28 FRENTE GESTANTE O esquema com RHZE pode ser administrado nas doses habituais para gestantes e está recomendado o uso de piridoxina (50mg/dia) durante a gestação pelo risco de crise convulsiva (devido à isoniazida) no recém nascido. Não há contra indicações à amamentação, exceto se a mãe apresentar mastite tuberculosa. É recomendável, que a mãe faça uso de máscara cirúrgica ao amamentar e cuidar da criança. Gestantes e lactantes devem utilizar os esquemas preconizados (RHZE e RHZ, respectivamente), mas devem receber especial atenção no monitoramento de efeitos adversos. 14
29 VERSO SEGURANÇA DOS MEDICA- MENTOS EM GESTANTES E LACTANTES Segurança dos fármacos na gestação e em lactentes GRAVIDEZ Medicamentos seguros Rifampicina Isoniazida Pirazinamida Etambutol ALEITAMENTO MATERNO Medicamentos seguros Rifampicina Isoniazida Pirazinamida Etambutol Estreptomicina Cicloserina/Terizidona Medicamentos que devem ser evitados Estreptomicina e outros aminoglicosídeos Polipeptídeos Etionamida e outras tionamidas Quinolonas Medicamentos com uso criterioso Etionamida Acido Paraminossalicílico (PAS) Ofloxacina Capreomicina Claritromicina Clofazimina 14
30 FRENTE CONTROLE DE CONTATOS Caso índice: todo paciente com TB pulmonar ativa, prioritariamente com baciloscopia positiva Contato: pessoa que convive no mesmo ambiente com o caso índice no momento do diagnóstico da TB (em casa, ambientes de trabalho, instituições de longa permanência, escola ou pré-escola). Quando a TB é na criança, preconiza-se a investigação de todos os seus contatos, independentemente da forma clínica da TB, pois ela provavelmente convive com um caso índice. Prioridades para avaliação de contatos e tratamento de infecção latente (ILTB): contatos menores de 5 anos, pessoas vivendo com HIV/aids e portadores de outras condições de alto risco (vide cartões 17 e 18). 15
31 VERSO INTERPRETAÇÃO DA PROVA TUBERCULÍNICA INDICAÇÕES DE TRATAMENTO DA ILTB: 1- Crianças contatos de casos bacilíferos: Se PT 5 mm: em crianças não vacinadas com BCG, crianças vacinadas há mais de 2 anos ou qualquer condição imunossupressora. Se PT 10 mm: em crianças vacinadas com BCG há menos de 2 anos. 2- Em adultos e adolescentes: Vide quadros nos cartões 17 (verso) e 18 (frente). OUTRAS SITUAÇÕES: Grávidas: postergar o tratamento da ILTB para após o parto. Gestante com infecção pelo HIV: tratar a ILTB após o 3º mês de gestação. 15
32 FRENTE FLUXOGRAMA PARA CONTROLE DE CONTATOS ADULTOS E ADOLESCENTES Adolescentes > 10 e adultos Consulta Assintomático Sintomático PT Investigar TB Com PT 5mm PT < 5mm TB Excluido TB Prosseguir investigação RX tórax Repetir PT em 8 sem. Tratar TB Suspeito Normal Sem conversão da PT Conversão da PT Prosseguir investigação Tratar ILTB Alta e orientação RX tórax Suspeito Normal Prosseguir investigação ou tratar TB Tratar ILTB 16
33 VERSO FLUXOGRAMA PARA CONTROLE DE CON- TATOS - CRIANÇAS (< 10 ANOS DE IDADE) Crianças < 10 anos Consulta Assintomático Sintomático RX tórax e PT Investigar TB * RX tórax normal RX tórax suspeito TB Excluido TB Prosseguir investigação PT com critério de ILTB** PT sem critério de ILTB** Prosseguir investigação Tratar TB Tratar ILTB Conversão tratar ILTB Repetir PT em 8 semanas Sem conversão alta com orientação (*) Empregar o Quadro de pontuação - ver capítulo 4. (**) PT 5mm (em crianças não vacinadas com BCG, vacinadas há mais de 2 anos ou portadora de condição imunossupressora); ou 10 mm em crianças vacinadas com BCG há menos de 2 anos. 16
34 FRENTE TRATAMENTO DA ILTB EM PACIENTES COM HIV/AIDS EM PACIENTES COM HIV/AIDS, TRATAR ILTB: 1. Com radiografia de tórax normal e: PT 5 mm Contatos intradomiciliares ou institucionais de pacientes bacilíferos independentemente da PT PT < 5 mm com registro documental de ter tido PT 5 mm e não submetido a tratamento da ILTB na ocasião 2. Radiografia de tórax com presença de cicatriz radiológica de TB, sem tratamento anterior para TB, independentemente do resultado da PT. 17
35 VERSO INDICAÇÕES DE TRATAMENTO DA ILTB E INTERPRETAÇÃO DA PROVA TUBERCULÍNICA Indicações de tratamento da ILTB para situações com risco elevado de adoecimento RISCO PT 5mm PT 10mm CONVERSÃO ELEVADO (indicado tratamento da ILTB em qualquer idade) HIV/Aids Silicose Contatos de TB bacilífera Contatos adultos e contatos menores de 10 anos não vacinados com BCG ou vacinados a mais de 02 anos Uso de inibidores do TNF-a Alterações radiológicas fibróticas sugestivas de sequela de TB Transplantado em terapia imunossupressora Contatos com menos de 10 anos vacinados com BCG há menos de 02 anos Neoplasia de cabeça e pescoço Insuficiência renal em diálise Profissional de saúde Profissional de laboratório de micobactéria Trabalhadores de instituições de longa permanência 17
36 FRENTE Situações com risco moderado e baixo de adoecimento RISCO PT 5mm PT 10mm Moderado (tratar ILTB se < 65 anos de idade) Baixo (tratar ILTB se < 50 anos de idade) INTERPRETAÇÃO DA PROVA TUBERCULÍNICA E INDICAÇÕES DE TRATAMENTO DA ILTB Uso de corticosteróides (>15 mg de prednisona) Diabettes mellitus Baixo peso (<85% do ideal) Tabagistas ( 1 maço/dia) Calcificação isolada ( sem fibrose) na radiografia 18
37 VERSO TRATAMENTO DA ILTB O tratamento da ILTB com H reduz em 60 a 90% o risco de adoecimento. Esta variação se deve à duração e à adesão ao tratamento. FÁRMACO UTILIZADO: Isoniazida na dose de 5 a 10 mg/kg de peso, até a dose máxima de 300 mg/dia. TEMPO DE TRATAMENTO: Deve ser realizado por um período mínimo de 6 meses. Observação 1: Há evidências de que o uso por 9 meses protege mais do que o uso por 6 meses, principalmente em pacientes com HIV/aids. A opção entre 6 e 9 meses de tratamento deve considerar a viabilidade operacional e a adesão do paciente. Observação 2: A quantidade de doses tomadas é mais importante do que o tempo do tratamento. Mesmo com a eventualidade de uso irregular, considerar a prorrogação do tempo de tratamento com o objetivo de completar as doses previstas, não excedendo, essa prorrogação, em até 3 meses do tempo inicialmente programado. 18
38 FRENTE QUIMIOPROFILAXIA PRIMÁRIA Prevenção da infecção latente ou quimioprofilaxia (QP) primária FLUXOGRAMA Recém nascido coabitante de caso índice bacilífero Iniciar QP primária 3 meses depois - fazer PT PT 5 mm PT < 5 mm Manter QP por mais três meses e não vacinar com a BCG Suspender QP e vacinar com BCG 19
39 VERSO CRÉDITOS Este guia teve como base as novas recomendações para o controle da tuberculose, revisado e publicado em 2010 no site ORGANIZADORES DO GUIA RÁPIDO: Denise Arakaki-Sanchez - PNCT Olga Maira Machado Rodrigues PNCT Jorge Luiz da Rocha Projeto MSH Anete Trajman Projeto IncoTB e Universidade Gama Filho Ministério da Saúde INOVAÇÃO NO CONTROLE DA TUBERCULOSE 19
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