Princípio de POO (Programação Orientada a Objetos)
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- Raul Silva Amado
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1 Princípio de POO (Programação Orientada a Objetos) Viviane Torres da Silva [email protected]
2 Agenda Encapsulamento Projeto Estruturado Congeneridade Domínios Grau de dependência Coesão Contratos Interface de classes Perigos detectados em POO
3 Encapsulamento Mecanismo utilizado para lidar com o aumento de complexidade Consiste em exibir o que pode ser feito sem informar como é feito Permite que a granularidade de abstração do sistema seja alterada, criando estruturas mais abstratas
4 Níveis de Encapsulamento Existem vários níveis de utilização de encapsulamento Encapsulamento nível 0: Completa inexistência de encapsulamento Linhas de código efetuando todas as ações Encapsulamento nível 1: Módulos procedimentais Procedimentos permitindo a criação de ações complexas
5 Níveis de Encapsulamento Encapsulamento nível 2: Classes de objetos Métodos isolando o acesso às características da classe Encapsulamento nível 3: Pacotes de classes Conjunto de classes agrupadas, permitindo acesso diferenciado entre elas
6 Níveis de Encapsulamento Encapsulamento nível 4: Componentes Interfaces providas e requeridas para fornecer serviços complexos
7 Encapsulamento Projeto orientado a objetos tem foco principal em estruturas de nível 2 de encapsulamento as classes A técnica de Anéis de Operações ajuda a manter um bom encapsulamento interno da classe O uso dessa técnica não afeta o acesso externo (que continua sendo regido por modificadores de visibilidade) Nessa técnica são criados três anéis fictícios na classe Os métodos de anéis externos acessam sempre métodos (ou atributos) de anéis internos consecutivos
8 Encapsulamento Permitido Demais métodos Métodos de acesso (get e set) Atributos (privados) Proibido
9 Encapsulamento Com o uso da técnica de anéis de operações podem ser criados atributos virtuais Atributos virtuais, podem ser calculados pelos métodos get e set em função dos atributos reais Exemplo1: método double getvolume() na classe cubo retornando (lado ^ 3) Exemplo2: método void setnome(string nome) armazenando o argumento nome nos atributos primeironome, iniciaismeio, ultimonome
10 Projeto Estruturado Para projetar estruturas de nível 1 de encapsulamento A (i.e.: Módulos de procedimentos) foram criados alguns termos de B C projeto, dentre eles: D E F Arvore de dependência: Estrutura que descreve a dependência entre módulos G
11 Projeto Estruturado Fan-in: indica quantos módulos tem acesso a um dado módulo Fan-out: indica quantos módulos são acessados por um dado módulo A B A Fan-out = 3 C Fan-in = 2 B C D
12 Projeto Estruturado Acoplamento: mede as interconexões entre os módulos de um sistema Coesão: mede a afinidade dos procedimentos dentro de cada módulo do sistema As métricas de acoplamento e coesão variam em uma escala relativa (e.g.: fracamente, fortemente) O principal objetivo de um projeto estruturado é criar módulos fracamente acoplados e fortemente coesos
13 Projeto Estruturado -> Projeto OO De Projeto Estruturado para Orientado a Objetos Para projetar estruturas de nível 2 (ou superior) de encapsulamento, devem ser utilizadas outras técnicas Entretanto, a filosofia utilizada no paradigma estruturado se mantém no paradigma OO O princípio que rege projeto em qualquer nível se baseia em atribuir responsabilidade, mantendo junto o que é correlato e separando o que é distinto O objetivo principal do projeto é criar sistemas robustos, confiáveis, extensíveis, reutilizáveis e manuteníveis
14 Congeneridade/Acoplamento I/XV Congeneridade é um termo similar a acoplamento ou dependência Para não confundir com acoplamento do projeto estruturado, alguns autores utilizam esse termo A congeneridade entre dois elemento A e B significa que: Se A for modificado, B terá que ser modificado ou ao menos verificado Pode ocorrer uma modificação no sistema que obrigue modificações conjuntas em A e B
15 Congeneridade/Acoplamento II/XV Existem diversos tipos diferentes de congeneridade Congeneridade de tipo: descreve uma dependência em relação a um tipo de dados Classe A int getcpf() Classe B int cpf = a.getcpf(); String getcpf()
16 Congeneridade/Acoplamento III/XV Congeneridade de nome: descreve uma dependência em relação a um nome Classe A String getcgc() Classe B String cgc = a.getcgc(); String getcnpj()
17 Congeneridade/Acoplamento VII/XV Congeneridade de execução: descreve uma dependência em relação à seqüência de execução Classe A void conectainternet() Classe C a.conectainternet();... b.le s(); Classe B void le s() b.le s();... a.conectainternet();
18 Congeneridade/Acoplamento XI/XV Congeneridade de diferença: descreve uma dependência em relação a diferenças de termos que deve ser preservada É também conhecida como contrageneridade ou congeneridade negativa Ocorre, por exemplo, quando uma classe faz uso de herança múltipla de duas ou mais classes que tem métodos com nomes iguais (Eiffel utiliza a palavra-chave rename para contornar o problema)
19 Congeneridade/Acoplamento XII/XV Outro exemplo está relacionado com classes de nomes iguais em pacotes diferentes importados por uma terceira classe (solução usando o namespace completo da classe) Também ocorre em caso de sobrecarga de métodos Classe A void setcpf(string cpf) void setcpf(cpf cpf) Classe A setcpf(null);
20 Congeneridade/Acoplamento XIII/XV O encapsulamento ajuda a lidar com os problemas relacionados com a congeneridade Supondo um sistema de 100 KLOCs em nível 0 de encapsulamento Como escolher um nome de variável que não foi utilizado até o momento? Este cenário indica um alto grau interno de congeneridade de diferença
21 Congeneridade/Acoplamento XV/XV Os mecanismos existentes da orientação a objetos que mais geram congeneridade são: Funções amigas Herança múltipla Uso de atributos protegidos em herança simples Implementações espertas que fazem uso incorreto das estruturas OO argumentando ganho de desempenho cliente.setnome( João ); cliente.nome = João ;
22 Domínios I/VII Domínio pode ser visto como uma estrutura de classificação de elementos correlatos Normalmente, sistemas OO tem suas classes em um dos seguintes domínios: Domínio de aplicação Domínio de negócio Domínio de arquitetura Domínio de base Cada classe de um sistema OO devem pertencer a um único domínio para ser coesa
23 Domínios II/VII O domínio de base descreve classes fundamentais, estruturais e semânticas Usualmente as classes do domínio de base já fazem parte das bibliotecas da linguagem de programação Classes fundamentais são tratadas, muitas das vezes, como tipos primitivos das linguagens OO (ex.: int e boolean) Classes estruturais implementam estruturas de dados consagradas (ex.: Hashtable, Stack e Set) Classes semânticas implementam elementos semânticos corriqueiros (ex.: Date e Color)
24 Domínios III/VII O domínio de arquitetura fornece abstrações para a arquitetura de hardware ou software utilizada As linguagens atuais também incluem classes do domínio de arquitetura Classes de comunicação implementam mecanismos que possibilitam a comunicação com outros sistemas (ex.: Sockets e RMI) Classes de manipulação de banco de dados criam abstrações para acesso aos SGBDs (ex.: pacotes JDBC e JDO) Classes de interface com usuário possibilitam a construção de sistemas interativos (ex.: pacotes swing e awt)
25 Domínios IV/VII O domínio de negócio descreve classes inerentes a uma determinada área do conhecimento (ex.: AntenaAtiva, Repetidor e Equipamento no domínio de telecomunicações) O domínio de aplicação descreve classes cola, que servem para fazer as classes dos demais domínios funcionarem em um sistema
26 Domínios V/VII Cada domínio faz uso das classes dos domínios inferiores Desta forma, o domínio de base é o mais reutilizável, enquanto o domínio de aplicação torna-se praticamente não reutilizável Acredita-se na possibilidade de reutilização em grande escala de classes no domínio de negócio, mas isso ainda não é uma realidade Base Arquitetura Negócio Aplicação Reutilização nos domínios Maior Menor
27 Domínios VI/VII Classes do domínio de negócio não devem ser dependentes de tecnologia Caso isso ocorra, tanto a classe do domínio quanto a tecnologia implementada nela serão dificilmente reutilizáveis Para contornar esse problema podem ser utilizadas classes mistas, pertencentes ao domínio de aplicação Classes mistas são úteis para misturar conceitos de domínios diferentes, sem afetar as classes originais
28 Domínios VII/VII Dependência de tecnologia de transmissão de informações via fax-modem na classe Fatura (domínio de negócio):
29 Grau de Dependência I/VI Grau de dependência é uma métrica semelhante a Fan-out de projeto estruturado Grau de dependência direto indica quantas classes são referenciadas diretamente por uma determinada classe Grau de dependência indireto indica quantas classes são referenciadas diretamente ou indiretamente (recursivamente) por uma determinada classe
30 Grau de Dependência II/VI A GDD A = 3 GDI A = 12 B C D E F G H I J K L M
31 Grau de Dependência III/VI Uma classe A referencia diretamente uma classe B se: A é subclasse direta de B A tem atributo do tipo B A tem parâmetro de método do tipo B A tem variáveis em métodos do tipo B A chama métodos que retornam valores do tipo B Assume-se que as classes do domínio de base tem grau de dependência igual a zero
32 Grau de Dependência VI/VI O grau de dependência serve para verificar projetos orientados a objeto Espera-se que: Classes de domínios mais altos (negócio e aplicação) tenham alto grau de dependência indireto Classes de domínios mais baixos (arquitetura e base) tenham baixo grau de dependência indireto
33 Coesão I/XII Classes fracamente coesas apresentam características dissociadas Classes fortemente coesas apresentam características relacionadas, que contribuem para a abstração implementada pela classe É possível avaliar a coesão verificando se há muita sobreposição de uso dos atributos pelos métodos Se sim, a classe tem indícios de estar coesa
34 Coesão II/XII A coesão pode ser classificada em: Coesão de instância mista Coesão de domínio misto Coesão de papel misto Coesão alternada Coesão múltipla Coesão funcional
35 Coesão III/XII A coesão de instância mista ocorre quando algumas características ou comportamentos não são válidos para todos os objetos da classe Normalmente, problemas de coesão de instância mista podem ser corrigidos através da criação de subclasses utilizando herança Veiculo carro =...; Veiculo aviao =...; carro.decola(); //???
36 Coesão IV/XII A coesão de domínio misto ocorre quando algumas características ou comportamentos não fazem parte do domínio em questão Quando a coesão de domínio misto ocorre, a classe tende a perder o seu foco com o passar do tempo Um exemplo clássico é a classe que representa números reais (Float), quando são inseridos métodos de manipulação numérica Qual é a semântica do float?
37 Coesão V/XII A solução para esse problema é a separação das responsabilidade em classes de diferentes domínios, tirando a sobrecarga da classe Float Float
38 Coesão VI/XII A coesão de papel misto ocorre quando algumas características ou comportamentos criam dependência entre classes de contextos distintos em um mesmo domínio Problemas de coesão de papel misto são os menos importantes dos problemas relacionados à coesão O maior impacto desse problema está na dificuldade de aplicar reutilização devido a bagagem extra da classe Exemplo: algumas das características e comportamentos da classe Funcionario não são necessárias em todos contextos
39 Coesão VII/XII A classe Funcionário pode ser reutilizada sob o ponto de vista dos sistemas de assistência médica (AM) ou de treinamento (TR)
40 Coesão VIII/XII A coesão alternada ocorre quando existe seleção de comportamento dentro do método Usualmente o nome do método contém OU De algum modo é informada a chave para o método poder identificar o comportamento desejado Internamente ao método é utilizado switch-case ou if aninhado Para corrigir o problema, o método deve ser dividido em vários métodos, um para cada comportamento
41 Coesão IX/XII Exemplo: método ampliaougira(int proporcao, boolean funcao) em Figura Agravante: o argumento proporcao serve como escala ou angulo, dependendo de funcao Poderia ser pior: não ter o argumento funcao, com proporcao tendo valor negativo para escala e positivo para angulo
42 Coesão X/XII A coesão múltipla ocorre quando mais de um comportamento é executado sempre em um método Usualmente o nome do método contém E Não é possível executar um comportamento sem que o outro seja executado, a não ser através de improviso (ex.: parâmetro null) Para corrigir o problema, o método deve ser dividido em vários métodos, um para cada comportamento
43 Coesão XI/XII Exemplo: método ampliaegira(int escala, int angulo) em Figura Poderia ser pior: uso de fator no lugar de escala e angulo com uma função que decompõe os dois argumentos
44 Coesão XII/XII A coesão funcional ocorre quando é encontrado o nível ideal de coesão para uma classe Também é conhecida como coesão ideal Utiliza nomes expressivos para os seus métodos Bons nomes de métodos normalmente são compostos por <verbo na 3a. pessoa do singular> + <substantivo> Exemplos: loja.calculavendas(), livro.imprimecapa() conta.efetuadeposito()
45 Bibliografia Fundamentos do Desenho Orientado a Objeto com UML, Meilir Page-Jones, Makron Books, 2001 Várias transparências foram produzidas por Leonardo Murta
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