CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA PARA ICMS-RJ

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1 CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA PARA ICMS-RJ Pessoal, em virtude da iminência do concurso de Auditor Fiscal da Receita Estadual (AFRE) da Secretaria da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro (SEFAZ-RJ), estou lançando este curso que será 100% focado na Fundação Caros Chagas (FCC). A expectativa é que esta banca seja novamente a organizadora do próximo concurso, o que deve ocorrer em breve pelas especulações e notícias de dentro da SEFAZ-RJ. Este é um dos concursos mais difíceis da carreira fiscal e caso queira lograr êxito você deve começar a estudar com antecedência. Estima-se que serão 50 vagas, incluindo a reserva para candidatos com deficiência bem como candidatos negros e índios. O vencimento mensal inicial do cargo é de R$ ,76, além de participações semestrais que são pagas de acordo com as metas de arrecadação. Não sei precisar o valor exato da participação, pois ela é variável. Sabe-se que a carreira está em processo de negociação salarial com o Governo e provavelmente em breve o cargo poderá ser ainda mais atrativo. Além da motivação de ser uma das melhores carreiras da área fiscal, quer melhor oportunidade para morar na cidade maravilhosa? No último certame a disciplina de Contabilidade Geral foi responsável por oito das vinte questões do seu grupo, que era composto por Contabilidade Geral, Contabilidade de Custos e Auditoria. A grande dificuldade desta prova é alcançar os mínimos em todas as matérias. Com exceção da Língua Inglesa, o candidato é eliminado do concurso se não fizer no mínimo 50% em cada matéria. Portanto, é evidente que você deve dominar esta matéria para ser aprovado. Este curso, como dito anteriormente, será baseado no edital passado, que apesar de ser aparentemente enxuto pode pedir qualquer assunto, inclusive de Contabilidade Avançada. Prof. Igor Cintra 1

2 Uma vez que já nos situamos em relação a seu desafio, permita-me uma breve apresentação. Sou formado em Engenharia Civil pela UNICAMP e atualmente ocupo o cargo de Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo (concurso de 2013), onde exerço a função de fiscalização direta de tributos. Antes disso, ocupei o cargo de Auditor Fiscal de Tributos Municipais da Prefeitura de São Paulo (concurso de 2012) e também de Analista Tributário da Receita Federal do Brasil (concurso de 2009). Espero poder ajudá-lo com toda a experiência que adquiri ao longo da minha jornada de concurseiro. Vamos estudar com bastante vontade, perseverança, alegria e entusiasmo esta disciplina tão interessante chamada Contabilidade. Pense comigo: por que preciso aprender esta joça? Porque esta disciplina é extremamente interessante e tenho certeza que você irá aprender a gostar dela! Além disso e muito mais importante você precisa aprender Contabilidade para passar em um concurso público de alto nível, como é o ICMS-RJ. Não tem jeito! Veja bem, a experiência que obtive em concursos públicos me permite afirmar que para vencer esta guerra não basta ser bom em uma, duas ou algumas disciplinas. Você deve ser bom em todas! E o que diferencia o aprovado do quase aprovado é o detalhe! Sendo assim, é desejável dominar aquelas disciplinas de grande peso que historicamente tem baixo índice de acertos, como Contabilidade Geral e Avançada. Você já percebeu que muitos dos seus concorrentes são traumatizados com Contabilidade? Isso ocorre porque eles não fazem muitos pontos nesta matéria! Por estes motivos creio que você já se convenceu, não é? Preparado para se diferenciar? Este curso será direcionado para qual candidato? Foi elaborado para qualquer tipo de candidato: daqueles que já possuem uma base em contabilidade e para os que não sabem absolutamente nada da matéria! Para isso, a fim de nivelar os alunos tive que inserir alguns ensinamentos básicos na aula 02. É importante dizer que não tenho a intenção de esgotar, por completo, todo o conteúdo de Contabilidade Geral e Avançada. Isso seria impossível em um curso como este. No entanto, tenho a certeza que com os ensinamentos deste curso você estará apto para realizar uma grande prova da Fundação Carlos Chagas (FCC), já que analisei todas as últimas provas desta banca, e comentarei todos os pontos que costumam cair, bem como a tendência para futuros certames. A FCC tem uma característica de repetir suas questões de contabilidade. Então se quiser gabaritar a próxima prova venha comigo! Irei comentar ao Prof. Igor Cintra 2

3 longo do curso mais de 600 exercícios, incluindo provas elaboradas pela FCC e outras bancas em Optei por incluir as questões mais recentes, pois elas demonstram a tendência das bancas em determinados assuntos. Assim, estudaremos a banca da melhor forma possível. Neste curso teremos a companhia do agradável Zé Curioso. O Zé é aquele aluno que adora fazer perguntas que estão na cabeça da maioria dos alunos. Uma dica muito importante é: anote todos os exercícios que você errar. Refaça-os quando terminar as aulas ou, por exemplo, antes do início da próxima aula. Caso você tenha alguma dúvida podemos nos comunicar através do site do Passei Fiscal. Além disso, fique à vontade para me adicionar no Facebook, através do link: Agora chega de bate papo e vamos para o que interessa, começando pela análise conteúdo programático do último edital! Vamos lá? ICMS-RJ 2014 Conteúdo de Contabilidade Geral 1. Contabilidade: Conceituação, objetivos, campo de atuação e usuários da informação contábil. 2. Princípios contábeis e normas contábeis brasileiras emanadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. 3. Componentes do patrimônio: conceitos, critérios de avaliação e evidenciação. 4. Variação do patrimônio líquido. Apuração dos resultados. Conceitos, critérios de avaliação e evidenciação. 5. Escrituração contábil: Método das partidas dobradas; Contas patrimoniais e de resultado. 6. Contabilização de operações típicas de empresas mercantis. 7. Tratamento contábil dos estoques de mercadorias - conceitos e forma de avaliação. 8. Tipos de Inventários. Apuração do custo das mercadorias vendidas e do resultado com mercadorias. 9. Tratamento contábil dos impostos incidentes em operações de compras e vendas e demais tributos e contribuições incidentes. 10. Balanço Patrimonial: Estrutura e Elaboração 11. Demonstração do resultado do exercício: conteúdo e forma de apresentação. 12. Apuração e procedimentos contábeis para a identificação do resultado do exercício. 13. Custo dos produtos vendidos e dos serviços prestados. 14. Tratamento contábil e apuração dos resultados dos itens operacionais e das outras receitas e das outras despesas. Prof. Igor Cintra 3

4 15. Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados: conteúdo, itens evidenciáveis e forma de apresentação. 16. Procedimentos contábeis para elaboração de: a) Demonstração dos fluxos de caixa: Conceitos, principais componentes, formas de apresentação, critérios e métodos de elaboração e interligação com o conjunto das demonstrações contábeis obrigatórias; b) Demonstração do valor adicionado: Conceitos, principais componentes, formas de apresentação e critérios de elaboração. Percebeu que o edital, apesar de enxuto pode pedir qualquer assunto de Contabilidade Avançada? Olha como o item 2, destacado acima, é bem amplo! Afinal, as normas contábeis brasileiras emanadas pelo Conselho Federal de Contabilidade abrangem todas as Resoluções do CFC (que possuem suas correlações nos CPCs), mas é evidente que não vou analisar todos os CPC s. Vou analisar aqueles que julgo mais importante, ok? Abaixo apresento o cronograma do curso. Ao todo serão onze aulas cobrindo todo o conteúdo visto acima. Toda semana será disponibilizada uma nova aula. Muito provavelmente conseguirei antecipar a disponibilização das aulas, principalmente se o edital for publicado neste período. Caso haja mudança no edital o curso será ajustado sem custos adicionais. Aula 00 (disponível) Aula 01 (18/07/2014) Aula 02 (25/07/2014) Aula 03 (01/08/2014) Aula 04 (08/08/2014) 1. Apresentação do Curso. 2. Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil- Financeiro aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade 3. Princípios Contábeis 1. Contabilidade: Conceituação, objetivos, campo de atuação. 2. Componentes Patrimoniais: Ativo, Passivo e Situação Líquida. 3. Balanço Patrimonial Noções gerais. 4. Natureza das Contas. 5. Método das Partidas Dobradas. 6. Fórmulas de Lançamento. 7. Origens e Aplicações de Recursos. 8. Fato Contábil. 9. Razonete. 1. Escrituração Contábil 2. Livros Contábeis 3. Contas 4. Apuração dos Resultados 5. Duplicatas Descontadas 6. Balancete de Verificação 7. Regime de Caixa vs Regime de Competência 1. Ativo Circulante 2. Perdas Estimadas com Créditos de Liquidação Duvidosa 3. Operação com Mercadorias. Apuração do custo das mercadorias vendidas e do resultado com mercadorias. 4. Tipos de Inventários 5. Aplicações em Instrumentos Financeiros 1. Ativo Não Circulante 2. Ativo Não Circulante Realizável a Longo Prazo 3. Ativo Não Circulante Investimentos 3.1 Métodos de Avaliação de Investimentos em Participações Societárias 3.2 Contabilização no Recebimento de Dividendos 3.3 Propriedade para investimento Prof. Igor Cintra 4

5 Aula 05 (15/08/2014) Aula 06 (22/08/2014) Aula 07 (29/08/2014) Aula 08 (05/09/2014) Aula 09 (12/09/2014) 1. Ativo Não Circulante Imobilizado 2. Depreciação, Exaustão e Amortização 3. Redução ao Valor Recuperável de Ativos 1. Ativo Não Circulante Intangível 2. Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada 3. Passivo Exigível 4. Passivo Circulante e Não Circulante 5. Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes 6. Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro 7. Resultado de Exercícios Futuros 8. Taxa de câmbio e conversão de demonstrações contábeis 1. Patrimônio Líquido 2. Reserva de Lucros 3. Dividendos 4. Balanço Patrimonial: Estrutura e Elaboração. 1. Demonstrações Contábeis 2. Demonstração do Resultado do Exercício: conteúdo e forma de apresentação. Tratamento contábil e apuração dos resultados dos itens operacionais e das outras receitas e das outras despesas. 3. Participações Estatutárias 1. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA): conteúdo, itens evidenciáveis e forma de apresentação. 2. Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 3. Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) Agora vamos ao que interessa? Nesta aula demonstrativa estudaremos a Estrutura Conceitual Básica e os Princípios Contábeis. A FCC já cobrou os conceitos do CPC 00, mas para aumentar a base de exercícios vou abrir mão de exercícios de outras bancas, pois julgo que são de extrema importância. Vamos lá! Prof. Igor Cintra 5

6 Sumário 1. ESTRUTURA CONCEITUAL DA CONTABILIDADE O Objetivo da Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro Características Qualitativas da Informação Contábil-Financeira Útil Definição, Reconhecimento e Mensuração dos Elementos a partir dos quais as Demonstrações Contábeis são Elaboradas Definição Ativos Passivos Patrimônio Líquido Receitas Despesas Reconhecimento Reconhecimento de Ativos Reconhecimento de Passivos Reconhecimento de Receitas Reconhecimento de Despesas Mensuração Conceitos de Capital e de Manutenção de Capital PRINCÍPIOS CONTÁBEIS Princípio da Entidade Princípio da Continuidade Princípio da Oportunidade Princípio do Registro pelo Valor Original Princípio da Competência Princípio da Prudência LISTA DE QUESTÕES GABARITO Prof. Igor Cintra 6

7 1. ESTRUTURA CONCEITUAL DA CONTABILIDADE Antes de discutirmos a estrutura conceitual é conveniente saber que no processo de convergência da Contabilidade brasileira aos padrões internacionais foi criado, em 2005, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Criado pela Resolução CFC nº 1.055/05, o CPC tem como objetivo "o estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza, para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira, visando à centralização e uniformização do seu processo de produção, levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais". Com a finalidade de estabelecer os conceitos que fundamentam a elaboração e a apresentação de demonstrações contábeis destinadas a usuários externos, a Deliberação CVM nº 539/08 e a Resolução CFC nº 1.121/08 aprovaram o Pronunciamento Conceitual Básico do CPC que dispõe sobre a Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis. Segundo o CPC 00, as demonstrações contábeis são elaboradas e apresentadas para usuários externos em geral, tendo em vista suas finalidades distintas e necessidades diversas. Governos, órgãos reguladores ou autoridades tributárias, por exemplo, podem determinar especificamente exigências para atender a seus próprios interesses. Essas exigências, no entanto, não devem afetar as demonstrações contábeis elaboradas segundo esta Estrutura Conceitual. Demonstrações contábeis elaboradas dentro do que prescreve esta Estrutura Conceitual objetivam fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões econômicas e avaliações por parte dos usuários em geral, não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica de determinados grupos de usuários. Demonstrações contábeis elaboradas com tal finalidade satisfazem as necessidades comuns da maioria dos seus usuários, uma vez que quase todos eles utilizam essas demonstrações contábeis para a tomada de decisões econômicas, tais como: (a) decidir quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais; Prof. Igor Cintra 7

8 (b) avaliar a administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas; (c) avaliar a capacidade de a entidade pagar seus empregados e proporcionar-lhes outros benefícios; (d) avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros emprestados à entidade; (e) determinar políticas tributárias; (f) determinar a distribuição de lucros e dividendos; (g) elaborar e usar estatísticas da renda nacional; ou (h) regulamentar as atividades das entidades. A Estrutura Conceitual não é um Pronunciamento Técnico propriamente dito e, portanto, não define normas ou procedimentos para qualquer questão particular sobre aspectos de mensuração ou divulgação. Nada nesta Estrutura Conceitual substitui qualquer Pronunciamento Técnico, Interpretação ou Orientação. Vamos praticar tais conceitos fazendo uma questão do último concurso do ISS-SP? 01. (FCC - Auditor Fiscal Tributário Municipal São Paulo 2012) Sobre a Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-financeiro, considere: I. As autoridades tributárias podem determinar exigências específicas para atender a seus próprios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro de propósito geral. II. A avaliação da administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas é uma das necessidades comuns da maioria dos usuários dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral. III. O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos Prof. Igor Cintra 8

9 econômicos e reivindicações da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos são produzidos. IV. Comparabilidade é a característica qualitativa que define o uso dos mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período entre entidades. Está correto o que se afirma APENAS em a) II, III e IV. b) I e II. c) II e III. d) III e IV. e) I, II e III. I. Incorreta. Logo em sua introdução o CPC 00 afirma que as demonstrações contábeis são elaboradas e apresentadas para usuários externos em geral, tendo em vista suas finalidades distintas e necessidades diversas. Governos, órgãos reguladores ou autoridades tributárias, por exemplo, podem determinar especificamente exigências para atender a seus próprios interesses. Essas exigências, no entanto, não devem afetar as demonstrações contábeis elaboradas segundo esta Estrutura Conceitual. II. Correta. As Demonstrações Contábeis objetivam fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões econômicas e avaliações por parte dos usuários em geral, não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica de determinados grupos de usuários. São necessidades comuns da maioria dos seus usuários: (a) decidir quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais; (b) avaliar a administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas; (c) avaliar a capacidade de a entidade pagar seus empregados e proporcionar-lhes outros benefícios; Prof. Igor Cintra 9

10 (d) avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros emprestados à entidade; (e) determinar políticas tributárias; (f) determinar a distribuição de lucros e dividendos; (g) elaborar e usar estatísticas da renda nacional; ou (h) regulamentar as atividades das entidades. III. Correta. O CPC 00 diz que O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindicações da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos são produzidos, ainda que os recebimentos e pagamentos em caixa derivados ocorram em períodos distintos. IV. Incorreta. Não fique ansioso! Vamos falar da comparabilidade logo mais a frente, na explicação das caraterísticas qualitativas de melhoria. Mas saiba de antemão que a Comparabilidade é a característica qualitativa que permite que os usuários identifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles. Diferentemente de outras características qualitativas, a comparabilidade não está relacionada com um único item. A comparação requer no mínimo dois itens. A afirmativa trouxe o conceito de Consistência, que embora esteja relacionada com a comparabilidade, não significa o mesmo. Consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período entre entidades. Comparabilidade é o objetivo; a consistência auxilia a alcançar esse objetivo. Gabarito: C Já que o assunto veio à tona, você já pode ter em mente que: COMPARABILIDADE REQUER NO MÍNIMO DOIS ITENS. CONSISTÊNCIA MESMOS MÉTODOS P/ MESMOS ITENS. Prof. Igor Cintra 10

11 02. (CESPE - Analista Judiciário - TRE RJ - Contabilidade ) O Conselho Federal de Contabilidade e o Comitê de Pronunciamentos Contábeis são responsáveis pela elaboração das normas contábeis comumente aceitas. Sobre essas normas, julgue o item que se segue. A estrutura conceitual estabelecida pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis não constitui uma norma propriamente dita nem define normas ou procedimentos de qualquer espécie. É exatamente o que vimos no início da aula. Segundo o CPC, a Estrutura Conceitual não é um Pronunciamento Técnico propriamente dito e, portanto, não define normas ou procedimentos. Gabarito: Certo Fácil, não é? Pelo menos para quem leu atentamente os mandamentos do CPC 00! Vamos ver agora o que a Estrutura Conceitual aborda: (a) o objetivo da elaboração e divulgação de relatório contábilfinanceiro; (b) as características qualitativas da informação contábil-financeira útil; (c) a definição, o reconhecimento e a mensuração dos elementos a partir dos quais as demonstrações contábeis são elaboradas; e (d) os conceitos de capital e de manutenção de capital. 1.1 O Objetivo da Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil- Financeiro O objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral é fornecer informações contábil-financeiras acerca da entidade que reporta essa informação (reporting entity) que sejam úteis a investidores existentes e em potencial, a credores por empréstimos e a outros credores, quando da tomada decisão ligada ao fornecimento de recursos para a entidade. Essas decisões envolvem comprar, vender ou manter participações em instrumentos Prof. Igor Cintra 11

12 patrimoniais e em instrumentos de dívida, e a oferecer ou disponibilizar empréstimos ou outras formas de crédito. Decisões a serem tomadas por investidores existentes e em potencial relacionadas a comprar, vender ou manter instrumentos patrimoniais e instrumentos de dívida dependem do retorno esperado dos investimentos feitos nos referidos instrumentos, por exemplo: dividendos, pagamentos de principal e de juros ou acréscimos nos preços de mercado. Perceba que o grande objetivo do relatório contábil-financeiro é fornecer informações. Essas informações poderão ser úteis a investidores, credores por empréstimos, outros credores, enfim, a todos que eventualmente se relacionarem com a empresa. Relatórios contábil-financeiros de propósito geral não são elaborados para se chegar ao valor da entidade que reporta a informação; a rigor, fornecem informação para auxiliar investidores, credores por empréstimo e outros credores, existentes e em potencial, a estimarem o valor da entidade que reporta a informação. Os relatórios contábil-financeiros de propósito geral não atendem e não podem atender a todas as informações de que investidores, credores por empréstimo e outros credores, existentes e em potencial, necessitam. Esses usuários precisam considerar informação pertinente de outras fontes, como, por exemplo, condições econômicas gerais e expectativas, eventos políticos e clima político, e perspectivas e panorama para a indústria e para a entidade. Vamos ver umas questões sobre o tema? 03. (CESGRANRIO - BNDES - Contabilidade ) Permitir a cada grupo principal de usuários a avaliação da situação econômica e financeira da entidade, num sentido estático, bem como fazer inferências sobre suas tendências futuras. Segundo a Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade, o texto acima se refere à(ao) a) convenção da objetividade b) essência sobre a forma c) teoria da Contabilidade d) postulado da entidade e) objetivo principal da contabilidade Prof. Igor Cintra 12

13 Vimos que o objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral é fornecer informações contábil-financeiras acerca da entidade que reporta essa informação (reporting entity) que sejam úteis a investidores existentes e em potencial, a credores por empréstimos e a outros credores, quando da tomada decisão ligada ao fornecimento de recursos para a entidade. Gabarito: E 04. (CESPE - Polícia Federal ) Julgue o item seguinte, de acordo com os princípios de contabilidade e as normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). O relatório contábil-financeiro de propósito geral não atende a todas as informações de que os investidores, os credores por empréstimos e outros credores, existentes e em potencial, necessitam, nem mesmo é elaborado no sentido de apurar o valor da entidade que reporta a informação. Vimos que os relatórios contábil-financeiros de propósito geral não atendem e não podem atender a todas as informações de que investidores, credores por empréstimo e outros credores, existentes e em potencial, necessitam. Também vimos que relatórios contábil-financeiros de propósito geral não são elaborados para se chegar ao valor da entidade que reporta a informação Gabarito: Certo 05. (UEPA SEFAZ-PA - AFRE ) De acordo com os fundamentos previstos na Resolução CFC 1.374/11, que estabelece a estrutura conceitual básica da contabilidade, assinale as proposições abaixo em Verdadeiro ou Falso, e em seguida, indique a opção que contem a sequencia correta. ( ) As informações contidas nos relatórios contábil-financeiros se destinam primariamente aos seguintes usuários externos: investidores, financiadores e outros credores, respeitando essa hierarquia de prioridade. ( ) O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e Prof. Igor Cintra 13

14 reivindicações da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos são produzidos, ainda que os recebimentos e pagamentos em caixa derivados ocorram em períodos distintos. ( ) Relatórios contábil-financeiro de propósito geral não são elaborados para se chegar ao valor da entidade que reporta a informação; a rigor, fornecem informação para auxiliar investidores, credores por empréstimo e outros credores, existentes e em potencial, a estimarem o valor da entidade que reporta a informação. ( ) Usuários primários individuais têm diferentes, e possivelmente conflitantes desejos e necessidades de informação, por isso o Conselho Federal de Contabilidade, ao levar à frente o processo de produção de suas normas, irá procurar proporcionar um conjunto de informações que atenda às necessidades do número máximo de usuários primários. Contudo, a concentração em necessidades comuns de informação não impede que a entidade que reporta a informação preste informações adicionais que sejam mais úteis a um subconjunto particular de usuários primários. A sequência correta é: a) F, F, V, F b) F, V, F, V c) F, V, V, V d) V, F, F, V e) V, V, F, F Todas afirmativas trazem conceitos do CPC 00. O que eu quero que você, aluno, tente entender é a essência dos conceitos. A gente tenta, mas sei que é muito difícil decorar o CPC 00 inteiro. Mas dá para ter uma noção de onde o examinador está querendo nos enganar, não é? Vamos às alternativas: I. Incorreta. Não vimos nada a respeito, mas é claro que não há hierarquia entre os usuários das informações contidas nos relatórios contábil-financeiros. Aliás, isso está escrito da seguinte forma no CPC 00: as informações contidas nos relatórios contábil-financeiros se destinam primariamente aos seguintes usuários externos: investidores, financiadores e outros credores, sem hierarquia de prioridade. Prof. Igor Cintra 14

15 II. Correta. É pura decoreba! Vimos que o regime da competência retrata com propriedade os efeitos de transações e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindicações da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos são produzidos, ainda que os recebimentos e pagamentos em caixa derivados ocorram em períodos distintos. III. Correta. Mais uma vez caiu este conceito! Já está ficando chato (e fácil), heim? Relatórios contábil-financeiros de propósito geral não são elaborados para se chegar ao valor da entidade que reporta a informação; a rigor, fornecem informação para auxiliar investidores, credores por empréstimo e outros credores, existentes e em potencial, a estimarem o valor da entidade que reporta a informação. IV. Correta. Também não vimos nada a respeito dessa afirmativa, mas pelo bom senso que estamos adquirindo nesta aula conseguiríamos, pelo menos, desconfiar que se trata de uma afirmativa verdadeira. E realmente é, pois o CPC diz que usuários primários individuais têm diferentes, e possivelmente conflitantes, desejos e necessidades de informação. Este Comitê de Pronunciamentos Contábeis, ao levar à frente o processo de produção de suas normas, irá procurar proporcionar um conjunto de informações que atenda às necessidades do número máximo de usuários primários. Contudo, a concentração em necessidades comuns de informação não impede que a entidade que reporta a informação preste informações adicionais que sejam mais úteis a um subconjunto particular de usuários primários. Gabarito: C 06. (FEMPERJ - ACE TCE-RJ - Controle Externo ) De acordo com as práticas contábeis em vigor, as demonstrações contábeis são mais comumente elaboradas segundo modelo baseado no custo histórico recuperável e no conceito da manutenção do capital financeiro nominal. Sabendo-se disso, pode-se afirmar que: a) os relatórios contábil-financeiros de propósito geral não são elaborados para se chegar ao valor econômico da entidade que reporta a informação; b) os relatórios contábil-financeiros de propósito geral são baseados em descrições ou estimativas para se chegar ao valor de mercado da entidade que reporta a informação; Prof. Igor Cintra 15

16 c) o objetivo dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral é fornecer informações contábil-financeiras para se chegar ao valor de mercado da entidade que reporta a informação; d) os relatórios contábil-financeiros são baseados em descrições ou retratos exatos para se chegar ao valor de mercado da entidade que reporta a informação; e) os relatórios contábil-financeiros são baseados em estimativas, julgamentos e modelos para se chegar ao valor de mercado da entidade que reporta a informação. Já aprendemos que os relatórios contábil-financeiros de propósito geral não são elaborados para se chegar ao valor da entidade que reporta a informação. A alternativa a, portanto, está correta. Os relatórios contábil-financeiros são baseados em estimativas, julgamentos e modelos e não em descrições ou retratos exatos. As alternativas b e d, então, estão incorretas. As alternativas c e e falam em chegar ao valor de mercado da entidade, mas aprendemos que os relatórios contábil-financeiros de propósito geral não são elaborados para se chegar ao valor da entidade que reporta a informação. Gabarito: A 1.2 Características Qualitativas da Informação Contábil-Financeira Útil Se a informação contábil-financeira é para ser útil, ela precisa ser relevante e representar com fidedignidade o que se propõe a representar. A utilidade da informação contábil-financeira é melhorada se ela for comparável, verificável, tempestiva e compreensível. As características qualitativas fundamentais são: Relevância: aquela capaz de fazer diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários. A informação é material se a sua omissão ou sua divulgação distorcida (misstating) puder influenciar decisões que os usuários tomam com base na informação contábil-financeira acerca de entidade específica que reporta a informação. Em outras palavras, a materialidade é um aspecto de relevância específico da entidade baseado na natureza ou na Prof. Igor Cintra 16

17 magnitude, ou em ambos, dos itens para os quais a informação está relacionada no contexto do relatório contábil-financeiro de uma entidade em particular. Representação Fidedigna: para ser representação perfeitamente fidedigna, a realidade retratada precisa ter três atributos. Ela tem que ser: (a) Completa (deve incluir toda a informação necessária para que o usuário compreenda o fenômeno sendo retratado, incluindo todas as descrições e explicações necessárias); (b) Neutra (não deve ser distorcido com contornos que possa receber dando a ele maior ou menor peso, ênfase maior ou menor, ou qualquer outro tipo de manipulação que aumente a probabilidade de a informação contábil-financeira ser recebida pelos seus usuários de modo favorável ou desfavorável); e (c) Livre de Erro (Representação fidedigna não significa exatidão em todos os aspectos. Um retrato da realidade econômica livre de erros significa que não há erros ou omissões no fenômeno retratado, e que o processo utilizado, para produzir a informação reportada, foi selecionado e foi aplicado livre de erros). As características qualitativas de melhoria melhoram a utilidade da informação que é relevante e que é representada com fidedignidade. São: Comparabilidade: a informação acerca da entidade que reporta informação será mais útil caso possa ser comparada com informação similar sobre outras entidades e com informação similar sobre a mesma entidade para outro período ou para outra data. É a característica qualitativa que permite que os usuários identifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles. Verificabilidade: assegura aos usuários que a informação representa fidedignamente o fenômeno econômico que se propõe representar. Tempestividade: significa ter informação disponível para tomadores de decisão a tempo de poder influenciá-los em suas decisões. Compreensibilidade: classificar, caracterizar e apresentar a informação com clareza e concisão. Prof. Igor Cintra 17

18 Esquematizando tudo que vimos até agora temos: CARACTERÍSTICA QUALITATIVA FUNDAMENTAIS DE MELHORIA Relevância Representação Fidedigna Comparabilidade Verificabilidade Tempestividade Compreensibilidade Zé Curioso: Professor, isso é bem chato. Como posso decorar mais facilmente? Tente decorar ao menos as sílabas iniciais de cada característica. Isso pode te ajudar: FUNDAMENTAIS RE² DE MELHORIA COM² TE VE Vamos ver umas questões recentes sobre os temas vistos acima: 07. (CETRO ISS-SP 2014) As características qualitativas Fundamentais das Demonstrações Contábeis estão descritas na NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL, aprovada pela Resolução CFC nº 1.374/2011. Essas características referem-se aos atributos que tornam as demonstrações contábeis úteis para os usuários. Com base nisso, leia o trecho abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna. A refere-se à informação capaz de fazer diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários. A informação pode ser capaz de fazer diferença em uma decisão mesmo no caso de alguns usuários decidirem não levá-la em consideração, ou já tiverem tomado ciência de sua existência por outras fontes. (A) Compreensibilidade (B) Relevância (C) Materialidade Prof. Igor Cintra 18

19 (D) Representação Fidedigna (E) Continuidade Esta questão o candidato acertaria mesmo se nunca tivesse tido nenhum contato com o Pronunciamento Conceitual Básico. Se a informação é capaz de fazer diferença nas decisões é claro que ela é relevante! Vimos que, segundo o CPC 00, informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários. A informação pode ser capaz de fazer diferença em uma decisão mesmo no caso de alguns usuários decidirem não a levar em consideração, ou já tiver tomado ciência de sua existência por outras fontes. Gabarito: B 08. (CESPE - Tribunal de Contas da União ) De acordo com o pronunciamento conceitual básico (R1), elaborado pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, julgue o item a seguir. A característica qualitativa da comparabilidade é obtida quando são usados os mesmos métodos para os mesmos itens, pressupondo-se que as características qualitativas de melhoria tenham sido satisfeitas. Acertou a questão quem memorizou o quadro da página 05. Lembrar sempre que a comparabilidade requer no mínimo dois itens. A afirmativa refere-se ao conceito de Consistência, que se refere ao uso dos mesmos métodos para os mesmos itens. Gabarito: Errado 09. (ESAF AFRFB 2012) Entre as características qualitativas de melhoria, a comparabilidade está entre as que os analistas de demonstrações contábeis mais buscam. Dessa forma, pode-se definir pela estrutura conceitual contábil que comparabilidade é a característica que: Prof. Igor Cintra 19

20 a) permite que os usuários identifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles nas Demonstrações Contábeis. b) utiliza os mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período entre entidades. c) considera a uniformidade na aplicação dos procedimentos e normas contábeis, onde, para se obter a comparabilidade, as entidades precisam adotar os mesmos métodos de apuração e cálculo. d) garante que usuários diferentes concluam de forma completa e igual, quanto à condição econômica e financeira da empresa, sendo levados a um completo acordo. e) estabelece procedimentos para a padronização dos métodos e processos aplicados em demonstrações contábeis de mesmo segmento. a) Correta. Conforme o CPC 00, a Comparabilidade é a característica qualitativa que permite que os usuários identifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles. Diferentemente de outras características qualitativas, a comparabilidade não está relacionada com um único item. A comparação requer no mínimo dois itens. b) Incorreta. Consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período entre entidades. Comparabilidade é o objetivo; a consistência auxilia a alcançar esse objetivo. c) Incorreta. Comparabilidade não significa uniformidade. Para que a informação seja comparável, coisas iguais precisam parecer iguais e coisas diferentes precisam parecer diferentes. A comparabilidade da informação contábil-financeira não é aprimorada ao se fazer com que coisas diferentes pareçam iguais ou ainda ao se fazer coisas iguais parecerem diferentes. d) Incorreta. A verificabilidade ajuda a assegurar aos usuários que a informação representa fidedignamente o fenômeno econômico que se propõe representar. A verificabilidade significa que diferentes observadores, cônscios e independentes, podem chegar a um consenso, embora não cheguem necessariamente a um completo acordo, quanto ao retrato de uma realidade econômica em particular ser uma representação fidedigna. e) Incorreta. A comparabilidade não define procedimentos para a padronização. Aliás, logo em seu início o CPC 00 deixa claro que esta Estrutura Conceitual não é um Pronunciamento Técnico propriamente dito e, Prof. Igor Cintra 20

21 portanto, não define normas ou procedimentos para qualquer questão particular sobre aspectos de mensuração ou divulgação. Gabarito: A 10. (CESPE TER-MS - Contabilidade ) De acordo com o pronunciamento conceitual básico (R1), do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, as características qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira útil são a) confiabilidade e representação fidedigna. b) confiabilidade e tempestividade. c) relevância e confiabilidade. d) relevância e representação fidedigna. e) comparabilidade e confiabilidade. Quem decorou a dica das sílabas iniciais matou a pau esta questão! Lembrese: falou em características qualitativas fundamentais, falou em RE² (relevância e representação fidedigna)!!! Gabarito: D 11. (FGV Analista CONDER 2013) Para melhor atender aos diversos tipos de usuários e suas necessidades, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis emitiu o pronunciamento conceitual básico com a estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatório contábil financeiro, que menciona como características qualitativas fundamentais da informação contábil: (A) Entidade e continuidade. (B) Relevância e representação fidedigna. (C) Comparabilidade e compreensibilidade. (D) Tempestividade e verificabilidade. (E) Materialidade e utilidade. Prof. Igor Cintra 21

22 As características qualitativas fundamentais são relevância e representação fidedigna. Para facilitar sua vida você também pode decorar as sílabas iniciais (Re² ou ReRe)! Apenas sabendo isso o candidato concluiria pela correção da Alternativa B. CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS FUNDAMENTAIS RE² Gabarito: B 12. (FGV Contador Assembleia Legislativa-MT 2013) Segundo o pronunciamento conceitual básico que trata da estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro, as características qualitativas de melhoria são (A) a comparabilidade e a compreensibilidade. (B) a verificabilidade e a utilidade. (C) a tempestividade e a entidade. (D) a continuidade e a oportunidade. (E) a competência e a prudência. As características qualitativas de melhoria melhoram a utilidade da informação que é relevante e que é representada com fidedignidade. São classificadas como características qualitativas de melhoria a comparabilidade, a verificabilidade, a tempestividade e a compreensibilidade. Uma maneira simples e objetiva que ajudará você a acertar questões como essa é decorar que as sílabas iniciais de cada característica qualitativa de melhoria (Com²TeVe ou ComVeTeCom): CARACTERÍSTICA QUALITATIVA DE MELHORIA COM² TE VE Prof. Igor Cintra 22

23 Gabarito: A 13. (FUNDATEC CAGE SEFAZ-RS 2011) As características qualitativas fundamentais da informação contábil são relevância e representação fidedigna. Com relação à relevância, é correto afirmar que: A) Um retrato da realidade econômica livre de erros não significa algo perfeitamente exato em todos os aspectos. B) Um retrato da realidade econômica livre de erros significa que não há erros ou omissões no fenômeno retratado, e que o processo utilizado para produzir a informação reportada, foi selecionado e aplicado livre de erros. C) A informação pode ser capaz de fazer a diferença em uma decisão, mesmo que alguns usuários tenham decidido não a levar em consideração ou já tenham tomado ciência de sua existência por outras fontes. D) A informação deve ser completa, neutra e livre de erro. E) O retrato da realidade econômica completo deve incluir toda a informação necessária para que o usuário compreenda o fenômeno sendo retratado, incluindo todas as descrições e explicações necessárias. Vamos analisar as alternativas! Não esqueça que o enunciado quer a alternativa que se relaciona com a Relevância. a) Incorreta. Realmente um retrato da realidade econômica livre de erros não significa algo perfeitamente exato em todos os aspectos. No entanto, isto se relaciona à Representação Fidedigna e não à Relevância. b) Incorreta. Novamente a afirmativa traz um conceito perfeito, mas que se relaciona à Representação Fidedigna! c) Correta. Informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários. A informação pode ser capaz de fazer diferença em uma decisão mesmo no caso de alguns usuários decidirem não a levar em consideração, ou já tiver tomado ciência de sua existência por outras fontes. Prof. Igor Cintra 23

24 d) Incorreta. Para ser representação perfeitamente fidedigna, a realidade retratada precisa ter três atributos. Ela tem que ser completa, neutra e livre de erro. Novamente a afirmativa trouxe um conceito correto mas que não está relacionado à Relevância! e) Incorreta. A afirmativa está perfeita, mas novamente trouxe conceitos relacionados à Representação Fidedigna! Gabarito: C 1.3 Definição, Reconhecimento e Mensuração dos Elementos a partir dos quais as Demonstrações Contábeis são Elaboradas As demonstrações contábeis retratam os efeitos patrimoniais e financeiros das transações e outros eventos, por meio do grupamento dos mesmos em classes amplas de acordo com as suas características econômicas. Os elementos diretamente relacionados à mensuração da posição patrimonial e financeira no balanço patrimonial são os ativos, os passivos e o patrimônio líquido. Os elementos diretamente relacionados com a mensuração do desempenho na demonstração do resultado são as receitas e as despesas Definição Zé Curioso: Professor qual é a essência, o motivo, a razão que leva determinada conta ser classificada em cada grupo.... Interessante sua colocação, Zé. O CPC 00 traz essa definição ao dizer que: (a) ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade; (b) passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos; (c) patrimônio líquido é o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos. Portanto, ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo, passivo ou patrimônio líquido, deve-se atentar para a sua essência e realidade econômica e não apenas para sua forma legal. Prof. Igor Cintra 24

25 Veja bem, resumidamente só para você se situar onde estamos, saiba que o ATIVO representa os bens e direitos de uma empresa (imóveis, automóveis, terrenos, contas a receber, duplicatas e receber etc). O PASSIVO, por sua vez, representa as obrigações da entidade (contas a pagar, fornecedores, salários a pagar, impostos a pagar etc). O PATRIMÔNIO LÍQUIDO (PL) é a diferença entre o ATIVO e o PASSIVO. Mas é claro que na sua prova os conceitos não virão tão simples assim. Vamos ver mais a fundo as definições de ativo, passivo, receita e despesa pela Resolução CPC 00: Ativos O benefício econômico futuro incorporado a um ativo é o seu potencial em contribuir, direta ou indiretamente, para o fluxo de caixa ou equivalentes de caixa para a entidade. Tal potencial pode ser produtivo, quando o recurso for parte integrante das atividades operacionais da entidade. Pode também ter a forma de conversibilidade em caixa ou equivalentes de caixa ou pode ainda ser capaz de reduzir as saídas de caixa, como no caso de processo industrial alternativo que reduza os custos de produção. Os benefícios econômicos futuros incorporados a um ativo podem fluir para a entidade de diversas maneiras. Por exemplo, o ativo pode ser: (a) usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de bens ou na prestação de serviços a serem vendidos pela entidade; (b) trocado por outros ativos; (c) usado para liquidar um passivo; ou (d) distribuído aos proprietários da entidade. Muitos ativos, como, por exemplo, itens do imobilizado, têm forma física. Entretanto, a forma física não é essencial para a existência de ativo. Assim sendo, as patentes e os direitos autorais, por exemplo, são considerados ativos, caso deles sejam esperados que benefícios econômicos futuros fluam para a entidade e caso eles sejam por ela controlados. Por outro lado, muitos ativos, como, por exemplo, contas a receber e imóveis, estão associados a direitos legais, incluindo o direito de propriedade. No entanto, ao determinar a existência do ativo, o direito de propriedade não é essencial. Assim, por exemplo, um imóvel objeto de arrendamento mercantil será um ativo, caso a entidade controle os benefícios econômicos que são esperados que fluam da propriedade. Prof. Igor Cintra 25

26 Lembre-se, então, que: Não é essencial para a existência de ativo FORMA FÍSICA DIREITO DE PROPRIEDADE Antes de estudarmos o passivo vejamos esta questão: 14. (FCC Agente Técnico Legislativo Assembleia Legislativa de São Paulo 2010) Para determinação de um ativo é necessário avaliar a capacidade que este bem ou direito tem na geração de benefícios econômicos futuros. Desta forma, não se deve considerar para determinação de um ativo se ele a) é usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de mercadorias e serviços a serem vendidos pela entidade. b) pode ser trocado por outros ativos. c) pode ser usado para liquidar um passivo. d) pode ser distribuído aos proprietários da empresa. e) tem substância física e pode ser negociado. Com o conhecimento do quadro logo acima da questão conseguimos concluir que a alternativa e encontra-se equivocada, visto que a forma física e o direito de propriedade não são essenciais para a existência de ativo. Gabarito: E 15. (FGV Contador Assembleia Legislativa-MT 2013) Com base no pronunciamento conceitual básico, analise as afirmativas a seguir. I. Os benefícios econômicos futuros incorporados a um ativo podem fluir para a entidade de diversas maneiras. Por exemplo se, entre outras possibilidades, o ativo for usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de bens, ou na prestação de serviços a serem vendidos pela entidade; (b) trocado por outros Prof. Igor Cintra 26

27 ativos; (c) usado para liquidar um passivo; ou (d) distribuído aos proprietários da entidade. II. Muitos ativos, como os itens do imobilizado, têm forma física, que não é essencial para a existência de ativo. As patentes e os direitos autorais são considerados ativos, caso deles sejam esperados que benefícios econômicos futuros que fluam para a entidade e caso eles sejam por ela controlados. III. Deve-se fazer uma distinção entre obrigação presente e compromisso futuro. A decisão da administração de uma entidade para adquirir ativos no futuro dá origem a uma obrigação presente. A obrigação normalmente surge somente quando um ativo é entregue ou a entidade ingressa em acordo irrevogável para adquirir o ativo. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. Vamos analisar as afirmativas. I. Correta. É exatamente o texto que vimos sobre os benefícios econômicos futuros incorporados a um ativo. Eles podem fluir de diversas maneiras, tais como: (a) usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de bens ou na prestação de serviços a serem vendidos pela entidade; (b) trocado por outros ativos; (c) usado para liquidar um passivo; ou (d) distribuído aos proprietários da entidade. II. Correta. O Intangível é um exemplo de bem que não possui forma física mas que é reconhecido como Ativo. III. Incorreta. A decisão da administração de uma entidade para adquirir ativos no futuro não dá origem, por si só, a uma obrigação presente. Prof. Igor Cintra 27

28 Gabarito: B Vamos aproveitar que a afirmativa III da questão anterior citou as obrigações e vamos analisar o que o CPC 00 diz sobre o Passivo Passivos Uma característica essencial para a existência de passivo é que a entidade tenha uma obrigação presente. As obrigações podem ser legalmente exigíveis em consequência de contrato ou de exigências estatutárias. Um exemplo são as contas a pagar por bens e serviços recebidos. Entretanto, obrigações surgem também de práticas usuais do negócio, de usos e costumes e do desejo de manter boas relações comerciais ou agir de maneira equitativa. Desse modo, se a entidade que decida, por questão de política mercadológica ou de imagem, retificar defeitos em seus produtos, mesmo quando tais defeitos tenham se tornado conhecidos depois da expiração do período da garantia, as importâncias que espera gastar com os produtos já vendidos constituem passivos. Passivos resultam de transações ou outros eventos passados. Assim, por exemplo, a aquisição de bens e o uso de serviços dão origem a contas a pagar (a não ser que pagos adiantadamente ou na entrega) e o recebimento de empréstimo bancário resulta na obrigação de honrá-lo no vencimento Patrimônio Líquido Embora o patrimônio líquido seja definido como algo residual (ATIVO PASSIVO), ele pode ter subclassificações no balanço patrimonial. Por exemplo, na sociedade por ações, recursos aportados pelos sócios, reservas resultantes de retenções de lucros e reservas representando ajustes para manutenção do capital podem ser demonstrados separadamente. O montante pelo qual o patrimônio líquido é apresentado no balanço patrimonial depende da mensuração dos ativos e passivos. Normalmente, o montante agregado do patrimônio líquido somente por coincidência corresponde ao valor de mercado agregado das ações da entidade ou da soma que poderia ser obtida pela venda dos seus ativos líquidos numa base de item-por-item, ou da entidade como um todo, tomando por base a premissa da continuidade. Prof. Igor Cintra 28

29 16. (ESAF Inspetor CVM 2010) Aponte abaixo a opção que contém uma assertiva incorreta. a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade. b) Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos para a entidade. c) Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os resultados. d) Muitos ativos têm uma substância física. Entretanto, substância física não é essencial à existência de um ativo. e) Muitos ativos estão ligados a direitos legais, inclusive a direito de propriedade. Ao determinar a existência de um ativo, entretanto, o direito de propriedade não é essencial. Vamos analisar as alternativas. a) Correta. Interessante que você perceba que o controle sobre o bem é importante e não sua propriedade. É exatamente por isso que os Arrendamentos Financeiros são reconhecidos como Ativo na arrendatária, pois apesar de não ser proprietária do bem possui seu controle. b) Correta. Redação literal da definição de passivo do CPC 00. c) Incorreta. O Patrimônio Líquido é o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos, e não os resultados. d) Correta. Conforme vimos, a substância física não é essencial à existência de um ativo, como é o caso dos bens classificados no Intangível. e) Correta. Como vimos na alternativa A, o direito de propriedade não é essencial ao determinar a existência do ativo. Gabarito: C Prof. Igor Cintra 29

30 Receitas São aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com a contribuição dos detentores dos instrumentos patrimoniais. A definição de receita abrange tanto receitas propriamente ditas quanto ganhos. A receita surge no curso das atividades usuais da entidade e é designada por uma variedade de nomes, tais como vendas, honorários, juros, dividendos, royalties, aluguéis. Ganhos representam outros itens que se enquadram na definição de receita e podem ou não surgir no curso das atividades usuais da entidade, representando aumentos nos benefícios econômicos. Ganhos incluem, por exemplo, aqueles que resultam da venda de ativos não circulantes (veículos, terrenos, imóveis etc). A definição de receita também inclui ganhos não realizados. Por exemplo, os que resultam da reavaliação de títulos e valores mobiliários negociáveis e os que resultam de aumentos no valor contábil de ativos de longo prazo Despesas São decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma da saída de recursos ou da redução de ativos ou assunção de passivos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com distribuições aos detentores dos instrumentos patrimoniais. A definição de despesas abrange tanto as perdas quanto as despesas propriamente ditas que surgem no curso das atividades usuais da entidade. As despesas que surgem no curso das atividades usuais da entidade incluem, por exemplo, o custo das vendas, salários e depreciação. Geralmente, tomam a forma de desembolso ou redução de ativos como caixa e equivalentes de caixa, estoques e ativo imobilizado. Perdas representam outros itens que se enquadram na definição de despesas e podem ou não surgir no curso das atividades usuais da entidade, representando decréscimos nos benefícios econômicos. Prof. Igor Cintra 30

31 Perdas incluem, por exemplo, as que resultam de sinistros como incêndio e inundações, assim como as que decorrem da venda de ativos não circulantes. A definição de despesas também inclui as perdas não realizadas. Por exemplo, as que surgem dos efeitos dos aumentos na taxa de câmbio de moeda estrangeira com relação aos empréstimos da entidade a pagar em tal moeda. Vamos praticar um pouco os conhecimentos adquiridos até aqui! 17. (FCC - TRF - Contadoria ) De acordo com o disposto na Estrutura Conceitual da Contabilidade atualmente vigente em nosso país, a) um recurso, para ser contabilizado como ativo, precisa obrigatoriamente ser de propriedade formal da entidade. b) uma obrigação futura e que não é resultado de eventos passados pode ser contabilizada como um passivo da entidade. c) as receitas são aumentos de ativos ou diminuições de passivos que tem como consequência aumentos do patrimônio líquido, resultantes de transações da entidade com seus sócios ou acionistas. d) o valor do patrimônio líquido de uma entidade com fins lucrativos não pode ser menor que zero. e) toda despesa implica uma diminuição do patrimônio líquido, mas nem toda diminuição do patrimônio líquido resulta de uma despesa. a) Incorreta. Muitos ativos, como, por exemplo, contas a receber e imóveis, estão associados a direitos legais, incluindo o direito de propriedade. Ao determinar a existência do ativo, o direito de propriedade não é essencial. b) Incorreta. O passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos. c) Incorreta. Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com a contribuição Prof. Igor Cintra 31

32 dos detentores dos instrumentos patrimoniais (sócios ou acionistas); d) Incorreta. Essa é absurda. É claro que o Patrimônio Líquido pode ser menor do que zero. Basta que o Passivo da entidade seja maior que o seu Ativo. Se uma determinada entidade apresentar consequentes prejuízos, poderá ficar com o patrimônio negativo, situação chamada de passivo a descoberto. e) Correta. Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma da saída de recursos ou da redução de ativos ou assunção de passivos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com distribuições aos detentores dos instrumentos patrimoniais. Logicamente que a recíproca não é verdadeira. Podemos ter situações de diminuição do Patrimônio Líquido sem que haja uma despesa, por exemplo, na distribuição de dividendos a partir de reservas de lucro (iremos estudá-las em aulas posteriores, não se preocupe). Gabarito: E 18. (VUNESP - Contador Judiciário ) O balanço patrimonial tem por finalidade apresentar a posição financeira e patrimonial de uma empresa em uma determinada data, representando, portanto, uma posição estática. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que as registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da empresa. Nesse sentido, o ativo a) compreende os recursos controlados por uma entidade e dos quais se esperam benefícios econômicos futuros. b) agrupa os bens e os ativos da empresa e dos sócios, dos quais se têm benefícios econômicos. c) representa a contrapartida das receitas geradas pela Empresa. d) compreende os recursos controlados por uma entidade e pelos sócios e dos quais se obtêm benefícios econômicos. e) representa a diferença entre passivo e patrimônio líquido, ou seja, o valor líquido da empresa. Prof. Igor Cintra 32

33 Segundo o CPC 00, ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade. Portanto, a alternativa a está correta. A alternativa b estava indo bem até que citou os bens dos sócios no conceito de ativo. Nada a ver, não é? Aliás, aprenderemos nesta aula o Princípio da Entidade, que diz que o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários. A alternativa c não pode ser considerada correta. Muitas vezes a contrapartida de receitas são realmente contas do ativo (aumentos do ativo). Mas em outras vezes são contrapartidas de redução de passivos. Vimos que Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido. A alternativa d apresenta erro semelhante ao encontrado na alternativa b. O ativo é um recurso controlado pela entidade e não pelos sócios. A alternativa e mistura as bolas, visto que valor líquido da empresa corresponde ao patrimônio Líquido, que é o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos. Gabarito: A 19. (CESPE - TRE MS - Contabilidade ) Assinale a opção correta de acordo com o pronunciamento conceitual básico (R1) do Comitê de Pronunciamentos Contábeis. a) Um passivo é uma obrigação passada, cuja liquidação resultará na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios. b) O objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral é fornecer informações contábil-financeiras úteis aos investidores e credores. c) Os relatórios contábil-financeiros de propósito geral devem ser elaborados para se chegar ao valor da entidade que reporta a informação. d) O valor do patrimônio líquido deve corresponder à soma do valor de mercado das ações da entidade. e) Os relatórios contábil-financeiros de propósito geral devem atender todas as informações de que os usuários possam necessitar. Prof. Igor Cintra 33

34 a) Incorreta. Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos. b) Correta. O objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral é fornecer informações contábil-financeiras acerca da entidade que reporta essa informação (reporting entity) que sejam úteis a investidores existentes e em potencial, a credores por empréstimos e a outros credores, quando da tomada decisão ligada ao fornecimento de recursos para a entidade. c) Incorreta. Relatórios contábil-financeiros de propósito geral não são elaborados para se chegar ao valor da entidade que reporta a informação; a rigor, fornecem informação para auxiliar investidores, credores por empréstimo e outros credores, existentes e em potencial, a estimarem o valor da entidade que reporta a informação. d) Incorreta. O montante pelo qual o patrimônio líquido é apresentado no balanço patrimonial depende da mensuração dos ativos e passivos. Normalmente, o montante agregado do patrimônio líquido somente por coincidência corresponde ao valor de mercado agregado das ações da entidade. e) Incorreto. Segundo o CPC 00 relatórios contábil-financeiros de propósito geral não atendem e não podem atender a todas as informações de que investidores, credores por empréstimo e outros credores, existentes e em potencial, necessitam. Esses usuários precisam considerar informação pertinente de outras fontes, como, por exemplo, condições econômicas gerais e expectativas, eventos políticos e clima político, e perspectivas e panorama para a indústria e para a entidade. Gabarito: B 20. (FCC - Analista Judiciário 2009) A identificação de um gasto efetuado que NÃO produza benefícios econômicos futuros é reconhecido nas demonstrações de uma entidade como a) ganho. b) despesa. Prof. Igor Cintra 34

35 c) custo. d) receita. e) ativo Há uma forte associação entre incorrer em gastos e gerar ativos, mas ambas as atividades não são necessariamente indissociáveis. Assim, o fato de a entidade ter incorrido em gasto pode fornecer uma evidência de busca por futuros benefícios econômicos, mas não é prova conclusiva de que um item que satisfaça à definição de ativo tenha sido obtido. Assim, um ativo não deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando os gastos incorridos não proporcionarem a expectativa provável de geração de benefícios econômicos futuros. Ao invés disso, tal transação deve ser reconhecida como despesa na demonstração do resultado. Gabarito: B Reconhecimento Reconhecimento é o processo que consiste na incorporação ao balanço patrimonial ou à demonstração do resultado de item que se enquadre na definição de elemento e que satisfaça os seguintes critérios de reconhecimento: (a) for provável que algum benefício econômico futuro associado ao item flua para a entidade ou flua da entidade; e (b) o item tiver custo ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade (a informação é confiável quando ela é completa, neutra e livre de erro). O conceito de probabilidade de futuros econômicos deve ser adotado nos critérios de reconhecimento para determinar o grau de incerteza com que os benefícios econômicos futuros referentes ao item venham a fluir para a entidade ou a fluir da entidade. As avaliações acerca do grau de incerteza atrelado ao fluxo de benefícios econômicos futuros devem ser feitas com base na evidência disponível quando as demonstrações contábeis são elaboradas. Por exemplo, quando for provável que uma conta a receber devida à entidade será paga pelo devedor, é então justificável, na ausência de qualquer evidência em contrário, reconhecer a conta a receber como ativo. Para uma ampla população de contas a receber, entretanto, algum grau de inadimplência é normalmente considerado provável; dessa Prof. Igor Cintra 35

36 forma, reconhece-se como despesa a esperada redução nos benefícios econômicos. Outro critério para reconhecimento de um item é que ele possua custo ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade. Em muitos casos, o custo ou valor precisa ser estimado; o uso de estimativas razoáveis é parte essencial da elaboração das demonstrações contábeis e não prejudica a sua confiabilidade. Quando, entretanto, não puder ser feita estimativa razoável, o item não deve ser reconhecido no balanço patrimonial ou na demonstração do resultado. Por exemplo, o valor que se espera receber de uma ação judicial pode enquadrar-se nas definições tanto de ativo quanto de receita, assim como nos critérios probabilísticos exigidos para reconhecimento. Todavia, se não é possível mensurar com confiabilidade o montante que será recebido, ele não deve ser reconhecido como ativo ou receita. A existência da reclamação deve ser, entretanto, divulgada nas notas explicativas ou nos quadros suplementares Reconhecimento de Ativos Um ativo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que benefícios econômicos futuros dele provenientes fluirão para a entidade e seu custo ou valor puder ser mensurado com confiabilidade. Um ativo não deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando os gastos incorridos não proporcionarem a expectativa provável de geração de benefícios econômicos para a entidade além do período contábil corrente. Ao invés disso, tal transação deve ser reconhecida como despesa na demonstração do resultado Reconhecimento de Passivos Um passivo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que uma saída de recursos detentores de benefícios econômicos seja exigida em liquidação de obrigação presente e o valor pelo qual essa liquidação se dará puder ser mensurado com confiabilidade Reconhecimento de Receitas A receita deve ser reconhecida na demonstração do resultado quando resultar em aumento nos benefícios econômicos futuros relacionado com aumento de ativo ou com diminuição de passivo, e puder ser Prof. Igor Cintra 36

37 mensurado com confiabilidade. Isso significa, na prática, que o reconhecimento da receita ocorre simultaneamente com o reconhecimento do aumento nos ativos ou da diminuição nos passivos (por exemplo, o aumento líquido nos ativos originado da venda de bens e serviços ou o decréscimo do passivo originado do perdão de dívida a ser paga) Reconhecimento de Despesas As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado quando resultarem em decréscimo nos benefícios econômicos futuros, relacionado com o decréscimo de um ativo ou o aumento de um passivo, e puder ser mensurado com confiabilidade. Isso significa, na prática, que o reconhecimento da despesa ocorre simultaneamente com o reconhecimento de aumento nos passivos ou de diminuição nos ativos (por exemplo, a alocação por competência de obrigações trabalhistas ou da depreciação de equipamento) Mensuração Mensuração é o processo que consiste em determinar os montantes monetários por meio dos quais os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no balanço patrimonial e na demonstração do resultado. Esse processo envolve a seleção da base específica de mensuração. Um número variado de bases de mensuração é empregado em diferentes graus e em variadas combinações nas demonstrações contábeis. Essas bases incluem o que segue: (a) Custo histórico. Os ativos são registrados pelos montantes pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da aquisição. Os passivos são registrados pelos montantes dos recursos recebidos em troca da obrigação ou, em algumas circunstâncias (como, por exemplo, imposto de renda), pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa se espera serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. (b) Custo corrente. Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data do balanço. Os passivos são reconhecidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de Prof. Igor Cintra 37

38 caixa, não descontados, que se espera seriam necessários para liquidar a obrigação na data do balanço. (c) Valor realizável (valor de realização ou de liquidação). Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que poderiam ser obtidos pela sua venda em forma ordenada. Os passivos são mantidos pelos seus montantes de liquidação, isto é, pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que se espera serão pagos para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações. (d) Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado, dos fluxos futuros de entradas líquidas de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações. Os passivos são mantidos pelo valor presente, descontado, dos fluxos futuros de saídas líquidas de caixa que se espera serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. Zé Curioso: Professor, eu preciso decorar tudo isso? Zé, melhor você decorar apenas as palavras-chave de cada base de mensuração! Vamos tentar organizar para você! CUSTO HISTÓRICO ATIVOS PASSIVOS DATA DA AQUISIÇÃO RECURSOS RECEBIDOS EM TROCA DA OBRIGAÇÃO CUSTO CORRENTE ATIVOS PASSIVOS DATA DO BALANÇO DATA DO BALANÇO (NÃO DESCONTADOS) Prof. Igor Cintra 38

39 VALOR REALIZÁVEL ATIVOS PASSIVOS PELA VENDA ORDENADA CURSO NORMAL DAS OPERAÇÕES (NÃO DESCONTADOS) VALOR PRESENTE ATIVOS PASSIVOS DESCONTADOS OS FLUXOS FUTUROS DE ENTRADAS LÍQUIDAS DESCONTADOS OS FLUXOS FUTUROS DE SAÍDAS LÍQUIDAS A base de mensuração mais comumente adotada pelas entidades na elaboração de suas demonstrações contábeis é o custo histórico. Ele é normalmente combinado com outras bases de mensuração. Por exemplo, os estoques são geralmente mantidos pelo menor valor entre o custo e o valor líquido de realização, os títulos e valores mobiliários negociáveis podem em determinadas circunstâncias ser mantidos a valor de mercado e os passivos decorrentes de pensões são mantidos pelo seu valor presente. A FCC pediu estes conceitos em 2013 na prova do Auditor do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Vejam: 21. (FCC Auditor TCE-SP 2013) Custo Corrente: os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis. Veja que pela dica dos quadros acima mataríamos a afirmativa! Segundo o Custo Corrente os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data do Prof. Igor Cintra 39

40 balanço. Os passivos são reconhecidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que se espera seriam necessários para liquidar a obrigação na data do balanço (ou na data das demonstrações contábeis). Gabarito: Certa 22. (FCC Auditor TCE-SP 2013) Valor Presente: os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações de uma entidade. Segundo o CPC 00, no Valor Presente os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado, dos fluxos futuros de entradas líquidas de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações. Os passivos são mantidos pelo valor presente, descontado, dos fluxos futuros de saídas líquidas de caixa que se espera serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. Gabarito: Certa 23. (FGV Analista Contabilidade MPE-MS 2012) Relacione os fatores das variações dos componentes patrimoniais apresentados à direita, com suas respectivas definições. 1. Custo corrente ( ) 2. Valor realizável ( ) 3. Valor presente ( ) 4. Valor justo ( ) É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado entre partes conhecedoras, dispostas a isso, em uma transação sem favorecimentos. Os ativos são descontados do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada. Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos Prof. Igor Cintra 40

41 na data ou no período das demonstrações contábeis. Assinale a alternativa que mostra a relação correta, de cima para baixo. (A) 1, 3, 2 e 4. (B) 1, 4, 2 e 3. (C) 4, 2, 3 e 1. (D) 2, 4, 3 e 1. (E) 4, 3, 2 e 1. Falou em Custo Corrente lembre-se da data do balanço ou data das demonstrações contábeis ou período de reporte. Assim, o número 1 será preenchido no quarto espaço. Falou em Valor Realizável lembre-se da venda ordenada! O número 2, portanto, será preenchido no terceiro espaço. Falou em Valor Presente lembre-se de descontados os fluxos futuros. O número 3, então, será preenchido no segundo espaço. Falou em Valor Justo, lembre da expressão sem favorecimentos. Confirmamos o primeiro espaço com o número 4! Gabarito: E 1.4 Conceitos de Capital e de Manutenção de Capital O conceito de capital financeiro (ou monetário) é adotado pela maioria das entidades na elaboração de suas demonstrações contábeis. De acordo com o conceito de capital financeiro, tal como o dinheiro investido ou o seu poder de compra investido, o capital é sinônimo de ativos líquidos ou patrimônio líquido da entidade. Segundo o conceito de capital físico, tal como capacidade operacional, o capital é considerado como a capacidade produtiva da entidade baseada, por exemplo, nas unidades de produção diária. Prof. Igor Cintra 41

42 A seleção do conceito de capital apropriado para a entidade deve estar baseada nas necessidades dos usuários das demonstrações contábeis. Assim, o conceito de capital financeiro deve ser adotado se os usuários das demonstrações contábeis estiverem primariamente interessados na manutenção do capital nominal investido ou no poder de compra do capital investido. Se, contudo, a principal preocupação dos usuários for com a capacidade operacional da entidade, o conceito de capital físico deve ser adotado. Tais conceitos dão origem ao conceito de manutenção de capital: (a) Manutenção do capital financeiro. De acordo com esse conceito, o lucro é considerado auferido somente se o montante financeiro (ou dinheiro) dos ativos líquidos no fim do período exceder o seu montante financeiro (ou dinheiro) no começo do período, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante o período. (b) Manutenção do capital físico. De acordo com esse conceito, o lucro é considerado auferido somente se a capacidade física produtiva (ou capacidade operacional) da entidade (ou os recursos ou fundos necessários para atingir essa capacidade) no fim do período exceder a capacidade física produtiva no início do período, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante o período. Então guarde com carinho que o LUCRO relaciona-se com: CAPITAL FÍSICO CAPITAL FINANCEIRO Capacidade Física Produtiva Final EXCEDER O Capacidade Física Produtiva Inicial Montante Financeiro Final EXCEDER O Montante Financeiro Inicial O conceito de manutenção do capital físico requer a adoção do custo corrente como base de mensuração. O conceito de manutenção do capital financeiro, entretanto, não requer o uso de uma base específica Prof. Igor Cintra 42

43 de mensuração. A escolha da base conforme este conceito depende do tipo de capital financeiro que a entidade está procurando manter. Manutenção do Capital Físico Requer a adoção de uma base específica como base de mensuração (custo corrente); Manutenção do Capital Financeiro Não requer o uso de uma base específica de mensuração. A principal diferença entre os dois conceitos de manutenção de capital está no tratamento dos efeitos das mudanças nos preços dos ativos e passivos da entidade. Em termos gerais, a entidade terá mantido seu capital se ela tiver tanto capital no fim do período como tinha no início, computados os efeitos das distribuições aos proprietários e seus aportes para o capital durante esse período. Qualquer valor além daquele necessário para manter o capital do início do período é lucro. De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, quando o capital é definido em termos de capacidade física produtiva, o lucro representa o aumento desse capital ao longo do período. Todas as mudanças de preços afetando ativos e passivos da entidade são vistas, nesse conceito, como mudanças na mensuração da capacidade física produtiva da entidade. Assim sendo, devem ser tratadas como ajustes para manutenção do capital, que são parte do patrimônio líquido, e não como lucro. De acordo com o conceito de manutenção do capital financeiro, por meio do qual o capital é definido em termos de unidades monetárias nominais, o lucro representa o aumento do capital monetário nominal ao longo do período. Assim, os aumentos nos preços de ativos mantidos ao longo do período, convencionalmente designados como ganhos de estocagem, são, conceitualmente, lucros. Entretanto, eles podem não ser reconhecidos como tais até que os ativos sejam realizados mediante transação de troca. Quando o conceito de manutenção do capital financeiro é definido em termos de unidades de poder aquisitivo constante, o lucro representa o aumento no poder de compra investido ao longo do período. Assim, somente a parcela do aumento nos preços dos ativos que exceder o aumento no nível geral de preços é considerada como lucro. O restante do aumento é tratado como Prof. Igor Cintra 43

44 ajuste para manutenção do capital e, consequentemente, como parte integrante do patrimônio líquido. Amigo(a), eu sei que não é fácil digerir tantos conceitos teóricos como estes, mas o pior (ou melhor, para você que está estudando!) é que as bancas pedem estes conceitos. Vejamos mais uma questão: 24. (FCC - Analista Judiciário ) Em conformidade com o estabelecido pela Resolução CFC n 1.121/08 o conceito financeiro de manutenção do capital, no qual o capital é definido em unidades monetárias nominais, o ganho por manutenção e/ou estocagem de ativos, no período, só podem ser reconhecidos como lucro a) no momento em que ocorrer variação do indexador definido pelo órgão regulador. b) de acordo com o regime de competência, independente da transferência para terceiros. c) ao final de cada período verificado pela variação de um indexador definido pela entidade. d) no momento em que estes ativos forem efetivamente vendidos a terceiros. e) ao final do período examinado, se ocorrer aumento no índice geral de preços. Vimos que de acordo com o conceito de manutenção do capital financeiro os aumentos nos preços de ativos mantidos ao longo do período, convencionalmente designados como ganhos de estocagem, são, conceitualmente, lucros. Entretanto, eles podem não ser reconhecidos como tais até que os ativos sejam realizados mediante transação de troca (venda). Gabarito: D 25. (FCC - Analista Judiciário 2009) De acordo com a estrutura conceitual contábil, considere: I. Todos os bens adquiridos pela empresa devem ser registrados no balanço patrimonial, nos grupos de ativos. Prof. Igor Cintra 44

45 II. As despesas devem ser reconhecidas no resultado da empresa, considerando-se a sua associação direta com a receita gerada. III. O conceito físico de manutenção de capital pressupõe a manutenção dos montantes financeiros dos ativos líquidos existentes no inicio do período e no final do período do Balanço Patrimonial. Está correto o que se afirma APENAS em a) I. b) I e II. c) I e III. d) II. e) III. I. Incorreta. Um ativo só deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que benefícios econômicos futuros dele provenientes fluirão para a entidade e seu custo ou valor puder ser mensurado com confiabilidade. II. Correta. As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado com base na associação direta entre elas e os correspondentes itens de receita. Esse processo, usualmente chamado de confrontação entre despesas e receitas (regime de competência), envolve o reconhecimento simultâneo ou combinado das receitas e despesas que resultem diretamente ou conjuntamente das mesmas transações ou outros eventos. III. Incorreta. Essa não tinha como errar, não é? O conceito de capital físico relaciona-se com a capacidade física. O conceito relacionado com montantes financeiros é o do capital financeiro. Gabarito: D 26. (FCC Agente Técnico Legislativo Assembleia Legislativa de São Paulo 2011) A empresa Correção S.A. tem a prática de dar garantia de um ano de seus produtos a seus clientes. A média de reclamações é de 2%, mas a empresa constitui provisão de 5% para atender ao princípio da prudência. O procedimento realizado pela empresa é Prof. Igor Cintra 45

46 a) adequado, pois apresenta a posição mais conservadora que a empresa pode adotar, resultando na menor situação econômico financeira que a empresa pode obter. b) inadequado, visto que reconhece uma provisão excessiva superavaliando o passivo e apresentando demonstrações contábeis não confiáveis, devido à falta de neutralidade. c) correto, visto que as estimativas e provisões são de responsabilidade do contabilista, que deve adotar o procedimento que melhor lhe resguarde, quando for questionado. d) permitido, desde que apresente uma posição econômico-financeira mais conservadora, com valores que conduzam a uma visão de valor inferior ao que efetivamente a empresa tenha. e) proibido, em decorrência de estar fundamentado na essência e não na forma, gerando uma subavaliação dos passivos. Perceba que a empresa constitui uma provisão acima da média de reclamações. Ou seja, excessiva em relação à expectativa de reclamações no futuro. Segundo o CPC, o segundo critério para reconhecimento de um item é que ele possua custo ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade. Em muitos casos, o custo ou valor precisa ser estimado; o uso de estimativas razoáveis é parte essencial da elaboração das demonstrações contábeis e não prejudica a sua confiabilidade. A informação é confiável quando ela é completa, neutra e livre de erro. Gabarito: B Para finalizar este tema vamos praticar os conceitos vistos com mais alguns exercícios. 27. (FUMARC - Técnico Judiciário - TJ-MG ) Os benefícios econômicos futuros de um ativo podem fluir para a entidade de diversas maneiras. Por exemplo, um ativo pode ser: I. usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de mercadorias e serviços a serem vendidos pela entidade; II. trocado por outros ativos; III. usado para liquidar um passivo; Prof. Igor Cintra 46

47 IV. distribuído aos proprietários da entidade. Marque a opção CORRETA: a) Estão corretos somente os itens I e III. b) Estão corretos somente os itens II e III. c) Estão corretos somente os itens III e IV. d) Estão corretos os itens I, II, III e IV Vimos que os benefícios econômicos futuros incorporados a um ativo podem fluir para a entidade de diversas maneiras. Por exemplo, o ativo pode ser: (a) usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de bens ou na prestação de serviços a serem vendidos pela entidade; (b) trocado por outros ativos; (c) usado para liquidar um passivo; ou (d) distribuído aos proprietários da entidade. Gabarito: D 28. (FCC Nossa Caixa 2011) Recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade. Segundo pronunciamento do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), cujo teor foi aprovado pela Resolução no 1.121/2008 do Conselho Federal de Contabilidade, e que versa sobre Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, esta é a definição de a) Passivo. b) Receitas. c) Despesas. d) Ativo. e) Patrimônio Líquido. Prof. Igor Cintra 47

48 Vimos que: (a) ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade; (b) passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos; (c) patrimônio líquido é o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos. Gabarito: D 29. (FCC Técnico Judiciário TJ-SE 2009) O procedimento contábil a ser adotado por uma entidade, quando a determinação de um valor a receber, decorrente de ação judicial, não apresenta condições da utilização de uma base confiável para mensuração do valor desse evento, é: a) estimar um custo provável para ação judicial e registrá-lo como ativo diferido. b) divulgar o fato nas notas explicativas ou em demonstrações suplementares. c) projetar um valor e registrar no patrimônio com Resultado de Exercícios Futuros. d) reconhecer o evento em conta de ajuste patrimonial no Patrimônio Líquido. e) estabelecer uma base para calcular uma provisão ativa e evidenciar o fato em demonstrações complementares Um item que se enquadre na definição de um elemento deve ser reconhecido se: (a) for provável que algum benefício econômico futuro associado ao item flua para a entidade ou flua da entidade; e (b) o item tiver custo ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade Prof. Igor Cintra 48

49 Vimos durante a aula que o segundo critério para reconhecimento de um item é que ele possua custo ou valor que possa ser mensurado com confiabilidade. Em muitos casos, o custo ou valor precisa ser estimado; o uso de estimativas razoáveis é parte essencial da elaboração das demonstrações contábeis e não prejudica a sua confiabilidade. Quando, entretanto, não puder ser feita estimativa razoável, o item não deve ser reconhecido no balanço patrimonial ou na demonstração do resultado. Por exemplo, o valor que se espera receber de uma ação judicial pode enquadrar-se nas definições tanto de ativo quanto de receita, assim como nos critérios probabilísticos exigidos para reconhecimento. Todavia, se não é possível mensurar com confiabilidade o montante que será recebido, ele não deve ser reconhecido como ativo ou receita. A existência da reclamação deve ser, entretanto, divulgada nas notas explicativas ou nos quadros suplementares. Gabarito: B Pessoal, agora quero falar de um ponto que é muito tranquilo e que você não pode de jeito nenhum errar em sua prova: os Princípios Contábeis. É um assunto muito fácil e que as bancas adoram. Confesso que nas últimas provas a FCC não cobrou questões de Princípios Contábeis, mas é melhor você se prevenir, não é? 2. PRINCÍPIOS CONTÁBEIS Os Princípios de Contabilidade representam a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, consoante o entendimento predominante nos universos científico e profissional de nosso País. Concernem, pois, à Contabilidade no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das entidades. A observância dos Princípios de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC). O artigo 1º da Resolução CFC nº 750/93, alterado pela Resolução CFC nº 1.282/10, diz que são Princípios de Contabilidade: Prudência; Registro Pelo Valor Original; Entidade; Continuidade; Oportunidade; Prof. Igor Cintra 49

50 Competência. DICA: Para decorar tais princípios lembre-se da palavra P R E C O C. Atenção! Antes da Resolução CFC nº 1.282/10 havia sete Princípios Contábeis, os seis mencionados acima adicionado do Princípio da Atualização Monetária, que foi rebaixado e não é mais um Princípio. Atualmente a Atualização Monetária está englobada pelo Princípio do Registro pelo Valor Original. Ou seja, a Atualização Monetária deve ser aplicada como variação do custo histórico para mensuração de componentes patrimoniais. Para você ter noção de como as bancas são maldosas, veja esta questão de 2011 da FGV no concurso de Auditor Fiscal da SEFAZ/RJ: 30. (FGV SEFAZ/RJ 2011) São princípios contábeis, de acordo com o Conselho Federal de Contabilidade (Resolução 750/93) (A) essência e forma e prudência. (B) reavaliação e competência. (C) oportunidade e atualização monetária. (D) continuidade e competência. (E) registro pelo valor original e reserva de ajuste de avaliação patrimonial. a) Incorreta. A Prudência é um Princípio Contábil. b) Incorreta. A Competência é um Princípio Contábil. c) Incorreta. Somente a Oportunidade é um Princípio Contábil. Veja a maldade da FGV ao colocar a Atualização Monetária nesta assertiva. O candidato desatualizado com certeza marcou esta alternativa e perdeu um ponto fácil. d) Correta. e) Incorreta. Somente o Registro pelo Valor Original é um Princípio Contábil. Gabarito: D Então vamos estudar cada Princípio. As definições são cópias fiéis dos artigos que tratam dos Princípios Contábeis na Resolução CFC nº 750/93. O Prof. Igor Cintra 50

51 conteúdo destes artigos é autoexplicativo e serão reforçados pela resolução de questões. 2.1 Princípio da Entidade O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômicocontábil. 2.2 Princípio da Continuidade O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância. 2.3 Princípio da Oportunidade O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância, por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. 2.4 Princípio do Registro pelo Valor Original Prof. Igor Cintra 51

52 O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional. As seguintes bases de mensuração devem ser utilizadas em graus distintos e combinadas, ao longo do tempo, de diferentes formas: I Custo histórico. Os ativos são registrados pelos valores pagos ou a serem pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos que são entregues para adquiri-los na data da aquisição. Os passivos são registrados pelos valores dos recursos que foram recebidos em troca da obrigação ou, em algumas circunstâncias, pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações; e II Variação do custo histórico. Uma vez integrado ao patrimônio, os componentes patrimoniais, ativos e passivos, podem sofrer variações decorrentes dos seguintes fatores: a) Custo corrente. Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis. Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis; b) Valor realizável. Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada. Os passivos são mantidos pelos valores em caixa e equivalentes de caixa, não descontados, que se espera seriam pagos para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações da Entidade; c) Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. Os passivos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade; d) Valor justo. É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras, dispostas a isso, em uma transação sem favorecimentos; e Prof. Igor Cintra 52

53 e) Atualização monetária. Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis mediante o ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. São resultantes da adoção da atualização monetária: I a moeda, embora aceita universalmente como medida de valor, não representa unidade constante em termos do poder aquisitivo; II para que a avaliação do patrimônio possa manter os valores das transações originais, é necessário atualizar sua expressão formal em moeda nacional, a fim de que permaneçam substantivamente corretos os valores dos componentes patrimoniais e, por consequência, o do Patrimônio Líquido; e III a atualização monetária não representa nova avaliação, mas tão somente o ajustamento dos valores originais para determinada data, mediante a aplicação de indexadores ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período. 2.5 Princípio da Competência O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. 2.6 Princípio da Prudência O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. O Princípio da Prudência pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza, no sentido de que ativos e receitas não sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam subestimados, atribuindo maior confiabilidade ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais. Veja nos quadros abaixo as palavras-chave de cada princípio, com exceção do Registro pelo Valor Original, que já é autoexplicativo. Prof. Igor Cintra 53

54 ENTIDADE Autonomia Patrimonial; Diferenciação de um Patrimônio particular. CONTINUIDADE Continuação da operação no Futuro. OPORTUNIDADE Informações íntegras e tempestivas. COMPETÊNCIA PRUDÊNCIA Reconhecimento nos períodos a que se referem; Independe de pagamento ou recebimento. Ativo: menor valor Passivo: maior valor Vamos dar uma olhada em um monte de questões sobre Princípios Contábeis? Você vai perceber que é um assunto muito simples e que, muito provavelmente, estará em sua prova! Prof. Igor Cintra 54

55 31. (FCC Técnico Judiciário TRF 2012) Refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e de suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta, independentemente das causas que as originaram. Essa é a descrição do princípio contábil da a) Prudência. b) Relevância. c) Entidade. d) Essência sobre a Forma. e) Oportunidade. Vimos que o Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. Falou em integridade e tempestividade lembre-se do Princípio da Oportunidade. Gabarito: E 32. (FCC Técnico Judiciário TRF 2012) O princípio fundamental de contabilidade que estabelece que o reconhecimento das receitas deva ocorrer simultaneamente com o das despesas a ela correlacionadas denomina-se princípio da a) Entidade. b) Oportunidade. c) Continuidade. d) Competência. e) Materialidade. O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. Prof. Igor Cintra 55

56 O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. Gabarito: D 33. (FCC Analista Judiciário TRE 2012) Segundo a Resolução no 750/1993, do Conselho Federal de Contabilidade, levando-se em consideração as modificações promovidas pela Resolução no 1.282/2010 do mesmo Conselho, o Princípio da Contabilidade que se refere ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas, é denominado Princípio a) do Registro pelo Valor Original. b) da Competência. c) da Prudência. d) da Oportunidade. e) da Entidade. Olha a FCC pedindo o conceito do Princípio da Oportunidade novamente! Falou em informações íntegras e tempestivas lembre-se do Princípio da Oportunidade. Gabarito: D 34. (FCC AFR - SEFAZ-SP 2013) O Princípio I. da Entidade estabelece que o patrimônio pertence à entidade e que não se confunde com o patrimônio dos seus sócios ou proprietários. II. da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio não precisam levar em conta esta circunstância. III. do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados Prof. Igor Cintra 56

57 pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional. IV. da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos em que ocorrem os respectivos recebimentos ou pagamentos. Está correto o que se afirma em a) I, II e III, apenas. b) II e IV, apenas. c) I, II e IV, apenas. d) I e III, apenas. e) I, II, III e IV. Vamos analisar as afirmativas. I. Correta. Conforme a Resolução CFC n 750/93, o Princípio da Entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. II. Incorreta. O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância. III. Correta. A afirmativa traz o conceito do Princípio do Registro pelo Valor Original exatamente como é tratado na Resolução CFC n 750/93. IV. Incorreta. A afirmativa trata do Regime de Caixa. Segundo o Princípio da Competência os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. Prof. Igor Cintra 57

58 Gabarito: D 35. (FCC Defensoria Pública Contador 2013) Em relação aos Princípios de Contabilidade, considere: I. Na aplicação dos Princípios de Contabilidade, há situações concretas em que os aspectos formais devem prevalecer sobre a essência das transações. II. O Princípio da competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. III. Os princípios do Registro pelo Valor Original, Atualização Monetária, Competência e Prudência são princípios de contabilidade. IV. O princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. De acordo com a Resolução CFC no 750/93 e alterações posteriores, está correto o que se afirma APENAS em a) II e IV. b) I e III. c) II, III e IV. d) I e IV. e) I e II. Vamos analisar as afirmativas. I. Incorreta. Segundo o 2º do artigo 1 da Resolução CFC n 750/93 Na aplicação dos Princípios de Contabilidade há situações concretas e a essência das transações deve prevalecer sobre seus aspectos formais. II. Correta. Perfeito! Já estamos cansados de saber que o Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. Prof. Igor Cintra 58

59 III. Incorreta. A Atualização Monetária deixou de ser um princípio! Foi rebaixada, lembram? IV. Correta. Perfeita afirmativa! Falou em Oportunidade lembre-se das palavras integridade e tempestividade. Gabarito: A 36. (FCC - Auditor do TCE-SP 2013) Em relação aos fatores que podem ocasionar variações nos componentes patrimoniais, ativos e passivos, após serem integrados ao Patrimônio, considere as afirmativas a seguir: I. Atualização Monetária: os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis por meio do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. II. Valor Justo: os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis. III. Custo Corrente: os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis. IV. Valor Presente: os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações de uma entidade. Está correto o que se afirma em a) I, II e III, apenas. b) II e III, apenas. c) I, III e IV, apenas. d) II e IV, apenas. e) I, II, III e IV. Prof. Igor Cintra 59

60 A resolução desta questão é simples se o candidato se lembrar da Resolução CFC 750/93, que dispõe sobre os Princípios de Contabilidade. As definições, que foram vistas na aula, são encontradas no art. 7 e serão reproduzidas abaixo: I. Correta. Atualização monetária. Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis mediante o ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. II. Incorreta. Valor justo. É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras, dispostas a isso, em uma transação sem favorecimentos. A alternativa tenta confundir o candidato trazendo a definição de Custo Corrente. III. Correta. Custo corrente. Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis. Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis. IV. Correta. Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. Os passivos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade. Gabarito: C 37. (FCC Auditor TCE-RO 2010) De acordo com o CPC 08 Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários, os custos de transação na emissão de debêntures devem ser apropriados ao resultado em função da fluência do prazo, o que ilustra a aplicação do princípio a) da competência. b) do registro pelo valor original. c) da entidade. Prof. Igor Cintra 60

61 d) da oportunidade. e) da prudência. Ainda não vimos nada acerca do CPC 08, mas dava para matar esta questão com bom senso, pois a apropriação dos custos de transação em função da fluência do prazo respeita o Princípio da Competência, que determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem. Além disso, o Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. Gabarito: A 38. (FCC Técnico Judiciário RTF 2010) O princípio contábil da oportunidade estabelece que a) o patrimônio da entidade não se confunde com o patrimônio dos sócios ou acionistas. b) as despesas e as receitas da entidade devem ser registradas no período em que forem incorridas e não no período em que ocorrer o desembolso ou o recebimento. c) os ativos devem ser avaliados pelo custo de aquisição ou pelo valor de mercado, dos dois o menor. d) deve-se adotar, havendo duas alternativas igualmente válidas para mensuração do passivo, a de maior valor na escrituração contábil. e) o registro da mutação patrimonial deve ser feito de imediato, de forma integral, e na extensão correta de seus elementos quantitativos e qualitativos. Vamos analisar as alternativas apresentadas. a) Incorreta. Refere-se ao Princípio da Entidade. b) Incorreta. Refere-se ao Princípio da Competência. c) Incorreta. Refere-se ao Princípio da Prudência. Prof. Igor Cintra 61

62 d) Incorreta. É a nossa resposta! Falou em informações íntegras e tempestivas (de imediato) lembre-se do Princípio da Oportunidade. e) Correta. Gabarito: E 39. (FCC ISS-SP 2007) Em relação ao princípio contábil da Competência, é correto afirmar que a) o reconhecimento de despesas deve ser efetuado quando houver o efetivo desembolso financeiro por parte da pessoa jurídica que efetuou o gasto. b) uma despesa é considerada incorrida quando há um surgimento de um ativo, sem o concomitante desaparecimento de um passivo. c) as perdas involuntárias de ativos por razões fortuitas ou por força maior não devem ser computadas na apuração do resultado do exercício, porque não estão correlacionadas com a realização de receitas. d) as receitas são consideradas realizadas, nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamento. e) a extinção, mesmo que parcial, de um passivo, sem o desaparecimento concomitante de um ativo, de valor igual ou maior, é considerada realização de receita. a) Incorreta. Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. b) Incorreta. Se há um surgimento de um ativo, sem o concomitante desaparecimento de um passivo, estamos falando de receita e não de despesa. É o caso do nascimento de um bezerro, por exemplo. c) Incorreta. Esta alternativa traz o conceito de perda, importante para a Contabilidade de Custos. Importante sabermos que perdas involuntárias são tratadas diretamente no resultado do período (exemplos: incêndio, roubo, inundação). Por sua vez, as perdas normais no processo de produção são tratadas como custo de produção do período (exemplo: perda de material por evaporação). Prof. Igor Cintra 62

63 d) Incorreta. Esta afirmativa traz o conceito do Regime de Caixa, onde as Receitas e Despesas são consideradas realizadas com o efetivo pagamento das transações, diferentemente do Regime de Competência, onde as Receitas e Despesas são reconhecidos de acordo com o período a que se referem. e) Correta. É o caso, por exemplo, de um perdão de uma dívida. Houve o desaparecimento de um passivo (obrigação) sem o desaparecimento de um ativo. Gabarito: E Vamos aproveitar e resolver alguns exercícios de outras bancas para complementar o estudo! 40. (FUNDATEC CAGE SEFAZ-RS 2014) Os princípios contábeis da competência e da confrontação das despesas (com as receitas) têm íntima relação A) com o registro contábil de destinação de parte do lucro líquido para as reservas de contingências. B) com a destinação de parte do lucro líquido para a formação de quaisquer reservas de lucros. C) com o registro contábil de quaisquer provisões. D) apenas com o registro contábil das provisões redutoras de contas do Ativo. E) com a contabilidade de custos pelo método de custeio ABC. O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. O reconhecimento de uma provisão tem estrita ligação com os princípios da Competência, da Oportunidade e da Prudência. Gabarito: C Prof. Igor Cintra 63

64 41. (FUNDATEC Contador CAGE-RS 2014) O Princípio Contábil da Prudência determina a adoção A) do maior valor para os componentes do Ativo e do maior para os do Passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. B) do menor valor para os componentes do Ativo e do menor para os do Passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. C) do maior valor para os componentes do Ativo e do menor para os do Passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. D) do menor valor para os componentes do Ativo e do menor para os do Passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. E) do menor valor para os componentes do Ativo e do maior para os do Passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. O Princípio da Prudência determina a adoção do menor valor para os componentes do ativo e do maior para os do passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. Gabarito: E 42. (ESAF Analista de Finanças e Controle STN 2013) O Princípio de Contabilidade, segundo as normas do Conselho Federal de Contabilidade, que pressupõe a simultaneidade no reconhecimento das despesas e receitas relativas a uma determinada venda de produto ou serviço, é o Princípio da a) Continuidade. b) Oportunidade. c) Atualização monetária. Prof. Igor Cintra 64

65 d) Competência. e) Prudência. O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. Gabarito: D 43. (ESAF Analista Técnico Administrativo Ministério da Fazenda 2013) O Conselho Federal de Contabilidade aprovou os princípios fundamentais de contabilidade dispostos na Resolução CFC 750/93. Segundo essas regras, o Princípio Fundamental de Contabilidade que reconhece o patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, é o princípio a) patrimonialista. b) da prudência. c) da entidade. d) do conservadorismo. e) da competência. O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não Prof. Igor Cintra 65

66 resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômicocontábil. Gabarito: C 44. (ESAF Contador Ministério da fazenda 2013) Quando, ao avaliar o estoque final de mercadorias, procuramos atender à recomendação custo ou mercado, o que for menor, estamos observando um princípio fundamental de contabilidade. Indique abaixo qual é esse princípio. a) Consistência. b) Objetividade. c) Oportunidade. d) Materialidade. e) Prudência. O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. Gabarito: E 45. (ESAF Contador Ministério do Turismo 2014) Assinale a opção correta. a) O Princípio da Prudência especifica que ante duas alternativas, igualmente válidas, para a quantificação da variação patrimonial, deverá ser adotado o maior valor para os bens e direitos e o menor valor para as obrigações ou exigibilidades. b) Segundo o Princípio Contábil da Competência, as despesas e receitas devem ser contabilizadas como tais, no momento de sua ocorrência, independentemente de seu pagamento. c) O Princípio Contábil da Prudência aconselha que se deve sempre contabilizar a previsão de possíveis Prejuízos e nunca a antecipação de possíveis Lucros. Prof. Igor Cintra 66

67 d) Segundo o Princípio Contábil da Competência, o reconhecimento da receita de uma venda a prazo deverá ocorrer apenas no momento do recebimento de seu valor. e) O Princípio Contábil da Prudência determina que, quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos outros princípios fundamentais de contabilidade, deverá ser escolhida a opção que menos diminui ou mais aumenta o valor do Patrimônio Líquido. Vamos analisar as alternativas. a) Incorreta. Houve inversão dos conceitos. A entidade deve adotar MENOR valor para o Ativo (bens e direitos) e MAIO valor para o Passivo (obrigações). b) Incorreta. O erro foi sutil, pois o Princípio da Competência determina que as receitas devam ser reconhecidas independentemente do recebimento ou e as despesas do seu pagamento. c) Correta. O Princípio da Prudência pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza, no sentido de que ativos e receitas não sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam subestimados, atribuindo maior confiabilidade ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais. d) Incorreta. Pelo contrário, o reconhecimento da receita de uma venda é realizado independente do recebimento. e) Incorreta. O Princípio da Prudência determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. Consequentemente, será adotada a opção que retorna num MENOR Patrimônio Líquido (maior diminui ou menos aumenta). Gabarito: B 46. (ESAF AFRFB 2009) A empresa Eletronics S.A. fabrica televisores de LCD de última geração. A garantia convencional é dada para três anos e a garantia oferecida é estendida para mais um ano Prof. Igor Cintra 67

68 mediante pagamento complementar. Como o custo é baixo, em 90% dos casos o cliente adquire. A empresa registra o valor da venda do televisor como receita de vendas e a garantia estendida como receita de serviços, no resultado. Pode-se afirmar que, nesse caso, não está sendo atendido o princípio: a) da continuidade. b) do custo como base do valor. c) da competência. d) da neutralidade. e) da entidade. Percebe-se que o registro das vendas está correto. No entanto, os serviços estão sendo contabilizado sem nem ao menos ter sido realizado por inteiro. Como é que a empresa poderia contabilizar uma Receita de Serviços que nem foi prestado? Veja o que diz o Princípio da Competência: O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. Ora, qual é o período da garantia estendida? É de um ano! Assim, o pagamento realizado em virtude dessa garantia deve ser contabilizado ao longo do período de vigência da garantia, mês a mês. Gabarito: C 47. (ESAF ISS-RJ 2010) Assinale abaixo a única opção que contém uma afirmativa verdadeira. a) Pelo princípio da continuidade, a entidade deverá existir durante o prazo estipulado no contrato social e terá seu Patrimônio contabilizado a Custo Histórico. b) Para obedecer o princípio contábil da prudência, quando houver duas ou mais hipóteses de realização possível de um item, deve ser utilizada aquela que representar um maior ativo ou um menor passivo. Prof. Igor Cintra 68

69 c) Segundo o princípio da competência, as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que, efetivamente, ocorrerem os recebimentos ou pagamentos respectivos. d) O princípio da oportunidade determina que os registros contábeis sejam feitos com tempestividade, no momento em que o fato ocorra, e com integralidade, pelo seu valor completo. e) Existe um princípio contábil chamado "Princípio da Atualização Monetária" que reconhece que a atualização monetária busca atualizar o valor de mercado e não o valor original; por isso, não se trata de uma "correção", mas apenas de uma "atualização" dos valores. a) Incorreta. O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância. Não há, portanto, a previsão que a entidade deverá existir durante o prazo estipulado no contrato social. Além disso, nem sempre o Patrimônio será contabilizado pelo custo histórico. Vimos na aula variações do custo histórico, como o custo corrente, valor realizável, valor presente, valor justo e a atualização monetária. b) Incorreta. Pelo contrário, não é? O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas. c) Incorreta. O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. d) Correta. Falou em Princípio da Oportunidade lembre-se de duas palavras: tempestividade e integridade. e) Incorreta. Atualmente a Atualização Monetária está englobada pelo Princípio do Registro pelo Valor Original. Ou seja, a Atualização Monetária deve ser aplicada como variação do custo histórico para mensuração de componentes patrimoniais, não sendo mais um Princípio Contábil. Gabarito: D Prof. Igor Cintra 69

70 48. (FGV Contador Assembleia Legislativa-MT 2013) A constituição do passivo circulante trabalhista referente ao 13º salário dos funcionários de uma empresa a partir do mês de janeiro, com base na folha de pagamento total de cada mês, atende diretamente aos princípios de contabilidade (A) da continuidade e da entidade. (B) da prudência e da competência. (C) da oportunidade e da tempestividade. (D) do registro pelo valor original e da continuidade. (E) da entidade e da oportunidade. O 13 salário, que é pago ao trabalhador ao final de cada ano, deve ser apropriado mensalmente (ou seja, a partir da janeiro do período) com a finalidade de atender o Princípio da Competência. Só para complementar o comentário, o CPC 25 Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes diz que os passivos derivados de apropriações por competência (accruals) são passivos a pagar por bens ou serviços fornecidos ou recebidos, mas que não tenham sido pagos, faturados ou formalmente acordados com o fornecedor, incluindo valores devidos a empregados (por exemplo, valores relacionados com pagamento de férias). Embora algumas vezes seja necessário estimar o valor ou prazo desses passivos, a incerteza é geralmente muito menor do que nas provisões. O CPC 25 exemplifica o caso de férias de empregados, mas podemos afirmar que a mesma regra é válida para o 13 salário. Desta forma, conclui-se que atualmente recomenda-se que sua contabilização no passivo seja realizada como uma conta a pagar e não como uma provisão. Afinal: Provisão é um passivo de prazo ou de valor incertos. Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos. Ademais, não há dúvida que o Princípio da Prudência também se relaciona com a apropriação mensal do 13 salário. Prof. Igor Cintra 70

71 Iremos estudar o CPC 25 em aula futura, não se preocupe! Gabarito: B 49. (FGV Analista Contabilidade MPE-MS 2012) Leia com atenção o texto a seguir. O principio da pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza, no sentido de que ativos e não sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam subestimados, atribuindo maior confiabilidade ao processo de e apresentação dos componentes patrimoniais. Assinale a alternativa que indica os termos que completam corretamente as lacunas. (A) oportunidade, contas, otimização. (B) entidade, valores, avaliação. (C) prudência, receitas, mensuração. (D) confiabilidade, intangíveis, organização. (E) competência, capitais, mensuração. O princípio que pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza é o da Prudência, no sentido de que ativos e receitas não sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam subestimados, atribuindo maior confiabilidade ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais. Gabarito: C Pessoal, por hoje é só! Espero que tenham gostado da aula! Aos alunos mais inexperientes eu gostaria de garantir que na próxima aula irei explicar conceitos básicos de contabilidade, a fim de nivelar o nível com os demais alunos. Um grande abraço e até a próxima! Prof. Igor Cintra 71

72 LISTA DE QUESTÕES 01. (FCC - Auditor Fiscal Tributário Municipal São Paulo 2012) Sobre a Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-financeiro, considere: I. As autoridades tributárias podem determinar exigências específicas para atender a seus próprios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro de propósito geral. II. A avaliação da administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida e quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas é uma das necessidades comuns da maioria dos usuários dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral. III. O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindicações da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos são produzidos. IV. Comparabilidade é a característica qualitativa que define o uso dos mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período entre entidades. Está correto o que se afirma APENAS em a) II, III e IV. b) I e II. c) II e III. d) III e IV. e) I, II e III. 02. (CESPE - Analista Judiciário - TRE RJ - Contabilidade ) O Conselho Federal de Contabilidade e o Comitê de Pronunciamentos Contábeis são responsáveis pela elaboração das normas contábeis comumente aceitas. Sobre essas normas, julgue o item que se segue. Prof. Igor Cintra 72

73 A estrutura conceitual estabelecida pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis não constitui uma norma propriamente dita nem define normas ou procedimentos de qualquer espécie. 03. (CESGRANRIO - BNDES - Contabilidade ) Permitir a cada grupo principal de usuários a avaliação da situação econômica e financeira da entidade, num sentido estático, bem como fazer inferências sobre suas tendências futuras. Segundo a Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade, o texto acima se refere à(ao) a) convenção da objetividade b) essência sobre a forma c) teoria da Contabilidade d) postulado da entidade e) objetivo principal da contabilidade 04. (CESPE - Polícia Federal ) Julgue o item seguinte, de acordo com os princípios de contabilidade e as normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). O relatório contábil-financeiro de propósito geral não atende a todas as informações de que os investidores, os credores por empréstimos e outros credores, existentes e em potencial, necessitam, nem mesmo é elaborado no sentido de apurar o valor da entidade que reporta a informação. 05. (UEPA SEFAZ-PA - AFRE ) De acordo com os fundamentos previstos na Resolução CFC 1.374/11, que estabelece a estrutura conceitual básica da contabilidade, assinale as proposições abaixo em Verdadeiro ou Falso, e em seguida, indique a opção que contem a sequencia correta. ( ) As informações contidas nos relatórios contábil-financeiros se destinam primariamente aos seguintes usuários externos: investidores, financiadores e outros credores, respeitando essa hierarquia de prioridade. Prof. Igor Cintra 73

74 ( ) O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindicações da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos são produzidos, ainda que os recebimentos e pagamentos em caixa derivados ocorram em períodos distintos. ( ) Relatórios contábil-financeiro de propósito geral não são elaborados para se chegar ao valor da entidade que reporta a informação; a rigor, fornecem informação para auxiliar investidores, credores por empréstimo e outros credores, existentes e em potencial, a estimarem o valor da entidade que reporta a informação. ( ) Usuários primários individuais têm diferentes, e possivelmente conflitantes desejos e necessidades de informação, por isso o Conselho Federal de Contabilidade, ao levar à frente o processo de produção de suas normas, irá procurar proporcionar um conjunto de informações que atenda às necessidades do número máximo de usuários primários. Contudo, a concentração em necessidades comuns de informação não impede que a entidade que reporta a informação preste informações adicionais que sejam mais úteis a um subconjunto particular de usuários primários. A sequência correta é: a) F, F, V, F b) F, V, F, V c) F, V, V, V d) V, F, F, V e) V, V, F, F 06. (FEMPERJ - ACE TCE-RJ - Controle Externo ) De acordo com as práticas contábeis em vigor, as demonstrações contábeis são mais comumente elaboradas segundo modelo baseado no custo histórico recuperável e no conceito da manutenção do capital financeiro nominal. Sabendo-se disso, pode-se afirmar que: a) os relatórios contábil-financeiros de propósito geral não são elaborados para se chegar ao valor econômico da entidade que reporta a informação; b) os relatórios contábil-financeiros de propósito geral são baseados em descrições ou estimativas para se chegar ao valor de mercado da entidade que reporta a informação; Prof. Igor Cintra 74

75 c) o objetivo dos relatórios contábil-financeiros de propósito geral é fornecer informações contábil-financeiras para se chegar ao valor de mercado da entidade que reporta a informação; d) os relatórios contábil-financeiros são baseados em descrições ou retratos exatos para se chegar ao valor de mercado da entidade que reporta a informação; e) os relatórios contábil-financeiros são baseados em estimativas, julgamentos e modelos para se chegar ao valor de mercado da entidade que reporta a informação. 07. (CETRO ISS-SP 2014) As características qualitativas Fundamentais das Demonstrações Contábeis estão descritas na NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL, aprovada pela Resolução CFC nº 1.374/2011. Essas características referem-se aos atributos que tornam as demonstrações contábeis úteis para os usuários. Com base nisso, leia o trecho abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna. A refere-se à informação capaz de fazer diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários. A informação pode ser capaz de fazer diferença em uma decisão mesmo no caso de alguns usuários decidirem não levá-la em consideração, ou já tiverem tomado ciência de sua existência por outras fontes. (A) Compreensibilidade (B) Relevância (C) Materialidade (D) Representação Fidedigna (E) Continuidade 08. (CESPE - Tribunal de Contas da União ) De acordo com o pronunciamento conceitual básico (R1), elaborado pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, julgue o item a seguir. A característica qualitativa da comparabilidade é obtida quando são usados os mesmos métodos para os mesmos itens, pressupondo-se que as características qualitativas de melhoria tenham sido satisfeitas. Prof. Igor Cintra 75

76 09. (ESAF AFRFB 2012) Entre as características qualitativas de melhoria, a comparabilidade está entre as que os analistas de demonstrações contábeis mais buscam. Dessa forma, pode-se definir pela estrutura conceitual contábil que comparabilidade é a característica que: a) permite que os usuários identifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles nas Demonstrações Contábeis. b) utiliza os mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período entre entidades. c) considera a uniformidade na aplicação dos procedimentos e normas contábeis, onde, para se obter a comparabilidade, as entidades precisam adotar os mesmos métodos de apuração e cálculo. d) garante que usuários diferentes concluam de forma completa e igual, quanto à condição econômica e financeira da empresa, sendo levados a um completo acordo. e) estabelece procedimentos para a padronização dos métodos e processos aplicados em demonstrações contábeis de mesmo segmento. 10. (CESPE TER-MS - Contabilidade ) De acordo com o pronunciamento conceitual básico (R1), do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, as características qualitativas fundamentais da informação contábil-financeira útil são a) confiabilidade e representação fidedigna. b) confiabilidade e tempestividade. c) relevância e confiabilidade. d) relevância e representação fidedigna. e) comparabilidade e confiabilidade. 11. (FGV Analista CONDER 2013) Para melhor atender aos diversos tipos de usuários e suas necessidades, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis emitiu o pronunciamento conceitual Prof. Igor Cintra 76

77 básico com a estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatório contábil financeiro, que menciona como características qualitativas fundamentais da informação contábil: (A) Entidade e continuidade. (B) Relevância e representação fidedigna. (C) Comparabilidade e compreensibilidade. (D) Tempestividade e verificabilidade. (E) Materialidade e utilidade. 12. (FGV Contador Assembleia Legislativa-MT 2013) Segundo o pronunciamento conceitual básico que trata da estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro, as características qualitativas de melhoria são (A) a comparabilidade e a compreensibilidade. (B) a verificabilidade e a utilidade. (C) a tempestividade e a entidade. (D) a continuidade e a oportunidade. (E) a competência e a prudência. 13. (FUNDATEC CAGE SEFAZ-RS 2011) As características qualitativas fundamentais da informação contábil são relevância e representação fidedigna. Com relação à relevância, é correto afirmar que: A) Um retrato da realidade econômica livre de erros não significa algo perfeitamente exato em todos os aspectos. B) Um retrato da realidade econômica livre de erros significa que não há erros ou omissões no fenômeno retratado, e que o processo utilizado para produzir a informação reportada, foi selecionado e aplicado livre de erros. C) A informação pode ser capaz de fazer a diferença em uma decisão, mesmo que alguns usuários tenham decidido não a levar em consideração ou já tenham tomado ciência de sua existência por outras fontes. Prof. Igor Cintra 77

78 D) A informação deve ser completa, neutra e livre de erro. E) O retrato da realidade econômica completo deve incluir toda a informação necessária para que o usuário compreenda o fenômeno sendo retratado, incluindo todas as descrições e explicações necessárias. 14. (FCC Agente Técnico Legislativo Assembleia Legislativa de São Paulo 2010) Para determinação de um ativo é necessário avaliar a capacidade que este bem ou direito tem na geração de benefícios econômicos futuros. Desta forma, não se deve considerar para determinação de um ativo se ele a) é usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de mercadorias e serviços a serem vendidos pela entidade. b) pode ser trocado por outros ativos. c) pode ser usado para liquidar um passivo. d) pode ser distribuído aos proprietários da empresa. e) tem substância física e pode ser negociado. 15. (FGV Contador Assembleia Legislativa-MT 2013) Com base no pronunciamento conceitual básico, analise as afirmativas a seguir. I. Os benefícios econômicos futuros incorporados a um ativo podem fluir para a entidade de diversas maneiras. Por exemplo se, entre outras possibilidades, o ativo for usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de bens, ou na prestação de serviços a serem vendidos pela entidade; (b) trocado por outros ativos; (c) usado para liquidar um passivo; ou (d) distribuído aos proprietários da entidade. II. Muitos ativos, como os itens do imobilizado, têm forma física, que não é essencial para a existência de ativo. As patentes e os direitos autorais são considerados ativos, caso deles sejam esperados que benefícios econômicos futuros que fluam para a entidade e caso eles sejam por ela controlados. III. Deve-se fazer uma distinção entre obrigação presente e compromisso futuro. A decisão da administração de uma entidade para adquirir ativos no futuro dá origem a uma obrigação presente. Prof. Igor Cintra 78

79 A obrigação normalmente surge somente quando um ativo é entregue ou a entidade ingressa em acordo irrevogável para adquirir o ativo. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. 16. (ESAF Inspetor CVM 2010) Aponte abaixo a opção que contém uma assertiva incorreta. a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade. b) Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos para a entidade. c) Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os resultados. d) Muitos ativos têm uma substância física. Entretanto, substância física não é essencial à existência de um ativo. e) Muitos ativos estão ligados a direitos legais, inclusive a direito de propriedade. Ao determinar a existência de um ativo, entretanto, o direito de propriedade não é essencial. 17. (FCC - TRF - Contadoria ) De acordo com o disposto na Estrutura Conceitual da Contabilidade atualmente vigente em nosso país, a) um recurso, para ser contabilizado como ativo, precisa obrigatoriamente ser de propriedade formal da entidade. Prof. Igor Cintra 79

80 b) uma obrigação futura e que não é resultado de eventos passados pode ser contabilizada como um passivo da entidade. c) as receitas são aumentos de ativos ou diminuições de passivos que tem como consequência aumentos do patrimônio líquido, resultantes de transações da entidade com seus sócios ou acionistas. d) o valor do patrimônio líquido de uma entidade com fins lucrativos não pode ser menor que zero. e) toda despesa implica uma diminuição do patrimônio líquido, mas nem toda diminuição do patrimônio líquido resulta de uma despesa. 18. (VUNESP - Contador Judiciário ) O balanço patrimonial tem por finalidade apresentar a posição financeira e patrimonial de uma empresa em uma determinada data, representando, portanto, uma posição estática. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que as registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da empresa. Nesse sentido, o ativo a) compreende os recursos controlados por uma entidade e dos quais se esperam benefícios econômicos futuros. b) agrupa os bens e os ativos da empresa e dos sócios, dos quais se têm benefícios econômicos. c) representa a contrapartida das receitas geradas pela Empresa. d) compreende os recursos controlados por uma entidade e pelos sócios e dos quais se obtêm benefícios econômicos. e) representa a diferença entre passivo e patrimônio líquido, ou seja, o valor líquido da empresa. 19. (CESPE - TRE MS - Contabilidade ) Assinale a opção correta de acordo com o pronunciamento conceitual básico (R1) do Comitê de Pronunciamentos Contábeis. a) Um passivo é uma obrigação passada, cuja liquidação resultará na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios. Prof. Igor Cintra 80

81 b) O objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral é fornecer informações contábil-financeiras úteis aos investidores e credores. c) Os relatórios contábil-financeiros de propósito geral devem ser elaborados para se chegar ao valor da entidade que reporta a informação. d) O valor do patrimônio líquido deve corresponder à soma do valor de mercado das ações da entidade. e) Os relatórios contábil-financeiros de propósito geral devem atender todas as informações de que os usuários possam necessitar. 20. (FCC - Analista Judiciário 2009) A identificação de um gasto efetuado que NÃO produza benefícios econômicos futuros é reconhecido nas demonstrações de uma entidade como a) ganho. b) despesa. c) custo. d) receita. e) ativo 21. (FCC Auditor TCE-SP 2013) Custo Corrente: os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis. 22. (FCC Auditor TCE-SP 2013) Valor Presente: os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações de uma entidade. 23. (FGV Analista Contabilidade MPE-MS 2012) Relacione os fatores das variações dos componentes patrimoniais apresentados à direita, com suas respectivas definições. 1. Custo corrente ( ) É o valor pelo qual um ativo pode ser Prof. Igor Cintra 81

82 2. Valor realizável ( ) 3. Valor presente ( ) 4. Valor justo ( ) trocado entre partes conhecedoras, dispostas a isso, em uma transação sem favorecimentos. Os ativos são descontados do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada. Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis. Assinale a alternativa que mostra a relação correta, de cima para baixo. (A) 1, 3, 2 e 4. (B) 1, 4, 2 e 3. (C) 4, 2, 3 e 1. (D) 2, 4, 3 e 1. (E) 4, 3, 2 e (FCC - Analista Judiciário ) Em conformidade com o estabelecido pela Resolução CFC n 1.121/08 o conceito financeiro de manutenção do capital, no qual o capital é definido em unidades monetárias nominais, o ganho por manutenção e/ou estocagem de ativos, no período, só podem ser reconhecidos como lucro a) no momento em que ocorrer variação do indexador definido pelo órgão regulador. b) de acordo com o regime de competência, independente da transferência para terceiros. c) ao final de cada período verificado pela variação de um indexador definido pela entidade. Prof. Igor Cintra 82

83 d) no momento em que estes ativos forem efetivamente vendidos a terceiros. e) ao final do período examinado, se ocorrer aumento no índice geral de preços. 25. (FCC - Analista Judiciário 2009) De acordo com a estrutura conceitual contábil, considere: I. Todos os bens adquiridos pela empresa devem ser registrados no balanço patrimonial, nos grupos de ativos. II. As despesas devem ser reconhecidas no resultado da empresa, considerando-se a sua associação direta com a receita gerada. III. O conceito físico de manutenção de capital pressupõe a manutenção dos montantes financeiros dos ativos líquidos existentes no inicio do período e no final do período do Balanço Patrimonial. Está correto o que se afirma APENAS em a) I. b) I e II. c) I e III. d) II. e) III. 26. (FCC Agente Técnico Legislativo Assembleia Legislativa de São Paulo 2011) A empresa Correção S.A. tem a prática de dar garantia de um ano de seus produtos a seus clientes. A média de reclamações é de 2%, mas a empresa constitui provisão de 5% para atender ao princípio da prudência. O procedimento realizado pela empresa é a) adequado, pois apresenta a posição mais conservadora que a empresa pode adotar, resultando na menor situação econômico financeira que a empresa pode obter. b) inadequado, visto que reconhece uma provisão excessiva superavaliando o passivo e apresentando demonstrações contábeis não confiáveis, devido à falta de neutralidade. Prof. Igor Cintra 83

84 c) correto, visto que as estimativas e provisões são de responsabilidade do contabilista, que deve adotar o procedimento que melhor lhe resguarde, quando for questionado. d) permitido, desde que apresente uma posição econômico-financeira mais conservadora, com valores que conduzam a uma visão de valor inferior ao que efetivamente a empresa tenha. e) proibido, em decorrência de estar fundamentado na essência e não na forma, gerando uma subavaliação dos passivos. 27. (FUMARC - Técnico Judiciário - TJ-MG ) Os benefícios econômicos futuros de um ativo podem fluir para a entidade de diversas maneiras. Por exemplo, um ativo pode ser: I. usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de mercadorias e serviços a serem vendidos pela entidade; II. trocado por outros ativos; III. usado para liquidar um passivo; IV. distribuído aos proprietários da entidade. Marque a opção CORRETA: a) Estão corretos somente os itens I e III. b) Estão corretos somente os itens II e III. c) Estão corretos somente os itens III e IV. d) Estão corretos os itens I, II, III e IV 28. (FCC Nossa Caixa 2011) Recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade. Segundo pronunciamento do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), cujo teor foi aprovado pela Resolução no 1.121/2008 do Conselho Federal de Contabilidade, e que versa sobre Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, esta é a definição de a) Passivo. Prof. Igor Cintra 84

85 b) Receitas. c) Despesas. d) Ativo. e) Patrimônio Líquido. 29. (FCC Técnico Judiciário TJ-SE 2009) O procedimento contábil a ser adotado por uma entidade, quando a determinação de um valor a receber, decorrente de ação judicial, não apresenta condições da utilização de uma base confiável para mensuração do valor desse evento, é: a) estimar um custo provável para ação judicial e registrá-lo como ativo diferido. b) divulgar o fato nas notas explicativas ou em demonstrações suplementares. c) projetar um valor e registrar no patrimônio com Resultado de Exercícios Futuros. d) reconhecer o evento em conta de ajuste patrimonial no Patrimônio Líquido. e) estabelecer uma base para calcular uma provisão ativa e evidenciar o fato em demonstrações complementares 30. (FGV SEFAZ/RJ 2011) São princípios contábeis, de acordo com o Conselho Federal de Contabilidade (Resolução 750/93) (A) essência e forma e prudência. (B) reavaliação e competência. (C) oportunidade e atualização monetária. (D) continuidade e competência. (E) registro pelo valor original e reserva de ajuste de avaliação patrimonial. 31. (FCC Técnico Judiciário TRF 2012) Refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e de suas mutações, determinando que este seja feito de Prof. Igor Cintra 85

86 imediato e com a extensão correta, independentemente das causas que as originaram. Essa é a descrição do princípio contábil da a) Prudência. b) Relevância. c) Entidade. d) Essência sobre a Forma. e) Oportunidade. 32. (FCC Técnico Judiciário TRF 2012) O princípio fundamental de contabilidade que estabelece que o reconhecimento das receitas deva ocorrer simultaneamente com o das despesas a ela correlacionadas denomina-se princípio da a) Entidade. b) Oportunidade. c) Continuidade. d) Competência. e) Materialidade. 33. (FCC Analista Judiciário TRE 2012) Segundo a Resolução no 750/1993, do Conselho Federal de Contabilidade, levando-se em consideração as modificações promovidas pela Resolução no 1.282/2010 do mesmo Conselho, o Princípio da Contabilidade que se refere ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas, é denominado Princípio a) do Registro pelo Valor Original. b) da Competência. c) da Prudência. d) da Oportunidade. e) da Entidade. Prof. Igor Cintra 86

87 34. (FCC AFR - SEFAZ-SP 2013) O Princípio I. da Entidade estabelece que o patrimônio pertence à entidade e que não se confunde com o patrimônio dos seus sócios ou proprietários. II. da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio não precisam levar em conta esta circunstância. III. do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional. IV. da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos em que ocorrem os respectivos recebimentos ou pagamentos. Está correto o que se afirma em a) I, II e III, apenas. b) II e IV, apenas. c) I, II e IV, apenas. d) I e III, apenas. e) I, II, III e IV. 35. (FCC Defensoria Pública Contador 2013) Em relação aos Princípios de Contabilidade, considere: I. Na aplicação dos Princípios de Contabilidade, há situações concretas em que os aspectos formais devem prevalecer sobre a essência das transações. II. O Princípio da competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. Prof. Igor Cintra 87

88 III. Os princípios do Registro pelo Valor Original, Atualização Monetária, Competência e Prudência são princípios de contabilidade. IV. O princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. De acordo com a Resolução CFC no 750/93 e alterações posteriores, está correto o que se afirma APENAS em a) II e IV. b) I e III. c) II, III e IV. d) I e IV. e) I e II. 36. (FCC - Auditor do TCE-SP 2013) Em relação aos fatores que podem ocasionar variações nos componentes patrimoniais, ativos e passivos, após serem integrados ao Patrimônio, considere as afirmativas a seguir: I. Atualização Monetária: os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis por meio do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. II. Valor Justo: os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis. III. Custo Corrente: os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis. IV. Valor Presente: os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações de uma entidade. Prof. Igor Cintra 88

89 Está correto o que se afirma em a) I, II e III, apenas. b) II e III, apenas. c) I, III e IV, apenas. d) II e IV, apenas. e) I, II, III e IV. 37. (FCC Auditor TCE-RO 2010) De acordo com o CPC 08 Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários, os custos de transação na emissão de debêntures devem ser apropriados ao resultado em função da fluência do prazo, o que ilustra a aplicação do princípio a) da competência. b) do registro pelo valor original. c) da entidade. d) da oportunidade. e) da prudência. 38. (FCC Técnico Judiciário RTF 2010) O princípio contábil da oportunidade estabelece que a) o patrimônio da entidade não se confunde com o patrimônio dos sócios ou acionistas. b) as despesas e as receitas da entidade devem ser registradas no período em que forem incorridas e não no período em que ocorrer o desembolso ou o recebimento. c) os ativos devem ser avaliados pelo custo de aquisição ou pelo valor de mercado, dos dois o menor. d) deve-se adotar, havendo duas alternativas igualmente válidas para mensuração do passivo, a de maior valor na escrituração contábil. Prof. Igor Cintra 89

90 e) o registro da mutação patrimonial deve ser feito de imediato, de forma integral, e na extensão correta de seus elementos quantitativos e qualitativos. 39. (FCC ISS-SP 2007) Em relação ao princípio contábil da Competência, é correto afirmar que a) o reconhecimento de despesas deve ser efetuado quando houver o efetivo desembolso financeiro por parte da pessoa jurídica que efetuou o gasto. b) uma despesa é considerada incorrida quando há um surgimento de um ativo, sem o concomitante desaparecimento de um passivo. c) as perdas involuntárias de ativos por razões fortuitas ou por força maior não devem ser computadas na apuração do resultado do exercício, porque não estão correlacionadas com a realização de receitas. d) as receitas são consideradas realizadas, nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamento. e) a extinção, mesmo que parcial, de um passivo, sem o desaparecimento concomitante de um ativo, de valor igual ou maior, é considerada realização de receita. 40. (FUNDATEC CAGE SEFAZ-RS 2014) Os princípios contábeis da competência e da confrontação das despesas (com as receitas) têm íntima relação A) com o registro contábil de destinação de parte do lucro líquido para as reservas de contingências. B) com a destinação de parte do lucro líquido para a formação de quaisquer reservas de lucros. C) com o registro contábil de quaisquer provisões. D) apenas com o registro contábil das provisões redutoras de contas do Ativo. E) com a contabilidade de custos pelo método de custeio ABC. Prof. Igor Cintra 90

91 41. (FUNDATEC Contador CAGE-RS 2014) O Princípio Contábil da Prudência determina a adoção A) do maior valor para os componentes do Ativo e do maior para os do Passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. B) do menor valor para os componentes do Ativo e do menor para os do Passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. C) do maior valor para os componentes do Ativo e do menor para os do Passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. D) do menor valor para os componentes do Ativo e do menor para os do Passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. E) do menor valor para os componentes do Ativo e do maior para os do Passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. 42. (ESAF Analista de Finanças e Controle STN 2013) O Princípio de Contabilidade, segundo as normas do Conselho Federal de Contabilidade, que pressupõe a simultaneidade no reconhecimento das despesas e receitas relativas a uma determinada venda de produto ou serviço, é o Princípio da a) Continuidade. b) Oportunidade. c) Atualização monetária. d) Competência. e) Prudência. 43. (ESAF Analista Técnico Administrativo Ministério da Fazenda 2013) O Conselho Federal de Contabilidade aprovou os princípios fundamentais de contabilidade dispostos na Resolução CFC 750/93. Segundo essas regras, o Princípio Fundamental de Contabilidade que Prof. Igor Cintra 91

92 reconhece o patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, é o princípio a) patrimonialista. b) da prudência. c) da entidade. d) do conservadorismo. e) da competência. 44. (ESAF Contador Ministério da fazenda 2013) Quando, ao avaliar o estoque final de mercadorias, procuramos atender à recomendação custo ou mercado, o que for menor, estamos observando um princípio fundamental de contabilidade. Indique abaixo qual é esse princípio. a) Consistência. b) Objetividade. c) Oportunidade. d) Materialidade. e) Prudência. 45. (ESAF Contador Ministério do Turismo 2014) Assinale a opção correta. a) O Princípio da Prudência especifica que ante duas alternativas, igualmente válidas, para a quantificação da variação patrimonial, deverá ser adotado o maior valor para os bens e direitos e o menor valor para as obrigações ou exigibilidades. b) Segundo o Princípio Contábil da Competência, as despesas e receitas devem ser contabilizadas como tais, no momento de sua ocorrência, independentemente de seu pagamento. c) O Princípio Contábil da Prudência aconselha que se deve sempre contabilizar a previsão de possíveis Prejuízos e nunca a antecipação de possíveis Lucros. Prof. Igor Cintra 92

93 d) Segundo o Princípio Contábil da Competência, o reconhecimento da receita de uma venda a prazo deverá ocorrer apenas no momento do recebimento de seu valor. e) O Princípio Contábil da Prudência determina que, quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos outros princípios fundamentais de contabilidade, deverá ser escolhida a opção que menos diminui ou mais aumenta o valor do Patrimônio Líquido. 46. (ESAF AFRFB 2009) A empresa Eletronics S.A. fabrica televisores de LCD de última geração. A garantia convencional é dada para três anos e a garantia oferecida é estendida para mais um ano mediante pagamento complementar. Como o custo é baixo, em 90% dos casos o cliente adquire. A empresa registra o valor da venda do televisor como receita de vendas e a garantia estendida como receita de serviços, no resultado. Pode-se afirmar que, nesse caso, não está sendo atendido o princípio: a) da continuidade. b) do custo como base do valor. c) da competência. d) da neutralidade. e) da entidade. 47. (ESAF ISS-RJ 2010) Assinale abaixo a única opção que contém uma afirmativa verdadeira. a) Pelo princípio da continuidade, a entidade deverá existir durante o prazo estipulado no contrato social e terá seu Patrimônio contabilizado a Custo Histórico. b) Para obedecer o princípio contábil da prudência, quando houver duas ou mais hipóteses de realização possível de um item, deve ser utilizada aquela que representar um maior ativo ou um menor passivo. c) Segundo o princípio da competência, as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que, efetivamente, ocorrerem os recebimentos ou pagamentos respectivos. Prof. Igor Cintra 93

94 d) O princípio da oportunidade determina que os registros contábeis sejam feitos com tempestividade, no momento em que o fato ocorra, e com integralidade, pelo seu valor completo. e) Existe um princípio contábil chamado "Princípio da Atualização Monetária" que reconhece que a atualização monetária busca atualizar o valor de mercado e não o valor original; por isso, não se trata de uma "correção", mas apenas de uma "atualização" dos valores. 48. (FGV Contador Assembleia Legislativa-MT 2013) A constituição do passivo circulante trabalhista referente ao 13º salário dos funcionários de uma empresa a partir do mês de janeiro, com base na folha de pagamento total de cada mês, atende diretamente aos princípios de contabilidade (A) da continuidade e da entidade. (B) da prudência e da competência. (C) da oportunidade e da tempestividade. (D) do registro pelo valor original e da continuidade. (E) da entidade e da oportunidade. 49. (FGV Analista Contabilidade MPE-MS 2012) Leia com atenção o texto a seguir. O principio da pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza, no sentido de que ativos e não sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam subestimados, atribuindo maior confiabilidade ao processo de e apresentação dos componentes patrimoniais. Assinale a alternativa que indica os termos que completam corretamente as lacunas. (A) oportunidade, contas, otimização. (B) entidade, valores, avaliação. (C) prudência, receitas, mensuração. Prof. Igor Cintra 94

95 (D) confiabilidade, intangíveis, organização. (E) competência, capitais, mensuração. GABARITO 01 C 06 A 11 B 16 C 21 C 26 B 31 E 36 C 41 E 46 C 02 C 07 B 12 A 17 E 22 C 27 D 32 D 37 A 42 D 47 D 03 E 08 E 13 C 18 A 23 E 28 D 33 D 38 E 43 C 48 B 04 C 09 A 14 E 19 B 24 D 29 B 34 D 39 E 44 E 49 C 05 C 10 D 15 B 20 B 25 D 30 D 35 A 40 C 45 B Prof. Igor Cintra 95

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