Faculdade de Tecnologia e Ciências
|
|
|
- Laura Antas Delgado
- 7 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Faculdade de Tecnologia e Ciências Curso: Engenharia de Telecomunicações Disciplina: Comunicações Ópticas Carga Horária: 60 horas Professor: Clovis Almeida
2 Faculdade de Tecnologia e Ciências Regras do Jogo: Aulas expositivas em quadro, Power Point, ou transparências : Entregar material em meio eletrônico ou via Internet; Foco no Conteúdo programático (evitar desvios); Reposição de aulas aos sábados (à tarde); Exercícios de Revisão. Avaliação : Assiduidade, Pontualidade e Participação; Trabalhos (Opcionais); Testes surpresa; Provas Individuais.
3 Faculdade de Tecnologia e Ciências Conteúdo Programático (referência) Primeira parte 30 aulas Elementos de comunicações ópticas Segunda parte 18 aulas Redes de comunicações ópticas Terceira parte 12 aulas Projeto de enlace óptico
4 Faculdade de Tecnologia e Ciências Primeira parte 30 aulas Elementos de comunicações ópticas
5 Histórico das Comunicações Ópticas 600 AC Sistema de comunicação visual através de sinais de fogo e estações (humanas) repetidoras; 1870 O fenômeno de guiamento de luz através de múltiplas reflexões; 1880 Invenção do Photophone por Alexander Graham Bell; 1930 As primeiras experiências de transmissão de luz em fibra de sílica; 1951 Transmissão de imagens na área de medicina através de feixes de fibras a curta distância (alguns metros); 1958 O protótipo de Fibra óptica; Invenção do Laser; Fibra com atenuação de 2.000dB/Km; Fibra com atenuação 20dB/Km
6 A experiência de Tyndall Fonte de Luz Água Luz Refletida Jato D Água Em 1870, o físico inglês John Tyndall realizou uma experiência na qual constatou que a luz poderia ser guiada, demonstrando, assim, o fenômeno da Reflexão Total.
7 O fotofone de Graham Bell Em 1880, Alexander Graham Bell (aquele que inventou o telefone) desenvolveu um aparelho que ele próprio chamou de fotofone, transmitindo sinal de voz a uma distância de 200 metros. Espelhos refletiam a luz solar sobre um diafragma acoplado a uma cápsula telefônica transmissora. No lado oposto havia um resistor de selênio conectado a um espelho parabólico e a uma bateria conectada a uma cápsula telefônica receptora. À proporção que o diafragma vibrava pela pressão do ar expelido pela boca, havia uma variação na intensidade da luz transmitida. A variação da luz era re-convertida em corrente elétrica pelo resistor e em som pela cápsula. Nos dias de hoje a idéia de Graham Bell é aplicada para transmissão de dados de alta velocidade em áreas urbanas, porém com novas tecnologias. Trata-se da propagação óptica sem fio.
8 Evolução tecnológica Casca Núcleo Luz A casca possibilita completo confinamento Revestimento Sem a casca a luz irá se perder gradualmente A partir da invenção do fibroscópio (bastante usado em medicina na área da endoscopia) em 1950, a tecnologia de transmissão óptica vem atravessando uma fantástica evolução. A laparoscopia surgiu graças ao avanço tecnológico das fibras. As primeiras fibras apresentavam perdas elevadas. A introdução de uma secunda camada de fibra (casca) possibilitou o confinamento da luz na primeira camada (núcleo), de acordo com a Lei de Snell-Descartes. Obteve-se uma considerável redução da perda na propagação da luz pela fibra. A segunda camada com índice de refração menor faz com que a luz retorne e se mantenha na primeira camada.
9 Evolução tecnológica A invenção do Diodo Emissor de Luz (LED) e do LASER foram os próximos passos de importância no sentido de viabilizar a indústria das fibras. Tais dispositivos possuem a propriedade de gerar grande quantidade de luz em um feixe muito pequeno. Várias gerações de laser se sucederam, incluindo os de rubi e os de hélio-neônio. Nos dias atuais os mais utilizados em comunicações ópticas são os lasers a semicondutor. Na área das telecomunicações, as fibras rapidamente se mostraram bastante eficientes. Sua capacidade é milhares de vezes superior à dos rádios de microondas. A transmissão óptica pelo ar encontra-se em fase bastante avançada. Já existem enlaces ópticos sem fibra em áreas urbanas, onde as distâncias são curtas. A luz é bastante atenuada por condições meteorológicas como nuvens, chuva, nevoeiro etc. Graças a processos de purificação do vidro, hoje é possível a produção de fibras com atenuação da ordem de 0,1 db/km.
10 Janelas de operação das fibras As fibras evoluíram ao longo dos anos conforme o comprimento de onda da luz. A curva de atenuação superior corresponde ao início da década de A do meio, ao final da mesma década, enquanto que a última corresponde aos dias atuais. As primeiras fibras utilizavam a janela em torno de 850 nm, conhecida como primeira janela. Está situada entre diversos picos de absorção causados, principalmente, por vapor d água e espalhamento de Rayleigh.
11 Exercícios em sala de aula 1) Descreva a experiência de Tyndall; 2) Faça um diagrama de blocos simplificado do fotofone de Graham Bell.
12 Trabalhos de pesquisa Os trabalhos de pesquisa não serão aceitos fora do prazo. 1) Descreva em apenas uma folha A4 o processo de laparoscopia. Prazo de entrega: sete dias corridos; 2) Descreva em apenas uma folha A4 o funcionamento do Diodo Emissor de Luz. Prazo de entrega: catorze dias corridos; 3) Descreva em apenas uma folha A4 o funcionamento do LASER. Prazo de entrega: vinte e um dias corridos;
13 Vantagens da Fibra Óptica Baixa atenuação e maior largura de banda Distâncias maiores / maior capacidade de informação Construção dielétrica e imune a EMI & RFI Elimina problemas de aterramento, diafonia e correntes induzidas
14 Vantagens da Fibra Óptica A grande virtude das comunicações ópticas é a incrível capacidade de transmissão. Os serviços de banda larga estarão cada vez mais disponíveis para o mercado em massa, possibilitando comunicações interativas não apenas para empresas mas, também, para os usuários residenciais. Por enquanto, e na maioria dos casos, a chamada última milha só atinge a área próxima às residências (FTTC = Fiber To The Curb). Com a redução crescente no custo das fibras e com a evolução tecnológica das fibras de plástico será possível levar as comunicações ópticas até as residências (FTTH = Fiber To The Home).
15 Fibras Ópticas : Aplicações principais Espinha dorsal ( backbone ) de Redes Locais (LAN); Rede de TV à Cabo (CATV); Rede Óptica de Assinante (ROA); Medicina, Indústrias, Usinas Hidroelétricas, Subestações, Automóveis, etc.); Redes de Entroncamento (Locais e Interurbanas).
16 Enlace óptico básico Transmissor Receptor Sinal de entrada Interface Fonte Óptica Fibra óptica Receptor Óptico Amplificador Sinal de saída Um enlace óptico usa os mesmos elementos básicos que um enlace com cabo metálico: Transmissor, Meio de Transmissão e Receptor.
17 Enlace óptico básico Transmissor Receptor Sinal de entrada Interface Fonte Óptica Fibra óptica Receptor Óptico Amplificador Sinal de saída O transmissor utiliza uma interface elétrica para codificar a informação a ser transmitida. Um diodo emissor de luz (LED) ou um diodo laser possibilita a transmissão na forma de radiação com comprimento de onda de 850 nm, 1310 nm ou 1550 nm (valores típicos).
18 Enlace óptico básico Transmissor Receptor Sinal de entrada Interface Fonte Óptica Fibra óptica Receptor Óptico Amplificador Sinal de saída O receptor utiliza um fotodiodo PIN ou um fotodiodo avalanche (APD), os quais re-convertem o sinal óptico em sinal elétrico. Um demodulador re-converte o sinal elétrico para a forma como foi transmitido após codificado.
19 Enlace óptico básico Transmissor Receptor Sinal de entrada Interface Fonte Óptica Fibra óptica Receptor Óptico Amplificador Sinal de saída Um sistema de longa distância aumentará a complexidade do enlace. Serão necessários outros elementos como regeneradores, repetidores e amplificadores ópticos. Em entroncamentos com derivações serão necessários os dispositivos de derivação e inserção, multiplexadores, demultiplexadores, acopladores etc.
20 Enlace óptico básico
21 A fibra óptica A fibra óptica interliga o transmissor e o receptor. A fibra pode ser monomodo ou multimodo. A fibra é formada por três regiões principais, a saber: 1. Núcleo ( core ) (transporta a luz) 2. Casca ( cladding ) (garante o confinamento) 3. Revestimento ( coating ) (protege a fibra)
22 Principais partes de uma fibra Casca 125 µm Núcleo 62,5 µm 250 µm Revestimento Núcleo: Casca: Região por onde a luz é guiada. Material: vidro sólido e claro. Mantém a luz no núcleo. Material: vidro sólido e claro. Revestimento: Protege a fibra durante o manuseio. Material: acrilato. SWSC B.12125
23 Tipos de fibra quanto à composição do material Núcleo-Casca Sílica-Sílica; Sílica-Plástico; Plástico-Plástico; Infravermelho Janela 0,6 a 1,6 Ultravioleta
24 Espectro eletromagnético
25 Dispersão Antes de apresentarmos os tipos de fibra, é importante o entendimento do conceito de dispersão. A dispersão provoca o espalhamento do pulso, o que limita a velocidade de transmissão devido a colisões. No início das transmissões achava-se que a fibra óptica viria resolver de uma vez por todas as demandas diversas por altas velocidades. Na medida em que as velocidades aumentavam, o efeito da dispersão tornavam-se cada vez mais nocivos e, na prática, é apenas minimizado. Do ponto de vista da Física, dispersão é o fenômeno que provoca a separação de uma onda em diferentes componentes espectrais. Em comunicações ópticas, a dispersão acima não é a única existente.
26 Dispersão Em uma fibra óptica a dispersão pode ocorrer de duas formas: 1. Dispersão cromática coincide com o conceito da Física. Na fibra, é devida a impurezas do material, a imperfeições da fibra na condição de guia de onda e das variações do índice de refração. 2. Dispersão modal devida ao fato de que uma fibra óptica é semelhante a um guia de ondas para a luz, isto é, possui vários modos de propagação. Cada modo possui uma determinada velocidade. Se a radiação é composta de vários modos, haverá uma defasagem temporal entre os modos ao final do percurso, causando degradação do sinal. As dispersões cromática e modal são fornecidas pelos fabricantes da fibra e devem ser levadas em conta no cálculo do enlace óptico.
27 Dispersão cromática Assemelha-se ao que ocorre em um prisma de vidro, que decompões a luz visível em sete cores. Cada cor sofrerá um desvio de acordo com o comprimento de onda. A velocidade de fase de uma onda é dada por: v = c n em que v é a velocidade da onda, c é a velocidade da luz no vácuo e n é o índice de refração do meio. A cada comprimento de onda corresponderá uma velocidade.
28 Dispersão cromática O índice de refração, por sua vez, depende do comprimento de onda e é obtida pela fórmula empírica de Sellmeier para um meio transparente: Coeficientes Vidro tipo crown B B x10 1 B C x10 3 µm 2 C x10 2 µm 2 C x10 2 µm 2 B e C são os coeficientes de Sellmeier obtidos experimentalmente para cada material específico. λ é o comprimento de onda no vácuo e deve ser inserido em micrometros. A cada comprimento de onda corresponderá uma velocidade. Obs.: Vidro crown é o vidro com baixo índice de refração.
29 Dispersão modal Em uma fibra ideal, na qual a seção reta é exatamente um círculo, o campo elétrico (ou o campo magnético) se propaga em polarizações ortogonais e com a mesma velocidade. Em uma fibra real, as imperfeições fazem com que as duas polarizações tenham velocidades diferentes. A fibra é dita possuir um eixo rápido e um eixo lento. Mesmo que se conseguisse obter uma simetria perfeita na seção reta da fibra, esforços mecânicos durante o manuseio afetariam a simetria fazendo com que a polarização se altere de forma imprevisível.
30 Dispersão modal A diferença de velocidade faz com que as duas ondas se separem e provoquem espalhamento e colisão. A dispersão modal acima descrita denomina-se Dispersão por Modo de Polarização (PMD). A dispersão modal é difícil de ser calculada. Os valores fornecidos pelos fabricantes baseiam-se em medições feitas no processo de produção. Os efeitos da dispersão modal são menos danosos do que os da dispersão cromática.
31 Dispersão modal As imperfeições da fibra são aleatórias e considera-se um valor médio dependente do tempo denominado Retardo de Grupo Diferencial (DGD) ( τ), proporcional à raiz quadrada da distância de propagação. τ = DPMB L D PMB é o parâmetro PMD da fibra, fornecido pelo fabricante e ps dado em. km
32 Tipos de fibra quanto ao núcleo Projetar e operar um sistema óptico envolve o conhecimento das características dos diferentes tipos de fibra e suas respectivas aplicações. Existem dois tipos básicos de fibra quanto ao núcleo: 1. Fibras multimodo (vários modos de propagação) Indicada para distâncias curtas. Ideal para redes locais e circuitos fechados de vídeo. 2. Fibras monomodo (apenas um modo de propagação) Mais adequada para longas pois apresenta perdas menores que as multimodo. Adequada para entroncamentos telefônicos de média e alta capacidades e difusão de sinais de vídeo multicanal.
33 Tipos de fibra quanto ao núcleo Multimodo Monomodo
34 Fibras multimodo A fibra multimodo foi a primeira a ser produzida e comercializada. Vários modos (raios de luz) se propagam simultaneamente pela fibra multimodo. O diâmetro do núcleo é maior que o da fibra monomodo, o que possibilita uma grande quantidade de raios (modos). A fibra multimodo pode ser de dois tipos: 1. Fibra multimodo de índice degrau 2. Fibra multimodo de índice gradual
35 Multimodo Degrau Tipos de Fibra Multimodo Multimodo Gradual
36 Fibra índice degrau Basicamente, três diferentes modos percorrem a fibra, de acordo com o ângulo de incidência do raio sobre a superfície de separação entre o ar e o núcleo. Um modo percorre a fibra pelo centro do núcleo. Um segundo modo incide sobre a parede interna do núcleo e retorna de volta. As diferenças nos tempos de propagação constituem o que se denomina dispersão, uma característica inevitável em fibras ópticas com índice degrau. O terceiro modo incide com um ângulo tal que incide sobre a perede interna do núcleo e sofre refração para a casca. Pode-se concluir que os dois primeiros modos percorrem a fibra com tempos diferentes.
37 Fibra índice gradual O índice gradual se refere à variação gradual do índice de refração do núcleo que decresce gradualmente do centro para a periferia. A velocidade no centro do núcleo é menor e vai aumentando em direção à periferia. Os tempos de propagação são aproximadamente iguais, com redução da dispersão. O aumento do índice nas proximidades do núcleo faz com que os raios percorrem a fibra aproximadamente no mesmo tempo, reduzindo, portanto, a dispersão.
38 Fibras monomodo As fibras monomodo apresentam dispersão muito baixa pois apenas um modo de propagação está presente. A atenuação, portanto, é muito menor do que as multimodo e são indicadas em entroncamentos de alta capacidade. Inicialmente as fibras monomodo apresentavam índice degrau, porém, com o aperfeiçoamento dos processos de produção, outros tipos surgiram. A nível do nosso curso, somente será tratada a fibra monomodo índice degrau por ser superior em qualidade à multimodo com índice gradual.
39 Fibras monomodo A fibra monomodo tem uma desvantagem em relação à multimodo, além do preço, claro. O menor diâmetro do núcleo faz com que o acoplamento entre a fonte de luz e o núcleo seja mais difícil, exigindo conectores adequados e bem adaptados. A fibra monomodo tem passado por contínua evolução ao longo dos anos. Três tipos principais são bastantes utilizadas nas telecomunicações modernas: 1. Fibra com Dispersão Não Deslocada (NDSF). 2. Fibra com Dispersão Deslocada (DSF). 3. Fibra com Dispersão Deslocada Não Nula (NZ-DSF).
40 Fibras monomodo Fibra com Dispersão Não Deslocada (NDSF). É a mais antiga e ainda a mais usada, inicialmente projetada para a faixa de 1310 nm. Na faixa (janela) de 1550 nm apresenta alta dispersão. Fibra com Dispersão Deslocada (DSF). Surgiu para compensar a deficiência da NDSF em 1550 nm, ampliando a faixa de dispersão nula até a região de 1550 nm. Fibra com Dispersão Deslocada Não Nula (NZ-DSF). As fibras NDSF e DSF se mostraram eficientes para apenas um comprimento de onda ao redor de 1550 nm. Porém apresentavam má linearidade em sistemas com Multiplexagem Densa no Domínio do Comprimento (DWDM). A fibra NZ-DSF apresenta boa linearidade e se apresenta com dispersão negativa e com dispersão positiva e tende a se tornar padrão de mercado.
41 Fibras NZ-DSF A fibras NZ-DSF pode se apresentar com dispersão positiva (+D), na qual a dispersão é diretamente proporcional ao comprimento de onda ou com dispersão negativa (-D), em que a dispersão é inversamente proporcional ao comprimento de onda. Uma solução técnica eficiente consiste em alternar fibras com dispersões positiva e negativa para aplicações DWDM, a distâncias aproximadamente iguais. A redução da dispersão não será ótima em toda a faixa, porém será satisfatória, na média.
42 Fibras PM As fibras não apresentam seção reta constante, devido a fatores industriais e de manuseio. Panda bastões de reforço núcleo Gravata A assimetria da seção reta afeta a polarização de forma imprevisível. A fibra com Polarização Preservada (PM), é construída de várias formas. A mais comum possui dois bastões dentro da casca para absorver os esforços mecânicos durante o manuseio, reduzindo a assimetria da fibra. Seu uso é praticamente restrito a dispositivos que necessitam de polarização sensível a variações, pois são de custo elevado, construção difícil e perda maior que a fibra monomodo convencional.
43 Tipos de fibra quanto ao núcleo Os números abaixo representam os diâmetros do núcleo e da casca em µm. Multimodo Índice Degrau (MMID) Multimodo Índice Gradual (MMIG) Monomodo (SMID) 50/ /140 62,5/125 9/ /240 85/125
44 Não-linearidades da fibra Os efeitos da não linearidade aumentam de acordo com a velocidade de transmissão, comprimento do cabo, número de comprimentos de onda e aumento da potência do transmissor óptico. As não linearidades são o principal fator a limitar a velocidade na fibra. As principais causas de não linearidades da fibra são: Efeito de Espalhamento Brillouin Estimulado (SBS) Efeito de Espalhamento Raman Estimulado (SRS) Mistura de quatro ondas (FWM) Auto-modulação em fase (SPM) Modulação em fase cruzada
45 Dependência do índice de refração A equação geral para o índice de refração do núcleo é: Em que: n = n + n 0 2 P A ef n 0 = índice de refração do núcleo em baixas potências n 2 = coeficiente do índice de refração não linear (2.35 x m 2 /W para a sílica) P = potência óptica em watts = área efetiva do núcleo em metros quadrados A ef Nas fibras atuais, a dependência é minimizada maximizando-se a área efetiva.
46 Dependência do índice de refração A variação do índice com a potência é muito pequena. Na prática, tona-se relevante em enlaces com centenas de quilômetros de cabo óptico.
47 Espalhamento Brillouin Estimulado O espalhamento Brillouin, do ponto de vista quântico, ocorre quando a luz interage com variações do índice de refração devido a vibrações acústicas e gradientes de temperatura. Espalhamento Brillouin Estimulado é aquele que ocorre com a luz incidente na fibra. Estabelece um limite superior na potência a ser transmitida de forma eficiente pela fibra. Quando o limite acima é ultrapassado ocorre um considerável retorno da luz para a fonte (potência refletida), além do risco de saturação do receptor.
48 Potência óptica recebida (dbm) Potência óptica refletida (dbm) Espalhamento Brillouin Estimulado Potência recebida diminui Com a potência de transmissão acima do limiar, ocorre um considerável aumento de retorno da luz. Limiar SBS Espalhamento aumenta Potência óptica transmitida (dbm) Para comprimentos de onda em torno de 1550 nm, valores típicos para potência de transmissão situam-se entre +8 a +10 dbm. Valores limiares típicos: de +4 a +6 dbm.
49 Potência óptica recebida (dbm) Potência óptica refletida (dbm) Exercícios em sala de aula 1) A figura abaixo se refere ao Espalhamento Brilhouin Estimulado (SBS). Observe a linha vertical tracejada e responda: a) O que ocorre antes da linha tracejada? b) O que ocorre após a linha tracejada? Potência recebida diminui Espalhamento aumenta Limiar SBS Potência óptica transmitida (dbm)
50 Espalhamento Raman Estimulado É menos danoso que o espalhamento Brillouin. Seu limiar está em torno de 1 W, ou seja, quase 100 vezes o limiar SBS. Todavia, já existem no mercado amplificadores ópticos (FDE = Fibra Dopada com Érbio) com potência de transmissão da ordem de 500 mw (+27 dbm), com tendência de alta. Portanto, o limiar SRS pode ser atingido em enlaces que exijam 3 amplificadores em série. O efeito SRS pode causar um efeito semelhante ao SBS, porém o que se observa na prática é que os canais com menor comprimento de onda perdem potência para os canais com maior comprimento.
51 Espalhamento Raman Estimulado Potência (dbm) Comprimento de onda (nm) Os comprimentos de onda inferiores apresentam menor potência, comparativamente aos de maior comprimento de onda Alguns amplificadores utilizam este efeito para proporcionar aumento de potência em entroncamentos de longa distância. São denominados Amplificadores Raman.
52 Mistura de quatro ondas (FWM) Efeito que ocorre geralmente em sistemas com vários comprimentos de ondas simultâneos, como o DWDM. Causado pela não linearidade do índice de refração. No exemplo a seguir, temos os produtos mais danosos para um sistema com: λ 1 = nm, λ 2 = nm, and λ 3 = nm. Observamos que os produtos abaixo situam-se ao redor da janela de 1550 nm. λ 1 + λ 2 - λ 3 = nm λ 1 - λ 2 +λ 3 = nm λ 2 + λ 3 λ 1 = nm λ 1 -λ 2 + λ 3 = nm 2λ 1 -λ 3 = nm 2λ 3 - λ 1 = nm λ 2 + λ 3 -λ 1 = nm 2λ 2 - λ 1 = nm 2λ 3 -λ 2 = nm
53 Janelas de transmissão Perda/km x Comprimento de Onda 2.0 db/km 0.5 db/km 0.2 db/km Comprimento de onda em nanômetros (nm)
54 QUARTA E QUINTA JANELAS
55 Fibra AllWave TM Disponibiliza espectro óptico ideal para Aplicações Metropolitanas e de CATV Atenuação (db/km) Adiciona espectro na faixa de dispersão otimizada para sistemas em 10 Gb/s de baixo custo Fibra AllWave elimina o pico d água em 1385 nm Fibra Convencional ( nm) Fibra AllWave ( nm) > 60% mais de largura de banda 23.7THz 40THz Comprimento de onda (nm)
56 Janelas de Transmissão das Fibras Ópticas Primeira Janela (LED Multimodo) : 45Mbps com Repetidores a cada 10Km. 800nm Segunda Janela (LED Multimodo / Laser Monomodo) : 1.300nm (de a 1.325nm) Multimodo :100Mbps / Monomodo : 1,7G com repetidores a cada 50Km. Terceira Janela (Fibras DS / Laser Monomodo) : 1.550nm (de a 1.565nm) 2,5Gbps com repetidores a cada 70Km. Quarta Janela : 1.600nm Quinta Janela : de a 1.450nm
Meios físicos. Par Trançado (TP) dois fios de cobre isolados
Meios físicos bit: propaga entre pares de transmissor/receptor enlace físico: o que fica entre transmissor e receptor meio guiado: sinais se propagam em meio sólido: cobre, fibra, coaxial meio não guiado:
1 Fibra óptica e Sistemas de transmissão ópticos
1 Fibra óptica e Sistemas de transmissão ópticos 1.1 Introdução Consiste de um guia de onda cilíndrico, conforme Figura 1, formado por núcleo de material dielétrico ( em geral vidro de alta pureza), e
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina Campus São José Área de Telecomunicações Curso Superior Tecnológico
Plano de Aula: Fibra Ótica e Estruturas de Cabeamento para Redes 1/2 CABEAMENTO - CCT0014
Plano de Aula: Fibra Ótica e Estruturas de Cabeamento para Redes 1/2 CABEAMENTO - CCT0014 Título Fibra Ótica e Estruturas de Cabeamento para Redes 1/2 Número de Aulas por Semana Número de Semana de Aula
SISTEMAS ÓPTICOS. Prof. Márcio Henrique Doniak e Saul Silva Caetano
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina Campus São José Área de Telecomunicações SISTEMAS ÓPTICOS
SISTEMAS ÓPTICOS. Atenuação e Dispersão
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina Campus São José Área de Telecomunicações Curso Superior Tecnológico
DISPERSÃO. Esse alargamento limita a banda passante e, consequentemente, a capacidade de transmissão de informação na fibra;
DISPERSÃO Quando a luz se propaga em meios dispersivos a sua velocidade de propagação muda com o comprimento de onda. Além disso a luz se propaga de diferentes modos (por diferentes caminhos) gerando distintos
Cabeamento Estruturado CAB Curso Técnico Integrado de Telecomunicações 7ª Fase Professor: Cleber Jorge Amaral
Cabeamento Estruturado CAB6080721 Curso Técnico Integrado de Telecomunicações 7ª Fase Professor: Cleber Jorge Amaral 2016-1 Introdução Os cabos de fibra óptica, ou simplesmente cabos ópticos, são cabos
Atenuações em Fibras Ópticas
Atenuações em Fibras Ópticas A atenuação da luz (Perca de potência ótica) ao passar pela fibra óptica é devida a várias razões, tais como: absorção do material no núcleo ou na casca, espalhamento devido
Comprimento de onda ( l )
Comprimento de onda ( l ) Definição Pode ser definido como a distância mínima em que um padrão temporal da onda, ou seja, quando um ciclo se repete. λ= c f Onde: c velocidade da luz no vácuo [3.10 8 m/s]
SISTEMAS DE COMUNICAÇÕES ÓPTICAS. A atenuação experimentada pelos sinais luminosos propagados através de uma fibra
Capítulo 3 3. DEGRADAÇÃO DOS SINAIS EM FIBRAS ÓPTICAS 3.1 Atenuação A atenuação experimentada pelos sinais luminosos propagados através de uma fibra óptica é uma característica cujo papel é fundamental
SISTEMAS ÓPTICOS FIBRAS ÓPTICAS
MIISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIOAL E TECOLÓGICA Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina Campus São José Área de Telecomunicações Curso Superior Tecnológico
SISTEMAS ÓPTICOS. Atenuação e Dispersão
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina Campus São José Área de Telecomunicações Curso Superior Tecnológico
Redes de Computadores.
Redes de Computadores www.profjvidal.com Meios de Comunicação Fibra Óptica Meios de Comunicação Fibra Óptica Consiste basicamente de material dielétrico, em geral sílica ou plástico, transparente flexível
Comunicações Ópticas. Amplificadores Ópticos Prof.: Cláudio Henrique Albuquerque Rodrigues, M. Sc.
Comunicações Ópticas Amplificadores Ópticos Prof.: Cláudio Henrique Albuquerque Rodrigues, M. Sc. Introdução Em um sistema de comunicação óptica, o sinal óptico é atenuado após a propagação na fibra óptica
Sistemas Ópticos Características das Fibras
Sistemas Ópticos Características das Fibras Introdução A fibra óptica é: Uma estrutura cilíndrica; Visivelmente transparente; Fabricado com materiais dielétricos e vítreos E de material flexível; Composta
Workshop de Domótica e Telecomunicação. Fibras Ópticas. Patrício Moreira
Workshop de Domótica e Telecomunicação Fibras Ópticas Patrício Moreira Objectivos: Transmissão de uma mensagem (informação) Conceitos associados à transmissão de luz e às Fibras Ópticas Tipos de Fibras
SEL413 Telecomunicações. 1. Notação fasorial
LISTA de exercícios da disciplina SEL413 Telecomunicações. A lista não está completa e mais exercícios serão adicionados no decorrer do semestre. Consulte o site do docente para verificar quais são os
Resolução de exercícios Parte 1
Resolução de exercícios Parte 1 Capítulo 1 (4 exercícios) 1. Uma fonte luminosa emite uma potência igual a 3mW. Se as perdas totais do sistema somam 45dB, qual deve ser a mínima potência detectável por
Sistemas de Comunicação Óptica Amplificadores Ópticos
Sistemas de Comunicação Óptica Amplificadores Ópticos João Pires Sistemas de Comunicação Óptica 85 Aplicações gerais (I) Amplificador de linha Usado para compensar a atenuação da fibra óptica em sistemas
PLANO DE ENSINO EMENTA
1 PLANO DE ENSINO IDENTIFICAÇÃO DA DISCIPLINA Curso: CST em Sistemas de Telecomunicações, Tecnologia Nome da disciplina: Comunicações Ópticas Código: TEL037 Carga horária: 67 horas Semestre previsto: 5º
Redes de Alta Velocidade
Redes de Alta Velocidade Redes de Alta Velocidade Arquiteturas e Protocolos para Redes de Banda Larga A fibra óptica em si foi inventada pelo físico indiano Narinder Singh Kanpany Foi criada a partir de
INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA - CAMPUS LAGES Ciência da Computação - 2ª fase
INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA - CAMPUS LAGES Ciência da Computação - 2ª fase. FIBRA ÓPTICA Q U A L I D A D E & S I N C R O N I A Alunos: Arthur de Bortoli, Felipe Guimarães e João Vitor Manfroi Disciplina:
4º Bimestre Instrumentos usados em REDES de Telecomunicações
4º Bimestre Instrumentos usados em REDES de Telecomunicações 4º Bimestre Instrumentos usados em REDES de Telecomunicações Analisador de Comunicação Digital Medidores de potência óptica Analisador de Espectro
Evolução dos sistemas de comunicação óptica
Evolução dos sistemas de comunicação óptica 960 - Realização do primeiro laser; 966 - Proposta para usar as fibras ópticas em telecomunicações (Kao); 970 - Fabrico da primeira fibra óptica de sílica dopada
Propagação Radioelétrica 2017/II Profa. Cristina
Propagação Radioelétrica 2017/II Profa. Cristina Módulo II Fenômenos de Propagação Efeitos da Refração na Propagação Fenômenos de Propagação Quando uma onda se propaga e encontra certo meio, como um obstáculo
Amplificadores Ópticos - Aspectos gerais -
Amplificadores Ópticos - Aspectos gerais - Os amplificadores ópticos (AO) operam somente no domínio óptico sem quaisquer conversões para o domínio eléctrico; Os AO são transparentes ao ritmo de transmissão
Mídias Físicas Utilizadas Cabo Coaxial e Par Trançado. Prof. Alexandre Beletti Ferreira. Cabo Coaxial
Mídias Físicas Utilizadas Cabo Coaxial e Par Trançado Prof. Alexandre Beletti Ferreira COMPOSTO POR: Cabo Coaxial Fio de cobre rígido que forma o núcleo Envolto por um material isolante, O isolante, por
Amplificadores ópticos
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina Campus São José Área de Telecomunicações Curso Superior Tecnológico
Comunicações Óticas. Janelas de transmissão e Amplificadores a fibra ótica 5 Período Prof. Felipe Henriques
Comunicações Óticas Janelas de transmissão e Amplificadores a fibra ótica 5 Período Prof. Felipe Henriques Janelas de transmissão Primeira janela: 850 nm multimodo; Segunda janela: 1300 nm multimodo; Terceira
Fontes Emissoras Ópticas
Fontes Emissoras Ópticas Diodo Emissor de Luz LED - Light Emitting Diode Emissão espontânea de luz Dispositivos semicondutores Diodo Laser LASER- Light Amplification by Emmiting Stimuled Emission of Radiation
DUARTE DA ROSA RELATÓRIO TÉCNICO TRABALHO DE MEIOS DE TRANSMISSÃO
1 Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial E.E.P. Senac Pelotas Centro Histórico Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego Curso Técnico em Informática LUCIANO DUARTE DA ROSA RELATÓRIO
Cap Ondas Eletromagnéticas
Cap. 33 - Ondas Eletromagnéticas Espectro EM; Descrição de onda EM; Vetor de Poynting e Transferência de energia; Polarização; ; Polarização e Reflexão. Espectro EM Onda: flutuação/oscilação de alguma
PEA-5716 COMPONENTES E SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO E SENSOREAMENTO A FIBRAS ÓPTICAS
EPUSP Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - EPUSP Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas - PEA Av. Prof. Luciano Gualberto, Travessa 3, No.158 Butantã - São Paulo - SP
APRENDIZAGEM INDUSTRIAL. UNIDADE 4 Tipos de cabo Ferramentas e componentes do cabeamento
APRENDIZAGEM INDUSTRIAL UNIDADE 4 Tipos de cabo Ferramentas e componentes do cabeamento Meios de transmissão Meios de TX guiados Cabo par trançado Isolante Cabos U/UTP e F/UTP Condutores Categorias dos
Aula 3 - Ondas Eletromagnéticas
Aula 3 - Ondas Eletromagnéticas Física 4 Ref. Halliday Volume4 Sumário - Transporte de Energia e o Vetor de Poynting; Polarização; Reflexão e Refração; Reflexão Interna Total; Situação a ser analisada...
Prof. Marcelo Cunha Parte 7
Prof. Marcelo Cunha Parte 7 www.marcelomachado.com Cabos Elétricos Coaxiais Pares trançados Ópticos Fibras ópticas Um dos primeiros tipos de cabo a ser utilizado em redes; Características: Núcleo de cobre
PSI 3481 SISTEMAS ÓPTICOS E DE MICRO- ONDAS. Fibras Ópticas
PSI 3481 SISTEMAS ÓPTICOS E DE MICRO- ONDAS Fibras Ópticas Fibras Ópticas Luz guiada: reflexão interna total (1854) Fibra Óptica: multicamadas (1950). Antes de 1970: perda 1000 db/km Em 1970: perda 20
Filtros, Multiplexadores, Demutiplexadores Compensadores de Dispersão
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina Campus São José Área de Telecomunicações Filtros, Multiplexadores,
Fonte luminosas e Fotodetectores
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina Campus São José Área de Telecomunicações Fonte luminosas e
3 Propagação de Ondas Milimétricas
3 Propagação de Ondas Milimétricas O desempenho de sistemas de comunicação sem fio depende da perda de propagação entre o transmissor e o receptor. Ao contrário de sistemas cabeados que são estacionários
PTC2459 Sistemas de Comunicação Cristiano Panazio &
Sistemas de Comunicação Fibras Ópticas Com a crescente demanda de transmissão de dados, fez-se necessário a utilização de meios de transmissão de grande capacidade. Neste contexto, a fibra óptica é o meio
1 Fibra Óptica e Sistemas de transmissão ópticos
1 Fibra Óptica e Sistemas de transmissão ópticos 1.1 Introdução Consiste em um guia de onda cilíndrico, conforme ilustra a Figura 1, formado por núcleo de material dielétrico (em geral vidro de alta pureza),
Comunicação de informação a longas distâncias
APSA Fenómenos ondulatórios Questão 1: Considere as seguintes superfícies onde incide a luz: espelho, parede, vidro muito polido, folha de papel. Indique em qual predomina a reflexão especular e a reflexão
Application Note PARÂMETROS DE CONFIGURAÇÃO DE UM OTDR. WISE Indústria de Telecomunicações
WISE Indústria de Telecomunicações PARÂMETROS DE CONFIGURAÇÃO DE UM OTDR Os três parâmetros-chave a considerar ao especificar um OTDR são: A distância que ele pode atingir (alcance) O quão de perto ele
11/04/2009. Redes de Computadores. Topologias. Topologia das Redes. Estrela. Anel. Híbrida/Mista
Redes de Computadores Aula 03 Topologias Definição É a forma como os MP s e os caminhos físicos do meio físico (enlace) de comunicação estão organizados. Estrela Anel Híbrida/Mista 1 Barramento Todos os
Fenómenos ondulatórios
Sumário UNIDADE TEMÁTICA 2. 2- Comunicação de informação a longas distâncias. 2.2- Propriedades das ondas. - Reflexão e refração de ondas. - Leis da reflexão e da refração. - Índice de refração de um meio.
Resolução dos exercícios propostos do livro texto referente a primeira etapa do curso Rodrigo César Pacheco
dos exercícios propostos do livro texto referente a primeira etapa do curso Rodrigo César Pacheco Exercícios do capítulo 1 (páginas 24 e 25) Questão 1.1 Uma fonte luminosa emite uma potência igual a 3mW.
1 Teoria da Dispersão dos Modos de Polarização PMD
em Enlaces Ópticos 4 1 Teoria da Dispersão dos Modos de Polarização PMD Teoria básica da dispersão dos modos de polarização discutida na referência 6, Test and Measurements. Neste capítulo serão abordados
3. Polarização da Luz
3. Polarização da Luz Sendo uma onda eletromagnética, a luz é caracterizada por vetor um campo elétrico e um campo magnético dependentes do tempo e do espaço. As ondas de luz se propagam em ondas transversais
1.1. Sistema Básico de Comunicação Óptica utilizando Fibra Óptica
1 Introdução Com o avanço do conhecimento, o desenvolvimento do estudo da eletricidade, do magnetismo e a formulação da teoria do eletromagnetismo tornaram-se os pilares de muitas invenções que revolucionaram
Telecomunicações. Prof. MSc André Y. Kusumoto
Telecomunicações Prof. MSc André Y. Kusumoto [email protected] Ondas Eletromagnéticas A antena de uma estação transmissora de rádio irradia sinais na forma de ondas eletromagnéticas. Como é
Sistemas de comunicação óptica. Segunda parte Fontes transmissoras
Sistemas de comunicação óptica Segunda parte Fontes transmissoras Transmissores Ópticos Fontes ópticas. Diodos emissores (LEDs) Laser de semicondutores Processo ópticos em semicondutores Absorção óptica
1 O canal de comunicação radiomóvel
1 O canal de comunicação radiomóvel O projeto de sistemas de comunicações sem fio confiáveis e de alta taxa de transmissão continua sendo um grande desafio em função das próprias características do canal
1) Estrutura geral da fibra óptica
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO FACULDADE DE ENGENHARIA DE ILHA SOLTEIRA Tecnologia de Fibras Ópticas Prof. Cláudio Kitano Ilha Solteira, julho de 2017 1) Estrutura geral da fibra
Exercícios de Revisão Global 3º Bimestre
Exercícios de Revisão Global 3º Bimestre 1. Um aluno está olhando de frente para uma superfície metálica totalmente polida. Explique como o aluno se enxerga e qual o nome deste fenômeno? A explicação está
Acopladores, Circuladores, Filtros, Multiplexadores, Demutiplexadores Compensadores de Dispersão
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina Campus São José Área de Telecomunicações Curso Superior Tecnológico
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA CAMPUS SÃO JOSÉ CURSO TÉCNICO INTEGRADO DE TELECOMUNICAÇÕES 1 MULTIPLEXAÇÃO
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA CAMPUS SÃO JOSÉ CURSO TÉCNICO INTEGRADO DE TELECOMUNICAÇÕES 1 MULTIPLEXAÇÃO A multiplexação é uma operação que consiste em agrupar
Sensoriamento Remoto I Engenharia Cartográfica. Prof. Enner Alcântara Departamento de Cartografia Universidade Estadual Paulista
Sensoriamento Remoto I Engenharia Cartográfica Prof. Enner Alcântara Departamento de Cartografia Universidade Estadual Paulista 2016 Interações Energia-Matéria na Atmosfera Energia Radiante Ao contrário
Questão 1 Questão 2 Questão 3 Questão 4
Questões Questão 1 As redes de comunicação são formadas por uma diversidade de equipamentos interligados, com diferentes arquiteturas e tecnologias. Nas redes de longa distância, os backbones são considerados:
Meios Físicos de Transmissão
Meios Físicos de Transmissão Prof. M.e Helber Wagner da Silva [email protected] Maio de 2014 Roteiro Introdução aos Meios Físicos de Transmissão Meios Físicos Guiados Conclusão 2 Introdução Nível
Redes de Computadores. Topologias
Redes de Computadores Topologias Sumário! Topologia Tipo de topologias 2 Topologia Configuração dos cabos, computadores e outros equipamentos 3 Topologia de cablagem! Topologia física Localização real
A CAMADA FÍSICA. Redes de Computadores. Prof. Gabriel F. C. Campos camposg.com.br
A CAMADA FÍSICA Redes de Computadores Prof. Gabriel F. C. Campos [email protected] camposg.com.br REDES DE COMPUTADORES Roteiro do curso: Introdução às redes de computadores; Camada Física + Camada
1) Estrutura geral da fibra óptica
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO FACULDADE DE ENGENHARIA DE ILHA SOLTEIRA Tecnologia de Fibras Ópticas Prof. Cláudio Kitano Ilha Solteira, julho de 2017 1) Estrutura geral da fibra
Meios de Transmissão 1
Meios de Transmissão Meios de Transmissão Transmissão de bits entre sistemas via terrestre cabos metálicos fibra ótica via aérea transmissão de superfície transmissão via satélite Meios de Transmissão
CCNA 1 Meios de Comunicação. Kraemer
CCNA 1 Meios de Comunicação Meios de comunicação Meios de cobres Meios ópticos Meios sem fio Meios de cobre Meios de cobre fecham circuitos para que a corrente elétrica flua de um lado ao outro Meios de
Camada Física. Exemplo: RS-232 ou EIA-232. Redes Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Enlace Físico. Codificação de Sinais Digitais
Camada Física Redes Nível Físico Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Enlace Físico Ativar, manter e desativar transmissões físicas entre duas ou mais entidades do nível de enlace Cuidar da Transferência
Telecomunicações. Prof. André Y. Kusumoto
Telecomunicações Prof. André Y. Kusumoto [email protected] Sistemas de Radioenlance Consiste na transmissão de dados por ondas de radiofrequência Tecnologia que permite aos usuários implantarem
Tópicos avançados em sistemas de telecomunicações. Renato Machado
Renato Machado UFSM - Universidade Federal de Santa Maria DELC - Departamento de Eletrônica e Computação [email protected] [email protected] Santa Maria, 14 de Março de 2012 Sumário 1 2 3 4 5
Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de São Paulo. Campus Presidente Epitácio REDES DE COMPUTADORES I (RC1A2) MEIOS DE TRASMISSÃO
Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de São Paulo. Campus Presidente Epitácio REDES DE COMPUTADORES I (RC1A2) MEIOS DE TRASMISSÃO Aluna: Pamela Nascimento da Silva 2º Semestre ADS Presidente Epitácio
UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE ENGENHARIA ELÉTRICA E INFORMÁTICA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA ELETRÔNICA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE ENGENHARIA ELÉTRICA E INFORMÁTICA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA ELETRÔNICA SÉRIE DE EXERCÍCIO #1 (1) DIODOS EM SÉRIE No circuito da figura a seguir
Princípios da Interação da Luz com o tecido: Refração, Absorção e Espalhamento. Prof. Emery Lins Curso Eng. Biomédica
Princípios da Interação da Luz com o tecido: Refração, Absorção e Espalhamento Prof. Emery Lins Curso Eng. Biomédica Introdução Breve revisão: Questões... O que é uma radiação? E uma partícula? Como elas
ASSUNTO: Produção e Propagação de Ondas Eletromagnéticas.
UNIDADES DE TRANSMISSÃO 1 QUESTIONÁRIO DA UNIDADE I ASSUNTO: Produção e Propagação de Ondas Eletromagnéticas. Nome: N o : Turma: Para cada período mencionado, analise seu conteúdo e marque " F " para uma
TIPOS DE FIBRA FIBRA MULTIMODO ÍNDICE DEGRAU. d 1. diâmetro do núcleo de 50 µm a 200 µm. (tipicamente 50 µm e 62,5 µm) d 2
TIPOS DE FIBRA FIBRA MULTIMODO ÍNDICE DEGRAU d 1 diâmetro do núcleo de 50 µm a 200 µm (tipicamente 50 µm e 62,5 µm) d 2 diâmetro da fibra óptica (núcleo + casca) de 125 µm a 280 µm (tipicamente 125 µm)
Análise Sistemática da Metodologia de Previsão do DGD em Sistemas Ópticos de Alta Capacidade 4
Capacidade 4 1 Teoria de PMD O que se apresenta a seguir é uma teoria básica descrita nas referências 7 e 10, onde será apresentado um resumo dos aspectos mais importantes. 1.1. Introdução A dispersão
3Parte. FICha De avaliação N.º 3. Grupo I
FICha De avaliação N.º 3 ESCOLA: NOME: N. O : TURMA: DATA: Grupo I 1 As ondas eletromagnéticas foram previstas por Maxwell e comprovadas experimentalmente por Hertz. 1.1 Selecione a opção correta. A. as
A camada Física. Universidade Estadual de Minas Gerais - UEMG. Referência: -Redes de Computadores. A. S. Tanenbaum. Campus/Elsevier, Capítulo 2
Universidade Estadual de Minas Gerais - UEMG A camada Física Referência: -Redes de Computadores. A. S. Tanenbaum. Campus/Elsevier, 2003 - Capítulo 2 Camada Física Camada mais baixa da hierarquia do modelo
Aula 3 Ondas Eletromagnéticas
Aula 3 Ondas letromagnéticas - Luz visível (nos permitem ver - Infravermelhos (aquecem a Terra - Ondas de radiofrequencia (transmissão de rádio - Microondas (cozinhar -Transporte de momento linear - Polarização
Fís. Fís. Monitor: João Carlos
Fís. Professor: Leonardo Gomes Monitor: João Carlos Exercícios de Refração 04 out EXERCÍCIOS DE AULA 1. Um professor pediu a seus alunos que explicassem por que um lápis, dentro de um copo com água, parece
1- Quais das seguintes freqüências estão dentro da escala do ultrassom? 2- A velocidade média de propagação nos tecidos de partes moles é?
Exercícios de Física 1- Quais das seguintes freqüências estão dentro da escala do ultrassom? a) 15 Hz b) 15 KHz c) 15 MHz d) 17.000 Hz e) 19 KHz 2- A velocidade média de propagação nos tecidos de partes
Transmissão de informação sob a forma de ondas
Transmissão de informação sob a forma de ondas Adaptado da Escola Virtual (Porto Editora) 1 2 1 3 ONDAS: fenómenos de reflexão, absorção e refração Quando uma onda incide numa superfície de separação entre
Sistemas de Comunicação Óptica
Sistemas de Comunicação Óptica Problemas sobre Aspectos de Engenharia de Transmissão Óptica 1) Um fotodíodo PIN gera em média um par electrão-lacuna por cada três fotões incidentes. Assume-se que todos
Redes de Computadores
Redes de Computadores Camada Física Parte II Prof. Thiago Dutra Agenda Camada Física n Introdução ntécnicas de Transmissão de Dados n Meios de Transmissão ndispositivos n Cabeamento
História da Fibra Óptica
História da Fibra Óptica Em 1870, o físico inglês Jonh Tyndall, demonstrou o princípio de guiamento da luz através de uma experiência muito simples, utilizando um recipiente furado com água, um balde e
Fibra óptica. Professor: Cleber Jorge Amaral
Fibra óptica Professor: Cleber Jorge Amaral 2016-2 Agenda Vantagens da fibra óptica História Propagação Espectro de luz de frequências Composição Janelas Tipos do cabo de fibra óptica de transmissão óptica
Fundamentos de Redes de Computadores. Prof. Claudemir Santos Pinto
Fundamentos de Redes de Computadores MEIOS FÍSICOS DE TRANSMISSÃO Prof. Claudemir Santos Pinto [email protected] Meios Físicos de Transmissão Com cabeamento: Cabo coaxial Cabo par trançado Fibra ótica
