ORGANIZAÇÃO DA DISCIPLINA
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- Laura Paranhos Salgado
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1 Profa. Dra. Isabel de C. N. Sacco ORGANIZAÇÃO DA DISCIPLINA Cronogramas sequenciais: Seg e sexta Ago + Set + 1 semana Out Biomecânica Seg e sexta Out & Nov (1a sem dez) Cinesiologia 1
2 Colaboradores da MFT0833 Ft. Ms. Adriana de Sousa Apoio Didático PAE: Ulisses LABIMPH) Monitor: Ft. Ms. Anice Pássaro Assoalho Pélvico Ft. Roberta Fontana Quadril e Lombar([email protected]) Ft. Ana Paula Akashi - ATM PROGRAMA DA DISCIPLINA Módulo I Introdução à Biomecânica Módulo II Cinesiologia e Biomecânica dos MMII Módulo III - Cinesiologia e Biomecânica dos MMSS Módulo IV - Cinesiologia e Biomecânica da Coluna Vertebral e Tronco 2
3 DATA ASSUNTO PROFESSOR MODULO I Introdução à Cinesiologiae Biomecânica 03/08 seg Abertura da disciplina + Introdução à Biomecânica Isabel 07/08 sex Biomecânica dos materiais biológicos tecido muscular e conjuntivo Isabel 10/08 seg Biomecânica dos materiais biológicos - tecido ósseo e articular Adri/PAEs 14/08 sex Análise qualitativa do movimento humano Isabel MÓDULO II - Cinesiologia e Biomecânica de membros inferiores 17/08 seg Biomecânica do tornozelo e pé Isabel 21/08 sex Biomecânica do complexo articular joelho Isabel 24/08 seg Biomecânica articular complexo articular do quadril Roberta/Isabel MÓDULO III - Cinesiologia e Biomecânica de membros superiores 28/08 sex Biomecânica do complexo articular do ombro Isabel 31/08 seg Biomecânica do complexo articular do punho e mão Isabel 04/09 sex Complexo articular do cotovelo e tirar dúvidas das resoluções de tarefas Isabel 07/09 seg Não haverá aula (FERIADO semana da pátria) 11/09 sex Não haverá aula (FERIADO semana da pátria) 14/09 sex Avaliação Processual I Isabel MÓDULO IV - Cinesiologia e Biomecânica da Coluna Vertebral 18/09 seg Aspectos gerais da biomecânica da coluna vertebral Isabel 21/09 sex Biomecânica da Coluna Torácica Adriana 25/09 seg Biomecânica da Coluna Lombar Isabel 28/09 sex Biomecânica do Assoalho Pélvico Anice 02/10 seg Biomecânica Coluna Cervical/ ATM Isabel 05/10 sex Avaliação Final Isabel 09/11 sex Entrega dos casos clinicos Biomecânica MATERIAL DIDÁTICO Login: MFT0833 Senha: mft0833 3
4 BIBLIOGRAFIA SACCO, I.C.N.; TANAKA C. Cinesiologia e Biomecânica dos Complexos Articulares. Guanabara Koogan, RJ, NEUMANN, D.A. Cinesiologia do Sistema Musculoesquelético: Fundamentos para Reabilitação. 1ª ed. Ed. Guanabara Koogan, RJ, FRANKEL, V.H.; NORDIN, M. Biomecânica Básica do sistema musculoesquelético. Guanabara Koogan, RJ, Metodologia de Aprendizagem Atual METODOLOGIA EXPOSITIVA TRADICIONAL A aula se resume em: Apresentação do tema de forma expositiva hierarquizada, fragmentada, inquestionável Resolução de um ou mais exercícios modelos Proposição de uma série de exercícios para os alunos resolverem 4
5 Síndrome da Coveritis assume-se que todos os conteúdos são essenciais; sem eles o estudante não adquire o conhecimento necessário para ter as competências/habilidades de um fisioterapeuta, o estudante não constroi por si só; quanto mais se produz, mais deve ser disseminado Don Margetson 2001 METODOLOGIA EXPOSITIVA TRADICIONAL SEU PROBLEMA BÁSICO Alto risco de não aprendizagem Baixa interação entre o sujeito e objeto de conhecimento Baixa promoção da reflexão do aluno, da capacidade de problematização Formação de um sujeito passivo, pouco crítico Estratégias para Processo de Ensinagem Interação Categoria atividade Apreensão/ Retenção Conferência 5% Conferência Magna 10% Exposição com uso multimídia 20% Demonstração 30% Discussão em grupo 50% Atividade prática (fazer, aplicar) 75% Ensinar os outros 80% 5
6 Estratégias para Processo de Ensinagem Critérios de Avaliação Participação efetiva e presença às aulas e atividades Tarefas referentes às aulas (nt) (total aulas sem avaliação: 16) Casos Clínicos (cc) - entrega 09/11 Avalição Processual (P1) - 14/09 Avalição Final (P2) - 05/10 Média final = (nt*0,2 + cc*0,1 +P1 *0,25 + P2*0,45) Casos Clínicos Objetivo: Discussão de casos clínicos. Temas: Membro superior (ombro, cotovelo, punho e mão); Membro inferior (quadril, joelho, tornozelo e pé); Coluna vertebral (lombar, cervical) Tarefa: entregar por escrito dia 09/11 Avaliação Formatação de trabalho científico Ilustrações Bibliografia Conteúdo: Respondeu e seguiu as questões de orientação do caso clínico? Resolveu (respondeu) o caso com sucesso? 6
7 Preparação próxima aula Dia 07/08 Estudo de texto dirigido Leitura do texto: Plasticidade e adaptação muscular dos músculos esqueléticos Tânia Salvini Classificação e adaptações das fibras musculares Viviane minamoto FIM da aula de apresentação Metade para o Laboratório Tempestade Cerebral O que é? Pra que serve? Que áreas utilizam a biomecânica? Que disciplinas do curso se relacionam com a biomecânica? Como a Fisio se beneficia com a biomecânica? Qual a relação da biomecânica com a prática da Fisio? 7
8 Biomecânica X Mecânica Mecânica Estática Dinâmica Cinética Cinemática Cinesiologia "A Biomecânica examina o corpo humano e seus movimentos, fundamentando-se nas leis, princípios e métodos mecânicos e conhecimentos anatomofisiológicos" BIOMECÂNICA Processo de reabilitação / treinamento esportivo contribuirá efetivamente para a melhora da função/ desempenho sem gerar maiores sobrecarga e solicitações mecânicas, desde que conte com uma adequada Avaliação Biomecânica 8
9 Equipamentos de alto custo e complexa utilização Análises em laboratório ou em campo com certas limitações por meio de vídeos, registros eletromiográficos, forças, momentos e pressões externas. OBJETIVOS Abordar e discutir as propriedades mecânicas dos tecidos biológicos Estabelecer relações entre a presença e ausência de adequados estímulos mecânicos externos e as respostas dos tecidos biológicos Analisar a mecânica mecânica e fisiologia dos complexos articulares de membros inferiores, superiores e coluna vertebral Discutir as bases mecânicas dos métodos de avaliação dos segmentos articulares e estabelecer relações com a biomecânica do movimento e postura humana Abordar e discutir os fatores fundamentais e determinantes da mecânica normal do movimento humano Oportunizar condições para o aluno prosseguir no estudo e investigação científica do movimento e postura humana Tarefa para dia 5/8 Segunda: Tabela com caracterização das fibras musculares cf. artigo Rev. Fisio & Pesq (Minamoto) 9
10 Importância da biomecânica na vida das pessoas Por milhões de anos, na história da evolução do homem, esta incrível ferramenta nos garantiu a sobrevivência ao nos permitir correr longas distâncias para buscar comida e sem auxílio de qualquer calçado. O calçado surge na história apenas há anos atrás, no período Paleolítico. O calçado moderno (como entendemos hoje): década 70! Porque mesmo com toda a evolução de tecnologias de construção de calçados ainda temos altíssima prevalência de lesões ao praticar modalidades esportivas? Lieberman. Exerc. Sport Sci. Rev ossos 4 articulações ~ 32 músculos ~50 ligamentos 07 10
11 26 ossos 57 articulações 10% lower limb weight (Dempster 1965) 25 músculos 108 ligamentos The human foot is a masterpiece of engineering and a work of art Leonardo da Vinci Maasai tribe (Kenya) known for their agility, strength and habit of walking barefoot 11
12 MBT(Maasai Barefoot Technology) Esta tecnologia MBT foi desenvolvida pelo engenheiro suiço Karl Muller, inspirado nas tribos Maasai (Lerud et al, 2007) Supostamente há benefícios que se assemelhariam ao andar descalço e o desenvolvimento de capacidades semelhantes aos Maasai (Romkes et al., 2006; Landry et al, 2010, Nigg et al., 2006). Adicionou-se uma instabilidade natural causada quando se caminha em superfícies irregulares como nos arrozais da Coréia. 11 MBT 12 12
13 MBT maiores impactos MBT X Calçado convencional X descalço Calçado Instável: maiores MBT não aumentou atividade muscular (coxa anterior, posterior, glúteos ou perna) X calçado convencional atividades musculares e Descalço > atividade muscular Não há vantagem no uso do MBT para caminhar ~ andar descalço comparando a um calçado convencional esportivo. Beauty Fair º Congresso Podologia Sacco et al. Gait & Posture US$ 25 milhões em reembolso para os compradores: EasyTone e RunTone. Beauty Fair º Congresso Podologia Absorção de Impacto Não é possível exibir esta imagem no momento. Shorten (1993), Ker et al. (1987), Shorten (1985) SHORTEN (1993), KER et al. (1987) e SHORTEN (1985) 13
14 16 O que se busca em um calçado moderno? 1. Confortáveis 2. Super acolchoados absorção impacto 3. Com elevação nos calcanhares 4. Com suporte para os arcos 5. Controle da pronação/ supinação Beauty Fair º Congresso Podologia 17 Testes Biomecânicos 18 14
15 Atenuação Impacto X Conforto Estudo 1 (Henniget al.) Impacto vertical & Conforto (nota 0-10) O calçado mais votado como mais macio e confortável foi o que produziu maiores Impactos!!!! 19 Atenuação Impacto X Amortecedor Estudo 2 (Clarke et al.) Redução de impacto em corredores densidades de solado nos calçados? Calçados mais macios não reduziram o Impacto! 20 Atenuação Impacto & Conforto Estudo 3 (Nigg et al.) Modelo anos 70 X Modelo anos 80 (sem amortecedor) (com amortecedor) menor impacto X maior impacto 21 15
16 Percepção CONFORTO: avaliação cega X não cega Absorção de Impacto Shorten (1993), Ker et al. (1987), Shorten (1985) SHORTEN (1993), KER et al. (1987) e SHORTEN (1985) 23 Teoria: locomoção descalça (Robbins e Hanna, 1987; Bergman et al., 1995; Shakoor & Block, 2006) 24 16
17 Melhor: - Percepção sensorial - Mobilidade tornozelo-pé - transferência forças intra-articulares -Dissipação forças que chegam ao joelho Apropriados mecanismos de rolamento do pé e cargas articulares menos danosas (Shakoor & Block, 2006, Doidge, Sacco, 2007) ICN 25 Rolamento Fisiológico do Pé 26 Altura elevada calcanhares 27 17
18 Indicador de lesão: fratura por stress Importante característica para ser controlada ativamente 28 Inexperiente em correr descalço Corredor calçado habitual Corredor descalço habitual Altura elevada calcanhares 29 FILME Lieberman Barefoot Professor 18
19 O que se busca em um calçado moderno? 1. Confortáveis 2. Super acolchoados absorção impacto 3. Com elevação nos calcanhares 4. Com suporte para os arcos 5. Controle da pronação/ supinação Beauty Fair º Congresso Podologia 31 Arcos Plantares Definição Arco: estrutura curva que suporta o peso de um material acima de um espaço vazio. Assim, um ARCO é uma estrutura que é capaz de suportar um peso acima de um espaço sem suporte, a partir do apoio de suas extremidades. 32 Keystone Sports Research, Nike Inc, 1990 Staples Strong plantar ligaments and plantar fascia Tie beam Massive intrinsic and extrinsic muscles Suspentions 19
20 Suporte para arcos plantares Calçado convencional Calçado mínimo 37 O que se busca em um calçado moderno? 1. Confortáveis 2. Super acolchoados absorção impacto 3. Com elevação nos calcanhares 4. Com suporte para os arcos 5. Controle da pronação/ supinação Beauty Fair º Congresso Podologia 38 Pronação e supinação 39 20
21 Calçados com controle estabilidade 40 Calçados com motion control Estudo prospectivo com 189 corredores (22 meses) Sem diferença na incidência de lesões no joelho e tornozelo em função do uso de calçados com controle de estabilidade Hein, Janssen, Fritz & Stefan Grau (2011) 42 21
22 Calçado moderno: cumpre o que se propõe? 1. Confortáveis conforto subjetivo sem relação com propriedades biomecânicas (Dinato, Sacco et al J Scie Med Sport 2014) 2. Super acolchoados / absorção impacto não há atenuação superior ao que o sistema musculoesquelético é capaz 3. Com elevação nos calcanhares induzem aumento de impacto agressivo ao toque do calcanhar no solo (Lieberman, 2010, 2012) 4. Com suporte para os arcos arcos sustentam-se pela sua estrutura biomecânica 5. Controle da pronação/ supinação sem nenhum efeito para prevenir lesão (Hein et al, 2011) Beauty Fair º Congresso Podologia 43 Uso crônico do calçado moderno 1. Aumento sobrecarga mecânica crônica (transiente impact) 2. Mantém alavanca pé rígida 3. Diminuição percepção: informação aferente alterada (Shakoor & Block, 2006, Doidge, 2007) 4. Desuso da musculatura intrínseca do pé 44 ATROFIA COM 9 ANOS DE DESUSO 45 Andreassen CS et al Jun;52(6):
23 46 Doença reumática mais prevalente no mundo (Woolf e Pfleger, 2003) É caracterizada pela degeneração da cartilagem hialina, dor e incapacidade funcional (Scott et al., 1998; Vad et al., 2002) O joelho é a segunda articulação de todo o corpo mais acometida pela doença, com 37% dos casos (Senna et al., 2004). A cada aumento de 1,5 unidades de sobrecarga (torque) aumenta 6,5 risco progressão OA OSTEOARTRITE (OA) Dor e redução da funcionalidade 23
24 Propriedades mecânicas dos calçados modernos (com salto ) usados para caminhada interferem negativamente na progressão da OA (Kerrigan et al., 1998; Kerrigan et al., 2001; Kerrigan et al., 2005; Shakoor e Block, 2006) Shakoor e Block, 2006 Redução sobrecarga joelho agudamente Trombini-Souza, Sacco et al., 2010 Sacco et al., Ensaio Clínico randomizado e controlado cego 6 meses uso 5x/semana 6 horas diárias AVD s 50 24
25 ...umaformade tratamento mecânicoconservadordaoa com o objetivode: 1. minimizar a DOR (67%) 2. melhorar os aspectos FUNCIONAISpara as AVDs (63%) 3. diminuir o consumo de MEDICAÇÃO ANALGÉSICA 4. Evitar piora característicasclínicas (edemae derrame) 5. Reduzirimpulso articularnos joelhos (15%) ou não aumentarcarga
26 Exercícios 54 Programa Bem Estar Globo 31/8/
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