Transporte, Capacitção e Fertilização
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- Renato Silva Morais
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1 Transporte, Capacitção e Fertilização
2 Transporte do Oócito Fímbria: captação e movimento ciliar Ampola: contração da parede
3 Transporte Espermático Trajeto: local de deposição ampola do oviduto Depende da espécie Depende do método de acasalamento
4 Interação do espermatozóide e óvulo Fêmeas ovulam em momentos diferentes após o início do cio; Longevidade do espermatozóide é relacionada com a duração do estro;
5 Interação do espermatozóide e óvulo Espécie Parâmetro Bovinos Ovinos Equinos Suínos Longevidade dos gametas (horas) Espermatozóides Óvulos
6 O volume do ejaculado contém: Espermatozóides. Líquido seminal proveniente das glândulas acessórias. O plasma seminal contém proteínas coaguladoras.
7 Durante o trajeto percorrido pelos espermatozóides no trato reprodutivo da fêmea, eles sofrem mudanças que lhes permitem a habilidade de serem férteis. Estas mudanças se chamamcapacitação ESPERMÁTICA!
8 CAPACITAÇÃO ESPERMÁTICA São modificações bioquímicas e estruturais que os espermatozóides sofrem para adquirir capacidade para fertilização; Necessita ocorrer no trato genital feminino; Componentes de membrana dos espermatozóides são modificados ou removidos; Ocorre a ativação do acrossomo (necessário para a penetração do espermatozóide no óvócito);
9 Epidídimo Ejaculado Capacitado MOLÉCULAS DE SUPERFÍCIE SÍTIOS DE UNIÃO PARA O OVÓCITO Plasma seminal Trato Feminino
10 Hiperativação Espermática
11 Fertilização
12 Fertilização
13 Transporte dos Gametas Ampola Junção útero tubárica Istmo
14 Reaçãodo acrossomo Fixação inicial Capuchão descartado Espermatozóides Exposição de acrosina Fusãodas membranas plasmáticas
15
16 Penetração Espermática
17 Bloqueio à poliespermia Imediatamente após a fertilização, a superfície do ovo sofre modificações para impedir a penetração de espermatozóides adicionais; Quando este mecanismo falha pode ocorrer uma Quando este mecanismo falha pode ocorrer uma fertilização polispérmica que resulta em morte embrionária ou desenvolvimento anormal do animal;
18 Eventos Pós-Fecundação Singamia: fusão dos prónúcleos Reconstituição de estado diplóide Início de divisões mitóticas
19 BASES FISIOLÓGICAS DA GESTAÇÃO
20 PADRÕES HORMONAIS MATERNOS Progesterona: fase luteal (metaestro e diestro) e gestação Maior atividade glandular e vascularização do endométrio Menor atividade muscular e tonicidade uterina Preparação do útero para recepção do ovócito Cérvix permanece fechada Manutenção da prenhez Nutrição do embrião: resíduos de proteínas, gorduras, e restos celulares (Histiótrofo ou leite uterino)
21 TRÂNSITO NO OVIDUTO Relativamente constante, em torno de 3-4 dias Exceção: suínos Ejaculação intra-uterina Ovulações múltiplas Embriões no útero em ± 48h pós-fertilização Eqüinos: Reconhecimento da gestação mais precoce Transporte tubárico depende da ocorrência de fertilização: oócitos não fertilizados não entram no útero
22 DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO Espaço perivitelin o Pró núcleo Zona pelúcida Corpúsculo polar Blastômeros Embrião de duas células Embrião de 4 células Mórula Blastocisto Trofoblast o Blastocisto eclodido Embrião de 8 células Blastocisto Blastocele Trofoblast o
23 DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO Espécie Mórula (d) Blastocisto (d) Blastocisto eclodido (d) Bovina Eqüina Ovina Suína 3,5 45 6,0
24 FASES DO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO
25
26 Embriões não fertilizados
27 Mórula Dia 5; Classificação A=1; B=2; C=3 e D=4
28 Mórula compacta Dia 6-7; Classificação A=1; B=2; C=3 e D=4
29 Blastocisto inicial Dias 6-7; Classificação A=1; B=2; C=3
30 Blastocisto Dias 7-8; Classificação A=1; B=2; C=3
31 Blastocisto expandido Dia 8; Classificação A=1; B=2
32 Blastocisto em eclosão Dias 8-9; Classificação 1
33 Blastocisto eclodido Dias 9-11
34 Implantação Mais correto dizer adesão placentária; A implantação dos animais de produção é superficial e não invasiva; Envolve justaposição e adesão de células epiteliais uterinas com o trofoblasto; Regulada pelo tempo que o endométrio fica exposto à ação da progesterona;
35 Implantação Suínos: completa adesão entre os dias 18 e 24; Equinos: aderência placentária ocorre por volta dos dias 24 e 40; Ruminantes: envolve áreas caruncular e intercaruncular do endométrio, entre o dia 17 e 24;
36 Relação epitélio caruncular e imunologia Placenta dos ruminantes impede a passagem de moléculas grandes (proteínas, anti-corpos); Passagem de pequenas moléculas (aguá, a.a.; peptídeos, glicose); Necessário do consumo de colostro (rico em imunoglobulinas) para ativação do sistema imune do neonato;
37 RECONHECIMENTO DA GESTAÇÃO RUMINANTES Blastocisto Células endometriai s Células endometriai s Glândula uterina Glândula uterina
38 Reconhecimento da gestação Manutenção do CL é essencial; Concepto sintetiza e secreta esteróides e/ou proteínas para sinalizar sua presença; Modulação da liberação da PGF2α; Concepto deve cobrir extensa porção do endométrio para evitar liberação da PGF2α; Suínos = múltiplos conceptos;
39 Reconhecimento da gestação Ruminantes: Ovelha: proteínas secretadas entre os dias 12 e 21 (inibição da liberação da PGF2α); Proteína trofoblastica ovina (0TP-1); Vaca: reconhecimento ocorre entre os dias 16 e 19; Concepto produz proteína trofoblástica bovina, classificada como interféron τ (IFN- τ);
40 Reconhecimento da gestação Porca: Produção de estrógeno pelo concepto; Período entre 11 e 12 dias; As proteínas liberadas não modulam a duração do CL; Conceptos devem estar presentes nos dois cornos uterinos (maior área para prevenção da liberação de PGF2α);
41 Reconhecimento da gestação Égua: Inconclusivo; Reconhecimento entre os dias 8 e 20 de gestação Concepto produz estrógeno (estradiol e estrona); Provável participalção de proteínas especificas.
42 RECONHECIMENTO DA GESTAÇÃO Espécie Fator de reconhecimento de prenhez Bovina Proteína trofoblástica bovina (bifn τ) Eqüina 3 proteínas/estrógenos? Ovina Proteína trofoblástica ovina (oifnτ) Suína Estradiol
43 GESTAÇÃO Intervalo entre o serviço fértil e a expulsão do feto e suas membranas Raça Sexo do feto Idade da mãe Tamanho e número de fetos Estações do ano
44 RECONHECIMENTO DA GESTAÇÃO Sinal: presença do blastocisto na luz uterina Ovinos: se não houver blastocisto no útero até o 12 o. dia, o corpo lúteo regride Suínos: ao menos 4 blastocistos (2 por corno uterino) até o início da implantação (1215 dias)
45 Apenas 1 embrião: DISTRIBUIÇÃO DOS EMBRIÕES Vaca e ovelha: fixação na porção distal do corno adjacente ao ovário que ovulou Égua: é freqüente a migração para o corno oposto Ovelha - 2 embriões: 1 migra para o outro corno Suínos: embriões se distribuem em ambos os cornos
46 IMPLANTAÇÃO EMBRIONÁRIA Após a passagem tubárica, o(s) embrião (ões) possui um período de vida livre Fixação: contato físico, após dissolução da zona pelúcida, entre o trofoblasto e o endométrio Ruminantes, suínos, eqüinos: superficial e não invasiva, com adesão à parede uterina Cães, gatos e roedores: invasiva, com penetração e fagocitose do embrião no epitélio uterino Primatas: embrião digere a parede uterina
47 MANUTENÇÃO DA PRENHEZ Acomodação do útero Corpo lúteo: produção de Progesterona (P4) durante a gestação Hormônios esteróides: Estrogênio e P4
48 ecg -GONADOTROFINA CORIÔNICA EQÜINA Produzido nos cálices endometriais (± uma dúzia) Manutenção de corpo lúteo Estímulo à formação de corpos lúteos acessórios durante a gestação
49 MANUTENÇÃO DA PRENHEZ NA ÉGUA Gônodas fetais Ovários maternos CL ovulatório CLs acessórios Gonadotrofina coriônica eqüina Estrógenos urinários Peso das gônodas fetais Gestação em dias
50 EVENTOS DA GESTAÇÃO Espécie Reconhecimento da gestação (d) Implantação (d pósfertilização) Gestação dias (m) Placenta: principal fonte de P4 Bovinos (9) 6-8 meses Ovinos (5) 50 dias Suínos (3 m, 3 s, 3 d) 3,8 meses Eqüinos (11) 70 dias
51 Placentação Crescimento externo do mesoderma extraembrionário a partir do trofoblasto;
52 MEMBRANAS FETAIS Cavidade amniótica Amnion Luz uterina Córion Cavidade amniótica Amnion Saco vitelino Alantóid e Córion Saco vitelino Cavidade alantóide Espaço extraembrionári o Carúncula Alantocórion Cotilédone
53
54 MEMBRANAS FETAIS Membrana Funções Saco vitelino Córion Alantóide Amnion Cordão umbilical Vestigial Envolve o embrião e outras membranas Associado à delimitação interna do útero para formar a placenta Drena os dejetos fetais Fundese com o córion: placenta cório alantóide Envolve o feto em camada cheia de líquido Envolve os vasos alantóides Ligação vascular entre a mãe e o feto
55
56 MEMBRANAS FETAIS DO FETO BOVINO Placentônios Cavidade amniótica Cavidade alantóide Córion Amnion Cordão umbilical
57 FUNÇÕES DOS LÍQUIDOS FETAIS Proteção contra traumatismos, desidratação e variações de temperatura Permitir o crescimento do feto e seus movimentos sem prejudicar o útero Promover a dilatação da cérvix, vagina e vulva durante o parto Aumentar a lubrificação da vagina após o rompimento das bolsas, facilitando a passagem do feto Inibir o crescimento bacteriano por sua ação mecânica de limpeza e prevenir aderências
58 CLASSIFICAÇÃO DAS PLACENTAS ÁREA DE TROCA HEMOTRÓFICA Cotiledonária: áreas de troca pequenas e dispersas (cotilédones) se unem às criptas das carúnculas uterinas, formando os placentônios Discóide: área de troca em forma de disco Difusa: área de troca se difunde, envolvendo a maior parte do córion Zonária: áreas de troca forma uma zona equatorial em torno da placenta
59 CLASSIFICAÇÃO DAS PLACENTAS ÁREA DE TROCA HEMOTRÓFICA Porca Difusa Égua Cotiledonária Zonária Vaca Vaca Ovelha Discóide Ovelha
60 FUNÇÕES DA PLACENTA Manutenção da gestação Desenvolvimento do feto Preparação do parto Filtração: barreira a algumas substâncias estranhas ao organismo Secreção interna: síntese de hormônios Indução ou supressão da lactação
61 FUNÇÕES DA PLACENTA Respiraçao do feto: transferência de O 2 CO 2 materno-fetal por difusão; Alimentação do feto: Água: passa a barreira placentária nos dois sentidos, por difusão; Metabólitos (glicose, ácidos graxos livres, aminoácidos e lactose);
62 FUNÇÕES DA PLACENTA Imunoproteção: a passagem transplacentária de imunoglobulinas depende do tipo de placenta Ruminantes, suínos e eqüinos: Placenta impermeável às imunoglobulinas É vital a ingestão de colostro nas primeiras horas de vida Carnívoros: Imunidade relativa ao nascer Transmissão passiva de imunoglobulinas durante a gestação
63 FETO BOVINO 110 DIAS DE GESTAÇÃO
64 FETO EQÜINO
65 SUÍNOS PLACENTA E MEMBRANAS FETAIS Ovári o Cornos uterinos Ovári o Placenta s Cordões Umbilicais 30 dias de gestação
66 Diagnóstico de gestação Importância; Métodos; Quando realizar?
67 Diagnóstico de gestação Não retorno ao estro Assimetria dos cornos uterinos (palpação retal) Visualização de sinais de gestação no útero através de ultrassom Doppler Concetração sérica de substâncias (ecg, P4) Frêmito arterial
68 Palpação Retal
69 Palpação Retal 8meses: o feto começa se posicionar para o parto
70 Ultrassom 60 dias (bovino)
71 Ultrassom
72 Ultrassom
73 Doppler Batimentos cardíacos Em ovinos40-50 dias de gestação; Custo/treinamento; Gestações gemelares Gestações avançadas
74 PARTO E DISTOCIA
75 PARTO Processo fisiológico onde há a liberação do feto e placenta pelo organismo materno; O parto é iniciado pelo feto e completado por uma série de interações endócrinas, neuronais com resultados mecânicos;
76 PARTO Cortisol Fetal Comversão de P4 para E2 Liberação de PGF2α Aumento do tônus uterino Desenvolvimento de receptores para ocitocina
77 FASES DO PARTO Dilatação da cérvix Expulsão do feto Expulsão das membranas fetais
78 FASES DO PARTO Duração média (horas) dos três estágios nas fêmeas domésticas: Animal Dilatação Cérvix Expulsão do feto Expulsão membranas fetais Porca Ovelha Vaca Égua
79 Distocia Conceito: Dificuldade ou impedimento que o feto encontra para ser expulso do útero em virtude de problemas de origem materna, fetal ou ambos.
80 Distocia Área Pélvica da vaca Oval Diâmetro vertical > horizontal Diâmetro horizontal dorsal > ventral
81 Distocia Causas: - ordem de parto; - tamanho do terneiro; - sexo; - raça; - CC; - novilha; - área pélvica.
82 Distocia Recomendações: - touros que produzam terneiros pequenos ao nascer; - CC > 3; - seleção por área pélvica; - sexo Não há o que fazer!
83
84 Prolapso de vagina
85 Prolapso de útero
86 Puerpério Importância Espécies
87 Involução Uterina Barreira física para a fertilidade logo após o parto Período de tempo variável (± 40 dias) Não é problema pois não afeta a ciclicidade pósparto
88 INVOLUÇÃO UTERINA 9 kg 700 g
89
90
91
92 Ciclo Estral Curto É uma fase de transição à ciclicidade normal Ocorrência da regressão do CL antes do momento normal PGF2α CL é menor e secreta menor quantidade de progesterona Ocorre até±40 dias pós-parto
93 Anestropós-partoemvacasde corte Anestro 1 o FD * * Progesterona Ciclo curto Parto Dias Relativos ao parto Primeiro cio
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