APOSENTADORIA ESPECIAL

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1 APOSENTADORIA ESPECIAL Professor: Rodrigo Sodero Facebook: Professor Rodrigo Sodero (fan page) e Rodrigo Sodero III

2 Aposentadoria Especial: Fundamentos e Conceito FUNDAMENTOS: Artigo 201, 1º, da CF, Artigos 57 e 58, da Lei 8.213/91 (LB), Artigos 64 a 70, do Decreto 3.048/99 e Artigos 246 a 299, da IN INSS/PRES 77/2015. CONCEITO: A aposentadoria especial é um benefício que visa proteger o segurado que trabalha sujeito a condições prejudiciais à sua saúde ou integridade física, proporcionando-lhe a retirada da atividade nociva antes que efetivamente sofra os efeitos da mencionada exposição.

3 Aposentadoria Especial: Pressupostos PRESSUPOSTOS DE CONCESSÃO: 1. 15, 20 ou 25 anos trabalhados em atividade nociva à saúde e/ou integridade física (especificidades serão abordadas oportunamente). 2. Carência de 180 contribuições ou tabela do art. 142, da LB.

4 Caracterização e Comprovação do Tempo Especial Com relação à caracterização da atividade como especial devemos aplicar o princípio do tempus regit actum (art. 70, 1º, do Decreto 3.048/99), tendo em vista o direito adquirido (art. 5º, inciso XXXVI, da CF e art. 6º, da LINDB) Ou seja, para se averiguar se a atividade deve ser considerada ou não especial deve-se observar a legislação vigente à época da prestação do serviço.

5 Caracterização e Comprovação do Tempo Especial As normas mais importantes para a caracterização da atividade como especial são: 1. Lei 3.807/60 e Decreto /64 (Quadro Anexo a que se refere o seu art. 2º) e /79 (Anexos I e II), 2. Artigos 57 e 58, da Lei 8.213/91; 3. Lei 9.032/95 e Decreto 2.172/97 (Anexo IV), e 4. Decreto 3.048/99 (Anexo IV). A seguir, trataremos em mais detalhes dessas normas.

6 Caracterização e Comprovação do Tempo Especial Os Decretos /64 e /79 traziam em seus quadros anexos róis de atividades profissionais de agentes agressivos à saúde e/ou integridade física que davam ao segurado que se enquadrasse em uma dessas profissões ou que se expunha à algum dos agentes, o direito ao cômputo do tempo trabalhado, como especial. O entendimento jurisprudencial é pacificado, no sentido de que os decretos acima referidos podem ser simultaneamente invocados.

7 Caracterização e Comprovação do Tempo Especial Assim, as atividades exercidas durante a vigência dos referidos decretos podem ser consideradas como especiais pela CATEGORIA PROFISSIONAL (prova: art. 270, IN INSS/PRES 77/2015) ou pela EXPOSIÇÃO AOS AGENTES NOCIVOS (formulários*: AGENTES INSALUBRES, PENOSOS OU PERIGOSOS). Segundo a Súmula 198, do extinto TFR, e remansosa jurisprudência, o rol de profissões e de agentes nocivos dos referidos decretos não são exaustivos ou taxativos, mas, sim, meramente exemplificativos ou elucidativos. Vide o art. 277, 3º, da IN INSS/PRES 77/2015 quanto ao Anexo IV do RPS: EXEMPLIFICATIVO.

8 Caracterização e Comprovação do Tempo Especial Neste sentido, vejamos: Súmula 70, da TNU: A atividade de tratorista pode ser equiparada à de motorista de caminhão para fins de reconhecimento de atividade especial mediante enquadramento por categoria profissional.

9 Caracterização e Comprovação do Tempo Especial Precedentes do STJ: AgRg no REsp , e; AgRg no REsp

10 Caracterização e Comprovação do Tempo Especial Outro ponto importante é aquele que diz respeito à data limite de vigência dos Decretos /64 e /79 e, por conseguinte, da caracterização da atividade como especial de acordo com a atividade profissional (presunção jures et de jure de especialidade). Possível até a edição da Lei 9.032/95!!!

11 Caracterização e Comprovação do Tempo Especial FORMULÁRIOS: IS SSS /71: Anexo I, da Seção I, do BS/DS 38, de ISS-132: Anexo IV, da parte II, do BS/DG 231, de SB-40: OS/SB 52.5, de DISES BE 5235: Resolução INSS/PR 58, de DSS-8030: OS/INSS/DSS 518, de DIRBEN 8030: IN 39, de PPP: IN/INSS/DC 99, de (a partir de informações falsas: falsidade ideológica (art. 297, do CP) e multa (art. 68, 6º c/c art. 283, do RPS).

12 Aposentadoria Especial: Agentes nocivos AGENTES: Químicos, físicos, biológicos, psicológicos, ergonômicos, perigosos ou associação desses agentes.

13 Aposentadoria Especial: Agentes nocivos Hoje, o Anexo IV, do Decreto 3.048/99, é quem traz a quantidade de anos de exposição necessários para a concessão da aposentadoria especial (vide art. 252, da IN INSS/PRES 77/2015). Vejamos: 15 anos: trabalhos em mineração subterrânea, em frentes de produção, com exposição à associação de agentes físicos, químicos ou biológicos. (4.0.2, do Anexo IV, ao Decreto 3.048/99).

14 Aposentadoria Especial: Agentes nocivos 20 anos: asbestos; trabalhos em mineração subterrânea, afastados das frentes de produção, com exposição à associação de agentes físicos, químicos ou biológicos. (itens e 4.0.1, do Anexo IV, ao Decreto 3.048/99). 25 anos: demais casos.

15 Aposentadoria Especial: Agentes nocivos A Lei 9.732, de (advinda da conversão da MP 1.729/98, publicada em ), trouxe a questão da qualidade e da quantidade para definir se o agente presente no ambiente laboral é ou não nocivo, quando autorizou que a legislação trabalhista fosse parâmetro para o enquadramento das atividades especiais (art. 58, 1º, da Lei 8.213/91).

16 Aposentadoria Especial: Agentes nocivos Agente qualitativo: nocividade presumida; constantes nos Anexos 6, 13, 13-A e 14, da NR 15 e no Anexo IV, do Decreto 3.048/99, para agentes iodo e níquel. São agentes qualitativos: Ar comprimido e pressão atmosférica anormal (6), agentes químicos (13), benzeno (13-A) e agentes biológicos(14). Observação: art. 278, 1º, inciso I, da IN INSS/PRES 77/2015.

17 Aposentadoria Especial: Agentes nocivos Agente quantitativo: considerado pela ultrapassagem dos limites de tolerância ou doses, dispostos nos Anexos 1, 2, 3, 5, 8, 11 e 12, da NR 15. São agentes quantitativos: Ruído (1), ruído de impacto (2), calor (3), radiações ionizantes (5), vibrações (8), agentes químicos quantitativos (11), poeiras minerais(12). Observação: art. 278, 1º, inciso II, da IN INSS/PRES 77/2015.

18 Aposentadoria Especial: Responsável pela análise Responsável pela análise: Nos termos do art. 297, da IN INSS/PRES 77/2015, o Perito Médico Previdenciário - PMP realizar análise técnica dos períodos de atividade exercida em condições especiais com exposição a agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física, quando requisitado tanto em processos administrativos, quanto em processos judiciais, avaliando as informações: a) dos formulários de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais, conforme o caso, observando o disposto no art. 260, da IN 77/2015, confrontando as informações com os documentos contemporâneos apresentados; e b) do LTCAT ou documentos substitutivos informados no art. 261, da IN 77/2015, confrontando com os documentos apresentados, observando o art. 262, da mesma IN.

19 Aposentadoria Especial: Responsável pela análise É atribuição do PMP solicitar esclarecimentos, remetendo às solicitações ao servidor administrativo para os devidos encaminhamentos, caso identifique inconsistência, divergência ou falta de informações indispensáveis ao reconhecimento do direito de enquadramento de período de atividade exercido em condições especiais e emitir parecer técnico através do preenchimento do formulário denominado Análise e Decisão Técnica de Atividade Especial - Anexo LII, da IN 77/2015, de forma clara, objetiva e legível, com a fundamentação que justifique a decisão e realizar o enquadramento no sistema do(s) período(s) de atividade exercido em condições especiais por exposição à agente nocivo.

20 Aposentadoria Especial: Responsável pela análise Na forma do art. 298, da IN INSS/PRES 77/2015, o PMP poderá, sempre que julgar necessário, solicitar as demonstrações ambientais (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA; Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR; Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção - PCMAT; Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PCMSO; Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho - LTCAT; e Perfil Profissiográfico Previdenciário PPP) e outros documentos pertinentes à empresa responsável pelas informações, bem como inspecionar o ambiente de trabalho.

21 Aposentadoria Especial: Permanência CONCEITO DE PERMANÊNCIA: Em regra, trabalho permanente é aquele em que o segurado, no exercício de suas funções, esteve efetivamente exposto a agentes nocivos. Exigência trazida pela Lei 9.032/95 ( 3º, do art. 57, da LB).

22 Aposentadoria Especial: Permanência O Decreto 4.882/03, alterou alguns dispositivos do Decreto 3.048/99, evidenciando uma nova realidade quanto à concessão do benefício. A principal alteração diz respeito à não haver mais a necessidade de exercício da atividade laboral de forma habitual e contínua com agentes nocivos para se ter direito ao benefício, mas sim, de atividade PERMANENTE.

23 Aposentadoria Especial: Permanência De acordo com a nova redação dada ao art. 65, do Decreto 3.048/99, considera-se trabalho permanente aquele que é exercido de forma não ocasional nem intermitente, no qual a exposição do empregado, do trabalhador avulso ou do cooperado ao agente nocivo seja indissociável da produção do bem ou da prestação do serviço. Com isto, o Decreto 3.048/99 permite uma flexibilização da necessidade de cumprimento de jornada integral para fins de obtenção do benefício (Precedente: TNU, Processo /SC e TRF4, Processo /SC).

24 Aposentadoria Especial: Permanência Neste sentido, também vejamos: Súmula 49, da TNU: Para reconhecimento de condição especial de trabalho antes de , a exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física não precisa ocorrer de forma permanente. Precedente do STJ: REsp /SC, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, SEXTA TURMA, julgado em 18/10/2005, DJ 21/11/2005.

25 Aposentadoria Especial: Permanência No que diz respeito aos períodos de gozo de auxíliodoença ou aposentadoria por invalidez, que sucedem período de exercício de atividade especial, o parágrafo único, do art. 65, do Decreto 3.048/99, diz que o período de afastamento deve ser computado como especial, desde que o benefício tenha natureza acidentária.

26 Aposentadoria Especial: Permanência No mesmo sentido dispõe o art. 291, da IN INSS/PRES 77/2015: São considerados períodos de trabalho sob condições especiais, para fins desta Subseção, os períodos de descanso determinados pela legislação trabalhista, inclusive férias, os de afastamento decorrentes de gozo de benefícios de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez acidentários, bem como os de recebimento de salário-maternidade, desde que, à data do afastamento, o segurado estivesse exercendo atividade considerada especial. O parágrafo único do referido artigo determina que: Os períodos de afastamento decorrentes de gozo de benefício por incapacidade de espécie não acidentária não serão considerados como sendo de trabalho sob condições especiais.

27 Aposentadoria Especial: Permanência Entendemos que o afastamento deve ser computado como especial desde que o benefício por incapacidade suceda interregno no qual houve exercício de atividade especial, independentemente da espécie do benefício. (O Decreto afronta o art. 84, inciso IV, da CF e o art. 29, 5º, da Lei 8.213/91)

28 Aposentadoria Especial: Permanência TNU dos JEF`s: nos autos do Processo nº a TNU determinou a suspensão de todos os processos que tramitam pelo JEF sobre o tema. TRF4: IRDR no Processo , julgado favoravelmente aos segurados.

29 Aposentadoria Especial: Permanência Alguns outros precedentes: Apelação /RS, julgada pelo TRF4. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. CONVERSÃO DE AUXÍLIO-DOENÇA EM AUXÍLIO- ACIDENTE. SUBSTITUIÇÃO DA APOSENTADORIA POR TEMPO DE SERVIÇO EM APOSENTADORIA ESPECIAL. CONVERSÃO NÃO RECONHECIDA. APOSENTADORIA ESPECIAL CONCEDIDA.

30 Aposentadoria Especial: Permanência APELAÇÃO DA PARTE AUTORA PARCIALMENTE PROVIDA. 1. O pedido da parte autora se funda na conversão do auxílio-doença em auxílio-acidente para a contagem deste como período especial e a conversão da aposentadoria por tempo de serviço em aposentadoria especial. 2. O período em que o segurado esteve em gozo de auxílio-doença pode ser considerado como tempo de serviço especial, desde que precedido de labor especial. 3. O segurado que estiver em gozo do benefício de auxílio-doença tem direito a computá-lo como tempo de serviço especial, fazendo jus à sua conversão para comum, uma vez que existe expressa autorização legislativa contida no artigo 63 do Decreto nº 2.172/97, no sentido de se tomar como especial o interregno em gozo de auxílio-doença, quando esse se situar entre dois lapsos temporais assim qualificados, o que é o caso dos autos.

31 Aposentadoria Especial: Permanência 4. Ainda que não reconhecido a conversão do período de auxílio-doença em auxílio-acidente, considerando que não há documentos suficientes a demonstrar que o afastamento do autor se deu exclusivamente ao fato do acidente ocorrido, deve o INSS averbar como atividade especial o período de 16/04/2005 a 12/12/2005, período em que o autor estava em auxíliodoença, tendo em vista que o trabalho por ele exercido antes e após o referido auxílio fora reconhecido como período especial na empresa "ferrobran", de 29/08/1981 a 30/08/ Computado o período de 16/04/2005 a 12/12/2005 como atividade especial, acrescido aos demais períodos reconhecidos e já averbado pelo INSS, até a data do requerimento administrativo (20/11/2008) perfaz-se um total de 25 anos e dois dias de trabalho exercido em atividade especial, suficientes para o deferimento da aposentadoria especial, nos termos dos artigos 57 e 58 da Lei nº 8.213/91.

32 Aposentadoria Especial: Permanência 6. O segurado à revisão de benefício previdenciário de aposentadoria por tempo de serviço para sua conversão em aposentadoria especial, vez que preenchidos os requisitos para seu deferimento, bem como ser mais vantajosa à parte autora, conforme requerido na inicial. 7. Observar a prescrição quinquenal das parcelas que antecedem o quinquênio contado do ajuizamento da ação e a obrigatoriedade da dedução, na fase de liquidação, dos valores eventualmente pagos à parte autora na esfera administrativa. 8. Apelação da parte autora parcialmente provida. (TRF 3ª Região, SÉTIMA TURMA, AC - APELAÇÃO CÍVEL , Rel. DESEMBARGADOR FEDERAL TORU YAMAMOTO, julgado em 06/03/2017, e-djf3 Judicial 1 DATA: 14/03/2017)

33 Aposentadoria Especial: Permanência PROCESSO CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. ATIVIDADE ESPECIAL. COMPROVAÇÃO DE EXPOSIÇÃO À TENSÃO ELÉTRICA SUPERIOR A 250 VOLTS. OBSERVÂNCIA DA LEI VIGENTE À ÉPOCA PRESTAÇÃO DA ATIVIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPLANTAÇÃO IMEDIATA DO BENEFÍCIO. I - No que tange à atividade especial, a jurisprudência pacificou-se no sentido de que a legislação aplicável para sua caracterização é a vigente no período em que a atividade a ser avaliada foi efetivamente exercida, devendo, portanto, no caso em tela, ser levada em consideração a disciplina estabelecida pelos Decretos n /64 e /79, até e, após, pelo Decreto n /97, sendo irrelevante que o segurado não tenha completado o tempo mínimo de serviço para se aposentar à época em que foi editada a Lei nº 9.032/95.

34 Aposentadoria Especial: Permanência II - Quanto à conversão de atividade especial em comum após , por exposição à eletricidade, o E. Superior Tribunal de Justiça, através do RESP nº SC (Relator Ministro Herman Benjamin, julgado em , DJe ,), entendeu que o artigo 58 da Lei 8.213/91 garante a contagem diferenciada para fins previdenciários ao trabalhador que exerce atividades profissionais prejudiciais à saúde ou à integridade física (perigosas), sendo a eletricidade uma delas, desde que comprovado mediante prova técnica. III- No caso dos autos, houve comprovação de que o autor esteve exposto à tensão elétrica superior a 250 volts, que, por si só, justifica o reconhecimento da especialidade pleiteada.

35 Aposentadoria Especial: Permanência Ademais, em se tratando de exposição a altas tensões elétricas, que tem o caráter de periculosidade, a caracterização em atividade especial independe da exposição do segurado durante toda a jornada de trabalho, pois que a mínima exposição oferece potencial risco de morte ao trabalhador, justificando o enquadramento especial. IV - A percepção de benefício de auxílio-doença não elide o direito à contagem com acréscimo de 40%, tendo em vista que o autor exercia atividade especial quando do afastamento do trabalho. V - Honorários advocatícios arbitrados em 15% sobre o valor das prestações vencidas até a data da sentença, em conformidade com a Súmula 111 do STJ.

36 Aposentadoria Especial: Permanência VI - Nos termos do artigo 497 do Novo Código de Processo Civil, determinada a imediata implantação do benefício de aposentadoria especial. VII - Apelação da parte autora provida. (TRF 3ª Região, DÉCIMA TURMA, AC - APELAÇÃO CÍVEL , Rel. DESEMBARGADOR FEDERAL SERGIO NASCIMENTO, julgado em 11/10/2016, e-djf3 Judicial 1 DATA:19/10/2016)

37 Aposentadoria Especial: Permanência Dica Prática: Sempre que formos realizar a contagem do tempo especial devemos requerer o CNIS do segurado e eventual(ais) carta(s) de concessão de auxílio(s)- doença(s), aposentadoria por invalidez e/ou saláriomaternidade!!!

38 Aposentadoria Especial: Prova da exposição permanente Permanência implícita no PPP: O PPP trata-se de um histórico laboral do trabalhador, indicando o setor, a função, o cargo, a CBO (Classificação Brasileira de Ocupação), bem como indicando de forma pormenorizada as atividades exercidas, não restando dúvida, portanto, de que, se o trabalhador não exerceu outra função e/ou atividade em outro setor, e se naquele setor indicado no PPP esteve exposto a agentes nocivos, o critério da permanência encontra-se implícito neste documento.

39 Aposentadoria Especial: Prova da exposição permanente Utilização de EPI de modo contínuo: O PPP traz a informação de que o EPI foi utilizado de modo contínuo. Assim sendo, obviamente, que a exposição se deu de modo permanente. Prova testemunhal: A prova testemunhal pode ser utilizada para comprovação da permanência na exposição aos agentes nocivos.

40 Aposentadoria Especial: Beneficiários BENEFICIÁRIOS: Para o INSS, somente o empregado, trabalhador avulso e contribuinte individual cooperado (art. 247, da IN INSS/PRES 77/2015). Todos os segurados, no nosso entendimento!!!

41 Tempo Especial e o Contribuinte Individual Nos casos de contribuinte individual, nos termos do inciso I, do art. 259, da IN INSS/PRES 77/2015, o INSS deve reconhecer o período trabalhado em atividade especial, por categoria profissional, até , mediante apresentação de documentos que comprovem, ano a ano, a permanência na atividade exercida (não seria necessário o PPP ou qualquer formulário).

42 Tempo Especial e o Contribuinte Individual Com relação ao período trabalhado após a edição da Lei 9.032/95, entretanto, é aconselhável que o contribuinte individual não cooperado - se possível - contrate uma empresa especializada para laudar o ambiente de trabalho e confeccionar o PPP, pois o INSS não reconhece o tempo trabalhado como especial (art. 259, inciso II, da IN INSS/PRES 77/2015). Além disso, outras provas podem ser produzidas!!!

43 Tempo Especial e o Contribuinte Individual Súmula 62, da TNU: O segurado contribuinte individual pode obter reconhecimento de atividade especial para fins previdenciários, desde que consiga comprovar exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física." (DOU ) Precedente: TRF4, APELREEX , Rel. Luís Alberto D Azevedo Aurvalle. D.E

44 Aposentadoria Especial: Laudo Técnico LAUDO TÉCNICO: A Lei 9.528, de , alterou a redação do art. 58, 1º, da Lei 8.213/91, passando a exigir que o formulário comprobatório do tempo especial fosse emitido com base em Laudo Técnico - LTCAT. O lastreamento em Laudo sempre foi exigido para o agente nocivo ruído (segundo algumas decisões, também para frio e calor).

45 Aposentadoria Especial: Laudo Técnico Nos termos do art. 258, da IN INSS/PRES 77/2015 para caracterizar o exercício de atividade sujeita a condições especiais o segurado empregado ou trabalhador avulso deverá apresentar, original ou cópia autenticada da Carteira Profissional - CP ou da Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS, acompanhada dos seguintes documentos:

46 Aposentadoria Especial: Laudo Técnico Para períodos laborados até 28 de abril de 1995, véspera da publicação da Lei 9.032/95: a) Os antigos formulários de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais emitidos até 31 de dezembro de 2003, e quando se tratar de exposição ao agente físico ruído, será obrigatória a apresentação, também, do Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho - LTCAT; ou b) Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP emitido a partir de 1º de janeiro de 2004; (NÃO FALA DO LAUDO NEM PARA O RUÍDO!!!)

47 Aposentadoria Especial: Laudo Técnico Para períodos laborados entre 29 de abril de 1995, data da publicação da Lei 9.032/95, a 13 de outubro de 1996, véspera da publicação da MP 1.523/96: a) Os antigos formulários de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais emitidos até 31 de dezembro de 2003, e quando se tratar de exposição ao agente físico ruído, será obrigatória a apresentação do LTCAT ou demais demonstrações ambientais arroladas no inciso V do caput do art. 261, da IN INSS/PRES 77/2015; ou b) Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP emitido a partir de 1º de janeiro de 2004; (NÃO FALA DO LAUDO NEM PARA O RUÍDO!!!)

48 Aposentadoria Especial: Laudo Técnico Para períodos laborados entre 14 de outubro de 1996, data da publicação da MP 1.523/96 a 31 de dezembro de 2003, data estabelecida pelo INSS em conformidade com o determinado pelo 3º do art. 68 do RPS: a) Os antigos formulários de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais emitidos até 31 de dezembro de 2003 e, LTCAT para exposição a qualquer agente nocivo ou demais demonstrações ambientais arroladas no inciso V do caput do art. 261, da IN INSS/PRES 77/2015; ou b) Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP emitido a partir de 1 de janeiro de 2004; (NÃO FALA DO LAUDO!!!)

49 Aposentadoria Especial: Laudo Técnico Para períodos laborados a partir de 1º de janeiro de 2004, o documento a ser apresentado deverá ser o PPP, conforme estabelecido por meio da Instrução Normativa INSS/DC 99, de 5 de dezembro de 2003, em cumprimento ao 3º do art. 68 do RPS. NÃO FALA DO LAUDO!!!

50 Laudo Técnico e PPP: o que diz o STJ? Pet /RS: É lícito concluir que apresentado o PPP, mostra-e desnecessária a juntada do LTCAT, exceto quando suscitada dúvida objetiva e idônea pelo INSS quanto à congruência entre os dados do PPP e do próprio laudo que o tenha embasado!

51 Tempo Especial: Outros meios de prova Em que pese a existência do PPP, entendemos que o tempo especial pode ser comprovado por todos os meios de prova, como a realização de perícia no local de trabalho, em estabelecimento similar, através de sentença trabalhista que reconheceu o trabalho em exposição à agentes nocivos, etc. CNIS com anotação de IEAN: exposição à agentes nocivos no grupo 15, 20 ou 25 anos.

52 Tempo Especial: Outros meios de prova Perícia indireta ou por similaridade como meio de prova do tempo especial: PREVIDENCIÁRIO. ATIVIDADE ESPECIAL. CONFIGURAÇÃO. PERÍCIA INDIRETA EM EMPRESA SIMILAR. LOCAL DE TRABALHO ORIGINÁRIO INEXISTENTE. POSSIBILIDADE. 1. "Mostra-se legítima a produção de perícia indireta, em empresa similar, ante a impossibilidade de obter os dados necessários à comprovação de atividade especial, visto que, diante do caráter eminentemente social atribuído à Previdência, onde sua finalidade primeira é amparar o segurado, o trabalhador não pode sofrer prejuízos decorrentes da impossibilidade de produção, no local de trabalho, de prova, mesmo que seja de perícia técnica". (REsp /RS, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe ). 2. Agravo Regimental não provido. (AgRg no REsp /RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 18/03/2014, DJe 27/03/2014)

53 Tempo Especial e necessidade de documentação contemporânea Quanto à necessidade de que os documentos comprobatórios do exercício da atividade especial sejam contemporâneos à época da prestação do serviço, nota-se que tal exigência é completamente desarrazoada. É evidente que o fato de os documentos terem sido fornecidos após o término da prestação dos serviços não pode prejudicar o segurado do Regime Previdenciário, sendo legítima a utilização do laudo e documento fornecido pela empresa ou órgão público, de acordo com as informações constantes em seus dados arquivados.

54 Tempo Especial e necessidade de documentação contemporânea Ademais, ao contrário do que costuma afirmar o INSS, não há impedimento legal para que se aceite o laudo extemporâneo à época em que o segurado efetivamente trabalhou. Como bem salienta Maria Helena Carreira Alvim Ribeiro, muitas vezes esses formulários não são emitidos à época em que o segurado exerceu a atividade insalubre, mas quando se desliga do trabalho, e, outras vezes, são reeditados em substituição ao formulário extraviado, além de serem muitas vezes emitidos após reclamação do segurado contra a empregadora, objetivando o reconhecimento de condições de trabalho insalubres. (Aposentadoria Especial. 2ª Ed. Curitiba:Juruá, 2005, p. 289/290.)

55 Tempo Especial e necessidade de documentação contemporânea Portanto, não há qualquer razão para que os documentos EXTEMPORÂNEOS não sejam aceitos como verdadeiros, devendo-se considerar, inclusive, que o INSS nunca foi impedido de examinar o local de trabalho onde foi desenvolvido o trabalho nocivo para que pudesse apurar possíveis irregularidades ou fraudes no preenchimento desses documentos. Destaca-se ainda que, a exigência de contemporaneidade dos documentos, em alguns casos, simplesmente inviabilizaria a demonstração do exercício da atividade especial.

56 Tempo Especial e necessidade de documentação contemporânea Neste sentido, vejamos: Súmula 68, da TNU: O laudo pericial não contemporâneo ao período trabalhado é apto à comprovação da atividade especial do segurado. Precedente do TRF3: Processo , Turma Suplementar da 3ª Seção, Rel. Juíza Convocada Louise Filgueiras, DJF3 de

57 Prova do Tempo especial categoria profissional EMPRESA EXTINTA Data limite: Art. 270, 1º, da IN 77/2015: No caso de empresa legalmente extinta, a não apresentação do formulário de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais ou PPP não será óbice ao enquadramento do período como atividade especial por categoria profissional para o segurado empregado, desde que conste a função ou cargo, expresso e literal, nos documentos relacionados no inciso I deste artigo, idêntica às atividades arroladas em um dos anexos legais indicados no art. 269, devendo ser observada, nas anotações profissionais, as alterações de função ou cargo em todo o período a ser enquadrado.

58 Justificação Administrativa Art. 582, da IN 77/2015: Quando o segurado não dispuser de formulário para análise de atividade especial e a empresa estiver legalmente extinta, a JA poderá ser processada, mediante requerimento, observado o 1º e o caput do art. 261 e, ainda, as seguintes disposições: I - quando se tratar de comprovação de enquadramento por categoria profissional ou atividade até 28 de abril de 1995, véspera da publicação da Lei nº 9.032, de 1995, na impossibilidade de enquadramento na forma dos arts. 269 a 275, a JA será instruída com base em outros documentos em que conste a função exercida, devendo ser verificada a correlação entre a atividade da empresa e a profissão do segurado; e II - quando se tratar de exposição à qualquer agente nocivo em período anterior ou posterior à Lei nº 9.032, de 1995, a JA deverá ser instruída obrigatoriamente com a apresentação do laudo técnico de avaliação ambiental coletivo ou individual.

59 Justificação Administrativa para comprovação da atividade especial 1º Caso o laudo referido no inciso II seja extemporâneo ao período alegado, deverá atender às exigências do 3º do art º Para o disposto neste artigo, a comprovação da extinção da empresa far-se-á observando-se os 3º e 4º do art º A JA processada na hipótese do inciso II deste artigo dependerá da análise da perícia médica, devendo a conclusão do mérito ser realizada pelo servidor que a autorizou.

60 Utilização de EPI A matéria foi apreciada pelo STF, em , quando do julgamento do ARE , com repercussão geral reconhecida pela Corte Suprema (Rel. Min. Luiz Fux). O STF firmou, para os efeitos do art. 543-B, do CPC, duas teses que veremos a seguir.

61 Utilização de EPI TESE ESPECÍFICA: Em se tratando de exposição do segurado ao agente nocivo ruído, acima dos limites de tolerância, a eficácia do EPI NÃO DESCARACTERIZA a atividade especial para fins de aposentadoria. TESE GERAL: O direito à aposentadoria especial (art. 201, 1º, da CF) pressupõe a efetiva exposição do trabalhador a agente nocivo. Se o EPI é eficaz para neutralizar, o tempo de atividade não se caracteriza como especial. O ônus da prova seria do INSS, segundo nosso entendimento!

62 Utilização de EPI (...) Sublinhe-se o fato de que o campo "EPI Eficaz (S/N)" constante no Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) é preenchido pelo empregador considerando-se, tão somente, se houve ou não atenuação dos fatores de risco, consoante determinam as respectivas instruções de preenchimento previstas nas normas regulamentares. Vale dizer: essa informação não se refere à real eficácia do EPI para descaracterizar a nocividade do agente. (...) (TRF 3ª Região, NONA TURMA, AC - APELAÇÃO CÍVEL , Rel. JUIZ CONVOCADO RODRIGO ZACHARIAS, julgado em 13/02/2017, e-djf3 Judicial 1 DATA:01/03/2017)

63 Utilização de EPI (...) I - O uso de equipamentos de proteção individual - EPI não é suficiente para descaracterizar a especialidade da atividade, a não ser que comprovada a real efetividade do aparelho na neutralização do agente nocivo. II - A informação registrada pelo empregador no Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) sobre a eficácia do EPI não tem o condão de descaracterizar a sujeição do segurado aos agentes nocivos. Conforme decisão proferida pelo C. STF na Repercussão Geral nº /SC, a legislação previdenciária criou, com relação à aposentadoria especial, uma sistemática na qual é colocado a cargo do empregador o dever de elaborar laudo técnico voltado a determinar os fatores de risco existentes no ambiente de trabalho, ficando o Ministério da Previdência Social responsável por fiscalizar a regularidade do referido laudo. Ao mesmo tempo, autoriza-se que o empregador obtenha benefício tributário caso apresente simples declaração no sentido de que existiu o fornecimento de EPI eficaz ao empregado.

64 Utilização de EPI III - Não se pode impor ao segurado - que não concorre para a elaboração do laudo, nem para a sua fiscalização - o dever de fazer prova da ineficácia do equipamento de proteção que lhe foi fornecido. Caberá ao INSS o ônus de provar que o trabalhador foi totalmente protegido contra a situação de risco, pois não se pode impor ao empregado - que labora em condições nocivas à sua saúde - a obrigação de suportar individualmente os riscos inerentes à atividade produtiva perigosa, cujos benefícios são compartilhados por toda a sociedade. IV - Recurso improvido. (TRF 3ª Região, TERCEIRA SEÇÃO, EI - EMBARGOS INFRINGENTES , Rel. DESEMBARGADOR FEDERAL NEWTON DE LUCCA, julgado em 10/11/2016, e-djf3 Judicial 1 DATA: 25/11/2016)

65 Utilização de EPI DICA PRÁTICA: ATENÇÃO AO CERTIFICADO DE APROVAÇÃO (C.A.) DO EPI!!! CONSULTA PELA INTERNET (TIPO DE EPI E VALIDADE). DICA PRÁTICA: RECLAMAÇÕES TRABALHISTAS PARA RETIFICAÇÃO DO PPP, EM DETERMINADAS SITUAÇÕES SÃO INTERESSANTES!

66 Utilização de EPI Enunciado 21, do CRPS: O simples fornecimento de equipamento de proteção individual de trabalho pelo empregador não exclui a hipótese de exposição do trabalhador aos agentes nocivos à saúde, devendo ser considerado todo o ambiente de trabalho. Neste sentido, vale a menção dos precedentes existentes até então no âmbito do TRF3 e do STJ: AMS (TRF3) e RESP (STJ).

67 Utilização de EPI Súmula 09, da TNU: O uso de Equipamento de Proteção Individual, ainda que elimine a insalubridade, no caso de exposição a ruído, não descaracteriza o tempo de serviço especial prestado.

68 Utilização de EPI EXPOSIÇÃO À BENZENO: Memorando Circular 8 DIRSAT: caracterização possível mesmo sem a utilização de EPI. EPI PARA AGENTE CANCERÍGENOS: Memorando- Circular 02 DIRSAT/DIRBEN/INSS

69 Ruído como Agente Nocivo Segundo o STJ, o tempo de trabalho laborado com exposição a ruído é considerado especial, nos seguintes níveis: superior a 80 decibéis, na vigência do Decreto n /64 (1.1.6); superior a 90 decibéis, a partir de 5 de março de 1997, na vigência do Decreto n /97; superior a 85 decibéis, a partir da edição do Decreto n , de 18 de novembro de (REsp repetitivo /PR)

70 Ruído como Agente Nocivo Entendemos que após a edição do Decreto 2.172/97, para fins de reconhecimento do tempo como especial, basta a exposição a ruído superior a 85 db, pois a questão não é jurídica, mas sim, técnica, já que está cientificamente comprovada a nocividade do agente nesse nível. No mínimo, após a edição da MP 1.729, de , transformada na Lei 9.732/98, o limite a ser considerado deve ser o de 85 db, pois remete o intérprete à observação da legislação trabalhista (art. 58, 1º, da LB).

71 Ruído como Agente Nocivo Isso porque, a partir da vigência da MP 1.729, de , transformada na Lei 9.732/98, diante do princípio da hierarquia das normas, o Decreto 2.172/97 foi revogado. Ademais, o segurado não pode ser apenado pela demora da regulamentação da lei pelo Executivo, o que neste caso somente aconteceu em 2003, com a edição do Decreto

72 Ruído Margem de Erro (...) IV - Mantidos os termos da sentença que reconheceu a especialidade dos períodos de (...) e de a , por exposição a ruído de 89,1 decibéis (conforme PPP encartado aos autos), pois mesmo em parte do período sendo inferior ao patamar mínimo de 90 decibéis previsto no Decreto 2.172/97, pode-se concluir que uma diferença de menos de 01 (um) db na medição pode ser admitida dentro da margem de erro decorrente de diversos fatores (tipo de aparelho, circunstâncias específicas na data da medição, etc.). (TRF 3ª Região, DÉCIMA TURMA, APELREEX - APELAÇÃO/REMESSA NECESSÁRIA , Rel. DESEMBARGADOR FEDERAL SERGIO NASCIMENTO, julgado em 18/10/2016, e-djf3 Judicial 1 DATA:26/10/2016)

73 Agentes nocivos perigosos e Aposentadoria Especial O Anexo IV, do Decreto 2.172/97, não mais relaciona os agentes perigosos para fins de caracterização do tempo especial. Observa-se, no entanto: O art. 201, 1º, da CF o art. 57, da Lei 8.213/91, quando trata das atividades exercidas em condições especiais, incluem as que colocam em risco a integridade física do trabalhador; Os róis trazidos pelos decretos regulamentadores são meramente exemplificativos; O art. 193, da CLT, descreve as atividades perigosas.

74 Agentes nocivos perigosos e Aposentadoria Especial Portanto, entendemos que é possível o reconhecimento da atividade especial por exposição à agentes perigosos até os dias atuais. Segundo a TNU, em recente julgamento proferido no Processo o transporte de inflamáveis é considerado atividade perigosa pela Norma Regulamentadora 16, do Ministério do Trabalho, e pela Lei /12.

75 Agentes nocivos perigosos e Aposentadoria Especial Com esse fundamento, a TNU decidiu reconhecer como especial o tempo trabalhado por um segurado do INSS do Paraná na função de motorista de caminhão tanque. O caso foi analisado na sessão do dia , realizada no Espírito Santo.

76 Agentes nocivos perigosos e Aposentadoria Especial De acordo com os autos, a Turma Regional de Uniformização da 4ª Região entendeu possível o reconhecimento da especialidade do labor pelo agente nocivo periculosidade após a entrada em vigor do Decreto 2.172/97. Inconformado com a decisão, o INSS recorreu à TNU alegando que o acórdão divergia da jurisprudência da própria Turma Nacional.

77 Agentes nocivos perigosos e Aposentadoria Especial Em seu pedido, a autarquia mencionou como paradigma o PEDILEF , que, analisando a especialidade da função de vigilante, aplicou a tese de que após a entrada em vigor do Decreto 2.172/97, o exercício dessa atividade deixou ser previsto como apto a gerar contagem de tempo em condições especiais.

78 Agentes nocivos perigosos e Aposentadoria Especial Segundo o relator do voto vencedor na TNU, juiz federal João Batista Lazzari, a divergência ficou demonstrada, pois o acórdão da 4ª Região uniformizou a matéria genericamente, não se atendo à particularidade da atividade da parte autora (transporte de inflamáveis).

79 Agentes nocivos perigosos e Aposentadoria Especial O magistrado destacou que o presente caso não comporta o mesmo tratamento conferido pela TNU ao vigilante armado, enfatizando que na situação em exame deve-se atentar à legislação específica que define os critérios para caracterização das atividades ou operações perigosas, estendendo essa possibilidade aos trabalhadores expostos permanentemente a inflamáveis.

80 Agentes nocivos perigosos e Aposentadoria Especial Citou, em seu voto, o julgamento do PEDILEF , em que a TNU firmou o entendimento de que não se pode contar tempo especial pelo agente nocivo perigo, após , quando da edição do Decreto 2.172/97, à exceção daquelas previstas em lei específica como perigosas. Reconheceu o Relator que a atividade desenvolvida pela parte recorrida é considerada perigosa tanto pela Norma Regulamentadora 16 quanto pela legislação trabalhista em vigor (art. 193, da CLT, com redação alterada pela Lei /12).

81 Agentes nocivos perigosos e Aposentadoria Especial No mesmo sentido a decisão recentemente proferida no Processo nº , pela mesma TNU.

82 Eletricidade como Agente Nocivo A partir da edição do Decreto 2.172/97, não há mais previsão expressa de caracterização da atividade especial por exposição a eletricidade. O posicionamento do STJ, firmado no julgamento do REsp repetitivo /SC, (Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 14/11/2012, DJE 07/03/2013) é no sentido de que é sim, permitida a caracterização do tempo como especial por exposição a eletricidade acima de 250V, desde que a exposição seja permanente.

83 Eletricidade como Agente Nocivo Alguns tribunais vem relativizando a exigência da permanência da exposição para caracterização do tempo como especial por exposição a eletricidade. Precedente: TRF2, APELRE , Desembargadora Federal LILIANE RORIZ, TRF2 - SEGUNDA TURMA ESPECIALIZADA, E-DJF2R - Data: 18/09/2012.

84 Frentista Trabalho como Frentista Precedente: TRF3, Processo /SP.

85 Vigilante Trabalho como vigilante armado antes da edição da Lei 9.032/95: PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO AUTOR E DO INSS. TEMPO ESPECIAL. VIGIA. USO DE ARMA DE FOGO. DESNECESSIDADE. INACUMULATIVIDADE DE BENEFÍCIOS. OPÇÃO PELO BENEFÍCIO MAIS VANTAJOSO. PREQUESTIONAMENTO. - O INSS e a parte autora opõem Embargos de Declaração de v. Acórdão que, por unanimidade, negou provimento aos agravos legais interpostos.

86 Vigilante - A parte autora alega que houve omissão quanto à tutela antecipada deferida e a percepção de benefício concedido administrativamente. - Por sua vez, o INSS sustenta, em síntese, que o período em que o autor exerceu atividade de vigia, não deve ser reconhecido como especial, uma vez que a atividade é de mero risco e não insalubre, bem como não restou comprovado o uso de arma de fogo. - Tem-se que cabe ao requerente a opção pelo benefício que lhe seja mais vantajoso, tendo em vista a impossibilidade de cumulação de aposentadorias, de acordo com o artigo 124, II, da Lei nº 8.213/91.

87 Vigilante - É importante salientar que, caso opte pelo benefício deferido administrativamente, terá o direito as parcelas atrasadas, referentes ao benefício concedido na seara judicial, quando passou a receber a aposentadoria por tempo de contribuição concedida na esfera administrativa. - Tem-se que a categoria profissional de vigilante é considerada perigosa, aplicando-se o item do Decreto nº /64. - Ademais, entendo que a periculosidade das funções de guarda/vigia é inerente à própria atividade, sendo desnecessária comprovação do uso de arma de fogo.

88 Vigilante - O Recurso de Embargos de Declaração não é meio hábil ao reexame da causa. - A explanação de matérias com finalidade única de estabelecer prequestionamento a justificar cabimento de eventual recurso não elide a inadmissibilidade dos embargos declaratórios quando ausentes os requisitos do artigo 535, do CPC. - Embargos de declaração do INSS improvidos e embargos declaratórios da parte autora providos em parte. (TRF 3ª Região, OITAVA TURMA, APELREEX , Rel. DESEMBARGADORA FEDERAL TANIA MARANGONI, julgado em 14/03/2016, e-djf3 Judicial 1 DATA:31/03/2016)

89 Vigilante Trabalho como vigilante armado no período posterior a edição da Lei 9.032/95 Precedente: TNU, Processo

90 Trabalho em laboratório Trabalho de bióloga em laboratório de análises clínicas é reconhecido como atividade especial: TRF3, Processo nº /SP. O TRF3 (Rel. Des. Gilberto Jordan), reconheceu como exercício de atividade especial o tempo de trabalho de uma segurada que exerceu funções de auxiliar de laboratório e bióloga em laboratórios de análises clínicas.

91 Trabalho em laboratório A decisão explica que a autora da ação comprovou que ficava exposta de forma habitual e permanente a vários agentes biológicos, como bactérias, vírus, fungos, sangue, urina e fezes e parasitas, além de materiais infecto-contagiantes. Para o magistrado, mesmo que uma atividade não conste expressamente na legislação, é possível o reconhecimento da natureza especial do trabalho se o segurado comprova que o trabalho era perigoso, insalubre ou penoso.

92 Recepcionista de hospital Trabalho de recepcionista de hospital é reconhecido como atividade especial: Processo nº /SP. O TRF3 (Real DeS. Fed. Sérgio Nascimento), reconheceu como exercício de atividade especial o tempo de trabalho de uma segurada que exerceu funções de recepcionista em um hospital.

93 Recepcionista de hospital Atenção: Para o Relator a atividade de recepcionista não é, em regra, tida por especial, ainda que em ambiente hospitalar, tendo em vista a dificuldade de se demonstrar a exposição habitual e permanente a agentes biológicos. No entanto, houve provas de que a segurada permanecia em contato direto com pacientes enfermos, não isolados e exposta a agentes biológicos nocivos.

94 Penosidade e Aposentadoria Especial A caracterização do tempo especial por penosidade (trabalho que causa dor, sofrimento, incômodo) é possível até, ao menos a edição do Decreto 2.172/97. São exemplos de atividades especiais penosas previstas na lista do Decreto /64: as de telefonista, motoristas e cobradores de ônibus, etc.

95 Penosidade e Aposentadoria Especial Não se pode ignorar, entretanto, que o trabalho penoso é uma realidade e se restar comprovada a exposição a fatores nocivos a saúde ou integridade física do trabalhador, o tempo de serviço deve ser reconhecido como especial. Exemplos: agentes psicológicos e agentes ergonômicos (bancário, segurança, etc.).

96 RMI da Aposentadoria Especial A RMI da aposentadoria especial é de 100% do saláriode-benefício (art. 57, 1º da LB), aplicando-se o divisor mínimo para sua apuração, conforme disposição do art. 3º, 2º, da Lei 9.876/99. Destaca-se que, na redação original do 1º, do art. 57, da LB, a RMI da aposentadoria especial era calculada de forma diferente. Vejamos:

97 RMI da Aposentadoria Especial 1º A aposentadoria especial, observado o disposto na Seção III deste capítulo, especialmente no art. 33, consistirá numa renda mensal de 85% (oitenta e cinco por cento) do salário-de-benefício, mais 1% (um por cento) deste, por grupo de 12 (doze) contribuições, não podendo ultrapassar 100% (cem por cento) do salário-debenefício.

98 Data de Início da Aposentadoria Especial A DIB da aposentadoria especial segue os mesmos parâmetros da aposentadoria por idade (vide art. 253, da IN INSS/PRES 77/2015). Art. 58, 2º, da LB: A data de início do benefício será fixada da mesma forma que a da aposentadoria por idade, conforme o disposto no art. 49.

99 Data de Início da Aposentadoria Especial Art. 49. A aposentadoria por idade será devida: I - ao segurado empregado, inclusive o doméstico, a partir: a) da data do desligamento do emprego, quando requerida até essa data ou até 90 (noventa) dias depois dela; ou b) da data do requerimento, quando não houver desligamento do emprego ou quando for requerida após o prazo previsto na alínea "a"; II - para os demais segurados, da data da entrada do requerimento.

100 Continuidade no Trabalho Especial Nos termos do art. 57, 8º, da Lei 8.213/91, aplica-se o disposto no art. 46, da LB, ao segurado que se aposentar especial e continuar no exercício de atividade ou operação que o sujeite aos agentes nocivos: Art. 46. O aposentado por invalidez que retornar voluntariamente à atividade terá sua aposentadoria automaticamente cancelada, a partir da data do retorno. Para o INSS a proibição se refere as aposentadorias requeridas e concedidas a partir de , na forma do art. 254, da IN INSS/PRES 77/2015.

101 Continuidade no Trabalho Especial Por outro lado, há precedentes jurisprudenciais no sentido da inconstitucionalidade do art. 57, 8º, da Lei 8.213/91, devido a afronta ao art. 5º, inciso XIII, da CF (direito de profissão). Precedentes do TRF4: Incidente de Arguição de Inconstitucionalidade e Apelação/Reexame necessário STF: RE /PR, com repercussão geral reconhecida, aguarda julgamento!

102 Conversão do Tempo de Serviço A Aposentadoria Especial, como visto, poderá ser concedida àquele trabalhador que labore por 15, 20 ou 25 anos em atividades nocivas à saúde ou integridade física. Ocorre que muitas vezes o trabalhador não consegue concluir o tempo de labor na mesma atividade iniciada.

103 Conversão do Tempo de Serviço Assim, para facilitar a percepção de benefício previdenciário aposentadoria especial ou por tempo de contribuição aqueles segurados que venham a trabalhar em atividades de nocividade máxima, média, mínima ou sem nocividade, poderão ver o tempo convertido por um fator multiplicador que preserve o equilíbrio/igualdade do tempo trabalhado (art. 5º, da CF (princípio da isonomia). A possibilidade de conversão está prevista no 1º, do art. 201 da CF e no 5º, do art. 57, da LB.

104 Conversão do Tempo de Serviço Neste sentido, vejamos: Súmula 50, da TNU: É possível a conversão do tempo de serviço especial em comum do trabalho prestado em qualquer período. REsp repetitivo /MG: Rel. Ministro JORGE MUSSI, TERCEIRA SEÇÃO, Julgado em 23/03/2011, DJE 05/04/2011.

105 Conversão do Tempo de Serviço Conversão de especial para especial: A existência de 03 hipóteses de incidência da norma jurídica que ocasionam o direito à percepção da aposentadoria especial levou o legislador à criação da possibilidade de conversão de tempos de serviços nocivos exercidos em diversos graus de nocividade laboral.

106 Conversão do Tempo de Serviço Conversão de Comum para Especial: Até a edição da Lei 9.032/95 era possível converter tempo comum para especial. Era possível, através do fator conversor redutor trocar um tempo de serviço comum pelo ficto especial a fim de que se pudesse aposentar na Aposentadoria Especial. Contudo, para tanto o segurado deveria contar com períodos mistos: especial e comum.

107 Conversão do Tempo de Serviço Conversão Especial para Comum: Esta modalidade serve para aquele segurado que trabalhou por um determinado tempo exposto a agentes especiais, sem contudo, ter completado o tempo para concessão do benefício na modalidade especial. Deste modo, é dado a ele o direito de converter o tempo especial por um fator multiplicador no qual o seu tempo especial será contado com um acréscimo para fins de concessão da aposentadoria por tempo de contribuição.

108 Conversão do Tempo de Serviço Atividade a converter Para Nocividade Máxima Para Nocividade Média Para Nocividade Mínima Para Comum de Mulher Para Comum de Homem De Nocividade Máxima De Nocividade Média De Nocividade Mínima Comum de Mulher Comum de Homem 1,00 1,33 1,67 2,00 2,33 0,75 1,00 1,25 1,50 1,75 0,60 0,80 1,00 1,20 1,40 0,50 0,67 0,83 1,00 1,17 0,43 0,57 0,71 0,86 1,00

109 Conversão de Tempo Comum em Especial O Decreto /79, bem como o Decreto 611/92 (art. 64), previam a possibilidade de conversão tempo comum em especial. Esta previsão foi extinta com a Lei 9.032/95 (vide art. 249, da IN INSS PRES 77/2015). Os Decretos traziam uma tabela que deveria ser utilizada nesta conversão (art. 64, do Decreto 611/92). A tabela é variável conforme a nocividade da atividade (mínima, média e máxima).

110 Conversão de Tempo Comum em Especial Precedentes favoráveis aos segurados: Processo /SP (TRF3); Agravo Regimental no REsp (STJ); Pedilef (TNU). Ocorre que, quando do julgamento dos embargos de declaração no REsp repetitivo /PR, opostos pelo INSS, houve o provimento dos embargos com efeitos infringentes, para se dar provimento ao recurso do INSS e afirmar a tese de que não é possível a conversão do tempo de atividade comum em tempo especial para atividades anteriores à vigência da Lei 9.032/95, quando o direito à aposentadoria especial é adquirido apenas após este marco legal.

111 Conversão de Tempo Comum em Especial Assim sendo, de acordo com a orientação do STJ, após a vigência da Lei 9.032/95, só é possível a concessão de aposentadoria especial ao segurado que exercer todo o tempo de atividade exigido (15, 20 ou 25 anos) em condições especiais. Segundo o Tribunal, a lei que disciplina o direito à conversão de tempo de serviço, portanto, é aquela vigente ao tempo do requerimento da aposentadoria - e não aquela vigente ao tempo da prestação do serviço.

112 Conversão do Tempo de Serviço Especial em Comum É possível converter o tempo especial em comum? O fator de conversão do tempo de serviço especial do homem (nocividade mínima) em comum da edição do Decreto /82 1,40? à edição do Decreto 611/92: 1,20 ou

113 Conversão do Tempo de Serviço Especial em Comum Súmula 55, da TNU: A conversão do tempo de atividade especial em comum deve ocorrer com aplicação do fator multiplicativo em vigor na data da concessão da aposentadoria. STJ: Resp Repetitivo /PR, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, PRIMEIRA SEÇÃO, Julgado em 24/10/2012, DJE 19/12/2012.

114 Aposentadoria Especial do Servidor Público No que diz respeito ao direito do servidor público (funcionário público) à aposentadoria especial, vejamos o que dispõe o art. 40, da CF: Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. (...)

115 Aposentadoria Especial do Servidor Público 4º - É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, nos termos definidos em leis complementares, os casos de servidores: I - portadores de deficiência; II - que exerçam atividades de risco; III - cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física.

116 Aposentadoria Especial do Servidor Público 12 - Além do disposto neste artigo, o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará, no que couber, os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social. Todavia, a menção de que uma Lei Complementar estaria a regulamentá-la, não foi, imposta pelo legislador originário sem razão.

117 Aposentadoria Especial do Servidor Público Ao prever a regulamentação via Lei Complementar o constituinte só o fez, por pensar que a matéria seria melhor regulamentada por uma lei específica, não imaginou, no entanto, que a mesma demoraria mais de 28 anos para ser editada. Nobre foi a intenção, não obstante, o resultado não é aceitável. Assim, o STF pacificou a matéria, quando do julgamento do MI 721, no sentido de que ao funcionário público devem ser aplicadas as normas do RGPS com relação à aposentadoria especial. É possível o ingresso de ações individuais neste sentido.

118 Aposentadoria Especial do Servidor Público Súmula Vinculante 33, do STF: APLICAM-SE AO SERVIDOR PÚBLICO, NO QUE COUBER, AS REGRAS DO REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL SOBRE APOSENTADORIA ESPECIAL DE QUE TRATA O ARTIGO 40, 4º, INCISO III DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ATÉ A EDIÇÃO DE LEI COMPLEMENTAR ESPECÍFICA.

119 Aposentadoria Especial do Servidor Público Paridade e integralidade: Processo , da 2ª Vara Federal do Rio de Janeiro (sentença em MS); Processos e , da 8ª Vara do Rio de Janeiro (liminares em MS).

120 Referências LADENTHIN, Adriane Bramante de Castro. Aposentadoria Especial.1. ed. Curitiba: Juruá. 2013, RIBEIRO, Maria Helena Carreira Alvim. Aposentadoria Especial. 4. ed. Curitiba: Juruá

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