2. Revisão Bibliográfica
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- Rubens Palhares Barata
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1 . Revisão Bibliográfica.1. Considerações iniciais Neste capítulo é apresentada uma revisão bibliográfica sobre pilares de concreto armado, dividida basicamente em duas partes. A primeira apresenta alguns conceitos sobre o comportamento de pilares e as recomendações normativas para o dimensionamento segundo a NBR 6118:003. A segunda parte apresenta resumos de alguns trabalhos relacionados a pilares de alta resistência... Pilares de concreto armado Os pilares são elementos estruturais lineares, em geral verticais, onde o esforço predominante é a força normal de compressão, e que têm como função principal receber as cargas atuantes nos diversos níveis da estrutura e conduzí-las até a fundação. Os pilares são elementos estruturais importantes numa construção, que, junto com as vigas, formam os pórticos que resistem às ações verticais e horizontais que garantem a estabilidade global da estrutura..3. Situações básicas de projeto Para efeito de projeto, os pilares dos edifícios podem ser classificados nos seguintes tipos: pilares intermediários, pilares de extremidade e pilares de canto. A cada um desses tipos básicos de pilares corresponde uma situação de projeto diferente. O pilar intermediário é aquele que não tem excentricidade inicial de carga; considera-se então a compressão centrada para a situação de projeto, pois como as lajes e vigas são contínuas sobre o pilar, os momentos fletores transmitidos ao
2 17 pilar são pequenos e desprezíveis. A figura.1 apresenta um modelo de pilar intermediário. Figura.1 - Arranjo estrutural e situação de projeto dos pilares intermediários (BASTOS, 005) Os pilares de extremidade geralmente encontram-se posicionados nas bordas dos edifícios, vindo daí o termo pilar de extremidade, como mostrado na figura.. Na situação de projeto, os pilares de extremidade estão submetidos à flexão composta reta, que decorre da interrupção, sobre o pilar, da viga perpendicular à borda de extremidade. Nas seções do topo e da base destes pilares ocorrem excentricidades de 1ª ordem e 1, oriundas dos momentos fletores de 1ª ordem M A e M B. Figura. - Arranjo estrutural e situação de projeto dos pilares de extremidade (BASTOS, 005)
3 18 Os pilares de canto de modo geral encontram-se posicionados nos cantos dos edifícios, vindo daí o termo pilar de canto, como mostrado na figura.3. Na situação de projeto estão submetidos à flexão composta oblíqua, que decorre da interrupção das vigas perpendiculares às bordas do pilar. Nas seções do topo e da base dos pilares de canto ocorrem excentricidades de 1ª ordem nas duas direções do pilar e 1x e e 1y, gerando então momentos fletores M A e M B de 1ª ordem nas extremidades do pilar, nas duas direções. Figura.3 - Arranjo estrutural e situação de projeto dos pilares de canto (BASTOS, 005).3.1. Efeitos locais de 1ª ordem Num pilar, são chamados efeitos de 1 a ordem aqueles cuja análise é feita considerando o equilíbrio da estrutura num determinado nível de solicitações com sua configuração geométrica inicial, não deformada..3.. Efeitos locais de ª ordem de 1 a Os efeitos de a ordem são aqueles que se adicionam aos obtidos na análise ordem. A avaliação do equilíbrio passa a ser efetuada considerando a configuração deformada. Esses efeitos podem ser desprezados quando não representem acréscimos superiores a 10% dos efeitos de 1ª ordem. Para elementos isolados, os efeitos de ª ordem podem ser desprezados também quando o índice de esbeltez for menor do que o valor de esbeltez limite (λ λ 1 ).
4 19 Segundo a NBR 6118:003, a análise com efeitos de a ordem deve ser feita de modo a assegurar que, para as combinações mais desfavoráveis das ações de cálculo, não ocorra perda de estabilidade, nem esgotamento da capacidade resistente de cálculo..4. Excentricidade.4.1. Excentricidade de 1ª ordem A excentricidade de 1ª ordem é aquela que surge devido à existência de momentos fletores solicitantes que existem ao longo do comprimento do pilar, ou devido ao ponto teórico de aplicação da força normal estar localizado fora do centro de gravidade da seção transversal. A figura.4 mostra os possíveis casos de excentricidade de 1ª ordem considerando a força normal de cálculo N d e o momento fletor de cálculo M d (independente de N d ). Figura.4 Casos possíveis de excentricidade de 1ª ordem (BASTOS, 005).4.. Excentricidade acidental No caso da verificação de um lance de pilar, deve ser considerado o efeito do desaprumo ou da falta de retilineidade do eixo do pilar conforme mostra a figura.5.
5 0 Figura.5 Casos de possíveis de imperfeições geométricas (GUIMARÃES, 009) Admite-se que, nos casos usuais, a consideração apenas da falta de retilinidade ao longo do lance do pilar seja suficiente. A imperfeição geométrica pode ser avaliada pelo ângulo: (.1) H i Sendo neste caso: min 1max 1 00 A excentricidade acidental a ser considerada será: e e a a H H 1 min H max H 400 Onde H é a altura do lance do pilar em metros. (.).4.3. Excentricidade de ª ordem A força normal atuante no pilar, com as excentricidades de 1ª ordem (excentricidade inicial), provoca deformações que dão origem a uma nova excentricidade, denominada excentricidade de ª ordem. Nos pilares considerados isoladamente, a excentricidade de ª ordem varia ao longo da reta que liga os seus extremos, como mostra a figura.6.
6 1 Figura.6 Casos possíveis de excentricidade de ª ordem (MELGES, 007).5. Índice de esbeltez O índice de esbeltez é a razão entre o comprimento de flambagem e o raio de giração, nas direções a serem consideradas. Onde: l e = Comprimento de flambagem i = Raio de giração da seção geométrica da peça I = Momento de inércia da seção transversal. A = Área da seção transversal l e (.3) i i I (.4) A Para o caso em que a seção transversal do pilar é retangular, resulta: i 3 bh 1 bh h i (.5) 3.46 Então o índice de esbeltez para um pilar de seção retangular é: l e (.6) h
7 O comprimento de flambagem l e do elemento isolado depende das vinculações na base e no topo do pilar, conforme os esquemas mostrados na Figura.7. Figura.7 Comprimento de flambagem (BASTOS, 005).5.1. Esbeltez limite λ 1 Os efeitos de a ordem podem ser desprezados quando o índice de esbeltez do elemento for menor do que o valor limite λ 1. O valor limite do índice de esbeltez λ 1 depende de diversos fatores, os mas preponderantes são: A excentricidade relativa de 1ª ordem: e 1 / h. A vinculação dos extremos da coluna isolada. A forma do diagrama de momento de 1ª ordem. O índice λ 1 pode ser calculado pela seguinte expressão: e h 1 (.7) Onde e 1 representa a excentricidade de 1ª ordem, não incluindo a excentricidade acidental e a. b O valor de α b deve ser obtido da seguinte maneira:
8 3 a. Pilares Biapoiados sem carga tranversais M B b M A (.8) b M A e M B são momentos de 1ª ordem nos extremos do pilar. Deve ser adotado para M A o maior valor absoluto ao longo do pilar bi-apoiado e para M B o sinal positivo, se tracionar a mesma face que M A, e negativo caso contrário. b. Pilares Biapoiados com cargas transversais significativas ao longo da altura b 1.0 c. Pilares em balanço b M C M A (.9) b M A é o momento de 1ª ordem no engaste e M C é o momento de 1ª ordem no meio do pilar em balanço. d. Pilares Biapoiados ou em balanço com momentos menores que o momento mínimo dado por: M 1d,min N d h (.10) b Classificação quanto à esbeltez em: De acordo com o índice de esbeltez λ, os pilares podem ser classificados Pilares curtos λ λ 1 Pilares esbeltos λ > λ 1
9 4 Segundo a NBR 6118:003, os pilares devem ter índice de esbeltez menor ou igual a 00 (λ 00). Apenas no caso de postes com força normal menor que 0,10 f cd A c, o índice pode ser maior que Determinação dos efeitos locais de ª ordem De acordo com a NBR 6118:003, o cálculo dos efeitos locais de ª ordem para barras submetidas à flexo compressão normal pode ser feita pelo método geral ou por métodos aproximados Método geral O método geral consiste em estudar o comportamento da barra com uma discretização adequada, à medida que se dá o aumento do carregamento ou de sua excentricidade. A utilização desse método se justifica pela qualidade dos seus resultados, que retratam com maior precisão o comportamento real da estrutura, pois considera a não linearidade geométrica, de maneira bastante precisa e não aproximada. O método geral é obrigatório para pilares com λ> Métodos aproximados A determinação dos esforços locais de ª ordem pode ser feita por métodos aproximados como os do pilar-padrão e do pilar-padrão melhorado Método do pilar padrão com curvatura aproximada O método do pilar padrão com curvatura aproximada pode ser empregado apenas para o cálculo de pilares com λ 90, de seção constante e de armadura simétrica e constante ao longo de seu eixo. A não-linearidade geométrica é considerada de forma aproximada, supondose que a configuração deformada da barra seja senoidal.
10 5 A não linearidade física é levada em conta através de uma expressão aproximada da curvatura na seção crítica. A excentricidade de ª ordem e é dada por: e le 1 (.11) 10 r Sendo 1/r a curvatura na seção crítica, que pode ser avaliada pela expressão aproximada: Onde: (.1) r h 0.5 h N A f d (.13) M c cd M 1d, A 1d,min M 1d,min N d h (.14) Assim, o momento total máximo no pilar pode ser calculado pela expressão: e M d, tot bm 1d, A N d M 1d, A l 1 (.15) 10 r Sendo: l e = Comprimento de flambagem h = Dimensão da seção transversal na direção considerada = Força normal adimensional N d = Força normal de cálculo α b = Coeficiente definido no item.5.1 M 1d,A = Valor de cálculo de 1ª ordem do momento M A, item.5.1 M 1d,mín = Momento fletor mínimo de 1ª ordem.6... Método do pilar padrão com rigidez k aproximada Assim como o método anterior, este método do pilar padrão com rigidez k aproximada é restrito a pilares com λ 90, de seção retangular constante, armadura simétrica e constante ao longo do comprimento.
11 6 A não-linearidade geométrica também é considerada de forma aproximada, supondo-se que a deformada da barra seja senoidal. A não linearidade física é levada em conta através de uma expressão aproximada da rigidez. O momento total máximo no pilar deve ser calculado a partir da majoração do momento de 1ª ordem pela expressão: M d,tot bm M 1d, A M d, A 1d,min (.16) Sendo o valor da rigidez adimensional κ dado aproximadamente pela expressão: M d,tot (.17) hn d As variáveis α b, M 1d,A, ν, h, N d são as mesmas definidas no item anterior. Observa-se que para o cálculo da rigidez adimensional k depende de M 1d,tot resultando assim em um processo iterativo, segundo a NBR 6118:003 usualmente duas ou três iterações são suficientes. No entanto, para evitar o processo iterativo deve-se substituir a expressão.17 na expressão.16 onde se obtém uma equação de grau que serve para calcular diretamente o valor de M d,tot como se observa na expressão.18. M d,tot 1 h 5 N d 1 h N d bm 1d,A M d,tot bh N d M 1d, A 0 (.18) Método do pilar padrão acoplado a diagramas M, N, 1/r A determinação dos esforços locais de ª ordem em pilares com λ 140 pode ser feita pelo método do pilar padrão ou pilar padrão melhorado, utilizandose para a curvatura da seção crítica valores obtidos de diagramas M, N, 1/r específicos para o caso. Se λ > 90, é obrigatória a consideração dos efeitos da fluência.
12 7.7. Estado limite último Os pilares de concreto armado podem atingir a ruína de duas diferentes maneiras, dependendo da geometria e do carregamento aplicado. A ruína pode se dar por esgotamento da capacidade resistente, denominada ruína por ruptura, ou pode se dar por instabilidade do equilíbrio Ruína por ruptura A ruptura de uma seção transversal do eixo do pilar é alcançada quando para um dado esforço solicitante não se consegue encontrar uma distribuição de tensões capaz de garantir o equilíbrio entre os esforços solicitantes e os esforços resistentes. A ruptura pode ocorrer tanto pelo esmagamento do concreto, como por uma deformação considerada excessiva da armadura. A curva relacionando uma carga axial excêntrica F atuando sobre um pilar com o deslocamento transversal δ numa seção ao longo do seu eixo, é mostrado na figura.8. F F cr ruptura estável δ Figura.8 Curva carga deslocamento, ruína por ruptura.7.. Instabilidade do equilíbrio Este tipo de ruína é característico em pilares esbeltos. Acrescentando carga ao pilar, os deslocamentos transversais crescem até que, atingido um valor crítico de carga, o equilíbrio torna-se instável. Na figura.9 é apresentada uma curva relacionando a carga axial excêntrica F com o deslocamento transversal δ numa seção ao longo do eixo do pilar. Observa-se que atingida a carga crítica, o
13 8 equilíbrio só é possível se houver uma redução da mesma, o que caracteriza o trecho de equilíbrio instável da curva. Atinge-se a instabilidade sem haver o esgotamento da capacidade resistente da seção. A seção ainda é capaz de absorver esforços, porém a taxa de crescimento dos esforços resistentes é menor que a taxa de crescimento dos esforços solicitantes. Evidentemente que com o crescimento dos deslocamentos transversais crescem também os momentos fletores de segunda ordem e, após a instabilidade, ocorre a ruptura da seção. F 10 F cr instável estável ruptura δ Figura.9 Curva carga deslocamento, instabilidade do equilíbrio.8. Pesquisas sobre pilares de concreto armado.8.1. LLOYD e RANGAN (1996) LLOYD e RANGAN investigaram o comportamento de pilares com concreto de alta resistência submetido à carga de compressão excêntrica. O programa experimental contém 36 pilares esbeltos, com comprimento de 1680 mm. As variáveis de estudo foram: Seção transversal (175mm x 175mm ou 300mm x 100mm). Resistência à compressão do concreto (58 MPa, 9 MPa e 97 MPa). Taxa de armadura longitudinal (variável entre 1,5% e %). Índice de esbeltez (3 e 56). Excentricidade inicial (variável entre 10 mm e 65 mm).
14 9 Figura.10 - Detalhes dos pilares ensaiados (LLOYD e RANGAN, 1996) Nos ensaios observou-se que com o incremento da resistência à compressão do concreto e da taxa de armadura longitudinal também aumenta a resistência do pilar. Por outro lado o incremento da excentricidade inicial produz a diminuição da resistência do pilar e aumento do deslocamento na região central do modelo. Para a análise dos deslocamentos, os autores assumem a configuração fletida do pilar, como a função senoidal. x x sin (.19) l e Seja κ a derivada segunda da expressão.18 l x sin e l e A máxima curvatura se produz a meia altura do pilar, então x = l e / (.0) l e e (.1) O momento fletor no pilar é calculado com a seguinte expressão: M e P e (.) O modo de ruptura dos pilares foi por flexão com esmagamento do concreto na zona comprimida. Os pilares com menor excentricidade inicial mostraram pouca ou nenhuma deformação após atingir a carga de máxima. A ruptura foi brusca e explosiva. Enquanto os pilares com maiores excentricidades iniciais apresentaram também maiores deformações, nestes pilares observaram-se fissuras e deformações significativas antes de alcançar a carga máxima. Após isso as
15 30 deformações continuam aumentando o que é um indicador de comportamento dúctil do pilar. A figura.11 apresenta as curvas força-deslocamento obtida nos ensaios. Figura.11 Curvas força deslocamento na região central do pilar (LLOYD e RANGAN, 1996) Os resultados deses ensaios estão apresentados na tabela.1 e serão usados nas análises feitas no capitulo 4.
16 31 Tabela.1 Resultados dos ensaios (LLOYD e RANGAN, 1996) Curvatura H Experimental Rigidez aprox. L b f c e 1 F u aprox. Pilar Aço λ e e total e e total e e total cm cm cm MPa cm kn cm cm cm cm cm cm I A 6 Ø ,5 17, , ,83,33 0,61,11 0,35 1,85 I B 6 Ø ,5 17, , ,5 6,5 0,83 5,83 0,6 5,6 I C 6 Ø ,5 17, , ,3 7,8 0,93 7,43 0,68 7,18 II A 6 Ø , ,0,0 1,19,19 0,84 1,84 II B 6 Ø ,0 436,31 5,31 1,88 4,88 1,19 4,19 II C 6 Ø ,0 34,30 6,30,03 6,03 1,8 5,8 III A 4 Ø ,5 17, , ,88,38 0,71,1 0,35 1,85 III B 4 Ø ,5 17, ,0 73 1,9 6,9 0,89 5,89 0,6 5,6 III C 4 Ø ,5 17, , ,17 7,67 1,0 7,5 0,68 7,18 IV A 4 Ø , ,3,3 1,38,38 0,84 1,84 IV B 4 Ø ,0 45 1,86 4,86 1,90 4,90 1,19 4,19 IV C 4 Ø ,0 6,18 6,18,17 6,17 1,8 5,8 V A 6 Ø ,5 17, , ,6,1 0,73,3 0,35 1,85 V B 6 Ø ,5 17, , ,97 5,97 0,94 5,94 0,6 5,6 V C 6 Ø ,5 17, , ,3 7,73 1,03 7,53 0,68 7,18 VI A 6 Ø , ,61,61 1,5,5 0,84 1,84 VI B 6 Ø ,0 471,36 5,36,10 5,10 1,19 4,19 VI C 6 Ø ,0 4, 6,,16 6,16 1,8 5,8 VII A 4 Ø ,5 17, , ,76,6 0,7, 0,35 1,85 VII B 4 Ø ,5 17, , ,11 6,11 0,98 5,98 0,6 5,6 VII C 4 Ø ,5 17, , ,54 8,04 1,10 7,60 0,68 7,18 VIII A 4 Ø , ,34,34 1,61,61 0,84 1,84 VIII B 4 Ø ,0 369,04 5,04,3 5,3 1,19 4,19 VIII C 4 Ø ,0 31,15 6,15,30 6,30 1,8 5,8 IX A 4 Ø ,5 17, , ,64,14 0,69,19 0,35 1,85 IX B 4 Ø ,5 17, , ,09 6,09 0,96 5,96 0,6 5,6 IX C 4 Ø ,5 17, , ,4 7,9 1,07 7,57 0,68 7,18 X A 4 Ø , ,33,33 1,34,34 0,84 1,84 X B 4 Ø ,0 436,05 5,05,17 5,17 1,19 4,19 X C 4 Ø ,0 333,0 6,0,30 6,30 1,8 5,8 XI A 4 Ø ,5 17, , ,56,06 0,70,0 0,35 1,85 XI B 4 Ø ,5 17, , ,07 6,07 0,98 5,98 0,6 5,6 XI C 4 Ø ,5 17, , ,39 7,89 1,07 7,57 0,68 7,18 XII A 4 Ø , ,3,3 1,3,3 0,84 1,84 XII B 4 Ø ,0 509,13 5,13,09 5,09 1,19 4,19 XII C 4 Ø ,0 314,06 6,06,3 6,3 1,8 5,8
17 3.8.. LEE e SON (000) O objetivo deste trabalho foi verificar métodos para o projeto de pilares de concreto de alta resistência. Um total de 3 pilares foram ensaiados para investigar o comportamento estrutural sob aplicação de carga excêntrica. As principais variáveis no programa experimental foram: Resistência à compressão do concreto (variável entre 35 MPa e 93 MPa). Taxa de armadura longitudinal (variável entre 1,13% e 5,51%). Excentricidade inicial (variável entre cm e 6,5 cm). Índice de esbeltez (19, 40 e 61). Recobrimento da armadura. Figura.1 - Detalhes dos pilares ensaiados (LEE e SON, 000) No estudo se faz uma análise do comportamento dos pilares de acordo com sua esbeltez, concluindo que os pilares esbeltos têm comportamento mais flexível que os de esbeltez média, e estes por sua vez, comportam-se relativamente mais flexíveis do que os pilares curtos, sob as mesmas excentricidades iniciais. Nos ensaios observou-se que a resistência dos pilares é inversamente proporcional ao índice de esbeltez e à excentricidade inicial. Os pilares esbeltos de resistência normal e alta resistência tiveram o mesmo modo de ruptura que os
18 33 pilares curtos, com esmagamento do concreto na região central, na face comprimida. No entanto, a área da zona de ruptura nos pilares esbeltos é relativamente menor comparada com os pilares curtos. Os resultados experimentais dos testes foram comparados com os obtidos empregando diversos diagramas de distribuição de tensões: retangular, trapezoidal e retangular modificado. Observou-se que as previsões da carga axial empregando os três diagramas de distribuição de tensões apresentam valores próximos entre eles e relativamente próximos aos obtidos nos ensaios. Os resultados desses ensaios estão apresentados na tabela. e serão usados nas análises feitas no capitulo 4.
19 34 Tabela. Resultados dos ensaios (LEE e SON, 000) Curvatura Experimental Rigidez aprox. L b h f c e 1 F u aprox. Serie Pilar Aço λ e e total e e total e e total cm cm cm MPa cm kn cm cm cm cm cm cm LS-1 4 Ø , ,1,1 0,15,15 0,11,11 LS- 4 Ø , ,3 4,73 0,1 4,71 0,15 4,65 LS-3 4 Ø , ,4 6,9 0,7 6,77 0,17 6,67 LM-1 4 Ø , ,70,70 0,71,71 0,51,51 L LM- 4 Ø ,5 5,75 0,94 5,44 0,68 5,18 LM-3 4 Ø ,10 7,60 1,4 7,74 0,74 7,4 LL-1 4 Ø ,75 3,75 1,90 3,90 1,33 3,33 LL- 4 Ø ,17 6,67,64 7,14 1,65 6,15 LL-3 4 Ø ,60 8,10,95 9,45 1,78 8,8 HS-1 4 Ø ,09,59 0,18,68 0,1,6 HS- 4 Ø ,8 4,78 0, 4,7 0,15 4,65 HS-3 4 Ø ,35 6,85 0,7 6,77 0,17 6,67 HM-1 4 Ø ,81,81 0,79,79 0,51,51 H HM- 4 Ø , ,08 5,58 0,99 5,49 0,68 5,18 HM-3 4 Ø , ,01 7,51 1,1 7,71 0,74 7,4 HL-1 4 Ø ,0 53 1,97 3,97 1,81 3,81 1,33 3,33 HL- 4 Ø ,5 05 1,84 6,34,6 7,1 1,65 6,15 HL-3 4 Ø , ,49 7,99,98 9,48 1,78 8,8 HS-1A 4 Ø , ,13,63 0,16,66 0,1,6 HS-3A 4 Ø , ,9 6,79 0, 6,7 0,17 6,67 HA HM-1A 4 Ø , ,65,65 0,71,71 0,51,51 HM-3A 4 Ø ,5 73 1,04 7,54 1,03 7,53 0,74 7,4 HL-1A 4 Ø , ,85 4,35 1,87 4,37 1,4 3,9 HL-3A 4 Ø ,5 16,3 8,8,58 9,08 1,78 8,8 VS-1 4 Ø , ,6,76 0,18,68 0,1,6 V VS- 4 Ø , ,7 4,77 0, 4,7 0,15 4,65 VM-1 4 Ø , ,8,8 0,81,81 0,51,51 VM- 4 Ø ,5 34 1,35 5,85 1,07 5,57 0,68 5,18 VS-1A 4 Ø , ,3,73 0,16,66 0,1,6 VA VS-A 4 Ø , ,4 4,74 0,0 4,70 0,15 4,65 VM-1A 4 Ø , ,05 3,05 0,73,73 0,51,51 VM-A 4 Ø , ,0 5,70 0,93 5,43 0,68 5,18
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1.8 Desenvolvimento da estrutura de edifícios 48
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