Doenças Infecciosas Víricas

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1 Doenças Infecciosas Víricas Tratamento antirretrovírico e de suporte Patrocínia Rocha Farmacêutica Hospitalar Diretora dos Serviços Farmacêuticos Centro Hospitalar do Porto 2014

2 VIH

3 VIH Imunidade contra o vírus A Resposta Humoral, por anticorpos, controla a disseminação e a reinfecção. A Resposta Celular é especialmente importante na indução da morte de vírus e de células infectadas.

4 VIH

5 Definição VIH de Dor Disfunção do sistema imunitário induzida pelo VIH A infecção por VIH associa-se a alterações funcionais de, praticamente, todos os componentes do sistema imunitário. A génese da imunodeficiência centra-se nas alterações numéricas e funcionais das células TCD4+ e TCD8+. As fases clínicas da infecção por VIH são: 1. Infecção primária e síndrome de infecção aguda 2. Infecção crónica assintomática 3. Fase sintomática e terminal ou de doença avançada -SIDA

6 Definição VIHde Dor Infecção VIH Classificação dos CDC Grupo I Infecção aguda (Primo-infecção) Grupo II Portador assintomático Grupo III LGP Grupo IV a. ARC (CRS) b. Doença neurológica c. Infecções oportunistas d. Neoplasias oportunistas e. Outras associações

7 Definição VIHde Dor

8 Definição VIHde Dor Infecção VIH Grupo I: Primo-infecção VIH Formas de apresentação Síndrome mononucleósico Síndrome febril agudo (com ou sem exantema) Meningite aguda Incubação: 2 a 10 semanas Duração: 1 a 3 semanas Manifestações em 50 a 89% dos doentes Taxa de diagnóstico correcto, com recurso a cuidados médicos em 25% Sero-conversão: 3 a 5 semanas após a infecção.

9 Definição VIHde Dor Infecção VIH Grupo I: Primo-infecção VIH Manifestações clínicas Febre 96% Cefaleias 32% Adenopatias 74% Náusea e vómitos 27% Faringite 70% Hepatomegalia 14% Exantema 70% Emagrecimento 13% Mialgias 54% Candidose oral 12% Diarreia 32% Sinais neurológicos 12%

10 Definição VIHde Dor Infecção VIH Grupo I: Primo-infecção VIH Infecções oportunistas ocasionais Pneumonia por Pneumocystis jiroveci Meningite por Cryptococcus neoformans Esofagite por Candida spp

11 Definição VIHde Dor Valor prognóstico da viremia obtida aos 6-12 meses após infecção aguda RNA do VIH (cópias/ml) aos 6-12 meses % de doentes com progressão para SIDA aos 5 anos < % % % > % SusanLittleandLucPerrin, AIDS Rev2000:

12 Definição VIHde Dor Infecção VIH Classificação dos CDC Grupo II Portador assintomático Infecção assintomática Duração de cerca de 10 anos (sem intervenção terapêutica) Declínio de CD /ano

13 Definição VIHde Dor Infecção VIH crónica Imunodeficiênciaprogressiva Perda progressiva de linfócitos T CD4 Diminuição nas respostas células T citotóxicas (CTL) VIHespecíficas. o Nos não progressores Respostas VIH específicas CTL robustas Linfócitos T CD4 preservados

14 Definição VIHde Dor Infecção VIH Classificação dos CDC Grupo IV a. ARC (CRS) * Manifestações > 3 meses Febre > 38⁰C Emagrecimento > 10% Diarreia crónica Fadiga incapacitante Suores nocturnos Ausência de IO ou de TO definidores de SIDA * AIDS-related complex(complexo relacionado com a SIDA)

15 Definição VIHde Dor Infecção VIH Classificação dos CDC Grupo IV a. ARC (CRS) Alterações laboratoriais = 3 meses Linfopenia, leucopenia Redução de T CD4 e da relação CD4/CD8 Hipergamaglobulinemia Anergia cutânea

16 Definição VIHde Dor Infecção VIH Classificação dos CDC Grupo IV a. ARC (CRS) Duas ou mais manifestações, por mais de 3 meses, associadas a duas ou mais alterações laboratoriais.

17 Definição VIHde Dor

18 Definição VIHde Dor

19 Definição VIHde Dor

20 Definição VIHde Dor Infecção VIH Classificação dos CDC Grupo IV a. ARC (CRS) b. Doença neurológica c. Infecções oportunistas

21 Definição VIHde Dor Infecção VIH Classificação dos CDC Grupo IV c Infecções oportunistas Fúngicas: candidose esofágica, respiratória; infecção por Pn. Jiroveci; criptococose meníngea, pulmonar, sistémica; histoplamose disseminada; mucormicose; coccidiomicose disseminada. Víricas: doença citomegálica visceral (retinite, colite, outra); infecção herpética crónica, visceral ou disseminada; leucoencefalopatia multifocal progressiva; infecção pelo vírus Varicela-Zoster; molusco contagioso.

22 Definição VIHde Dor Infecção VIH Classificação dos CDC Grupo IV c Infecções oportunistas Bacterianas: tuberculose; micobacteriose atípica pulmonar ou disseminada; pneumonia bacteriana recorrente; sepsis recorrente por Salmonella não Typhi. Protozoárias: toxoplasmose; criptosporidíase; giardíase; isosporíase.

23 Definição VIH de Dor

24 Definição Tuberculose de Dor M. Tuberculosis Bacilo da TB ou bacilo de Koch(BK) Família Mycobacteriaceae Ordem Actinomycetales Género Mycobacterium Bacilo álcool-ácido-resistente(baar), não formador de esporos, aeróbio Mede entre 0,2 a 0,5 µmde diâmetro e 2 a 4 µmde comprimento Transmite-se maioritariamente por via inalatória, mais raramente, por via digestiva, cutânea, conjuntival, amigdalina, placentária e genital.

25 Definição Tuberculose de Dor A virulência micobacteriana deve-se à capacidade dos bacilos sobreviverem intracelularmente nos macrófagos, em compartimentos membranares especializados, os fagosomas precoces e por induzirem o bloqueio da maturação em fagolisosoma. Os sintomas clássicos são tosse crónica com expectoração tingida de sangue, febre, suores nocturnos e perda de peso. A infecção de outros órgãos provoca uma grande variedade de sintomas.

26 Epidemiologia Definição da co-infecção de Dor TB/VIH Mundialmente, a TB é a mais comum IO nos indivíduos com infecção por VIH: A infecção por VIH é hoje um importante factor de risco para o desenvolvimento da TB A TB traz uma importante mortalidade para as pessoas infectadas pelo VIH e o VIH actua como causa indirecta do aumento da incidência da TB, pelo aumento do reservatório de M. tuberculosis. O doente com TB infectado pelo VIH, não aderente ao tratamento torna possível o aumento da resistência aos antibacilarese aumenta o risco da transmissão de M. tuberculosis e de VIH para os seus conviventes.

27 Definição VIHde Dor Infecção VIH Classificação dos CDC Grupo IV a. ARC (CRS) b. Doença neurológica c. Infecções oportunistas d. Neoplasias oportunistas

28 Definição VIHde Dor Infecção VIH Classificação dos CDC Grupo IV d Neoplasias oportunistas Sarcoma de Kaposi Linfoma não-hodkiniano Linfoma cerebral primitivo Linfoma de Burkitt Carcinoma invasivo do colo do útero

29 Definição VIHde Dor Infecção VIH Neoplasias oportunistas Sarcoma de Kaposi

30 Definição VIHde Dor Neoplasias oportunistas Sarcoma de Kaposi Atinge preferencialmente homo/bissexuais infectados pelo vírus herpes humano tipo 8. Fármaco Posologia Frequência Monoterapia Doxorrubicina lipossómica Daunorrubicina lipossómica Paclitaxel* Regimes de associação Vincristina+Bleomicina Adriamicina+Vincristina+Bleomicina 20mg/m² 40mg/m² 135mg/m² 2mg+10mg/m² 10-20mg/m²+ 2mg+10mg/m² 3-3 semanas 2-2 semanas 2-2 semanas 2-2 semanas 2-2 semanas

31 Definição VIHde Dor Infecção VIH Classificação dos CDC Grupo IV a. ARC (CRS) b. Doença neurológica c. Infecções oportunistas d. Neoplasias oportunistas e. Outras associações

32 Definição VIHde Dor Infecção VIH Classificação dos CDC Grupo IV e Outras associações Síndrome de emaciação Pneumonia intersticial linfóide

33 Definição VIHde Dor

34 VIH Definição de Dor Linf. T CD4 Infecções Manifestações não infecciosas > 500 Primo-infecção Linf. generalizada persistente (LGP) Sind. Guillain-Barré Miopatia Meningite asséptica 200 a 500 Pneumonia pneumocócica Outras pneumonias bacterianas Tuberculose pulmonar (TB) Herpes-zoster Candidose oro-esofágica Criptosporidiose (auto-limitada) Leucoplasia oral Carcinoma cervical in situ Carcinoma cervical invasivo Linfoma de células B Anemia Polineuropatia Púrpura trombocitopénica idiopática Linfoma de Hodgkin Pneumonia intersticial linfóide Sarcoma de Kaposi

35 Linf. T CD4 Infecções Manifestações não infecciosas < 200 Pneumonia por Pneumocystis Histoplasmosee Coccidiomicose disseminadas TB miliar/extra-pulmonar Leucoencefalopatia multifocal progressiva (vírus JC) Sind. de emaciação Neuropatia periférica Demência Cardiomiopatia Mielopatia vacuolar Poli-radiculopatia progressiva Linfoma não-hodgkin < 100 Herpes simplexdisseminado Toxoplasmose cerebral Criptococose Criptosporidiose crónica Microsporidiose Candidose esofágica <50 VCM disseminado (Citomegalovírus) MAI disseminado (Mycobacterium avium intracelular) Linfoma do SNC

36 Definição VIHde Dor

37 Definição VIHde Dor SIDA As infecções oportunistas ocorrem quando os linfócitos CD4 são < 200/mm.³

38 Definição VIHde Dor SIDA Infecções oportunistas Disfunção imunológica Linfócitos CD4: parasitas, vírus, fungos e bactérias Linfócitos B: bactérias capsuladas

39 Definição VIHde Dor SIDA Infecções oportunistas Reactivação de agentes endógenos Prevalência na população Raramente curáveis Quimioprofilaxia primária e secundária.

40 Definição VIHde Dor SIDA Infecções oportunistas pulmonares Tuberculose Pneumocistose Micobacterioses atípicas Criptococose Pneumonia por VCM Pneumonias bacterianas

41 Terapêutica Definição na co-infecção de Dor TB/VIH Em doentes com TB activa com infecção por VIH diagnosticada e com imperiosa necessidade de HAART, a prioridade é iniciar o tratamento standard com anti-bacilares. WHO Library Publication Data: Treatment of tuberculosis: guidelines 4th ed. WHO/HTM/TB/2009;420 Doentes com wasting syndrome, diarreia crónica e contagens de CD4 abaixo de 100 células/mm³ apresentam uma taxa de mortalidade de 50% durante o primeiro mês de tratamento da TB e beneficiariam de terapêutica para a co- -infecção TB/VIH. Taylor Z, Nolan CM, Blumberg HM. Controlling tuberculosis in the United States. MMWR Recomm Rep 2005 Nov;4;54(RR-12):1-8 A OMS recomenda a sua prescrição a todos os doentes com TB extrapulmonar ou com TB pulmonar com contagem de CD4 abaixo de 350 células/mm.³ WHO Library Publication Data: Treatment of tuberculosis: guidelines 4th ed. WHO/HTM/TB/2009;420

42 Terapêutica Definição na co-infecção de Dor TB/VIH As orientações terapêuticas mais actuais (OMS, CDC, BHIVA e SPP) recomendam a prescrição de HAART em doentes com contagem de células T CD4 abaixo de200células/mm 3,entrea2ªea8ªsemanaapósiniciodaterapêuticapara a TB e estabilização do tratamento. EmdoentescomcontagemdeTCD4acimade200células/mm 3,oinicioda HAART pode ser adiado para depois da fase inicial de tratamento intensivo datb,afimdesimplificaraabordagemdotratamentodatbelidarcomos desafiosdahaart.paradoentescomcontagemdetcd4acimade350 células/mm³ahaartpodeseradiadaatéaofinaldos6mesesde tratamentodatb. (OMS,CDC,BHIVAeSPP)

43 Terapêutica Definição anti-retrovírica de na Dor co-infecção TB/VIH O manuseamento da HAART em indivíduos submetidos a tratamento para TB merece particular atenção devido a: interacções entre a rifampicinaos NNRTI e os IP reacções paradoxais e síndromes de reconstituição imunológica nº de comprimidos, sobreposição de toxicidades e problemas de adesão à terapêutica

44 Definição Terapêutica de da Dor TB Terapêutica da TB -Fármacos de 1ªlinha niaid.nih.gov [acedido em 17de Outubro de 2010]

45 Definição VIHde Dor Infecções oportunistas pulmonares

46 Definição Terapêutica de da Dor TB O regime padrão de tratamento da TB em doentes infectados pelo VIH, é idêntico ao preconizado em relação aos restantes doentes: 2HRZE/4HR(para doentes aderentes à terapêutica e com bacilos sensíveis). OMS, CDC, BHIVA e SPP A introdução do etambutol na fase inicial, justifica-se sempre que a taxa de resistência primária à isoniazida seja superior a 4%, cujo valor mais recente em Portugal é de 7%. Antunes F. Manual sobre SIDA. 3ª edição, Permanyer Portugal, Lisboa, 2008 Embora se admita a duração mínima de tratamento de 6 meses, a existência de estudos em que se observou uma taxa de recidivas mais elevada com este esquema terapêutico, quando comparado com regimes de tratamento de 9 meses, tem levado alguns autores a considerar este último como o regime mais correcto. Benson CA, Kaplan JE, Masur H, Pau A, Holmes KK, Benson CA. Treating Opportunistic Infections Among HIV-Infected Adults and Adolescents. MMWR Morb Mortal Wkly Rep 2004Dec;53(RR-15);1-112

47 Efeitos adversos Definição da terapêutica de Dorantibacilar A sua incidência varia, consoante os autores, entre 13-27% particularmente nos primeiros 2 meses de tratamento. O fármaco mais frequentemente implicado tem sido a rifampicinae as reacções adversas mais referenciadas incluem febre, exantema, queixas gastrintestinais e hepatite. A isoniazida deve ser sempre coadministrada com a piridoxina (vit. B6) para prevenir o desenvolvimento de polineuropatia periférica.

48 Tuberculose extensivamente Definição de resistente/infecção Dor VIH Tuberculose extensivamente-resistente (TB-XDR) - doença causada por uma estirpe de M. tuberculosis resistente pelo menos à isoniazida e rifampicina, a qualquer fluoroquinolona e, a pelo menos, um dos seguintes agentes de 2ª linha injectável, amicacina, canamicina ou capreomicina, ou seja, resistentes à isoniazida, rifampicina e a fármacos pertencentes a três das seis classes dos fármacos de 2ª linha. Pepper DJ, Meintjes GA, McIlleron H, Wilkinson RJ. Combined therapy for tuberculosis and HIV-1 the challenge for drug discovery. Drug Discovery Today 2007; Nos doentes com estirpes de M. tuberculosis extensivamente resistentes a probabilidade de cura é muito menor. Os esquemas devem conter, pelo menos, 4 fármacos, podendo o seu número ser maior, se a eficácia aos antibacilares for questionável ou na presença de doença pulmonar bilateral extensa. A duração do tratamento pode variar e não deverá ser inferior a 18 meses após conversão das culturas.

49 Definição VIHde Dor

50 Definição VIHde Dor Terapêutica da pneumonia criptocócica Apresentação Regime Terapêutico Duração Quadro clínico ligeiro /moderado ou Assintomático c/isolamento do agente no ap. respiratório Quadro clínico grave Fluconazol mg /d Itaconazol mg/d Fluconazol+Fucitosina 400mg/d mg/Kg/d continuar com Fluconazol mg/d Anfotericina B 0,7-1mg/kg/d continuar com Fluconazol/Itraconazol ver acima ad eternum* ad eternum* 10 semanas ad eternum Até melhoria clínica ad eternum * posologia recomendada (terapêutica de manutenção): 200mg/dia

51 Definição VIHde Dor Terapêutica da pneumonia por VCM Fármaco Posologia Via Duração Efeitos secundários Ganciclovir 5mg/kg 12-12h EV 21 dias Leucopenia;trombocitopenia Foscarnet 60mg/kg ou 90mg/kg 8-8h 12-12h EV 21 dias Nefrotoxicidade; alts. Hidroelectrolíticas(Ca, P, Mg, K) Cidofovir* 5mg/kg semanal EV 2 semanas Nefrotoxicidade; neutropenia, acidosemetabólica * Associado ao probenecid: 2g, 3h antes da administração de cidofvir; 1g, 1h depois da administração de cidofovir; 1g, 8h depois da administração de cidofovir

52 Definição VIHde Dor Terapêutica de manutenção pneumonia por VCM Fármaco Posologia Via Regimes preferidos Ganciclovir Foscarnet 1000mg 5-6mg/kg mg/kg dia 5-7dias/semana dia PO EV EV Regimes alternativos Cidofovir* Valganciclovir 5mg/kg 900mg cada 2 semanas dia EV PO *Associado ao probenecid

53 Definição VIHde Dor SIDA Infecções oportunistas do SNC Toxoplasmose cerebral Encefalite herpética Encefalite citomegálica Meningite (criptocócica, bacteriana, bacilar) Leucoencefalite multifocal progressiva (terapêutica: HAART com IP)

54 Definição VIHde Dor Infecções oportunistas Parasitas Toxoplasma gondii Leishmania

55 Definição VIHde Dor Infecções oportunistas Parasitas Toxoplasma gondii Afecta SNC Células T CD4 <100/µL Diagnóstico: imagiologia e serologia Prevenção: evitar o consumo de carne mal passada e contacto comfezesdegato.

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57 Toxoplasma gondii Life Cycle and Human Infection

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59 Definição VIHde Dor SIDA Infecções oportunistas do SNC Toxoplasmose cerebral Causa mais frequente de lesões focais/abcessos do SNC (TCD4+<100/mm³) Terapêutica Sulfamida (sulfadiazina) + Pirimetamina+ Ácido folínico(para contrariar a toxicidade hematológica da pirimetamina). ou A sulfamida poderá ser substituida pela clindamicina se surgirem efeitos colaterais indesejáveis.

60 Definição VIHde Dor SIDA Febre de etiologia indeterminada Vírus citomegálico Tuberculose Micobacteriose atípica

61 Definição VIHde Dor SIDA Infecções oportunistas cutâneas Herpes muco-cutâneo Molusco contagioso Dermatomicoses Dermite seborreica

62 Definição VIHde Dor Infecções oportunistas Parasitas Leishmania

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65 Definição VIHde Dor Infecções oportunistas Parasitas Leishmania Infecção endémica em Portugal Leishmania donovani infantum Kala-azar mediterrânico Forma visceral e cutânea Diagnóstico: Mielograma, análise de isoenzimas, pesquisa de anticorpos e molecular.

66 Definição VIHde Dor Infecções oportunistas Parasitas Leishmania O tratamento é feito por administração de compostos de antimónio, pentamidina, anfotericina ou miltefosina. Mortal num período curto ou após danos crónicos durante alguns anos, especialmente em doentes com SIDA/AIDS.

67 Definição VIHde Dor Infecção VIH Manifestações iniciais da infecção VIH na mulher Candidose vaginal recorrente 37% Linf. generalizada persistente 15% Pneumonia bacteriana 13%

68 Definição VIHde Dor Infecção VIH História natural da infecção VIH-1 na mulher Viremia o Na doença precoce, para o mesmo nível de linfócitoscd4, as mulheres apresentam viremia mais baixa do que os homens. o A sobrevidae a progressão da doença são semelhantes.

69 Definição VIHde Dor Infecção VIH na mulher Outras infecções ginecológicas Doença inflamatória pélvica geralmente mais grave Infecções herpéticas mais frequentes Vaginose bacteriana mais frequente Sífilis mais frequente

70 Definição VIHde Dor Infecção VIH na mulher Doenças definidoras de SIDA na mulher Espectro semelhante ao observado no homem Duas excepções: o Sarcoma de Kaposi (cinco a quinze vezes mais nos homens) o Carcinoma cervical doença mais agressiva taxa de recaídas mais frequente 40-60%

71 Definição VIHde Dor Infecção por VIH Prevalência 13% Sistema Cardiovascular As alterações cardíacas mais usuais são: o Derrames pericárdicos o Miocardiopatia dilatada o Endocardite bacteriana oneoplasiascardíacas

72 Definição VIHde Dor Infecção por VIH Disfunção renal o Distúrbios de fluidos, de electrólitos e do equilíbrio ácidobase(mais frequente hiponatrémia) o Insuficiência renal aguda o Nefropatias crónicas associadas à infecção pelo VIH o Nefropatia clássica associada à infecção pelo VIH (HIVAN) insuficiência renalassociada a síndrome nefróticocom predilecção pela raça negra ooutras doenças glomerularescrónicas

73 Definição VIHde Dor Infecção por VIH Terapêutica das nefropatias associadas ao VIH Esteróides Ciclosporina A IECA s Terapêutica anti-retrovírica 2NITR + 1IP Terapêutica de substituição da função renal Hemodiálise Diálise peritoneal Transplante renal

74 Definição VIHde Dor Infecção por VIH Manifestações digestivas (T CD4+ <200/mm³) o Orofaringe oesófago oestômago ointestino ofígado o Vias biliares opâncreas

75 Definição VIHde Dor Manifestações na orofaringe Etiologia Lesão mais frequente Agente mais frequente Terapêutica Fúngica Candidose C. albicans Nistatina Imidazóis Vírica Gengivoestomatite herpética Herpes simplex tipo 1 Aciclovir Administração Tópica Sistémica Sistémica Bacteriana Eritema gengival Gengivite necrosante Periodontite necrosante Estomatite necrosante Curetagem Desbridamento Anti-sépticos Antibioterapia Tópica Sistémica Neoplásica Sarcoma de Kaposi Linfoma não-hodgkin Idiopática Úlceras aftosas Analgesia- lidocaína Corticoterapia Talidomida Tópica Tópica Sistémica

76 Manifestações no esófago Etiologia Definição VIHde Dor Lesão mais frequente Agente mais frequente Terapêutica Administração Fúngica Candidose C. albicans Fluconazol Tópica Sistémica Vírica Úlcera esofágica CMV Ganciclovir Foscarnet Sistémica Idiopática Úlcera esofágica Corticóides Talidomida Sistémica Neoplásica Sarcoma de Kaposi Bacteriana Disfagia/Odinofagia MAC BK

77 Definição VIHde Dor Infecção por VIH oestômago Manifestações digestivas (T CD4+ <200/mm³) O envolvimento gástrico atinge cerca de 30% dos indivíduos infectados. dor epigástrica, náuseas, vómitos, enfartamento, anorexia, dor abdominal, hemorragia digestiva alta, são as mais frequentes. Patologia ulcerosa gástrica agente usual Helicobacter pylori. Gastrite erosiva e/ou úlcera gástrica CMV. Neoplasias Sarcoma de Kaposi. Outros agentes etiológicos HSV, Cryptosporidium, Mycobacteriumavium, Treponema pallidum e outros.

78 Definição VIHde Dor Infecção por VIH Manifestações digestivas ointestino A diarreia atinge cerca de 90% dos indivíduos infectados, particularmente nas regiões mais desfavorecidas do planeta. Vírus, bactérias e protozoários parasitas podem ser agentes causais. Diarreia de causa iatrogénica. Factores a considerar na abordagem etiológica da diarreia: a) Estado imunológico do doente b) Tempo de evolução da doença Medidas dietéticas de suporte e correcção hidroelectrolítica, agentes antiperistálticos, anti-infecciosos e anti-parasitários específicos. Neoplasias mais frequentes Sarcoma de Kaposi e linfoma não-hodgkin.

79 Definição VIHde Dor Infecção por VIH ofígado Manifestações digestivas A doença hepática é muito frequente. As hepatites por vírus B (VHB) e vírus C (VHC) são muito comuns no decurso da infecção por VIH. São doenças com a mesma via de transmissão, dependentes de comportamentos de risco, o que justifica a ocorrência deprocessos de co-infecção. Hepatite causada por outros vírus: Epstein-Barr, Herpes simplexe CMV.

80 Infecção por VIH Co-infecção VIH-VHC Definição VIHde Dor Maior incidência de formas crónicas Aceleração da progressão para cirrose Progressão mais rápida para carcinoma hepatocelular Maior morbilidade e mortalidade. Inversamente, a infecção por VHC não parece acelerar a progressão da infecção VIH. Terapêutica da VHC:Peg-Interferão+ Ribavirinae inibidores da protease boceprevir e telaprevir.

81 Definição VIHde Dor Infecção por VIH A terapêutica HAART (HighlyActive AntiretroviralTherapy) contribui para a diminuiçãoda frequência das infecções oportunistas e aumento da sobrevidados doentes.

82 Definição VIHde Dor A desnutrição é uma das complicações major da infecção por VIH.Aperda de pesoéuma das manifestações clínicas mais precoces da doença e desempenha um papel importante na morbilidade e mortalidade, diminuindo a tolerância ao tratamento e aumentando o tempo e a reincidência de hospitalização. A consequência da desnutrição reflecte-se na diminuição da qualidade e da esperança de vida do doente

83 Definição VIHde Dor Associada à desnutrição calorico-proteica, a deficiência em vitaminas e minerais acentua as alterações imunológicas e a progressão da infecção pelo VIH. O sistema imunitário necessita de um elevado número de nutrientes, nomeadamente vitaminas A, B6, B12, C e E e oligoelementos como o zinco (Zn), o selénio (Se), o cobre (Cu) e oferro(fe).

84 Definição VIHde Dor Suporte nutricional A manutenção do estado nutricional é fundamental para o bem-estar do doente com infecção pelo VIH e para a melhoria da resposta imunitária e da resposta à terapêutica instituída.

85 Definição VIHde Dor Fármacos Estimulantes do Apetite Acetato de Megestrol Ciproheptadina Decanoato de nandrolona Hormona de crescimento recombinante (rhgh) Obtenção de aumentos de peso, no entanto maioritariamente sob a forma de gordura. Estimula o apetite, mas induz só moderadamente o aumento de peso. Utilização preferencial em pediatria. Obteve-se aumento do peso, da massa magraedaqualidadedevida. Aumento de peso e da massa magra e diminuição da gordura, redução da excreção urinária de azoto, melhoria do desempenho físico e melhoria da qualidade devida. Boas Práticas de Farmácia Hospitalar no âmbito da Infecção VIH/sida

86 Definição VIHde Dor Fármacos Estimulantes do Apetite Oxandrolona Talidomida Testosterona Aumento do peso e da massa magra, uma melhoria do apetite e da actividade física. Actua diminuindo a produção de TNF-α. Este poderá ser o mecanismo através do qual estimula o apetite. Administração em doentes com um quadro de malnutrição provoca um aumento de peso devido ao aumento da massa gorda, mas dito efeito desaparece ao suspender-se ofármaco. Boas Práticas de Farmácia Hospitalar no âmbito da Infecção VIH/sida

87 Definição VIHde Dor Nutrição entérica A selecção da dieta entérica depende do estado nutricional do doente, das complicações associadas, da capacidade de absorção e da via de acesso utilizada. Nutrição parentérica Está indicada nos doentes com diarreia intratável, obstrução intestinal, vómitos incoercíveis ou quando a nutrição entérica estiver contra-indicada.

88 Obrigada pela vossa atenção!

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