Ritmos Biológicos. Profa. Dra. Eliane Comoli FMRP-USP

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Ritmos Biológicos. Profa. Dra. Eliane Comoli FMRP-USP"

Transcrição

1 Ritmos Biológicos Profa. Dra. Eliane Comoli FMRP-USP

2 Ritmos Biológicos Ritmos biológicos são atividades biológicas e funções que se repetem periodicamente (em ciclo), em geral sincronizadas com os ciclos da natureza.

3

4 Circanuais, circadianos, circamarés, circalunares, etc... Ritmos Biológicos (1959): 1. Circadianos (duração de um dia); ex: ciclo sono-vigília. 2. Ultradianos (repetem várias vezes no dia); ex: secreções hormonais. 3. Infradianos (demoram mais que o tempo de um dia para se repetirem); ex: hibernação Relógio Solar construído por volta de 1060, retirado da região de York, na Inglaterra

5

6 Ritmos Circadianos Variação em Índice Fisiológico

7 Ritmos Circadianos Variação em Índice Fisiológico

8 Ritmos Ultradianos Variação em Índice Fisiológico

9 Ritmos Ultradianos Variação em Índice Fisiológico

10 Ritmos Infradianos Ciclo Menstrual

11 Ritmos Infradianos Estações do Ano

12 Ritmos Biológicos Hoje sabe-se de sistemas orgânicos especializados (endógenos) em gerar ciclos funcionais que caracterizam os ritmos biológicos. Ex; relógios biológicos; genes biológicos e proteínas capazes de gerar oscilações circadianas no comportamento. Por exemplo os genes de expressão circadiana que encontram-se nos fotorreceptores.

13 Sincronização entre o relógio biológico e os órgãos periféricos

14 Relógio Biológico Circadiano

15 Relógio Biológico: Grupo de células que apresentam oscilação funcional automática (variação cíclica do potencial de membrana). Os relógios biológicos transmitem a sua ritmicidade a outras células às quais está acoplado produzindo efeito da ritmicidade (efeitos cíclicos) sobre o organismo todo. O relógio biológico está acoplado às células que detectam as variações ambientais.

16 Núcleo Supraquiasmático (SCH) relógio hipotalâmico circadiano ou oscilador circadiano O relógio hipotalâmico e os ritmos do dia-a-dia: núcleo supraquiasmático é quem gera o ritmo acoplado ao ciclo noite-dia. A luz é o estímulo temporizador principal dos rítmos circadianos, e influencia o marca-passo (SCH) através das fibras retino-hipotalâmicas.

17 Experimentos de registros do SCH, in vitro atividade cíclica Neurônios do SCH são osciladores naturais, cujo potencial de repouso varia ciclicamente. A cada ciclo o potencial de repouso oscila e atinge o limiar, surgindo potenciais de ação, que se conduzem através dos axônios. Então o potencial de repouso é restaurado e seu valor volta de despolarizar lentamente.

18 Experimentos de lesões no SCH animal perde a ritmicidade e os momentos de atividade tornam-se completamente aleatórios. O SCH confere periodicidade às funções normais.

19 Experimentos de transplante de SCH Hamster silvestres perdiam a ritmicidade (24h) ao terem o SCH lesionados. Transplantava-se o SCH fetal de hamsters mutantes tau (oscilação endógena de 20h). Animal reestabelecia a ritmicidade, agora com ritmo oscilador de 20h (doador).

20 O SCH veicula comandos para que algumas funções autonômicas, neuroendócrinas, comportamentais e ciclo sono-vigília possam ser reguladas de acordo com o período de 24h.

21 Através do relógio biológico se produz a sincronização do ser vivo ao Ciclos da Natureza.

22 Ciclos da Natureza Ritmos Geofísicos Em função da organização do sistema solar, a Terra é submetida a interações envolvendo forças de atração entre os diferentes planetas e corpos celestes. Ciclo Claro-Escuro

23 Relógio Biológico: sincronização do ser vivo ao ciclos da Natureza. Para os ritmos circadianos há um intervalo limite de horas, propiciado pelo relógio biológico. Esse intervalo pode ser sincronizado pelos ciclos ambientais. Essas oscilações externas, sincronizadoras dos ciclos endógenos foram chamadas de Zeitgebers, sincronizadores, arrastadores. Zeitgebers modulam o ritmo endógeno.

24 Mecanismos de temporização nos Vertebrados Sincronização dos ritmos biológicos e os ciclos ambientais se dá via relógio biológico Os relógios biológicos são ajustáveis ao ambiente pela ação de células sensoriais e vias aferentes (neurônios), tornando-se sincronizados com os ciclos naturais. A sincronia entre os organismos e a natureza apresenta grande valor adaptativo para todos. São universais; todos os seres vivos apresentam. permite previsões e consequentemente modificações comportamentais.

25 Sistemas Temporizadores: aferentes, marca-passos e eferentes Induzem certas funções e comportamentos a operar em ritmos bem sincronizados com os ciclos naturais. A luz efetivamente sincroniza o marca-passo. A luz é o estímulo sincronizador ou temporizador principal dos ritmos circadianos.

26 Sincronização entre a Natureza e o relógio biológico

27 Sincronização de ritmos circadianos com ciclo claro/escuro

28 Zeitgebers - sincronizadores ou temporizadores tem efeitos importantes sobre a expressão dos ritmos endógenos, promovendo ajustes através de mecanismos biológicos específicos para cada espécie.. A obtenção de curvas de reposta de fase em várias espécies mostravam inequivocamente que fatores ambientais como iluminação e temperatura, tinham efeitos sobre a expressão dos ritmos endógenos, promovendo ajustes através de mecanismos biológicos específicos e dentro de limites bem definidos para cada espécie.

29 A luz influencia o SCH através das fibras retino-hipotalâmicas. núcleo supraquiasmático fibras retículo-hipotalâmicas núcleo geniculado lateral Fotorreceptores peculiares na retina contém um fotopigmento chamado melanopsina (gene de expressão circadiana)

30 Efeito da luz no SCH

31 Fotopigmento Melanopsina é um fotopigmento encontrado em células ganglionares fotossensíveis da retina, as que estão envolvidas na regulação do ritmo circadiano. Melanopsina tem o pico de sensibilidade espectral na faixa 480 nm (azul) da luz visível. Distinta dos cones e bastonetes.

32 Ação da Célula Ganglionar - Melanopsina PACAP peptídeo ativador de adenilato ciclase hipofisária

33 Mecanismo molecular circadiano em mamíferos Se dá pela transcrição dos genes circadianos, Genes Period (Per1 e Per2) e Cryptochrome (Cry1-2) que são ativados pelo complexo regulatório E-box.

34 Mecanismo molecular circadiano em mamíferos O complexo heterodímero (proteínas CLOCK and BMAL1) ativa a sequência regulatória E-box que controla a transcrição de genes circadianos. Como resultado os níveis de mrna e proteínas relacionados aos genes circadianos oscilam com período ~ 24 h. O CLOCK BMAL1 regula (via E-box) a transcrição de muitas proteínas CCGs que influenciam funções fisiológicas externas ao mecanismo oscilatório.

35

36 Glândula Pineal

37 Glândula Pineal Em mamíferos é tipicamente endócrina, constituída de pinealócitos e não possui fotorreceptores. A Glândula Pineal é um sensor de duração do fotoperíodo. Relógio epitalâmico infradiano circanual.

38 Glândula Pineal e Melatonina Aaron Lerner e colegas da Universidade de Yale descobriram (1960) que a melatonina está presente em altas concentrações na pineal. A melatonina é um hormônio derivado do aminácido triptofano, que tem outras funções no sistema nervoso central.

39 Melatonina A Melatonina é sintetizada a partir do triptofano (aminoácido essencial). A Melatonina é imediatamente liberada (por difusão) dentro dos capilares sanguíneos que irrigam a glândula pineal após a sua formação. A secreção de melatonina depende de sua síntese, que é catalisada por quatro enzimas : triptofano hidroxilase (TPH), descarboxilase de L-aminoácidos aromáticos, N-acetiltransferase (NAT) e hidroxi-indol-o-metiltransferase (HIOMT).

40 Síntese de Melatonina Triptofano 5-hidroxitriptofano serotonina (dia) A serotonina é precurssora da melatonina. Pela ação da NAT (serotonina-n-metiltransferase) e HIOMT (hidroxindol-ometil-transferase) de resposta imediata a mudanças da luz ambiental.

41 Ritmo circadiano da Melatonina Plasmática

42 Ritmicidade da Glândula Pineal

43 Efeito da intensidade de luz sob secreção de Melatonina

44 Ativação da Glândula Pineal

45 Onde a melatonina age? A densidade dos receptores de melatonina também apresentam ritmo circadiano ( a noite e dia). Presentes especialmente no hipotálamo e tronco cerebral.

46 Melatonina e Ritmo Circanual

47 Ainda atua na regulação endócrina da reprodução e sistema imunológico. É um antioxidante, na recuperação de células epiteliais expostas a radiação UV. Administração suplementar de melatonina ajuda na recuperação de neurônios afectados pela doença de Alzheimer e por episódios de isquemia.

48 Níveis de Melatonina no sangue

49 Níveis de hormônios com a idade

50 Os Ritmos do Encéfalo Profa. Dra. Eliane Comoli Departamento de Fisiologia da FMRP

51 Encefalograma Humano Em 1929, Hans Berger (Jena), anunciou que: 1) atividade elétrica encefálica modificava-se de com o estado funcional do cérebro, tais como no sono, na anestesia, na hipóxia e em certas doenças nervosas, como na epilepsia. 2) era possível registrar as fracas correntes elétricas geradas no cérebro humano, sem abrir o crânio, e mostrá-las na forma de um registro em papel. Hans Berger, psiquiatra alemão Berger denominou a esta nova forma de registro fisiológico de eletroencefalograma (ou EEG). Primeiro EEG registrado por Hans Berger, aproximadamente em Foram descobertas revolucionárias. Berger acabou sendo o fundador de um ramo inteiramente novo e muito importante da ciência médica, a neurofisiologia clínica.

52 Registro Encefalográfico

53 Registro eletroencefálico O EEG mede a diferença de correntes que fluem durante a Neurociências-Desvendando o sistema nervoso, M.F. Bear, B.W. Connors & M.A. Paradiso excitação sináptica dos dendritos de muitos neurônios piramidais no córtex cerebral. São necessários milhares de neurônios subjacentes ativados em conjunto para gerar um sinal de EEG. A amplitude do sinal do EEG depende de quão sincrônica é a atividade dos neurônios subjacentes. Liberação de GLU, abertura de canais catiônicos; influxo de corrente +; negatividade no líquido extracelular; difusão da corrente das proximidades do soma; fluido torna-se levemente -

54 Atividade sincrônica e Atividade Irregular

55 Geração de Ritmos Sincronizados As oscilações sincronizadas podem ser geradas de duas maneiras: A) Neurônios podem receber informação de um marcapasso. B) Neurônios podem compartilhar ou distribuir a função de marcador de tempo entre si, excitando ou inibindo um ao outro (mecanismo coletivo). No encéfalo de mamíferos, a atividade rítmica sincrônica é coordenada por combinação de marcapasso e método coletivo.

56 Ritmos rápidos, Córtex Ativado Neurônios dessincronizados Estados de vigília, em repouso Estados de sono Ritmos muito lentos, Grande amplitude, Indica sono profundo Alta sincronia dos neurônios Ritmos do EEG

57 Sono... é um estado facilmente reversível de reduzida responsividade e interação com o meio ambiente. O sono é universal e altamente conservado em animais desde as moscas de frutas até humanos. A privação do sono é devastadora para um funcionamento adequado do organismo, sendo essencial para a vida.

58 Desempenho Comportamental Nível de Atenção 100% Nível máximo de atenção Sono Vigília Coma Nível de atividade cortical Euforia

59 Porque dormimos Para que propósito serve o sono Conservação de energia: reposição de estoques energéticos do encéfalo, os quais diminuem durante as horas de vigília. Sobrevivência: falta de sono leva à prejuízos de memória, redução de capacidades cognitivas; alteração de humor, e até alucinações se persistir; isolamento e proteção de predadores.

60 Nascimento Média de horas dormidas por dia para sentirmos descansados e revigorados ao acordar.

61 Evolução do sono ao longo dos anos do indivíduo

62 O ciclo Sono-Vigília

63 Estados do Sono Sono REM e NREM

64 O Sono tem fases distintas: EEG estado de Alerta O sono REM (rapid eyes movements): *EEG se parece mais com o do estado acordado do que dormindo; * corpo imobilizado (atonia) exceto músculos dos olhos, respiração e coração; * evocações de ilusões detalhadas e vívidas chamadas sonhos; * sono paradoxal (consumo de O 2 é mais elevado que quando acordado); * sistema de controle dominados pelo simpático. O sono não-rem ou sono de ondas lentas: * tensão muscular reduzida em todo o corpo; * movimento do corpo para ajustes de posição corporal; * oscilação em sincronia dos neurônios corticais; * aferências sensoriais não alcançam o córtex;; * sistema de controle dominados pelo parassimpático. EEG sono profundo (não-rem) EEG sono REM

65 Dessincronizado (ritmo β) baixa voltagem e alta freqüência Sono sincronizado (ritmo α) maior voltg e menor freqüência (ritmo teta) (ritmo /delta, profundo) alta voltagem e baixa freqüência Sono Paradoxal ou REM (rapid eye movement) rítmo dessincronizado Eletroencefalograma da transição da vigília para o sono de ondas lentas e paradoxal

66 Ciclo do Sono

67 O ciclo do Sono Registros de EEG na primeira hora do sono 01 ciclo de sono leva min ritmo ultradiano

68 Mudanças fisiológicas durante estágios do sono

69 Episódios de Sono no Jovem e Adulto Jovem: vários episódios de sono REM alternados com estágios de sono de ondas lentas, e momentos de vigília vermelho= sono paradoxal laranja = vigília Adulto: Desperta mais vezes, não chega a estágios de sono mais profundos do sono de ondas lentas; menos episódios de sono REM.

70 O que regula o sono e a vigília?

71 Modelo de dois processos de regulação do sono. Processo Homeostático de regulação do sono se acumulando ao longo do dia e sendo dissipado durante o sono (cinza). Sol e lua formam a curva que representa o Processo Circadiano de regulação do sono. Em Vermelho outra curva representando a propensão ao sono consequente da ação dos dois processos.

72 Mecanismos neurais do sono Hoje sabe-se que o sono é um processo ativo que requer a participação de uma variedade de regiões encefálicas: *Modo de operação dos núcleos relés talâmicos: tonicamente ativos (+) ou em estado oscilatório; * Sistemas de neurotransmissores modulatórios; * Modulação inibitória dos motoneurônios medulares

73 Córtex Ativação das Vias Sensoriais favorecem o Estado de Vigília Os neurônios corticais estão em franca atividade arrítmica; EEG desssincronizado Glu + Vias aferentes A estimulação glutamatérgica nos neurônios talâmicos geram PA em modo continuo, conforme a atividade da via aferente.

74 Núcleos relés talâmicos

75 fase oscilatória fase tonicamente ativa Registro de células talâmicas: Canais iônicos dependentes de voltagem permitem geração de padrão de descarga rítmicas altamente sustentáveis na ausência de aferência ativadora. Potenciais de ação são gerados quando as células Atividade marcapasso talamocorticais dos neurônios estão suficientemente talâmicos. hiperpolarizadas para ativar canais de Ca +2 de baixo limiar

76 Estado de Vigília Sono EEG Registro intracelular de neurônios talâmicos Modo tonicamente ativo Modo oscilatório (sincronia com o córtex)

77 Tálamo: núcleos relés corticais e núcleo reticular do tálamo Modo de operação dos núcleos relés talâmicos: tonicamente ativos (+) ou em estado oscilatório O núcleo reticular controla o modo de operação dos núcleos relés talâmicos, inibido na vigília. Subgrupo colinérgico aumenta a frequência de disparo dos neurônios do núcleo reticular do tálamo.

78 Córtex Os neurônios corticais passam a exibir ritmos sincronizadas. EEG sincronizado NGL Gaba - A estimulação gabaergica do núcleo reticular do tálamo causam salvas de PA. Núcleo reticular

79 Sistemas Moduladores do Ciclo Sono-Vigília: Coletivamente fazem sinápse diretamente em todo o tálamo, córtex cerebral e outras regiões do encéfalo. Efeitos gerais são a despolarização de neurônios, um aumento da sua excitabilidade.

80 Sistema de Modulação Difuso Características dos neurônios Origem no tronco encefálico; Cada neurônio influencia uma grande quantidade de células pós-sinápticas em diferentes regiões do SNC; Aumentam a excitabilidade; Inibem ativamente os neurônios espinhais, previnindo a atividade motora descendente. Ritmicidade (frequência constante).

81 Sistema Ativador Reticular Ascendente - SARA Impulsos visuais Cerebelo FORMAÇÃO RETICULAR Tronco Encefálico Vias ascendentes Impulsos auditivos Medula Vias descendentes

82 Sistema de Modulação Difuso Antagonistas colinérgicos diminuem os sinais de ativação cortical e agonista aumenta esses sinais (Vanderwolf, 1992). Estimulação de neurônios localizados na ponte e prosencéfalo basal, induzem a ativação e dessincronização cortical (Jones, 1990; Steriade, 1996).

83 Sistema de Modulação Difuso Redução na frequência de disparo antes e durante o sono e aumento abrupto quando o animal acorda. (Aston-Jones e Bloom, 1981) Ativação dos neurônios do Locus Coeruleus aumenta a vigilância. (Aston-Jones et al., 1994)

84 Sistema de Modulação Difuso A frequência de disparo de potencias diminui durante o sono de ondas lentas e quase zero durante o sono REM. (Trulson e Jacobs, 1979)

85 Sistema de Modulação Difuso

86 A atividade talâmica é regulada pelo sistema de modulação difuso SONO EEG de ondas lentas VIGÍLIA EEG de ondas rápidas CÓRTEX CEREBRAL Salvas de PA Modo de Transmissão continuo TÁLAMO N. reticular ACh GABA Relé talâmico Glu Vias aferentes sensoriais SARA ACH

87 Hipotálamo Anterior Grupo Gabaérgico Hipotálamo Posterior Grupo Histaminérgico Lesões na Área pré-óptica ventrolateral (POVL) produz insônia. Nauta, Estudos eletrofisiológicos demonstrou ativação de neurônios localizados no POVL durante o sono. Szymusiak et al.,1998.

88 Sistema de Modulação Difuso Sistema da Histamina

89 Hipotálamo - Hipocretina

90 Neurônios histaminérgicos do hipotálamo posterior e GABAérgicos do hipotâlamo anterior VIGÍLIA EEG de ondas rápidas CÓRTEX CEREBRAL Modo de Transmissão continuo + Tálamo HIS Glu Vias aferentes sensoriais Hipotálamo anterior GABA Hipotálamo posterior A atividade GABAergica do HA inibe o HP e induz o sono Drogas anti-histamínicas causam sonolência

91 Hipotálamo Anterior Grupo Gabaérgico Área Pré-Óptica Ventrolateral área promotora do sono

92 Área Pré-Óptica Ventrolateral Área Promotora do Sono

93 Hipotálamo Anterior Grupo Gabaérgico Área Pré-óptica ventrolateral

94 Fator promotor do sono - Adenosina Recente candidato é a adenosina, que atua como um neuromodulador nas sinápses por todo encéfalo. A atividade neural no encéfalo acordado adenosina. adenosina progressivo, supressão dos sistemas que modulam a vigília, probabilidade o encéfalo entrar em atividade sincrônica de ondas lentas, características do sono. No sono, adenosina e a atividade nos sistemas modulatórios gradativamente até acordarmos. Hipótese de abordagem molecular: a adenosina seria um sinal para restauração do encéfalo, devido a à depleção do glicogênio encontrado nos astrócitos e usado como fonte de energia pelos neurônios durante a vigília.

95 Adenosina como Neuromodulador do Sono Adenosina extracelular no prosencéfalo basal (n.colinérgicos) desempenhariam um papel na avaliação da necessidade homeostática do sono. Ação via receptor A2 no VLPO. Adenosina fornece um índice do estado energético celular.

96 Área Pré-Óptica Ventrolateral área promotora do sono

97 Como despertamos? Estimulação das vias sensoriais aferentes com maior intensidade, ativando o SARA e os sistemas moduladores; Atividade aumentada do locus ceruleus durante a transição sono REM e a vigília, dessincronizando ainda mais o EEG.

98 Efeito da luz na Área Pré-Óptica Ventrolateral área promotora do sono

99 Distúrbios do Sono

100 Insônia sintoma que dificultam o início ou manutenção do sono. Desbalanço nos sistemas colinérgico, serotoninérgico e noradrenérgico; Fatores emocionais, preocupações do dia-a-dia, etc...;

101 Insônia sintoma que dificultam o início ou manutenção do sono. Apnéia do Sono: interrupção da respiração durante o sono repetidamente impedindo que ocorra estágio de sono profundo e sono REM (causas neurológicas ou mecânicas)

102 Hipersônias: causam sonolência exagerada e crises de sono na vigília. Narcolepsia: freqüentes ataques de sono REM durante o dia, entrando em sono REM diretamente do estado de vigíla, sem passar pelo sono de ondas lentas. O indivíduo pode tornar-se catapléticos (perda do controle muscular) consciente (acompanhada por intensa expressão emocional) ou inconsciente, podendo sofrer quedas.

103 Parassônias: distúrbios passageiros e brandos do acordar. Sonambulismo (Estágio 4, Sono NREM, )

104 Parassônias: distúrbios passageiros e brandos do acordar. Sleep-related eating disorder (Estágio 4, Sono NREM )

105 Parassônias: distúrbios passageiros e brandos do acordar. Sono paradoxal sem atonia ou Transtorno de comportamento do sono REM

106

Os Ritmos do Encéfalo. Profa. Dra. Eliane Comoli Departamento de Fisiologia da FMRP

Os Ritmos do Encéfalo. Profa. Dra. Eliane Comoli Departamento de Fisiologia da FMRP Os Ritmos do Encéfalo Profa. Dra. Eliane Comoli Departamento de Fisiologia da FMRP ROTEIRO DE AULA TEÓRICA: Rítmos Biológicos: Regulação do ciclo Sono-Vigília 1) Rítmos de EEG e Geração de rítmos sincronizados;

Leia mais

Ritmos Biológicos. Profa. Dra. Eliane Comoli FMRP-USP

Ritmos Biológicos. Profa. Dra. Eliane Comoli FMRP-USP Ritmos Biológicos Profa. Dra. Eliane Comoli FMRP-USP Ciclos da vida Curiosidade dos fenômenos rítmicos e sua descrição ou a dificuldade de explorá-los sempre esteve presente na vida do Homem. Comparação

Leia mais

Os Ritmos do Encéfalo. Profa. Dra. Eliane Comoli Departamento de Fisiologia da FMRP

Os Ritmos do Encéfalo. Profa. Dra. Eliane Comoli Departamento de Fisiologia da FMRP Os Ritmos do Encéfalo Profa. Dra. Eliane Comoli Departamento de Fisiologia da FMRP Encefalograma Humano Em 1929, Hans Berger (Jena), anunciou que: 1) atividade elétrica encefálica modificava-se de com

Leia mais

RITMOS BIOLÓGICOS E CICLO SONO-VIGÍLIA

RITMOS BIOLÓGICOS E CICLO SONO-VIGÍLIA RITMOS BIOLÓGICOS E CICLO SONO-VIGÍLIA Ritmos Biológicos Ritmos Biológicos Mimosa pudica Relógio endógeno Ritmos Biológicos Ritmos circadianos: ritmos que se repetem a cada dia Ritmos infradianos: ritmos

Leia mais

Ritmos Biológicos Sistemas Circadianos e Glândula Pineal. Profa. Dra. Eliane Comoli FMRP-USP

Ritmos Biológicos Sistemas Circadianos e Glândula Pineal. Profa. Dra. Eliane Comoli FMRP-USP Ritmos Biológicos Sistemas Circadianos e Glândula Pineal Profa. Dra. Eliane Comoli FMRP-USP ROTEIRO DE AULA TEÓRICA: Rítmos Biológicos: Sistema Circadiano e Glândula Pineal 1) Ritmos Biológicos: circadiano,

Leia mais

Os Ritmos do Encéfalo. Profa. Dra. Eliane Comoli Departamento de Fisiologia da FMRP

Os Ritmos do Encéfalo. Profa. Dra. Eliane Comoli Departamento de Fisiologia da FMRP Os Ritmos do Encéfalo Profa. Dra. Eliane Comoli Departamento de Fisiologia da FMRP ROTEIRO DE AULA TEÓRICA: Rítmos Biológicos: Regulação do ciclo Sono-Vigília 1) Rítmos de EEG e Geração de rítmos sincronizados;

Leia mais

Ritmos Biológicos Sistemas Circadianos e Glândula Pineal. Profa. Dra. Eliane Comoli FMRP-USP

Ritmos Biológicos Sistemas Circadianos e Glândula Pineal. Profa. Dra. Eliane Comoli FMRP-USP Ritmos Biológicos Sistemas Circadianos e Glândula Pineal Profa. Dra. Eliane Comoli FMRP-USP ROTEIRO DE AULA TEÓRICA: Rítmos Biológicos: Sistema Circadiano e Glândula Pineal 1) Ritmos Biológicos: circadiano,

Leia mais

Vigília e Sono. Geanne Matos de Andrade. Depto de Fisiologia e Farmacologia. Os ritmos da vida. Ritmos biológicos

Vigília e Sono. Geanne Matos de Andrade. Depto de Fisiologia e Farmacologia. Os ritmos da vida. Ritmos biológicos Vigília e Sono Ritmos Biológicos Geanne Matos de Andrade Depto de Fisiologia e Farmacologia Os ritmos da vida Ritmos biológicos infradiano circadiano ultradiano Sistema temporizador circadiano- marca-passo

Leia mais

Encéfalo. Aula 3-Fisiologia Fisiologia do Sistema Nervoso Central. Recebe informações da periferia e gera respostas motoras e comportamentais.

Encéfalo. Aula 3-Fisiologia Fisiologia do Sistema Nervoso Central. Recebe informações da periferia e gera respostas motoras e comportamentais. Aula 3-Fisiologia Fisiologia do Sistema Nervoso Central Sidney Sato, MSC Encéfalo Recebe informações da periferia e gera respostas motoras e comportamentais. 1 Áreas de Brodmann Obs: Áreas 1,2,3 : área

Leia mais

Sistema Nervoso Central Quem é o nosso SNC?

Sistema Nervoso Central Quem é o nosso SNC? Controle Nervoso do Movimento Muscular Sistema Nervoso Central Quem é o nosso SNC? 1 SNC Encéfalo Medula espinhal Encéfalo - Divisão anatômica Cérebro Cerebelo Tronco encefálico 2 Condução: Vias ascendentes

Leia mais

POTENCIAL DE MEMBRANA E POTENCIAL DE AÇÃO

POTENCIAL DE MEMBRANA E POTENCIAL DE AÇÃO POTENCIAL DE MEMBRANA E POTENCIAL DE AÇÃO AULA 3 DISCIPLINA: FISIOLOGIA I PROFESSOR RESPONSÁVEL: FLÁVIA SANTOS Potencial de membrana Separação de cargas opostas ao longo da membrana plasmática celular

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO FUNÇÕES BÁSICAS DAS SINAPSES E DAS SUBSTÂNCIAS TRANSMISSORAS

ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO FUNÇÕES BÁSICAS DAS SINAPSES E DAS SUBSTÂNCIAS TRANSMISSORAS ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO FUNÇÕES BÁSICAS DAS SINAPSES E DAS SUBSTÂNCIAS TRANSMISSORAS AULA 4 DISCIPLINA: FISIOLOGIA I PROFESSOR RESPONSÁVEL: FLÁVIA SANTOS Divisão sensorial do sistema nervoso Receptores

Leia mais

Desenvolvimento Embrionário

Desenvolvimento Embrionário Desenvolvimento Embrionário SISTEMA NERVOSO Desenvolvimento Embrionário Telencéfalo Cérebro Meninges + Ossos Todo o sistema nervoso central é envolvido por três camadas de tecido conjuntivo, denominadas

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Animal Sistema Nervoso

Anatomia e Fisiologia Animal Sistema Nervoso O que é o sistema nervoso? Como é constituído? Quais são suas funções? Qual é a sua importância para o organismo? : Anatomia e Fisiologia Animal É uma rede de comunicações Capacitam animal a se ajustar

Leia mais

Neurofisiologia. Profª Grace Schenatto Pereira Núcleo de Neurociências NNc Bloco A4, sala 168 Departamento de Fisiologia e Biofísica ICB-UFMG

Neurofisiologia. Profª Grace Schenatto Pereira Núcleo de Neurociências NNc Bloco A4, sala 168 Departamento de Fisiologia e Biofísica ICB-UFMG Neurofisiologia Profª Grace Schenatto Pereira Núcleo de Neurociências NNc Bloco A4, sala 168 Departamento de Fisiologia e Biofísica ICB-UFMG www.nnc.icb.ufmg.br link: apoio à graduação ciências biológicas

Leia mais

CURSO DE EXTENSÃO. Neurofisiologia I. Giana Blume Corssac

CURSO DE EXTENSÃO. Neurofisiologia I. Giana Blume Corssac 2017 CURSO DE EXTENSÃO Neurofisiologia I Giana Blume Corssac Tópicos da aula: Bioeletrogênese Potenciais de membrana Transmissão sináptica Sinapses Neurotransmissores Sistema nervoso autônomo Bioeletrogênese

Leia mais

SINAPSE. Sinapse é um tipo de junção especializada, em que um neurônio faz contato com outro neurônio ou tipo celular.

SINAPSE. Sinapse é um tipo de junção especializada, em que um neurônio faz contato com outro neurônio ou tipo celular. Disciplina: Fundamentos em Neurociências Profa. Norma M. Salgado Franco SINAPSE Sinapse é um tipo de junção especializada, em que um neurônio faz contato com outro neurônio ou tipo celular. Podem ser:

Leia mais

Introdução ao estudo de neurofisiologia

Introdução ao estudo de neurofisiologia Introdução ao estudo de neurofisiologia Introdução ao estudo de neurofisiologia Peixe Réptil Ave Boi Humano Por que os cérebros são diferentes entre as espécies? Introdução ao estudo de neurofisiologia

Leia mais

Sistema Reticular: Sono - Vigília

Sistema Reticular: Sono - Vigília Profa Dra Lúcia Neves Marques ROTEIRO DA AULA 3º ANO MÉDICO/2016 Sistema Reticular: Sono - Vigília Profª. Dra. Lucia Helena Neves Marques Neurofisiologia FAMERP/FUNFARME John William Waterhouse. Sleep

Leia mais

Mecanismos do ciclo sono-vigília

Mecanismos do ciclo sono-vigília Profª. Dra. Lucia Helena Neves Marques Neurofisiologista FAMERP/FUNFARME Sono - Salvador Dali -1937 Ciclo Circadiano Circadiano do Latin circa diem : cerca de, e dia Relógio Biológico Relógio Biológico

Leia mais

O encéfalo é o centro da razão e da inteligência: cognição, percepção, atenção, memória e emoção. Também é responsável pelo.

O encéfalo é o centro da razão e da inteligência: cognição, percepção, atenção, memória e emoção. Também é responsável pelo. Sistemanervoso O encéfalo é o centro da razão e da inteligência: cognição, percepção, atenção, memória e emoção Também é responsável pelo controle da postura e movimentos Permite o aprendizado cognitivo,

Leia mais

Organização do Sistema Nervoso e Sinapses. Fonte:

Organização do Sistema Nervoso e Sinapses. Fonte: Organização do Sistema Nervoso e Sinapses Fonte: http://supercerebro.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/08/shutterstock_3478497.jpg Introdução O sistema nervoso (SN) e o sistema endócrino são responsáveis

Leia mais

O que é uma lesão neurológica???????

O que é uma lesão neurológica??????? PLASTICIDADE NEURAL O que é uma lesão neurológica??????? Sistema Nervoso Central (SNC) Sistema Nervoso Periférico (SNP) Estruturas cerebrais Recuperação funcional? Como ocorre? Quais são as bases fisiológicas?

Leia mais

13/08/2016. Movimento. 1. Receptores sensoriais 2. Engrama motor

13/08/2016. Movimento. 1. Receptores sensoriais 2. Engrama motor Movimento 1. Receptores sensoriais 2. Engrama motor 1 Movimento Componentes Celulares e Funcionamento do Sistema Nervoso 2 O Sistema nervoso desempenha importantes funções, como controlar funções orgânicas

Leia mais

RITMOS BIOLÓGICOS CICLO VIGÍLIA- SONO

RITMOS BIOLÓGICOS CICLO VIGÍLIA- SONO RITMOS BIOLÓGICOS CICLO VIGÍLIA- SONO QUESTIONÁRIO DE CRONOBIOLOGIA Proposto por HORNE & OSTBERG (1976), adaptado por CARDINALI et al. (1992). Observações:. Não existe uma resposta considerada mais correta

Leia mais

Coordenação Nervosa Cap. 10. Prof. Tatiana Outubro/ 2018

Coordenação Nervosa Cap. 10. Prof. Tatiana Outubro/ 2018 Coordenação Nervosa Cap. 10 Prof. Tatiana Outubro/ 2018 Função Responsável pela comunicação entre diferentes partes do corpo e pela coordenação de atividades voluntárias ou involuntárias. Neurônios A célula

Leia mais

Sistema Nervoso Cap. 13. Prof. Tatiana Setembro / 2016

Sistema Nervoso Cap. 13. Prof. Tatiana Setembro / 2016 Sistema Nervoso Cap. 13 Prof. Tatiana Setembro / 2016 Função Responsável pela comunicação entre diferentes partes do corpo e pela coordenação de atividades voluntárias ou involuntárias. Neurônios A célula

Leia mais

Drogas que atuam no Sistema Nervoso Autônomo. Astria Dias Ferrão Gonzales 2017

Drogas que atuam no Sistema Nervoso Autônomo. Astria Dias Ferrão Gonzales 2017 Drogas que atuam no Sistema Nervoso Autônomo Astria Dias Ferrão Gonzales 2017 SNC Todos os estímulos do nosso ambiente causam, nos seres humanos, sensações como dor e calor. Todos os sentimentos, pensamentos,

Leia mais

RITMOS BIOLÓGICOS SONO, SONHOS E SUAS PERTUBAÇÕES

RITMOS BIOLÓGICOS SONO, SONHOS E SUAS PERTUBAÇÕES RITMOS BIOLÓGICOS SONO, SONHOS E SUAS PERTUBAÇÕES Professor Alfred Sholl [email protected] http://ltc.nutes.ufrj.br/constructore/ Programa de Neurobiologia IBCCF O sono (Hypnos) e a morte (Tanatos)

Leia mais

Neurocurso.com Educação Continuada em Neurociências e Neurologia Todos os Direitos Reservados Proibida Reprodução Parcial ou Total

Neurocurso.com Educação Continuada em Neurociências e Neurologia Todos os Direitos Reservados Proibida Reprodução Parcial ou Total Introdução: O sono é um estado comportamental complexo e um dos grandes mistérios da neurociência. Desde o início da tentativa de sua interpretação, hipóteses para sua compreensão surgiram em direções

Leia mais

Temporizador (relógio endógeno)

Temporizador (relógio endógeno) 183 Ritmos Biológicos Quase, se não todos os seres vivos apresentam algum padrão rítmico de atividade. Por exemplo, periodicamente, precisamos comer, beber, excretar e dormir. O sono é um fenômeno que

Leia mais

Transmissão sináptica

Transmissão sináptica Transmissão sináptica Lembrando que: Distribuição iônica através da membrana de um neurônio em repouso: Íon [i] mm [e] mm Pot. Equ. (mv) K + 400 20-75 Na + 50 440 +55 Cl - 52 560-60 A - 385 - - No Potencial

Leia mais

SISTEMA NERVOSO MARCOS WESLEY. Função Integradora Coordenação das funções do vários órgãos / PA / TFG / FR

SISTEMA NERVOSO MARCOS WESLEY. Função Integradora Coordenação das funções do vários órgãos / PA / TFG / FR SISTEMA NERVOSO MARCOS WESLEY FUNÇÕES BÁSICAS Função Integradora Coordenação das funções do vários órgãos / PA / TFG / FR Função Sensorial Sensações gerais e especiais. Função Motora Contrações musculares

Leia mais

CONTROLE MOTOR: DA ATIVIDADE REFLEXA AOS MOVIMENTOS VOLUNTÁRIOS I - TRONCO CEREBRAL -

CONTROLE MOTOR: DA ATIVIDADE REFLEXA AOS MOVIMENTOS VOLUNTÁRIOS I - TRONCO CEREBRAL - CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FISIOLOGIA HUMANA TURMA 11-2014 CONTROLE MOTOR: DA ATIVIDADE REFLEXA AOS MOVIMENTOS VOLUNTÁRIOS I - TRONCO CEREBRAL - PROFª DRª VILMA G. 2. NÍVEL DE CONTROLE INTERMEDIÁRIO O

Leia mais

Sinapses. Comunicação entre neurônios. Transmissão de sinais no sistema nervoso

Sinapses. Comunicação entre neurônios. Transmissão de sinais no sistema nervoso Sinapses Comunicação entre neurônios Transmissão de sinais no sistema nervoso Biofísica 2018 / Ciências Biológicas / FCAV UNESP Recordando... Transmissão de sinais em um neurônio Fases: Estímulo alteração

Leia mais

Neurofisiologia. Profa. Dra. Eliane Comoli Depto de Fisiologia da FMRP

Neurofisiologia. Profa. Dra. Eliane Comoli Depto de Fisiologia da FMRP Neurofisiologia Profa. Dra. Eliane Comoli Depto de Fisiologia da FMRP ROTEIRO DE AULA TEÓRICA: SENSIBILIDADE SOMÁTICA 1. Codificação da informação sensorial: a. transdução, modalidade sensorial, receptores

Leia mais

ENSINO MÉDIO SISTEMA NERVOSO

ENSINO MÉDIO SISTEMA NERVOSO ENSINO MÉDIO SISTEMA NERVOSO O sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente. Sua função é perceber e identificar as condições ambientais externas, bem como as condições reinantes

Leia mais

RITMOS BIOLÓGICOS E CICLO SONO-VIG

RITMOS BIOLÓGICOS E CICLO SONO-VIG RITMOS BIOLÓGICOS E CICLO SONO-VIG VIGÍLIA Ritmos Biológicos Ritmos Biológicos Mimosa pudica Relógio endógeno Ritmos Biológicos Ritmos circadianos: ritmos que se repetem a cada dia Ritmos infradianos:

Leia mais

Bioeletricidade. Bioeletrogênese. Atividade elétrica na célula animal

Bioeletricidade. Bioeletrogênese. Atividade elétrica na célula animal Bioeletricidade Bioeletrogênese Atividade elétrica na célula animal Papel fisiológico dos eventos elétricos Células excitáveis: neurônios células musculares células sensoriais Importância na área biológica:

Leia mais

Fisiologia Animal. Sistema Nervoso. Professor: Fernando Stuchi

Fisiologia Animal. Sistema Nervoso. Professor: Fernando Stuchi Fisiologia Animal Sistema Nervoso Professor: Fernando Stuchi Sistema Nervoso Exclusivo dos animais, vale-se de mensagens elétricas que caminham pelos nervos mais rapidamente que os hormônios pelo sangue.

Leia mais

Papel das Sinapses no processamento de informações

Papel das Sinapses no processamento de informações Papel das Sinapses no processamento de informações Impulsos Nervosos Pequenas correntes elétricas passando ao longo dos neurônios Resultam do movimento de íons (partículas carregadas eletricamente) para

Leia mais

Centro Universitário Maurício de Nassau Curso de Psicologia Disciplina de Neurofisiologia

Centro Universitário Maurício de Nassau Curso de Psicologia Disciplina de Neurofisiologia Centro Universitário Maurício de Nassau Curso de Psicologia Disciplina de Neurofisiologia Bases neurofisiológicas da atenção Profª Maria da Soledade Recife - 2015 Introdução Cérebro humano é confrontado

Leia mais

ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL DO SISTEMA NERVOSO

ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL DO SISTEMA NERVOSO Ciências Morfofuncionais II ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL DO SISTEMA NERVOSO Professora: Ms. Grazielle V. P. Coutinho Qual a importância de tantos estudos sobre o Sistema Nervoso? DIVISÕES PARA O ESTUDO DO SN

Leia mais

FISIOLOGIA HUMANA UNIDADE II: SISTEMA NERVOSO

FISIOLOGIA HUMANA UNIDADE II: SISTEMA NERVOSO FISIOLOGIA HUMANA UNIDADE II: SISTEMA NERVOSO ORGANIZAÇÃO MORFOFUNCIONAL DO SISTEMA NERVOSO CANAIS IÔNICOS E BOMBAS CONDUÇÃO DE IMPULSOS NERVOSOS (SINÁPSES QUÍMICAS E ELÉTRICAS) SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO

Leia mais

O SONO NA ADOLESCÊNCIA QUAL A SUA IMPORTÂNCIA?

O SONO NA ADOLESCÊNCIA QUAL A SUA IMPORTÂNCIA? O SONO NA ADOLESCÊNCIA QUAL A SUA IMPORTÂNCIA? Dra. Júlia Machado Dra. Marisa Rodrigo Clínica do Sono Porto, 27 de Maio de 2011 O que é o sono? Repouso físico e mental Comportamento periódico Factor de

Leia mais

Classificação e Características do Tecido Nervoso

Classificação e Características do Tecido Nervoso Classificação e Características do Tecido Nervoso CARACTERÍSTICAS GERAIS TRANSMISSÃO DE IMPULSOS NERVOSOS RELAÇÃO DIRETA COM O SISTEMA ENDÓCRINO Organização do Sistema Nervoso Humano Divisão Partes Funções

Leia mais

Fotorrecepção não-formadora-de-imagens e Ritmos Circadianos

Fotorrecepção não-formadora-de-imagens e Ritmos Circadianos Fotorrecepção não-formadora-de-imagens e Ritmos Circadianos NIOO-KNAW/Kamiel Spoelstra (NIOO-KNAW/Kamiel Spoelstra) 2017- Prof. Gisele A. Oda Ritmo Diário Ritmo Circadiano: endógeno (Fuller, Sulzman,

Leia mais

Neurônio. Neurônio 15/08/2017 TECIDO NERVOSO. corpo celular, dendrito e axônio

Neurônio. Neurônio 15/08/2017 TECIDO NERVOSO. corpo celular, dendrito e axônio TECIDO NERVOSO Neurônio corpo celular, dendrito e axônio Neurônio Corpos celulares (pericário) se concentram no Sistema Nervoso Central (encéfalo e medula) e em pequenas concentrações ao longo do corpo

Leia mais

SISTEMA NERVOSO. Prof.ª Leticia Pedroso

SISTEMA NERVOSO. Prof.ª Leticia Pedroso SISTEMA NERVOSO Prof.ª Leticia Pedroso SISTEMA NERVOSO Formado por bilhões de NEURÔNIOS, células especializadas, que transmitem e recebem mensagens interligando os centros nervosos aos órgãosgerando impulsos

Leia mais

Questões Modelo Olimpíada Gaúcha de Neurociências. 1. Quanto aos impulsos nervosos, analise as assertivas e responda corretamente o que é pedido:

Questões Modelo Olimpíada Gaúcha de Neurociências. 1. Quanto aos impulsos nervosos, analise as assertivas e responda corretamente o que é pedido: Questões Modelo Olimpíada Gaúcha de Neurociências 1. Quanto aos impulsos nervosos, analise as assertivas e responda corretamente o que é pedido: I. O impulso nervoso é um sinal elétrico que proporciona

Leia mais

Sistema Nervoso Central - SNC Sistema Nervoso Central Quem é o nosso SNC?

Sistema Nervoso Central - SNC Sistema Nervoso Central Quem é o nosso SNC? Sistema Nervoso Central - SNC Sistema Nervoso Central Quem é o nosso SNC? 1 Divisão funcional do SN SNC Encéfalo Medula espinhal 2 Composição do sistema nervoso central HEMISFÉRIOS CEREBRAIS O Encéfalo

Leia mais

O surgimento do sistema nervoso está associado ao aumento da complexidade e do tamanho dos animais.

O surgimento do sistema nervoso está associado ao aumento da complexidade e do tamanho dos animais. INTRODUÇÃO O surgimento do sistema nervoso está associado ao aumento da complexidade e do tamanho dos animais. Atua na coordenação das múltiplas atividades do organismo, na integração das diversas partes

Leia mais

TÁLAMO E HIPOTÁLAMO TÁLAMO 04/11/2010. Características Gerais

TÁLAMO E HIPOTÁLAMO TÁLAMO 04/11/2010. Características Gerais TÁLAMO E HIPOTÁLAMO Características Gerais TÁLAMO - localizado no diencéfalo, acima do sulco hipotalâmico - constituído de 2 grandes massas ovóides de tecido nervoso: tubérculo anterior do tálamo e pulvinar

Leia mais

SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO

SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO SNA Via motora autônoma neurovegetativa nível subcortical simpática e parassimpática SNA SNA opera por reflexos viscerais sinais sensitivos de partes do corpo enviam impulsos ao

Leia mais

CURSO DE EXTENSÃO. Neurofisiologia. Profa. Ana Lucia Cecconello

CURSO DE EXTENSÃO. Neurofisiologia. Profa. Ana Lucia Cecconello CURSO DE EXTENSÃO Neurofisiologia Profa. Ana Lucia Cecconello Transmissão Sináptica Informação sensorial (dor) é codificada Comportamento: erguer o pé Neurônio pré-sináptico Neurônio pós-sináptico sinapse

Leia mais

Potencial de Repouso e Potencial de Ação. Profa. Dra. Eliane Comoli Depto de Fisiologia da FMRP-USP

Potencial de Repouso e Potencial de Ação. Profa. Dra. Eliane Comoli Depto de Fisiologia da FMRP-USP Potencial de Repouso e Potencial de Ação Profa. Dra. Eliane Comoli Depto de Fisiologia da FMRP-USP ROTEIRO: POTENCIAL DE REPOUSO E POTENCIAL DE AÇÃO 1. Potencial de Membrana de Repouso Papel da bomba de

Leia mais

Fisiologia do sistema nervoso

Fisiologia do sistema nervoso Fisiologia do sistema nervoso Curso de Nutrição CC: Fisiologia Humana I Prof. Leandro Cattelan [email protected] Novembro de 2017 Tópicos a serem abordados Parte I (Aula 1) I. Divisão do sistema

Leia mais

Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto

Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto A habilidade mais marcante do sistema nervoso baseiam-se nas interações entre os neurônios conectados. O grande número de neurônios e interações entre estas

Leia mais

(CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM BIOMECÂNICA) CONTROLE MOTOR

(CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM BIOMECÂNICA) CONTROLE MOTOR Escola de Educação Física e Desporto (CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM BIOMECÂNICA) CONTROLE MOTOR Prof. PAULO JOSÉ GUIMARÃES DA SILVA www.peb.ufrj.br Lab. Proc. Sinais Engenharia Neural EMENTA DA DISCIPLINA

Leia mais

SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO

SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE PROF. PEDRO OLIVEIRA HISTÓRICO FUNÇÃO HOMEOSTÁTICA * CLAUDE BERNARD (1813 1878) ANATOMIA * WALTER GASKELL (1847 1925) * JOHN LANGLEY (1852

Leia mais

NEUROTRANSMISSORES MÓDULO 401/2012. Maria Dilma Teodoro

NEUROTRANSMISSORES MÓDULO 401/2012. Maria Dilma Teodoro NEUROTRANSMISSORES MÓDULO 401/2012 Maria Dilma Teodoro NEUROTRANSMISSORES São rapidamente liberados pelos neurônio présináptico, difundem-se através da fenda, e têm um efeito de inibição ou de excitação

Leia mais

REGULAÇÃO E COORDENAÇÃO

REGULAÇÃO E COORDENAÇÃO SISTEMA NERVOSO REGULAÇÃO E COORDENAÇÃO Sistema nervoso x Sistema hormonal Interpretar estímulos e gerar respostas Percepção das variações do meio (interno e externo) Homeostase = equilíbrio Tecido nervoso

Leia mais

DIVISÕES DO SISTEMA NERVOSO ENCÉFALO AUTÔNOMO VOLUNTÁRIO

DIVISÕES DO SISTEMA NERVOSO ENCÉFALO AUTÔNOMO VOLUNTÁRIO SISTEMA NERVOSO DIVISÕES DO SISTEMA NERVOSO SISTEMA NERVOSO CENTRAL ENCÉFALO MEDULA ESPINHAL SISTEMA NERVOSO SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO AUTÔNOMO VOLUNTÁRIO SIMPÁTICO PARASSIMPÁTICO NERVOS CRANIANOS NERVOS

Leia mais

Subdivide-se em: Sistema Nervoso Central (SNC) Encéfalo e medula espinal. Sistema Nervoso Periférico (SNP) Nervos e gânglios

Subdivide-se em: Sistema Nervoso Central (SNC) Encéfalo e medula espinal. Sistema Nervoso Periférico (SNP) Nervos e gânglios O sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente. Sua função é perceber e identificar as condições ambientais externas, bem como as condições reinantes dentro do próprio corpo

Leia mais

BIOLOGIA. Identidade do Seres Vivos. Sistema Nervoso Humano Parte 2. Prof. ª Daniele Duó

BIOLOGIA. Identidade do Seres Vivos. Sistema Nervoso Humano Parte 2. Prof. ª Daniele Duó BIOLOGIA Identidade do Seres Vivos Parte 2 Prof. ª Daniele Duó Função: ajustar o organismo animal ao ambiente. Perceber e identificar as condições ambientais externas e as condições internas do organismo.

Leia mais

DIENCÉFALO. Prof. João M. Bernardes

DIENCÉFALO. Prof. João M. Bernardes DIENCÉFALO Prof. João M. Bernardes Juntos o diencéfalo e o telencéfalo formam o cérebro; O cérebro é a porção mais desenvolvida do encéfalo, ocupando cerca de 80% da cavidade craniana; O diencéfalo é quase

Leia mais

Funções do Sistema Nervoso Integração e regulação das funções dos diversos órgãos e sistemas corporais Trabalha em íntima associação com o sistema end

Funções do Sistema Nervoso Integração e regulação das funções dos diversos órgãos e sistemas corporais Trabalha em íntima associação com o sistema end FISIOLOGIA DO SISTEMA S NERVOSO Funções do Sistema Nervoso Integração e regulação das funções dos diversos órgãos e sistemas corporais Trabalha em íntima associação com o sistema endócrino (neuroendócrino)

Leia mais

BLOCO SISTEMA NERVOSO (SN)

BLOCO SISTEMA NERVOSO (SN) FACULDADE de MOTRICIDADE HUMANA ANATOMOFISIOLOGIA I 2008-2009 Prof. SISTEMA NERVOSO Noções Fundamentais BLOCO SISTEMA NERVOSO (SN) TEMAS 1. Organização funcional do SN 2. Noções Fundamentais: unidade básica

Leia mais

Tronco Encefálio e Formação Reticular. Msc. Roberpaulo Anacleto

Tronco Encefálio e Formação Reticular. Msc. Roberpaulo Anacleto Tronco Encefálio e Formação Reticular Msc. Roberpaulo Anacleto TRONCO ENCEFÁLICO -Área do encéfalo que estende-se desde a medula espinhal até o diencéfalo TRONCO ENCEFÁLICO = BULBO + PONTE + MESENCÉFALO

Leia mais

GÊNESE E PROPAGAÇÃO DO POTENCIAL DE AÇÃO

GÊNESE E PROPAGAÇÃO DO POTENCIAL DE AÇÃO GÊNESE E PROPAGAÇÃO DO POTENCIAL DE AÇÃO Comunicação entre os neurônios no sistema nervoso Introdução Mesmo para um simples reflexo é necessário que o SN, colete, distribua e integre a informação que

Leia mais

Comunicação entre neurônios. Transmissão de sinais no sistema nervoso

Comunicação entre neurônios. Transmissão de sinais no sistema nervoso Comunicação entre neurônios Transmissão de sinais no sistema nervoso Neurônios Conduzem informações através de sinais elétricos Movimentos de íons através da membrana celular Correntes iônicas codificam

Leia mais

Fisiologia celular I. Fisiologia Prof. Msc Brunno Macedo

Fisiologia celular I. Fisiologia Prof. Msc Brunno Macedo celular I celular I Objetivo Conhecer os aspectos relacionados a manutenção da homeostasia e sinalização celular Conteúdo Ambiente interno da célula Os meios de comunicação e sinalização As bases moleculares

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Sistema Nervoso Profª Andrelisa V. Parra

Anatomia e Fisiologia Sistema Nervoso Profª Andrelisa V. Parra Tecido nervoso Principal tecido do sistema nervoso Anatomia e Fisiologia Sistema Nervoso Profª Andrelisa V. Parra Tipos celulares: - Neurônios condução de impulsos nervosos - Células da Glia manutenção

Leia mais

RCG0212 Estrutura e Função do Sistema Nervoso FMRP - USP

RCG0212 Estrutura e Função do Sistema Nervoso FMRP - USP RCG0212 Estrutura e Função do Sistema Nervoso FMRP - USP Disciplinas do 3 º Semestre: RCG0212 Estrutura e Função do Sistema Nervoso RCG0214 Fisiologia I Depto. Anatomia Depto. Fisiologia RCG0243 Imunologia

Leia mais

SISTEMA NERVOSO neurônio dendrito, corpo celular, axônio e terminações do axônio sinapses

SISTEMA NERVOSO neurônio dendrito, corpo celular, axônio e terminações do axônio sinapses SISTEMA NERVOSO SISTEMA NERVOSO Responsável pela maioria das funções de controle de um organismo, integrando todos os sistemas, coordenando e regulando as atividades corporais. Unidade funcional:neurônio.

Leia mais

SENTIDOS ESPECIAIS: VISÃO. - Metade de todo o córtex cerebral esta de alguma forma envolvido com a visão.

SENTIDOS ESPECIAIS: VISÃO. - Metade de todo o córtex cerebral esta de alguma forma envolvido com a visão. SENTIDOS ESPECIAIS: VISÃO - Metade de todo o córtex cerebral esta de alguma forma envolvido com a visão. - O fundo do olho contém a retina que, por sua vez, possui fotorreceptores com capacidade de converter

Leia mais

Sistemas Humanos. Sistema Nervoso

Sistemas Humanos. Sistema Nervoso Sistemas Humanos Prof. Leonardo F. Stahnke NEURÔNIOS: São células especializadas na condução de impulsos nervosos. Quanto a sua função podem ser classificados em: sensitivos, motores ou associativos. 1

Leia mais

Células da Glia Funções das células da Glia

Células da Glia Funções das células da Glia Estrutura e Função do Sistema Nervoso Controle Nervoso do Movimento Células do Sistema Nervoso Células da glia (gliais ou neuróglias) Células neurais (neurônios) 2 Células da Glia Funções das células da

Leia mais

Bioeletricidade. Bioeletrogênese. Atividade elétrica na célula animal

Bioeletricidade. Bioeletrogênese. Atividade elétrica na célula animal Bioeletricidade Bioeletrogênese Atividade elétrica na célula animal Existência da eletricidade em tecido animal histórico 2600 anos a.c. Século XVIII Luigi Galvani (rã/eletricidade animal) Século XIX Koelliker

Leia mais

UNIFACISA Faculdade de Ciências Médicas Curso: Medicina Disciplina: Fisiologia Médica I Professor: Diego Neves Araújo Prova Unidade I

UNIFACISA Faculdade de Ciências Médicas Curso: Medicina Disciplina: Fisiologia Médica I Professor: Diego Neves Araújo Prova Unidade I UNIFACISA Faculdade de Ciências Médicas Curso: Medicina Disciplina: Fisiologia Médica I Professor: Diego Neves Araújo Prova Unidade I 1. O paciente R.S.C, de 18 anos, chegou ao serviço de emergência de

Leia mais

DIENCÉFALO PROFESSORA: NORMA S. FRANCO. COLABORADOR: ANDRÉ R. MENDONÇA

DIENCÉFALO PROFESSORA: NORMA S. FRANCO. COLABORADOR: ANDRÉ R. MENDONÇA DIENCÉFALO PROFESSORA: NORMA S. FRANCO. COLABORADOR: ANDRÉ R. MENDONÇA ORIGEM ONTOGENÉTICA DO DIENCÉFALO O Diencéfalo é a porção posterior do encéfalo embrionário. Prosencéfalo Telencéfalo Diencéfalo DIENCÉFALO

Leia mais

SISTEMA MOTOR VISCERAL

SISTEMA MOTOR VISCERAL SISTEMA MOTOR VISCERAL SOMÁTICO Aferente ou Sensorial Sistema Nervoso VISCERAL Eferente ou Motora Sistema Nervoso Autônomo Divisão Simpática Divisão Parassimpática Divisão Entérica Órgãos Viscerais Gerais

Leia mais

HISTOLOGIA DO TECIDO E SISTEMA NERVOSO

HISTOLOGIA DO TECIDO E SISTEMA NERVOSO HISTOLOGIA DO TECIDO E SISTEMA NERVOSO CARACTERÍSTICAS GERAIS Transmissão de impulsos nervosos Relação direta com o sistema endócrino Organização do Sistema Nervoso Humano Divisão Partes Funções Gerais

Leia mais

CÉLULAS NERVOSAS NEURÔNIO. O tecido nervoso é constituído de dois tipos de células: neurônio e neuróglia (células da glia)

CÉLULAS NERVOSAS NEURÔNIO. O tecido nervoso é constituído de dois tipos de células: neurônio e neuróglia (células da glia) CÉLULAS NERVOSAS O tecido nervoso é constituído de dois tipos de células: neurônio e neuróglia (células da glia) NEURÔNIO Corpo celular local onde estão presentes o núcleo, o citoplasma e estão fixados

Leia mais

Sistema Nervoso. Biologia. Tema: Sistema Nervoso

Sistema Nervoso. Biologia. Tema: Sistema Nervoso Biologia Tema: Sistema Nervoso Estrutura de um neurônio Células de Schawann 1) Introdução O sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente. Sua função é perceber e identificar

Leia mais

POTENCIAIS DE MEMBRANA: POTENCIAL DE REPOUSO E POTENCIAL DE AÇÃO. MARIANA SILVEIRA

POTENCIAIS DE MEMBRANA: POTENCIAL DE REPOUSO E POTENCIAL DE AÇÃO. MARIANA SILVEIRA POTENCIAIS DE MEMBRANA: POTENCIAL DE REPOUSO E POTENCIAL DE AÇÃO. MARIANA SILVEIRA COLETA, DISTRIBUIÇÃO E INTEGRAÇÃO DE INFORMAÇÃO Para o cérebro Medula espinhal Corpo celular do neurônio motor Corpo celular

Leia mais

SISTEMA NEURO-HORMONAL. Ciências Naturais 9º ano Prof. Ana Mafalda Torres

SISTEMA NEURO-HORMONAL. Ciências Naturais 9º ano Prof. Ana Mafalda Torres SISTEMA NEURO-HORMONAL 1 Ciências Naturais 9º ano Prof. Ana Mafalda Torres CONSTITUIÇÃO DO SISTEMA NEURO-HORMONAL O sistema neuro-hormonal é formado pelo sistema nervoso e pelo sistema hormonal. 2 SISTEMA

Leia mais

Constituição do sistema nervoso

Constituição do sistema nervoso Constituição do sistema nervoso ? Encéfalo? Medula espinal? Nervo O sistema nervoso subdivide-se em dois sistemas, o sistema nervoso central, constituído pelo encéfalo e pela medula espinal, e o sistema

Leia mais

UNIVERSIDADE DE RIO VERDE FACULDADE DE ODONTOLOGIA PROGRAMA DE DISCIPLINA

UNIVERSIDADE DE RIO VERDE FACULDADE DE ODONTOLOGIA PROGRAMA DE DISCIPLINA UNIVERSIDADE DE RIO VERDE FACULDADE DE ODONTOLOGIA PROGRAMA DE DISCIPLINA Disciplina: FISIOLOGIA GERAL Código da Disciplina: NDC108 Curso: Odontologia Período de oferta da disciplina: 2 o P. Faculdade

Leia mais

Sistema Nervoso Periférico. Anatomofisiologia do Sistema Nervoso Central. Sistema Nervoso Central. Medula espinhal.

Sistema Nervoso Periférico. Anatomofisiologia do Sistema Nervoso Central. Sistema Nervoso Central. Medula espinhal. Sistema Nervoso Periférico Anatomofisiologia do Sistema Nervoso Central Profa Geanne Matos Cunha Departamento de Fisiologia e Farmacologia Interface entre o SNC e o ambiente Receptores sensoriais Neurônios

Leia mais

BIOLOGIA IV - Cap. 25 Profa. Marcela Matteuzzo. Sistema Nervoso

BIOLOGIA IV - Cap. 25 Profa. Marcela Matteuzzo. Sistema Nervoso Sistema Nervoso Dispões de mensagens elétricas que caminham por nervos; Coordena diversas funções do organismo; Reação rápida aos estímulos; Equilíbrio e movimento. Sistema Nervoso Central - SNC Medula

Leia mais

SISTEMA EPICRÍTICO X SISTEMA PROTOPÁTICO CARACTERÍSTICAS GERAIS

SISTEMA EPICRÍTICO X SISTEMA PROTOPÁTICO CARACTERÍSTICAS GERAIS SISTEMA EPICRÍTICO X SISTEMA PROTOPÁTICO CARACTERÍSTICAS GERAIS Características Sistema epicrítico Sistema protopático Submodalidades Tato fino, propriocepção consciente Tato grosseiro, termossensibilidade,

Leia mais

Fisiologia animal Regulação sistêmica

Fisiologia animal Regulação sistêmica Percepção sensorial Fisiologia animal Regulação sistêmica 1 Estímulo interno ou externo; Receptores - células sensoriais - órgãos sensoriais; olhos, orelhas, nariz, língua, pele, entre outros. Receptores

Leia mais

1) Introdução. 2) Organização do sistema nervoso humano. Sistema Nervoso Central (SNC) Sistema Nervoso Periférico (SNP) Cérebro Cerebelo.

1) Introdução. 2) Organização do sistema nervoso humano. Sistema Nervoso Central (SNC) Sistema Nervoso Periférico (SNP) Cérebro Cerebelo. 1) Introdução O sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente. Sua função é perceber e identificar as condições ambientais externas, bem como as condições reinantes dentro do

Leia mais

Sistema Nervoso Parte V. e sensações térmicas. Prof. Jéssica V. S. M.

Sistema Nervoso Parte V. e sensações térmicas. Prof. Jéssica V. S. M. Sistema Nervoso Parte V Sensações somáticas: dor, cefaléia e sensações térmicas Prof. Jéssica V. S. M. Dor Mecanorreceptores Nociceptores(TNL) Não mielinizadas Lesão ou risco de lesão tecidual Dor = sensação

Leia mais

DIENCÉFALO. M.Sc. Profª Viviane Marques

DIENCÉFALO. M.Sc. Profª Viviane Marques DIENCÉFALO M.Sc. Profª Viviane Marques Coordenadora da Pós-graduação em Fonoaudiologia Hospitalar UVA Docente do mestrado de HIV/AIDS e Hepatites Virais UNIRIO Tutora da Residência Multiprofissional em

Leia mais

Profa. Dra. Eliane Comoli Depto de Fisiologia da FMRP-USP

Profa. Dra. Eliane Comoli Depto de Fisiologia da FMRP-USP Profa. Dra. Eliane Comoli Depto de Fisiologia da FMRP-USP Neurotransmissão ROTEIRO DE AULA TEÓRICA: NEUROTRANSMISSÃO 1. Definição de sinapse a. sinápse elétrica b. sinápse química 2. Princípios da Transmissão

Leia mais