ASPECTOS GERAIS: DIREITO CIVIL

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1 CURSO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL NAS ATIVIDADES NOTARIAL E REGISTRAL-EAD ASPECTOS GERAIS: DIREITO CIVIL Professores: Juliana Evangelista Hugo Rios Bretas Belo Horizonte, 2011/12 1

2 GLOSSÁRIO: DIREITO CIVIL PERSONALIDADE É atributo ou valor jurídico conferido ao ser humano e a outros entes (pessoas jurídicas), em virtude da qual se tornam capazes para figurar em uma relação jurídica. A personalidade conferida ao ser humano se inicia no momento em que este nasce com vida e o acompanha até a morte. O nascituro, que é o feto em gestação, ainda não possui personalidade, pois é uma pessoa em potencial. PESSOA FÍSICA PESSOA JURÍDICA É a pessoa natural, ou seja, homem ou mulher nascidos com vida. A pessoa física é portadora CPF; Crise econômica da pessoa física: insolvência; Registro no cartório civil das pessoas naturais; A pessoa física responde pelas suas dívidas com seus próprios bens, salvo algumas exceções legais; Pode ser representada mediante uma procuração (sua procuração, por instrumento público, pode ser providenciada num Tabelionato de Notas). São entidades que a lei empresta personalidade, capacitando-as a serem sujeitos de direitos e obrigações. A pessoa jurídica é inscrita no CNPJ; Crise administrativa da pessoa jurídica: falência; Registro na Junta Comercial e/ou cartório civil de pessoas jurídicas; Geralmente o patrimônio da pessoa jurídica é separado do patrimônio da pessoa física dos sócios; Poderá ser representada por meio de procuração ou pelo instrumento de seu ato constitutivo, como por exemplo, o contrato social onde constem os poderes dos referidos representantes. DOMICÍLIO X RESIDÊNCIA Residência é o lugar onde a pessoa física habita, enquanto a essência do domicílio é jurídica a essência da residência é fática. 2

3 CAPACIDADE Decorre da personalidade. Capacidade de direito: É a capacidade de aquisição ou de gozo de direitos. Exemplo: Os recém nascidos e os loucos possuem apenas a capacidade de direitos, podendo apenas, por exemplo, herdar e receber doação. Capacidade de fato: É a capacidade de exercício de direito, sem a necessidade da presença de um representante. Exemplo: Para exercer seus direitos, os loucos devem ser representados por um curador e os menores por um tutor ou representante legal, pois não possuem capacidade de fato. Assim como os maiores de 18 anos capazes, podem gerir a própria vida. Quem tem as duas capacidades supracitadas possui a chamada CAPACIDADE PLENA. Quem só possui a capacidade de direito tem a chamada CAPACIDADE LIMITADA e necessita de outra pessoa que o substitua ou complete a sua vontade; são chamados de incapazes. INCAPACIDADE ABSOLUTA A que acarreta a proibição total do exercício dos atos da vida civil. O ato somente poderá ser praticado pelo representante legal do incapaz, sob pena de nulidade. Menores de 16 anos; Aqueles privados de discernimento necessário; Aqueles que por motivo transitório não puderem exprimir sua vontade. INCAPACIDADE RELATIVA A que permite que o incapaz pratique atos da vida civil, desde que assistido, sob pena de anulabilidade. Maiores de 16 e menores de 18 anos; Ébrios habituais; Toxicômanos; Deficientes mentais que tenham discernimento reduzido; Pródigos. 3

4 BEM MÓVEL É tudo aquilo que se pode transferir de lugar, movimentar, andar, deslocar, sem precisar destruir a coisa. Exemplo: Para tirar o caderno da biblioteca e colocar na minha casa eu preciso estragar o livro? Não. Por isso, é um bem móvel. Diferente da casa, pois para que a casa seja tirada de um lugar e posto no outro só quebrando a casa. Transferência: Se dá através da tradição. Pela entrega simbólica da coisa, sem necessidade de registro. BEM IMÓVEL Consiste em tudo aquilo que para se locomover, se deslocar ou se transferir de lugar necessita, via de regra, de comprometer a sua substância. Tipicamente os bens imóveis são representados pelo solo e suas adjacências. Art. 79 CC- São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. Exemplo: A biblioteca pública para ser deslocada de onde está para outro lugar, só demolindo o prédio da biblioteca. Transferência: É necessário o registro no cartório de imóveis. BEM PRINCIPAL & BEM ACESSÓRIO Art. 92 do Código Civil - Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; acessório, aquele cuja existência supõe a do principal. Ou seja, o bem principal tem uma existência independente de outro objeto. Exemplo ¹: Os frutos advindos de uma árvore dependem da mesma, portanto são bens acessórios, 4

5 enquanto a árvore é o bem principal. Exemplo ²: As portas e janelas são bens acessórios de uma casa. PROPRIEDADE Propriedade é um direito real* sobre uma coisa própria. Isto é, trata-se de um direito que um indivíduo tem e decide o que fazer com ele, desde que respeite a sociedade e o ordenamento jurídico. *Direito real = Se refere à coisa e não a uma obrigação. Eu decido como vou usar, o que vou fazer, qual a destinação que darei para a essa propriedade, se vou vender, se vou alugar, se vou doar. A transferência da propriedade imóvel é realizada através do registro do título pelo qual se legitima a respectiva transferência, no Cartório de Registro de Imóveis competente (da circunscrição do imóvel). A escritura pública é obrigatória na seguinte hipótese: Art Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País. USUFRUTO Consiste em uma forma de dar destinação à propriedade por parte do proprietário. Vale proferir, o proprietário decide transferir a posse para alguma pessoa, para que este possa usar, fruir e gozar da coisa dada em usufruto. Obviamente o usufrutuário não é proprietário e, portanto, não tem os direitos de dispor e vender a coisa dada em usufruto. O usufruto pode existir tanto nos bens móveis quanto imóveis. O usufrutuário vai receber os frutos e pode até mesmo administrar a coisa, conforme preceitua o artigo e seguintes do Código Civil. CONDOMÍNIO (arts ao do Código Civil) É a propriedade comum que recai sobre determinado bem. CO = Conjuntamente + DOMÍNIO = Propriedade Propriedade Comum Condomínio edilício 5

6 Também chamado de condomínio em edifício, possui unidades individualizadas. A principal diferença em relação ao condomínio geral é a existência da propriedade autônoma/individualizada e a propriedade coletiva das áreas comuns. Exemplo: O apartamento é propriedade autônoma, enquanto o parquinho e a área de lazer são propriedades coletivas. Modalidades de condomínio: Condomínio Legal Condomínio Voluntário Condomínio de Fato Condomínio Tradicional Condomínio Especial É previsto pelo legislador. Sua formação depende da ocorrência do modelo legal. Ex.: Condomínio edilício. Decorre manifestação vontade partes. da de das Ex.: Compra de uma casa por 3 pessoas. Não possui convenção preestabelecida, nem decorre de imposição legal. Possui regramento na Lei e/ou na convenção do condomínio, os condôminos respondem pelas despesas comuns. Possui um regramento específico em lei, que o diferencia dos demais, tendo regras próprias. Ex.: Condomínio edilício HIPOTECA É um direito real de garantia. Um bem permanece em poder do devedor ou terceiro assegurando ao credor o pagamento de uma dívida, possui rol taxativo no art do Código Civil. Obs.: No rol elencado nos incisos do art do Código Civil, tem-se a possibilidade de hipoteca de navios e aeronaves que são bens móveis. Não confunda! Apesar de serem objeto de hipoteca, continuam com a característica de bens móveis, pois, como já vimos, não precisam ser danificados para serem movidos de lugar. 6

7 CASAMENTO É um contrato e uma instituição ao mesmo tempo. É contrato, pois mostra a manifestação do compromissado desejo de casar dos cônjuges até que um fato superveniente se opere, e que é registrado no cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais. E é instituição, pois ele cria deveres de união, fidelidade e respeitos recíprocos entre os cônjuges e seus eventuais filhos adotados ou de sangue. Passos para o casamento Uma fase que merece ser destacada é a fase de habilitação. Segundo a qual, é essencial a entrega da documentação dos noivos interessados ao Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais. É devido lembrar que se os noivos tiverem mais de 16 anos e menos de 18 precisarão da autorização de seus representantes. E se a menina tiver menos de 16 anos e desejar se casar, só poderá se estiver grávida (art CC). Após, os documentos serão conferidos, e será analisado se realmente os noivos podem se casar. Após a conferência, haverá a homologação. Homologação, que se seguirá pelos proclamas, que tem como grande objetivo tornar público a sociedade que os noivos se casarão. Após esse processo resta dar um certificado de habilitação, que é o instrumento capaz de legitimar o casamento. Outorga uxória É a necessidade que tem o cônjuge de pedir autorização ao outro cônjuge para praticar um determinado ato jurídico, que guarda certa formalidade. Exemplos nítidos de necessidade de outorga uxória ou marital estão presentes no artigo do Código Civil. São eles: 1. Alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis; 2. Pleitear, como autor ou réu, acerca desses bens ou direitos; 3. Prestar fiança ou aval; 7

8 4. Fazer doação, não sendo remuneratória, de bens comuns, ou dos que possam integrar futura meação. Regimes de casamento Os regimes de casamento são formas de se definir o que pertence somente ao marido, ou somente a mulher, ou aos dois ao mesmo tempo. Os cônjuges podem escolher qualquer regime de casamento, inclusive aqueles que não estejam previstos no código Civil. Contudo, na eventualidade dos cônjuges não optarem por regime de casamento, ficando omissos, o regime a ser adotado será, em virtude de lei, o regime da comunhão parcial de bens. (atualmente, o regime legal). Regimes previstos no Código Civil: Comunhão Parcial de Bens Comunhão Universal de Bens Participação Final nos Aquestos Separação de bens Tudo o que os cônjuges adquirirem antes do casamento não entra na comunhão, não é repartido. Os bens adquiridos durante o período de casamento são repartidos, pertencem aos dois cônjuges. Tudo o que pertencia aos cônjuges antes do casamento e após o casamento são considerados comuns, pertencem aos dois. No regime de participação final nos aquestos, conforme o artigo do Código Civil, cada cônjuge possui patrimônio próprio, e lhe cabe, à época da dissolução da sociedade conjugal, direito à metade dos bens adquiridos pelo casal, a título oneroso, na constância do casamento. Existe uma divisão do patrimônio do casal basicamente em duas parcelas: 1) O que pertence só ao marido; 2) O que pertence só à esposa Separação obrigatória de bens Aplicável àquelas pessoas naturais que se casarem nas seguintes hipóteses: 1. das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento; 2. da pessoa maior de 70 (setenta) anos; 3. de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial. A mutabilidade do regime de casamento 8

9 Todos os casados podem mudar o seu regime de casamento, mudança esta que se procederá junto ao Poder Judiciário, através de requerimento dos cônjuges e observado direito de terceiros. Extinção do casamento Extinção do vínculo conjugal Com a entrada em vigor da lei /07, tornou-se possível realização do divórcio em cartório, desde que o casal não tenha filhos menores e não haja qualquer litígio pairando sobre o processo de divórcio. Entretanto, se um desses dois requisitos não forem cumpridos, o caminho será realizar o divórcio judicialmente, por intermédio de uma ação ajuizada perante o juiz da vara de família. O casamento se finda com o divórcio (artigo 1571, IV do Código Civil). Para tanto, basta que tenha havido a separação de fato. Isto é, que o casal não mais se comporte como se marido e mulher fossem. Atualmente, para obter o divórcio, não há a necessidade de comprovar o tempo em que o casal se encontra separado de fato. UNIÃO ESTÁVEL União informal entre homem e mulher de cunho fático-afetivo, sem qualquer prazo específico para a sua configuração, que tem efeitos patrimoniais e que segue os seguintes requisitos: - Necessário se faz o tratamento social de ambos os companheiros como se casados fossem. - Outro indício da união estável é a residência dos companheiros no mesmo. SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA (arts e seguintes do Código Civil) A sucessão tem como finalidade a transmissão de direitos e deveres de alguém em relação aos seus herdeiros, em decorrência da morte daquele. A sucessão não tão somente pode ser feita judicialmente, como extrajudicialmente. A possibilidade de sucessão extrajudicial, portanto, surgiu no direito brasileiro a partir da Lei do ano de O que demonstra certa tendência em um busca de um famoso processo de desafogamento das demandas do Poder Judiciário. A sucessão testamentária demonstra os desígnios quanto aos nortes patrimoniais do de cujos. O testamento pode ser cerrado, público ou particular. Marítimo, aeronáutico e militar. Importa transmitir os conceitos de testamento público e cerrado. O primeiro dos quais consiste na transmissão de vontade por parte do testador de transmitir os seus bens, após a sua morte, para qualquer pessoa que tenha legitimidade para receber, desde que não comprometa a parte disponível. Vontade essa, que se operará perante o Tabelionato de Notas. Mais 9

10 especificamente, trata-se de um testamento que deverá ser escrito por tabelião ou por seu substituto legal em seu livro de notas, de acordo com as declarações do testador, podendo este servir-se de minuta, notas ou apontamentos, conforme preceitua o artigo No que tangencia o testamento cerrado, percebe-se que este transmite similar vontade por parte do testador. Todavia, este será lacrado no formato objetivado pelo legislador e tão somente poderá ser aberto após a morte do testador. Aliás, o testamento cerrado, também precisa ser aprovado em Tabelionato de Notas. Depois de aprovado e cerrado, será o testamento entregue ao testador, e o tabelião lançará, no seu livro, nota do lugar, dia, mês e ano em que o testamento foi aprovado e entregue. Quando sobrevier a morte do testador, o testamento será apresentado ao juiz, que o abrirá e o fará registrar, ordenando seja cumprido, se não achar vício externo que o torne eivado de nulidade ou suspeito de falsidade, conforme o artigo do CC. O testador poderá se desfazer, mediante testamento, de seu patrimônio disponível, ou seja, 50% do mesmo. Caso tenha herdeiros necessários, deverá deixar metade de seu patrimônio para ser reservado a esses herdeiros. Caso não tenha herdeiros necessários, possível será dispor de todo o patrimônio, desde que guarde para si ao menos uma parte para a sua subsistência. Obs.: O testamento pode ser mudado a qualquer tempo e pode ser feito por pessoas que tenham, pelo menos, 16 anos de idade. SUCESSÃO LEGÍTIMA A sucessão legítima é realizada por critérios consangüíneos ou civis. Importa dizer que a sucessão legítima é sempre assegurada àqueles que tenham herdeiros necessários (ascendentes, descendentes e cônjuge). No processo de sucessão é necessária a realização do inventário (artigo do Código Civil), que tem como fim principal a reunião dos bens deixados pelo morto e consequente distribuição dos bens deixados aos respectivos herdeiros. A sucessão dos casados deve observar o artigo e seguintes do Código Civil e daqueles que constituírem união estável o artigo do Código Civil. Inicialmente é devido averiguar o regime de casamento. Obs: Antes de proceder a partilha, é necessário fazer a meação. Isto é, a entrega de metade, que corresponde ao marido ou a esposa sobrevivente. Desse modo, se o regime for de comunhão universal, separação obrigatória de bens e comunhão parcial de bens (em que não haja bens particulares), receberão a herança em primeiro lugar os filhos, sem compartilhamento com o cônjuge sobrevivente (o cônjuge sobrevivente receberá apenas a meação). 10

11 Se forem outros regimes ou se tratar de união estável, haverá a necessidade de verificar as normas aplicáveis ao caso concreto, conforme disposições legais contidas no Código Civil. INVENTÁRIO EXTRAJUDICIAL O inventário extrajudicial consiste no procedimento de transmissão das parcelas patrimoniais do morto em favor de seus herdeiros, através do cartório. Todavia, o Poder Judiciário continua sendo imprescindível em algumas hipóteses, como nas demandas litigiosas e nas demandas que demonstrem a presença de um menor entre os herdeiros. Pois bem, se não houver a presença de menores na sucessão e não houver litígio (inexistência de litígio consiste na harmonia entre os herdeiros, há uma anuência entre os herdeiros no que toca a forma de transmissão de bens do morto) os herdeiros terão duas possibilidades: a primeira, consiste na realização do inventário em cartório e, a segunda, na realização do inventário perante o Estado- Juiz. Por outro lado, se houver litígio ou se houver a presença de menores a mesma opção inexistirá. Isto é, o único caminho possível é o judicial. É possível identificar essas características a partir da leitura da lei de Conforme a qual: Art Havendo testamento ou interessado incapaz, proceder-se-á ao inventário judicial; se todos forem capazes e concordes, poderá fazer-se o inventário e a partilha por escritura pública, a qual constituirá título hábil para o registro imobiliário. Parágrafo único. O tabelião somente lavrará a escritura pública se todas as partes interessadas estiverem assistidas por advogado comum ou advogados de cada uma delas, cuja qualificação e assinatura constarão do ato notarial. CONTRATO É um negócio. É um ato que busca concretizar uma vontade, ou desejo, que é autorizado pela lei. Vontade ou desejo que pode ser feito pela fala (sem redigir um contrato), ou pode ser feito através d e um documento escrito. Existem diversos contratos no direito, como a compra e venda, a doação, a troca. Todos esses contratos podem ser feitos por escrituras públicas a serem providenciadas no Tabelionato de Notas. Art O processo de inventário e partilha deve ser aberto dentro de 60 (sessenta) dias a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 12 (doze) meses subseqüentes, podendo o juiz prorrogar tais prazos, de ofício ou a requerimento de parte. 11

12 Por que o uso da expressão podem ser e não devem? Porque segundo o art. 108 do Código Civil, os imóveis de valor inferior a 30 vezes o maior salário mínimo vigente no país não precisam da escritura pública como requisito essencial de validade. Art Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País. Exemplo: Se eu quiser regularizar uma empresa é necessário ter um contrato social, que também é uma espécie de contrato, pois ele mostra a vontade dos sócios e representantes de criar /regularizar uma empresa. A seguir, algumas espécies de contrato: 1-COMPRA E VENDA Compra e venda é um contrato oneroso, um contrato que traz em seu instituto a troca de um bem por dinheiro. O imóvel se transfere mediante o registro da escritura pública ou do título particular hábil (de compra e venda, doação, permuta) no cartório de Registro de Imóveis. Por outro lado, a compra e venda dos bens móveis se operará não por intermédio de um registro e sim pela simples tradição, entrega simbólica da coisa. Cláusulas especiais Destacam-se algumas cláusulas que podem ser fixadas na compra e venda. A seguir alguns exemplos: Cláusula de Retrovenda O vendedor ao vender a coisa para o comprador pode estipular que este deverá obrigatoriamente oferecer a coisa para aquele, num prazo de três anos. Ao oferecê-la deverá ser pago as despesas, acrescidas do valor da coisa. Cláusula de preferência Segundo a qual, um vendedor X vende a coisa para o comprador Y. Nesse caso, o comprador, caso objetive vender a coisa, no prazo de 180 dias, se for móvel, ou 2 anos se for imóvel, deverá dar a preferência àquele vendedor X. Venda a contento Somente se aperfeiçoará se houver a manifestação por parte do comprador de que a coisa está absolutamente aprovada. Obs.: A venda de ascendentes para descendentes de bem imóvel precisa da autorização dos outros descendentes e do cônjuge do vendedor. 12

13 1) Venda de ascendente para descendente sem consentimento expresso dos outros descentes. (art. 496) A venda de bens imóveis para filhos gera uma perda patrimonial aos demais no que diz respeito à sucessão. Uma fazenda, por exemplo, que seria dividida entre os filhos depois da morte de seus pais, após vendida à um deles, não contará como bem na herança. Assim, a autorização expressa dos demais filhos é requisito de validade para tal negócio acontecer. 2) Venda de bem sem autorização de cônjuge. Em uma sociedade conjugal, os bens patrimoniais são de interesses de ambos os cônjuges, e a sua administração e venda geram efeitos jurídicos e patrimoniais para ambos, observado o regime de bens adotado quando do casamento. A anuência do cônjuge, especificada em uma autorização expressa, dependendo do regime adotado, é necessária para a realização da venda de bens imóveis a terceiros. Atenção! Vale lembrar que conforme o regime de bens optado pelo casal não haverá a necessidade de autorização do cônjuge. É o caso do regime de participação final nos aquestos, em que o cônjuge pode gerir seus bens, sem a devida autorização do parceiro, como regula os arts e SS do Código Civil, e da separação de bens, como regula o artigo e seguintes do Código Civil. 3) Venda de bem de condômino a terceiros sem a realização de oferta a outro consorte. Estabelece o art. 504 do Código Civil que a proposta de venda de bem imóvel deverá ser realizada primeiramente aos condôminos e, se estes não manifestarem interesse, o imóvel poderá ser oferecido a terceiros. Vale lembrar que o imóvel deve ser oferecido aos demais condôminos e a terceiros com as mesmas propriedades, preço e condições - tanto por tanto. Art Não pode um condômino em coisa indivisível vender a sua parte a estranhos, se outro consorte a quiser, tanto por tanto. O condômino, a quem não se der conhecimento da venda, poderá, depositando o preço, haver para si a parte vendida a estranhos, se o requerer no prazo de cento e oitenta dias, sob pena de decadência. 2-PERMUTA (artigo 533 do Código Civil) A permuta pode ser considerada uma troca. Esse contrato consiste em um dos mais remotos, mais antigos de todos. A troca sempre foi uma forma capaz de satisfazer vontades. Da seguinte forma: Eu desejo ter um cavalo e não tenho dinheiro. Entretanto, tenho um carro. Carro esse que pode ser utilizado na troca por um cavalo. Desse modo, o cavalo satisfaz a minha vontade e o carro satisfaz a vontade da pessoa com a qual eu troquei. 13

14 A permuta verdadeiramente não permite a utilização do dinheiro. Posto que se houver o uso do dinheiro na troca, configurado estará outro contrato. Qual seja, o contrato de compra e venda. Tanto este contrato tem semelhanças em relação à compra e venda que o próprio Código Civil, permitiu a aplicação das regras do contrato de compra e venda ao contrato em análise. A permuta pode apresentar diferenças valorativas entre as coisas trocadas ou não. 3-DOAÇÃO Doação consiste em um contrato gratuito (pode ser com encargo também), um contrato marcado pela liberalidade. Vale dizer, uma pessoa disporá de uma riqueza e a outra pessoa apenas receberá esta riqueza, sem que para tanto precise destinar uma contraprestação (salvo com encargo). Com exceção a regra contida no art. 108 do CC e outras hipóteses preconizadas pelo legislador civil, as doações podem ser feitas sem instrumento público de contrato, ou até mesmo, sem contrato escrito. E pode ser estipulada uma cláusula de volta do bem doado ao doador. Esta cláusula é conhecida por alguns teóricos como cláusula de reversão. As doações podem acontecer por vários motivos. Uma remuneração, uma premiação, com certo encargo e outras. Obs. 1 : A doação feita de ascendentes para descendentes repercutirá como um adiantamento de herança. Obs. 2 : O indivíduo não pode doar todos os seus bens se tiver herdeiros necessários. Só poderá dispor de 50% de seu patrimônio, considerada como parte disponível. 14

15 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FIUZA, César Direito Civil: Curso Completo 12. Ed. Belo Horizonte: Del Rey, GONÇALVES, Carlos Roberto Direito Civil: Parte Geral 16. Ed. São Paulo: Saraiva, MELLO, Cleyson de Moraes. FRAGA, Thelma Araújo Esteves. Condomínio 2. Ed. Rio de Janeiro: Freira Bastos, SIMÃO, José Fernando. DEQUESH, Luciano Elementos do Direito: Direito Civil 3. Ed. São Paulo: Método,

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