DIÁRIO OFICIAL PODER LEGISLATIVO
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- Bernadete Prada Gomes
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1 DIÁRIO OFICIAL PODER LEGISLATIVO ANO XLIV - VITÓRIA-ES, QUINTA-FEIRA, 27 DE MAIO DE Nº PÁGINAS SMCS Composição, Diagramação, Arte Final. REPROGRAFIA Impressão 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 16ª LEGISLATURA MARCELO COELHO (PDT) 1º Secretário DARY PAGUNG (PRP) 3º Secretário GABINETE DAS LIDERANÇAS MESA DIRETORA ELCIO ALVARES (DEM) Presidente RODRIGO CHAMOUN (PSB) 1ª Vice-Presidente DA VITÓRIA (PDT) 2º Vice-Presidente GIVALDO VIEIRA (PT) 2 o Secretário WANILDO SARNÁGLIA (PT do B) 4º Secretário REPRESENTAÇÃO PARTIDÁRIA DEM Atayde Armani PT Claudio Vereza DEM Atayde Armani, Robson Vaillant, Elcio Alvares, Theodorico Ferraço, Giulianno dos Anjos e Luciano Pereira. PT Claudio Vereza e Givaldo Vieira. PSB Paulo Foletto PR Doutor Rafael Favatto PDT Aparecida Denadai PSDB César Colnago PMDB Sérgio Borges PMN Janete de Sá PSC Reginaldo Almeida PP Cacau Lorenzoni PRP Dary Pagung PT do B Wanildo Sarnáglia Líder do Governo Paulo Roberto Vice-Líder do Governo Sérgio Borges PSB Paulo Foletto, Freitas e Rodrigo Chamoun. PR Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto. PDT Aparecida Denadai, Da Vitória, Doutor Wolmar Campostrini, Euclério Sampaio e Marcelo Coelho. PSDB César Colnago. PMDB - Doutor Hércules, Luiz Carlos Moreira, Sérgio Borges, Marcelo Santos e Luzia Toledo. PMN Janete de Sá e Paulo Roberto. PSC Reginaldo Almeida. PP Cacau Lorenzoni. PRP Dary Pagung. PT do B Wanildo Sarnáglia. Sem Partido Esta edição está disponível no site da Assembleia Legislativa Editoração: Simone Silvares Itala Rizk (027) (027) [email protected]
2 COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO Presidente: Theodorico Ferraço Vice-Presidente: Claudio Vereza Efetivos: Doutor Wolmar Campostrini, Luzia Toledo, Luiz Carlos Moreira, Dary Pagung e Janete de Sá. Suplentes: Atayde Armani, Da Vitória, Rodrigo Chamoun, Freitas, Doutor Hércules, Vandinho Leite e Cacau Lorenzoni. COMISSÃO DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE Presidente: Reginaldo Almeida Vice-Presidente: Luciano Pereira Efetivos: Paulo Roberto, Da Vitória, Doutor Rafael Favatto. Suplentes: Marcelo Santos, Rodrigo Chamoun, Doutor Wolmar Campostrini e Doutor Hércules. COMISSÃO DE CULTURA E COMUNICAÇÃO SOCIAL Presidente: Claudio Vereza Vice-Presidente: Cacau Lorenzoni Efetivos: Janete de Sá. Suplentes: Vandinho Leite, Freitas, Paulo Roberto, Doutor Rafael Favatto e Marcelo Santos. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO Presidente: Vandinho Leite Vice-Presidente: Doutor Wolmar Campostrini Efetivos: Luzia Toledo, Sérgio Borges e Atayde Armani. Suplentes: Robson Vaillant, Da Vitória, Paulo Roberto e Rodrigo Chamoun. COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS Presidente: Janete de Sá Vice-Presidente: Doutor Wolmar Campostrini Efetivos: Luzia Toledo e Paulo Foletto. Suplentes: Paulo Roberto, Euclério Sampaio, Reginaldo Almeida e Luciano Pereira. COMISSÃO DE SAÚDE, SANEAMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL Presidente: Doutor Hércules Vice-Presidente: Freitas Efetivos: Luiz Carlos Moreira, Rodrigo Chamoun e Doutor Rafael Favatto. Suplentes: Doutor Wolmar Campostrini, Janete de Sá, Sérgio Borges, Paulo Foletto e Paulo Roberto. COMISSÃO DE AGRICULTURA, DE SILVICULTURA, DE AQUICULTURA E PESCA, DE ABASTECIMENTO E DE REFORMA AGRÁRIA Presidente: Atayde Armani Vice-Presidente: Luciano Pereira Efetivos: Cacau Lorenzoni, César Colnago e Freitas. Suplentes: Robson Vaillant, Doutor Rafael Favatto, Janete de Sá e Da Vitória e Dary Pagung. COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS Presidente: Sérgio Borges Vice-Presidente: Atayde Armani Efetivos: Paulo Roberto, Euclério Sampaio, Doutor Rafael Favatto, Reginaldo Almeida e Wanildo Sarnáglia. Suplentes: Doutor Hércules, Robson Vaillant, Janete de Sá, Da Vitória, Luzia Toledo, Vandinho Leite e Theodorico Ferraço. COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Presidente: Aparecida Denadai Vice-Presidente: Theodorico Ferraço Efetivos: Luiz Carlos Moreira. Suplentes: Da Vitória, Robson Vaillant, Doutor Hércules, Cacau Lorenzoni. COMISSÃO DE SEGURANÇA Presidente: Da Vitória Vice-Presidente: Euclério Sampaio Efetivos: Marcelo Santos, Paulo Foletto e Luciano Pereira. Suplentes: Doutor Wolmar Campostrini, Theodorico Ferraço, Doutor Hércules, Paulo Roberto e Rodrigo Chamoun. COMISSÃO DE TURISMO E DESPORTO Presidente: Luzia Toledo Vice-Presidente: Freitas Efetivos: Claudio Vereza e Paulo Foletto. Suplentes: Wanildo Sarnáglia, Cacau Lorenzoni e Sérgio Borges. COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, INCLUSÃO DIGITAL, BIOSSEGURANÇA E PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS Presidente: Paulo Roberto Vice-Presidente: Wanildo Sarnáglia Efetivos: Sérgio Borges. Suplentes: Luciano Pereira, Vandinho Leite e Doutor Hércules. COMISSÃO DE INFRAESTRUTURA, DE DESENVOLVIMENTO URBANO E REGIONAL, DE MOBILIDADE URBANA E DE LOGÍSTICA Presidente: Marcelo Santos Vice-Presidente: Theodorico Ferraço Efetivos: Robson Vaillant e Doutor Hércules. Suplentes : Luzia Toledo, Atayde Armani, Luciano Pereira, Freitas e Luiz Carlos Moreira. DEPUTADO CORREGEDOR: CACAU LORENZONI Atas das Sessões...pág a 9153 DEPUTADO OUVIDOR: Publicação Autorizada...pág. 1 a 2 LIGUE OUVIDORIA Atos do Presidente Atos Legislativos...pág Atos Administrativos...pág. 3 a 6 [email protected]
3 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo ATAS DAS SESSÕES OITAVA SESSÃO SOLENE DA QUARTA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SEXTA LEGISLATURA, REALIZADA EM 12 DE MAIO DE ÀS DEZENOVE HORAS E TRINTA E DOIS MINUTOS, A SENHORA DEPUTADA JANETE DE SÁ OCUPA A CADEIRA DA PRESIDÊNCIA. O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Senhora Deputada Janete de Sá, telespectadores da TV Assembleia, boa-noite. É com satisfação que a Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo recebe todos para a sessão solene em homenagem ao Dia da Enfermagem. Convido a Senhora Deputada Janete de Sá, proponente desta sessão solene, para os procedimentos regimentais de abertura da sessão. (Palmas) A SR.ª PRESIDENTA (JANETE DE SÁ) Invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão e procederei à leitura de um versículo da Bíblia. (A Senhora Janete de Sá lê Salmos, 91:1) A SR.ª PRESIDENTA (JANETE DE SÁ) Dispenso a leitura da ata da sessão anterior. Informo aos Senhores Deputados e demais presentes que esta sessão é solene, conforme requerimento de minha autoria, aprovado em Plenário, em comemoração ao Dia da Enfermagem. Devolvo a palavra ao cerimonialista, Senhor Sérgio Sarkis Filho, para que dê continuidade ao rito da sessão. (Pausa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Convido para compor a Mesa a Senhora Andressa Barcelos de Oliveira, enfermeira e representante do Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Espírito Santo; a Senhora Márcia Valéria de Souza Almeida, professora e representante da Associação Brasileira de Enfermagem - ABEn; a Senhora Maria Edla de Oliveira Bringuenti, professora e representante do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Espírito Santo; a Senhora Maria Tereza Coimbra de Carvalho, doutora em Enfermagem, professora e coordenadora do curso de Enfermagem da UVV; a Senhora Maria Rita Carvalho Silva, professora e coordenadora pedagógica do Colégio São Gonçalo; o Senhor Carlos Roberto Rafael, Secretário de Saúde do Município de Cariacica; a Senhora Scheila Diniz Bicudo, doutora em Enfermagem e mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo; a Senhora Márcia Olívia Alves, professora, pós-graduada em Nefrologia e presidenta do Congresso Brasileiro de Nefrologia; a Senhora Arlete Frank Dutra, enfermeira, representando o Senhor Luís Carlos Reblin, Secretário de Saúde do Município de Vitória, e o Vereador pelo Município de Fundão, Senhor Adriano Ramos. (Pausa) (Tomam assento à Mesa os referidos convidados) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Convido todos para, de pé, e voltados para as Bandeiras, ouvirmos a execução do Hino Nacional e o do Espírito Santo, que será executado pela Banda da Polícia Militar, sob a regência do maestro Wesley Duque. (Pausa) (É executado o Hino Nacional e o do Espírito Santo) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Em nome da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo agradecemos à Banda da Polícia Militar, sob a regência do maestro Wesley Duque, a apresentação. (Pausa) Convido para fazer uso da palavra a Deputada Janete de Sá, proponente desta sessão solene. A SR.ª PRESIDENTA (JANETE DE SÁ) (Sem revisão da oradora) - Boa noite a todos. É uma honra tê-los nesta sessão solene. Cumprimentamos os homenageados e seus familiares, e os profissionais da área de Enfermagem que compõem a Mesa. Solicito à coordenadora legislativa do Cerimonial, Senhora Madalena Saleme, grande amiga, guerreira, a quem agradeço o trabalho desenvolvido com toda a equipe e com os funcionários do nosso gabinete, para conduzir à Mesa a enfermeira e Vereadora pelo Município de Afonso Cláudio, Senhora Rosirene Silva Costa; a Vereadora pelo Município de Afonso Claudio, Senhora Selma Littig, e o ex-vereador pelo Município de Cachoeiro de Itapemirim, Senhor Fabrício Ferreira, mais conhecido como Fabrício do Zumbi. Todos que vieram de longe para participar desta sessão solene em homenagem aos profissionais de Enfermagem e nos prestigiar merecem a nossa consideração, o nosso carinho e fazer parte desta maravilhosa e honrada Mesa. Cumprimento a enfermeira presidenta do Sindicato dos Enfermeiros, Senhora Andressa Barcelos de Oliveira, e agradeço a presença. Conheço Andressa desde pequena, é minha afilhada, peguei-a no colo. Hoje, é enfermeira como eu. Não sei se a influenciei, mas atua na área de Enfermagem e preside um sindicato como eu. Que bom! Se a influenciei foi para o bem, ótimo, pois temos que estar naquilo que gostamos de fazer. Gosto muito da área de Enfermagem, luto pelos interesses da categoria e pelos menos favorecidos da sociedade.
4 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Congratulo-me com você e a parabenizo pelas escolhas. Agradeço também a presença da professora Márcia Valéria de Souza Almeida, tesoureira da Associação Brasileira de Enfermagem - ABEn, respeitada por todos, e da Senhora Maria Edla de Oliveira Bringuenti, enfermeira de primeiríssima qualidade e educadora exemplar. Costumo dizer que não tem como se lembrar de Florence Nightingale sem se lembrar de Dona Edla, que acha que esse elogio é muito, mas não é. Dona Edla, a senhora sabe o quanto influenciou nossa vida, a de suas alunas, a dos seus alunos e o quanto fez com que amássemos mais ainda a profissão que escolhemos. A senhora é muito importante em nossas vidas. Eu, que fui sua aluna, posso dizer de cadeira: a senhora é muito importante em minha vida e faz parte da minha história. (Palmas) Agradeço à Senhora Maria Tereza Coimbra de Carvalho, mulher igualmente inigualável, hoje se destacando na UVV, e neste ato representando a enfermeira Ângela Maria de Castro Simões, coordenadora do curso de Enfermagem da UVV. Ambas foram minhas professoras na Universidade Federal do Espírito Santo. Não tenho como contar minha história sem a presença de Ângela e de Maria Tereza. Fui uma aluna cricri. Rita Casagrande irmã do Senador Renato Casagrande e Sheila Diniz Bicudo, presentes nesta sessão solene, foram da minha turma e sabem disso. Não me conformava em sair da aula sem saber a matéria, sem estar bem esclarecida, e cobrava isso dos professores. Dona Edla sabe disso, assim como Maria Tereza e Ângela, esta dizia: Essa menina não será apenas enfermeira, será mais alguma coisa. Janete, você vai longe, não vai parar apenas na Enfermagem. Na época, com dezoito anos, nem imaginava que me tornaria deputada e presidenta do Sindicato dos Ferroviários. O meu primeiro emprego foi na Companhia Vale do Rio Doce, onde, por ter o curso de Enfermagem, trabalhei na área de assistência técnica supletiva da empresa, e no Hospital dos Ferroviários como enfermeira. Mas quando entrei para a política tive que deixar de exercer a profissão, pois não tinha como ser deputada, dirigente sindical e me dedicar à enfermagem - profissão muito importante, pois lida com a vida das pessoas - ao mesmo tempo. Mas jamais abandonei a enfermagem, pois é a profissão que amo. Lutei e continuarei lutando pelos interesses dos trabalhadores em geral, como faço até hoje, e pela categoria dos ferroviários, da qual faço parte há trinta e quatro anos. Encontra-se neste Plenário um colega ferroviário que veio nos prestigiar e para quem peço uma salva de palmas e, também, pelos profissionais de Enfermagem, cujos princípios escolhi para trilhar minha vida. (Palmas) Agradeço a presença da Senhora Maria Rita Carvalho Silva, coordenadora pedagógica do curso de Enfermagem do Colégio São Gonçalo e dos alunos que vieram em massa nos prestigiar; do professor Carlos Roberto Rafael, Secretário de Saúde do Município de Cariacica e um amigo de longa data que veio prestigiar os profissionais da Enfermagem, e da Senhora Sheila Diniz Bicudo, estudávamos na mesma sala de aula, na época era chamada de Sheilinha por ser muito magrinha, franzina, mas danadinha. É uma enfermeira espetacular. Obrigada por você existir. Agradecemos também a presença da professora Márcia Valéria de Souza Almeida; da enfermeira Arlete Frank Dutra, representando o Senhor Luís Carlos Reblin, Secretário de Saúde do Município de Vitória; do Vereador pelo Município de Fundão, Senhor Adriano Ramos; da Vereadora pelo Município de Afonso Cláudio, Senhora Rosirene Silva Costa, técnica de enfermagem e chamada carinhosamente de Rose da Saúde; da Vereadora pelo Município de Afonso Cláudio, Senhora Selma Littig, e do ex-vereador pelo Município de Cachoeiro de Itapemirim, Senhor Fabrício Ferreira, mais conhecido como Fabrício do Zumbi, que em breve voltará a ocupar o seu espaço na Câmara de Vereadores daquele Município. Agradecemos aos funcionários da TV Assembleia, muito responsáveis com os horários, a cobertura ao vivo desta sessão solene que homenageia os profissionais da Enfermagem. Isso é sinal de prestígio com a categoria, que é glamorosa, guerreira, brilhante, pois por intermédio do seu conhecimento profissional e com o seu apoiamento psicológico salva, junto com Deus, muitas vidas que ficam sob seus cuidados. Presentes também os estudantes das escolas técnicas de Enfermagem, aos quais agradecemos a presença. Hoje, nesta noite de confraternização, deixaremos um espaço maior para as merecidas homenagens que os profissionais da Enfermagem receberão nesta sessão solene em comemoração ao Dia da Enfermagem, quando se comemora o Dia Mundial da Enfermagem no Brasil e no mundo. Como falo em todas as sessões, não escolheria outro curso que não fosse o de Enfermagem. Talvez se não tivesse entrado na política complementaria o curso; mas não escolheria outro, pois é uma profissão que me completa e me agrada porque tem luz, espírito de solidariedade, desprendimento e amor. Mas há uma coisa na Enfermagem que ainda me traz certo descontentamento. Refiro-me à falta de união, de reconhecimento, e aos baixos salários. Na minha visão para que a Enfermagem seja mais forte e mais reconhecida, ainda, na área da Saúde a categoria precisa se unir ao demais profissionais: médicos, dentistas, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e tantos outros. Hoje existe um número crescente de auxiliares de enfermagem de técnicos de enfermagem e de enfermeiros com curso superior de Enfermagem. Todos têm de estar na mesma representação da categoria, pois unidos somos fortes. Somos sindicalistas e sabemos o que é isso. Temos
5 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo de estar unidos na hora das reivindicações. Na rede pública a nossa categoria precisa reivindicar atualização no plano de cargos e salários, pois é assim que funciona no poder público; e na rede privada é preciso haver uma convenção coletiva para que os salários sejam prestigiados e a categoria formada por auxiliar de enfermagem, técnico de enfermagem e enfermeiro com nível superior seja valorizada à altura pelo que representa na área da Saúde. Se dividir a categoria, ficaremos fragilizados e não teremos força suficiente para realizar mudanças necessárias objetivando o nosso crescimento, o nosso fortalecimento e nem para conseguir reconhecimento e o respeito que merecemos na Saúde. Por isso pedimos mais uma vez a união. Estamos à disposição nesta Casa, no nosso gabinete, 4.º andar, n.º 402, para ajudar aos profissionais da Enfermagem a fim de discutirmos jurídica e politicamente esse assunto. A Enfermagem unida jamais será vencida! Hoje está sendo vencida porque não está unida, não possui uma representação única. A Enfermagem precisa de uma representação única dos três segmentos que compõem a categoria. Não tem como falar da Enfermagem sem falar da ajuda, que é determinante, por parte dos auxiliares, dos técnicos, das técnicas, dos enfermeiros e das enfermeiras. Somos uma única categoria, mas muitas vezes o auxiliar não possui o curso superior porque não teve oportunidade; muitas vezes o técnico não fez ainda o curso superior porque não tem condições financeiras. Mas quando todos forem enfermeiros e enfermeiras com curso superior, queremos ver a contratação de técnico e auxiliar de enfermagem com salário menor. Precisamos lutar para que todos cresçam e pela união da categoria para que se torne forte. (Palmas) Encerramos o nosso pronunciamento dizendo que a Enfermagem precisa se unir para ter um plano de cargos e salários digno, decente e à altura dos profissionais para que a categoria seja reconhecida e respeitada mais ainda na área da Saúde. A Enfermagem unida jamais será vencida! Obrigada a todos os presentes, aos representantes da UFES, aos estudantes da Faesa, do Colégio Salesiano de Vitória, do Colégio Pitágoras, da Politec, do Colégio São Gonçalo, do Instituto de Educação Humboldt e das demais escolas de Enfermagem. Que Deus proteja e ilumine sempre os profissionais da Enfermagem. Que a lampadazinha que iluminou os passos, as ações de Florence Nightingale também nos ilumine sempre em benefício das pessoas que mais necessitam das nossas ações, do nosso apoio e do nosso profissionalismo. Um beijo no coração de todos e que Deus nos abençoe hoje e sempre. (Muito bem!) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido para fazer uso da palavra o Senhor Carlos Roberto Rafael, Secretário de Saúde do Município de Cariacica. O SR. CARLOS ROBERTO RAFAEL (Sem revisão do orador) Boa noite a todos. Inicialmente cumprimento a Senhora Deputada Janete de Sá, enfermeira, batalhadora e legítima representante dos enfermeiros, das enfermeiras e das mulheres, maioria nesta sessão solene, mas acima de tudo é uma grande representante da classe trabalhadora e do povo do nosso Estado. Já militamos nas mesmas fileiras partidárias e nunca nos afastamos das ações em defesa dos interesses do Estado do Espírito Santo. Cumprimento também os demais membros da Mesa e a Senhora Andressa Barcelos de Oliveira, representante do Sindicado dos Enfermeiros do Estado do Espírito Santo; o ex-vereador pelo Município de Fundão, Senhor Adriano Ramos, e as Vereadoras pelo Município de Afonso Cláudio, Senhoras Rosirene Silva Costa e Selma Littig. Peço permissão para não citar o nome de todas, embora tenha notado suas presenças neste Plenário, para não tomar muito tempo, pois o importante nesta sessão solene são as nossas homenageadas. É com alegria que como gestor da Saúde estou presente a esta sessão solene em homenagem ao profissional de Enfermagem, categoria de relevante importância para a Saúde e tão importante para a nossa sociedade. Digo isso na condição de gestor de Saúde do Município de Cariacica, que enfrenta grande dificuldade, situado no contexto da Grande Vitória, com a terceira maior população e a pior renda per capita do Estado do Espírito Santo. Sem comparar com os demais municípios, no Município de Cariacica é um desafio gerenciar a Pasta da Saúde ou qualquer outro serviço público, mas principalmente a Saúde, que é mais visível e mais sensível, pois lidamos com a dor, com o sentimento, com a vida. E não há quantitativo nem preço quando se trata de vidas humanas. Todo esforço que fizermos será sempre pouco para melhorarmos a situação da Saúde e evitar que se percam vidas. Sinto-me muito satisfeito nesta sessão solene em homenagem ao Dia da Enfermagem, pois reconheço a importância da categoria. Até me preocupo quando vejo movimentos como o Ato Médico. Embora não seja médico - sou advogado - trabalhamos com a categoria, com os técnicos de enfermagem e enfermeiros, e reconhecemos a importância que têm esses profissionais em aliviar ou diminuir a dor de quem lhes procura, pois lidam diretamente com o povo. São vários os procedimentos: fazem o acolhimento do doente, procedem à classificação ajudando a orientar e a organizar os serviços públicos da Saúde. Portanto, preocupa-me qualquer tentativa de diminuir a importância dessa categoria. Anima-nos muito qualquer ideia de valorizar, remunerar e qualificar melhor os profissionais da Enfermagem, tão importante para a saúde básica. A atenção primária tem sido realmente um desafio para
6 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 todos os administradores. Certamente é partindo da base que evitaremos colapsos nessa área. Não que não tenhamos que tomar providências com a média e alta complexidade, que realmente ainda há uma demanda reprimida e precisamos cuidar dela, mas acima de tudo temos que oferecer melhores condições de saúde para que as pessoas não precisem desses serviços. Aí entra de novo o papel dos técnicos de enfermagem e dos enfermeiros, apesar de se falar muito na figura do médico. Temos o Programa de Agente Comunitário de Saúde e Estratégia de Saúde da Família - PSF implantado no Brasil, copiado de um país, uma ilha muito pequena com regime de ditadura, onde a saúde é obrigatória. Importamos esse modelo para o Brasil, um país de grandes dimensões, com grandes dificuldades geográficas e com grandes diferenças, onde ainda a categoria médica é vista e reconhecida como uma elite. Temos que estar preocupados com isso, pois os técnicos e os enfermeiros certamente têm dificuldade em chegar e prestar o serviço básico de saúde. E é por meio deles que conseguimos orientar, que podemos identificar e buscar os pacientes, os usuários da rede de saúde pública. Sentimo-nos muito feliz nesta noite, Deputada Janete de Sá e demais membros da Mesa, pois o trabalho do enfermeiro Rogério Martinelli Esperandio, presente, e da enfermeira Gisele Pereira, que nos disse que teria problemas e certamente não poderia estar presente, foi reconhecido por parte de S. Ex.ª, o que nos deixa muito alegre como também em saber que enfermeiros da rede de saúde pública do Município de Cariacica foram contemplados com essa homenagem. Parabenizo todos os profissionais da área de enfermagem nesse dia em que se comemora o Dia da Enfermagem. Contem conosco, porque estaremos sempre junto à categoria na sua luta, que também é nossa. (Palmas) (Muito bem!) A SR. a PRESIDENTA - (JANETE DE SÁ) - Obrigada, Senhor Carlos Roberto Rafael, Secretário de Saúde do Município de Cariacica, pelas palavras maravilhosas em favor da enfermagem, embora não seja enfermeiro. (Pausa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido para fazer uso da palavra a professora Maria Edla de Oliveira Bringueti, da UFES, representando todas as faculdades de Enfermagem. A SR. a MARIA EDLA DE OLIVEIRA BRINGUETI - (Sem revisão da oradora) Boa noite a todos. Ver esta Casa de Leis cheia, bonita, com a presença de muitos jovens é estimulante e importante. Cumprimento a Deputada Janete de Sá, proponente desta sessão solene, Parlamentares presentes, membros da Mesa e demais colegas e agradeço neste momento a Deputada Janete de Sá ter instituído o Dia da Enfermagem, comemorado no dia 12 de maio - evento que enche esta Casa - que traz nas homenagens o reconhecimento do papel do enfermeiro na sociedade. Quando a Deputada Janete de Sá se refere à professora Florence Nightingale, é importante lembrar que foi precursora da enfermagem científica em 1864, há quase dois séculos. No mês de setembro deste ano acontecerá o centenário de sua morte, e por mais que façamos pela enfermagem, será pouco. Dizíamos à Deputada Janete de Sá que nos sentíamos honrada ao amarrar o cadarço do sapato de S. S.ª, tamanho o trabalho que Florence Nightingale deixou para a humanidade. É emocionante quando nos reportamos e compreendemos que escolhemos a área de enfermagem para nos dedicar à causa humana. A missão do enfermeiro é acolher, cuidar o que nos faz sentir cada vez mais gente, que cuida de gente. É muito importante a responsabilidade de cada um de nós, responsabilidade que carregaremos para o resto da nossa vida. Portanto, ao escolher o curso de Enfermagem, saiba que terá que fazer uma enfermagem com responsabilidade e com compromisso. Em nome de todos os nossos colegas da Mesa, da Univix, da Faesa, da UVV e das demais escolas presentes, agradecemos este momento de felicidade. Costumamos até dizer que somos uma pessoa extremamente feliz. Por quê? Porque a primeira coisa que fizemos antes de casar - temos um companheiro há quarenta e quatro anos - foi escolher o curso de Enfermagem. Confesso que tenho verdadeiro carinho pelo meu marido porque a minha profissão, por mais que ele tenha sentido ciúme, nunca foi um divisor de águas na nossa vida. Sou uma pessoa muito feliz. Daqui a dois anos completo cinquenta anos de enfermagem, ou seja, o meu Jubileu de Ouro. E se hoje tivesse que escolher uma profissão, escolheria novamente enfermagem. Porque, como Florence Nightingale escreveu: Enfermagem é a mais bela das artes.. (Muito bem!) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido para fazer uso da palavra a professora Márcia Valéria de Souza Almeida, representando a ABEn. A SR.ª MÁRCIA VALÉRIA DE SOUZA ALMEIDA (Sem revisão da oradora) - Boa noite a todos. Cumprimentamos os integrantes da Mesa na pessoa da Deputada Janete de Sá, proponente desta sessão solene, e todos os colegas de profissão. Esta é uma oportunidade de revermos pessoas que passaram pela nossa história de vida e fazem parte dela. E a Senhora Deputada Janete de Sá sempre nos dá o prazer de comemorar o Dia da Enfermagem, uma data mundial, e a Associação dos Enfermeiros não poderia se furtar de estar presente neste momento tão importante.
7 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo Mencionaremos um aspecto histórico, pois para o nosso Estado será uma mudança muito grande, cremos. Estamos confiante de que a nossa categoria conseguirá a união tão almejada e tão falada, porque a partir deste ano faremos uma agenda de articulação política entre todas as instituições de classe como a Associação Brasileira de Enfermagem, o Conselho Regional de Enfermagem e o Sindicato dos Enfermeiros. Também estamos trabalhando em articulação com a Associação Nacional dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, o que é um marco histórico no nosso Estado, pois desde a época de estudante de enfermagem - quando éramos aluna da professora Maria Edla de Oliveira Bringuenti - até hoje sempre ouvimos falar dessa separação, dessa briga, dessa distância e dessa falta de entendimento. Nesta Casa, como docente do curso de Enfermagem, vemos alguns ex-alunos participando desta sessão solene. Hoje, 12 de maio de 2010, realizamos o primeiro dia de um evento que denominamos 1.º Encontro Capixaba de Enfermagem, exatamente porque foi construído, pensado e montado por meio da articulação das três instituições de classe. Esperamos que a partir deste momento, logicamente com muito trabalho, na enfermagem trabalhamos muito, consigamos fazer com que a categoria se reerga e passe a fazer parte do cenário nacional de uma maneira mais honrada, com mais visibilidade, destacando nossa força de trabalho. Também não podemos deixar de falar que este ano a Associação Brasileira de Enfermagem lança como ponto de reflexão exatamente a nossa ação básica: o cuidado. Então, o tema da semana é o poder do cuidado. Esse cuidado tão falado e tão almejado e que muitas vezes nos distanciamos dele. Não podemos deixar isso acontecer. E isso tem que estar evidente na nossa ação como professor. Não podemos nos esquecer disso. Temos que valorizar todos os colegas que ocupam cargos de gestão, os que foram para a vida política como a Deputada Janete de Sá e aqueles que almejam seguir essa carreira. Precisamos ter visibilidade política, do contrário não teremos força. Somos mais de um milhão de trabalhadores e não conseguimos mostrar exatamente qual é a nossa força de trabalho. Estamos finalizando nossa gestão na ABEn, mas seremos candidata a presidente, junco com a nova diretoria, para a próxima gestão. Tentaremos fazer com que haja um fortalecimento entre todas as entidades de classe, mesmo que tenhamos diferenças ideológicas. Acreditamos que conseguiremos fazer esse trabalho articulado e em conjunto com a finalidade de garantir vitória, por exemplo, na luta por melhores salários, pela redução da carga horária, pela qualidade do atendimento prestado ao usuário e por melhores condições de trabalho. Agradeço a atenção e parabéns a todos. (Muito bem!) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Neste momento a Deputada Janete de Sá dará início à entrega das placas em homenagem às instituições de ensino do Estado do Espírito Santo que têm contribuído na formação de profissionais de Enfermagem. (Pausa) Convido as Senhoras Maria Edla de Oliveira Bringuenti e Márcia Valéria de Souza Almeida, representantes da Universidade Federal do Espírito Santo, para receberem uma placa em homenagem à instituição e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá. (Pausa) (Em nome da instituição, as convidadas recebem a placa e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Cristiane de Moura Leite Takemoto, representante da Associação Educacional de Vitória - Faesa, para receber uma placa em homenagem à instituição e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá. (Pausa) (Em nome da instituição, a convidada recebe a placa e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Priscila Ferreira Silva, representante da Faculdade Católica Salesiana do Espírito Santo, para receber uma placa em homenagem à instituição e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá. (Pausa) (Em nome da instituição, a convidada recebe a placa e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Débora Pires de Moura, representante da Faculdade Pitágoras, para receber uma placa em homenagem à instituição e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá. (Pausa) (Em nome da instituição, a convidada recebe a placa e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Josiane Signorelli Cribari, representante da Escola Politécnica do Brasil - Politec, para receber uma placa em homenagem à instituição e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá. (Pausa) (Em nome da instituição, a convidada recebe a placa e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Maria Rita
8 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Carvalho Silva, representante do Colégio São Gonçalo, para receber uma placa em homenagem à instituição e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá. (Pausa) (Em nome da instituição, a convidada recebe a placa e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Aline Barbosa de Oliveira, representante do Instituto de Educação Humboldt, para receber uma placa em homenagem à instituição e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá. (Pausa) (Em nome da instituição, a convidada recebe a placa e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Neste momento a Deputada Janete de Sá procederá à entrega dos diplomas em comemoração ao Dia da Enfermagem. (Pausa) Convido o 3.º Sargento Adaílton de Jesus Santos para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O 3.º Sargento Adaílton de Jesus Santos atua na área da Saúde do Exército, formou-se no curso de Imobilização ortopédica, artífice em equipamentos ortopédicos e faz parte da missão das Nações Unidas para estabilização do Haiti. (O homenageado recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Andressa Barcelos de Oliveira para receber o diploma e uma rosa das mãos de sua mãe, Senhora Tânia Barcellos de Oliveira, e da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo da homenageada. (Pausa) Nasceu no Município de Vitória, formou-se na UFES e atualmente é enfermeira do Pronto Atendimento de Carapina, Município de Serra, no Espírito Santo. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Adriana Endlich da Silva Dela Costa para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Adriana Endlich da Silva Dela Costa nasceu no Município de Vila Velha, Espírito Santo, bacharel em Enfermagem pela Universidade de Vila Velha, UVV, e atualmente é enfermeira assistencial do Hospital dos Servidores Públicos. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Adriana Souza Alves para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Adriana Souza Alves nasceu no Município de São Mateus, Espírito Santo, formada em técnica de enfermagem e atualmente trabalha para o Programa de Agente Comunitário de Saúde e Estratégia de Saúde da Família - PSF no Município de Pedro Canário. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Aline Carvalho de Oliveira para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Aline Carvalho de Oliveira nasceu na cidade de São Gonçalo, Rio de Janeiro, bacharel em Enfermagem e atualmente é enfermeira supervisora do Programa de Agente Comunitário de Saúde e Estratégia de Saúde da Família - PSF no Município de Colatina. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Anília Schmidt para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Anília Schmidt nasceu no Município de Baixo Guandu, Espírito Santo, formouse em técnica de enfermagem, é graduada em Serviço Social e atualmente é técnica de enfermagem do Hospital Doutor Fernando Ferro, no Município de São Gabriel da Palha. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Arlete da Penha Rivve para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Arlete da Penha Rivve nasceu no Município de Itarana, Espírito Santo, formada em técnica de enfermagem e atua no Programa de Agente Comunitário de Saúde e Estratégia de Saúde da Família - PSF.
9 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Bianca Silva Oliveira Munaldi para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Bianca Silva Oliveira Munaldi nasceu no Município de Vitória, Espírito Santo, formou-se no curso de Enfermagem e atualmente trabalha na Secretaria de Saúde do Município de Serra e no Hospital das Clínicas. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido o Senhor Bruno Freire Vendramini para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Bruno Freire Vendramini nasceu no Rio de Janeiro, formou-se na Universidade Federal do Espírito Santo em 2008 e atualmente é enfermeiro assistente do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas. (O homenageado recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Tenente da Marinha Camila Loureiro para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Tenente Camila Loureiro é pós-graduada em Saúde Coletiva com ênfase em Estratégia de Saúde da Família, trabalhou como enfermeira no Hospital Dório Silva e atualmente é enfermeira auditora e coordenadora do Programa de Saúde da Marinha na Escola de Aprendizes Marinheiro do Espírito Santo EAMES. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Carla Gonçalves Cadorini, homenageada do Deputado Freitas, para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá e da assessora de S. Ex.ª, Senhora Marlene Gonçalves Coswosk, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo da homenageada. (Pausa) A Senhora Carla Gonçalves Cadorini nasceu no Município de Nova Venécia, Espírito Santo, tem pós-graduação em Atenção Primária - Ministério da Saúde, coordenou o Programa de Agente Comunitário de Saúde e Estratégia de Saúde da Família - PSF no Município de Conceição da Barra, enfermeira do Pronto Atendimento do Município de Conceição da Barra e atualmente é coordenadora da Vigilância Epidemiológica e da Imunização. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Celeste Lúcio Vieira Machado para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Celeste Lúcio Vieira Machado nasceu no Município de Muniz Freire, Espírito Santo, formou-se em Enfermeira Obstetra pela Universidade Federal do Espírito Santo em 1980, atuou no prontosocorro, no centro cirúrgico e na supervisão geral de hospital. Há vinte e dois anos atua no Hospital Infantil e no Setor de Infectologia há mais de quinze anos. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Cristiane Rodrigues Silva para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Cristiane Rodrigues Silva nasceu na cidade de Barra do Piraí, Rio de Janeiro, mestre em Enfermagem na área de terapia intensiva, especialista em formação pedagógica para enfermagem e em paciente crítico, professora do curso de Enfermagem e gerente do programa de saúde do Hospital Antônio Bezerra de Faria. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido o Senhor Felipe Zanelato dos Santos para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Felipe Zanelato dos Santos nasceu em Conceição da Barra, Espírito Santo, graduou-se enfermeiro, pós-graduado em Enfermagem do Trabalho e atualmente é coordenador dos agentes comunitários de Saúde. (O homenageado recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Flávia Maria Zucoloto Ramos para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Flávia Maria Zucoloto Ramos nasceu em Fundão, Espírito Santo, formou-se técnica
10 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 de enfermagem e é acadêmica de Enfermagem, cursando o quinto período na Fabavi. Tem cursos de especialização em UTI, UTI Neonatal e Enfermagem do Trabalho. Atualmente atua no Hospital São Camilo, no Município de Aracruz, no centro cirúrgico e sala de parto. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido o 2.º Sargento Flávio Tormen Cancella para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O 2.º Sargento Flávio Tormen Cancella possui curso de Resgate de formação de sargentos, de saúde e socorrista. É membro do grupo Busca e Salvamento, componente da missão das Nações Unidas para estabilização do Haiti e atualmente é 2.º Sargento de Saúde do Exército, no 38.º Batalhão de Infantaria. (O homenageado recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido o Senhor Geraldo Antônio da Silva para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Geraldo Antônio da Silva nasceu em São Gabriel da Palha, Espírito Santo, auxiliar de enfermagem, agente de Saúde Pública e atualmente trabalha na vigilância ambiental da Secretaria de Estado da Saúde. (O homenageado recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Ieda Coutinho Araujo para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Ieda Coutinho Araujo, nasceu em Aimorés, Minas Gerais, é enfermeira graduada pela Emescam, pós-graduada em UTI adulto, pediatria e cardiologia e atualmente é enfermeira supervisora do CIAS - Unimed, gestão adulto geral e instrumentação cirúrgica. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Inaldete Maria Araujo Lima para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Inaldete Maria Araujo Lima nasceu em Itaguaçu, Espírito Santo, formou-se em auxiliar de enfermagem, atua há mais de vinte anos como enfermeira com muita dedicação e sempre simpática com os pacientes, e atualmente está na unidade de internação. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Ingrid Ferreira da Silva, nascida no Município de Mucurici, Espírito Santo, e atualmente enfermeira da unidade de Saúde daquele Município, para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá. (Pausa) (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Izabella Saiter Santos para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Izabella Saiter Santos nasceu no Município de Afonso Cláudio, bacharel em enfermagem pela Universidade Federal Fluminense e atualmente é enfermeira coordenadora da unidade de Saúde do Município de Afonso Cláudio. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Maria Rita Carvalho Silva para receber, em nome da Senhora Jane Ferreira dos Santos, o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo da homenageada. (Pausa) A Senhora Jane Ferreira dos Santos nasceu na Bahia, formada em Letras pela UFES, trabalha há trinta e quatro anos na formação de técnicos de enfermagem e atualmente é diretora pedagógica do Colégio São Gonçalo. (A convidada recebe o diploma e uma rosa em nome da homenageada) A SR.ª MARIA RITA CARVALHO SILVA Quebrando o protocolo, gostaria de dizer algumas palavras. Primeiramente, agradeço a presença de todos, em especial dos meus filhos, comportadíssimos! Realmente é um prazer imenso, é uma honra receber esta homenagem em nome da Senhora Jane Ferreira dos Santos, pessoa maravilhosa, brilhante e mãe de todos nós. Agradeço também à Deputada Janete de Sá a oportunidade de estar nesta Casa de Leis e principalmente a homenagem que presta à Senhora Jane Ferreira dos Santos, tão merecedora quanto todos os proprietários de colégios e de faculdades de Enfermagem. Parabenizo todos os presentes com a frase: Meninos e meninas, atendimento humanizado! (Palmas) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Juliana Souza Ribeiro para receber o diploma e uma rosa das mãos da
11 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Juliana Souza Ribeiro nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, bacharel em Enfermagem e atualmente é enfermeira assistencial da UTI do Hospital Estadual Central de Vitória. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Lívia Pinto Riolo para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Lívia Pinto Riolo nasceu no Município de Vitória, formou-se em Enfermagem pela Faesa e atualmente é coordenadora do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Luzia Geralda Mendes de Oliveira para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Luzia Geralda Mendes de Oliveira nasceu no Município de Fundão, Espírito Santo, técnica de enfermagem e atualmente trabalha com pacientes oncológicos e cirúrgicos e na área de assistência e administração de quimioterapia. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Márcia Olívia Alves, homenageada do Deputado Freitas, para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá e da assessora de S. Ex.ª, Senhora Marlene Gonçalves Coswosk, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo da homenageada. (Pausa) A Senhora Márcia Olívia Alves nasceu em Piracicaba, São Paulo, pós-graduada em Nefrologia, presidenta do Congresso Brasileiro de Nefrologia, hoje é responsável técnico do Instituto de Nefrologia de Guarapari e docente na Ceditec e Emescam. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Maria Aparecida Thomazini para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Maria Aparecida Thomazini nasceu no Município de Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, bacharel em Enfermagem, atuou por dezessete anos no Hospital São Lucas e atualmente é coordenadora do serviço de enfermagem da Clínica dos Acidentados. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Maria de Fátima Castiglione de Araújo para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Maria de Fátima Castiglione de Araújo, técnica de enfermagem e graduada em Enfermagem, foi enfermeira chefe do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Hucam, onde trabalhou durante trinta, e quatro anos e atualmente é enfermeira do CIAS - Unimed. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) A SR.ª MARIA DE FÁTIMA CASTIGLIONE DE ARAÚJO - Não poderia deixar passar esta oportunidade; já tive outras, mas esta é extremamente importante, pois é o momento de falar sobre nós mesmos para sermos reconhecidos. Ao agradecer estendo a todos os enfermeiros e a todos os profissionais da área de Enfermagem a homenagem que ora recebo. Como católica que sou não poderia ter escolhido outra profissão que me fizesse uma pessoa tão realizada que não fosse de enfermeira, pois representa muito o meu jeito de ser e, também, porque sou apaixonada pela enfermagem e amo o que faço. Esse o motivo que me mantém há trinta e cinco anos na assistência de enfermagem e de me sentir ainda motivada a continuar. Ao cuidar de alguém, seja em qualquer circunstância, aproximamo-nos mais do Criador, que nos fez a sua imagem e semelhança. A cada interação paciente/profissional acontece o mistério do amor fraternal que nos renova a cada dia e nos gratifica muito mais do que recebemos em espécie. Falo de valorização, reconhecimento por parte daqueles que nos confiam essa missão. Para mim a Enfermagem é uma profissão muito importante. Muitas vezes nem damos conta da força que temos. É uma profissão de ciência, de arte e para mim também de fé. Se pudesse falaria a noite toda sobre Enfermagem. Parabéns a todos. (Palmas) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Marietela Guitolini Ramos Leão para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Marietela Guitolini Ramos Leão é bacharel em enfermagem, pós-graduada em Enfermagem do Trabalho, pós-graduando em Nefrologia e atualmente trabalha no Hospital Evangélico. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Mércia Valéria Pecinalli para receber o diploma e uma rosa das mãos
12 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Mércia Valéria Pecinalli nasceu no Município de Vila Velha, Espírito Santo, formou-se técnica em enfermagem, é acadêmica do curso de Enfermagem da Faculdade Batista de Vitória e atualmente trabalha como técnica de enfermagem no Centro Cirúrgico do Vitoria Apart Hospital. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Monnique Rodrigues Souza Florindo para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Monnique Rodrigues Souza Florindo é graduada em Enfermagem e pós-graduada em Saúde Pública. Especialista no Programa de Agente Comunitário de Saúde e Estratégia de Saúde da Família - PSF e atualmente é diretora técnica da Saúde Vida Home Care. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Nayara Benfica Pires para receber o diploma e uma rosa das mãos da Senhora Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Nayara Benfica Pires nasceu no Município de Afonso Cláudio, bacharel em Enfermagem e atualmente ocupa interinamente a Secretaria de Saúde do Município de Afonso Cláudio. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Rafaelli de Azevedo Barros Batista para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Rafaelli de Azevedo Barros Batista nasceu no Município de Vitória, Espírito Santo, graduada em Enfermagem e pós-graduando em Unidade de Tratamento Intensiva - UTI. (A homenageada recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Renata Cupertino de Souza para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Renata Cupertino de Souza é graduada em Enfermagem e atualmente exerce a profissão de enfermeira no Município de Cachoeiro de Itapemirim. (A homenageada recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Renata Damiana de Almeida Galdino para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Renata Damiana de Almeida Galdino nasceu no Município de Vitória, Espírito Santo, bacharel em Enfermagem, atuou como técnica de enfermagem na UTIN e hoje é enfermeira da Unidade de Tratamento Intensiva UTI da Santa Casa de Misericórdia de Vitória. (A homenageada recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido o Senhor Rogério Martinelli Esperandio para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Rogério Martinelli Esperandio nasceu no Município de Vitória, Espírito Santo, bacharel em Enfermagem e enfermeiro supervisor da Policlínica de Cariacica. (O homenageado recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido o Senhor Romildo Galvão para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Romildo Galvão nasceu no Município de Colatina, Espírito Santo, técnico de enfermagem, foi auxiliar de enfermagem do Hospital Santa Rita há dezoito anos e atualmente é auxiliar de enfermagem do Hospital São Lucas. (O homenageado recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Ronise Valéria Guarnier para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Ronise Valéria Guarnier nasceu no Município de Castelo, Espírito Santo, graduada em Enfermagem, em Obstetrícia e em Psicologia pela UFES e atualmente é enfermeira responsável do Hospital Dório Silva. (A homenageada recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido o Senhor Ronivaldo Menegussi de Matos para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Ronivaldo Menegussi de Matos nasceu no Município de Nova Venécia, Espírito Santo, bacharel em Enfermagem pela Universidade Federal Fluminense, especialista em assistência de enfermagem
13 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo em UTI adulto, pediatria e cardiologia, ex-professor da Faculdade Pitágoras e atualmente é enfermeiro da UTI adulto do Hospital Beneficente Rio Doce. (O homenageado recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Rose Pereira Piazentine para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Rose Pereira Piazentine nasceu no Município de Itarana, Espírito Santo, graduada em Enfermagem e atua no Programa de Agente Comunitário de Saúde e Estratégia de Saúde da Família - PSF. (A homenageada recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Rosemery Nascimento para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Rosemery Nascimento nasceu no Município de Vila Velha, Espírito Santo, auxiliar e técnica de enfermagem, formada há mais de vinte anos, trabalha no Hospital São Lucas como auxiliar de enfermagem e no Posto de Saúde da Glória. (A homenageada recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Samanta Cavalcanti Farias para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Samanta Cavalcanti Farias nasceu em Recife, Pernambuco, graduada em Enfermagem e especialista em Saúde Pública, atualmente trabalha no Pronto Atendimento do Município de Colatina e atua no Programa de Agente Comunitário de Saúde e Estratégia de Saúde da Família - PSF no Município de Itarana. (A homenageada recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Sheila Diniz Bicudo para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Sheila Diniz Bicudo nasceu no Município de Iúna, Espírito Santo, Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Mestra em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo, é referência pelo trabalho desenvolvido no programa de diabetes, hipertensão e tabagismo, e continua desenvolvendo-o na unidade de Saúde do bairro Jardim Camburi. (A homenageada recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Sheila Sperato Alves Lorencini para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Sheila Sperato Alves Lorencini nasceu no Município de Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, bacharel em Enfermagem, especialista em Saúde Coletiva com ênfase em Saúde da Família, especialista em assistência de enfermagem e pacientes graves e atualmente é enfermeira supervisora da Maternidade Pró-Matre de Vitória. (A homenageada recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Soraia Elias Pereira para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Soraia Elias Pereira nasceu no Município de Vitória, Espírito Santo, técnica de laboratório, graduada em Farmácia e atua como técnica de enfermagem na Santa Casa de Misericórdia de Vitória e no Hospital da Polícia Militar. (A homenageada recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Suely Maria de Mattos Gonçalvez, enfermeira do Pronto-Socorro do Hospital Evangélico e da Central de Vagas da Secretaria de Estado da Saúde, para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá. (Pausa) (A homenageada recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Telma Cacia Ramos de Jesus para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Telma Cacia Ramos de Jesus é técnica em Enfermagem, socorrista profissional, com oitocentas horas de estágio técnico na área de Emergência e atualmente está cursando Enfermagem do Trabalho. (A homenageada recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido o Senhor Tonimar Monteiro da Silva para receber o diploma das mãos da Senhora Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Tonimar Monteiro da Silva nasceu no Município de Colatina, Espírito Santo, graduado em Enfermagem e pós-graduado em Paciente Crítico, coordenador de Enfermagem em diversos hospitais capixabas e hoje é coordenador geral de Enfermagem do Hospital Vila Velha.
14 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 (O homenageado recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Vanessa Guimarães Ribeiro para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Vanessa Guimarães Ribeiro é graduada em Enfermagem, pós-graduada em Urgência e Emergência, possui curso de Especialização em Instrumentação Cirúrgica e atualmente é diretora executiva do Saúde Vida Home Care. (A homenageada recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA - (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido o Senhor Vinícios Gomes Zambom, nascido no Município de Afonso Claudio, Espírito Santo, e formado em técnico de enfermagem, para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá. (Pausa) (O homenageado recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Senhora Vívia Bautz Polronieri para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Senhora Vívia Bautz Polronieri nasceu no Município de Vitória, Espírito Santo, técnica em Enfermagem, atuou no Setor de Psiquiatria urgência e emergência e atualmente está no Pronto-Socorro de Itacibá, Município de Cariacica. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido o 2.º Sargento da Marinha Whiliemberg dos Santos Gonçalves para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) 2.º Sargento Whiliemberg dos Santos Gonçalves é enfermeiro, serviu no veleiro Cisne Branco por dois anos realizando missões representando a Marinha do Brasil no Exterior, atualmente trabalha no Departamento de Saúde da Escola de Aprendizes Marinheiro do Espírito Santo, setor de Auditoria de Contas Médicas. (O homenageado recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido o Senhor Willians Lukew Ferreira de Vasconcelos para receber o diploma mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Willians Lukew Ferreira de Vasconcelos nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, bacharel em Enfermagem e atua como enfermeiro supervisor do Programa de Estratégia da Saúde da Família - PSF no Município de Colatina. (O homenageado recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido a Soldado Bombeiro Militar Gabriela Maria Castro Daniel para receber o diploma e uma rosa das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) A Soldado Bombeiro Militar Gabriela Maria Castro Daniel é natural do Município de Vitória, Espírito Santo, formou-se enfermeira obstetra pela UFES e atua no Corpo de Bombeiros Militar. (A homenageada recebe o diploma e uma rosa) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convido o Senhor Marciano de Souza Nascimento para receber o diploma das mãos da Deputada Janete de Sá, e nesse ínterim procederei à leitura do currículo de S. S.ª. (Pausa) O Senhor Marciano de Souza Nascimento é natural do Município de Vitória, Espírito Santo, formado em enfermagem e atua como enfermeiro no Corpo de Bombeiros Militar. (O homenageado recebe o diploma) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Registro, com satisfação, a presença do Senhor Edemir Antônio Beltrame, diretorgeral do Hospital Estadual Central de Vitória, e da professora Rita Inês Casa Grande, diretora de enfermagem do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Hucam. (Pausa) Convido apara fazer uso da palavra a Senhora Andressa Barcelos de Oliveira, que falará em nome de todos os homenageados. A SR.ª ANDRESSA BARCELOS DE OLIVEIRA (Sem revisão da oradora) Boa-noite. Agradeço em nome de todos os homenageados à minha madrinha querida, Deputada Janete de Sá, a lembrança, o carinho e a homenagem ao Dia Mundial da Enfermagem. Esse realmente é um gesto de carinho. (Palmas) É muito válido ser lembrado e reconhecido por fazermos parte de uma profissão tão singular como a nossa. Só nós sabemos o que significa ser da área de Enfermagem. Na condição de sindicalista e diretora do Sindicato dos Enfermeiros complementamos a fala da colega Márcia Valéria, com quem trabalhamos, dizendo que também nos sentimos muito feliz por vivermos um momento de resgate e de comunicação das entidades que defendem a enfermagem como o Coren, a ABEn e o sindicato. Pedimos aos colegas enfermeiros que não são sindicalizados que, por favor, se sindicalizem, pois só
15 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo assim fortaleceremos nossa categoria. Mais que união, como a Deputada Janete de Sá falou, precisamos de coragem para conquistar o que necessitamos. Nossa categoria é desunida. Somos três, mas percebemos que muitas vezes a união fica até em segundo plano. Muitas vezes o que nos falta é coragem de nos expor, de brigar pelo que acreditamos e merecemos. Precisamos de coragem para nos unir e nos fazer forte. No dia 18 de maio de 2010 promoveremos o 5.º Encontro dos Enfermeiros Responsáveis Técnicos por Serviço para discutir alguns pontos e fortalecer a união com os enfermeiros do interior do Estado. Pedimos aos enfermeiros e aos gestores de hospitais presentes nesta sessão solene que divulguem esse encontro e incentivem os responsáveis técnicos das instituições a participarem. Amanhã, em comemoração à Semana da Enfermagem, na UVV, às 14h, haverá uma palestra sobre a Jornada de Trabalho. Há dez anos esperamos que o projeto que determina carga horária de trinta horas semanais para a nossa categoria se torne lei. Agradecemos mais uma vez em nome de todos os homenageados e desde já às pessoas que puderem comparecer e prestigiar o evento para o fortalecimento do profissional de Enfermagem. (Muito bem!) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Passo a palavra à Senhora Deputada Janete de Sá, proponente desta sessão solene, para as considerações finais. A SR.ª PRESIDENTA (JANETE DE SÁ) Em decorrência da falta de espaço nesta Mesa tão representativa, não foi possível fazer parte dela representantes de todos os cursos e faculdades presentes, como da Faesa e de tantas outras entidades, portanto, solicitamos que se levantem para receber o nosso aplauso. Pedimos desculpas a S. S. as. (Palmas) Agradecemos a todos o trabalho que realizam em favor da Enfermagem e da qualificação profissional. É muito importante apresentar ao mercado profissionais qualificados e capacitados para enfrentarem o desafio de atender com qualidade às pessoas que precisam do nosso serviço e da nossa atenção. Agradecemos aos homenageados em nome do povo capixaba. Vocês foram escolhidos, porém, estendemos esta homenagem a todos os profissionais de Enfermagem, pois todos a merecem. Infelizmente não foi possível convidar todos os enfermeiros e enfermeiras merecedores desta homenagem - um número fabuloso e grandioso - pois não teríamos espaço suficiente nesta Casa para recebê-los. Podemos homenageá-los todos os anos, e aos poucos serão contemplados todos os profissionais de Enfermagem pelo belíssimo trabalho realizado em prol dos pacientes e de todos os seres humanos. Fica registrado o nosso mais profundo agradecimento, como deputada estadual, em nome de toda a sociedade capixaba, de todas as pessoas que foram atendidas por vocês e das que poderão um dia precisar desse atendimento. Agradecemos às famílias, que muitas vezes não convivem o tempo que gostariam com o ente querido que trabalha na área de Enfermagem, pois sabemos das escalas exaustivas e do trabalho no horário noturno nos hospitais, a compreensão, o apoio e o carinho dos esposos, das esposas, das mães, dos pais e dos irmãos é muito importante. A Enfermagem ainda carece de merecimento e de respeito, como também de uma melhor remuneração à altura do trabalho desenvolvido pela categoria, pois o salário deveria ser maior do que o que é pago atualmente. Agradecemos aos profissionais que compõem a Mesa; a todos os presentes; aos Vereadores que compareceram representando seus Municípios e acompanhando seus homenageados; àqueles que não puderam vir a esta sessão solene, mas enviaram telegramas, e ao Deputado Freitas, que não pôde comparecer, mas por meio da assessora de S. Ex.ª, Senhora Marlene Gonçalves Coswosk, homenageou duas pessoas da área da Enfermagem. Também agradecemos à equipe da TV Assembleia; ao cinegrafista, e à equipe do Cerimonial comandada pela Senhora Madalena Saleme, mulher exemplar, como também à Senhora Maria Esperança Curcio Allemand. Agradecemos a todos os servidores do nosso gabinete; à nossa equipe de trabalho nas pessoas do Senhor Francis Tristão Pimenta, que organizou esta sessão solene, e da Senhora Beatriz da Silva, que muito nos ajuda na área da Saúde e também ajudou na realização desta sessão; ao Senhor Fabiano Mendes de Almeida, e à Senhora Euzinete Estevam, uma guerreira na área da Saúde, sempre preocupada com o direito de as pessoas terem acesso a um bom atendimento, contribuindo assim para que tenham direito às consultas, e também atua na fiscalização. Pedimos uma salva de palmas para esses servidores. (Palmas) O nosso dever enquanto Deputados e representantes do povo é fiscalizar ações voltadas ao povo como as da área da Saúde e da Educação. Fiscalizamos a área da Saúde para fazer valer o direito dos cidadãos do nosso Estado. Convido todos os presentes para um coquetel de confraternização que acontecerá no primeiro andar da sede da Assembléia Legislativa, para adoçarmos um pouquinho a boca da enfermagem pelo menos no dia de hoje, já que ainda não podemos ter o salário que de fato merecemos. Teremos um piso salarial adequado, mas para isso é preciso lutar. Obrigado a todos, boa noite e uma belíssima Semana da Enfermagem. Viva a Enfermagem! Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, dia 17 de maio de 2010, para a qual designo: EXPEDIENTE: O que ocorrer. ORDEM DO DIA: anunciada na trigésima sétima sessão ordinária, realizada dia 12 de maio de Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às vinte e uma horas e três minutos.
16 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 TRIGÉSIMA OITAVA SESSÃO ORDINÁRIA DA QUARTA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SEXTA LEGISLATURA, REALIZADA EM 17 DE MAIO DE (De acordo com o registrado no painel eletrônico, à hora regimental, para ensejar o início da sessão, comparecem os Senhores Deputados Atayde Armani, Aparecida Denadai, Cacau Lorenzoni, Claudio Vereza, Da Vitória, Dary Pagung, Doutor Rafael Favatto, Doutor Hércules, Doutor Wolmar Campostrini, Elcio Alvares, Euclério Sampaio, Freitas, Janete de Sá, Luzia Toledo, Marcelo Coelho, Marcelo Santos, Paulo Roberto e Rodrigo Chamoun) O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Havendo número legal e invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão. (Comparece o Senhor Deputado Givaldo Vieira) (Assume a 1.ª Secretaria o Senhor Deputado Marcelo Coelho e a 2.ª Secretaria o Senhor Deputado Givaldo Vieira) O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Convido o Senhor Deputado Givaldo Vieira a proceder à leitura de um versículo da Bíblia. (O Senhor Givaldo Vieira lê Provérbios, 22) O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Convido o Senhor 2.º Secretário a proceder à leitura da ata da trigésima sétima sessão ordinária, realizada em 12 de maio de (Pausa) (O Senhor 2.º Secretário procede à leitura da ata) O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Aprovada a ata como lida. (Pausa) Convido o Senhor 2.º Secretário a proceder à leitura da ata da oitava sessão solene, realizada em 12 de maio de (Pausa) (O Senhor 2.º Secretário procede à leitura da ata) O SR. PRESIDENTE (ELCIO ALVARES) Aprovada a ata como lida. (Pausa) (Comparece o Senhor Deputado Giulianno dos Anjos) O SR. MARCELO COELHO Senhor Presidente, pela ordem! Registramos a presença, nas galerias desta Casa, de doze alunos do curso de Direito da Faculdade Pio XII, do Município de Cariacica, acompanhados do Senhor Lauro Coimbra. Sejam bem-vindos à Assembleia Legislativa. Vocês engrandecem o trabalho desta Casa. Registramos também a presença de trinta e cinco alunos da 7. a Série do Ensino Fundamental da Escola Marieta Escobar, do Município de Vitória, acompanhados das professoras Valéria Lobão e Gildeth Peixoto. Muito obrigado pela presença de todos. A SR. a APARECIDA DENADAI - Senhor Presidente, pela ordem! Saúdo os alunos da Escola Marieta Escobar, do Município de Vitória, e, em especial, os alunos da Faculdade Pio XII, da minha cidade de Cariacica. As minhas boas-vindas aos universitários. É uma honra muito grande tê-los nesta Casa de Leis nesta tarde. Muito obrigada. O SR. MARCELO SANTOS - Senhor Presidente, pela ordem! Da mesma forma, cumprimentamos os alunos da Escola Marieta Escobar que se fazem presentes nesta Assembleia Legislativa, assistindo a uma sessão ordinária. Saudamos também os alunos da Faculdade Pio XII, do bairro Campo Grande, Cariacica, Município onde residimos e do qual temos muito orgulho de representar nesta Casa. Muito obrigado. O SR. PAULO ROBERTO - Senhor Presidente, pela ordem! Também cumprimentamos os alunos presentes e registramos a presença do Senhor Wanderlei Segantini, Vereador pelo Município de São Mateus, e do Senhor Samuel Batista, presidente da Federação das Associações de Moradores e Movimentos Populares de São Mateus. O SR. DARY PAGUNG - Senhor Presidente, pela ordem! Registramos a presença do Senhor Lastênio Luiz Cardoso, Prefeito de Baixo Guandu, que se encontra em Vitória para participar de várias reuniões de interesse do Município em diversas Secretarias e no Tribunal de Justiça. O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Agradeço aos Senhores Deputados os registros. Solicito ao Senhor 1.º Secretário que proceda à leitura do Expediente. GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO SECRETARIA DE SANEAMENTO, HABITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO URBANO OFÍCIO N.º 173/2010 Vitória, 10 de maio de Senhor Presidente, Vimos pelo presente, em cumprimento ao disposto no art. 116, 2º da Lei 8.666/93, encaminhar
17 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo cópia do Convênio n.º 016/2010 celebrado entre Estado do Espírito Santo, por intermédio deste Secretaria e o Município Linhares/ES, objetivando a execução de obras de drenagem, pavimentação e esgotamento sanitário de diversas ruas da municipalidade. Atenciosamente, REGINA CURITIBA DA SILVA Secretária de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano Rua Sete de Setembro, 362, Palácio da Fonte Grande Centro Vitória-ES - Tel: (27) / CEP: Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Ciente. Às Comissões de Finanças e de Saneamento. GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO SECRETARIA DE SANEAMENTO, HABITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO URBANO Vitória, 11 de maio de Senhor Presidente, OFÍCIO N.º 178/2010 Vimos pelo presente, em cumprimento ao disposto no art. 116, 2º da Lei 8.666/93, encaminhar cópia do Convênio n.º 015/2010 celebrado entre Estado do Espírito Santo, por intermédio desta Secretaria e o Município Aracruz/ES, objetivando a execução de drenagem pluvial e pavimentação de várias ruas da municipalidade. Atenciosamente, REGINA CURITIBA DA SILVA Secretária de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano Rua Sete de Setembro, 362, Palácio da Fonte Grande Centro Vitória-ES - Tel: (27) / CEP: Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Ciente. Às Comissões de Finanças e de Saneamento. TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO TCE-ES OFÍCIO N.º 177/2010 Vitória, 06 de maio de Senhor Presidente, Em atendimento à decisão TC-1995/2010, prolatada no processo TC-0739/2010, encaminhamos a V. Ex.ª, para ciência, cópias da Decisão epigrafada, do voto do Relator, Conselheiro Sebastião Carlos Ranna de Macedo, do Relatório de Análise das Leis RAL 2/2010, da Instrução Técnica Conclusiva ITC- 1434/2010 e do Acórdão TC-119/2010. Atenciosamente, UMBERTO MESSIAS DE SOUZA Conselho Presidente Rua José Alexandre Buaiz, 157-Enseada do Suá - Vitória ES - CEP: Caixa Postal 246- Telefone: (27) Telefax: (27) Endereço Eletrônico: Ao Ex. mo Sr. SÉRGIO BORGES Presidente da Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Ciente. À Comissão de Finanças. GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO SECRETARIA DE ESTADO DE ECONOMIA E PLANEJAMENTO - SEP OFÍCIO N.º 01/2010 Vitória, 04 de janeiro de Senhor Presidente, Em atenção ao 6º do Art. 16 Lei n.º 8.969, de 29/07/08 (LDO 2009), estamos encaminhando o
18 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Relatório de Créditos Suplementares e Especiais abertos de Setembro a Dezembro de Art. 16. Os projetos de lei orçamentária e de créditos adicionais, bem como suas propostas de modificações, nos termos do artigo 151, 4º da Constituição Estadual, serão detalhados e apresentados na forma desta Lei. 6º O Poder Executivo enviará, nos finais dos meses de abril, agosto e dezembro, à Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas da Assembléia Legislativa relatório contendo o total de crédito suplementares e especiais abertos durante o exercício, com os números de seus respectivos decretos de abertura e data de publicação no Diário Oficial do Estado. Atenciosamente, AUDIFAX CHARLES PIMENTEL BARCELOS Secretário de Estado de Economia e Planejamento Av. Gov. Bley, 236, Ed. Fábio Ruschi, Centro Vitória/ES CEP: Tel.: (27) Fax: Ao Ex. mo Sr. SÉRGIO BORGES Presidente da Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Ciente. À Comissão de Finanças. GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO SECRETARIA DE ESTADO DE ECONOMIA E PLANEJAMENTO - SEP OFÍCIO N.º 37/2010 Vitória, 06 de maio de Senhor Presidente, Em atenção ao 6º do Art. 16 da Lei n.º 9.277, de 04/08/09 (LDO 2010), estamos encaminhando o Relatório de Créditos Suplementares e Especiais abertos de janeiro a abril de Art. 16 Os projetos de lei orçamentária e de créditos adicionais, bem como suas propostas de modificações, nos termos do artigo 151, 4º da Constituição Estadual, serão detalhados e apresentados na forma desta Lei. 6º O Poder Executivo enviará a Assembléia Legislativa, no final dos meses de abril, agosto e dezembro, relatório contendo o total de créditos suplementares e especiais abertos e reabertos durante o exercício, com os números de seus respectivos decretos de abertura e data de publicação no Diário Oficial do Estado. Atenciosamente, JOSÉ EDUARDO FARIA DE AZEVEDO Secretario de Estado de Economia e Planejamento -respondendo Av. Gov. Bley, 236, Ed. Fábio Ruschi, Centro Vitória/ES CEP: Tel.: (27) Fax: Ao Ex. mo Sr. SÉRGIO BORGES Presidente da Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Ciente. À Comissão de Finanças. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA DEPUTADA OFÍCIO N.º 212/2010 Vitória, 11 de maio de Senhor Presidente, Ampara pelo art. 290 do Regimento Interno, comunico a V. Ex.ª o meu afastamento do país no período de 21 de maio a 05 de junho de 2010, com destino a Roma/Itália. Informo que a viagem será realizada, as minhas expensas, com a Família da Esperança, composta por 300 voluntários das Fazendas da Esperança de todo o mundo, que estarão sendo recebidos por Sua Santidade o Papa Bento XVI, quando o mesmo irá reconhecer o Projeto Fazenda da
19 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo Esperança como o melhor projeto de recuperação de dependentes químicos do planeta. Informo, ainda, que esta deputada irá receber, na oportunidade, o Titulo de Embaixadora da Esperança. Justifico, desta forma, a minha ausência as Sessões Ordinárias e as Comissões Permanentes de Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação e a de Turismo e Desporto. Atenciosamente, LUZIA TOLEDO Deputada Estadual - PMDB Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA (Comparece o Senhor Deputado Luciano Pereira) O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Ciente. Publique-se. MINISTÉRIO DO TURISMO SECRETARIA-EXECUTIVA DIRETORIA DE GESTÃO INTERNA COORDENAÇÃO-GERAL DE CONVÊNIOS OFÍCIO N.º 992/2010 Brasília, 30 de abril de Assunto: Convênio/MT n.º /2009. Senhor Presidente, Em cumprimento ao que determina o art. 1º da Lei n.º 9.452, de 20 de março de 1997, comunicamos a Vossa Excelência que foi liberada à SECRETARIA DE ESTADO DO TURISMO - SETUR/ES, a importância de R$5.473,21 (cinco mil quatrocentos e setenta e três reais e vinte e um centavos) relativa ao convênio em epígrafe, celebrado com o Ministério do Turismo em 31 de dezembro de 2009, com vigência até 23 de março de 2012, que tem por objeto a realização do projeto PROPICIAR POR MEIOS PARA EXERCÍCIOS DA FUNÇÃO DESCENTRALIZADA DE CADASTRAMENTO, CONTROLE E FISCALIZAÇÃO DOS PRESTADORES DE SERVIÇOS TURÍSTICOS E DE SUAS EMPRESAS, EMPREENDIMENTO E EQUIPAMENTOS, NA FORMA ESTABELECIDA NO ART. 44 DA LEI N.º /2008. JÚNIA CRISTINA FRANÇA SANTOS EGÍDIO Coordenadora Geral de Convênios Esplanada dos Ministérios, Bloco U, sala 217 Brasília DF CEP: Telefones: (61) / [email protected] Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Ciente. Às Comissões de Finanças e de Turismo. Passo a presidência dos trabalhos ao Senhor Deputado Rodrigo Chamoun. (Pausa) CHAMOUN) Assumo a Presidência neste momento e solicito ao Senhor 1.º Secretário que continue a leitura do Expediente. GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR MENSAGEM N.º 79/2010 Vitória, 12 de maio de Senhor Presidente, Encaminho à apreciação dessa Casa de Leis o anexo projeto de lei onde proponho seja autorizada por esse Poder a doação ao INCRA Instituto de Colonização e Reforma Agrária, uma área devoluta de ,94 m² (um milhão, cento e dez mil e trinta e oito metros quadrados e noventa e quatro decímetros quadrados) cuja destinação será para a implantação do assentamento denominado Acampamento Trinta de Maio. A área acima referenciada está situada no lugar denominado Trinta de Maio, no distrito de Vinhático Município de Montanha, cuja confrontação é a seguinte: ao Norte com a faixa de domínio do DER (ES 209 Montanha/Cristal do Norte); ao Sul com Fiorindo Pancieri e Edith Degobi; a Este com a Faixa de domínio do DER (ES 209 Montanha/Cristal do Norte); a Oeste com Antônio Fialho de Lima e Manoel de Oliveira Santos. Consubstancia-se no projeto de lei que competirá ao INCRA alocar todos os recursos necessários para indenizar as benfeitorias acaso existentes na área objeto da doação, ficando o Poder Executivo isento de quaisquer ônus nas fases
20 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 administrativa ou judicial, ficando, inclusive por conta do donatário as despesas com escrituras e registro do imóvel. Assim, Senhor Presidente, solicito o empenho dessa Casa na aprovação do projeto de lei em apreço. Atenciosamente, PAULO CESAR HARTUNG GOMES Governador do Estado PROJETO DE LEI N.º 143/2010 Autoriza o Poder Executivo a doar área devoluta ao INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Art. 1º Fica o Poder Executivo autorizado a doar ao INCRA Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, uma área devoluta medindo ,94m² (um milhão cento e dez mil e trinta e oito metros quadrados e noventa e quatro decímetros quadrados), situada no lugar denominado Trinta de Maio, distrito de Vinhático, município de Montanha, confrontando-se ao Norte com Faixa de Domínio do DER (ES 209 Montanha Cristal do Norte), ao Sul com Fiorindo Pancieri e Edith Degobi, a Este com Faixa de Domínio do DER (ES 209 Montanha Cristal do Norte), a Oeste com Antonio Fialho de Lima e Manoel de Oliveira Santos. Art. 2º A área acima será destinada à implantação do assentamento Acampamento Trinta de Maio que será executado pelo INCRA. Art. 3º Para os fins previstos nesta lei caberá ao INCRA alocar os recursos necessários visando indenizar as benfeitorias porventura existentes sobre a área doada, sem ônus para o Poder Executivo Estadual, em qualquer fase administrativa ou judicial. Art. 4º As despesas com escrituras e registro do imóvel correrão por conta do donatário. Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça, de Agricultura e de Finanças. GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR MENSAGEM N.º 80/2010 Vitória, 12 de maio de Senhor Presidente, Com o OF. 1115/SGP/ALES, datado de 20 de abril de 2010, foi-me encaminhado o Autógrafo de Lei n.º 50/2010, objeto da transformação do Projeto de Lei n.º 35/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, que Proíbe o agenciamento e os plantões de serviços funerários em estabelecimentos públicos de saúde e nas unidades médico-legais do Estado, para a manifestação do Executivo sobre a sanção ou veto. Assim, fazendo uso da prerrogativa constitucional ínsita nos artigos 66, 2º e 91, IV da CE/89, decidi vetar parcialmente o projeto de lei sobredito, fazendo incidir o veto tão-somente sobre o 2º do artigo 1º, por vício de inconstitucionalidade formal, pois, é competência privativa do Município a ordenação da ocupação do solo urbano, consoante dispõe o artigo 30, VIII da CF/88. Solicitada a manifestação da Procuradoria Geral do Estado, assim se manifestou aquele órgão jurídico, cujo parecer aprovo e adoto: Da competência reservada ou remanescente do Estado para a matéria do Autógrafo de Lei n.º 50/ do art. 25 da CF. Embora inicialmente possa parecer que haja uma interferência nas atribuições dos órgãos públicos estaduais da área da saúde (que é matéria tipicamente relacionada à gestão do Estado), o comando trazido no caput do artigo 1 do Autógrafo n 50/2010 não interfere na organização administrativa do Estado, não estabelece a adoção de procedimentos por este, ou seja, não interfere no âmbito de atuação do Estado e seus órgãos, especialmente da Secretaria de Estado da Saúde - SESA. Com efeito, o autógrafo, nos termos da cabeça do artigo 1, tem por objetivo proibir o agenciamento e os plantões de serviços funerários em estabelecimentos públicos de saúde e nas unidades médico-legais do Estado, norma direcionada
21 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo exclusivamente ao particular que se insere dentro de unidades de atendimento públicos para vender seus produtos e serviços. O objetivo maior deste dispositivo é dar concretude ao princípio constitucional da moralidade (art. 37, caput da CF) na prestação do serviço público de saúde ao coibir agenciamentos de serviços funerários no âmbito das instalações de saúde estaduais. A moralidade administrativa é de observância obrigatória por toda a Administração pública em todas as esferas de poder e conduta contrária a esta caracteriza improbidade. Nas palavras de Celso Antônio Bandeira de Mello: A Administração e seus agentes tem de atuar na conformidade de princípios éticos. Violá-los implicará violação ao próprio Direito, configurando ilicitude que assujeita a conduta viciada a invalidação, porquanto tal princípio assumiu foros de pauta jurídica, na conformidade do art. 37 da Constituição. Nossa Corte Maior entende também por ser inafastável a observância da moralidade na condução da administração do Estado como condição de validade dos atos administrativos, como destacado em trecho do voto do Ex. mo Ministro relator Celso de Mello na ADI-MC 2.661: O princípio da moralidade administrativa enquanto valor constitucional revestido de caráter ético-jurídico condiciona a legitimidade e a validade dos atos estatais. A atividade estatal, qualquer que seja o domínio institucional de sua incidência, está necessariamente subordinada à observância de parâmetros ético-jurídicos que se refletem na consagração constitucional do princípio da moralidade administrativa. Esse postulado fundamental, que rege a atuação do Poder Público, confere substância e dá expressão a uma pauta de valores éticos sobre os quais se funda a ordem positiva do Estado." (ADI MC, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em , Plenário, DJ de ) Visando o atendimento a preceito constitucional (moralidade administrativa) e não havendo imposição do Poder legislativo ao Poder Executivo para que atue de uma determinada forma, está, portanto, também respeitado o princípio da separação dos poderes, cláusula pétrea do sistema constitucional brasileiro (art. 2º da CF). Assim, a imposição de que cuida o caput do autógrafo, não encontrando óbice constitucional ou legal, está no âmbito de discricionariedade do Poder Legislativo, haja vista ser deste a função legiferante à qual não cabe interferência quando realizada dentro de sua competência constitucional. E, não havendo este óbice, entendemos que a proposição apresentada na forma do Autógrafo de Lei n 50/2010 é constitucional, já que também respeita o postulado constitucional da reserva de administração. Ainda, destacamos que a competência constitucional para esta atuação legislativa tem seu fundamento no 1 do art. 25 da CF, ou seja, é uma competência não vedada pela Constituição, caracterizando a competência legislativa reservada (ou remanescente) do Estado. Neste sentido, destacamos a lição do Ministro e constitucionalista Gilmar Mendes: Atribuiu-se aos Estados o poder de auto-organização e os poderes reservados e não vedados pela Constituição Federal (art. 25). Além desses poderes, ditos remanescentes ou residuais, algumas competências foram expressamente discriminadas pela CF, como se vê dos 2 e 3 do art. 25, (...) A maior parte da competência legislativa privativa dos Estadosmembros, entretanto, não é explicitamente enunciada na Carta. A competência residual do Estado abrange matérias orçamentárias, criação, extinção e fixação de cargos públicos Estaduais, organizações para alienação de imóveis, criação de secretarias de Estado, organização administrativa, judiciária e do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Procuradoria-Geral do Estado. E também de Alexandre de Moraes: Aos Estados-membros são reservadas as competências administrativas que não lhes sejam vedadas pela Constituição, ou seja, cabe na área administrativa privativamente ao Estado todas as competências que não forem da União (CF, art. 21), dos Municípios (CF, art. 30) e comuns (CF, art. 23).
22 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 É a chamada competência remanescente dos Estadosmembros, técnica clássica adotada originalmente pela Constituição norte-americana e por todas as Constituições brasileiras, desde a República, e que presumia o benefício e a preservação de autonomia desses em relação à União(...). A regra prevista em relação à competência administrativa dos Estados-membros tem plena aplicabilidade, uma vez que são reservadas aos Estados as competências legislativas que não lhes sejam vedadas pela Constituição. Assim, os Estados-membros poderão legislar sobre todas as matérias que não lhes estiverem vedadas implícita ou explicitamente. Da violação ao princípio do Pacto Federativo e da competência legislativa municipal para ordenação do solo urbano arts. 30, VIII e 182 da CF. O constituinte de 1988 acolheu o princípio da predominância do interesse, cabendo à União as matérias em que predomina o interesse geral, aos Estados as de predominante interesse regional e aos municípios os assuntos de interesse local. Assim, no que tange à competência normativa, as matérias que só podem ser reguladas pelo Município estão prevista no art. 30, que, dentre outros, não só lhe assegura a prerrogativa de editar normas sobre assuntos de interesse local (inciso I), como também ordenar a ocupação do solo urbano (inciso VIII): Art. 30. Compete aos Municípios: I - legislar sobre assuntos de interesse local; (...) VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano; (...) A competência legislativa Municipal para cuidar do zoneamento urbano em seu território é também explícita no artigo 182 da CF: Art A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes. O Ex. mo Ministro Gilmar Ferreira Mendes, no seu livro Curso de Direito Constitucional, ensina sobre a competência legislativa municipal: Uma parte das competências reservadas dos Municípios foi explicitamente enumerada pela CF, por exemplo, a de criar distritos (art. 29, IV) e a de instituir guardas municipais para a proteção de seus bens, serviços e instalações (art. 144, 8 ). Outra parcela destas competências é implícita. As competências implícitas decorrem da cláusula do art. 31, I, da CF, que atribui aos Municípios legislar sobre assuntos de interesse local, significando interesse predominantemente municipal, já que não há fato local que não repercuta, de alguma forma, igualmente, sobre as demais esferas da federação. Consideram-se de interesse local as atividades, e a respectiva regulação legislativa, pertinentes a transportes coletivos municipais, coleta de lixo, ordenação do solo urbano, fiscalização das condições de higiene de bares e restaurantes, entre outras. O horário de funcionamento das farmácias, como o do comércio em geral, é matéria que o STF já decidiu que a competência para estabelecer o zoneamento da cidade não pode ser desempenhada de modo a afetar princípios da livre concorrência. O tema é objeto da Súmula 646. (...) Sobre os temas de interesse local, os Municípios dispõem de competência privativa. Assim, é hostil à Constituição, por invadir competência municipal, a lei do Estado que venha a dispor sobre distância entre farmácias em cada cidade.
23 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo Assim, compete privativamente ao Município a ordenação da ocupação do solo urbano (art. 30, VIII da CF), incorrendo, portanto, o Estado em inconstitucionalidade formal ao estabelecer no 2º do artigo 1º do autógrafo limite no perímetro urbano dentro do qual é vedado o exercício de certa atividade privada, no caso, a funerária. Esclarecedor é o trecho abaixo do acórdão no RE de relatoria do Ex. mo Ministro Ilmar Galvão: Município de Belo Horizonte. Pedido de licença de instalação de posto de revenda de combustíveis. Superveniência de lei (Lei n /95, art. 4º, 1º) exigindo distância mínima de duzentos metros de estabelecimentos como escolas, igrejas e supermercados (...). Requerimento de licença que gerou mera expectativa de direito, insuscetível segundo a orientação assentada na jurisprudência do STF, de impedir a incidência das novas exigências instituídas por lei superveniente, inspiradas não no propósito de estabelecer reserva de mercado, como sustentado, mas na necessidade de ordenação física e social da ocupação do solo no perímetro urbano e de controle de seu uso em atividade geradora de risco, atribuição que se insere na legítima competência constitucional da municipalidade. (RE , Rel. Min. Ilmar Galvão, julgamento em , DJ de ) Por oportuno, destacamos que não há vício de inconstitucionalidade material no 2 do artigo 1 do autógrafo em comento, haja vista que não houve afronta à livre concorrência um dos fundamentos constitucionais da ordem econômica (art. 170, IV da CF) porque a determinação teria caráter geral, sem reserva de mercado a alguns empresários (como ocorre na vedação de instalação de estabelecimento comercial do mesmo ramo em determinada área). No caso, a vedação teria caráter geral, e ocorreria em razão de interesse público. Atenciosamente, PAULO CESAR HARTUNG GOMES Governador do Estado CHAMOUN) Ciente. Publique-se. À Comissão de Justiça. GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR MENSAGEM N.º 81/2010 Vitória, 12 de maio de Senhor Presidente: Em cumprimento ao disposto no artigo 66 da Constituição Estadual e tendo em vista o teor do Projeto de Lei n.º 409/2009, de autoria do Deputado Reginaldo Almeida, que Inclui a Festa do Chocolate no Calendário Oficial de Eventos do Estado, decidi vetá-lo parcialmente, fazendo incidir o veto ao parágrafo único do artigo 1º, por considerá-lo inconstitucional, posto que a incumbência ali deferida interfere na autonomia municipal, violando o Pacto Federativo (princípio constitucional insculpido no artigo 18 da CF/88), tornando-o materialmente inconstitucional. Com a audiência da Procuradoria Geral do Estado obteve-se o seguinte parecer que aprovo: Da competência reservada ou remanescente do Estado para a matéria do Autógrafo de Lei nº 215/ do art. 25 da CF. O caput do autógrafo de lei sob análise, ao incluir a Festa do Chocolate no calendário de eventos oficial do Estado não cria feriado o que seria vedado pela Lei Nacional nº 9.093/95 (norma editada pela União dentro de sua competência legislativa privativa para a matéria de Direito do Trabalho) mas tão somente oficializa a data comemorativa, caracterizando a legalidade e constitucionalidade da atuação da Assembléia Legislativa capixaba que tem seu fundamento no 1º do art. 25 da CF, ou seja, é uma competência não vedada pela Constituição: competência legislativa reservada (ou remanescente) do Estado. Neste sentido, destacamos a lição do Ministro e constitucionalista Gilmar Mendes: Atribuiu-se aos Estados o poder de auto-organização e os poderes reservados e não vedados pela Constituição Federal (art. 25). Além desses poderes, ditos remanescentes ou residuais, algumas
24 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 competências foram expressamente discriminadas pela CF, como se vê dos 2 e 3 do art. 25, (...) A maior parte da competência legislativa privativa dos Estadosmembros, entretanto, não é explicitamente enunciada na Carta. A competência residual do Estado abrange matérias orçamentárias, criação, extinção e fixação de cargos públicos Estaduais, organizações para alienação de imóveis, criação de secretarias de Estado, organização administrativa, judiciária e do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Procuradoria-Geral do Estado. E também de Alexandre de Moraes: Aos Estados-membros são reservadas as competências administrativas que não lhes sejam vedadas pela Constituição, ou seja, cabe na área administrativa privativamente ao Estado todas as competências que não forem da União (CF, art. 21), dos Municípios (CF, art. 30) e comuns (CF, art. 23). É a chamada competência remanescente dos Estadosmembros, técnica clássica adotada originalmente pela Constituição norte-americana e por todas as Constituições brasileiras, desde a República, e que presumia o benefício e a preservação de autonomia desses em relação à União(...). A regra prevista em relação à competência administrativa dos Estados-membros tem plena aplicabilidade, uma vez que são reservadas aos Estados as competências legislativas que não lhes sejam vedadas pela Constituição. Assim, os Estados-membros poderão legislar sobre todas as matérias que não lhes estiverem vedadas implícita ou explicitamente. Assim, a imposição de que cuida o caput do artigo 1 do autógrafo, não encontrando óbice constitucional ou legal, está no âmbito de discricionariedade do Poder Legislativo, haja vista ser deste a função legiferante à qual não cabe interferência quando realizada dentro de sua competência constitucional. E, não havendo este óbice, entendemos que a proposição apresentada na forma do caput do artigo 1 do Autógrafo de Lei nº 56/2010 é constitucional. Da Autonomia Municipal princípio do Pacto Federativo art. 18 da CF. Embora a disposição o caput do artigo 1 seja constitucional, mesma sorte não ocorre com seu parágrafo único. Com efeito, ao determinar ser responsabilidade do Município de Vila Velha a organização da Festa do Chocolate, a Casa de Leis capixaba impõe ao Município a adoção de procedimentos, ferindo o Pacto Federativo, cláusula pétrea da ordem constitucional vigente, esculpida no art. 18 de nossa Carta Magna. Na lição do professor Alexandre de Moraes: A adoção da espécie federal de Estado gravita em torno do princípio da autonomia e da participação política e pressupõe a consagração de certas regras constitucionais, tendentes não somente à sua configuração, mas também à sua manutenção e insolubilidade. O mínimo para a caracterização da organização constitucional federalista exige, inicialmente, a decisão do legislador constituinte, por meio da edição de uma constituição, em criar o Estado Federal e suas partes indissociáveis, a Federação ou União, e os Estados-membros, pois a criação de um governo geral supõe a renúncia e o abandono de certas porções de competências administrativas, legislativas e tributárias por parte dos governos locais. Além disso, a Constituição deve estabelecer os seguintes princípios: (...) - repartição constitucional de competências entre a União, Estadosmembros, Distrito Federal e Municípios; (...) poder de auto-organização dos Estados-membros, Distrito Federal e Municípios, atribuindo-lhes autonomia constitucional;
25 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo Note-se que sequer emenda constitucional pode alterar a autonomia entre as esferas federativa (art. 60, 4º, I da CF), muito menos se admite que uma lei estadual venha interferir em outro ente federado, como o Município. Destacamos também a doutrina de FERNANDA DIAS MENEZES DE ALMEIDA que, ao abordar o tema relativo à repartição de competências na Constituição Federal, esclarece: O problema nuclear da repartição de competências na Federação reside na partilha da competência legislativa, pois é através dela que se expressa o poder político, cerne da autonomia das unidades federadas. É na capacidade de estabelecer as leis que vão reger as suas próprias atividades, sem subordinação hierárquica e sem a intromissão das demais esferas de poder, que se traduz fundamentalmente a autonomia de cada uma dessas esferas. [...] Assim, guardada a subordinação apenas ao poder soberano no caso o poder constituinte, manifestado através de sua obra, a Constituição, cada centro de poder autônomo na Federação deverá necessariamente ser dotado da competência de criar o direito aplicável à respectiva órbita. E porque é a Constituição que faz a partilha, tem-se como conseqüência lógica que a invasão, não importa por qual das entidades federadas, do campo da competência legislativa de outra resultará sempre na inconstitucionalidade da lei editada pela autoridade incompetente. Isso tanto no caso de usurpação de competência legislativa privativa, como no caso de inobservância dos limites constitucionais postos à atuação de cada entidade no campo da competência legislativa concorrente. Assim, em respeito à autonomia entre os entes federados constitucionalmente assegurada, o Estado-membro não pode impor ao Município a adoção de certas condutas ou a responsabilidade pelo atendimento de planos ou objetivos daquele. Se houver organização da Festa do Chocolate pelo Município de Vila Velha será por discricionariedade da administração deste, nunca por imposição estadual. Ante o exposto o veto parcial se impõe ao PL nº 409/2009, transformado no Autógrafo de Lei n.º 56/2010. Atenciosamente, PAULO CESAR HARTUNG GOMES Governador do Estado CHAMOUN) Ciente. Publique-se. À Comissão de Justiça. GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR MENSAGEM N.º 82/2010 Vitória, 12 de maio de Senhor Presidente, Com base nos artigos 66 2º e 91 IV, da Constituição Estadual, comunico a V. Ex.ª que decidi vetar integralmente, por apresentar vícios de inconstitucionalidade material e formal, o Projeto de Lei nº 05/2009, de autoria do Deputado Rodrigo Chamoun que Institui a Política Estadual de Prevenção e Combate a Desastres Naturais Intensos e dá outras providências. O projeto de lei em exame, depois de aprovado nessa casa de Leis e transformado no Autógrafo de Lei nº 48/2010, foi encaminhado a este Poder para a manifestação quanto à sanção ou veto. Ouvida a Procuradoria Geral do Estado, aquele Órgão Jurídico emitiu o seguinte parecer, que aprovo e transcrevo: O autógrafo de lei em análise, ao impor ao Poder Executivo a adoção de determinado programa de ação administrativa, nele disciplinado, invade campo de competência privativa do Chefe do Poder Executivo para legislar sobre o funcionamento da Administração pública, representando, por conseguinte, violação ao princípio constitucional da separação dos poderes. Inconstitucionalidade formal. Invasão da competência privativa do Chefe do Poder executivo para
26 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 legislar sobre matéria administrativa. Violação do artigo 61, 1º, II, e, da Constituição Federal. De acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, compete privativamente ao Chefe do Poder Executivo a iniciativa de leis que disponham sobre matéria tipicamente administrativa, isto é, de funcionamento e organização da Administração pública (CF, art. 61, 1º, II, e ). Assim, a iniciativa parlamentar nesse campo constitui ato de transgressão constitucional e denota a inconstitucionalidade formal das normas assim editadas, conforme atesta o seguinte julgado: A disciplina normativa pertinente ao processo de criação, estruturação e definição das atribuições dos órgãos e entidades integrantes da Administração Pública estadual traduz matéria que se insere, por efeito de sua natureza mesma, na esfera de exclusiva iniciativa do Chefe do Poder Executivo local, em face da cláusula de reserva inscrita no art. 61, 1º, II, e, da Constituição da República, que consagra princípio fundamental inteiramente aplicável aos Estados-membros em tema de processo legislativo. Precedentes do STF. - O desrespeito à prerrogativa de iniciar o processo de positivação do Direito, gerado pela usurpação do poder sujeito à cláusula de reserva, traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência reflete típica hipótese de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do ato legislativo eventualmente editado. Precedentes do STF. (ADI 1391 MC/SP Rel. Min. Celso de Mello DJ: 28/11/1997) Tal se deve porque a Constituição Federal de 1988 conferiu ao Chefe do Poder Executivo a prerrogativa exclusiva para disciplinar os temas diretamente afetos à Administração Pública, consoante dispõem os artigos 61 e 84 da Carta. Numa análise conjunta dos indigitados artigos da Constituição, exsurge que, dentre outras, é competência exclusiva do Chefe do Poder Executivo dispor sobre a criação, extinção, estruturação, organização, funcionamento e atribuições dos órgãos e pessoas componentes da Administração Pública; in verbis: CF/88 Art A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador- Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: [...] II - disponham sobre: [...] e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o disposto no art. 84, VI. Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: [...] VI dispor mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; [...] Note-se, a propósito, que a Emenda Constitucional n.º 32/01 promoveu alteração na redação do art. 61, 1º, e, da CF/88, retirando a palavra atribuições dantes contida nesse preceito, substituindo-a pela remissão expressa ao art. 84, VI, da Carta Política. Nesses termos era anteriormente redigido o citado artigo: CF/88 Art. 61 (Antes da EC n. 32/01). A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos
27 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: [...] II - disponham sobre: [...] e) criação, estruturação e atribuições dos Ministérios e órgãos da administração pública. Essa mudança acaba por reforçar o caráter privativo da competência destinada ao Chefe do Poder Executivo para dispor sobre as atribuições (direitos, deveres, competências) dos entes componentes da Administração. Decerto, se antes a competência do Chefe do Executivo sobre esse tema limitava-se à iniciativa privativa do procedimento constitucional para a feitura de lei, agora, com o advento da EC n.º 32/01, e sua expressa remissão ao art. 84, VI, ela se amplia em prol de possibilitar a regulação privativa integral da matéria, por meio de Decreto, sem a intromissão do Poder Legislativo no processo, consoante dispõe o já transcrito art. 84, VI, a, da CF/88. Na verdade, o novel desenho constitucional dessa questão revela que a criação e a extinção de órgãos, bem como a especificação de atribuições, direitos e deveres da Administração Pública, que acarretem aumento de despesas, só podem ser disciplinadas por lei de iniciativa do Chefe do Poder Executivo. Por outro lado, a extinção de cargos vagos e a determinação da estrutura, do funcionamento e das atribuições da Administração Pública, que não implique aumento de gastos, são temas que podem ser tratados por Decreto dimanado pelo Chefe do Executivo. Fica claro, destarte, que somente ao Chefe do Poder Executivo, seja por intermédio de elaboração de projeto de lei (iniciativa), seja por intermédio de edição de Decreto, é permitido lançar disposições normativas regedoras da Administração Pública. Em súmula: a competência veiculada pelas transcritas normas constitucionais, que abarca o poder de comandar a criação, a extinção, a composição, as atribuições e o funcionamento dos órgãos e das pessoas administrativas vinculadas ao Poder Público, pertence apenas ao Chefe da Administração Pública. Importante frisar que, sobre ser plenamente aplicável a força vinculante dos aludidos preceitos (art. 61, 1, e art. 84, inc. VI, a, ambos da CF/88) na esfera estadual, tese assente na doutrina e na jurisprudência pátrias, há também na Constituição do Estado do Espírito Santo bem-lançado dispositivo que corrobora a afirmação nesta sede pugnada: Constituição Estadual Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único são de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: [...] III organização administrativa e pessoal da administração; Posto isso, conclui-se, necessariamente, que o autógrafo em testilha encontra-se eivado de inconstitucionalidade formal. Isso porque a Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo iniciou o processo legislativo do ato normativo em tela, malferindo a competência privativa do Governador do Estado de regrar a Administração Pública, conforme descrito acima. Com efeito, a análise cuidadosa do presente Autógrafo de Lei revela que ele tratou de matéria tipicamente administrativa. Esse texto, por meio de seus artigos 4º, 5º, 6º e 7º, impõe ações de caráter administrativo, espraiando, com isso, eficácia que afeta a independência dos Poderes do Estado. Isto é, esse ato normativo, de iniciativa parlamentar, dispõe sobre o funcionamento da Administração Pública, constituindo, assim, interferência ilegítima do Poder Legislativo no Poder Executivo. Sobre-resta advertir, em arremate, que não torna o vício acima descrito menos grave a circunstância de que as medidas administrativas previstas no autógrafo sob exame dependem, para sua eficácia, de ulterior regulamento a ser editado pelo Executivo, donde se extrairia a possibilidade de o Governador do Estado deixar de aplicar, simplesmente, esse texto normativo. Quanto a isso, vale a lição proferida pelo ex- Ministro NÉRI DA SILVEIRA, lançada no bojo da ADI MC n.º 1.144, no sentido de [...] o princípio é que a lei se presume constitucional; o princípio é que a administração, em face de uma lei, tem de agir a fim de cumpri-la, de modo que a eventual dependência de ulterior expedição de regulamento não torna o ato em disquisição menos inconstitucional. Malfere, pois, o Autografo de Lei n.º 48/2010 o processo legislativo engendrado pelo Constituinte. Inconstitucionalidade material. Violação do princípio da separação dos poderes. (CF/88, artigos 2º e 84, II e VI, a ). Quando a Constituição Federal outorga a determinado ente iniciativa legislativa privativa não o
28 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 faz por mero capricho ou por simples formalismo, no mais das vezes, assim age para prestigiar determinado princípio. É o que acontece no vertente caso. Como conseqüência do vício formal denunciado no tópico anterior, há que se reconhecer que as normas contidas no Autógrafo de Lei n.º 48/2010 padecem, também, de vício de inconstitucionalidade material. A Carta Maior, ao atribuir ao Chefe do Poder Executivo a iniciativa privativa de lei para dispor sobre a organização e funcionamento da Administração Pública, criou verdadeiro Princípio da Reserva de Administração, que é corolário específico do Princípio da Separação dos Poderes (Art. 2º da CF/88: São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário ). O contorno jurídico de tal reserva de competência é extraído dos preceitos constitucionais que cuidam da competência normativa privativa do Presidente da República, quais sejam, o art. 61 e o art. 84 da Carta. Com base nessas normas constitucionais e no postulado da reserva de administração, a intromissão do Poder Legislativo na organização do Poder Executivo, estatuindo deveres e atribuições à Administração Pública Direta ou Indireta, ou regrando sua forma de funcionamento, fere de morte o princípio da separação dos poderes, por menoscabar a autonomia necessária desse último Poder, especialmente no que toca a sua função típica: administrar. O entendimento esposado pelo Excelso Pretório vai ao encontro dessa afirmação, como se nota dos seguintes julgados: Ementa AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI COMPLEMENTAR N. 239/02 DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. DISPOSIÇÕES CONCERNENTES A ÓRGÃOS PÚBLICOS E A ABERTURA DE CRÉDITO SUPLEMENTAR. INICIATIVA PARLAMENTAR. VÍCIO FORMAL. 1. A Constituição do Brasil, ao conferir aos Estados-membros a capacidade de auto-organização e de autogoverno (artigo 25, caput), impõe a observância compulsória de vários princípios, entre os quais o pertinente ao processo legislativo, de modo que o legislador estadual não pode validamente dispor sobre matérias reservadas à iniciativa privativa do Chefe do Executivo. 2. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente. (ADI 2750/ES, Relator(a): Min. EROS GRAU, Julgamento: 06/04/2005, Órgão Julgador: Tribunal Pleno) Ementa CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. LEI QUE ATRIBUI TAREFAS AO DETRAN/ES, DE INICIATIVA PARLAMENTAR: INCONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO. C.F., art. 61, 1º, II, e, art. 84, II e VI. Lei 7.157, de 2002, do Espírito Santo. I - É de iniciativa do Chefe do Poder Executivo a proposta de lei que vise a criação, estruturação e atribuição de órgãos da administração pública: C.F., art. 61, 1º, II, e, art. 84, II e VI. II - As regras do processo legislativo federal, especialmente as que dizem respeito à iniciativa reservada, são normas de observância obrigatória pelos Estados-membros. III. - Precedentes do STF. IV. - Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente. (ADI 2719/ ES - Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO Julgamento: 20/03/2003 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Publicação: DJ DATA ) Ementa AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - LEI ESTADUAL, DE INICIATIVA PARLAMENTAR, QUE INTERVÉM NO REGIME JURÍDICO DE SERVIDORES PÚBLICOS VINCULADOS AO PODER EXECUTIVO - USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA RESERVADO AO GOVERNADOR DO ESTADO - INCONSTITUCIONALIDADE - CONTEÚDO MATERIAL DO DIPLOMA LEGISLATIVO IMPUGNADO (LEI Nº 6.161/2000, ART. 70) QUE TORNA SEM EFEITO ATOS ADMINISTRATIVOS EDITADOS PELO GOVERNADOR DO ESTADO - IMPOSSIBILIDADE -
29 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA, COM EFICÁCIA EX TUNC. PROCESSO LEGISLATIVO E INICIATIVA RESERVADA DAS LEIS. [...] RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO E SEPARAÇÃO DE PODERES. - O princípio constitucional da reserva de administração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo. É que, em tais matérias, o Legislativo não se qualifica como instância de revisão dos atos administrativos emanados do Poder Executivo. Precedentes. Não cabe, desse modo, ao Poder Legislativo, sob pena de grave desrespeito ao postulado da separação de poderes, desconstituir, por lei, atos de caráter administrativo que tenham sido editados pelo Poder Executivo, no estrito desempenho de suas privativas atribuições institucionais. Essa prática legislativa, quando efetivada, subverte a função primária da lei, transgride o princípio da divisão funcional do poder, representa comportamento heterodoxo da instituição parlamentar e importa em atuação ultra vires do Poder Legislativo, que não pode, em sua atuação político-jurídica, exorbitar dos limites que definem o exercício de suas prerrogativas institucionais. (ADI-MC 2364/AL, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Julgamento: 01/08/2001, Órgão Julgador: Tribunal Pleno) O Autógrafo de Lei em estudo, de iniciativa parlamentar, impõe ao Poder Executivo que promova determinadas ações administrativas a fim de fazer frente as conseqüências advindas de desastres naturais havidos no Estado. É fácil perceber que esse dispositivo institui regras de condutas que afetam diretamente o funcionamento da Administração, pois fixa atribuições ao Poder Executivo e aos seus órgãos, impondo obrigações de cunho gerencial e administrativo, delimitando como e quando serão levadas a efeito políticas públicas. Exatamente por isso, invade o campo reservado à atuação do Chefe do Poder Executivo, a quem cabe a direção superior da Administração. Por conta disso é que esse texto normativo faz com que o Poder Legislativo substitua o Executivo no exame da conveniência e oportunidade acerca do meio, da forma e do tempo mais adequados para a materialização de seus atos, em flagrante menoscabo ao plexo normativo que disciplina a competência legislativa garantidora do Princípio da Separação dos Poderes e do Princípio da Reserva da Administração. Enfim, o autógrafo sub examine, ao determinar o modo como deve ser materializada determinada ação do Poder Executivo, acaba por dispor sobre o funcionamento da administração, o que denota a patente intromissão do Legislativo em assuntos intestinais do Executivo. Pelo quanto foi dito, tem-se que o Autógrafo de Lei n.º 48/2010 também padece de vício de inconstitucionalidade material, por malferir o princípio da reserva de administração e, conseqüentemente, da separação dos poderes. Pelas razões expostas, conclui-se pela aposição do veto integral. Atenciosamente. PAULO CESAR HARTUNG GOMES Governador do Estado CHAMOUN) Ciente. Publique-se. À Comissão de Justiça. GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR MENSAGEM N.º 83/2010 Vitória, 12 de maio de Senhor Presidente, Levo ao conhecimento da Mesa Diretora dessa Casa de Leis que, no uso da competência constitucional deferida pela Constituição Estadual em seus artigos 66, 2º e 91, IV, decidi vetar totalmente o Projeto de Lei n.º 472/2009, de autoria do Deputado Luciano Pereira, que Introduz alterações na Lei 6999, de , que Dispõe sobre o Imposto sobre a propriedade de veículos Automotores IPVA, por considerá-lo contrário ao interesse público, posto que tal proposição vai de encontro ao artigo 14 da Lei Complementar Federal n.º 101/2000, preceito que possui a seguinte legenda: Art. 14. A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de
30 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentáriofinanceiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das seguintes condições: I - demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária, na forma do art. 12, e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias; II - estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado no caput, por meio do aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. 1º A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado. 2º Se o ato de concessão ou ampliação do incentivo ou benefício de que trata o caput deste artigo decorrer da condição contida no inciso II, o benefício só entrará em vigor quando implementadas as medidas referidas no mencionado inciso. Vez que o projeto de lei em exame não atende ao disposto no artigo 14 da Lei Federal pré-falada, o veto total se impõe. Atenciosamente, PAULO CESAR HARTUNG GOMES Governador do Estado CHAMOUN) Ciente. Publique-se. À Comissão de Justiça. GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR MENSAGEM N.º 84/2010 Vitória, 12 de maio de Senhor Presidente, Em atenção ao disposto nos artigos 5º da Lei n.º 7457/2003 e 56, XIII da CE/89, encaminho a essa Assembléia Legislativa os Extratos dos Termos de Acordo INVEST-ES n. os 004/2010, 005/2010 e 006/2010, pactuados pela Secretaria de Estado da Fazenda - SEFAZ, devidamente acompanhados das respectivas justificativas. Também, em anexo, seguem os extratos dos Termos Aditivos ao Acordo INVEST-ES de n. os 029/2004 e 167/2009 e Termo de Acordo INVEST- ES 176/2010, todos com as respectivas publicações no Diário Oficial do Estado. Atenciosamente, PAULO CESAR HARTUNG GOMES Governador do Estado CHAMOUN) Ciente. À Comissão de Finanças. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE LEI N.º 144/2010 Denomina Rodovia Romildo Carletto o trecho da Rodovia ES- 209 compreendido entre o município de Montanha (entroncamento com ES-130) e o Distrito Cristal do Norte, município de Pedro Canário. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica denominado Rodovia Romildo Carletto o trecho da Rodovia ES-209 compreendido entre o município de Montanha (entroncamento com a ES-130) e o Distrito de Cristal do Norte, município de Pedro Canário. Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação Palácio Domingos Martins, 22 de abril de PAULO ROBERTO Deputado Estadual PMN Líder do Governo
31 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo JUSTIFICATIVA Senhor Presidente, Nobres Pares, A presente propositura tem como objetivo prestar homenagem póstuma ao senhor Romildo Carletto em reconhecimento a sua importante colaboração para a Região Extremo Norte do Estado, especialmente para o município de Montanha. Era empresário, casado, filho do senhor Tiburcio Ricardo e da senhora Julia Carreiro Ferreira, nasceu em Conduru, município de Cachoeiro de Itapemirim-ES, mas residia no município de Montanha. Vítima de um acidente de trânsito veio a falecer no dia 05 de maio do ano de dois mil e seis. Romildo Carletto representava muito para Montanha. Além de sua grande participação na economia do município com o cultivo de mamão, café, e abóbora e a pecuária, seus negócios geravam cerca de 350 (trezentos e cinquenta) empregos anuais. Ele tem em sua história ações que modificaram para melhor os rumos da região. No âmbito político, foi vice-prefeito na 5ª (quinta) Legislatura do município, datada de 1983 a 1987, com o então prefeito, senhor Aristides Depollo. Foi também um dos responsáveis pela anexação de Vinhático, São Sebastião e Limoeiro a Montanha, locais estes então pertencentes à Conceição da Barra. A conquista desses espaços enriqueceu em muito as divisas do município. Ele era apaixonado por política, participante ativo nas discussões de grande importância para o município, Romildo queria apenas ajudar as pessoas. Passado o mandato, dedicou seu tempo livre às causas sociais. À época do óbito, estava presidente do hospital de Vinhático, e como tal, deu um choque de gestão. O hospital passou a oferecer plantão 24 horas à comunidade. Era também presidente das obras sociais do distrito. Romildo era uma liderança econômica e política, além de muito querido pela comunidade. A todos atendia buscando ser um amigo, um companheiro. Como reconhecimento, recebeu o título de Protetor do Povo de Vinhático. Isto posto, conclamo aos Nobres Pares desta Casa Legislativa à aprovação do presente Projeto de Lei, nos termos ora apresentados. CHAMOUN) Publique-se. À Comissão de Justiça, na forma do art. 276 do Regimento Interno. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE N.º 145/2010 Dispõe sobre o controle da reprodução de cães e gatos e dá outras providências. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Artigo 1º- O Poder Executivo incentivará a viabilização e o desenvolvimento de programa que vise ao controle reprodutivo de cães e de gatos e à promoção de medidas protetivas no Estado, por meio de identificação, de registro, de esterilização cirúrgica e de adoção, além de campanhas educacionais para a conscientização pública da relevância de tais atividades, cujas regras básicas seguem descritas nesta lei. Artigo 2º- Fica vedada a eliminação da vida de cães e de gatos pelos Órgãos de Controle de Zoonoses, canis públicos e estabelecimentos oficiais congêneres, exceção feita à eutanásia, permitida nos casos de males, doenças graves ou enfermidades infecto-contagiosas incuráveis que coloquem em risco a saúde de pessoas ou de outros animais. 1 - A eutanásia será justificada por laudo do responsável técnico pelos órgãos e estabelecimentos referidos no caput deste artigo, precedido quando for o caso de exame laboratorial, facultado o acesso aos documentos por entidades de proteção dos animais. 2 - Ressalvada a hipótese de doença infecto-contagiosa incurável que ofereça risco á saúde pública, o animal que se encontre na situação prevista no caput poderá ser disponibilizado para resgate por entidade de proteção dos animais, mediante assinatura de termo de integral responsabilidade. Artigo 3º- O animal com histórico de mordedura, injustificada e comprovada por laudo médico, será inserido em programa especial de adoção, de critérios diferenciados, prevendo assinatura de termo de compromisso pelo qual o adotante se obrigará a cumprir o estabelecido em legislação específica para cães bravios, a manter o animal em local seguro e em condições favoráveis ao seu processo de ressocialização. Artigo 4º- O recolhimento de animais observará procedimentos protetivos de manejo, de
32 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 transporte e de averiguação da existência de proprietário, de responsável ou de cuidado em sua comunidade. 1º- O animal reconhecido como comunitário será recolhido para fins de esterilização, de registro e de devolução à comunidade de origem, após identificação e assinatura de termo de compromisso de seu cuidador principal. 2º- Para efeitos desta lei considera-se "cão comunitário" aquele que estabelece com a comunidade em que vive laços de dependência e de manutenção, embora não possua responsável, único e definido. Artigo 5º- Não se encontrando nas hipóteses de eutanásia, autorizadas pelo artigo 2º, os animais permanecerão por 72 (setenta e duas) horas à disposição de seus responsáveis, oportunidade em que serão esterilizados. Parágrafo único. Vencido o prazo previsto no caput deste artigo, os animais não resgatados, serão disponibilizados para adoção e registro, após identificação. Artigo 6º- Para efetivação desse programa, o Poder Público poderá viabilizar as seguintes medidas: I - a destinação, por órgão público, de local para a manutenção e exposição dos animais disponibilizados para adoção, que será aberto à visitação pública, onde os animais serão separados conforme critério de compleição física, de idade e de temperamento; II - campanhas que conscientizem o público da necessidade de esterilização, de vacinação periódica e de que o abandono, pelo padecimento infligido ao animal, configura, em tese, prática de crime ambiental; III - orientação técnica aos adotantes e ao público em geral para os princípios da tutela responsável de animais, visando atender às suas necessidades físicas, psicológicas e ambientais. Artigo 7º- Fica o Poder Público Estadual autorizado a celebrar convênio e ou parcerias com municípios, entidades de proteção animal e outras organizações não governamentais, universidades, estabelecimentos veterinários, empresas públicas ou privadas e entidades de classe, para a consecução dos objetivos desta Lei. Artigo 8º- O Poder Executivo regulamentará a presente lei no prazo de 180 (cento e oitenta) dias da data de sua publicação. Artigo 9º- As despesas decorrentes da execução desta lei correrão à conta de dotações orçamentárias próprias. Artigo 10º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 10 de maio de DOUTOR HÉRCULES Deputado Estadual JUSTIFICATIVA O presente Projeto de Lei atende às sugestões propostas por todo o segmento inerente a questão dos animais, bem como aos princípios constitucionais vigentes de proteção animal. Da ultrapassada política de saúde decorre o crescente número de cães e de gatos que pelas ruas vagam, uma vez que muitas Municipalidades ainda pretendem controlar as zoonoses e a população de animais adotando para tal o método da captura seguida da eliminação de animais encontrados nas vias públicas. Era o que recomendava o 6 Informe Técnico da Organização Mundial de Saúde, de 1973, já em desuso na maior parte do mundo, uma vez que a OMS, com fulcro na aplicação desse método em vários países em desenvolvimento, concluiu por sua ineficácia, enunciando que não há prova alguma de que a eliminação de cães tenha gerado um impacto significativo na propagação da raiva ou na densidade das populações caninas, por ser rápida a renovação dessa população, cuja sobrevivência se sobrepõe facilmente à sua eliminação (item 9.4, p. 58, 8 Informe Técnico). Além de ineficaz, o método é dispendioso, segundo expôs a OMS, no capítulo 9.3, p. 57, do referido Informe. Desde a edição de seu 8 Informe Técnico de 1992, a OMS preconiza a educação da comunidade e o controle de natalidade de cães e de gatos, anunciando que todo programa de combate à raiva deve contemplar o controle da população canina, como elemento básico, ao lado da vigilância epidemiológica e da imunização (capítulo 9, p. 55, 8 Informe OMS). Recente publicação da OPAS recomenda o método de esterilização e devolução dos animais à comunidade de origem, declarando que a eliminação de animais não só foi ineficaz para diminuir os casos de raiva, mas aumentou a incidência da doença. Trata-se da obra "Zoonosis y enfermidades transmisibles comunes al hombre y a los animales", de Pedro Acha, (pág. 370, Publicación Científica y Técnica nº 580, ORGANIZÁCION
33 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo PANAMERICANA DE LA SALUD, Oficina Sanitária Panamericana, Oficina Regional de la ORGANIZACIÓN MUNDIAL DE LA SALUD, 3º edição, 2003). Tendo em vista que uma só cadela pode originar, direta ou indiretamente, cães num período de seis anos, e que um cão, antes de ser eliminado, já inseminou várias fêmeas, não é difícil deduzir que matar não soluciona o problema. Muito embora a OMS tenha recomendado urgência às autoridades responsáveis em revisar a política adotada, o Brasil ainda segue o método da captura seguida de morte, a que denomina de "eutanásia". Longe da moral elevada que inspira a eutanásia, pratica-se um autêntico e indigno massacre sistemático de animais, que poderia ser evitado com medidas profiláticas, consistentes em campanhas educativas sobre guarda responsável, implantação de vacinação e de esterilização em massa de animais, ainda que não domiciliados, pois enquanto alguns são apreendidos, muitos permanecem nas ruas, procriando e disseminando doenças (segundo a OMS, a taxa mais elevada de apreensão, no mundo registrada, não ultrapassa os 15%). No que tange ao controle da raiva, a vacinação sistemática de cães nas áreas de risco, o controle populacional, por meio da captura e esterilização, aliados à educação para a guarda responsável de animais são as estratégias aceitas mundialmente, segundo a OPAS. Argumenta-se que os animais não devem permanecer nas ruas, ao que cabe replicar que os animais estão nas ruas e ali permanecerão, enquanto se persistir no equivocado método da captura seguida de morte. Convém lembrar que a proteção aos animais e a salubridade pública, longe de serem valores antagônicos ou inconciliáveis, são interesses que se vinculam e que se voltam a um mesmo fim, já que as medidas que protegem os animais são as mesmas preconizadas pela OMS, por atuarem na defesa da incolumidade pública. Dessa forma, é de natureza pública o interesse em implantar tais procedimentos. Não se desconhece que a legislação vigente pune os atos de abuso e de maus-tratos aos animais, tipificados como crime ambiental pelo artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/98 e que a Constituição da República, em seu art. 225, 1, inc.vii, declara incumbir ao Poder Público vedar as práticas que submetam animais à crueldade. Poucos se dão conta, contudo, de que a eliminação sistemática e injustificada de animais destoa da legislação pátria, uma vez que a tutela jurídica conferida ao animal não se restringe à sua integridade física, mas também, e sobretudo, à vida, por se constituir em pressuposto básico de sua própria existência. E a Constituição da República também tem sido alvejada pela atual política de saúde pública, que viola princípios elencados em seu art. 37, relativos à Administração Pública como o princípio da eficiência, uma vez que a Administração Pública deveria utilizar-se de forma adequada e racional dos meios disponíveis para se obter o melhor resultado possível, o que não ocorre no tocante ao controle das zoonoses e da população animal. Diga-se o mesmo quanto ao princípio da moralidade, uma vez que a política de saúde pública, ao exterminar milhares de animais, revela descaso pela vida, repelindo qualquer obrigação moral diante de seres vivos. Outros princípios, expressos ou implícitos no sistema constitucional, também estão sendo relegados, tais como: - princípio da finalidade: as normas sanitárias têm por finalidade o controle das doenças. Ao insistir na adoção de método tido por ineficaz, e portanto, incapaz de satisfazer o propósito da lei, frustra-se a finalidade postulada pela norma, o que equivale a desatendê-la; - princípio da razoabilidade: impõe limitações à discricionariedade administrativa quanto à escolha dos meios, que deverão ser compatíveis e adequados à consecução da finalidade traçada pela norma. A matança indiscriminada de animais não é um meio justo, legítimo ou adequado para solucionar questões de saúde pública; - princípio da motivação: é dever da Administração justificar seus atos, apontando-lhes as razões de fato e de direito que os autorizam. O extermínio não encontra respaldo técnico, pelo que o ato carece de motivação; - princípio constitucional da educação ambiental: incumbe ao Poder Público promover a conscientização pública para a preservação do meio ambiente, como exige o art. 225, caput e 1, inc. VI da Carta Magna; - princípio da precaução: compete ao Poder Público prevenir condutas lesivas ao meio ambiente. Não há prevenção do dano sem campanhas de vacinação e de esterilização em massa, aliadas à educação da população sobre os princípios da guarda responsável. - princípio da indisponibilidade pela Administração dos interesses
34 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 públicos: a Administração não tem disponibilidade sobre os interesses qualificados como coletivos, incumbindo-lhe apenas curá-los, o que não vem ocorrendo, uma vez que os animais são eliminados como se deles a Administração pudesse dispor ao seu alvedrio. Há que se repensar a postura que se tem diante dessa questão, editando leis inspiradas em padrões morais elevados e conhecimento técnico avançado, como fizeram países como a Itália, França, Espanha, Argentina, Índia, além de muitas localidades da Rússia e dos EUA, como a Califórnia. No Brasil, a esterilização e devolução à comunidade de origem já é recomendada pela Secretaria Estadual de Saúde (Boletim Epidemiológico Paulista, da Secretaria Estadual de Saúde, agosto de 2005, ano 2, nº 20) e pelo Decreto Municipal Carioca nº , de 19 de fevereiro de 2004, que criou o conceito de cão comunitário. As medidas expressas pelos artigos 6 e 7 deste projeto também espelham as recomendações da Secretaria Estadual de Saúde, expressas em BEPAs (Boletim Epidemiológico Paulista). Além das implicações morais e jurídicas já mencionadas, a anuência conferida à atual política de saúde faz com que o Poder Público não se interesse por encontrar soluções eficazes e dignas para a questão, acomodando-se à prática do extermínio sistemático. Nesse sentido, a eliminação de animais se presta a perpetuar uma política de saúde pública tão inclemente, quanto ineficaz. CHAMOUN) Devolva-se ao autor com base no art. 143, inciso VIII, do Regimento Interno, por infringência ao art. 63, parágrafo único, incisos III e VI, da Constituição Estadual. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA DEPUTADA PROJETO DE LEI N.º 146/2010 Institui o "Dia Estadual de Luta pela Educação Inclusiva " no Estado do Espírito Santo. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º - Fica instituído o Dia de Luta pela Educação Inclusiva no Estado do Espírito Santo. Art. 2º - O evento, a ser comemorado anualmente no dia 14 de abril, passa a fazer parte do Calendário Oficial de Eventos. Art. 3º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação Palácio Domingos Martins, 11 de maio de LUZIA TOLEDO Deputada Estadual JUSTIFICATIVA A chamada Educação Inclusiva teve início nos Estados Unidos através da Lei Pública , de 1975 e, atualmente, já se encontra na sua segunda década de implementação. A educação inclusiva é um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade de alunos. É uma abordagem humanística, democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos. A Educação Inclusiva atenta a diversidade inerente à espécie humana, busca perceber e atender as necessidades educativas especiais de todos os sujeitos-alunos, em salas de aulas comuns, em um sistema regular de ensino, de forma a promover a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal de todos. Prática pedagógica coletiva, multifacetada, dinâmica e flexível requer mudanças significativas na estrutura e no funcionamento das escolas, na formação humana dos professores e nas relações família-escola. Com força transformadora, a educação inclusiva aponta para uma sociedade inclusiva. O ensino inclusivo não deve ser confundido com educação especial, a qual se apresenta numa grande variedade de formas incluindo escolas especiais, unidades pequenas e a integração das crianças com apoio especializado. O ensino especial é desde sua origem um sistema separado de educação das crianças com deficiência, fora do ensino regular, baseado na crença de que as necessidades das crianças com deficiência não podem ser supridas nas escolas regulares. Existe ensino especial em todo o mundo seja em escolas de frequência diária, internatos ou pequenas unidades ligadas à escola de ensino regular. A comunidade internacional, sob a liderança das Nações Unidas, reconhece a necessidade de garantias adicionais de acesso para excluídos, e neste sentido declarações intergovernamentais levantam a voz para formar parcerias entre governos, trabalhadores e sociedade civil com o objetivo de desenvolverem políticas e práticas inclusivas. No
35 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo Congresso Internacional "Sociedade Inclusiva" convocado pelo Conselho Canadense de Reabilitação e Trabalho, foi feito um apelo aos governos, empregadores e trabalhadores bem como à sociedade civil para que se comprometessem com o desenvolvimento e a implementação de contextos inclusivos em todos os ambientes, produtos e serviços. (Declaração Internacional de Montreal sobre Inclusão). Ter um dia de luta pela Educação Inclusiva instituído no Calendário Oficial do Estado vai estimular o debate tão necessário sobre o assunto. Comemorar esta data significa incluir o tema na agenda do Estado, garantindo conquistas e maior atenção para o tema, sugerindo ações concretas, visando desenvolver ainda mais a Inclusão da pessoa com deficiência. CHAMOUN) Publique-se. Às Comissões de Justiça e de Educação, na forma do art. 276 do Regimento Interno. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA DEPUTADA PROJETO DE LEI N.º 147/2010 Declara de Utilidade Pública A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica Declarado de Utilidade Pública o IDEAL FUTEBOL CLUBE, organização da Sociedade Civil de Interesse Público-OSCIP, portador do CNPJ / , com endereço a Rua José Matias do Nascimento, nº 18, Bairro Vila Rubim, Vitória-ES. Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação Palácio Domingos Martins, 11 de maio de LUZIA TOLEDO Deputada Estadual JUSTIFICATIVA O Ideal Futebol Clube, foi fundado em 11 de dezembro de 1958, é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público-OSCIP, sem fins lucrativos, portador do CNPJ / , situado à Rua José inscrito no Conselho no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Vitória, sob o n.º 70/2009. Foi criado com a finalidade de desenvolver práticas desportivas formais e informais; promover atividades de caráter desportivo, educativo, social, cultural e cívico, manter o intercâmbio social, cultural e desportivo com clubes congêneres a promoção social e outras. O Ideal Futebol Clube utiliza o esporte com menores para a construção de futuros cidadãos. A Escolinha de Futebol Ideal possui aproximadamente 80 crianças adolescentes da região da Grande Santo Antônio com faixa etária de 7 a 16 anos, que possui extrema dificuldade financeira. Além de treinamento e fundamentos básicos do futebol, a escolinha oferece palestras e vídeos sobre drogas, violência e religião, acompanhamento do rendimento escolar através de convênios com as escolas. O Ideal Futebol Clube tem o objetivo de criar oportunidades de lazer e integração sociocultural de crianças e adolescente, por meio da prática do futebol de campo, visando à diminuição do tempo livre e a permanência nas ruas, através do projeto Apito Geral que está em funcionamento. CHAMOUN) Publique-se. Às Comissões de Justiça e de Assistência Social, na forma do art. 276 do Regimento Interno. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE LEI N.º 148/2010 Institui o Dia do Acupunturista A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art.1º. Fica instituído o Dia do Acupunturista no Estado do Espírito Santo, a ser comemorado, anualmente, no dia 23 de março. Art.2º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação Palácio Domingos Martins, 11 de maio de DOUTOR RAFAEL FAVATTO Deputado Estadual - PR JUSTIFICATIVA A prática da acupuntura teve sua origem no oriente, tendo sido trazida para o Brasil por imigrantes japoneses há 100 anos.
36 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Como técnica, acupuntura vem sendo usada com muito êxito por médicos e terapeutas brasileiros, com o objetivo de prevenir doenças e restabelecer as condições funcionais do organismo humano, sendo certo que sua eficácia é comprovada através de inúmeros trabalhos científicos já publicados. A Organização Mundial de Saúde OMS, consagrou a acupuntura como uma terapia alternativa, de origem popular, economicamente viável, que atende satisfatoriamente a um a grande contingente de pessoas necessitadas de tratamentos, em razão de seu baixo custo. O Brasil é um dos países onde mais se pratica a acupuntura, existindo no País perto de (trinta mil) acupunturista. Daí porque estamos apresentando o presente projeto de lei, como homenagem a essa categoria. Por isso, formulamos esta propositura, para a qual aguardamos o acolhimento desta Casa. CHAMOUN) Publique-se. Às Comissões de Justiça e de Saúde, na forma do art. 276 do Regimento Interno. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE LEI N.º 149/2010 Ementa: Declara de Utilidade Pública a ONG Instituto Geração Centro Cultural e Audiovisual de Estudos, Eventos, Projetos, Informação e Meio Ambiente. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica declarada de Utilidade Pública a ONG Instituto Geração Centro Cultural e Audiovisual de Estudos, Eventos, Projetos, Informação e Meio Ambiente. Art. 2º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 11 de maio de CLAUDIO VEREZA Deputado Estadual PT JUSTIFICATIVA A ONG Instituto Geração Centro Cultural e Audiovisual de Estudos, Eventos, Projetos, Informação e Meio é uma organização não governamental, de cunho cultural, fundada em 07 de novembro de 2004 e localizada no Município de Vitória, neste Estado. Tem como principal objetivo desenvolver atividades de ensino, pesquisa, informação desenvolvimento institucional, científico, tecnológico, cultural e de comunicação, merecendo por isso, o título de Utilidade Pública. Dado todo o exposto, solicitamos o apoio dos ilustres Deputados no sentido de proporcionar rápida aprovação desse nobre Projeto de Lei. CHAMOUN) Publique-se. Às Comissões de Justiça e de Assistência Social, na forma do art. 276 do Regimento Interno. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N.º 17/2010 Dispõe sobre alteração do art.1.º da Lei Complementar n.º 355/2006, que trata do subsídio de membros do Poder Judiciário Estadual. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º O artigo 1º da Lei Complementar nº 355, de 23 de janeiro de 2006, passa a ter a seguinte redação: Art. 1º O subsídio mensal do Desembargador do Tribunal de Justiça será delimitado na forma do inciso XI, do art. 37 da Constituição Federal, observando os valores e datas fixados pela Lei Federal nº /2005, sendo R$ ,75 (Dezenove mil, quatrocentos e três reais e setenta e cinco centavos) a partir de 01/01/2005 e de R$ ,25 (vinte e dois mil, cento e onze reais e vinte e cinco centavos) a partir de 01/01/2006. (...) Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 12 de maio de THEODORICO FERRAÇO Deputado Estadual
37 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo JUSTIFICATIVA A presente propositura tem por objetivo a alteração do artigo 1º da Lei Complementar n.º 355, de 23 de janeiro de 2006, que trata do subsídio de membros do Poder Judiciário estadual. A proposta teve origem em reivindicação da Associação dos Magistrados do Estado do Espírito Santo (anexo) em prol do direito ao recebimento de resíduo vencimental a que fazem jus os magistrados capixabas no período que compreende 1º de janeiro de 2005 à 1º de julho de 2006, devido à inobservância estadual às regras estabelecidas pelo artigo 93, inciso V da Constituição da República e pelo artigo 125 da Lei Complementar Estadual 234/02, quando da fixação, pela Lei Federal n.º /05, dos subsídios de Ministro do STF em R$ ,00, para 1º de janeiro de 2005, e em R$ ,00, a partir de 1º de janeiro de Desta forma criou-se um lapso temporal de 18 meses entre o dia 1º de janeiro de 2005, data em que passou a vigorar o novo subsídio para Ministros do STF, estabelecida pela Lei Federal /05, que dispôs sobre o subsidio de Ministro do Supremo Tribunal Federal, referido no art. 48, inciso XV, da Constituição Federal, e deu nova redação ao caput da art. 2º da Lei n.º 8.350, de 28 de dezembro de 1991, e o dia 1º de julho de 2006 estabelecido a Lei Complementar Estadual n.º 355/06, que dispõe sobre o subsídio de membros do Poder Judiciário Estadual, referidos no artigo 37, incisos X e XI; artigo 93, inciso V e artigo 96, inciso II, alínea b da Constituição Federal; e artigo 108, inciso VI, alínea b da Constituição Estadual; Diante do exposto, visando unicamente atender a justa reivindicação dos magistrados, contamos com a colaboração dos Nobres Pares, para aprovação deste projeto em Lei. CHAMOUN) Devolva-se ao autor com base no art. 143, inciso VIII, do Regimento Interno, por infringência ao art. 108, inciso VI, alínea b, da Constituição Estadual. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 07/2010 Altera a Resolução nº 1506/1988, que criou o Prêmio Orlando Bonfim Junior de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso das atribuições que lhe são, resolve: Art. 1º- O artigo 3º da Resolução 1506/88 de passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 3º - O Prêmio ORLANDO BOMFIM JUNIOR DE DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS consistirá em uma comenda, anualmente concedida pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Parágrafo Único: Será condecorada a pessoa, entidade ou produção de caráter jornalístico, científico ou cultural, escolhida por meio de votação pela Comissão Julgadora. Art. 2º - O artigo 4º da Resolução 1506/88 de passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 4º - A Comissão Julgadora também premiará com uma menção honrosa um dos indicados ao PRÊMIO que considerar merecedor de ser homenageado em virtude da atuação na defesa dos direitos humanos. Art. 3º - Revoga o parágrafo único do art. 6º e dá nova redação ao caput do artigo 6º da Resolução 1506/88 de , que passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 6º - Só poderão concorrer pessoas e entidades que desenvolvam ações e trabalhos em defesa dos direitos da pessoa humana e as produções veiculadas ou editadas no Estado do Espírito Santo, ou no País por autor capixaba ou aqui radicado. Art. 5º- Revoga os incisos III, V, VI e altera a redação do inciso VIII e do 2º, do artigo 7º da Resolução 1506/88 de , que passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 7º - Integram a Comissão Julgadora do Prêmio ORLANDO BOMFIM JUNIOR DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA HUMANA: I O Presidente da Assembleia Legislativa, na qualidade de Presidente da Comissão; II 01 (um) representante de cada uma das bancadas com assento nesta Casa, por elas eleito; III revogado;
38 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 IV 01 (um) representante do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Espírito Santo; V revogado; VI revogado; VII 01 (um) representante da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Espírito Santo; VIII 01 (um) representante da Secretaria Estadual de Direitos Humanos; IX 01 (um) representante da Secretaria de Estado de Justiça do Espírito Santo; X 01 (um) representante do Poder Judiciário do Estado do Espírito Santo; 1º - Fica vedada a participação na Comissão Julgadora de autores de trabalhos concorrentes ao Prêmio; 2º - O Presidente da Assembleia Legislativa, anualmente, até o 10º (décimo) dia útil do mês de junho, convidará as entidades e representantes dos Poderes relacionados neste Artigo para que procedam à indicação de seus membros; 3º - A não indicação de representantes não impedirá o funcionamento da comissão Julgadora; 4º - Indicados os membros, o Presidente da Assembleia Legislativa, através de ato próprio, dará posse aos mesmos; 5º - A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa prestará o apoio administrativo necessário ao desenvolvimento dos trabalhos da comissão Julgadora indicando, inclusive, um assessor Legislativo de Nível Superior, que prestará assessoramento permanente à Comissão. Art. 6º - Altera o art. 9º e 1º e revoga o 2º da Resolução 1506/88 de , que passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 9º - A mesa Diretora da Assembleia Legislativa solicitará à Comissão Julgadora, a indicação daqueles que consideram merecedores do Prêmio. 1º - As indicações dos interessados em concorrer ao prêmio serão abertas, após aprovação do Regimento Interno da comissão Julgadora, no 10º (décimo) dia útil de julho, e encerradas exatos 30 (trinta) dias úteis após; 2º - revogado; 3º - Quando necessário, a Comissão Julgadora solicitará documentos ou declarações que justifiquem a indicação dos candidatos ao Prêmio; 4º - Qualquer entidade ou organização pública ou privada poderá indicar nome de candidato ao prêmio. Neste caso, a entidade ou organização referida também ficará sujeita a apresentar justificativa para a indicação do candidato, caso seja solicitado pela comissão Julgadora. Art. 7º - O artigo 10º da Resolução 1506/88 de passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 10º - O Prêmio ORLANDO BONFIM JUNIOR DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA HUMAN, será entregue ao vencedor em sessão solene da Assembléia Legislativa a ser realizada, anualmente, no segundo semestre de cada ano, em data a ser estabelecida pela Mesa da Assembleia em conjunto com a comissão Julgadora. Art. 11º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação. Vitória, 11 de maio de DOUTOR HÉRCULES Deputado Estadual JUSTIFICATIVA A proposta de alteração da redação da Resolução n.º 1506/88, de autoria do então Deputado Estadual Paulo Hartung, partiu de uma solicitação da Ordem dos Advogados do Brasil OAB/ES, através da Comissão de Direitos Humanos da OAB/ES e visa simplificar o procedimento da escolha do premiado, sem abrir mão de que a escolha do homenageado se de democraticamente.
39 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo Inicialmente, alteramos a previsão contida na atual redação do art. 3º da Resolução n.º 1506/88, que prevê o pagamento em dinheiro para o ganhador do Prêmio Orlando Bonfim Junior de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, para prever que o prêmio, a partir da nova redação proposta, se de através de uma Comenda, facilitando e simplificando a concessão de grandiosa honraria. Nesse contexto, também incluímos a previsão de criação de uma menção honrosa para um dos indicados ao Prêmio, que a Comissão Julgadora considerar merecedor. Dessa forma, solicito o estudo da matéria, bem como sua aprovação, a fim de que o ano de 2010 a Assembleia Legislativa possa, pela primeira vez, homenagear pessoas ou entidades que se destacaram na área da Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, eis que desde a criação da Resolução n.º 1506, no ano de 1988, jamais houve a entrega do Prêmio Orlando Bonfim Junior. (Comparece o Senhor Deputado Reginaldo Almeida) CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Finanças e à Mesa Diretora. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 17/2010 Concede Título de Cidadão Espírito- Santense ao Sr. Idelbrando Silva de Freitas. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Idelbrando Silva de Freitas. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 10 de maio de GIVALDO VIEIRA Deputado Estadual PT JUSTIFICATIVA Natural do município de Itabatan, Bahia, Idelbrando Silva de Freitas, 34 anos, é casado com Natália Rocha de oliveira e pai de Gabriel. Em 1978, mudou-se com sua família para Pedro Canário, onde se tornou agricultor. Em 1996, formou-se no curso de magistério e durante 11 anos atuou como educador na rede estadual. Foi presidente do Conselho das Escolas Estaduais do município durante 8 anos contribuindo para o desenvolvimento educacional, alimentação e manutenção escolar junto com a equipe do conselho. Em 2005, Idelbrando assumiu a presidência da Associação dos Pequenos Agricultores do Assentamento Castro Alves, no qual preside até hoje, e junto com os associados desenvolve e acompanha os programas de aquisições de alimentos, piscicultura e desenvolvimento local. Em 2007, assumiu o cargo de diretor de departamento de agricultura no município de Pedro Canário e entre as ações desenvolvidas no período estão assessoria e coordenação de projetos importantes para o homem do campo, entre eles o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Em 2008, formou-se no Curso Normal Superior pela Universidade do Tocantins. Neste mesmo período, recebeu convite para assumir a pasta da Agricultura e Meio Ambiente de Pedro Canário. Em janeiro de 2009 foi nomeado como secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente e assumindo também a presidência do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) no qual segue- se até hoje. Em contato direto com os agricultores, Idelbrando coordena por meio da secretaria municipal de agricultura ações para que o município tenha acesso aos programas de aquisição de alimentos do governo federal tais como, o Compra Direta de Alimentos (CDA), o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). É pelo acima exposto que o Senhor Idelbrando Silva de Freitas merece desta Casa o nobre Título de Cidadão Espírito-Santense. CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 18/2010 Concede Título de Cidadão Espírito- Santense ao Sr. José Francisco Costa.
40 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. José Francisco Costa. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 10 de maio de GIVALDO VIEIRA Deputado Estadual - PT JUSTIFICATIVA José Francisco Costa, 47 anos, nasceu na cidade de Raul Soares, no estado de Minas Gerais. É casado com Zenilda Vieira Costa e é pai de Arthur e Carolina. Na década de 60 se mudou para o município de Ecoporanga e morou até 1996, no Córrego da Dourada, onde trabalhou como lavrador. Na década de 80 foi membro da Pastoral da Juventude e Pastoral Social. Em 1982, se filiou ao Partido dos Trabalhadores e começou a se envolver com os movimentos sociais. Em 1999 foi eleito conselheiro tutelar e em 2002 foi reeleito. Neste período, José Costa como é conhecido, lutou para que o Estatuto da Criança e do Adolescente fosse cumprido garantindo o direito à educação, segurança, alimentação aos menores de idade. Em 2005, José Costa foi eleito vereador e reeleito em No município de Ecoporanga, o parlamentar trabalha para que os direitos da mulher, idosos, crianças sejam respeitados. A melhoria das condições de vida dos trabalhadores do campo e dos assentados também faz parte da luta do vereador. É pelo acima exposto que o Senhor José Francisco Costa merece desta Casa o nobre Título de Cidadão Espírito-Santense. CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 19/2010 Concede Título de Cidadão Espírito- Santense a Maria Ângela Botelho Galvão. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido a Maria Ângela Botelho Galvão o Título de Cidadão Espírito- Santense. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 12 de maio de SÉRGIO BORGES Deputado Estadual Vice-Líder do Governo Líder do PMDB JUSTIFICATIVA Maria Ângela Botelho Galvão, casada, mãe de um filho e um enteado, nasceu no estado de Pernambuco em vinte e nove de março de Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1981 graduando-se em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC/RJ. Publicitária, tem em seu currículo passagens pela Fundação Roquete Pinto (RJ), no cargo de editora, foi sócia-diretora da Lumen Produções Ltda (RJ) trabalhando principalmente na produção de vídeos institucionais, direção e edição de comerciais e de programas para a TV. Chegou ao Espírito Santo, em 2004 instalando-se em Vitória, para ocupar o cargo de diretora geral da filial da agência Contemporânea Ltda no Espírito Santo onde permaneceu até 2008 quando foi convidada pelo Governador Paulo Hartung para assumir a pasta da Superintendência Estadual de Comunicação, cargo que desempenhou até 2010 com muita competência no planejamento e coordenação da comunicação de todas as secretarias e órgãos do Poder Executivo Estadual, no campo da publicidade e do jornalismo, visando dar conhecimento a população capixaba das ações, projetos e obras do Governo do Estado. Atuou ainda alguns documentários: na direção e montagem de Maguezal documentário veiculado pela extinta TV Manchete; Roteiro, direção e montagem de AIDS O Desafio é Nosso, exibido em congressos multidisciplinares de saúde no Brasil, Espanha, Itália e Estado Unidos e distribuído em unidades de saúde pública de vários Estados do Brasil; como diretora em Vítimas da Poluição documentário sobre as repercussões do derramamento de óleo nas comunidades da Baía de Guanabara. CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento
41 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 20/2010 A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Concede Título de Cidadania Espírito-Santense ao Sr. Paulo Cézar de Freitas Ogawa. Art. 1º Fica concedido o Titulo de Cidadania Espírito-Santense ao Sr. Paulo Cézar de Freitas Ogawa. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação Palácio Domingos Martins, 13 de maio de WANILDO SARNÁGLIA Deputado Estadual Líder do PTdoB JUSTIFICATIVA Na forma do Inciso XXXIX, do Artigo 56 da Constituição Estadual e da Lei N.º de 2004, esta Casa Legislativa concede o Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor PAULO CÉZAR DE FREITAS OGAWA. O Senhor Paulo Cézar de Freitas Ogawa, natural da cidade de Santos, Estado de São Paulo é casado com a Senhora Elizângela Monteverde Ogawa com quem tem uma filha nascida no Espírito Santo, chamada Ana Beatriz, com apenas sete meses. Veio para o Estado do Espírito Santo em 1995, acompanhando a família, pois o pai é engenheiro da CST. Concluiu o ensino médio no Estado e, cursou Odontologia na Unifenas, em Minas Gerais. Exerce a profissão desde 2001 e possui Consultório Odontológico em Jacaraípe, Serra/ES. Assim, acreditando que a presente proposição satisfaz os requisitos legais, estando em condições de ser aprovada por esta Casa de Leis, contamos com o apoio dos Ilustres Pares para a sua aprovação. CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 21/2010 Concede ao Sr. José Vieira Machado o Título de Cidadão Espírito-Santense. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido ao Sr. JOSÉ VIEIRA MACHADO o título de cidadão espírito-santense. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 12 de maio de RODRIGO CHAMOUN Deputado Estadual - PSB JUSTIFICATIVA O homenageado, Sr. José Vieira Machado, é mineiro, natural de Governador Valadares, casado, pai de um filho e empresário no ramo de calçados no Espírito Santo e Rio de Janeiro. Fundou sua primeira loja na cidade de Guarapari em 1977, contando atualmente com 14 lojas em todo estado. Gerador de empregos, é assistido por 180 funcionários distribuídos por todas as lojas. Portanto, conceder título de cidadão espíritosantense ao homenageado, é momento oportuno para valorizar todos aqueles que acreditam no desenvolvimento do Espírito Santo. CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 22/2010 Concede título de cidadania Espírito- Santense ao Senhor Darci dos Santos Fernandes.
42 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º - Fica concedido ao Senhor Darci dos Santos Fernandes o Título de Cidadão Espírito- Santense. Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 12 de maio de VANDINHO LEITE Deputado Estadual - PR JUSTIFICATIVA Conclamo aos nobres pares desta Casa Legislativa à aprovação do presente Projeto de Decreto Legislativo, visto que o Senhor Darci dos Santos Fernandes nasceu em no dia 02 de novembro do ano de 1969, em Goiânia (GO), filho de Gerson Batista Cunha e Maria Nazarete Cunha. Aos sete anos, seus pais se mudaram para Belo Horizonte (MG); onde recebeu suas instruções educacionais, estudando em escolas Estaduais, chegando à conclusão do 2ºGrau. Em 1990 ingressou nas fileiras da Polícia Militar de Minas Gerais como soldado no batalhão de choque, 1º Companhia Rotam, onde se graduou exercendo a função de Sargento. Ainda na Polícia Mineira teve a oportunidade de se casar com Margarete Alves Fernandes, que exerceu uma função extremamente significativa para possibilitar uma experiência poderosa e transformadora com Jesus Cristo, e com quem têm 3 (três) filhos, Fernanda Alves Fernandes, Danielly Alves Fernandes e Raphael Efraim Alves Fernandes. Em 1993 recebeu sua chamada pastoral, desse momento em diante dedicou seu tempo a obras missionárias assumindo a função de Pastor leigo da Igreja Metodista. Foi motivado a se preparar para um ministério de tempo integral, quando desvencilhou-se da Polícia Militar e assumiu a função de Pastor, sendo nomeado para São Paulo onde Estudou Teologia e Filosofia pela Universidade Metodista de São Paulo (SP) (UMESP), em seguida se especializou em ciências da religião pela Universidade Bennet, no Rio de Janeiro (RJ). Em 1999, recebeu a nomeação para pastorear a Igreja Metodista em Serra-ES. Preside um ministério paraeclesiástico chamado Caverna de Adulão que é um ministério que se reúne sistematicamente, durante 4 vezes ao ano, trazendo pastores e líderes para jejuar e orar 5 (cinco) dias, apenas bebendo água pela redenção da nação, e tem sido um marco no Estado do Espírito Santo. Em julho de 2009, foi reconhecida sua marca apostólica, sendo ungido Apóstolo em Manaus (AM) pelo renomado Apóstolo Renê Terra nova, que por ter reconhecido essa marca espiritual em seu ministério, lhe respaldou com a unção pública diante de líderes de várias nações. Estabelecido em Porto Canoa, no município de Serra, e em Belo Horizonte (MG) acompanha o trabalho de pastores dos Estados do Rio de Janeiro São Paulo. Atualmente ocupa também a presidência da Igreja Apostólica Shalom (Ministério Internacional Shalom). Portanto, é de grande relevância para o nosso Estado conceder a este Ilustre Apóstolo o referente título, pois se trata de um homem que desde que aqui fixou residência, dignifica este Estado com seu trabalho pastoral, estando entre os líderes evangélicos de maior expressão no município da Serra-ES. CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 23/2010 Concede Título de Cidadania Espírito-Santense ao Sr. Walter Ney Vieira. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido o Titulo de Cidadania Espírito-Santense ao Sr. Walter Ney Vieira. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação Palácio Domingos Martins, 13 de maio de WANILDO SARNÁGLIA Deputado Estadual Líder do PTdoB JUSTIFICATIVA Na forma do Inciso XXXIX, do Artigo 56 da Constituição Estadual e da Lei N.º de 2004, esta Casa Legislativa concede o Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor WALTER NEY VIEIRA.
43 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo O Senhor Walter Ney Vieira é natural da cidade de Lagoa Vermelha, Estado do Rio Grande do Sul, casado com a Senhora Iliria Maria Hoffmmann Vieira, há 26 anos, com quem tem dois filhos: Tatiane e Felipe Hoffmmann Vieira. Radicado em Jacaraípe, município de Serra desde 1990, exerce a profissão de Corretor de Imóveis desde então. Membro da Loja Maçônica Caridade e Esperança desde 1996, onde exerce a função de Venerável Mestre e desenvolve várias atividades comunitárias, dentre as quais atualmente se destaca o projeto da Maçonaria da Serra - Alfa e Ação - Alfabetização. Assim, acreditando que a presente proposição satisfaz os requisitos legais, estando em condições de ser aprovada por esta Casa de Leis, contamos com o apoio dos Ilustres Pares para a sua aprovação. CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 24/2010 Concede Título de Cidadão Espírito- Santense ao Dr. Antônio Carlos Gomes da Silva Júnior. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadão Espírito-Santense ao Dr. Antônio Carlos Gomes da Silva Júnior. Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 10 de maio de DARY PAGUNG Deputado Estadual - PRP JUSTIFICATIVA Dr. Antônio Carlos Gomes da Silva Júnior, nasceu na Cidade de Belmonte, Estado da Bahia. Graduado em Bacharel em Direito pela Universidade Estadual de Santa Cruz UESC em No ano de 2003 terminou especialização em Direito Processual Civil pela UESC. Antônio Carlos Gomes da Silva Júnior é Promotor de Justiça do Estado do Espírito Santo desde outubro de Além de atuar como fiscal da Lei e defensor do interesse do cidadão, já realizou outros trabalhos, como: Analista judiciário do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais no ano de 2006; Professor de Direito Penal do Centro de Ensino Superior do Extremo Sul da Bahia Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas CESESB/FACISA de 2004 à 2006, e ainda, Professor de Processo Penal, Direito Penal e Direito Constitucional da Academia de Polícia Civil do Estado da Bahia ACADEPOL no ano de Assim sendo, conclamamos nossos pares à aprovação do presente Projeto de Lei, considerando que o Dr. Antônio Carlos Gomes da Silva Júnior é merecedor do título de cidadão espírito-santense, pela extraordinária contribuição no ato de atuar como fiscal da Lei e defensor do interesse do cidadão capixaba, no Estado que escolheu para morar e trabalhar. CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 25/2010 Concede Título de Cidadão Espírito- Santense ao Dr. Marcelo Victor Valente Gouveia Teixeira A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadão Espírito-Santense ao Dr. Marcelo Victor Valente Gouveia Teixeira. Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 10 de maio de DARY PAGUNG Deputado Estadual - PRP
44 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 JUSTIFICATIVA Dr. Marcelo Victor Valente Gouveia Teixeira, nasceu em 03 de junho de 1978, na Cidade do Rio de Janeiro/RJ. Graduado em Bacharel em Direito pela Universidade Estácio de Sá Barra da Tijuca, Rio de Janeiro/RJ em Marcelo Victor Valente Gouveia Teixeira é Promotor de Justiça do Estado do Espírito Santo, Titular da 2ª Promotoria de Justiça Cumulativa de Pancas/ES. Além de atuar como fiscal da Lei e defensor do interesse do cidadão, já realizou outros trabalhos, como: 1 - Promotor de Justiça Titular da 1ª Promotoria de Justiça Cumulativa de São Gabriel da Palha; 2 - Promotor de Justiça Titular da Promotoria de Justiça Geral da Comarca de Itaguaçu; 3 - Promotor de Justiça Substituto designado para responder pelas Promotorias de Justiça de Mimoso do Sul, Afonso Cláudio, Laranja da Terra, Ibatiba, Iúna, Dores do Rio Preto, Muniz Freire, Pedro Canário, Conceição da Barra, Piúma, 1ª Promotoria Criminal da Serra, 24ª e 25ª Promotoria de Justiça Civil de Vitória; 4 - Atuou como Advogado em Escritórios de Advocacia, na elaboração e análise de contratos e atos societários diversos, nacionais e estrangeiros, voltada principalmente para a área de fusão e incorporação de empresas das mais diversas áreas de atuação, bem como na reestruturação societária de grupos empresariais; 5 - Atuou ainda, no Hospital de Clínicas de Jacarepaguá Ltda., como Advogado e Consultor Jurídico. Assim sendo, conclamamos nossos pares à aprovação do presente Projeto de Lei, considerando que o Dr. MARCELO VICTOR VALENTE GOUVEIA TEIXEIRA é merecedor do título de cidadão espírito-santense, pela extraordinária contribuição no ato de atuar como fiscal da Lei e defensor do interesse do cidadão capixaba, no Estado que escolheu para morar e trabalhar. CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA DEPUTADA PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 26/2010 Concede Título de Cidadã Espírito- Santense a Senhora Vera Lúcia de Carvalho Demonier A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadã Espírito-Santense a Senhora Vera Lúcia de Carvalho Demonier. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 14 de maio de APARECIDA DENADAI Deputada Estadual PDT JUSTIFICATIVA A Dr.ª Vera Lúcia de Carvalho Demonier é natural de Belo Horizonte Minas Gerais. Advogada Pós-Graduada em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, atuante na área trabalhista, civil, família e direito do consumidor. Dr.ª Vera possui escritório de Advocacia em Campo Grande Cariacica, e reside em nosso Estado há 18 anos. Também exerce a função voluntária de Presidente da Acic- Associação da Cultura Italiana de Cariacica, contribuindo para o desenvolvimento cultural do nosso Estado, merecendo, portanto, as homenagens deste Poder. CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA DEPUTADA
45 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 27/2010 Concede Título de Cidadã Espírito- Santense a Senhora Gismeire Cardinele Guedes da Silva A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadã Espírito-Santense a Senhora Gismeire Cardinele Guedes da Silva. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 14 de maio de APARECIDA DENADAI Deputada Estadual - PDT JUSTIFICATIVA A Sr.ª Gismeire Cardinele Guedes da Silva é natural de Aimorés Minas Gerais. Formada em Pedagogia com Habilitação em Orientação Educacional, Pós-graduada em Gestão Integradora. Em Cariacica atuou como Diretora Escolar por 05 anos foi Secretária Municipal de Educação por 02 anos e Superintendente Regional de Educação por mais 02 anos. Atualmente coordena os cursos de Licenciatura da Uniube-Universidade de Uberaba na modalidade de ensino à distância. Toda uma vida marcada pela educação em nosso Estado, merecendo, portanto, as homenagens deste Poder. CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 28/2010 Concede ao Sr. Paulo Getúlio Vargas Martins o Título de Cidadão Espírito- Santense A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido ao Sr. PAULO GETÚLIO VARGAS MARTINS o título de cidadão espírito-santense. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 12 de maio de RODRIGO CHAMOUN Deputado Estadual - PSB JUSTIFICATIVA O homenageado, Sr. Paulo Getúlio Vargas Martins, é natural de São Paulo-SP, casado, pai de uma filha, formado em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, pós-graduado em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e mestrando em Ciências Contábeis pela FUCAPE. É empresário, atuante no ramo de imóveis com diversos empreendimentos em no Espírito Santo e em outros estados. Diretamente gera 50 empregos e indiretamente mais de 300. Filho de Ivete Vargas, sobrinha-neta do Presidente Getulio Vargas, sendo esta grande personagem no cenário político nacional. Sua mãe foi Deputada Federal pelo PTB do Estado de São Paulo, a primeira vez nas eleições de 1950, sendo reeleita em 1954, 1958, 1962 e 1966, sendo uma das primeiras parlamentares brasileiras. O homenageado carrega em suas veias todo o despreendimento e garra que herdou de sua mãe. Portanto, conceder título de cidadão espíritosantense ao homenageado, é momento oportuno para valorizar todos aqueles que acreditam no desenvolvimento do Espírito Santo. CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 29/2010 Concede Título de Cidadão Espírito- Santense a Danilo de Araujo Tambasco. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
46 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 DECRETA: Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Danilo de Araujo Tambasco. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 14 de maio de DA VITÓRIA Deputado Estadual - PDT JUSTIFICATIVA O homenageado Sr. Danilo de Araujo Tambasco é Engenheiro Agrônomo, sua área de atuação é Diretor Superintendente do Grupo Líder, responsável pelas áreas de desenvolvimento organizacional, de sistemas de gestão e comunicação corporativas, atuação e lideranças das áreas de treinamento de pessoal, contábil, fiscal, tributária e de auditoria interna. Filho de Jurandyr Tambasco Guimarães e Maria Aparecida Alves Tambasco nasceu na cidade do Muriaé-MG e formou-se pela Escola Superior de Agricultura Universidade Federal de Viçosa - MG, no curso de Engenheiro Agrônomo, em 1967, e vem atuando como Diretor Superintendente do Grupo Líder desde Portanto, agraciar o Sr. Danilo de Araujo Tambasco com a concessão do honroso título é medida oportuna e merecida, e para que nossa proposição se concretize, esperamos apoio e aprovação dos Senhores Deputados. (Comparece o Senhor Deputado Sérgio Borges) CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 30/2010 Concede Título de Cidadão Espírito- Santense a Luiz Gonzaga Machado. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Luiz Gonzaga Machado. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 14 de maio de DA VITÓRIA Deputado Estadual PDT JUSTIFICATIVA O homenageado Sr. Luiz Gonzaga Machado chegou ao estado do Espirito Santo em junho de 1975, representando a empresa Quartzolit. Percebendo a oportunidade de crescimento, fundou a empresa Argalit Indústria de Revestimentos Ltda, em Cachoeiro de Itapemirim, onde três anos depois mudou-se para Cariacica. Neste ano, o Grupo Argalit completa 28 anos de história no mercado capixaba. Filho de Benedito Chrisostomo Machado e Leny Siqueira Machado nasceu na cidade de Maricá, Rio de Janeiro. O homenageado é Presidente do Grupo Argalit, que é visto pelos seus parceiros de negócios como um grande empreendedor. Portanto, agraciar o Sr. Luiz Gonzaga Machado com a concessão do honroso título é medida oportuna e merecida, e para que nossa proposição se concretize, esperamos apoio e aprovação dos Senhores Deputados. CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. O SR. DOUTOR HÉRCULES Senhor Presidente, pela ordem! Recorro da decisão de V. Ex.ª ao Projeto de Lei n.º 145/2010, de minha autoria, para audiência do Plenário. CHAMOUN) Defiro o pedido de recurso. À Comissão de Justiça para oferecer parecer sobre o recurso. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 31/2010 Concede Título de Cidadão Espírito- Santense a Henrique Evangelista de Oliveira. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
47 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo DECRETA: Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Henrique Evangelista de Oliveira. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 14 de maio de DA VITÓRIA Deputado Estadual - PDT JUSTIFICATIVA O homenageado Sr. Henrique Evangelista de Oliveira, é formado em Filosofia e Psicologia pela PUC em Minas Gerais e Teologia pelo Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA), Pós-graduado em Ciências da Religião pela PUC-Minas Gerais, Mestrando em Teologia moral pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma e Bioética pela Academia Alfonsiana de Roma, é especialista em língua latina. Padre Henrique tornou-se passionista, com a profissão dos votos religiosos em 22 de janeiro de Foi transferido em 2009 para Colatina, onde trabalha na Paróquia do Imaculado Coração de Maria, e é padre superior da Comunidade dos religiosos Passionistas de Colatina. Filho de José Maria de Oliveira e Maria Angélica Evangelista de Oliveira nasceu em 02 de junho de 1978 na cidade de Ibirité, Belo Horizonte, Minas Gerais. O homenageado é padre em Colatina. Portanto, agraciar o Sr. Luiz Gonzaga Machado com a concessão do honroso título é medida oportuna e merecida, e para que nossa proposição se concretize, esperamos apoio e aprovação dos Senhores Deputados. CHAMOUN) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 194/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei Complementar n.º 007/2010, de autoria da Senhora Deputada Aparecida Denadai, objetiva alterar a redação do caput, do art. 5º, da Lei Complementar n.º 433/2008, de forma a ampliar o número de beneficiados que especifica com a gratuidade integral da tarifa no Sistema Transcol. Foi protocolizado no dia 23 de março de Por sua vez, a Proposição foi lida na Sessão Ordinária do dia 29 do mesmo mês e ano, oportunidade esta em que recebeu despacho do Senhor Presidente pela devolução ao seu autor, por infringir o art. 63, parágrafo único, incisos III e VI, da Constituição Estadual. A Deputada Autora apresentou tempestivamente recurso contra o despacho que lhe devolveu o seu Projeto, razão pela qual foi o mesmo encaminhado para esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, conforme dispõe o parágrafo único, do art. 143, do Regimento Interno da ALES (Resolução n.º 2.700/2009). Este é o Relatório. PARECER DO RELATOR Conforme suso grifado, Projeto de Lei Complementar n.º 007/2010, de autoria da Senhora Deputada Aparecida Denadai, visa instituir um novo parâmetro ampliativo para o rol de beneficiados pelo Programa de Inclusão Social do Transporte Coletivo da Região Metropolitana da Grande Vitória - Transcol Social, de forma que alterar o caput, do art. 5º, da Lei Complementar n.º 433/2008, para a seguinte redação: Art. 5º Fica concedida aos estudantes matriculados no ensino médio das escolas públicas estaduais e federais, bem como aos estudantes de nível médio e superior da rede particular beneficiados por programas de bolsa de estudos parcial ou integral, a gratuidade integral da tarifa no Sistema Transcol, exclusivamente para os deslocamentos residência/escola/residência e nos horários e linhas específicas para esses deslocamentos. (NR) Neste mister, a presente proposição legislativa visa incluir em tal programa os alunos beneficiados pelos programas de bolsa de estudos e, nesse contexto, a medida acaba por implicar em uma nova reordenação do próprio Programa Transcol Social, haja vista que também implicara em uma diminuição reflexa da receita do Sistema de Transporte Coletivo Transcol. Certamente que seu escopo é de grande relevância para o interesse público, daí o elevado grau de importância social, principalmente como um bom meio de se otimizar o resultado educacional capixaba. Neste norteamento, o projeto revela-se meritório, entretanto, o seu objeto normativo produz infringência direta a diversos comandos constitucionais. De pronto, observamos que a Administração Pública se divide em duas vertentes Administração
48 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Pública Direta e Administração Pública Indireta e, nesse norte, o Sistema Transcol pertence à Administração Pública Indireta do Estado do Espírito Santo, assim ficando a cargo do Poder Executivo Estadual a sua vinculação descentralizada. Vele dizer que da descentralização administrativa estadual tem-se a gestão do referido sistema e isso engloba consequentemente a autonomia do Poder Executivo em relação aos demais Poderes Constitucionais, por força dos Princípios Constitucionais da Reserva de Administração do Poder Executivo e da Separação dos Poderes. O parâmetro e conferido pelo art. 27, caput e parágrafo único, do art. 227, da própria Constituição: Art O transporte coletivo de passageiros é serviço público essencial, obrigação do Poder Público, responsável por seu planejamento, gerenciamento e sua operação, diretamente ou mediante concessão ou permissão, sempre através de licitação. Parágrafo único. Cabe ao Estado o planejamento, o gerenciamento e a execução da política de transporte coletivo intermunicipal e intermunicipal urbano, e aos Municípios os da política de transporte coletivo municipal, além do planejamento e administração do trânsito. Destarte, o caso concreto converge para a ordem endereçada nos incisos III e VI, do parágrafo único, do artigo 63, da Constituição Estadual. Vale dizer que, analogicamente, o Projeto viola direta e/ou indiretamente a esfera de Iniciativa Legislativa Privativa do Chefe do Poder Executivo, por ter apresentar como autor um parlamentar (Deputada Estadual). Vejamos o que define a Constituição Estadual in verbis: Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. (grifamos) Uníssono a este topoi jurídico, o próprio Supremo Tribunal Federal já se manifestou em casos idênticos e se posicionou no sentido de preservar incontest os Princípios da Reserva de Administração do Poder Executivo e da Separação dos Poderes (ADI-MC 776/RS Órgão Julgador: Tribunal Pleno Relator: Ministro Celso de Mello Julgamento: 23/10/1992. DJ PP-00080; ADI-MC 2364 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Relator: Ministro Celso de Mello Julgamento: 23/10/1992. DJ PP Não obstante, julgando a constitucionalidade de uma lei do próprio Estado do Espírito Santo, o Excelso Pretório ratificou o seu posicionamento, inclusive para concluir que nem na hipótese de sanção haveria convalidação do vício de inconstitucionalidade resultante da usurpação do poder de iniciativa legislativa do chefe do Poder Executivo (ADI 2867/ES Órgão Julgador: Tribunal Pleno Relator: Ministro Celso de Mello Julgamento: 03/12/2003. DJ PP-00016). Se não bastasse, outro gravame de inconstitucionalidade ainda aflora no momento em que a Proposição pretende prever e tipificar uma alteração no Programa preexistente. Isso implica em reordenação do mesmo, ou seja resulta em um Programa Novo, com uma implicação direta na queda de receita e de novas despesas a ser arcada pelo Sistema Transcol. Outrossim, a Constituição Federal veda a promoção de Programas sem prévia e específica dotação orçamentária, bem como, sem a indicação dos recursos correspondentes para tanto. Define, in verbis, os incisos I e V, do art. 167, da Constituição da República: Art São vedados: I o início de programas e projetos não incluídos na lei orçamentária anual; V a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes; Com maior precisão simétrica e na mesma linha de proibição, determina o art. 152, incisos I, II, III e V, da Constituição Estadual. Vejamos: Art São vedados: I - o início de programas ou projetos não-incluídos na lei orçamentária anual; II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que
49 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo excedam os créditos orçamentários ou adicionais; III - a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo, por maioria absoluta; IV -... V - a abertura de crédito suplementar ou especial, sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes; A falta de previsão orçamentária impede juridicamente de se verificar validade para o Projeto em estudo, pois cabe notar que a despesa suso mencionado se dá pela necessidade de repasse de recursos do erário estadual para compensar a queda de arrecadação do Sistema Transcol e tal repasse que é despesa direta não tem amparo orçamentário para a sua efetiva realização. Além disso, a hipótese de repasse é literalmente vedada pelo art. 230 da Constituição Estadual, pelo simples fato de não haver também previsão legal para tanto: Art É vedado ao Poder Público subsidiar financeiramente as empresas concessionárias ou permissionárias de transporte coletivo, salvo autorização expressa em lei. Mesmo assim, se não for essa a pretensão, haverá impedimento jurídico de igual monta, na medida em que a queda de receita implica em risco para o Sistema Transcol: (I) manter os direitos dos usuários, (II) manter uma política tarifária que permita o melhoramento e a expansão dos serviços; e (III) cumprir a obrigação de manter um serviço adequado. E isso é ordem da Constituição Estadual: Art Incumbe ao Estado e aos Municípios, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviço público, na forma da lei, que estabelecerá: I - o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão ou permissão; II - os direitos dos usuários; III - política tarifária que permita o melhoramento e a expansão dos serviços; IV - a obrigação de manter serviço adequado. Em suma, não cabe constitucionalmente a hipótese pretendida pelo Projeto. O caso em análise demonstra ser plenamente inconstitucional. Observa-se que a fixação da política tarifária para o transporte coletivo urbano é também definido como matéria de iniciativa legislativa privativa do Chefe do Poder Executivo e os possíveis benefícios inerentes estão vinculados taxativamente pelo art. 229 da Constituição Estadual. In verbis: Art Aos maiores de sessenta e cinco anos e aos menores de cinco anos de idade, e às pessoas portadoras de deficiência é garantida a gratuidade no transporte coletivo urbano, mediante a apresentação de documento oficial de identificação e, na forma da lei complementar de iniciativa do Poder Executivo, em cujo texto constará parâmetros necessários para a habilitação do deficiente ao benefício, especialmente em relação ao grau de sua capacidade física, à condição financeira de sua família e à limitação do uso da gratuidade. 1º Os estudantes de qualquer grau ou nível de ensino oficial e regular, na forma da lei, terão redução de cinqüenta por cento no valor da tarifa dos transportes coletivos intermunicipais urbanos. 2º Fica vedada a concessão de gratuidade no transporte coletivo urbano e rodoviário intermunicipal, redução no valor de sua tarifa fora dos casos previstos neste artigo e, ainda, a inclusão ou manutenção de subsídio de qualquer natureza para cobrir déficit de outros serviços de transporte. 3º... 4º Os estudantes matriculados no ensino médio das redes públicas estadual e federal farão jus à gratuidade integral da tarifa no Sistema Transcol, exclusivamente
50 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 para os deslocamentos residência/escola/residência nos horários e linhas específicas para esses deslocamentos. 5º O estudante que optar pela gratuidade fixada no 4º não fará jus ao benefício da meia tarifa concedido pelo 1º deste artigo. (NR) (negritos nossos) Como se pode depreender da ordem constitucional, os estudantes de qualquer grau ou nível de ensino oficial e regular já possuem o direito a redução de cinqüenta por cento no valor da tarifa dos transportes coletivos intermunicipais urbanos, ficando, entretanto, vedada a concessão de gratuidade no transporte coletivo urbano e rodoviário intermunicipal e/ou a redução no valor de sua tarifa fora dos casos previstos no artigo 229 da Constituição Estadual. Os únicos estudantes que podem possuir o benefício da gratuidade integral da tarifa do Sistema Transcol são os estudantes matriculados no ensino médio das redes públicas estadual e federal, e, assim mesmo, exclusivamente, para os deslocamentos residência/escola/residência nos horários e linhas específicas para esses deslocamentos como visto, não pode uma lei ampliar o rol destes beneficiados com gratuidade integral de tarifas. Sendo desta forma, perante a análise jurídica, verifica-se do diagnóstico decorrente que, incontestavelmente, a pretensa normatividade da Proposição Legislativa traz ponto de antinomia com os preceitos constitucionais, tanto da Constituição Federal, quanto da Constituição Estadual, destarte, tornando-se gravada como formal e materialmente inconstitucional. Em conclusão, o Projeto de Lei Complementar n.º 007/2010, de autoria da Senhora Deputada Aparecida Denadai, é formal e materialmente inconstitucional. Ex Positis, sugerimos aos Ilustres Pares desta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 194/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela MANUTENÇÃO do despacho do Senhor Presidente que devolveu o Projeto de Lei Complementar n.º 007/2010 a sua autora a Senhora Deputada Aparecida Denadai. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUIZ CARLOS MOREIRA Relator LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI DARY PAGUNG CLAUDIO VEREZA CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 178/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei de n.º 008/2010. Autor: Vandinho Leite. Ementa: Dispõe sobre a criação do Programa de Treinamento para acompanhamento no Ensino Regular e Adaptação de Materiais Pedagógicos a Pessoas com necessidades especiais, e dá outras providências. RELATÓRIO O presente Projeto de Lei n.º 008/2010, de autoria do Deputado Vandinho Leite, que tem como finalidade dispor sobre a criação do Programa de Treinamento para acompanhamento no Ensino Regular e Adaptação de Materiais Pedagógicos a Pessoas com necessidades especiais. O projeto em exame, preliminarmente, não passou pelo crivo da Mesa Diretora. O autor interpôs recurso a Comissão de Constituição e Justiça, o que foi deferido. O presente Projeto de Lei veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, para exame e parecer, na forma do art. 41, I do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009) É o relatório. PARECER DO RELATOR Trata-se o Projeto de Lei n.º 008/2010, de autoria do Deputado Vandinho Leite, dispor sobre a criação do Programa de Treinamento para acompanhamento no Ensino Regular e Adaptação de Materiais Pedagógicos a Pessoas com necessidades especiais. QUANTO AO ASPECTO DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL, JURIDICIDADE E LEGALIDADE DO PROJETO A presente propositura, sob o aspecto da competência legislativa, encontra obstáculo para sua regular tramitação, restando evidenciado vício de inconstitucionalidade. Verifica-se no texto do referido Projeto de Lei clara determinação de medidas que acarretam em despesas para o erário público estadual, determinando, ainda, atribuições à Secretaria Estadual
51 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo de Educação, invadindo a competência descrita no art. 63, parágrafo único, III e VI, da Constituição do Estado do Espírito Santo, que enumera as iniciativas privativas do Chefe do Executivo, listando expressamente a organização administrativa e pessoal da administração pública; criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único - São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; (...) VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Portanto, defendo a tese de que a competência é do Chefe do Poder Executivo. A tramitação da proposição posta, ao nosso sentir não tem como tramitar, por ser inconstitucional, por se tratar de matéria contrária ao disposto no art. 63, parágrafo único, incisos III e VI da Constituição Estadual. Isto posto, concluímos por reconhecer que o Projeto de Lei n.º 008/2010, não deve prosseguir sua tramitação regular por conter vícios de inconstitucionalidade formal e, por consequência, devendo ser mantido o despacho denegatório da Mesa Diretora desta Casa de Leis. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 178/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela manutenção do despacho denegatório da Mesa Diretora aposto ao Projeto de Lei de n.º 008/2010, de autoria do Deputado Vandinho Leite. Sala das Sessões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Relator LUZIA TOLEDO LUIZ CARLOS MOREIRA CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 183/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei n.º 14/2010. Autor: Deputado Euclério Sampaio. Ementa: Dispõe sobre obrigatoriedade das empresas prestadoras de serviços de telefonia fixa armazenar em suas Bases de Dados registros de ligações locais efetuadas e recebidas por todos os telefones fixos ativos dentro do Estado. RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 14/2010, de autoria do nobre Deputado Euclério Sampaio determina a obrigatoriedade das empresas prestadoras de serviços de telefonia fixar armazenamento em suas Bases de Dados registros de ligações locais efetuadas e recebidas por todos os telefones fixos ativos dentro do Estado. A matéria foi protocolada no dia 21 de dezembro de 2009, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 08 de fevereiro de O processado veio a esta Comissão de Constituição e Justiça para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno Resolução n.º 2.700/2009. FUNDAMENTAÇÃO O Projeto de Lei n.º 14/2010, de autoria do nobre Deputado Euclério Sampaio determina a obrigatoriedade das empresas prestadoras de serviços de telefonia fixar armazenamento em suas Bases de Dados registros de ligações locais efetuadas e recebidas por todos os telefones fixos ativos dentro do Estado. Em sua justificativa ao Projeto o ilustre autor alega que, a iniciativa determina às empresas de telefonia fixar no Estado, armazenarem em suas bases de dados por um prazo mínimo de 365 dias, todas as ligações locais. Cumpre inicialmente observar que trata de iniciativa louvável, pois busca ampliar o caráter democrático da gestão das políticas de prestação de serviços públicos, conforme a inteligência do parágrafo único do art. 175 da Carta da República, consoante o qual a Lei disporá sobre, dentre outros, os direitos referentes ao usuário, a política tarifária e a obrigação de manutenção de um serviço adequado. A Lei n.º 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, no seu 1º art. 6º conceitua serviço adequado.
52 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 É bom falar que a Constituição Federal preceitua no seu art. 5º, inciso XXXIII, que todos têm o direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvando as informações cujo sigilo seja necessário à segurança da sociedade e do Estado. Cumpre registrar que a matéria recebeu despacho denegatório do Senhor Presidente da Mesa Diretora com base no art. 143, VIII, do Regimento Interno (Resolução 2.700/2009), por infringência ao que dispõe o art. 63, Parágrafo único, inciso III e VI da Constituição Estadual. Em ataque ao despacho do Presidente, foi interposto, tempestivamente pelo Autor, recurso por discordar da decisão, sendo deferido regimentalmente. A proposição normativa em apreço tem por finalidade obrigar as empresas de telefonia fixa a armazenarem nas suas bases de dados os registros pertinentes às ligações locais, tanto as efetuada como as recebidas por meio dos telefones fixos, no Estado. Pelo acima transcrito, denota-se que a matéria, sub examine, tem como finalidade obrigar as empresas de telefonia fixa no Estado do Espírito Santo a armazenarem nas suas Bases de Dados, registros pertinentes a fim disponibilizar informações atinentes à localização de aparelhos de clientes às autoridades policiais do Estado. A matéria como apresentada acha-se inserta na esfera de competência privativa da União, consoante prevê o art. 22, IV, da Constituição Federal, verbis: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: (EC n.º 19/98) (...) IV águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão. Merece relevo o fato de que a Agência Reguladora de Telecomunicação ANATEL, entidade auxiliar da administração pública descentralizada e responsável pela implementação da política nacional de telecomunicações, não dispõe dentre os deveres das prestadoras a obrigatoriedade de disponibilização de informações sobre o armazenamento de suas bases de dados registros de ligações locais dos telefones fixos para proporcionar futuras informações a respeito da localização dos aparelhos de seus clientes. A Carta da República, no art. 144, prescreve que a segurança pública é dever do Estado. Assim, detém competência privativa para legislar a matéria. Respeitante à publicidade de informação privada, agride o disposto no art. 5º, X, da CF/88, senão vejamos: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (EC n.º 45/2004) (...) X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. CONCLUSÃO No obstante o mérito da matéria ser irretocável, consoante à justificativa apresentada pelo Autor, não compete a este Poder legislar sobre tal teor. Disponibilizar a localidade do aparelho telefônico fixo, afronta, discrepa, agride dispositivos constitucionais e regimentais supracitados. Ex positis, opinamos no sentido de que a presente propositura não deve prosseguir na sua regular tramitação. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 183/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela manutenção do despacho denegatório da Mesa Diretora, aposto ao Projeto de Lei nº 14/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala Rui Barbosa, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUZIA TOLEDO Relatora LUIZ CARLOS MOREIRA CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 184/2010
53 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 015/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, pretende criar obrigatoriedade da publicação mensal, por parte dos órgãos da administração pública, de relatório dos contratos vigentes. Na justificativa de seu Projeto de Lei, o Autor teceu considerações sobre o objetivo do presente Projeto de Lei, ressaltando que: O processo de informação dos trabalhos da administração pública é um dos pontos mais importantes para que se alcance a credibilidade naquilo que está sendo realizado pelos ordenadores de despesas. (...) A obrigatoriedade de todos os órgãos da administração pública estadual em publicar, mensalmente, relatório dos contratos vigentes é um primeiro passo para que a população e/ou autoridades tomem conhecimento de tais contratos, essencial para que o objetivo de informar a toda a sociedade seja alcançado. (...) Assim, entendemos que este projeto venha de encontro ao objetivo de dar credibilidade e transparência às parcerias entre o poder público e empresas privadas, contando portanto, com o apoio dos nobres Deputados para aprovação desta matéria. A matéria foi protocolada em 21 de dezembro de 2009, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 08 de fevereiro de 2010, momento no qual recebeu despacho do Presidente pela devolução ao Autor do mesmo, por infringência ao art. 22, inc. VI, da Constituição Federal. Na ocasião, o Autor da Proposição interpôs recurso do despacho do Presidente, nos termos do art. 143, parágrafo único, do Regimento Interno da ALES (Resolução n.º 2.700/2009), o qual foi deferido, vindo a esta douta Comissão de Constituição e Justiça para análise e parecer. Distribuída a matéria, coube-me examiná-la e oferecer parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR EXAME QUANTO À ONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE O Projeto de Lei n.º 015/2010, ora apresentado, pretende criar obrigatoriedade da publicação mensal, por parte dos órgãos da administração pública, de relatório dos contratos vigentes. Vejamos o que diz o teor da Proposição, verbis: Art. 1.º Ficam todos os órgãos da administração pública estadual obrigados a publicar, mensalmente relatório dos contratos vigentes, incluindo nome do contratado, objeto valor, vigência do mesmo, bem como o valor da parcela paga naquele mês. Art. 2.º A responsabilidade pela publicação do relatório mensal dos contratos vigentes ficará por conta do ordenador de despesas do órgão. Art. 3.º Fica garantido a qualquer cidadão a comunicação ao Tribunal de Contas e/ou ao Ministério Público acerca da omissão ou inveracidade dos dados apresentados no relatório dos contratos vigentes. (sem grifos e ênfases no original) Da simples leitura, depreende-se que, ao impor ao Poder Público que este elabore e publique relatório mensal (com levantamento dos indicadores relacionados no artigo 1º), a Propositura em apreço interfere na organização administrativa do Estado, determinando que o Poder Executivo exerça funções designadas pelo Poder Legislativo. Resta evidente que a norma disposta no art. 1º e 2º do projeto de Lei sob comento, é direcionada à execução pelo Poder Público, mais especificamente sob as competências das Secretarias de Estado, quais sejam órgãos da estrutura organizacional do Poder Executivo. Assim é, pois, para atender às exigências derivadas dos artigos 1 e 2º da Proposição sob apreço, será necessário que o Poder Executivo, através de seus órgãos, adote providências, e, conseqüentemente, destaque seus servidores para que estes elaborem relatórios (assumindo novas funções para o atendimento desta exigência), o que, por consequência, obrigará a reserva de parcela dos recursos pertencentes unicamente à Administração Pública para que os objetivos da legislação ora proposta possam ser alcançados (com pessoal, material e estrutura física). Cumpre lembrar que a competência para estabelecer procedimentos para os órgãos que compõem a Administração estadual, seus servidores, bem como a gestão de toda a máquina administrativa, é do Poder Executivo, por tratar-se de competência administrativa (atividade típica do Poder Executivo). Desta forma, compete privativamente ao Chefe do Executivo a direção superior da Administração, nos termos do art. 84, II e VI, a da Constituição Federal (e art. 91, I e V, a da Constituição Estadual, atendendo à simetria constitucional), respectivamente:... Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
54 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 (...) II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal; (...) VI dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;... Art. 91. Compete privativamente ao Governador do Estado: I - exercer, com auxílio dos Secretários de Estado, a direção superior da administração estadual; (...) V - dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração estadual, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; (sem ênfases no original) O Poder Executivo possui como função típica gerir a máquina administrativa, e qualquer interferência nesta gestão caracteriza violação ao princípio da indisponibilidade de competências, no caso, pelo Poder Legislativo. Ensina o constitucionalista Kildare Gonçalves Carvalho, in Direito Constitucional (14ª ed., Belo Horizonte: Del Rey, pág. 169), verbis: (...) traduz a idéia de que as competências constitucionalmente fixadas não podem ser transferidas para órgãos diferentes daqueles a quem a Constituição as atribuiu (sem ênfases e grifos no original). A imposição de condutas a órgãos que compõem a estrutura da Administração Pública fere igualmente o princípio da reserva da Administração (insculpido também no retro-citado art. 84, II e VI, a da Constituição Federal), que impede a ingerência do Poder Legislativo na esfera de competências do Poder Executivo. Neste sentido, o STF possui vários precedentes, dentre os quais pedimos vênia para destacar um emblemático: (...) RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO E SEPARAÇÃO DE PODERES. - O princípio constitucional da reserva de administração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo. É que, em tais matérias, o Legislativo não se qualifica como instância de revisão dos atos administrativos emanados do Poder Executivo. Precedentes. Não cabe, ao Poder Legislativo, sob pena de desrespeito ao postulado da separação de poderes, desconstituir, por lei, atos de caráter administrativo que tenham sido editados pelo Poder Executivo no estrito desempenho de suas privativas atribuições institucionais. Essa prática legislativa, quando efetivada, subverte a função primária da lei, transgride o princípio da divisão funcional do poder, representa comportamento heterodoxo da instituição parlamentar e importa em atuação "ultra vires" do Poder Legislativo, que não pode, em sua atuação político-jurídica, exorbitar dos limites que definem o exercício de suas prerrogativas institucionais. (STF ADI- MC 776/RS - Órgão Julgador: Tribunal Pleno - Relator(a): Min. CELSO DE MELLO - Julgamento: 23/10/1992. DJ PP-00080). Resta igualmente caracterizada a ofensa ao princípio da harmonia entre os poderes, insculpido no art. 2º, da Carta da República, haja vista a interferência no âmbito das atribuições de outras esferas de Poder. Cumpre ainda salientar que a iniciativa de leis cuja matéria cuide de atribuições de órgãos que compõem a Administração Pública é privativa do Chefe do Executivo estadual, nos termos do que dispõem a alínea b do inciso II, do 1º do art. 61 da Constituição Federal; e, pelo princípio da simetria jurídica, nos incisos III e VI do parágrafo único do art. 63 da Constituição Estadual), respectivamente:... Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional,
55 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador- Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: (...) II - disponham sobre: (...) b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios;... Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; (...) VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Assim, padece de incontornável vício de iniciativa o presente Projeto de Lei, haja vista que, para a matéria de organização administrativa, a iniciativa na proposição de leis é privativa do Chefe do Executivo. O STF já se pronunciou reiteradas vezes sobre a matéria, verbis: O desrespeito à cláusula de iniciativa reservada das leis, em qualquer das hipóteses taxativamente previstas no texto da Carta Política, traduz situação configuradora de inconstitucionalidade formal, insuscetível de produzir qualquer conseqüência válida de ordem jurídica. A usurpação da prerrogativa de iniciar o processo legislativo qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da lei que dele resulte. Precedentes. Doutrina. (STF ADI-MC Órgão Julgador: Tribunal Pleno - Relator(a): Min. CELSO DE MELLO - Julgamento: 01/08/2001- DJ PP-00023). (sem grifos e ênfases no original) Cabe também ressaltar que não entendo que tenha havido ofensa ao Dispositivo Constitucional apontado como fundamento para o despacho denegatório da Presidência (Art. 22, inc. VI, da Constituição Federal), uma vez que a presente Propositura não versa sobre sistema monetário e de medidas, títulos e garantia dos metais, cuja competência para legislar a respeito é, efetivamente, da União Federal. Mas há evidente descompasso com as Constituições Federal e Estadual, nos termos do já expendido retro, o que leva à conclusão de que, embora por fundamento diverso, deve ser mantido o despacho denegatório da Mesa, nos termos do que dispõe o art. 143, inc. VIII, do Regimento Interno da ALES Resolução n.º 2.700/2009). À vista de todo o exposto, o Projeto de Lei n.º 015/2010 não atende ao pressuposto de constitucionalidade (competência legislativa do Estado, atribuição da Assembléia Legislativa, legitimidade de iniciativa e elaboração de lei ordinária) e de juridicidade, e, assim sendo, não deve prosseguir sua tramitação por conter vícios contrários à sua natureza, o que me leva a entender pela manutenção do despacho denegatório da Presidência, o que me leva a sugerir aos demais membros desta Comissão o seguinte PARECER N.º 184/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela MANUTENÇÃO DO DESPACHO DENEGATÓRIO DA MESA AO PROJETO DE LEI N.º 015/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, por restar evidenciada
56 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 INCONSTITUCIONALIDADE, nos termos do que dispõe o art. 143, inc. VIII, do Regimento Interno da ALES Resolução n.º 2.700/2009. Sala Rui Barbosa, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUZIA TOLEDO Relatora LUIZ CARLOS MOREIRA CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 179/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 16/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, dispõe sobre a obrigatoriedade dos cartórios disponibilizarem, via internet, informações sobre todos os imóveis por ele registrados e dá outras providências. A matéria foi protocolada no dia 21/12/2009, lida no expediente do dia 08/02/2010 e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 23/02/2010, conforme despacho às fls. 06/07 dos autos. É o relatório. PARECER DO RELATOR Em conformidade com o art. 13 da Lei n /73, que dispõe sobre os registros públicos, os atos de registro serão praticados por requerimento verbal ou escrito dos interessados, ou por ordem judicial, ou a requerimento do Ministério Público. Art. 13. Salvo as anotações e as averbações obrigatórias, os atos do registro serão praticados: I - por ordem judicial; II - a requerimento verbal ou escrito dos interessados; III - a requerimento do Ministério Público, quando a lei autorizar. 1.º O reconhecimento de firma nas comunicações ao registro civil pode ser exigido pelo respectivo oficial. 2.º A emancipação concedida por sentença judicial será anotada às expensas do interessado. Neste diapasão a Lei Federal n.º 6.216/75, que alterou parte da Lei 6.015/73, em seu art. 1º, 1º e seus incisos, assim preconiza: Art 1º - Os serviços concernentes aos Registros Públicos, estabelecidos pela legislação civil para autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos, ficam sujeitos ao regime estabelecido nesta Lei. 1º - Os Registros referidos neste artigo são os seguintes: I - o registro civil de pessoas naturais; II - o registro civil de pessoas jurídicas; III - o registro de títulos e documentos; IV - o registro de imóveis. (grifo nosso) Quanto a obrigatoriedade do fornecimento pelos Cartórios de disponibilizarem via internet, informações sobre todos os imóveis registrados, a Lei 6.015/73 já regulamenta a referida proposta, a saber: Art. 17. Qualquer pessoa pode requerer certidão do registro sem informar ao oficial ou ao funcionário o motivo ou interesse do pedido. Parágrafo único. O acesso ou envio de informações aos registros públicos, quando forem realizados por meio da rede mundial de computadores (internet) deverão ser assinados com uso de certificado digital, que atenderá os requisitos da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP. (Incluído pela Lei n.º , de 2009). (grifo nosso) Ressalta-se que, os pedidos de certidões ou outros registros de imóveis realizados via internet deverão ser formalizados pelo site do Cartório de Registro de Imóveis através de senha, cujo uso é de exclusiva responsabilidade do usuário, assim como, a
57 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo manutenção do sigilo da mesma, pois o uso da senha representa uma assinatura do usuário. Neste contexto, a Constituição da República de 1988 reservou à União com exclusividade a competência para legislar sobre registros públicos, tendo em vista que qualquer norma relativa ao assunto em tela somente poderá ser feita através de iniciativa do Congresso Nacional ou do Presidente da República. Aos Estados da Federação, cabe tão-somente a criação de Cartórios, a saber: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - (...) XXV - registros públicos; Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. (grifo nosso) Ademais, a atividade desenvolvida pelos titulares das serventias de notas e registros, são exercidos em caráter privado ou empresarial, por delegação do poder público, senão vejamos: Art Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público. 1º - Lei regulará as atividades, disciplinará a responsabilidade civil e criminal dos notários, dos oficiais de registro e de seus prepostos, e definirá a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário. 2º - Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro. (grifo nosso) Assim, concluímos que não é de competência deste Poder dispor sobre a obrigatoriedade dos Cartórios disponibilizarem via internet informações sobre os imóveis por ele registrado, visto que a matéria está regulamenta pelas Leis Federais n.º 6.015/73 e 8.935/94 e art. 22, inciso XXV da Carta da República. Isto posto, somos pela adoção do seguinte: PARECER N.º 179/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela inconstitucionalidade e ilegalidade ao Projeto de Lei n.º 16/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Relator LUIZ CARLOS MOREIRA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO CLAUDIO VEREZA (Comparece o Senhor Deputado Vandinho Leite) CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 192/2010 RELATÓRIO Projeto de Lei Complementar n.º 16/2010 que Revoga o inciso III, do parágrafo único, do artigo 5º, da lei Complementar nº 455/2008. Autora Deputada Aparecida Denadai. A matéria foi apresentada na sessão ordinária de 05 de maio de 2010, tendo ficado em MESA para análise, havendo manifestação pela devolução ao autor do Projeto, com base no art. 143, VIII do RI, e por infringência do art. 63, parágrafo único e inciso III e VI da Constituição Estadual. Tendo havido, tempestivamente, recurso regimental do autor contra o despacho denegatório do Presidente da Mesa Diretora, - com fincas no parágrafo único do art. 143 do Regimento Interno, - para que a matéria fosse à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, para exame de sua admissibilidade, com o deferimento do recurso. Após análise da Procuradoria, foi distribuída a esta Comissão para exame e parecer, na forma do artigo 40 do Regimento Interno. É o relatório. PARECER DO RELATOR O presente Projeto de Lei Complementar n.º 16/2010 Revoga o inciso III, do parágrafo único, do artigo 5º, da lei Complementar n.º 455/2008. Autora Deputada Aparecida Denadai.
58 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 A Lei Complementar 455/2008 dispõe sobre a modalidade de remuneração por subsídio para os cargos de agente penitenciário e de agente de Escolta e Vigilância Penitenciária, pertencentes ao Quadro de Carreira de pessoal do Sistema Penitenciário Estadual. Para melhor compreensão colacionamos o art. 5º e reproduzimos as atribuições dos cargos de agente penitenciário e de agente de Escolta e Vigilância Penitenciária: Art. 5º. O ingresso no Quadro de Carreira de Pessoal do Sistema Penitenciário Estadual ocorrerá mediante aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo. Parágrafo único. São requisitos para os cargos de Agente Penitenciário e de Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária, do Quadro de Carreira de Pessoal do Sistema Penitenciário Estadual: I ser portador da Carteira Nacional de Habilitação, Categoria de Habilitação B ; II ter ensino médio completo; III ter idade máxima de 30 (trinta) anos; e IV ter altura mínima de 1,65m (um vírgula sessenta e cinco metros), se homem e 1,60m (um vírgula sessenta metros), se mulher. Quanto a iniciativa adotamos a interpretação em que a matéria não conflita com o caput do artigo 63, da Carta Magna Estadual, que assim dispõe: A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa. Quanto à constitucionalidade verificamos com o apoio do Supremo Tribunal Federal que assiste razão a Senhora deputada em propor a presente correção constitucional. A matéria em seu nascedouro encontrava-se viciada, passou despercebida, pelo Senhor Governador que a delimitação de idade fere de morte o dispositivo ora atacado e que se pretende revogar. O Supremo Tribunal Federal tem assentado que não pode prosperar tal limitação abaixo colacionamos decisões do STF, que não deixa duvida sobre o acerto da iniciativa de ordem pública que julgamos deva prosseguir em sua tramitação nesta Douta Casa de Lei, salvo melhor juízo da Douta Comissão de Justiça. Vejamos como tem decidido o Excelso Pretório: "Concurso público: Técnico em Apoio Fazendário: candidata funcionária pública: indeferimento de inscrição fundada em imposição legal de limite de idade, não reclamado pelas atribuições do cargo, que configura discriminação inconstitucional (CF, arts. 5º e 7º, XXX): (...)." (RE , Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em , 1ª Turma, DJ de ) A vedação constitucional de diferença de critério de admissão por motivo de idade (CF, art. 7º, XXX) é corolário, na esfera das relações de Trabalho, do princípio fundamental de igualdade (CF, art. 5º, caput), que se estende, à falta de exclusão constitucional inequívoca (como ocorre em relação aos militares CF, art. 42, 11), a todo o sistema do pessoal civil. É ponderável, não obstante, a ressalva das hipóteses em que a limitação de idade se possa legitimar como imposição da natureza e das atribuições do cargo a preencher. Esse não é o caso, porém, quando, como se dá na espécie, a lei dispensa do limite os que já sejam servidores públicos, a evidenciar que não se cuida de discriminação ditada por exigências etárias das funções do cargo considerado. (RMS , Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em , Plenário, DJ de ). No mesmo sentido: AI AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em , Primeira Turma, DJE de O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido." (Súmula 683) Apenas para não deixar de citar verifiquei atentamente que as atribuições do cargo prevista na lei em seu anexo I, não guardam pertinência com a delimitação de idade prevista no inciso III, do art. 5º, uma simples leitura do seu conteúdo reforça a natureza da presente iniciativa vejamos: ATRIBUIÇÕES DOS CARGOS ANEXO I DA LEI COMPLEMENTAR N.º 455/2008
59 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo AGENTE PENITENCIÁRIO Exercer as atividades de atendimento, custódia, guarda, assistência e orientação aos internos das unidades penitenciárias do Estado; desenvolver ações de atendimento, assistência e orientação aos familiares e visitantes dos internos das penitenciárias do Estado; conduzir os veículos de transporte de internos; e outras atividades correlatas. AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITENCIÁRIA Exercer as atividades de vigilância das unidades penitenciárias, muralhas, guaritas e alambrados que compõem as unidades, desenvolver ações de contenção, vigilância do interno durante o período de tempo no qual se fizer necessário sua movimentação interna, externa ou permanência em local diverso da unidades prisional (apresentação de internos aos juizados, transferência, condução à rede hospitalar de assistência médica e odontológica); conduzir os veículos de transporte de internos; e outras atividades correlatas. Diante do exposto, e nos termos das considerações aduzidas opinamos pela CONSTITUCIONALIDADE da proposição em exame, o que nos leva a sugerir a Rejeição do Despacho Denegatório da Mesa Diretora. Concluímos pelo exposto, que em face do interesse público demonstrado, o Projeto de Lei aqui analisado merece prosseguir em sua tramitação normal e regular nesta Augusta Assembleia Legislativa. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão o seguinte parecer: PARECER N.º 192/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela Rejeição do Despacho Denegatório da Mesa Diretora aposto ao Projeto de Lei Complementar n.º 016/2010, de autoria da Ilustre Deputada Aparecida Denadai. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUIZ CARLOS MOREIRA Relator DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO DARY PAGUNG CLAUDIO VEREZA CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 198/2010 RELATÓRIO Projeto de Lei n.º 24/2010 que Dispõe sobre a criação do certificado Praia Limpa e dá outras providências. Autora Deputada Aparecida Denadai. A matéria foi apresentada na sessão ordinária de 08 de fevereiro de 2010, tendo ficado em MESA para análise, havendo manifestação pela devolução ao autor do Projeto, com base no art. 143, VIII do RI, e por infringência do art. 63, parágrafo único e inciso III e VI da Constituição Estadual. Tendo havido, tempestivamente, recurso regimental do autor contra o despacho denegatório do Presidente da Mesa Diretora, - com fincas no parágrafo único do art. 143 do Regimento Interno, - para que a matéria fosse à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, para exame de sua admissibilidade, com o deferimento do recurso. Tendo havido, tempestivamente, recurso regimental do autor contra o despacho denegatório do Presidente da Mesa Diretora, - com fincas no parágrafo único do art. 143 do Regimento Interno, - para que a matéria fosse à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, para exame de sua admissibilidade, com o deferimento do recurso coube a mim relatar o que se segue. É o relatório. PARECER DO RELATOR Versa a presente proposição sobre a emissão de parecer, quanto à constitucionalidade da preposição legislativa, em epígrafe, de autoria da eminente Deputada Aparecida Denadai. O princípio da separação dos Poderes está bem delineado no brilhante voto do Ministro Sepúlveda Pertence esculpido na Constituição
60 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Federal, art. 2º, abaixo colacionamos jurisprudência dominante do STF: Processo legislativo dos Estados- Membros: absorção compulsória das linhas básicas do modelo constitucional federal entre elas, as decorrentes das normas de reserva de iniciativa das leis, dada a implicação com o princípio fundamental da separação e independência dos Poderes: jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal. (ADI 637, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em , DJ de 1º ). Verifica-se, no caso em espécie, que o PROCESSO LEGISLATIVO encontra-se viciado quanto à iniciativa legislativa, tendo em vista que ela pertence ao Poder Executivo Estadual. O Pretório Excelso em brilhante voto da Ministra Ellen Gracie confirma a acertada denegação do presente projeto de lei, em face do vicio de iniciativa apresentado e sacramenta o pensamento dominante daquela corte. "É indispensável a iniciativa do Chefe do Poder Executivo (mediante projeto de lei ou mesmo, após a EC 32/01, por meio de decreto) na elaboração de normas que de alguma forma remodelem as atribuições de órgão pertencente à estrutura administrativa de determinada unidade da Federação." (ADI 3.254, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em , DJ de ) Sendo assim, nota-se que a proposição em epígrafe, malgrado os elevados propósitos do seu autor, confronta com o sistema constitucional de iniciativas reservadas estabelecidas pela Constituição Federal e, reproduzidas em nossa Lei Maior Estadual. Não há, pois como contornar o obstáculo antedito que, assume as feições de uma típica inconstitucionalidade formal, cujos efeitos, não custa repetir, fulminam integralmente a proposição. Diante do exposto, e nos termos das considerações aduzidas opinamos pela INCONSTITUCIONALIDADE da proposição em exame, o que nos leva a sugerir aos membros desta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 198/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela Manutenção do Despacho Denegatório da Mesa Diretora, lançado no Projeto de Lei n.º 024/2010 de autoria da Deputada Aparecida Denadai. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente CLAUDIO VEREZA Relator DARY PAGUNG DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 167/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 052/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio dispõe sobre a obrigatoriedade das secretarias de Estado responsável pela analise e homologação das tarifas de transportes e saneamento detalharem as planilhas em plenário da Assembléia Legislativa 20 dias antes de entrar em vigor. A matéria foi protocolada em 02 de março de 2010 lida no expediente do dia 08/03/10 e foi devolvida ao autor com base no art. 143, inciso VIII do Regimento Interno e por infringência ao art. 63, parágrafo único, incisos III e VI da Constituição Estadual. O autor entrou com pedido de recurso o que foi deferido em 08/03/2010 para tramitação regimental. É o relatório. PARECER DO RELATOR O projeto em tela dispõe sobre a obrigatoriedade das Secretarias de Estado responsável pela analise e homologação das tarifas de transportes e saneamento detalharem as planilhas em plenário da Assembléia Legislativa 20 dias antes de entrar em vigor, cabendo aos titulares das respectivas secretarias indicarem técnicos para demonstrarem em slides toda a planilha na qual teria resultado em reajuste/aumento das tarifas. Segundo justificativa do autor, tal medida é para garantir o direito do cidadão à informação detalhada das planilhas que compõe o preço final das tarifas e taxas que são cobradas nos transportes coletivos e dos serviços de água e esgoto.
61 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo Nota-se, que a matéria em comento fere o art. 63, parágrafo único, inciso VI da Constituição Estadual, pois versa sobre criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo, a saber: Art (...) Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado às leis que disponham sobre: I (...) III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Neste diapasão, o art. 98 da mesma Carta Maior estatui que compete ao Secretário de Estado, além de outras atribuições, apresentar ao Governador do Estado relatório semestral, circunstanciado, dos serviços realizados na respectiva secretaria de Estado. Assim, o art. 46, alíneas p) e t) da Lei Estadual n.º 3.043/1975, que versa sobre atribuições dos Secretários de Estado, estabelece: Art São atribuições de todos e de cada um dos Secretários de Estado as previstas na Constituição Estadual e as seguintes enumeradas: p) apresentar, trimestralmente e anualmente, ao Governador do Estado relatório-interpretativo das atividades da Secretaria; t) desempenhar outras tarefas compatíveis com a competência legal e as determinadas pelo Governador. Ademais, o art. 143 da Resolução 2.700/2009, veda tramitação de matéria inconstitucional e quando de refere a assunto alheio a competência deste Poder, senão vejamos: Art Não se admitirão proposições: I - sobre assunto alheio à competência da Assembleia Legislativa; VIII - manifestamente inconstitucionais. Como se vê, a iniciativa do legislador estadual em propor matéria dessa natureza, afronta o principio federativo estampado no art. 2 da Carta da República, tornando a propositura ilegal e inconstitucional, ficando prejudicado sua tramitação nesta Casa de Leis. Isto posto, somos pela adoção do seguinte parecer: PARECER N.º 167/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela manutenção do despacho denegatório da Mesa Diretora ao Projeto de Lei n.º 052/2010 de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala das Comissões, 11 de maio de CLAUDIO VEREZA Presidente DARY PAGUNG Relator DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO LUIZ CARLOS MOREIRA CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 181/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei de n.º 53/2010. Autor: Deputado Estadual Luciano Pereira. Ementa: "Proíbe jogar lixo no chão, em área urbana, no Estado do Espírito Santo". RELATÓRIO O Projeto de Lei de autoria do Deputado Estadual Luciano Pereira tem como finalidade proibir jogar lixo no chão, em área urbana, no Estado do Espírito Santo. O Projeto passou pelo crivo da Mesa Diretora sem restrições, em 08/03/10, foi publicado no Diário do Poder Legislativo do dia 16 de março de A justificativa apresentada nos autos dá noção exata das pretensões do autor. Nesta oportunidade o Projeto veio a esta Procuradoria para receber parecer técnico e elaborar a minuta do parecer do relator da Comissão de Constituição de Justiça, Serviço Público e Redação, na forma regimental. É o relatório. PARECER DO RELATOR Ao ser analisado, preliminarmente, pela Mesa Diretora, não houve qualquer restrição na
62 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 proposição de autoria do Deputado Autor, o que impulsionou o Projeto para o exame da CONSTITUCIONALIDADE FORMAL e MATERIAL, JURIDICIDADE e LEGALIDADE. QUANTO AO ASPECTO DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL, JURIDICIDADE E LEGALIDADE A presente propositura invade a competência privativa dos Municípios para legislar sobre assunto de interesse local (art. 30, l, da Constituição Federal), havendo, assim, obstáculo para sua regular tramitação, restando evidenciado vício de origem. Vale ressaltar que a matéria relacionada à limpeza urbana (regramento, planejamento e implementação) é assunto de interesse local e deve ser regulamentada pelo Município. Embora não figure o Município como ente competente para legislar sobre as matérias disciplinadas no art. 24 da Carta Magna, mas sendo o assunto qualificado como de interesse local, será o Município competente, nos termos do art. 30, l, da Constituição Federal, que diz: "Art. 30. Compete aos Municípios: I - legislar sobre assuntos de interesse local;" Notadamente, o artigo retro citado da Constituição Federal, que é o primeiro instrumento legal a ser utilizado para a análise da matéria, estabelece como competência do município para legislar sobre o tema em foco, eis que trata sobre limpeza urbana. Ainda, as competências privativas dos Municípios definidas no art. 30 da CF, agrupa matérias Legislativa, Tributária, Financeira, Administrativa e as Políticas Públicas Municipais. Por todo o exposto, concluímos que o Projeto de Lei n.º 53/2010, não atende aos pressupostos de constitucionalidade, por insanáveis vícios de inconstitucionalidade formal e material (vício de iniciativa legislativa -competência privativa dos Municípios para legislar sobre a matéria, razão pela qual sugerimos aos ilustres pares desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 181/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela inconstitucionalidade do Projeto de Lei n.º 53/2010, de autoria do Deputado Luciano Pereira. Sala das Sessões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Relator LUIZ CARLOS MOREIRA CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 185/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 62/2010, de autoria do Senhor Deputado Claudio Vereza, objetiva instituir a obrigatoriedade para os técnicos em prótese dentária, estabelecidos no Estado do Espírito santo, de afixarem em seus respectivos laboratórios de modo visível informação expressa ao consumidor, quanto à proibição legal de realizarem quaisquer procedimentos odontológicos, clínicos ou cirúrgicos a pacientes, bem como, aos seus deveres de prestarem, apenas, serviços inerentes a seu mister, destinados aos dentistas (cirurgiõesdentistas), e sob a orientação profissional destes. A Proposição Legislativa foi protocolizada no dia 11 de março de Por sua vez, o Projeto foi lido na Sessão Ordinária do dia 15 do mesmo mês e ano e publicado no Diário do Poder Legislativo datado do dia 26, também, do mesmo mês e ano, às fls e Após, recebeu encaminhamento para esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, com o fim de elaboração de Parecer para efeito de análise da sua constitucionalidade, legalidade, juridicidade e técnica legislativa empregada em sua feitura, conforme dispõe o dispositivo do art. 41 da Resolução n.º 2.700/2009 (Regimento Interno desta Augusta Assembleia Legislativa). Este é o Relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Lei n.º 62/2010, de autoria do Senhor Deputado Claudio Vereza, tem por objeto normativo o seguinte comando: Ficam os técnicos em prótese dentária, estabelecidos no Estado do
63 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo Espírito santo, obrigados a afixarem em seus laboratórios, de modo visível, informação expressa ao consumidor, quanto à proibição legal de realizarem quaisquer procedimentos odontológicos clínicos ou cirúrgicos a pacientes, bem como aos seus deveres de prestarem, apenas, serviços inerentes a seu mister, destinados aos dentistas, e sob a orientação profissional destes. Como comando complementar, a pretensa lei ainda determina: (a) especificações para a confecção do cartaz informativo (impresso em campo não inferior a área de 0,60cm x 0,30 cm sessenta centímetros por trinta centímetros); e (b) especificação da informação a ser impressa ( Aos técnicos em prótese dentária é proibido o exercício da odontologia clínica e cirúrgica, cujo desempenho profissional é de competência e responsabilidade exclusiva dos cirurgiões dentistas ). Nessa linha, cabe observar que, em uma análise preliminar, a diagnose jurídica envolvida converge materialmente para três circunstâncias próprias sobre o objeto e sobre o seu entorno normativo, quais sejam: (i) a regulamentação é sobre a matéria defesa do consumidor, (ii) a regulamentação é, igualmente, sobre a matéria trabalho/profissão/ofício e (iii) a regulamentação é inócua devido a não conter sanção para o destinatário infrator. No que tange a primeira circunstância, verifica-se, na verdade, que a Proposição não versa sobre defesa do consumidor, haja vista que o Técnico em Prótese Dentária não pode dar assistência direta ao paciente in casu, o paciente é o consumidor protegido pela Lei n.º 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor). Em primeiro ponto, porque tal vedação consta tanto do art. 4º da Lei 6.710/1979 (Lei que regulamenta a profissão de Técnico em Prótese Dentária), quanto do art. 11 do Decreto n.º /1982, vejamos respectivamente: Art. 4º É vedado aos Técnicos em Prótese Dentária: I - prestar, sob qualquer forma, assistência direta a clientes; II - manter, em sua oficina, equipamento e instrumental específico de consultório dentário; III - fazer propaganda de seus serviços ao público em geral; Art. 11. É vedado aos Técnicos em Prótese Dentária: I - prestar, sob qualquer forma, assistência direta a clientes; II - manter, em sua oficina, equipamento e instrumental específico de consultório dentário; III - fazer propaganda de seus serviços ao público em geral. Outrossim, a atividade de tais profissionais são destinadas exclusivamente para atender as exigências da atividade dos cirurgiões-dentistas e, assim, são dirigidas por estes últimos (parágrafo único, do art. 4º da Lei 6.710/1979). Caso o Técnico em Prótese Dentária exerça assistência direta a qualquer paciente estarão incorrendo em crime tipificado no art. 282 do Código Penal (art. 8º da Lei 6.710/1979 e art. 12 do Decreto n.º /1982). Em segundo ponto, porque o tomador do serviço do Técnico em Prótese Dentária é exclusivamente os cirurgiões-dentistas, que, por sua vez, irão utilizar as próteses dentárias em suas específicas intervenções laborativas com os seus pacientes. Nesse contexto o cirurgião-dentista não é o tomador final do trabalho do Técnico em Prótese Dentária, mas é ele quem adquiri o resultado de seu trabalho vale dizer que nesta relação não existe relação de consumo, mas tão-somente relação mercantil/comercial, em face de não ser o cirurgiãodentista o destinatário final da prótese dentária por ele solicitada, mas a adquiri como insumo e, desta forma, integra-a ao serviço que realiza em seus pacientes. In verbis, dita o art. 2º da Lei n.º 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor - CDC): Art. 2º Consumidor é toda pessoa Física ou Jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Casos análogos já foram desclassificados, pelos Tribunais, como consumidores protegidos pelo CDC, exatamente por não configurar relação de consumo em razão do tomador do serviço ou do produto não ser o seu destinatário final. A matéria é pacificada pela jurisprudência, vejamos um exemplo do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: Indenização, Responsabilidade civil. Ajuizamento por pessoa jurídica. Fundamentação no Código de Defesa do Consumidor. Inadmissibilidade. Bem adquirido para ser utilizado na sua atividade empresarial. Qualidade de consumidor inexistente. Interpretação do art. 2º da Lei Federal n.º 8.078, de Sentença confirmada. (TJSP, 16ª C. Civil, AC n.º , j. em , rel. des. Pereira Calças, v.u., JTJ-Lex 173/ ) Não resta dúvida, a matéria objeto da Proposição ora em apreço não é matéria referente ao Consumidor, portanto não é pertinente a matéria de
64 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Competência Legislativa Concorrente entre a União e os Estados-Membros (art. 24, inciso VIII, da Constituição Federal). Mas também não é antinômica com a Competência Privativa da União (art. 22, inciso I, da Constituição Federal), porque não trata de exigência para o exercício da atividade de Técnico em Prótese Dentária, mas apenas uma exigência administrativa de afixação de cartaz informativo sobre as proibições de suas atividades previstas na legislação federal pertinente (Lei n.º 6.710, de 5 de novembro de 1979, Decreto n.º , de 11 de outubro de 1982 e, no que couber, pelas disposições da Lei n.º 4.324, de 14 de abril de 1964, e do Decreto n.º , de 3 de junho de 1971). Desse extrato, resta confirmado que, do sobejamento das Competências Legislativas Privativa, Concorrente, e Exclusiva Local, se tem o benefício de se posicionar o objeto normativo do Projeto de Lei em análise no campo de Competência Legislativa Exclusiva do Estado (art. 25, 1º, da Constituição da República). Entretanto, deve-se enfrentar o ponto que afirma ser a pretensa regulamentação inócua, devido a não conter sanção para o destinatário infrator. A questão se revela verdadeira, tendo em vista que o Princípio Constitucional da Legalidade dos Atos Administrativos (art. 37, caput, da CF) exige prévia cominação legal para que a Administração Pública Direta e Indireta possa punir o infrator. Em outros termos, diante de simples juízo lógico, não poderá a Administração Pública aplicar sanção alguma ao Técnico em Prótese Dentária que não cumprir com a exigência de afixação do cartaz previsto no Projeto de Lei n.º 62/2010. Caso se transforme em Lei, o Projeto não possui dinâmica aplicativa por não apresentar elemento de coerção. Além disso, outro obstáculo jurídico decorre reflexamente da falta de sanção, qual seja: se a pretensa normatividade exige obrigação a ser cumprida pelos Técnicos em Prótese Dentária, qual o órgão público será encarregado de fiscalizar estes profissionais e seus laboratórios? Esta resposta tem duas hipóteses, ou será uma Secretaria do Estado do Espírito Santo ou será o Conselho Regional de Odontologia. Porém, em ambas as hipóteses verificam-se a presença de gravame insanável de inconstitucionalidade formal. Senão vejamos: Se a obrigação de fiscalizar recair sobre um Órgão Público do Estado do Espírito Santo teremos, na hipótese, infringência direta aos comandos endereçados nos incisos III e VI, do parágrafo único, do artigo 63, da Constituição Estadual, verificada pelo fato de acarretar nova atribuição para uma das Secretarias de Estado (atribuição de fiscalizar). Além disso, impõe igualmente ao Poder Executivo Estadual a incumbência de criar funções ou cargos públicos de fiscais para a realização desta nova atividade administrativa de natureza de poder de polícia. Desta forma, por ser de autoria de parlamentar, a Proposição viola diretamente a esfera de Iniciativa Legislativa Privativa do Chefe do Poder Executivo. Assim define a Constituição Estadual: Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Por seu turno, se a obrigação de fiscalizar recair sobre o Conselho Regional de Odontologia terá igualmente impedimento constitucional com fundamento no Princípio da Federação, que prevê autonomia para os Entes Federados (art. 18, caput, da Constituição Federal). Analisemos melhor esta questão. Para exercer a sua atividade os Técnicos em Prótese Dentária, bem como, os seus Laboratórios deverão ter registro junto ao Conselho Regional de Odontologia (art. 2º da Lei 6.710/1979 e art. 1º, 4º e 5º do Decreto n.º /1982), que deverá tal Conselho a atribuição/competência de fiscalizá-los (art. 6º da Lei 6.710/1979), ad litteram: Art. 6º A fiscalização do exercício da profissão de Técnico em Prótese Dentária é da competência dos Conselhos Regionais de Odontologia. Daí que, legalmente, o Conselho Regional de Odontologia é a entidade que atua na fiscalização desses profissionais e de seus laboratórios, principalmente no que concernem as vedações legais. Mas, qual a definição jurídica desse Conselho? Não raro, a natureza jurídica está expressa na própria lei de constituição dos Conselhos (Lei n.º 4.324/1964), onde se afere serem os mesmos dotados de personalidade jurídica de direito público, não obstante outras leis indicarem, desde logo, que estes Conselhos são Autarquias Federais. Todavia, há entendimento diverso onde se tem que a natureza jurídica dos Conselhos é especificamente corporativa e, destarte, são Autarquias Especiais Sui Generis, dotadas de personalidade jurídica de direito privado, por delegação do Poder Público, mediante autorização legislativa, por força da edição da Lei n.º 9.649/1998.
65 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo Importante salientar, por oportuno, que Supremo Tribunal Federal já tinha enfrentado o tema no Mandado de Segurança n.º SC, Relator Ministro Moreira Alves, por votação unânime, em que se decidiu que: "(...) Os Conselhos Regionais de Medicina, como sucede com o Conselho Federal, são autarquias federais sujeitas à prestação de contas ao Tribunal de Contas da União por força do disposto no inciso II do artigo 71 da atual Constituição." Cabe destacar trecho do voto condutor do Relator, na passagem onde diz que: "Esses Conselhos o Federal e os Regionais foram, portanto, criados por lei, tendo cada um deles personalidade jurídica de direito público, com autonomia administrativa e financeira. Ademais, exercem eles a atividade de fiscalização de exercício profissional que, como decorre do disposto nos artigos 5º, XIII, 21, XXIV, e 22, XVI, da Constituição Federal, é atividade tipicamente pública. Por preencherem, pois, os requisitos de autarquia, cada um deles é uma autarquia, embora a Lei que os criou declare que todos, em seu conjunto, constituem uma autarquia, quando, em realidade, pelas características que ela lhes dá, cada um deles é uma autarquia distinta. Não obstante, um simples cotejo com o Decreto-Lei n.º 200/1967, Estatuto da Reforma Administrativa Federal, no seu art. 5º, para verificarmos que os Conselhos de fiscalização das profissões liberais se enquadram perfeitamente na forma de Autarquias. Define o art. 5º, inciso I, do Decreto-Lei n.º 200/1967: Art. 5º. Para os fins desta lei, considera-se: I Autarquia o serviço autônomo criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio próprio, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada. No caso dos Conselhos Federal e Regionais de Odontologia a questão foi plenamente dirimida pela Lei n.º 4.324, de 14 de abril de 1964, tendo em vista que esta legislação federal define que o conjunto destes Conselhos formam uma Autarquia e, em cada Estado-Membro da Federação, haverá um Conselho Regional de Medicina dotado de personalidade jurídica de direito público. Ditam os artigos 1º e 2º da Lei Federal n.º 4.324/1964: Art. 1º Haverá na Capital da República um Conselho Federal de Odontologia e em cada capital de Estado, de Território e no Distrito Federal, um Conselho Regional de Odontologia, denominado segundo a sua jurisdição, a qual alcançará, respectivamente, a do Estado, a do Território e a do Distrito Federal. Art. 2º O Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Odontologia ora instituídos constituem em seu conjunto uma autarquia, sendo cada um dêles dotado de personalidade jurídica de direito público, com autonomia administrativa e financeira, e têm por finalidade a supervisão da ética profissional em tôda a República, cabendo-lhes zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da odontologia e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente. Com fulcro na sua Competência Legislativa Privativa prevista no inciso XVI, do art. 22, da CF, a União instituiu, por lei (Lei Federal n.º 4.324/1964), em sua Administração Indireta a Autarquia definida como o conjunto compreendido pelos Conselhos Federal e Regionais de Odontologia, sendo que cada um deles é dotado de personalidade jurídica de direito público. Nesse quadrante e considerando a autonomia dos Entes-Federados decorrentes do Princípio da Federação brasileira, pergunta-se: como poderia uma lei estadual impor atribuições para uma Autarquia Federal? A resposta necessariamente deve ser pela impossibilidade desta situação, por configurar uma situação contrária aos preceitos constitucionais, em especial, no que tange ao caput de seu art. 18. Sendo desta forma, perante a análise jurídica, verifica-se do diagnóstico decorrente que, incontestavelmente, a pretensa normatividade da Proposição Legislativa traz ponto de antinomia com os preceitos constitucionais, tanto da Constituição Federal, quanto da Constituição Estadual, destarte, a consagrando com a graduação de material e formalmente inconstitucional. Por seu turno, estendendo a análise técnica da proposição, verifica-se que quanto à mesma há oposição na doutrina e na jurisprudência dos Egrégios Tribunais Superiores que impede, material ou formalmente, o projeto de ser aprovado, por não ser o mesmo jurídico.
66 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diante tanto do Ordenamento Jurídico Federal, quanto do Ordenamento Jurídico Estadual, a normatividade do Projeto de Lei n.º 62/2010 é antinômico ao Regimento desta Augusta Casa de Leis que requer proposições uníssonas aos preceitos constitucionais, assim resta ao projeto ser reconhecido como ilegal. Por fim, a técnica legislativa empregada em sua elaboração não atende satisfatoriamente os preceitos: (a) da Constituição Federal, (b) da Constituição Estadual, (c) da Lei Complementar Federal n. 95, de 26 de fevereiro de 1999, e (e) da Resolução Estadual n.º 2.700, de 15 de julho de 2009 (Regimento Interno desta Nobre Assembleia Legislativa), haja vista que pelo fundamento lógico o projeto impõe o atendimento de obrigação, mas não apresenta as sanções necessárias para os infratores. Em conclusão, o Projeto de Lei n.º 62/2010, de autoria do Senhor Deputado Claudio Vereza, é material e formalmente inconstitucional, ilegal, antijurídico e não próprio sob os aspectos da técnica legislativa. Ex Positis, sugerimos aos Ilustres Pares desta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 185/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE, ILEGALIDADE e ANTIJURIDICIDADE do Projeto de Lei n.º 62/2010, de autoria do Senhor Deputado Claudio Vereza. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUZIA TOLEDO Relatora LUIZ CARLOS MOREIRA CLAUDIO VEREZA DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI DARY PAGUNG CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 164/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei de n.º 068/2010. Autor: Deputado Reginaldo Almeida. Ementa: Autoriza o Poder Executivo a criar o Selo Orgânico Legal e dá outras providências. RELATÓRIO O Projeto de Lei de n.º 068/2010, de autoria do Deputado Estadual Reginaldo Almeida, tem como finalidade Autorizar o Poder Executivo a criar o Selo Orgânico Legal e dá outras providências. A matéria ao ser submetida ao crivo da Mesa Diretora, em 22/03/2010, onde recebeu parecer preliminar no sentido da devolução do projeto ao autor com base no que dispõe o artigo 143, inciso VIII, do Regimento Interno. Inconformado o Deputado Autor, recorreu da decisão à Comissão de Constituição e Justiça no dia 23/03/2010, ou seja, dentro do prazo regimental. Recurso que foi deferido, com isso, a matéria foi a Comissão de Constituição e Justiça para exame, onde foi designado deputado relator para examinar a decisão da Mesa Diretora sob sua constitucionalidade, após parecer técnico da Procuradoria Legislativa. É o relatório. PARECER DO RELATOR A Mesa Diretora, dentro de suas prerrogativas regimentais, por força do dispositivo contido no artigo 143, VIII do Regimento Interno, com base no disposto do art. 63, parágrafo único, incisos III e VI, da Constituição Estadual/ES, impediu que o Projeto de Lei de n.º 068/2010, seguisse seu caminho natural. Inconformado o Deputado autor da proposição interpôs recurso à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. Deferido o recurso, o Projeto foi remetido a Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, onde coube-me, por distribuição, relatar a matéria. A matéria em análise é sem qualquer dúvida pertinente, no entanto, é necessário observar que uma lei para ser aprovada em qualquer uma de suas Casas legislativas, se torna necessário atender normas preestabelecidas em seu aspecto de constitucionalidade e legalidade. DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL E DA LEGALIDADE DO PROJETO DE LEI. O legislador quando trabalhou na elaboração da Constituição Estadual, por certo, teve que obedecer normas vigentes esculpidas na Carta Maior da República Brasileira. Com isso, houveram parâmetros a serem seguidos. Ao examinar atentamente o Projeto de Lei de n.º 068/2010, conclui-se sem muito esforço que o Projeto encontra resistência intrasponível no art. 63, parágrafo único incisos III e VI da Constituição Estadual por conter vício de iniciativa. Para ressaltar a importância que a matéria requer, é nosso dever trazer a colação as decisões dos Tribunais, com isso, evidenciar que a materia não
67 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo deve tramitar, apenas, pela opinião deste relator, mas que encontra resistência no julgados dos doutos juristas brasileiros, a saber: PROCESSO N.º: /000(1) RELATOR: SCHALCHER VENTURA DATA DO ACÓRDÃO: EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI AUTORIZATIVA. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO.REJEIÇÃO. LEI DISPONDO SOBRE ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS. INICIATIVA RESERVADA AO EXECUTIVO. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA - AINDA QUE SE TRATE DE LEI MERAMENTE AUTORIZATIVA, NÃO PODE O LEGISLATIVO USURPAR INICIATIVA DO EXECUTIVO PARA LEGISLAR SOBRE MATÉRIA RESERVADA ADMINISTRAÇÃO, PELO QUE SE IMPÕE REJEITAR PRELIMINAR E CONHECER DA ADIN TENDENTE A DECLARAR A INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMA DE TAL NATUREZA. É DO EXECUTIVO A INICIATIVA DE LEI QUE DISPÕE SOBRE SERVIÇOS PÚBLICOS DO MUNICÍPIO, RECONHECIDA A EIVA DA INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMA ORIGINÁRIA DO LEGISLATIVO E QUE TRATA DESTA MATÉRIA. No mesmo processo o Des. Reinaldo Ximenes Carneiro ainda descreve: AO MEU AVISO, AINDA QUE SEJA AUTORIZATIVA, A LEI É FLAGRANTEMENTE INCONSTITUCIONAL, PORQUE AO SE PERMITIR QUE A LEI AUTORIZATIVA SEJA APRESENTADA POR VEREADOR - QUALQUER TIPO DE LEI - VAMOS CRIAR UM EMBARAÇO DE TAL NATUREZA AO EXECUTIVO, QUE A ADMINISTRAÇÃO POLÍTICA VAI PASSAR A SER DA ESFERA DAQUELES VEREADORES QUE TENHAM INTERESSES LOCALIZADOS EM DETERMINADOS PONTOS. Vê-se, pois, que o atual entendimento adotado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais nos leva a concluir que O FATO DE A LEI IMPUGNADA SER MERAMENTE AUTORIZATIVA NÃO LHE RETIRA A CARACTERÍSTICA DE INCONSTITUCIONALIDADE, QUE A DESQUALIFICA PELA RAIZ. E mais, por tudo isso, podemos afirmar que, ainda que não imponha diretamente obrigação ao Executivo e sim, mera autorização para que pratique determinados atos, tem sido decidido no âmbito de nossos Tribunais que a Lei Autorizativa, nem por isto, perde sua característica de inconstitucional, ou seja, A LEI QUE AUTORIZA O EXECUTIVO A AGIR EM MATÉRIAS DE SUA INICIATIVA PRIVATIVA IMPLICA, EM VERDADE, UMA DETERMINAÇÃO, SENDO, PORTANTO, INCONSTITUCIONAL. Assim, pelo parecer acima exposto, bem como pelas decisões recentes do Tribunal de Justiça Mineiro, pode-se concluir que o projeto de lei autorizativo advindo do legislativo é considerado inconstitucional e ilegal. Diante do exposto, não podemos deixar de reconhecer que o despacho denegatório da Mesa Diretora, à luz do disposto no artigo 143, inciso VIII do Regimento Interno, por ser manifestamente inconstitucional o Projeto de Lei de n.º 068/2010, de autoria do Deputato Reginaldo Almeida, deve ser mantido integralmente. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 164/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela manutenção do despacho denegatório da Mesa Diretora aposto ao Projeto de Lei n.º 068//2010, de autoria do Deputado Estadual Reginaldo Almeida. Sala das Sessões, 11 de maio de CLAUDIO VEREZA Presidente/Relator LUIZ CARLOS MOREIRA LUZIA TOLEDO DARY PAGUNG CHAMOUN) Publique-se.
68 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 199/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 69/2010, de autoria da Senhora Deputada Aparecida Denadai, objetiva instituir o Programa de Assistência Médica e Psicológica aos Professores da Rede Pública do Estado do Espírito Santo Portadores da Síndrome de Burnout. Foi protocolizado no dia 17 de março de Por sua vez, a Proposição foi lida na Sessão Ordinária do dia 22 do mesmo mês e ano, oportunidade esta em que recebeu despacho da Senhora Presidente pela devolução ao seu autor, por infringir o art. 63, parágrafo único, incisos III e VI, da Constituição Estadual. A Deputada Autora apresentou tempestivamente recurso contra o despacho que lhe devolveu o seu Projeto, razão pela qual foi o mesmo encaminhado para esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, conforme dispõe o parágrafo único, do art. 143, do Regimento Interno da ALES (Resolução n.º 2.700/2009). Este é o Relatório. PARECER DO RELATOR Conforme suso grifado, Projeto de Lei n.º 69/2010, de autoria da Senhora Deputada Aparecida Denadai, visa criar um programa voltado a garantir assistência médica e psicológica aos professores da rede pública do Estado do Espírito Santo portadores da Síndrome de Burnout. Para fins de adequação, a normatização ainda prevê outras providências referentes: I) A definição da Síndrome de Burnout; II) Determina avaliação dos educadores no que tange as suas condições físicas, psíquicas e emocionais, quando do ingresso na respectiva função e nos casos em que os mesmos necessitarem; III) Prevê a existência de equipe multidisciplinar, compostas por médicos, psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais, para realizarem os acompanhamentos dos educadores; IV) Autoriza o Estado do Espírito Santo a firmar convênios, protocolos, ajustes ou outros instrumentos com os municípios, clínicas particulares e entidades não-governamentais, com a finalidade de assegurar as providências referentes aos acompanhamentos e avaliações dos educadores da Rede Estadual de Educação. Notadamente, seu escopo é de grande relevância para o interesse público, daí o elevado grau de importância, principalmente como um bom programa de suporte para os educadores da Rede Pública Estadual de Ensino, que resultaria, consequentemente, em uma melhora na qualidade da atividade desses profissionais. Neste mister, o projeto revela-se meritório. Entretanto, o objeto normativo do Projeto de Lei n.º 69/2010 produz infringência direta aos comandos endereçados nos incisos III e VI, do parágrafo único, do artigo 63, da Constituição Estadual. Tal infringência se verifica pela própria circunstância definida no texto da Proposição Normativa, pois, ao prever avaliação e acompanhamento, dos educadores da Rede Pública Estadual de Ensino, por equipe multidisciplinar (médicos, psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais), acaba por definir novas incumbências para órgão público do Poder Executivo Estadual (Secretaria de Estado da Educação), além disso, impõe também ao Poder Executivo a criação de funções ou cargos públicos para a realização das novas atividades estipuladas. Nesse contexto, o Projeto viola diretamente a esfera de Iniciativa Legislativa Privativa do Chefe do Poder Executivo. Vejamos o que define a Constituição Estadual in verbis: Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Uníssono a este topoi jurídico, o próprio Supremo Tribunal Federal já se manifestou em casos idênticos e se posicionou no sentido de preservar
69 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo incontest os Princípios da Reserva de Administração do Poder Executivo e da Separação dos Poderes (ADI-MC 776/RS Órgão Julgador: Tribunal Pleno Relator: Ministro Celso de Mello Julgamento: 23/10/1992. DJ PP-00080; ADI-MC 2364 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Relator: Ministro Celso de Mello Julgamento: 23/10/1992. DJ PP Não obstante, julgando a constitucionalidade de uma lei do Estado do Espírito Santo, o Excelso Pretório ratificou o seu posicionamento, inclusive para concluir que nem na hipótese de sanção haveria convalidação do vício de inconstitucionalidade resultante da usurpação do poder de iniciativa do chefe do Poder Executivo (ADI 2867/ES Órgão Julgador: Tribunal Pleno Relator: Ministro Celso de Mello Julgamento: 03/12/2003. DJ PP ). Não obstante, outro gravame de inconstitucionalidade aflora no momento em que a Proposição, na realidade, prevê e tipifica um Programa, com um conjunto de despesas a ser arcada pelo erário estadual. Nesse mister, a Constituição Federal veda a promoção de Programas sem prévia e específica dotação orçamentária, bem como, sem a indicação dos recursos correspondentes para tanto. Define, in verbis, os incisos I e V, do art. 167, da CR: Art São vedados: I o início de programas e projetos não incluídos na lei orçamentária anual; V a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes; Com maior precisão simétrica e na mesma linha de proibição, determina o art. 152, incisos I, II, III e V, da Constituição Estadual. Vejamos: Art São vedados: I - o início de programas ou projetos não-incluídos na lei orçamentária anual; II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais; III - a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo, por maioria absoluta; IV -... V - a abertura de crédito suplementar ou especial, sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes; Sendo desta forma, perante a análise jurídica, verifica-se do diagnóstico decorrente que, incontestavelmente, a pretensa normatividade da Proposição Legislativa traz ponto de antinomia com os preceitos constitucionais, tanto da Constituição Federal, quanto da Constituição Estadual, destarte, tornando-se gravada como formalmente inconstitucional. Em conclusão, o Projeto de Lei n.º 69/2010, de autoria da Senhora Deputada Aparecida Denadai, é formalmente inconstitucional. Ex Positis, sugerimos aos Ilustres Pares desta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 199/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela MANUTENÇÃO DO DESPACHO DO SENHOR PRESIDENTE DA MESA DIRETORA que devolveu o Projeto de Lei n.º 69/2010, de autoria da Senhora Deputada Aparecida Denadai. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente CLAUDIO VEREZA Relator DARY PAGUNG LUIZ CARLOS MOREIRA LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 193/2010 RELATÓRIO O presente Projeto de Lei n.º 97/2010, de autoria do Deputado Atayde Armani, que Estabelece normas para utilização de bibliotecas
70 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 universitárias por estudantes da rede pública de ensino e por inscritos em concurso público. Na justificativa de seu Projeto de Lei, o autor alega que a propositura visa ampliar o acesso aos meios de pesquisa científica asseverando que O que se busca por este projeto de lei é franquear às pessoas que tem melhor condição do acesso às boas bibliotecas do Estado, para que possam também usufruir seu acervo, de modo a se prepararem e especializarem para provas vestibulares e concursos públicos. A matéria foi protocolizada no dia 07 de abril de 2010 e lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 13 de abril de Ocasião em que recebeu despacho denegatório do Presidente da Mesa Diretora, com base no art. 143, VIII, do Regimento Interno, por infringência ao disposto no art. 61, II, b, da Constituição Federal e, também, ao que dispõe o art. 63, parágrafo único, III, VI, da Constituição Estadual. O Autor do Projeto de Lei interpôs recurso ao despacho da Mesa Diretora, que foi deferido regimentalmente. O Projeto de Lei veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do disposto no art. 41, I, do Regimento Interno, (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE E DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL. É inegável a relevância social da referida Propositura que pretende franquear aos estudantes da rede pública e inscritos em concursos públicos o acesso ao acervo das bibliotecas universitárias de todas as faculdades públicas e privadas com sede no Estado. Todavia, seu conteúdo normativo não deve ingressar no ordenamento jurídico estadual, pois apresenta aspectos inconstitucionais e ilegais, eis que a competência para legislar sobre a matéria é da União e, em especial, do Ministério da Educação - MEC, a quem compete estabelecer políticas nacionais da educação. Portanto, o Projeto de Lei n.º 97/2010, em análise, que Estabelece normas para utilização de bibliotecas universitárias por estudantes da rede pública de ensino e por inscritos em concurso público, sob o prisma da constitucionalidade e da legalidade, encontra gravame de inconstitucionalidade por conter vício de origem, não devendo, portanto, tramitar regularmente. Sendo assim, entendemos conforme o despacho do Presidente da Mesa Diretora, eis que invade a competência legislativa privativa da União, conforme disposto no art. 61, 1º, II, b, da Constituição Federal e, por simetria, o que dispõe o art. 63, caput, III e VI, da Constituição Estadual, in verbis: A Constituição Federal assim regula a reserva de iniciativa de leis em favor do Presidente da República: "Art º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: (...) II - disponham sobre: (...) b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios; (grifo nosso)... Constituição Estadual Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; (...) VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Por todo o exposto, concluímos no sentido de que o Projeto de Lei n.º 97/2010, de autoria do Deputado Atayde Armani, não atende aos pressupostos de legalidade e constitucionalidade, não devendo, portanto, seguir sua tramitação normal. Neste sentido, sugerimos aos ilustres pares desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 193/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é
71 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo pela manutenção do despacho denegatório da Mesa Diretora, aposto ao Projeto de Lei n.º 97/2010, de autoria do Deputado Atayde Armani. Sala Rui Barbosa, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUIZ CARLOS MOREIRA Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 175/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 281/2006, de autoria do Deputado Marcelo Santos, que dispõe sobre a concessão de isenção da taxa de licenciamento para os veículos de propriedade de portador de deficiência física, foi lido na Sessão Ordinária do dia e publicado no Diário do Poder Legislativo do dia , às páginas e Durante sua tramitação ordinária o Projeto recebeu o Parecer n.º 181/2007 da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, pela constitucionalidade e legalidade, com adoção de emenda; os Pareceres n. os 26/2007 e 119/2007, da Comissão de Saúde, Saneamento e Assistência Social; e da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos, respectivamente, ambos pela aprovação, na forma do Parecer da Comissão de Justiça. Tendo sido aprovado na Sessão Ordinária de o requerimento para sua tramitação em urgência o Projeto de Lei n.º 281/2006 recebeu, a partir de então, o parecer oral da Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas, pela aprovação, na forma do Parecer da Comissão de Justiça. Concluído o exame técnico, foi colocado o Projeto de Lei n.º 281/2006 à apreciação do Plenário que o aprovou na forma do Parecer n.º 181/2007 da Comissão de Justiça. Por ter sido aprovado com emenda, o Projeto veio a esta Comissão para elaboração de sua Redação Final, na forma do artigo 212 do Regimento Interno. Este é o Relatório. PARECER DO RELATOR O Regimento Interno determina que a proposição aprovada com emenda ou com flagrante desrespeito às normas gramaticais e de técnica legislativa seja submetida à nova votação. Cabe o exame a esta Comissão. O Projeto de Lei n.º 281/2006 foi aprovado pelo Plenário com a adoção da seguinte emenda: Emenda Modificativa 01 ao Projeto de Lei n.º 281/2006 Art. 1º - O artigo 1º do Projeto de Lei nº 281/2006 passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 1º - O Poder Executivo concederá isenção da taxa de licenciamento para os veículos de propriedade de portador de deficiência física, as pessoas portadoras de deficiência visual, mental severa ou profunda, ou autistas, proprietárias de veículo automotor, ou seu representante legal. Parágrafo único: Para a concessão do benefício previsto no art. 1º é considerada também pessoa portadora de deficiência física aquela que apresenta alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidades congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções. Com base no artigo 215 do Regimento Interno e em atenção ao disposto na Lei Complementar Federal n.º 95/98, alterada pela Lei Complementar Federal n.º 107/01, e nas Normas para Padronização dos Atos Legislativos estabelecidas pela Secretaria Geral da Mesa, sugerimos à matéria aprovada as alterações abaixo destacadas em vermelho: Dessa forma, sugerimos aos membros da Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 175/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é
72 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 pela aprovação da redação final do Projeto de Lei n.º 281/2006, de autoria do Deputado Marcelo Santos, na forma que segue: REDAÇÃO FINAL DO PROJETO DE LEI N.º 281/2006 Dispõe sobre a concessão de isenção da taxa de licenciamento para os veículos de propriedade de pessoas com deficiência. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º O Poder Executivo concederá isenção da taxa de licenciamento para os veículos de propriedade de pessoas com deficiência física, pessoas com deficiência visual, mental severa ou profunda, ou autistas, proprietárias de veículo automotor, ou seu representante legal. Parágrafo único. Para a concessão do benefício previsto no caput, é considerada também pessoa com deficiência física aquela que apresenta alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentandose sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidades congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções. Art. 2º Esta Lei será regulamentada no prazo de 120 (cento e vinte) dias da data de sua publicação. Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator CLAUDIO VEREZA LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI DARY PAGUNG LUIZ CARLOS MOREIRA CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 188/2010 RELATÓRIO Projeto de Lei n.º 551/09 de autoria da nobre Deputada Aparecida Denadai, que "Proíbe a cobrança de qualquer valor que se refiro a utilização de televisores ou refrigeradores em quartos particulares ou suítes de clinicas e hospitais ". A presente Propositura recebeu despacho ordinatório da Presidência para publicação em , e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 22 de janeiro de A proposição foi admitida pela Mesa Diretora, que a considerou prima facie destituída da eiva de inconstitucionalidade manifesta, consoante preconiza a norma regimental. Segundo informa o DLDI, não há norma legal similar em vigor, nem tão pouco proposições similar arquivadas, retiradas de pauta, rejeitadas ou com despacho da Mesa Diretora. Em seguida a matéria foi encaminhada a Procuradoria, e após a esta comissão para análise da constitucionalidade. Este é o relatório. PARECER DO RELATOR Quanto à legalidade, verificamos que a Constituição Federal fixa a competência privativa da União para legislar sobre direito civil (art. 22, inciso I). Por outro lado, outorga competência concorrente à União, aos Estados e aos Distrito Federal, para legislar sobre consumo (art. 24, inciso V). A questão é saber se a matéria legislada se refere a direito civil (caso em que será inconstitucional) ou a consumo. Ao estabelecer proibição da cobrança pelo uso de televisores ou refrigeradores em quartos particulares ou suítes de Clínicas ou Hospitais, a matéria sob análise institui normas de intervenção na propriedade privada, tolhendo seu caráter ordinário e disciplinando o modo de sua fruição. Incide, portanto, sobre os elementos essenciais do direito de propriedade, sobre seu núcleo irredutível (em cujo conteúdo se insere o direito de usar, gozar e livre dispor da coisa), modificando-o. Daí bem se vê que o assunto abordado invade, nitidamente, o campo do direito civil. É que o conteúdo legislado refere-se, em substância, à
73 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo modificação dos elementos da propriedade privada, à normalização das relações intersubjetivas havidas entre proprietário e não-proprietário (na relação existente na exploração da propriedade) e não entre consumidor e fornecedor (na posição típica que lhes é reservada pela teoria do direito consumeirista). Nesse passo, a inconstitucionalidade formal do Projeto de Lei em apreço parece insuperável, por afronta à competência privativa da União para legislar sobre direito civil. Destarte, resta inconcussa a violação do Inciso I do artigo 22 da Constituição Federal. Além do vício formal, o Projeto de Lei em apreço padece de vício material de inconstitucionalidade, senão vejamos: Em primeiro lugar, há de ser reconhecer a violação ao preceito insculpido no inciso XXII do artigo 5º da Constituição Federal, que assegura o direito de propriedade. Trata-se de garantia não absoluta, eis que a propriedade privada deverá atender a sua função social, conforme se depreende da leitura do inciso XXIII do artigo 5º da Lei Maior. Extrai-se dos comandos constitucionais que a delimitação da propriedade ordinária (no sentido clássico de poder de usar, gozar e dispor da coisa) somente poderá ser alterada quando razões sociais relevantes assim o exigirem, sob pena de inconstitucionalidade. E a configuração do que seja socialmente relevante há de atender, por óbvio, ao princípio da razoabilidade. No caso em apreço não é difícil perceber que esses limites não foram observados. Não se identifica na intervenção levada a efeito pelo legislador estadual qualquer valor social relevante digno de proteção. Não se trata assim, de restrição que impõe limitação administrativa ditada em razão de interesse público e que, portanto, imprime uma função social ao direito de propriedade. Muito pelo contrário: tratase em verdade, de restrição injustificável ao exercício normal e ordinário do direito de propriedade, posto que destituída do mínimo de razoabilidade necessário. A inconstitucionalidade material é evidenciada, ainda, pela violação dos artigos 170 caput, inciso IV e parágrafo único; e 174, caput, da Carta Constitucional, in verbis: Art. 170 A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: (...) IV - livre concorrência; (...) Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo casos previstos em lei. Art. 174 Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo o setor privado. Esses dispositivos consagram os princípios da livre iniciativa e da livre concorrência, determinando que, para o setor privado, a atuação estatal na regulação da atividade econômica será mínima, meramente indicativa. Isso significa que a livre concorrência e a livre iniciativa impõem aos agentes econômicos a escolha da forma de cobrar pelos produtos e serviços. Ao Estado, em consequência, é vedado interferir nas regras do jogo econômico, salvo para evitar seu abuso e proteger o consumidor no que diz respeito à qualidade dos produtos e suas condições de comercialização, matéria de exclusiva competência federal e já regulada pelas leis n.º 8.079/90 (Código do Consumidor) e n.º 8.887/94 (Lei Antitruste). Entretanto, o legislador estadual, ao restringir a atividade econômica de forma incisiva e particularizada (proibindo a cobrança pelo uso de televisores ou refrigeradores em quartos particulares ou suítes de clínicas e hospitais), não observou essas balizas constitucionais. Impôs, destarte, verdadeira limitação inconstitucional aos princípios da livre iniciativa e da livre concorrência, violando os artigos 170 caput, inciso IV e parágrafo único; e 174, caput, da Carta da República. Assente-se, por fim, que a proposição em comento viola, também, o princípio da razoabilidade, que deve ser observado no processo de formação das normas legais. A razoabilidade já foi afirmada diversas vezes pelo Supremo Tribunal Federal como instrumento de aferição da constitucionalidade das leis, por ter sede material no princípio do devido processo legal, previsto no inciso LIV do artigo 5º da Lei Maior. Conforme ressaltado pelo Ministro Celso de Mello, relator da ADI nº 2667-MC/DF, "a validade jurídico-material das manifestações do Estado, analisadas em função de seu conteúdo intrínseco, passa a depender, essencialmente, da observância de determinados requisitos que pressupõem 'não só a legitimidade dos meios utilizados e dos fins perseguidos pelo legislador, mas também a adequação desses meios para consecução dos objetivos pretendidos (...) e a necessidade de sua utilização (...), de tal modo que 'Um juízo definitivo
74 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 sobre a proporcionalidade ou razoabilidade da medida há de resultar da rigorosa ponderação entre o significado da intervenção para o atingido e os objetivos perseguidos pelo legislador (...) (GILMAR FERREIRA MENDES, "A proporcionalidade na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal", in ' Repertório IOB de Jurisprudência, n. 23/94, p. 475). (...) A jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal, bem por isso, como já referido, tem censurado a validade jurídica de atos estatais, que, desconsiderando as limitações que incidem sobre o poder normativo do Estado, veiculam prescrições que ofendem os padrões de razoabilidade e que se revelam destituídas de causa legítima, exteriorizando abusos inaceitáveis, institucionalizando agravos inúteis e nocivos aos direitos das pessoas (ADI 1.063/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO - ADI 1.158/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.)" (grifos acrescidos). No particular, a violação a esse princípio decorre do relacionamento de que as normas instituídas pelo Projeto de Lei em análise são desnecessárias e institui abuso à propriedade privada, à livre concorrência e à livre iniciativa. Não há, pois, como também escapar da constatação de inconstitucionalidade material. Diante do exposto, essa Relatoria propõe aos Ilustres Pares desta Douta Comissão a aprovação do parecer adiante exposto. PARECER N.º 188/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE do Projeto de Lei n.º 551/2009 de autoria da Deputada Aparecida Denadai. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUIZ CARLOS MOREIRA Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 182/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 567/2009, de autoria do Deputado Marcelo Santos, Institui a Política Estadual de Incentivo ao Transporte por Bicicletas, na forma que especifica, visando a melhoria do fluxo de veículos e da qualidade de vida dos cidadãos capixabas. A matéria foi protocolada no dia 10/12/2009, lida no expediente do dia 14/12/2009 e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 25/01/2010, conforme despacho às fls. 07/08 dos autos. É o relatório. PARECER DO RELATOR Os meios de transporte alternativos devem ser incentivados pelos Poderes Públicos, pois está comprovado que o hábito do uso da bicicleta diminui o stress e a incidência de problemas coronários, além de minimizar a emissão de gases poluentes e o nível de ruídos nas cidades. Porém, o art. 22, inciso XI da Constituição Federal determina ser competência privativa da União legislar sobre trânsito e transporte. Deste modo a União editou a Lei n.º 9.503/1997 Código de Trânsito Brasileiro, onde em seu art. 96, inciso II, letra a, item I, classifica a bicicleta como veículo de propulsão humana dotado de duas rodas. No art. 58 da mesma Lei, preconiza que nas vias urbanas e rurais de pista dupla, a circulação de bicicleta deverá ocorrer quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento. Nota-se também, que o capítulo XV do CTB normativa as infrações aplicadas àqueles que desrespeitarem as bicicletas, senão vejamos: Art Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta: Infração - média; Penalidade - multa. Art Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito: XIII - ao ultrapassar ciclista. A Portaria n.º 277 de 04 de julho de 2003, do Ministério da Cidade, aprovou regimentos internos nos órgãos do Ministério, e em seu anexo VII define o Regimento da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana SEMOB, que dentre as suas diretrizes podemos destacar:
75 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo estabelecer mecanismos permanentes de financiamento da infra-estrutura, incluindo parcela da CIDE- combustíveis, para os modos coletivos e não-motorizados de circulação urbana; - promover e apoiar a implementação de sistemas cicloviários seguros, priorizando aqueles integrados à rede de transporte público; - apoiar políticas e Planos Diretores Urbanos que favoreçam uma melhor distribuição das atividades no território e reduzam a necessidade de deslocamentos motorizados. Vale também mencionar que o Projeto Bicicleta Brasil Avanços e Desafios, consiste na estratégia de elaboração de um plano de ação a ser implementado nos próximos cinco anos pela SEMOB, através da Portaria n.º 399/2004, onde foi instituído o Programa Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta, cujo texto merece destacar: O MINISTRO DE ESTADO DAS CIDADES, no uso de suas atribuições e considerando: RESOLVE: Art. 1º. (...) I constituem objetivos do Programa Bicicleta Brasil: a) estimular os governos municipais a implantar sistemas cicloviários e um conjunto de ações que garantam a segurança de ciclistas nos deslocamentos urbanos; b) inserir e ampliar o transporte por bicicleta na matriz de deslocamentos urbanos; c) integrar o sistema de transporte por bicicletas ao sistema de transporte coletivo; d) reduzir a custo com transporte, principalmente da população de menor renda; (...) Art. 3º. Eventuais despesas para implantação do Programa Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta correrão à conta do Ministério das Cidades, por intermédio dos Programas Mobilidade Urbana e Gestão da Política de Desenvolvimento Urbano. Quanto mais adentramos no tema, verificamos que matéria relacionada ao uso de bicicleta, está vinculada ao Código de Trânsito Brasileiro, se não vejamos o que estatui a Resolução N.º46/98 do CONTRAN, onde estabelece os equipamentos de segurança obrigatórios para as bicicletas conforme disciplina o art. 105, VI do Código de Trânsito Brasileiro e art. 5 da Resolução 14/98. Além do mais, nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Palmas, dentre outras, foram implantados o Plano Diretor Cicloviário, cuja meta é promover e ampliar a inserção da bicicleta no meio de circulação viário, reduzindo desta forma o uso de transporte motorizado. Como ensinou o renomado administrativista Hely Lopes Meirelles, a circulação urbana e o tráfego local, abrangendo o transporte coletivo em todo território municipal, são atividades de estrita competência do Município, para atendimento das necessidades específicas da população. Na competência do Município insere-se, portanto, a fixação de mão e contra-mão nas vias urbanas, limites de velocidade e veículos admitidos em determinadas vias e horários, locais de estacionamento, estações rodoviárias, e tudo o mais que afetar a vida da cidade. (in Direito Municipal Brasileiro, Ed. Malheiros, 6ª ed., págs. 319/320). Assim, entendemos ser de competência municipal legislar sobre política estadual de incentivo ao transporte por bicicleta, conforme o que preconiza o art. 24, II da Lei Federal n.º 9.103/1997 CTB. Art. 24. Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição: II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas. Ante o exposto, somos do entendimento que a propositura não deve prosperar nesta Casa de Leis, pois é de competência do Poder Público Municipal propor matéria de tal teor, conforme razões exaradas no texto. Isto posto, somos pela adoção do seguinte:
76 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 PARECER N.º 182/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela ilegalidade e inconstitucionalidade, ao Projeto de Lei 567/2009, de autoria do Deputado Marcelo Santos. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUZIA TOLEDO Relatora LUIZ CARLOS MOREIRA CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 187/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 571/2009, de autoria da Deputada Aparecida Denadai, visa "Proibir os restaurantes, os bares, as casas noturnas e os estabelecimentos congêneres à prática da obrigatoriedade de consumação mínima. A matéria foi protocolada no dia 11/12/09 e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 25 de janeiro de Segundo informa o DLDI, não há norma legal similar em vigor, nem tão pouco proposições similares arquivadas, retiradas de pauta, rejeitadas ou com despacho da Mesa Diretora. A proposição foi admitida pela Mesa Diretora, que a considerou prima facie destituída da eiva de inconstitucionalidade manifesta, consoante preconiza a norma regimental. Após exame prévio da Diretoria da Procuradoria a matéria foi encaminhada a esta Comissão para análise da constitucionalidade. Este é o relatório. PARECER DO RELATOR A presente proposição de autoria da ilustre Deputada Aparecida Denadai, "Proíbe aos restaurantes, aos bares, as casas noturnas e aos estabelecimentos congêneres a prática da obrigatoriedade de consumação mínima". O cerne da questão jurídica trazida a lume na proposição em epigrafe diz respeito à constitucionalidade formal do exercício da iniciativa sobre a matéria no âmbito da ALES. De acordo com o inciso V do artigo 24 da Carta Magna de 1988, compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre produção e consumo. A competência concorrente, da forma como foi adotada pela Lei Maior Brasileira, implica numa reserva de competência de nível superior à União, a quem cabe fixar os princípios e normas gerais, restando aos Estados-membros (e ao DF) a tarefa de especificá-las através de suas leis, conforme se depreende da leitura dos 1º e 2º do mesmo artigo 24 da CF. O Código de Defesa do Consumidor - Lei 8.078/90 - concretizou o inciso XXXII do artigo 5º da CF/88, visto ser, segundo a doutrina especializada, um microssistema jurídico de caráter inter e multidisciplinar, pois além dos princípios que lhe são próprios, no âmbito da chamada ciência consumerista, relaciona-se com outros ramos do direito, cuidando de questões afetas ao Direito Constitucional, Administrativo, Civil, Penal e Processual. Trata-se de um diploma bastante completo que define os componentes das relações de consumo, elenca os seus princípios norteadores, estabelece os direitos do consumidor, os deveres do fornecedor, impondo, ainda, sanções penais e administrativas aos infratores, inovando, ainda na ordem jurídica processual de âmbito coletivo. Não há como negar que a amplitude das normas gerais estabelecidas pela União na Lei 8.078/90 deixou, aos Estados federados, uma competência residual bastante limitada, já que lhes é defeso adentrar no campo legislativo das regras gerais, por força do artigo 24, 1º da CF. A presente matéria está em flagrante desrespeito à Lei Maior, visto que adentrou no âmbito de competência exclusivo da União. O Projeto de Lei em apreço constitui-se em norma de caráter geral ao proibir a cobrança de consumação mínima em estabelecimentos ligados à diversão e lazer e impor aos infratores as sanções previstas no artigo 56 da Lei n.º 8.078/90, a proibição de contratar com o Poder Público e de receber qualquer benefício ou isenção tributários. Com efeito, o Código de Defesa do Consumidor, enquanto norma geral, não prevê como abusivo o comportamento típico descrito no Projeto de Lei em estudo, nem tampouco veda ou prevê qualquer sanção à sua prática, é defeso ao legislador estadual estabelecer novas regras genéricas não previstas nas linhas essenciais preconizadas pela União, uma vez que a sua missão, nesses casos, é meramente a de adaptar as normas gerais às peculiaridades e às exigências estaduais.
77 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo Desse modo, não há como escapar da constatação de inconstitucionalidade do presente Projeto de Lei por vício formal, irremediável. Há que se ressaltar ainda que não se trata, aqui, de serviços públicos essenciais cabendo ao público alvo decidir se quer, ou não, frequentar os estabelecimentos que adotam a prática de consumação mínima. Assim, desde que tal cobrança seja suficiente e antecipadamente avisada, não há nela qualquer irregularidade. Ademais, a cobrança de consumação mínima á mais benéfica ao consumidor, pois em vez de pagar valor alto pelo simples ingresso no estabelecimento, ele poderá usufruir dos produtos nele disponíveis através do consumo. Quanto a punição disposta no artigo 3º para quem praticar a conduta descrita no artigo 1º como é sabido, os contratos firmados entre os particulares e o Poder Público originam-se de um processo de licitação, matéria cuja competência legislativa é de natureza também concorrente. A União desincumbiu-se da tarefa que lhe é delegada pelo artigo 24, 1.º tendo editado a Lei n.º 8.666/93 que, a despeito das críticas quanto a sua ampla abrangência, estabeleceu as normas gerais de licitação, restando aos Estados federados uma competência residual bastante limitada. Como lhes é defeso adentrar no campo legislativo das regras gerais e a Lei n.º 8.666/93 não veda a cobrança de consumação mínima em restaurantes, bares, casas noturnas e estabelecimentos congêneres, não cabendo aos Estados fazê-lo. Pelo exposto, a presente matéria padece de flagrante vício, por inconstitucionalidade formal, razão pela qual essa Relatoria propõe aos Ilustres Pares desta Douta Comissão a aprovação do parecer adiante exposto. PARECER N.º 187/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE do Projeto de Lei n.º 571/2009 de autoria da Deputada Aparecida Denadai. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUIZ CARLOS MOREIRA Relator DARY PAGUNG CLAUDIO VEREZA DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 195/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 600/2009, de autoria da Deputada Luzia Toledo, Dispõe sobre a Campanha de Incentivo à Doação de Leite Materno no âmbito do Estado e dá outras providências. Na justificativa de seu Projeto de Lei, a Autora teceu considerações bastante plausíveis sobre o objetivo do presente Projeto de Lei, ressaltando que: (...) a nossa propositura visa proteger a saúde de inúmeros recém-nascidos que necessitam de leite materno, mas que suas mães, por diferentes motivos de saúde, ou mesmo social, não os estão amamentando. Esses bebês, sem o leite materno, correm risco de óbito. ( ) Assim, uma ampla campanha de estímulo à doação de leite materno realizada nos meios de comunicação impressos e eletrônicos, de forma permanente, ajudará a amenizar esse problema. A matéria foi protocolada em 23 de novembro de 2009, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 25 de novembro de 2009, e publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 14 de dezembro de 2009, às fls /6.046, conforme o despacho de fls. 05 dos autos. O Projeto de Lei veio a esta douta Comissão de Constituição e Justiça para exame e parecer na forma do disposto no art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/09) e, distribuída a matéria, coube-me examiná-la e oferecer parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR EXAME QUANTO À CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE O Projeto de Lei n.º 600/2009, ora apresentado, pretende instituir Campanha de Incentivo à Doação de Leite Materno no âmbito do Estado. Vejamos o que diz o teor da Proposição, verbis: Art. 1º Fica criada a campanha publicitária permanente para incentivo a doação de leite materno, no âmbito do Estado. 1º- A Campanha, disposta no caput, utilizará os meios de comunicação impressos e eletrônicos.
78 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de º- Para efeito do disposto no 1º, entendem-se como meios de comunicação impressos e eletrônicos, jornais, revistas, rádio, televisão, cinema, internet, entre outros. 3º- A campanha utilizará, ainda, cartilha de leitura simples e esclarecedora mostrando a importância da doação de leite materno às mães que estão amamentando. 4º- A cartilha, disposta no parágrafo 3º, será distribuída gratuitamente nas maternidades públicas e privadas do Estado. Art. 2º As eventuais despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, consignadas no orçamento vigente, e suplementadas, se necessário. (sem grifos e ênfases no original) Embora não esteja expresso no Projeto de Lei sob análise, a ação elencada no seus artigos 1 e 2º, pela sua amplitude e generalidade, é direcionada à execução pelo Poder Público, mais especificamente sob as competências da Secretaria de Estado da Saúde SESA, e da Superintendência Estadual de Comunicação SECOM, ambos órgãos da estrutura organizacional do Poder Executivo. Assim, mesmo que por via indireta, há determinação para que o Poder Executivo exerça funções designadas pelo Poder Legislativo, o que interfere na organização administrativa do Estado. Ora, para atender às exigências derivadas dos artigos 1 e 2º da Proposição sob apreço, será necessário que o Poder Executivo, através de seus órgãos, adote providências, e, conseqüentemente, destaque seus servidores para que estes assumam novas funções para o atendimento destas exigências, e ainda implemente campanhas publicitárias, o que, por consequência, obrigará a reserva de parcela dos recursos pertencentes unicamente à Administração Pública para que os objetivos da legislação ora proposta possam ser alcançados (com propaganda, material e estrutura física). Cumpre lembrar que a competência para estabelecer procedimentos para os órgãos que compõem a Administração estadual, seus servidores, bem como a gestão de toda a máquina administrativa, é do Poder Executivo, por tratar-se de competência administrativa (atividade típica do Poder Executivo). Desta forma, compete privativamente ao Chefe do Executivo a direção superior da Administração, nos termos do art. 84, II e VI, a da Constituição Federal (e art. 91, I e V, a da Constituição Estadual, atendendo à simetria constitucional), respectivamente:... Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (...) II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal; (...) VI dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;... Art. 91. Compete privativamente ao Governador do Estado: I - exercer, com auxílio dos Secretários de Estado, a direção superior da administração estadual; (...) V - dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração estadual, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; (sem ênfases no original) O Poder Executivo possui como função típica gerir a máquina administrativa, e qualquer interferência nesta gestão caracteriza violação ao princípio da indisponibilidade de competências, no caso, pelo Poder Legislativo. Ensina o constitucionalista Kildare Gonçalves Carvalho, in Direito Constitucional (14ª ed., Belo Horizonte: Del Rey, pág. 169), verbis: (...) traduz a idéia de que as competências constitucionalmente fixadas não podem ser transferidas para órgãos diferentes daqueles a quem a Constituição as atribuiu (sem ênfases e grifos no original).
79 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo A imposição de condutas a órgãos que compõem a estrutura da Administração Pública fere igualmente o princípio da reserva da Administração (insculpido também no retrocitado art. 84, II e VI, a da Constituição Federal), que impede a ingerência do Poder Legislativo na esfera de competências do Poder Executivo. Neste sentido, o STF possui vários precedentes, dentre os quais pedimos vênia para destacar um emblemático: (...) RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO E SEPARAÇÃO DE PODERES. - O princípio constitucional da reserva de administração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo. É que, em tais matérias, o Legislativo não se qualifica como instância de revisão dos atos administrativos emanados do Poder Executivo. Precedentes. Não cabe, ao Poder Legislativo, sob pena de desrespeito ao postulado da separação de poderes, desconstituir, por lei, atos de caráter administrativo que tenham sido editados pelo Poder Executivo no estrito desempenho de suas privativas atribuições institucionais. Essa prática legislativa, quando efetivada, subverte a função primária da lei, transgride o princípio da divisão funcional do poder, representa comportamento heterodoxo da instituição parlamentar e importa em atuação "ultra vires" do Poder Legislativo, que não pode, em sua atuação político-jurídica, exorbitar dos limites que definem o exercício de suas prerrogativas institucionais. (STF ADI- MC 776/RS - Órgão Julgador: Tribunal Pleno - Relator(a): Min. CELSO DE MELLO - Julgamento: 23/10/1992. DJ PP-00080). Resta igualmente caracterizada a ofensa ao princípio da harmonia entre os poderes, insculpido no art. 2, da Carta da República, haja vista a interferência no âmbito das atribuições de outras esferas de Poder. Cumpre ainda salientar que a iniciativa de leis cuja matéria cuide de atribuições de órgãos que compõem a Administração Pública é privativa do Chefe do Executivo estadual, nos termos do que dispõem a alínea b do inciso II, do 1 do art. 61 da Constituição Federal; e, pelo pricípio da simetria jurídica, nos incisos III e VI do parágrafo único do art. 63 da Constituição Estadual), respectivamente:... Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador- Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: (...) II - disponham sobre: (...) b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios;... Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; (...) VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo.
80 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Assim, padece de incontornável vício de iniciativa o presente Projeto de Lei, haja vista que, para a matéria de organização administrativa, a iniciativa na proposição de leis é privativa do Chefe do Executivo. O STF já se pronunciou reiteradas vezes sobre a matéria, verbis: O desrespeito à cláusula de iniciativa reservada das leis, em qualquer das hipóteses taxativamente previstas no texto da Carta Política, traduz situação configuradora de inconstitucionalidade formal, insuscetível de produzir qualquer conseqüência válida de ordem jurídica. A usurpação da prerrogativa de iniciar o processo legislativo qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da lei que dele resulte. Precedentes. Doutrina. (STF ADI-MC Órgão Julgador: Tribunal Pleno - Relator(a): Min. CELSO DE MELLO - Julgamento: 01/08/2001- DJ PP-00023). (sem grifos e ênfases no original) À vista de todo o exposto, o Projeto de Lei n.º 600/2009 não atende ao pressuposto de constitucionalidade (competência legislativa do Estado, atribuição da Assembléia Legislativa, legitimidade de iniciativa e elaboração de lei ordinária) e de juridicidade, e, assim sendo, não deve prosseguir sua tramitação por conter vícios contrários à sua natureza, o que me leva a sugerir aos demais membros desta Comissão o seguinte PARECER N.º 195/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE do Projeto de Lei n.º 600/2009, nos termos do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009), de autoria da Deputada Luzia Toledo. Sala Rui Barbosa, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUIZ CARLOS MOREIRA Relator DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO (contra) CHAMOUN) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 169/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei N.º 639/2009. Autor: Deputado Euclério Sampaio. Ementa: Dispõe sobre a prestação de serviços de natureza jurídica, por parte do poder executivo, para fim específico de autoridades e servidores estaduais, em decorrência da prática de atos funcionais de gestão ou equivalentes, que se encontre na condição de sujeito passivo em inquéritos e demandas judiciais, no âmbito do Estado do Espírito Santo. RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 639/2009, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, tem por objetivo a prestação de serviços de natureza jurídica pelo Poder Executivo, a fim de atender autoridades e servidores estaduais, em decorrência da prática de atos funcionais, submetidos a inquéritos e demandas judiciais no Estado. O ilustre autor em sua justificativa ao Projeto alega que, esta proposição visa garantir as autoridades e servidores estaduais sujeitos passivos de ações cíveis e ações populares, representação judicial, visto que os atos administrativos praticados pelos agentes estaduais presumem-se válidos e legítimos, praticados no exercício regular de suas funções. A iniciativa foi protocolada no dia 14 de dezembro de 2009, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 15 do mesmo mês e ano e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL do dia 26 de janeiro de O Projeto veio a esta Comissão para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno deste Poder Resolução n.º 2.700/2009. Conforme consta às fls. 02 do processado, a matéria recebeu despacho denegatório do Presidente da Mesa Diretora, na forma do art. 136, VIII, do regimento Interno deste Poder, por inobservância ao contido no art. 63, parágrafo único, inciso III e VI, da Constituição Estadual. O ilustre Autor inconformado com a decisão denegatória apresentou recurso, o que foi deferido regimentalmente. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO O Projeto de Lei n.º 639/2009, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, tem por objetivo a prestação de serviços de natureza jurídica pelo Poder Executivo, a fim de atender autoridades servidores
81 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo estaduais, em decorrência de atos funcionais, submetidos a inquéritos e demandas judiciais no Estado. Vê-se que a matéria, no tocante ao mérito é irretocável, qual seja, dispor sobre a prestação de serviços de natureza jurídica para autoridades e servidores que no exercício regular de suas funções, como polo passivo das ações cíveis das ações populares e das representações judiciais. No entanto, a proposta em análise, pelo prisma da constitucionalidade está em total assimetria com o Texto Constitucional, tendo em vista dispor sobre o estabelecimento de atribuições a serem cumpridas por órgão da estrutura administrativa do Poder Executivo, área adstrita a atuação da Procuradoria Geral do Estado. Tipifica insuperável vício de iniciativa ao colidir frontalmente com as determinações do art. 63, parágrafo único, III e VI c/c art. 91, inciso I, ambos da Constituição Estadual, verbis: Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Contas, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: I (...) III organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; V (...) VI criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo Art. 91. Compete privativamente ao Governador do Estado: I exercer, com auxílio dos Secretários de Estado, a direção superior da administração estadual. Ademais, o Estado brasileiro é organizado de acordo com a teoria da tripartição do Poder, como disposto no artigo 2º da Carta Federal: Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo o Executivo e o Judiciário. Segundo Montesquieu, em O Espírito das Leis, cada Poder do Estado exerce, preponderantemente, uma função típica e, secundariamente, funções atípicas, atribuindo o exercício do Poder do Estado a órgãos distintos e independentes, cada qual com suas funções específicas, regidas por um sistema de controle entre os poderes, para que nenhum dos três poderes integrantes, aja em desacordo com as leis e a Constituição. Tal sistema é conhecido como Sistema de freios e contrapesos, da conhecida doutrina norteamericana. Com fulcro no princípio acima transcrito, é inegável que não cabe ao Parlamento legislar sobre matéria cujas atribuições formam constitucionalmente assegurados à Procuradoria Geral do Estado, como órgão integrante da estrutura administrava do Poder Executivo, por suas funções institucionais, no exercício das quais, não pode sofrer ingerência dos outros Poderes da República, sob pena de flagrante inconstitucionalidade. E suma, pelas razões fartamente expendidas, entendemos que o Projeto de Lei n.º 639/2009 de autoria do nobre Deputado Euclério Sampaio, não atende aos pressupostos de constitucionalidade, legitimidade de iniciativa e elaboração de lei ordinária e de juridicidade. Com efeito, concluímos que o Projeto de Lei n.º 639/2009 é inconstitucional, por invadir a seara das competências, adentrando a reserva legal do chefe do Executivo, com gravame de inconstitucionalidade, no aspecto formal, e também material, no que concerne a parte instrumental, providências e procedimentos que determina para a execução da lei proposta. Não deve assim, o Projeto de Lei n.º 639/2009, prosseguir na sua tramitação por conter vícios contrários à sua natureza, o que nos leva a sugerir aos membros desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 169/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela manutenção do despacho denegatório da Mesa Diretora, aposto ao Projeto de Lei n.º 639/2009 de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala das Comissões, 11 de maio de CLAUDIO VEREZA Presidente DARY PAGUNG Relator LUIZ CARLOS MOREIRA DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO CHAMOUN) Publique-se.
82 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 196/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 650/2009, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, Dispõe sobre a implantação, no âmbito do Estado do Espírito Santo, de Centros de Educação e Reabilitação para Agressores, nos casos de Violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do art. 35, inciso V, da Lei, nº /2006. O Autor do Projeto de Lei sob comento, em sua justificativa, afirma que o compromisso do Estado Brasileiro de atuar de forma efetiva na proteção dos direitos fundamentais das mulheres previsto no art. 226, parágrafo 8º, da CF/88, assim, estabelece: "O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações". Assevera, também, que No dia 22 de setembro de 2006, entrou em vigor a Lei nº /06, de 07 de agosto de 2006, conhecida como "Lei Maria da Penha", com a missão de proporcionar instrumentos adequados para enfrentar um problema que aflige uma grande parte das mulheres no Brasil e no mundo, que é a violência de gênero. (...) Art. 5º da /06, Lei Maria da Penha, define: "a violência doméstica e familiar é entendida como qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial". (...) Também, o art. 35, da referida Lei, estabelece diretrizes para que União, Estados e Municípios implantem políticas preventivas à violência doméstica, como programas e campanhas de enfrentamento à violência doméstica e familiar, Centros de Educação e Reabilitação para Agressores, e uma série de serviços especializados à mulheres (atendimento multidisciplinar, casa-abrigo, delegacias, serviços de saúde núcleos de defensoria pública). Ao final de sua justificativa, o Autor afirma que sua Proposição tem o fito de Sensibilizar as autoridades competentes no cumprimento do artigo 35, inciso V, da Lei Maria da Penha, que prevê a criação de Centros de Reabilitação e Educação para homens agressores, servirá precipuamente, para atender a demanda de apenados encaminhados pelo Judiciário, dando cumprimento ao que dispõe o art. 45 da Lei Maria da Penha, que alterou o art. 152 da LEP (Nos casos de violência doméstica contra a mulher, o juiz poderá determinar o acompanhamento obrigatório do agressor a programas de recuperação e reeducação). O Projeto de Lei foi protocolizado em 14 de dezembro de 2009, lido no expediente da sessão ordinária de 16 de dezembro de 2009, momento no qual recebeu despacho do Presidente pela devolução ao Autor, por infringência ao art. 63, parágrafo único, incisos III e VI, da Constituição do Estado do Espírito Santo. Na mesma ocasião, o Autor da Proposição interpôs recurso do despacho do Presidente, nos termos do art. 143, parágrafo único, do Regimento Interno da ALES (Resolução n.º 2.700/2009), o qual foi deferido, vindo a esta douta Comissão de Constituição e Justiça para análise e parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR EXAME DA CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE A proposição sob análise está inserta no contexto atual de proteção à mulher contra a chamada violência doméstica, buscando conferir densidade normativa a disposições previstas em termos mais genéricos nos textos constitucionais e infraconstitucionais, os quais servem de balizamento para a atuação legislativa desenvolvida em esfera estadual. Pois bem, quanto à competência estadual para legislar sobre a matéria não há quaisquer óbices à tramitação regular da Proposição sob análise, estando o balizamento para tal na Constituição Federal, no caput do art. 25 e em seu parágrafo primeiro, que assim versam, verbis:... Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. Os Estados da Federação podem, pois, legislar sobre a matéria-objeto da Proposição, à vista do Dispositivo Constitucional mencionado acima, tanto assim que a matéria vem suscitando discussões nas Assembleias Legislativas de vários entes da Federação. Contudo, há questão que é importante clarificar de pronto: no aspecto instrumental, qual seja aquele referente à execução e aplicação da lei, quais serão as autoridades e órgãos do Estado que darão consecução à lei ora proposta? Parece inexistir dúvida de que a implantação, gestão e funcionamento dos Centros de Educação e Reabilitação para Agressores, nos casos de Violência
83 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo doméstica e familiar contra a mulher, serão atribuições de órgãos do Poder Executivo, notadamente a Secretaria de Estado da Justiça SEJUS, por meio de seus órgãos vinculados. E neste ponto, a lei que se pretende editar, em seu aspecto instrumental, criará, indubitavelmente, atribuições a serem cumpridas por órgão da estrutura direta do Poder Executivo, em dissonância com os teores do art. 61, 1º, inc. II, alínea b c/c art. 84, incisos II e VI, alínea a, da Constituição Federal, os quais, pelo princípio do paralelismo jurídico, foram trazidos ao texto da Carta Magna do Estado, nos termos do art. 63, parágrafo único, inc. III, e do art. 91, incisos I e V, a, verbis: Constituição Federal... Art º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: (...) II disponham sobre: b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios.... Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (...) II exercer, com o auxílio dos Ministros de estado, a direção superior da administração federal; (...) VI dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação nem extinção de cargos públicos, quando vagos; Constituição do Estado do Espírito Santo... Art Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; (...) VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo.... Art. 91. Compete privativamente ao Governador do Estado: I - exercer, com auxílio dos Secretários de Estado, a direção superior da administração estadual; (...) V dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração estadual, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de orgãos públicos; (sem grifos e ênfases no original) Naquilo que pertine à minha análise, penso que a matéria-objeto do Projeto de Lei sob comento, embora revista-se de relevantíssimo interesse público e social, qual seja salvaguardar os direitos e a integridade da mulher capixaba contra a violência doméstica, fere prerrogativa que é do Chefe do Poder Executivo, qual seja, proposição de Lei que estabelece atribuições a serem cumpridas pelas Secretarias de Estado e demais órgãos da estrutura da administração direta e indireta estadual, o que tipifica insuperável vício de iniciativa ao conflitar frontalmente as determinações do artigo 63, parágrafo único, incisos III e VI, c/c o artigo 91, incisos I e V, a, ambos da Constituição do Estado do Espírito Santo. Dada a extrema relevância e pertinência da matéria tratada na propositura ora sob análise, bem como os inequívocos benefícios sociais que trarão a implantação das medidas dispostas no Projeto de Lei sob análise, sugere-se ao zeloso Parlamentar, caso assim o deseje, que utilize de Projeto de Indicação Legislativa, nos termos do que dispõe o art. 174, do Regimento Interno deste Poder Legislativo, verbis:
84 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 REGIMENTO INTERNO DA ALES... ART. 174 INDICAÇÃO É A PROPOSIÇÃO EM QUE SE SUGERE AOS PODERES PÚBLICOS DO ESTADO MEDIDAS DE INTERESSE PÚBLICO CUJA INICIATIVA LEGISLATIVA OU EXECUÇÃO ADMINISTRATIVA NÃO SEJA DE COMPETÊNCIA DO PODER LEGISLATIVO. (sem grifos e ênfase no original) À vista de todo o exposto, o Projeto de Lei n.º 650/2009 não atende ao pressuposto de constitucionalidade (competência legislativa do Estado, atribuição da Assembléia Legislativa, legitimidade de iniciativa e elaboração de lei ordinária) e de juridicidade. Isto posto, o Projeto de Lei n.º 650/2009 não deve prosseguir sua tramitação por conter vícios contrários à sua natureza, razão pela qual opino pela adoção do seguinte PARECER N.º 196/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela MANUTENÇÃO DO DESPACHO DENEGATÓRIO DO PRESIDENTE ao Projeto de Lei n.º 650/2009, de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala Rui Barbosa, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente CLAUDIO VEREZA Relator LUIZ CARLOS MOREIRA DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO CHAMOUN) - Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 197/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei n.º 657/2009. Autor: Deputado Da Vitória. Ementa: Dispõe sobre medidas contra a prática de trotes telefônicos dirigidos aos órgãos que especifica. I - RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 657/2009, de autoria do ilustre Deputado Da Vitória, tem por escopo determinar medida punitiva a fim de coibir a prática de trotes telefônicos dirigidos ao CIODES Centro Integrado de Operações e Defesa Social (190) e ao SAMU Serviço de Atendimento Médico de Urgência (192), no Estado do Espírito Santo. O ilustre Autor, na sua justificativa ao projeto, alega que tal iniciativa objetiva coibir a prática de trotes telefônicos dirigidos aos serviços prestados pelo CIODES e ao SAMU, no âmbito do Estado. Assegura ainda, ser inaceitável que os telefones dos respectivos serviços recebam milhares de ligações diariamente, baseadas em fatos inverídicos. A matéria foi protocolada em 15 de dezembro de 2009, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 22 do mesmo mês e ano. Encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo DPL do dia 04 de fevereiro de 2010, às pags O processo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer, conforme dispõe o artigo 41, I, do Regimento Interno deste Poder Resolução n.º 2.700/2009. É o relatório. II FUNDAMENTAÇÃO O Projeto de Lei n.º 657/2009, de autoria do ilustre Deputado Da Vitória, tem por escopo determinar medida punitiva a fim de coibir a prática de trotes telefônicos dirigidos ao CIODES Centro Integrado de Operações e Defesa Social (190) e ao SAMU Serviço de Atendimento Médico de Urgência (192), no Estado do Espírito Santo. A Proposição Normativa em apreço estabelece o seguinte. Art. 1º. Os assinantes ou responsáveis pelas linhas telefônicas que originarem chamadas aos telefones do CIODES Centro Integrado de Operação e Defesa Social (190), Corpo de bombeiros (193) e do SAMU Serviço de Atendimento Médico de Urgência (192), e que o fato relatado não tenha veracidade, ficam sujeito a multa o valor de (dois mil) Valor de Referência do Tesouro Estadual do Estado do Espírito Santo VRTEs, além das sanções constantes na Lei penal. Parágrafo único. O valor resultante da arrecadação da multa prevista nesta lei será destinado ao
85 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo aprimoramento, ampliação e modernização tecnológica das unidades operacionais mencionadas no artigo 1º. Art. 2º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Em que pese a louvável iniciativa, que demonstra a preocupação do seu subscritor com os constantes trotes telefônicos praticados até mesmo por crianças, simulando situações que mobilizam serviços públicos, desnecessariamente. Por outro sentido, há de convir-se que é bastante difícil a identificação da autoria do trote, ainda que não haja dificuldade para a comprovação da identificação relacionada ao assinante da linha telefônica. Além disto, o Estado na difícil e improvável tarefa de identificar os infratores não assinantes - poderá incorrer em equívoco de igual forma, passível de reparação civil. Ressalte-se também, que a previsão atinente à reparação de danos causados a terceiros inclusive ao Estado, no que se refere a ato ilícito, eis que já se acha inserida na Legislação Constitucional, consoante o 5º do art. 37 da Carta Federal, como também na Ordinária na forma estabelecida no Código Civil Lei n.º /2002, art. 927, in verbis: Art Aquele que, por ato ilícito (artigo 186 e 187) causar danos a outrem, fica obrigado a repará-lo. III - CONCLUSÃO O Projeto como apresentado, não satisfaz o indispensável aspecto constitucional por pretender legislar em ramo do Direito Civil, matéria de competência privativa da União, colidindo frontalmente com a inteligência do art. 22, I da Constituição Federal. Expostas as razões à exaustão, pelo prisma da constitucionalidade, a propositura está em total discrepância com o ordenamento jurídico pátrio. Tendo em vista que o Estado brasileiro é organizado de acordo com a teoria da tripartição do Poder como disposto no art. 2º da referenciada Carta. Isto posto, somos por reconhecer que o Projeto de Lei em análise não deve prosseguir na sua tramitação. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 197/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela inconstitucionalidade e ilegalidade do Projeto de Lei n.º 657/2009, de autoria do Deputado Da Vitória. Sala Rui Barbosa, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente CLAUDIO VEREZA Relator LUIZ CARLOS MOREIRA DARY PAGUNG DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO CHAMOUN) - Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 165/2010 PARECER DO RELATOR I - RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 662/2009, de autoria do Deputado Da Vitória, tem como objetivo alterar o inciso II do artigo 1º da Lei n.º 5.199, de 03 de abril de 1996 que trata das sanções à pessoa natural ou jurídica que pratique assédio, coação, violência e discriminação contra as mulheres. O ilustre autor em sua justificativa ao projeto alega que tal propositura visa majorar a punição pecuniária para os infratores da Lei n.º 5.199/1996, objetivando o aperfeiçoamento da eficácia da referenciada lei. A matéria foi protocolada no dia 15 de dezembro de 2009, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 21 do mesmo mês e ano e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, do dia 03 de fevereiro de O Processo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, para exame e parecer, na forma do art. 41, I, do Regimento Interno deste Poder, Resolução n.º 2.700/2009. É o relatório. II FUNDAMENTAÇÃO O Projeto de Lei em análise tem como objetivo alterar o inciso II do artigo 1º da Lei Estadual n.º 5.199/1996, inserindo em seu texto sanções à pessoa natural ou jurídica que pratique assédio, coação, violência e discriminação contra as mulheres.
86 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 A proposição normativa em apreço estabelece o seguinte: Art. 1º. O inciso II do artigo 1º da Lei 5.199, de , passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 1º (...) II multa no valor de (hum mil) a (dez mil) Valor de Referência do Tesouro Estadual do Estado do Espírito Santo VRTEs: (NR) Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Ocorre que, embora seja pertinente a iniciativa do legislador autor, a matéria-objeto do Projeto esbarra na Constituição Federal e na legislação infraconstitucional em vigor, senão vejamos o que estatui o art. 22, I e art. 24, 1º, 2º, 3º e 4º, da Constituição Federal: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; (...) Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (...) 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. Neste sentido ensina o Colendo Supremo Tribunal Federal: A Constituição do Brasil contemplou a técnica da competência legislativa concorrente entre a União, os Estados-membros e o Distrito Federal, cabendo à União estabelecer normas gerais e aos Estadosmembros especificá-las. É inconstitucional lei estadual que amplia definição estabelecida por texto federal, em matéria de competência concorrente. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente. (ADI nº 1245/RS Relator Min. EROS GRAU- Julgamento: 06/04/2005 Órgão Julgador: Tribunal Pleno DJ PP-00005). Mesmo passo, o entendimento é unânime sobre outros temas com a existência de normas federais em vigor: Produção e consumo de produtos que utilizam amianto crisotila. Competência concorrente dos entes federados. Existência de norma federal em vigor a regulamentar o tema (Lei n.º 9.055/95). Conseqüência. Vício formal da lei paulista, por ser apenas de natureza supletiva (CF, artigo 24, 1º e 4º) a competência estadual para editar normas gerais sobre a matéria. (ADI 2.656, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 01/08/03) Preliminar de ofensa reflexa afastada, uma vez que a despeito da constatação, pelo Tribunal, da existência de normas federais tratando da mesma temática, está o exame da ação adstrito à eventual e direta ofensa, pela lei atacada, das regras constitucionais de repartição da competência legislativa. Precedente: ADI MC, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ Seja dispondo sobre consumo (CF, art. 24, V), seja sobre proteção e defesa da saúde (CF, art. 24, XII), busca o Diploma estadual impugnado inaugurar regulamentação paralela e explicitamente contraposta à legislação federal vigente. Ocorrência de substituição e não de suplementação das regras
87 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo que cuidam das exigências, procedimentos e penalidades relativos à rotulagem informativa de produtos transgênicos por norma estadual que dispôs sobre o tema de maneira igualmente abrangente. Extrapolação, pelo legislador estadual, da autorização constitucional voltada para o preenchimento de lacunas acaso verificadas na legislação federal. Precedente: ADI 3.035, rel. Min. Gilmar Mendes, DJ " Vale mencionar, que a matéria tratada - estabelecendo sanções à prática de assédio, coação, violência e discriminação contra mulheres já se encontra regulamentada no Código Penal Brasileiro, Decreto-Lei n.º 2.848/1940, na Lei n.º 7.437/1985 e na atual Lei Maria da Penha, Lei n.º /2006, que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do 8º do artigo 226 da Carta Federal e de diversas Convenções das quais o nosso país é signatário e estabeleceu, também, medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar, além de alterar dispositivos dos Códigos Penal e de Processo Penal e, também, da Lei de Execuções Penais com o objetivo de aprimorar a eficácia e a eficiência do cumprimento das medidas adotadas. A nova legislação estatuiu ainda o debate na sociedade, enfocando a equidade de gênero e o que tange ao princípio isonômico. III CONCLUSÃO A proposta encontra-se em total discrepância com o ordenamento pátrio, tendo em vista que o Estado brasileiro é organizado de acordo com a teoria tripartite do Poder, como prescreve o artigo 2º da Carta Federal, in verbis: Art. 2º. São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Pelas razões acima aduzidas, a matéria é ilegal e inconstitucional e, por conseguinte, é válido anotar que a proposição normativa em comento apresenta-se ainda contrária ao interesse público, por sua desnecessidade. Isto posto, somos por reconhecer que o Projeto de Lei em análise não deve prosseguir na sua tramitação, ao tempo em que sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 165/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela inconstitucionalidade e ilegalidade do Projeto de Lei n.º 662/2009, de autoria do Deputado Da Vitória. Sala Rui Barbosa, 11 de maio de CLAUDIO VEREZA Presidente DARY PAGUNG Relator LUIZ CARLOS MOREIRA LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI CHAMOUN) - Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 168/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei n.º 673/2009. Autor: Deputado Da Vitória. Ementa: Acrescenta parágrafo 2º ao artigo 1º da Lei n.º 5.646, de , que dispõe sobre propagandas do Governo do Estado do Espírito Santo e a sua adequação aos portadores de deficiência auditiva. RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 673/2009, ora em análise, visa Acrescentar parágrafo 2º ao artigo 1º da Lei n.º 5.646, de , que dispõe sobre propagandas do Governo do Estado do Espírito Santo e a sua adequação aos portadores de deficiência auditiva. Regimentalmente, o Projeto de Lei n.º 673/2009, foi publicado no Diário do Poder Legislativo DPL, do dia 03 de fevereiro de 2010, às páginas 7000 e 7001, permaneceu em pauta durante 03 (três) sessões consecutivas. Alega o Autor em sua justificativa ao Projeto, que com tal iniciativa tenciona estipular punição pecuniária aos que infringirem os ditames da Lei n.º 5.646/1998. O Projeto de Lei n.º 673/2009 veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009) É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO O Projeto de Lei n.º 673/2009, ora em análise, visa Acrescentar parágrafo 2º ao artigo 1º da Lei n.º 5.646, de , que dispõe sobre propagandas do Governo do Estado do Espírito Santo
88 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 e a sua adequação aos portadores de deficiência auditiva. Conforme se vê em seu art. 1º, 2º, I, II o Projeto de Lei n.º 673/2009, pretende estipular: Art. 1º (...) 1º (...) 2º. Sem prejuízo das demais sanções previstas na legislação vigente, as emissoras de televisão que infringirem o disposto da presente lei ficam sujeitas às seguintes penalidades: I multa no valor de (cinco mil) Valor de Referência do Tesouro Estadual do Estado do Espírito Santo VRTEs, por propaganda; II multa prevista no inciso I, cobrada em dobro, nas reincidências subseqüentes. (NR ) A matéria em análise remete ao condicionamento constitucional concernente à iniciativa legislativa desta Casa de Leis. Com efeito, esse alcance do tema, não pode extrapolar o âmbito do Poder Legislativo. O processo legislativo restringe-se aos moldes e contornos estabelecidos na Constituição Estadual, mantendo simetria com a Carta Federal. O instrumento normativo atinente à matéria em observância do aspecto inerente à proposição, notadamente, no que se refere à matéria objeto da propositura, se insere na esfera do Poder Executivo, afasta a possibilidade dos parlamentares iniciarem o processo legislativo. O conteúdo substancial do teor do projeto em tela está em descompasso constitucional. Em alguns dispositivos que darão eficácia a norma, se aprovada, percebe-se caráter nitidamente autorizativo, conquanto, os serviços seriam implementados pelo Poder Executivo, quais sejam, atribuições a serem efetivadas pelas Secretarias de Estado e demais órgãos da Administração, a exemplo do 2º incisos I e II da matéria sub examine. O teor da proposta sob exame invade simultaneamente, atribuições do Chefe do Poder Executivo e está contido dentre aqueles cuja iniciativa é de alçada governamental, de acordo com os ditames da Carta Estadual, estabelecendo determinações providências em dissonância com o que determina a referenciada Carta em seu art. 63, parágrafo único, inciso III e VI, que elenca as matérias que são de trato privativo do Chefe do Executivo Estadual. Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) III organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; VI criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Ademais, o disposto no art. 91, incisos II e V, da letra a, da mesma Carta, assim prescreve: Art.91. Compete privativamente ao Governador do Estado: I (...) II iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição; V dispor, mediante decreto, sobre; a) organização e funcionamento da administração estadual, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. Pontualmente, e concluindo as considerações acerca do aspecto material, do projeto em análise, especialmente, quanto à prescrição do (parágrafo único da Lei n.º estabelece a modalidade opcional da linguagem Brasileira de Sinais LIBRAS em substituição à legenda visual, não há precisão de sanção. Na hipótese da alteração proposta ao determinar a sanção a ser aplicada ante o descumprimento do dever criado na lei, referenciada, estar-se-ia diante de lei instituidora de poder de polícia inerente à lei administrativa, portanto, acarreta atribuições (fiscalização) aos órgãos públicos componentes da estrutura burocrática do Poder Executivo, assim se conclui que esta lei deve ser originária da iniciativa legislativa ao chefe do Poder Executivo. Corrobora com a transcrição acima a manifestação do Egrégio Supremo Tribunal Federal: O desrespeito à cláusula de iniciativa reservada das leis, em
89 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo qualquer das hipóteses taxativamente previstas no texto da Carta Política, traduz situação configuradora de inconstitucionalidade formal, insuscetível de produzir qualquer consequência válida de ordem jurídica. A usurpação da prerrogativa de iniciar o processo legislativo qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da lei que dele resulte (Supremo Tribunal Federal, Medica Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade nº /AL, Rel. Min. Celso de Mello, Órgão Julgador: Tribunal Pleno DJ de 14/12/2001). Depreende-se do mesmo julgamento proferido pela Suprema Corte: O princípio constitucional da reserva de administração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo. Essa prática legislativa, quando efetivada, subverte a função primária da lei, transgride o princípio da divisão funcional do Poder, representa comportamento heterodoxo da instituição parlamentar e importa em atuação ultra-viris do Poder Legislativo, que não pode, em sua atuação político-jurídica, exorbitar dos limites que definem o exercício de suas prerrogativas institucionais. (Supremo Tribunal Federal, Media Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade n] /AL, Rel. Min. Celso de Mello, Órgão Julgador: Tribunal Pleno DJ de 14/12/2001. Recentemente em decisões, colhe-se a idêntica conclusão: É indispensável a iniciativa do Chefe do Poder Executivo (mediante projeto de lei ou mesmo, após a EC 32/01 por meio de decretos). Na elaboração de normas que de alguma forma remodelem as atribuições de órgão pertencente à estrutura administrativa de determinada unidade da Federação (Supremo Tribunal Federal, Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.254/ES, Rel. Min. Ellen Gracie, órgão julgador: Tribunal Pleno DJ de 02/12/2005). Cumpre anotar que o Projeto de Lei como apresentado, colide frontalmente com o disposto nos artigos 63, III e VI e 91, II, III, V, a, ao estabelecer novos dispositivos na Lei n.º que trata sobre propagandas do Governo do Estado. Imiscuindo-se na organização, fiscalização, relativamente, a atos, tão somente praticados por funcionário habilitado em determinar ou não aquela punição consoante o Poder Discricionário. Dessa forma adentra à órbita administrativa, atinente à atribuições dos órgãos que compõem a estrutura da Administração Pública, quando da implementação da medida punitiva proposta no âmago da proposta. Conclui-se, no sentido de ocorrência de vício de validade formal da presente iniciativa por adentrar indevidamente na competência material atributo administrativo do munus público do Governador do Estado, tema reservado à iniciativa exclusiva ao Poder Executivo, em atenção ao festejado princípio da Separação dos Poderes (artigo 2º da Carta Federal). A vista dos dispositivos acima citados, a propositura sob o aspecto da competência legislativa usurpa, inegavelmente, iniciativa que é reservada privativamente ao Governador do Estado, malgrado o seu indiscutível mérito, ficando maculada de inconstitucionalidade. Isto posto, somos por reconhecer que o Projeto de Lei n.º 673/2009 é inconstitucional, não devendo prosseguir sua tramitação por conter vícios contrário à sua natureza, o que nos leva a sugerir aos membros desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 168/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE do Projeto de Lei n.º 673/2009 de autoria do Deputado Da Vitória. Sala das Comissões, 11 de maio de CLAUDIO VEREZA Presidente DARY PAGUNG Relator DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUIZ CARLOS MOREIRA LUZIA TOLEDO
90 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 CHAMOUN) - Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 176/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei n.º 675/2009. Autor: Deputado Da Vitória. Ementa: Altera o parágrafo único do artigo 1º da lei nº 4.962, de , que visa a obrigatoriedade da indústria em fixar, em local visível, placa com as informações: objeto de fabricação; substância usada; indicação da forma de prevenção de acidentes ecológicos. RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 675/2009, ora em análise, visa Alterar o parágrafo único do artigo 1º da lei n.º 4.962, de , que visa a Obrigatoriedade da Indústria em fixar, em local visível, placa com as informações: Objeto de fabricação; Substância usada; Indicação da forma de prevenção de acidentes ecológicos. O processo veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, na forma do art. 41, I, do Regimento Interno deste Poder Resolução n.º 2.700/2009, para exame e parecer. Regimentalmente, o Projeto de Lei n.º 675/2009, foi publicado no Diário do Poder Legislativo DPL, do dia 03 de fevereiro de 2010, às páginas 7001 e 7002, permaneceu em pauta durante 03 (três) sessões consecutivas. Alega o Autor em sua justificativa ao Projeto, que com tal iniciativa tenciona estipular punição pecuniária aos que infringirem os ditames da Lei n.º 4.962/1994. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO O Projeto de Lei n.º 675/2009, ora em análise, visa Alterar o parágrafo único do artigo 1º da Lei n.º 4.962/1994, que cria a Obrigatoriedade da indústria em fixar, em local visível, placa com as informações: Objeto de fabricação; Substância Usada; Indicação da forma de prevenção de acidentes ecológicos. Conforme se vê em seu art. 1º, 2º, I, II o Projeto de Lei n.º 673/2009, pretende estipular: Art. 1º (...) Parágrafo único. Sem prejuízo das demais sanções previstas na legislação vigente, as indústrias que não atenderem ou infringirem o estabelecido nesta lei ficam sujeitos às seguintes penalidades: I multa no valor de (quinze mil) Valor de Referência do Tesouro Estadual do Estado do Espírito Santo VRTEs; II multa prevista no inciso I, cobrada em dobro, nas reincidências subsequentes. (NR) (...) Art. 2º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. A matéria em análise remete ao condicionamento constitucional concernente à iniciativa legislativa desta Casa de Leis. Com efeito, esse alcance do tema, não pode extrapolar o âmbito do Poder Legislativo. O processo legislativo restringe-se aos moldes e contornos estabelecidos na Constituição Estadual, mantendo simetria com a Carta Federal. O instrumento normativo atinente à matéria em observância do aspecto inerente à proposição, notadamente, no que se refere à matéria, objeto da propositura, se insere na esfera do Poder Executivo, afasta a possibilidade dos parlamentares iniciarem o processo legislativo. O conteúdo substancial do teor do projeto em tela está em descompasso constitucional. Em alguns dispositivos que darão eficácia a norma, se aprovada, percebe-se caráter nitidamente autorizativo, conquanto, os serviços seriam implementados pelo Poder Executivo, quais sejam, atribuições a serem efetivadas pelas Secretarias de Estado e demais órgãos da Administração, a exemplo do Parágrafo Único, incisos I e II da matéria sub examine. O teor da proposta sob exame invade simultaneamente, atribuições do Chefe do Poder Executivo e está contido dentre aqueles cuja iniciativa é de alçada governamental, de acordo com os ditames da Carta Estadual, estabelecendo determinações e providências em dissonância com o que determina a referenciada Carta em seu art. 63, parágrafo único, inciso III e VI, que elenca as matérias que são de trato privativo do Chefe do Executivo Estadual. Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição.
91 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: I (...) III organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; VI criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Ademais, o disposto no art. 91, incisos II e V, da letra a, da mesma Carta, assim prescreve: Art.91. Compete privativamente ao Governador do Estado: I (...) II iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição; (...) V dispor, mediante decreto, sobre; a) Organização e funcionamento da administração estadual, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. Pontualmente, e concluindo as considerações acerca do aspecto material do projeto em análise, especialmente, quanto à prescrição do (parágrafo único da Lei n.º 4.962/94 que obriga as indústrias em fixar, em local visível, placa com as informações: Objeto de fabricação; substância usada; indicação da forma de prevenção de acidentes ecológicos - não há previsão de sanção. Na hipótese da alteração proposta ao determinar a sanção a ser aplicada ante o descumprimento do dever criado na lei referenciada, estar-se-ia diante da lei instituidora de poder de polícia inerente à lei administrativa, portanto, acarreta atribuições (fiscalização) aos órgãos públicos componentes da estrutura burocrática do Poder Executivo, assim se conclui que esta lei deve ser originária da iniciativa legislativa ao chefe do Poder Executivo. Corrobora com a transcrição acima a manifestação do Egrégio Supremo Tribunal Federal: O desrespeito à cláusula de iniciativa reservada das leis, em qualquer das hipóteses taxativamente previstas no texto da Carta Política, traduz situação configuradora de inconstitucionalidade formal, insuscetível de produzir qualquer consequência válida de ordem jurídica. A usurpação da prerrogativa de iniciar o processo legislativo qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da lei que dele resulte (Supremo Tribunal Federal, Medica Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade nº /AL, Rel. Min. Celso de Mello, Órgão Julgador: Tribunal Pleno DJ de 14/12/2001). Depreende-se do mesmo julgamento proferido pela Suprema Corte: O princípio constitucional da reserva de administração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo. Essa prática legislativa, quando efetivada, subverte a função primária da lei, transgride o princípio da divisão funcional do Poder, representa comportamento heterodoxo da instituição parlamentar e importa em atuação ultra-viris do Poder Legislativo, que não pode, em sua atuação político-jurídica, exorbitar dos limites que definem o exercício de suas prerrogativas institucionais. (Supremo Tribunal Federal, Media Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade nº /AL, Rel. Min. Celso de Mello, Órgão Julgador: Tribunal Pleno DJ de 14/12/2001. Recentemente em decisões, colhe-se a idêntica conclusão: É indispensável a iniciativa do Chefe do Poder Executivo (mediante projeto de lei ou mesmo, após a EC 32/01 por meio de decretos). Na elaboração de normas que de alguma forma remodelem as atribuições de órgão pertencente à estrutura administrativa de determinada unidade da Federação (Supremo Tribunal Federal, Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.254/ES, Rel. Min. Ellen Gracie, órgão julgador: Tribunal Pleno DJ de 02/12/2005).
92 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Cumpre anotar que o Projeto de Lei como apresentado, colide frontalmente com o disposto nos artigos 63, III e VI e 91, II, III, V, a, ao estabelecer novos dispositivos na Lei n.º Dessa forma adentra a órbita administrativa, atinente a atribuições dos órgãos que compõem a estrutura da Administração Pública, quando da implementação da medida punitiva proposta no âmago da proposta. Conclui-se, no sentido de ocorrência de vício de validade formal da presente iniciativa por adentrar indevidamente na competência material atributo administrativo do munus público do Governador do Estado, tema reservado à iniciativa exclusiva ao Poder Executivo, em atenção ao festejado princípio da Separação dos Poderes (artigo 2º da Carta Federal). A vista dos dispositivos acima citados, a propositura sob o aspecto da competência legislativa usurpa, inegavelmente, iniciativa que é reservada privativamente ao Governador do Estado, malgrado o seu indiscutível mérito, ficando maculada de inconstitucionalidade. Isto posto, somos por reconhecer que o Projeto de Lei n.º 675/2009, é inconstitucional e, não deve, desta forma, prosseguir sua tramitação normal, por conter vícios contrário à sua natureza, o que nos leva a sugerir aos membros desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 176/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE do Projeto de Lei n.º 675/2009 de autoria do Deputado Da Vitória. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Relator CLAUDIO VEREZA LUIZ CARLOS MOREIRA DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO CHAMOUN) - Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 166/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 687/2009, de autoria do Deputado Da Vitória acrescenta parágrafo único ao artigo 1º da Lei n.º 4.132, de , que proíbe a comercialização e a utilização em todo o território do Espírito Santo, de sprays que contenham clorofluorcarbono (CFC). A matéria foi protocolada no dia 15/12/2009, lida no expediente do dia 21/12/2009 e encontra-se publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 03/02/2010 à página 08 dos autos. É o relatório. PARECER DO RELATOR O Projeto de Lei n.º 687/2009, de autoria do Deputado Da Vitória acrescenta parágrafo único ao artigo 1º da Lei n.º 4.132, de , que proíbe a comercialização e a utilização em todo o território do Espírito Santo, de sprays que contenham clorofluorcarbono (CFC). O Deputado Legislador pretende estabelecer multa no valor de (cinco mil) Valor de Referência do Tesouro Estadual VRTEs, a quem comerciar e utilizar sprays que contenham clorofluorcarbono no Estado do Espírito Santo. A destruição da Camada de Ozônio na estratosfera, região situada entre 15 a 50 km de altitude, teve início aproximadamente em Em 1974 foi publicado que os CFCs presentes na atmosfera poderiam destruir a camada protetora de ozônio. Tal camada evita maior incidência de radiação ultravioleta, protegendo os seres vivos dos efeitos da radiação proveniente do sol. Os CFCs se continuarem a serem produzidos de maneira imensuráveis, será impossível reverter seus efeitos, uma vez que o tempo de vida destes produtos na atmosfera varia de 50 a 100 anos. O Brasil regulamentou a sua adesão ao Protocolo de Montreal, no sentido de eliminar a produção e o consumo dos clorofluorcarbonos gradativamente através do Decreto n.º , promulgado em 07/06/90, instituindo o Programa Brasileiro de Eliminação da Produção e do Consumo das Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio. A partir de 2011, importação e produção de medicamentos que contém clorofluorcarbono estão proibidas por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA, Resolução n.º 88 publicada no Diário da União em 26 de novembro de 2008, em anexo. A Agência concedeu o prazo de até 31 de dezembro de 2010 para os fabricantes regularizarem o registro de seus medicamentos sem CFCs usados no tratamento de doenças pulmonares e respiratórias. Além de ser matéria vinculada ao IEMA, IBAMA, ANVISA, é também propositura que versa sobre efeitos fiscais (VRTEs) dependendo do exercício da atuação regular do poder de polícia
93 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo administrativa, acarretando no mínimo a imputação de atribuições (fiscalização e aplicação de penalidade) aos órgãos públicos componentes da estrutura burocrática do Poder Executivo, concluindo-se que tal lei deve ser oriunda do Chefe do Poder Executivo, consoante o seguinte julgado: EMENTA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº /99, DO ESTADO DE SÃO PAULO, ORIUNDA DE PROJETO DE MEMBRO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA, QUE DISPÕE SOBRE ATRIBUIÇÕES DE ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO. ART. 61, I, E, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Plausibilidade da alegação de ofensa ao dispositivo constitucional em referência, corolário do princípio da separação de Poderes, de observância imperiosa pelos Estados Membros, conforme entendimento pacífico do Supremo Tribunal Federal. Medida cautelar deferida para suspensão provisória da eficácia do diploma normativo sob enfoque. (ADI-MC 2239/SP, Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO, Julgamento: 09/11/2000, Órgão Julgador: Tribunal Pleno) Com efeito, o projeto constitui-se de norma disciplinadora vinculada ao poder de polícia, tendo em vista que a sua validade depende da regulamentação do Estado-membro, através da Secretaria de Estado competente, consoante o que estatui o art.63 único da Constituição Estadual: Art.63 (...) Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: I - (...) VI criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e Órgãos do Poder Executivo. Assim, somos do entendimento de que não é de competência deste Poder estabelecer penalidade a ser aplicada por outro Órgão Estadual, sob pena de ofensa ao Princípio da Legalidade estampado no art.5,inc.ii da CF/88, e o Princípio da Indelegabilidade de Atribuições que tem sede direta no Princípio da Separação dos Poderes, consoante o art.2º da mesma Carta Federal. Em conclusão opinamos pela inconstitucionalidade e ilegalidade da matéria em analise, com fundamento na Resolução n.º 88/08 da ANVISA, do art.63 parágrafo único, inc.vi da Constituição Estadual, e do art.5º, II e 2º da Carta Maior Federal. Isto posto, somos pela adoção do seguinte: PARECER N.º 166/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela ilegalidade e inconstitucionalidade do Projeto de Lei 687/2009, de autoria do Deputado Da Vitória. Sala das Comissões, 11 de maio de CLAUDIO VEREZA (contra) Presidente DARY PAGUNG Relator DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO LUIZ CARLOS MOREIRA CHAMOUN) - Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 177/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei n.º 694/2009. Autor: Deputado Doutor Rafael Favatto. Ementa: Dispõe sobre a conversão gradativa dos veículos e viaturas utilizados nas Secretarias de Estado e na Polícia Militar para utilização do gás natural e dá outras providências. RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 694/2009, de autoria do Deputado Rafael Favatto, tem por escopo dispor sobre a conversão gradativa dos veículos e viaturas utilizadas nas Secretarias de Estado e na Polícia Militar para utilização do gás natural e dá outras providências. O ilustre Autor em sua justificativa ao projeto alega que: O petróleo como fonte de combustível para vários segmentos industriais e econômicos, será em médio prazo substituído por novas fontes geradoras de energia, e uma delas, que já atua, o Gás Natural Veicular. Ainda que, O Gás Natural Veicular representa uma importante alternativa de combustível. Já que dentre todos os outros utilizados, é o que menos agride o meio ambiente e apresenta o menor custo.
94 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 A iniciativa foi protocolada no dia 16 de dezembro de 2009, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 21 do mesmo mês e ano, e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 03 de fevereiro de 2010, às páginas 7015 e O projeto de lei veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, para exame e parecer, na forma do art. 41, I do Regimento Interno Resolução n.º 2.700/2009. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO O Projeto de Lei n.º 694/2009, de autoria do Deputado Rafael Favatto, tem por escopo dispor sobre a conversão gradativa dos veículos e viaturas utilizadas nas Secretarias de Estado e na Polícia Militar para utilização do gás natural e dá outras providências. A Proposição Normativa em apreço estabelece o seguinte: Art. 1º. Os veículos das Secretarias de Estado e as viaturas da Polícia Militar deverão ser gradativamente convertidos para a utilização do gás natural. 1º - A conversão terá caráter experimental pelo prazo de 2 (dois) anos. 2º - Transcorrido o prazo indicado no 1º, as aquisições de veículos e viaturas novas deverão ser realizadas com o atendimento às especificações técnicas originais de modo a utilizarem o combustível de que trata esta Lei. 3º - As características mecânicas dos veículos e viaturas convertidas ao uso do gás natural, assim como daquelas fabricadas originalmente para a utilização de tal combustível, deverão permitir o seu funcionamento, também, mediante a combustão alternativa da gasolina, de modo a rodarem, em situações de urgências, mesmo com a falta eventual do gás natural. Art. 3º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. De início, importa destacar que a redação utilizada pelo legislador, por apresentar erro de grafia, merece passar pelo crivo da Diretoria de Redação DLR. Vê-se que a matéria em análise remete ao condicionamento constitucional concernente à iniciativa legislativa desta Casa de Leis. Com efeito, esse alcance do tema, não pode extrapolar o âmbito do Poder Legislativo. O processo legislativo restringe-se aos moldes e contornos estabelecidos na Constituição Estadual, mantendo simetria com a Carta Federal. O instrumento normativo atinente à matéria em observância do aspecto inerente à proposição, notadamente, no que se refere à matéria-objeto da propositura, está inserta na esfera do Poder Executivo e afasta a possibilidade de os parlamentares iniciarem o processo legislativo. O conteúdo substancial do teor do projeto em tela apresenta total descompasso constitucional. Além disso, em alguns dispositivos que asseguram eficácia à norma, se aprovada, demonstra caráter nitidamente autorizativo, conquanto, as providências serão tomadas pelo Poder Executivo, pelas Secretarias de Estado e demais órgãos da Administração. É inadmissível Projeto de Lei oriundo do Poder Legislativo determinar, por meio de norma jurídica, procedimentos de órgãos e Secretarias que compõem a estrutura administrativa do Estado. Outrossim, a proposta legislativa, ao dispor sobre organização e funcionamento da Administração Pública, viola de forma cristalina o disposto no artigo 91, I, II, da Constituição Estadual, bem como o princípio da separação dos Poderes, artigo 2º da Constituição Federal, juntamente com a melhor doutrina constitucionalista. Segundo o Egrégio Supremo Tribunal Federal: O princípio constitucional da reserva da administração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo. Essa prática legislativa, quando efetivada, subverte a função primária da lei, transgride o princípio da divisão funcional do poder, representa comportamento heterodoxo da instituição parlamentar e importa em atuação ultra vires do Poder Legislativo, que não pode, em sua atuação político-jurídica, exorbitar dos limites que definem o exercício de suas prerrogativas institucionais. (Supremo Tribunal Federal, Medida Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade nº /AL, rel. Min. Celso de Mello, Órgão Julgador, Tribunal Pleno, DJ de 14/12/2001). O teor da proposta sob exame invade, simultaneamente, atribuições do Poder Executivo, cuja iniciativa é de alçada governamental, de acordo com os ditames da Carta Estadual, ao estabelecer
95 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo determinadas providências em discrepância com o que estabelece a mencionada Carta em seu artigo 63, parágrafo único, incisos III e VI, que elenca as matérias de trato privativo do Chefe do Executivo Estadual, bem como o disposto no artigo 91, incisos I e II; Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) III organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; (...) VI criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Art. 91. Compete privativamente ao Governador do Estado: I exercer, com auxílio dos Secretários de Estado, a direção superior da administração estadual; II iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. (...) CONCLUSÃO À vista dos dispositivos acima transcritos, a propositura sob o aspecto da competência legislativa, usurpa e interfere indevidamente na iniciativa que é reservada privativamente ao Governador do Estado, malgrado o seu indiscutível mérito, ficando, assim, eivada de inconstitucionalidade. Isto posto, somos por reconhecer que o Projeto de Lei n.º 694/2009 é inconstitucional, não devendo prosseguir sua tramitação, por conter vícios contrários à sua natureza, o que nos leva a sugerir aos membros desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 177/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela manutenção do despacho denegatório da Mesa Diretora, aposto ao Projeto de Lei n.º 694/2009, de autoria do Deputado Doutor Rafael Favatto. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Relator DARY PAGUNG LUIZ CARLOS MOREIRA CLAUDIO VEREZA LUZIA TOLEDO CHAMOUN) - Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 105/2010 Senhor Presidente, O Deputado, abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas regimentais, requer a V. Ex.ª com base no artigo 57, 2º da Constituição Estadual, e artigos 160, II e 162 do Regimento Interno que seja encaminhado ao Excelentíssimo Secretário de Estado da Educação, Senhor Haroldo Correa Rocha, PEDIDO DE INFORMAÇÃO, nos seguintes termos: - Quais as providências estão sendo tomadas pela Secretaria Estadual de Educação a fim de solucionar os problemas de calor e infiltrações nas escolas estaduais? - Se há previsão da compra de ar condicionado para a Escola Estadual Aflordízio Carvalho da Silva, localizada em Maruípe/Vitória. Sala das Sessões, 11 de maio de CLAUDIO VEREZA Deputado Estadual-PT CHAMOUN) - Oficie-se.
96 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º 106/2010 Senhor Presidente, O Deputado, abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas regimentais, requer a V. Ex.ª com base no artigo 57, 2º da Constituição Estadual, e artigos 160, II e 162 do Regimento Interno que seja encaminhado ao Excelentíssimo Secretário de Estado da Casa Civil, Senhor Valdir Klug, PEDIDO DE INFORMAÇÃO, nos seguintes termos: - Qual o número de Pessoas com deficiência que atualmente estão trabalhando ou estagiando nas Secretarias de Estado, bem como nas Empresas Públicas, nas Sociedades de Economia Mistas, nas Autarquias e nas Fundações Públicas; - Se as instituições supracitadas estão cumprindo o percentual legal mínimo de empregabilidade destinado às Pessoas com Deficiência; Sala das Sessões, 11 de maio de CLAUDIO VEREZA Deputado Estadual - PT (Comparece o Senhor Deputado Theodorico Ferraço) CHAMOUN) - Oficie-se. Findo o tempo destinado ao Pequeno Expediente, passa-se à fase das Comunicações. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Euclério Sampaio. O SR. EUCLÉRIO SAMPAIO Senhor Presidente, declino. CHAMOUN) Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Wolmar Campostrini. O SR. DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI (Sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, funcionários desta Casa de Leis, público que está nas galerias e telespectadores da TV Assembleia, boa-tarde. Parabenizamos toda equipe da Maternidade Municipal de Cariacica e sua administração, que é feita pelo Hospital Evangélico. Hoje em nosso município temos uma maternidade de referência, de alta resolução, que fez quase quatrocentos partos no mês de março, quase quatrocentos procedimentos, e em breve fará cirurgias eletivas, ginecológicas e angiológicas, de varizes, e terá UTI neonatal. É um orgulho muito grande para nós de Cariacica essa maternidade funcionando a todo vapor. A população de Cariacica não tinha sequer um atendimento mínimo adequado e hoje Cariacica é referência no Espírito Santo. Trouxemos para Cariacica, juntamente com o Senhor Governador Paulo Hartung, essa maternidade, hoje administrada pelo hospital Evangélico, que tanto bem faz para o nosso município. Comunicamos também à população que o hospital Adauto Botelho não é mais um depósito de doentes mentais, como era antigamente. Em Cariacica antigamente tinha um manicômio judiciário, um depósito de leprosos e um presídio. Hoje temos uma maternidade de padrão, um hospital de atendimento à saúde mental, o Adauto Botelho, reformado e ampliado, voltado para a saúde mental, para atender à população capixaba. Os doentes que residiam no hospital por não ter família estão inseridos na coletividade. No conjunto residencial de Santana famílias estão integradas à sociedade, fazendo tarefas do dia a dia como comprar pão, fazer feira, alimentando-se junto com a população, participando da coletividade, da comunidade. São pessoas doentes que não têm família ou não sabem onde estão seus parentes, seus amigos. Em Santana existem dois lares, um masculino e outro feminino, para atender aos doentes mentais. Sempre pensamos nos nossos irmãos que não têm oportunidade na vida. E com esse apoio que está sendo dado a essa população deixamos de ter o doente crônico para ter doente atendido na emergência. Temos em Cariacica cinquenta e três leitos destinados à clínica médica e à urgência na área da saúde mental. Esse atendimento saiu do hospital São Lucas e está indo para o Adauto Botelho, que foi reformado, equipado e não tem características de hospital de doente mental, ou de hospital de loucos, como era chamado antigamente. Hoje é um hospital para atendimento à clínica médica e em atenção a urgência e emergência da saúde mental, voltado para a saúde mental. O Senhor Governador esteve no Município de Cariacica, mais precisamente no campo de futebol do Maricará, sábado, pela manhã, para assinatura da ordem de serviço para as obras de pavimentação da estrada rural que dá acesso à reserva biológica Duas Bocas; obra essa que faz parte do programa Caminhos do Campo. É mais uma obra do Governo do Estado em nosso município. O Governador Paulo Hartung tem prestigiado Cariacica executando obras maravilhosas em nosso município. E o Senhor Deputado Doutor Hércules sempre lutou por essa obra, pois há vinte e um anos tem propriedade naquela região. E o Governo atendendo ao Programa Caminhos do Campo está realizando a pavimentação da estrada que leva à reserva biológica Duas Bocas, região de área
97 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo rural, de turismo para Cariacica, que precisava receber essa atenção. Nossa saudação ao povo de Acioli, nossa cidade querida, que realizou neste final de semana a primeira Festa do Queijo e contou com a presença de vários deputados, de várias lideranças do Estado do Espírito Santo. Uma festa maravilhosa, de agricultura familiar. Saudamos também o povo de João Neiva, que neste fim de semana comemorou vinte e dois anos de emancipação política. Saudamos o povo de Marilândia, que também comemorou neste fim de semana trinta anos de emancipação política. Várias lideranças e muitas pessoas de Cariacica estiveram no bonito evento que ocorreu em Marilândia, no interior do Estado, próximo a Colatina. (Muito bem!) A SR. ª APARECIDA DENADAI Senhor Presidente, pela ordem! Recebemos uma informação de natureza gravíssima. Propusemos, há três semanas, a criação de uma CPI para investigar irregularidades no extinto Instituto de Previdência dos Deputados Estaduais. Fomos informada de que existe uma orientação do Governo para que esta Deputada não presida ou relate a CPI, assim como nenhum membro do PDT. Considerando essa atitude uma vergonha para este Parlamento, retiramos o nosso nome da composição da CPI. E o fazemos em nome do PDT, que não pode compactuar e nem participar de uma CPI que se inicia contaminada, demonstrando que não quer investigar; excluindo de postos importantes pessoas que querem investigar os fatos. Portanto, estamos retirando o nosso nome em protesto a esse absurdo. Esperamos que o PDT não participe disso e inclusive orientamos, como líder, que saia da CPI por inteiro. CHAMOUN) - Defiro o pedido de V.Ex.ª. O SR. EUCLÉRIO SAMPAIO - Senhor Presidente, pela ordem! Faço coro com as palavras da Senhora Deputada Aparecida Denadai. Fui indicado como suplente, na CPI formada para investigar irregularidades no extinto Instituto de Previdência dos Deputados Estaduais, e também estou renunciando. Já fui vítima de situação como esta quando propus a criação da CPI da Rodosol. Essa prática tem de acabar nesta Casa de Leis. O PDT, realmente, não deve participar desta CPI. CHAMOUN) - Defiro o pedido de V. Ex.ª. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Freitas. O SR. FREITAS Senhor Presidente, declino. CHAMOUN) - Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a palavra à Senhora Deputada Luzia Toledo. A SR.ª LUZIA TOLEDO - (Sem revisão da oradora) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, imprensa presente, funcionários desta Casa de Leis, todos que nos visitam, é muito bom tê-los conosco participando dos trabalhos desta Casa Legislativa. Hoje, foi aprovado por este Plenário que esta Deputada se ausentará do País no período de 21 de maio a 05 de junho de Seguramente não nos ausentaremos até o dia 05 de junho, pois participaremos somente da parte dos trabalhos que serão realizados pela Fazenda da Esperança. Do Estado do Espírito Santo seguirá o Padre Evaldo Praça Ferreira, que é o elo da Fazenda da Esperança do Espírito Santo com a Fazenda da Esperança de Guaratinguetá-SP, mãe de todas as Fazendas da Esperança. Segue também conosco o Promotor Doutor Jefferson Valente Muniz, tesoureiro da Fazenda da Esperança no Estado do Espírito Santo. Já estão em Roma o Senhor Nelson Giovaneli Rosendo dos Santos e o Frei Hanz, fundadores da Fazenda da Esperança de Guaratinguetá, considerada a mãe das outras Fazendas da Esperança no Brasil. Ao todo são cinquenta e seis Fazendas instaladas no País, mais dezesseis instaladas no Exterior. O Estado do Espírito Santo terá a quinguagésima sétima Fazenda da Esperança, instalada em Alegre. Viajaremos a Roma em comitiva formada por pessoas de todo o Brasil, bem como por pessoas de todos os países onde foram instaladas Fazendas da Esperança. Faremos uma verdadeira romaria, Senhor Deputado Freitas, composta de trezentas pessoas, e buscaremos a certificação da Fazenda da Esperança como melhor programa de tratamento a dependentes químicos, a pessoas que enfrentam problemas com drogas. Iremos a Roma participar de várias reuniões no Vaticano, principalmente de duas com o Papa Bento XVI. Deixamos muito claro que essa viagem será feita as nossas custas. Temos direito de viajar a expensas da Assembleia Legislativa, pois estaremos trabalhando em Roma. Entretanto, mais uma vez viajaremos as nossas custas, porque entendemos que muitas pessoas compreendem nossa ausência do Estado e do País para participarmos de missão tão importante, mas existem aquelas que não compreendem. Por isso faremos a viagem a nossas expensas. Sairemos de Vitória no dia 21 de maio de 2010, juntamente com o Padre Evaldo Praça Ferreira e com o Promotor Público Jefferson Valente Muniz. Retornaremos a esta tribuna ainda hoje para continuar nossa fala. (Muito bem!) (Comparecem os Senhores Deputados Paulo Foletto e Luiz Carlos Moreira) CHAMOUN) Concedo a palavra à Senhora Deputada Aparecida Denadai.
98 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 A SR.ª APARECIDA DENADAI (Sem revisão da oradora) Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, servidores da Casa, profissionais da imprensa, falaremos de forma muito especial hoje para os telespectadores da TV Assembleia. Hoje nesta Casa aconteceu um fato que consideramos gravíssimo: historicamente todo Deputado que requer uma CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito, ou a preside ou a relata. Se o Deputado requereu instauração de um procedimento de investigação é porque certamente tem conhecimento de fatos que poderão levar a uma investigação no âmbito do Ministério Público Estadual, inclusive com demonstrações de crimes praticados que podem ser investigados nessa CPI. E por mais estranho que pareça - segundo Deputados que integram a CPI - houve orientação do Governo do Estado para que não presidíssemos e nem relatássemos os trabalhos da CPI. Achamos no mínimo curiosa essa situação, pois o que interessa ao Governo do Estado ou a alguns deputados que não presidíssemos ou não relatássemos essa CPI? O que tem de errado nisso, por que não podemos ter cargo de comando se fomos nós que requeremos a instalação da referida CPI? Essas perguntas serão todas respondidas. Retiramos nosso nome hoje dessa CPI porque não podemos compactuar com joguinho de cartas marcadas; não somos deputada para isso. Fomos eleita para encarar qualquer tipo de investigação e fazer o que tiver que ser feito, especialmente sem joguinhos e acordos paralelos. Ficamos tremendamente indignada ao sabermos que o Governo do Estado orientou que nosso nome fosse retirado do cargo de comando dessa CPI. Isso representa uma vergonha para este Parlamento, ou seja, o Governo do Estado mandou retirar o nome de uma Deputada do cargo de comando ou da relatoria de uma CPI. Não podemos usar outro instrumento que não seja esse, pois acabamos de retirar o nosso nome e o do PDT dessa CPI. Não pensem que, por não participarmos da CPI, tudo ficará acordado. Encaminharemos ao Ministério Público do Estado do Espírito Santo as irregularidades que estão sendo praticadas no Instituto de Previdência dos Deputados Estaduais IPDE - e não são de hoje - com a conivência de diversos parlamentares e de servidores desta Casa. Não falaríamos sobre isso hoje, mas achamos que esse assunto deveria ser debatido no âmbito da CPI, porém, nossa indignação é tamanha. Passamos o tempo inteiro neste Plenário tentando mostrar e fazer um trabalho sério e não podemos participar da CPI no cargo de presidente ou de relatora. Queríamos que o Governo do Estado e esta Casa respondessem para a população capixaba por que não podemos relatar a CPI criada para apurar possíveis irregularidades no processo de extinção e liquidação do Instituto de Previdência dos Deputados Estaduais - IPDE. Perguntamos ao Líder do Governo, Deputado Paulo Roberto: por que não podemos participar da referida CPI? Aliás, V. Ex.ª deveria se explicar. Os deputados nos disseram que receberam orientação do Líder do Governo para que não nos tornássemos presidenta e nem relatora dessa CPI. Se V. Ex.ª representa o Governo do Estado, representa também o Governador, perguntamos: por que interessa ao Senhor Governador Paulo Hartung que não sejamos presidenta de uma CPI nesta Casa? Isso nunca aconteceu Senhor Deputado Paulo Roberto. Historicamente, nesta Casa, todo deputado que requer uma CPI ou a preside, ou a relata. É a primeira vez que esta Casa está dando demonstração de desrespeito por um deputado. Estamos encaminhando aos promotores de justiça e à polícia material que investiguem fatos criminosos. Não será meia dúzia de pessoas acordando que colocará panos quentes em crimes e em desvios de dinheiro, dinheiro do contribuinte, de quem paga impostos, de quem trabalha honestamente neste Estado. O dinheiro desses trabalhadores está sendo desviado, e hoje nesta Casa não estão permitindo que investiguemos. Mas estão enganados aqueles que pensam que ficaremos calada, pois temos outros mecanismos. Vamos ao Ministério Público e ao Ministro da Justiça, se for necessário. Já demonstramos essa coragem em outras oportunidades neste Estado. Mas nos calarem, esta Casa não nos calará. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE - (RODRIGO CHAMOUN) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Claudio Vereza. O SR. CLAUDIO VEREZA - (Sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, assomamos a esta tribuna numa data marcante por diversas comemorações - tanto no dia de ontem, quanto no dia de hoje e no dia de amanhã em relação a algumas lutas de nosso País. Ontem foi o Dia do Trabalhador em Limpeza Pública, mais conhecido como gari. Saudamos todos os mais de quatro mil trabalhadores que atuam na área de limpeza e conservação pelo seu dia, comemorado ontem. Gente de muito valor, mas que nem sempre é valorizada em nossa sociedade, mas que merece destaque nesta Casa. Registramos que hoje, 17 de maio de 2010, é o Dia Internacional de Combate à Homofobia. E em nosso Estado se comemora o Dia Estadual de Combate à Homofobia, lei apresentada em Plenário ano passado. A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Espírito Santo, criou a Comissão de Diversidade Sexual e Combate à Homofobia visando debater e fomentar o direito homoafetivo. Nesse sentido, hoje haverá a primeira marcha nacional de combate à homofobia em Brasília com a participação inclusive de capixabas que busca políticas públicas para o segmento. Dia 31 de maio de 2010, o movimento acontecerá em nosso Estado, com uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa.
99 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo Em 2009, a cada dois dias um homossexual foi morto no país vítima de violência por preconceito. Este ano, o número já chegou a trinta e quatro homicídios registrados apenas nos dois primeiros meses. Esse é um tema que merece a atenção de todos e a implementação de políticas públicas em defesa do segmento GLBT. Parabenizamos de maneira muito forte o Presidente Lula que contra tudo e contra todos, contra a opinião dos maiores analistas e estadistas, contra os Primeiros Ministros ou Chefes de Estado, como é o caso da Secretária de Estado Norte-Americano Hillary Clinton, foi ao Irã negociar um acordo de paz na área nuclear. S. Ex.ª passou o dia inteiro de ontem em negociação, e até a madrugada, e chegaram a um acordo, publicado na mídia do mundo inteiro, destacando a ousadia na política exterior do Presidente Lula e do Ministro de Relações Exteriores Celso Amorim. O Presidente Lula encontrou-se com o Presidente Mahmoud Ahmadinejad numa linha contrária à de promoção de guerra contra o Irã, a linha estranha adotada pelo Presidente Barack Obama, que ganhou as eleições nos Estados Unidos contra uma visão de guerra, belicista de George Bush. Barack Obama começou seu governo trabalhando para que houvesse uma guerra contra o Irã. Talvez em busca de uma saída para a crise econômica de seu próprio país, pois os Estados Unidos sempre, tradicionalmente, resolvem suas crises econômicas promovendo guerras. O Presidente Lula, contra as opiniões dos grandes do Conselho de Segurança da ONU, do Presidente Barack Obama, da Secretária de Estado Norte-America Hillary Clinton, dos analistas da mídia brasileira, foi ao Irã e de maneira ousada, mas com competência, consegue arrancar um acordo que deve ser comemorado em todo o mundo. Parabéns, Presidente Lula. Mais uma vez V. Ex.ª demonstrou que um operário, um trabalhador, mas com experiência de vida, pode chegar a ser um estadista. (Muito bem!) (Retira-se momentaneamente o Senhor Deputado Marcelo Coelho) A SR.ª LUZIA TOLEDO Senhor Presidente, pela ordem! Para deixar registrado que também parabenizamos o Presidente Lula. CHAMOUN) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Atayde Armani. O SR. ATAYDE ARMANI Senhor Presidente, declino. CHAMOUN) Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a palavra ao Senhor Deputado Marcelo Coelho. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Marcelo Santos. (Comparece o Senhor Deputado César Colnago) O SR. MARCELO SANTOS (Sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, imaginamos que não falaríamos já que havia dois oradores inscritos antes de nós na fase das Comunicações. Agradecemos ao Deputado Atayde Armani que declinou para que nos manifestássemos. S. Ex.ª é um amigo distinto, que aprendemos a respeitar. Obrigado pela amizade. Fazemos um registro importante de um grande evento que realizamos, no sábado, na comunidade de Maricará, que faz margem a uma importante estrada que durante muitos anos lutamos para que fosse pavimentada. Essa estrada estava no projeto Caminhos do Campo e seria realizada no ano de 2005, mas foi alterada por um parlamentar que na época entendeu que outra região deveria ser atendida por outra estrada em detrimento estrada que liga Areinha à Reserva Ambiental de Duas Bocas, que corta algumas regiões, dentre elas Maricará. Foi no campo de futebol de Maricará, na Grande Cariacica Sede, que demos a notícia da ordem de serviço dessa grande estrada. Não estava presente o Deputado César Colnago, ex-secretário de Agricultura, mas fizemos o registro da sua luta em favor da pavimentação daquela estrada. Constituímos uma comissão composta por representantes de diversas regiões que serão beneficiadas por essa grande estrada. O Deputado César Colnago participou de algumas reuniões com esse grupo, constituído a partir do momento em que nos procurou em nossos gabinetes. Não foram poucas as vezes que fomos ao Chefe da Casa Civil, ao Governador do Estado e ao Secretário de Estado da Agricultura. Conversamos com o ex-secretário Ricardo Ferraço, depois com o ex-secretário César Colnago, com o ex-secretário Ricardo Santos e por fim com o atual Secretario de Agricultura Ênio Bergoli da Costa. Conseguimos reincluir essa estrada no orçamento do Estado e refizemos o projeto que tinha algumas falhas. No sábado, depois de muita luta, a sociedade conseguiu que essa obra fosse iniciada. Uma obra importante que faz a ligação da Grande Cariacica Sede a Prolar, à Areinha, a Ferreira Borges, à Maricará e a tantas outras localidades até a Reserva Ambiental de Duas Bocas. Uma estrada muito sonhada. Gostaríamos que a nossa fala não fosse mal interpretada. A vontade política do Governador do Estado foi importantíssima, pois compete a S. Ex.ª autorizar, por mais que tenhamos um Secretário de Agricultura. A vontade política do ex-secretário César Colnago foi fundamental, principalmente quando as pessoas estiveram em nosso gabinete e na Secretaria de Agricultura, onde S. Ex.ª apresentou o
100 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 projeto. Depois solicitou uma audiência com o Governador para que autorizasse ou não essa grande obra. O Sr. César Colnago Parabenizamos V. Ex.ª pela reunião de prestação de contas. Tivemos notícias por outras pessoas que lá estiveram. V. Ex.ª cumpriu a função de colocar aos seus liderados e aos seus eleitores o seu desempenho. O processo para se chegar a uma conquista é muito longo e V. Ex.ª teve um papel fundamental nesse processo, levando essa obra à comunidade local, que beneficiará não só a comunidade católica, mas a ligada ao esporte e aos produtores de banana e de café. Aquela região fornece água ao Município de Vitória. V. Ex.ª, como o Governador Paulo Hartung e outros colegas desta Casa, teve uma grande participação e se empenhou muito para a construção daquela. O SR. MARCELO SANTOS Fazemos uma deferência a V. Ex.ª, porque a partir da constituição de uma comissão, que havia se esfacelado, pois não acreditava que uma obra como essa, que já estava planejada, fosse tirada do planejamento de Governo e reinserida novamente, saísse do papel. Senhor Deputado César Colnago, o empenho de V. Ex.ª e o nosso foram importantes, juntamente com a chancela do Senhor Governador, que é o dono da caneta e possui sensibilidade. Agradecemos essa sensibilidade. Ontem prestamos conta do nosso mandato - é a sétima prestação de contas que realizamos - mas nada disso teria acontecido se não tivéssemos o apoio, o empenho, a dedicação e o cumprimento da palavra na pessoa do Governador Paulo Hartung que depositou no Município de Cariacica mais de um bilhão de reais em obras e investimentos, beneficiando nossa cidade. Senhor Presidente, muito obrigado. (Muito bem!) O SR. THEODORICO FERRAÇO - Senhor Presidente, pela ordem! Recorro da decisão de V. Ex.ª ao Projeto Lei Complementar n.º 17/2010, de minha autoria, para audiência do Plenário. CHAMOUN) Defiro o pedido de recurso. À Comissão de Justiça para oferecer parecer sobre o recurso. O SR. PAULO ROBERTO Senhor Presidente, pela ordem! A Senhora Deputada Aparecida Denadai, em pronunciamento na fase das Comunicações, abordou a questão da CPI aberta nesta Casa, que apurará possíveis irregularidades no processo de extinção e liquidação do Instituto de Previdência dos Deputados Estaduais - IPDE. Não quis interromper a Senhora Deputada Aparecida Denadai e os demais oradores em respeito aos cinco minutos que cada Senhor Deputado tem na fase das Comunicações. Mas, na condição de Líder do Governo, cumpre-me dizer que em nenhum momento pedi em nome do Governo a nenhum Senhor Deputado que votasse em A, B ou C para montar a chapa da CPI. Cada partido teve liberdade para indicar o seu membro. Como são cinco membros, a eleição de quem é presidente cabe única e exclusivamente aos integrantes da CPI. Só para esclarecer: o IPDE é um Instituto do Poder Legislativo e não tem nada a ver com o Poder Executivo. Não recebi nenhuma orientação do Poder Executivo para orientar na escolha do presidente ou do relator. Senhora Deputada Aparecida Denadai, gostaria de esclarecer para V. Ex.ª, para todos os demais integrantes e para todos que nos assistem pela TV Assembleia, que não há nenhuma orientação do Governo do Estado e este Senhor Deputado, na condição de Líder do Governo, para se intrometer na questão da CPI do IPDE aberta nesta Casa. A SR.ª APARECIDA DENADAI Senhor Presidente, pela ordem! Gostaria que fosse dito ao... Aliás, estou dizendo ao Líder do Governo que tem uma palavra só porque comigo, atrás do microfone, V. Ex.ª disse - e os Senhores Deputados Luiz Carlos Moreira e Atayde Armani confirmaram - que recebeu uma orientação para que eu não presidisse e nem relatasse. Senhor Líder do Governo, ouvi V. Ex.ª e gostaria que me ouvisse também. Não sou mulher de dizer uma coisa atrás do microfone e na frente mudar a minha palavra. A minha palavra é uma só. Já entendi o jogo e jogarei, Senhor Deputado Paulo Roberto. Tenha certeza de uma coisa: nenhum ato do Governo calará esta Senhora Deputada. Presidindo uma CPI ou não, o que for ilícito nesta Casa será colocado em cima do tapete. A sociedade capixaba saberá - se não for pela CPI, será pela boca desta Deputada - os ilícitos que vêm sendo praticados com desvio de dinheiro, de recurso do contribuinte e não serão com o meu silêncio. Não é um ato de cima para baixo, passando um trator por cima de mim, que calará esta Deputada. Estranha-me muito que um Governador que foi eleito dizendo que combateria o crime organizado possa ter dado uma orientação como essa, Senhor Deputado Paulo Roberto. Isso chama a atenção dos capixabas. Há alguma coisa de muito errado nisso. Podem ter certeza de que todo o Estado do Espírito Santo saberá por meio desta Deputada, porque não me calarei. CHAMOUN) Senhores Deputados Paulo Roberto e Aparecida Denadai, V. Ex. as registraram seus posicionamentos e agora precisamos passar para outra fase da sessão, a Ordem do Dia. O SR. PAULO ROBERTO Reiterando, só para que não fique a palavra da Senhora Deputada Aparecida Denadai, em nenhum momento...
101 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo A SR.ª APARECIDA DENADAI Senhor Presidente, quero o mesmo espaço para falar. Se for concedida a palavra ao Senhor Deputado Paulo Roberto, quero o mesmo espaço. CHAMOUN) Senhora Deputada Aparecida Denadai e Senhor Deputado Paulo Roberto, V. Ex. as falaram e agora entrarei na Ordem do Dia. O SR. PAULO ROBERTO Senhor Presidente, só para esclarecer, senão ficará a dúvida... A SR.ª APARECIDA DENADAI Quero o mesmo espaço para falar. CHAMOUN) Peço que os dois Senhores Deputados compreendam. O SR. PAULO ROBERTO Senhor Presidente, só para esclarecer, porque a CPI não foi abortada. A CPI existe, ela faz parte e se quiser fazer parte... A SR.ª APARECIDA DENADAI Eu já me retirei dela, Senhor Deputado Paulo Roberto, e não compactuarei com esse tipo de figurinha carimbada desta Casa. O SR. PAULO ROBERTO Senhor Presidente, só quero dizer que estou tranquilo. CHAMOUN) Peço que V. Ex. as compreendam que precisamos entrar na Ordem do Dia, porque temos matérias importantes e todos os dois Senhores Deputados já colocaram suas posições sobre o tema. Findo o tempo destinado à fase das Comunicações, passa-se à ORDEM DO DIA: Discussão única, nos termos do art. 66, 6º, da Constituição Estadual, do veto total aposto ao Projeto de Lei n.º 301/2009, do Deputado Doutor Hércules, que dispõe sobre qualidade dos comprovantes emitidos em caixas eletrônicos em Bancos do Estado. Publicado no DPL do dia 03/07/2009. Mensagem de veto n.º 63/2010, publicada no DPL do dia 20/04/2010. Parecer n.º 189/2010, da Comissão de Justiça, pela manutenção do veto total. Veto vencido em 16/05/2010. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Resolução n.º 04/2010, do Deputado Rodrigo Chamoun e outros, que cria a Comissão Permanente de Políticas Antidrogas. Publicado no DPL do dia 30/04/2010. Na Comissão de Justiça, o Deputado Claudio Vereza se prevaleceu do prazo regimental para relatar a matéria na Sessão Ordinária do dia 11/05/2010. (Prazo até o dia 18/05/2010). (COMISSÕES DE JUSTIÇA, DE CIDADANIA, DE SAÚDE, DE FINANÇAS E À MESA DIRETORA). Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 394/2009, da Deputada Luzia Toledo, que determina a obrigatoriedade de caixa eletrônico em Braille e áudio em todas as agências bancárias do Estado do Espírito Santo e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 27/08/2009. Parecer n.º 511/2009, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade, com emenda. Na Comissão de Defesa do Consumidor o Deputado Theodorico Ferraço, se prevaleceu do prazo regimental para relatar a matéria na Sessão Ordinária do dia 12/05/2010. (Prazo até o dia 19/05/2010). (COMISSÕES DE DEFESA DO CONSUMIDOR, DE SAÚDE E DE FINANÇAS). Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 664/2009, do Deputado Da Vitória, alterando o artigo 3º da Lei n.º 5.426, de , que estabelece atendimento especial nos estabelecimentos comerciais. Publicado no DPL do dia 03/02/2010. Parecer n.º 83/2010, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade. Na Comissão de Defesa do Consumidor o Deputado Theodorico Ferraço, se prevaleceu do prazo regimental para relatar a matéria na Sessão Ordinária do dia 12/05/2010. (Prazo até o dia 19/05/2010). (COMISSÕES DE DEFESA DO CONSUMIDOR E DE FINANÇAS). Votação adiada, em 2.º turno, nos termos do artigo 210 do Regimento Interno, da Proposta de Emenda Constitucional n.º 06/2006, de autoria do Deputado Claudio Vereza e outros, que altera o artigo 127 da Constituição Estadual, que dispõe sobre segurança pública, organizando de forma autônoma os institutos de criminalística e médico-legal. Publicada no DPL do dia 30/05/2006. Pareceres n. os 403/2006, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade; 06/2007, da Comissão de Segurança, e 45/2007, da Comissão Finanças, ambos pela aprovação, publicados no DPL do dia 29/11/2007; 96/2007, da Comissão de Cidadania, pela aprovação, publicado no DPL do dia 05/12/2007, e 559/2007, da Comissão de Justiça, pela aprovação, publicado no DPL do dia 27/12/2007. A matéria foi aprovada, em 1.º turno, com 23 (vinte e três) votos favoráveis e nenhum voto contrário, na Sessão Ordinária do dia 17/12/2007. (Em anexo, por se tratar de matéria correlata, Proposta de Emenda Constitucional n.º 03/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio e outros, publicada no DPL do dia 23/04/2010). Quorum para aprovação: 3/5(18 votos) votação nominal. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 547/2009, do Deputado Luciano Pereira, que dispõe
102 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 sobre a inserção do tipo sanguíneo e fator RH nos documentos de identificação de responsabilidade de emissão do Estado e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 21/01/2010. Parecer n.º 153/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 12/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 616/2009, do Deputado Marcelo Santos e outros, que regulamenta a cobrança de utilização de estacionamentos privados localizados no Estado. Publicado no DPL do dia 21/12/2009. Parecer n.º 138/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 10/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 641/2009, da Deputada Aparecida Denadai, que dispõe sobre a obrigatoriedade da instalação e funcionamento de creches nos estabelecimentos comerciais que menciona e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 26/01/2010. Parecer n.º 159/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 12/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 674/2009, do Deputado Da Vitória, que acrescenta parágrafo único ao artigo 3º da Lei n.º 4.960, de , que dispõe sobre o direito dos pacientes internados em hospitais públicos e conveniados com o SUS - Sistema Único de Saúde no Estado, receberem uma via do atendimento médico hospitalar que será fornecida pelo médico assistente ou médico responsável pelo setor. Publicado no DPL do dia 03/02/2010. Parecer n.º 123/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 10/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 688/2009, de autoria do Deputado Da Vitória, que altera o artigo 7º da Lei n.º 6.228, de , que institui normas específicas de responsabilidade, visando proporcionar segurança aos consumidores de serviços de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, bem como a terceiros que possam ser afetados por riscos decorrentes de tais atividades. Publicado no DPL do dia 03/02/2010. Parecer n.º 155/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 12/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 689/2009, do Deputado Da Vitória, que acrescenta parágrafo único ao artigo 1º da Lei n.º 6.201, de 12 de maio de 2000, que disciplina as formas de afixação de preços ao consumidor no território do Estado. Publicado no DPL do dia 03/02/2010. Parecer n.º 162/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 12/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 708/2009, da Deputada Aparecida Denadai, que dispõe sobre a instalação de divisórias individuais entre os caixas e o espaço reservado para os consumidores que aguardam atendimento nas Agências e Postos de Serviços Bancários do Estado. Publicado no DPL do dia 04/02/2010. Parecer n.º 132/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 10/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 712/2009, da Deputada Aparecida Denadai, que dispõe sobre a responsabilidade das empresas pela higienização dos uniformes usados por seus empregados no Estado. Publicado no DPL do dia 04/02/2010. Parecer n.º 117/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade, publicado no DPL do dia 12/05/2010. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.º 03/2010, do exdeputado Sargento Valter de Paula, que concede título de cidadão espírito-santense a Senhora Maria Paula de Souza Martins. Publicado no DPL do dia 08/04/2010. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 560/2009, do Deputado Dary Pagung, que dispõe sobre a obrigatoriedade dos restaurantes, dos bares, das lanchonetes, das casas noturnas e os estabelecimentos congêneres obrigarem a colocar lixeira com cinzeiro na área da calçada em frente ao estabelecimento. Publicado no DPL do dia 22/01/2010. Discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 631/2009, da Deputada Aparecida Denadai, que dispõe sobre a substituição da expressão IDOSO pela expressão CIDADÃO PREFERENCIAL em todos os benefícios que o mesmo esteja usufruindo. Publicado no DPL do dia 20/01/2010. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 607/2009, da Deputada Aparecida Denadai, que dispõe sobre a obrigatoriedade dos supermercados, hipermercados e todos os estabelecimentos comerciais que utilizam carrinhos de compras e cestas que disponibilizem aos seus clientes uma capa de proteção descartável para ser utilizada em seu interior. Publicado no DPL do dia 20/01/2010. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 701/2009, do Deputado Euclério Sampaio, que veda aos estabelecimentos comerciais a exigência de valor mínimo para compras com o
103 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo cartão de crédito. Publicado no DPL do dia 04/02/2010. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 90/2010, do Deputado Doutor Rafael Favatto, que proíbe a realização de trotes agressivos, violentos, vexatórios nas universidades, faculdades e instituições de ensino do Estado. Publicado no DPL do dia 23/04/2010. CHAMOUN) - Discussão única, nos termos do art. 66, 6.º, da Constituição Estadual, do veto total aposto ao Projeto de Lei n.º 301/2009. Em discussão. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-lo, declaro encerrada a discussão. Em votação o veto total aposto ao Projeto de Lei n.º 301/2009. Solicito aos Senhores Deputados que se encontram nas imediações ou nos gabinetes que compareçam ao Plenário, pois é necessário quorum qualificado para votarmos o presente veto. A presente matéria exige votação nominal, que será realizada utilizando-se o painel eletrônico. Os Senhores Deputados que forem favoráveis ao veto votarão SIM; os que forem contrários votarão NÃO. Solicito aos Senhores Deputados que registrem o voto nos terminais eletrônicos. (Pausa) (Procede-se ao registro dos votos) (De acordo com o registrado no painel eletrônico, retiram-se os Senhores Deputados Cacau Lorenzoni, Da Vitória, Dary Pagung, Elcio Alvares, Euclério Sampaio, Giulianno dos Anjos, Givaldo Vieira, Marcelo Coelho, Marcelo Santos, Reginaldo Almeida e Sérgio Borges) (Votam SIM os Senhores Deputados Atayde Armani, César Colnago, Claudio Vereza, Doutor Hércules, Doutor Rafael Favatto, Doutor Wolmar Campostrini, Freitas, Janete de Sá, Luciano Pereira, Luiz Carlos Moreira, Luzia Toledo, Paulo Foletto, Paulo Roberto, Theodorico Ferraço e Vandinho Leite; vota NÃO a Senhora Deputada Aparecida Denadai) CHAMOUN) Senhores Deputados, votaram SIM quinze Senhores Parlamentares; votou NÃO uma Senhora Deputada; uma abstenção do Presidente, regimentalmente impedido de votar. Em consequência, fica aprovado o veto total aposto ao Projeto de Lei n.º 301/2009. Comunique-se ao Governador. Arquive-se o processo. O SR. CÉSAR COLNAGO Senhor Presidente, pela ordem! Requeiro a V. Ex.ª um minuto de silêncio pelo falecimento do Senhor Adelino Silva Lopes, natural de Guaçuí, nascido em 01/10/1932. Casado com Therezinha Pereira Lopes, passou a residir em Mimoso do Sul desde 1953, onde faleceu em 14/05/2010. Pai de 3 filhos: Enedina (minha esposa), Adelino Júnior e Sônia Helena. Formado em Técnica Veterinária pela Escola Agrotécnica Federal de Santa Teresa, em São João de Petrópolis ( Barracão de Petrópolis). Funcionário exemplar da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca deste Estado (vinculado ao GECOFA e depois EMESPE). A partir de 1996, IDAF- durante 35 anos como Auxiliar de Veterinária ( de 1955 a 1992, quando se aposentou). Homem de caráter ilibado, trabalhador e excelente pai de família. Figura honrada, conhecida e respeitada por toda a sociedade mimosense. CHAMOUN) Convido todos para se colocarem de pé e prestarem um minuto de silêncio. (Pausa) (É feito um minuto de silêncio) O SR. PRESIDENTE - (RODRIGO CHAMOUN) - Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Resolução n. o 04/2010. Concedo a palavra à Comissão de Justiça, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO - (THEODORICO FERRAÇO) - Convoco os membros da Comissão de Justiça, Senhores Deputados Doutor Wolmar Campostrini, Luiz Carlos Moreira, Luzia Toledo, Claudio Vereza e Vandinho Leite. Consulto o relator, Senhor Deputado Claudio Vereza, se está apto a oferecer seu parecer. O SR. CLAUDIO VEREZA - Sim, Senhor Presidente. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO - (THEODORICO FERRAÇO) - Concedo a palavra a V. Ex. a O SR. CLAUDIO VEREZA - (Sem revisão do orador) - Senhor Presidente e Senhores membros da Comissão de Justiça, trata-se do Projeto de Resolução n. o 04/2010, de iniciativa do Senhor Deputado Rodrigo Chamoun, que cria a Comissão Permanente de Políticas Antidrogas, alterando o Regimento Interno para a inclusão desta nova Comissão Permanente. Esta Casa de Leis tem debatido este tema por meio da Frente Parlamentar Antidrogas, da Frente Parlamentar de Assistência Social e de Comissões Especiais. Mas agora o Senhor Deputado Rodrigo
104 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Chamoun propõe a criação de uma comissão permanente, já que o problema se transformou na epidemia das drogas. Por isso cabe a esta Casa de Leis a implantação de uma comissão - não mais especial - permanente que receba e analise projetos e debata políticas dessa área. É de grande relevância que a Assembleia Legislativa crie a sua comissão permanente voltada para debater o tema da dependência química e o da política pública voltada para as drogas. Parabenizamos o autor do Projeto de Resolução nº 04/2010, Senhor Deputado Rodrigo Chamoun - outros deputados também assinaram o projeto - e relatamos pela constitucionalidade e legalidade da matéria que é de alta relevância. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO - (THEODORICO FERRAÇO) - Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? A SR. a LUZIA TOLEDO - Com o relator. O SR. DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI - Com o relator. O SR. LUIZ CARLOS MOREIRA - Com o relator. O SR. VANDINHO LEITE - Com o relator. O SR. THEODORICO FERRAÇO - A Presidência acompanha o voto do relator. Senhor Presidente, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Justiça. A SR. a LUZIA TOLEDO - Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra para justificação de voto. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (THEODORICO FERRAÇO) - Concedo a palavra à Senhora Deputada Luzia Toledo. A SR. a LUZIA TOLEDO (Sem revisão da oradora) - Senhor Presidente e Senhores membros da Comissão de Justiça, parabenizamos o Senhor Deputado Rodrigo Chamoun, autor do Projeto de Resolução n.º 04/2010, que cria a Comissão Permanente de Políticas Antidrogas. Esta Casa de Leis não tem se furtado ao debate deste tema. Praticamente os vinte e nove deputados têm debatido este assunto de forma muito coerente e responsável. Mas é muito importante que esta Casa de Leis tenha uma comissão permanente porque sabemos que as drogas atualmente, principalmente o crack, viraram uma epidemia. Senhor Presidente da Comissão de Justiça, Deputado Theodorico Ferraço, existem duas Frentes Parlamentares nesta Casa e existe também o nosso trabalho pela implantação da Fazenda da Esperança, um projeto macro. É muito importante discutirmos nesta Casa de Leis, inclusive os problemas que estão perto de nós e muitas vezes não temos espaço para falar. Numa Comissão Permanente faremos audiências públicas, indicações para o Governo, enfim trabalharemos a questão das drogas de forma mais permanente. Parabenizamos o Senhor Deputado Rodrigo Chamoun pela iniciativa, bem-vinda não só para esta Casa de Leis, mas principalmente para a sociedade que passa por vários problemas neste momento em que o Brasil inteiro enfrenta as drogas. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (THEODORICO FERRAÇO) Devolvo o projeto à Mesa. CHAMOUN) Concedo a palavra à Comissão de Defesa da Cidadania, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. A SR.ª PRESIDENTA DA COMISSÃO (JANETE DE SÁ) Convoco os membros da Comissão de Defesa da Cidadania, Senhores Deputados Doutor Wolmar Campostrini e Luzia Toledo. Avoco o projeto para relatar. (Pausa) Senhores membros da Comissão de Defesa da Cidadania, temos em mãos o Projeto de Resolução n.º 04/2010, de autoria do Senhor Deputado Rodrigo Chamoun, que cria a Comissão Permanente de Políticas Antidrogas. Este é um tema sobre o qual todos os Deputados debatemos nesta Casa de Leis porque é um problema que atinge jovens, adolescentes e adultos do Estado do Espírito Santo e do Brasil; muitas pessoas perdem a vida em razão do envolvimento com as drogas, muitas vezes não tem condições de pagar e são vítimas dessa situação que está degradando a juventude que se envolve com drogas, lamentavelmente. Existem propostas de construção de casas de recuperação; já se discutiu a vinda da Fazenda da Esperança para o Estado do Espírito Santo. Ou seja, há vários mecanismos utilizados pelos Senhores Deputados para enfrentar o problema das drogas. É adequado termos uma Comissão Permanente para enfrentar o problema das drogas. Não podemos ter uma comissão transitória porque esse assunto não pode ser debelado com facilidade e nem com rapidez, mas requer discussão profunda e envolvimento de toda a sociedade, dos Poderes constituídos: Executivo, Legislativo e Judiciário, do Ministério Público, das polícias, da juventude e das igrejas católicas ou evangélicas e independente do credo religioso. Precisamos discutir esse assunto que muito nos preocupa, principalmente nós que somos pais.
105 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo Sendo assim, relatamos pela aprovação do Projeto de Resolução n.º 04/2010 porque não se trata de um assunto que se debele com rapidez, mas requer uma Comissão Permanente constituída por Parlamentares desta Casa de Leis. Sugerimos cinco deputados para instalação da comissão desses trabalhos e estamos à disposição para fazer parte dessa comissão para discutir esse assunto grave, sério, profundo que tem aniquilado a nossa sociedade, deixando muitas famílias em sofrimento. São estas questões que têm que ser discutidas nesta Casa, não em palanques só porque está próximo das eleições. Preocupa-nos muito quando se usa a tribuna desta Casa como palanque eleitoral para discutir temas como este. E não é saqueando cofres de prefeituras nem pegando dinheiro do povo e colocando no bolso que resolveremos os problemas, mas sim, tomando medidas e discutindo com a sociedade para resolvêlos. Que tristeza ver a família Prudêncio de Cariacica, que conhecemos, - hoje instalada em Vila Velha - no Município de Presidente Kennedy, saqueando os cofres daquela Prefeitura. É um absurdo, causa-nos náuseas esse tipo de atuação em nosso Estado. O povo tem que ficar atento com os palanques eleitorais; com os saques das prefeituras e com quem está por trás delas. Isso tem que ser dito para o povo não ser enganado. Os eleitores tem que ficar atentos às palavras soltas, bonitas e debates como se fossem em defesa da sociedade. O povo tem que ficar atendo e ver quem é quem nesta Casa; quem tenta jogar lama para prejudicar e quem se prevalece da ingenuidade do povo para crescer na briga. É claro que uma matéria como essa merece o apoiamento não apenas da Comissão de Defesa da Cidadania e de Direitos Humanos porque isso é uma questão de cidadania e de direitos humanos. Temos que salvar a nossa juventude e os adultos que se envolvem nas drogas, nesse mal que tem ceifado vidas e destruído famílias. Devemos nos envolver, sim; precisamos ter uma geração de crianças sadias que não entrem para a adolescência contaminadas pelas drogas. Portanto, voto favoravelmente. Conte comigo para compor esta comissão e ajudar esta Casa a resolver problemas que de fato afligem a nossa sociedade. Parabenizamos a atitude do Senhor Deputado Rodrigo Chamoun, reiterando que conte com a nossa colaboração nesta Casa, como a sociedade capixaba, no combate às drogas e na solução de uma saída para esse grave problema que atinge a nossa sociedade. Nosso parecer é pela aprovação do projeto. (Muito bem!) (Pausa) Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Com a relatora. A SR.ª LUZIA TOLEDO Com a relatora. A SR.ª JANETE DE SÁ Senhor Presidente, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Defesa da Cidadania. Devolvo o projeto à Mesa. (Retiram-se momentaneamente os Senhores Deputados Doutor Rafael Favatto e Freitas) CHAMOUN) Concedo a palavra à Comissão de Saúde, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (DOUTOR HÉRCULES) Convoco os membros da Comissão de Saúde, Saneamento e Assistência Social, Senhores Deputados Luiz Carlos Moreira, Janete de Sá e Paulo Roberto. Avoco o projeto para relatar. (Pausa) Senhores membros da Comissão de Saúde, Saneamento e Assistência Social, parabenizamos o Senhor Deputado Rodrigo Chamoun que vem desenvolvendo o mandato em várias linhas de atuação. É uma satisfação votar e relatar esse projeto porque é de suma importância. As drogas têm destruído tantas famílias ou tantos entes queridos. E ao discutir com o deputado sobre este assunto lembrava que o usuário também mantém o tráfico de drogas. É preciso que as autoridades também olhem nesse sentido, porque ele rouba até mesmo objetos de dentro de casa para manter o vício, a doença; na verdade, ele mantém aquele traficante que está vigiando os passos dos nossos filhos, e que, infelizmente, muitos deles morrem tão cedo devido a essa miséria, a essa epidemia que assola não só o nosso Estado, o nosso País, mas o mundo inteiro. Deputado, continue nessa linha, debatendo sobre esse assunto que é de suma importância para as nossas famílias. Parabéns! Somos pela aprovação do Projeto de Resolução n.º 04/2010. (Muito bem!) (Pausa) Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. LUIZ CARLOS MOREIRA Com o relator. A SR.ª JANETE DE SÁ Com o relator. O SR. PAULO ROBERTO Com o relator. O SR. DOUTOR HÉRCULES Senhor Presidente, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Saúde, Saneamento e Assistência Social. Devolvo o projeto à Mesa.
106 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 (Retiram-se momentaneamente os Senhores Deputados Atayde Armani, Theodorico Ferraço e Vandinho Leite) CHAMOUN) - Concedo a palavra à Comissão de Finanças, para que esta ofereça parecer oral ao projeto. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (PAULO ROBERTO) Senhor Presidente, na forma regimental assumo a presidência da Comissão de Finanças e convoco seus membros, Senhor Deputado Sérgio Borges. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Doutor Hércules. (Pausa) Presente. Convoco o Senhor Deputado Atayde Armani. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Wanildo Sarnáglia. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Theodorico Ferraço. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Euclério Sampaio. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Da Vitória. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Reginaldo Almeida. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Vandinho Leite. (Pausa) Ausente, convoco o Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto. (Pausa) Ausente, convoco a Senhora Deputada Luzia Toledo. (Pausa) Presente. Senhor Presidente, não há quorum na Comissão de Finanças para oferecer parecer ao projeto, razão por que o devolvo à Mesa. CHAMOUN) A presente proposição depende do parecer da Mesa. (Pausa) Estando regimentalmente impedido de presidir a votação pela Mesa Diretora por ser autor do projeto, neste momento passo a presidência dos trabalhos ao Senhor Deputado Doutor Hércules, para que S. Ex.ª dê continuidade ao processo de votação do Projeto de Resolução n.º 04/2010. (Pausa) O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) Assumo a Presidência neste momento - o Senhor Deputado Theodorico Ferraço é mais idoso que eu, mas está ausente - e convido para assumir a 1.ª Secretaria o Senhor Deputado Rodrigo Chamoun e a 2.ª Secretaria o Senhor Deputado Freitas. (Pausa) (Tomam assento à Mesa os referidos Deputados) O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) Designo para relatar o projeto o Senhor 2.º Secretário. O SR. 2.º SECRETÁRIO (FREITAS) (Sem revisão do orador) - Senhor Presidente e Senhor 1.º Secretário, é com alegria que temos a honra de relatar o Projeto de Resolução n.º 04/2010, de autoria do Senhor Deputado Rodrigo Chamoun, do PSB, que cria a Comissão Permanente de Políticas Antidrogas. Parabenizamos o brilhante trabalho que S. Ex.ª vem fazendo nesta Casa em relação a essa problemática das drogas. Desde o início do mandato o Senhor Deputado Rodrigo Chamoun empunhou a bandeira de trabalhar em cima de uma política antidrogas, uma política relativamente adversa porque os resultados certamente serão em longo prazo. Mas V. Ex.ª, muito estudioso e determinado, vem perseguindo o objetivo de ser um parceiro do Governo do Estado, da Secretaria de Estado da Justiça, da Secretaria de Estado de Segurança Pública e principalmente das famílias capixabas no sentido de minimizar os resultados catastróficos das drogas nos dias de hoje, principalmente do crack. Sentimo-nos feliz por relatar essa matéria que propõe a criação de uma comissão permanente para debater no âmbito desta Casa o problema das drogas no Estado do Espírito Santo. Relatamos favorável ao Projeto de Resolução n.º 04/2010. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) - Em discussão o parecer. (Pausa) O SR. RODRIGO CHAMOUN - Senhor Presidente, pela ordem! Peço a palavra para discuti-lo. O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) - Concedo a palavra ao Senhor Deputado Rodrigo Chamoun. O SR. 1.º SECRETÁRIO (RODRIGO CHAMOUN) (Sem revisão do orador) - Senhor Presidente e Senhor 2.º Secretário, agradecemos aos membros das Comissões Permanentes desta Casa e aos Deputados que relataram, discutiram e aprovaram até este
107 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo momento a criação da Comissão Permanente de Políticas Antidrogas da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo. Estamos neste momento nos colocando como o segundo Estado a constituir uma Comissão Permanente de Políticas Antidrogas. O Estado do Pará foi o primeiro a compor a comissão. E qual a necessidade de constituir uma comissão permanente? A de criar um ambiente de discussão maduro e permanente porque esse problema é desafiador não só para este Estado, para o Brasil, mas para todo o mundo. Por isso gostaríamos de, mais uma vez falar sobre esse desafio grandioso e lembrar alguns fatos históricos. Em 1906, há cento e três anos, a China passou pela maior epidemia já registrada na história da humanidade quando um quarto da população chinesa se viciou em ópio. Depois daquela verdadeira desgraça os países se reuniram em volta de uma mesa para decidir que as drogas ilícitas a partir daquele momento deveriam ter controle. Então, completamos ano passado cem anos de controle sobre as drogas ilegais no mundo inteiro. Desde aquela época até os dias atuais verificou-se que não mais que cinco por cento da população adulta mundial compõe o grupo de usuários de drogas ilícitas. É importante dizer drogas ilícitas: maconha, cocaína, LSD, drogas sintéticas, crack, etc. Mas neste mesmo mundo quase metade da população adulta usa droga lícita: cigarro e bebida. Por isso há uma conclusão central e histórica depois de cem anos de discussão organizada no mundo: não podemos cair na esparrela, na conversa fiada da tese da legalização das drogas. Droga deve ser ilegal, deve ser controlada, porque se formos por outro lado correremos o risco que a China há um século correu, quando um quarto de sua população adulta se viciou em ópio. Somos um país de dimensões continentais. Dos quinze países mais violentos do mundo, nove são vizinhos de porta ou de quarteirão do Brasil, que é o sexto país mais violento do mundo. Podemos perguntar: o que as drogas têm a ver com isso? Se não têm a ver com tudo, têm quase tudo a ver com isso. O Brasil registrou no ano passado quase cinquenta mil homicídios, mais de cento e quarenta por dia. Isso é exatamente dez vezes maior que o número registrado no Iraque, por exemplo, que é um país em guerra. Temos dezessete mil quilômetros de fronteira terrestre com países que são os principais produtores e exportadores de cocaína: Colômbia, Bolívia, Venezuela e Paraguai, que é o principal produtor e exportador de maconha. Eles têm como mercado a Europa e os Estados Unidos. Mas claro que pela dificuldade de controle das nossas fronteiras, a droga entra no Brasil, espalha-se, sobretudo, em comunidades mais carentes, mais humildes e se tornam uma grande engrenagem mortífera. E neste caso surge a primeira grande estratégia de enfrentamento às drogas, Senhor Deputado Da Vitória, presidente da Comissão de Segurança e grande debatedor do assunto. Não é suficiente mais combater o tráfico. Combater o tráfico é pouco perto do desafio. Precisamos combater o comércio. O comércio ilegal das drogas é uma corrente de quatro elos. Primeiro é o elo de quem produz a droga. O segundo elo é o comércio no atacado do grande traficante. O terceiro elo é do comércio no varejo, que é o grande traficante distribuindo para pequenos traficantes a cocaína, a maconha, o crack e as demais drogas. E o quarto elo, que o Senhor Deputado Doutor Hércules falou, é o consumidor. A razão da existência do tráfico é porque tem alguém disposto a comprar cocaína, maconha, crack. Mas para que esse comércio possa sobreviver paralelo a ele vem o tráfico de armas. E assim passamos a conviver no Brasil com índices alarmantes em suas taxas de homicídios. Índices alarmantes no Brasil e também no Espírito Santo. Portanto, precisamos constituir como estratégia central: quebrar esse comércio ilegal das drogas combatendo o tráfico no atacado, o tráfico no varejo, a produção, o ingresso das drogas em nossas fronteiras e inibir o consumo. Precisamos também estruturar uma segunda política tão importante quanto o combate ao tráfico, que é a política da prevenção. E o Brasil tem um histórico de uma política que se mostrou eficiente para todo o mundo, que é a política antitabaco. Hoje temos vinte e seis milhões de exfumantes de cigarro, uma droga legal, e temos vinte e cinco milhões de fumantes. Pela primeira vez na história do Brasil o número de ex-fumantes é maior que o de fumantes. E pela primeira vez na história do Brasil temos também um número cada vez menor de novos fumantes ingressando nesse vício que traz tantos danos à saúde. Então, a prevenção é possível desde que haja um pacto da sociedade - como houve contra o cigarro - também contra as drogas no que se refere à informação. E nesse front da prevenção precisamos de governo que seja capaz de ensinar às famílias, às comunidades, às igrejas uma abordagem científica e eficiente para que possamos ensinar aos nossos jovens, nossas crianças e nossas famílias qual o melhor caminho para prevenir o uso de drogas ilícitas. Terceiro eixo estratégico e importante é criar uma grande rede de tratamento, de recuperação e reinserção social do viciado em drogas, que tecnicamente dizem dependentes
108 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 clínicos, mas é importante falarmos viciados em drogas porque é a forma conhecida pela população. Temos que dar oportunidade, sobretudo, àqueles que caíram no precipício das drogas; aqueles de famílias pobres que não têm condições financeiras de serem internados em clínicas, de usarem serviços de especialistas. Portanto, chegou a hora do Brasil abrir um forte campo de prevenção, recuperação e reinserção social dos viciados em drogas ilícitas. Parabenizamos o Governo do Estado por criar vários CAPS AD - Centro de Assistência Psicossocial a Usuários de Substâncias Psicoativas e seus familiares -. São mais de dez centros de tratamento de toxicômanos. Parabenizamos, também, o Governo Federal que instituiu a política nacional sobre drogas. Gostaríamos de dizer ao concluir, que estamos na vanguarda; acabamos de criar a Comissão Permanente de Política Antidrogas, é o segundo Estado da federação que possui em sua Assembleia Legislativa uma comissão que discutirá, proporá e realizará audiências públicas permanentemente, para tratar de um desafio que não é eventual, que não é pontual, mas que é um desafio global e permanente em nossas vidas. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE - (DOUTOR HÉRCULES) Continua em discussão parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como vota o Senhor 1.º Secretário? favor. O SR. RODRIGO CHAMOUN A O SR. PRESIDENTE (DOUTOR HÉRCULES) O Presidente vota a favor. Aprovado o parecer. Em discussão o Projeto de Resolução n.º 04/2010. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-lo, declaro encerrada a discussão. Em votação o Projeto de Resolução n.º 04/2010. Os Senhores Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. Em Mesa para promulgação. (Pausa) Agradeço a oportunidade de assumir a Presidência, por força regimental, na ausência do Senhor Deputado Theodorico Ferraço, Deputado mais idoso. Neste momento devolvo a presidência ao Senhor Deputado Rodrigo Chamoun. (Pausa) O SR. PRESIDENTE - (RODRIGO CHAMOUN) Assumo a Presidência neste momento para dar continuidade aos trabalhos desta sessão. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 394/2009. Senhores Deputados, o Vice-Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Senhor Deputado Theodorico Ferraço, avocou o presente projeto para relatar e se prevaleceu do prazo regimental em sessão ordinária realizada dia 12 de maio de Portanto, tem prazo até dia 19 de maio de Estando S. Ex.ª ausente, continuará se prevalecendo do prazo regimental para oferecer parecer ao Projeto de Lei n.º 394/2009. (Pausa) Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 664/2009. Senhores Deputados, o Vice-Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Senhor Deputado Theodorico Ferraço, avocou o presente projeto para relatar e se prevaleceu do prazo regimental em sessão ordinária realizada dia 12 de maio de Portanto, tem prazo até dia 19 de maio de Estando S. Ex.ª ausente, continuará se prevalecendo do prazo regimental para oferecer parecer ao Projeto de Lei n.º 664/2009. (Pausa) Votação adiada, em 2.º turno, nos termos do art. 210 do Regimento Interno, da Proposta de Emenda Constitucional n.º 06/2006. Em anexo, por se tratar de matéria correlata, Proposta de Emenda Constitucional n.º 03/2010. Em votação. A presente matéria exige votação nominal, que será realizada utilizando-se o painel eletrônico. O Presidente, de ofício, solicita aos Senhores Deputados que registrem presença nos terminais eletrônicos, para efeito de recomposição de quorum para votação. (Pausa) (Procede-se ao registro das presenças) (De acordo com o registrado no painel eletrônico, retiram-se os Senhores Deputados Atayde Armani, Aparecida Denadai, Doutor Rafael Favatto, Freitas, Janete de Sá, Theodorico Ferraço e Vandinho Leite) (Registram presença os Senhores Deputados César Colnago, Claudio Vereza, Doutor Hércules, Doutor Wolmar Campostrini, Luciano Pereira, Luiz Carlos Moreira, Luzia Toledo, Paulo Foletto, Paulo Roberto e Rodrigo Chamoun) CHAMOUN) - Senhores Deputados, registraram presença dez Senhores Parlamentares.
109 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo Não há quorum para votação da Proposta de Emenda Constitucional n.º 06/2006, pelo que fica adiada. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 547/2009. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação o Parecer n.º 153/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade do projeto. (Pausa) Adiada por falta de quorum. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 616/2009. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação o Parecer n.º 138/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade do projeto. (Pausa) Adiada por falta de quorum. (Comparece o Senhor Deputado Da Vitória) Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 641/2009. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação o Parecer n.º 159/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade do projeto. (Pausa) Adiada por falta de quorum. O SR. DOUTOR HÉRCULES - Senhor Presidente, pela ordem! É visível que não teremos quorum para prosseguir esta sessão. Mas, deixamos registrado nosso desagrado por não poder falar em mais uma sessão. Alguns deputados também reclamaram que não estão tendo oportunidade de se pronunciar. Realmente é uma situação complicada, pois estamos neste Plenário para falar. Quase sempre somos o primeiro a chegar e o último a sair, sempre obedecendo àquilo que determina o Regimento Interno, esperando o momento certo para falar. Portanto, deixamos registrado nosso desagrado neste momento. O SR. PRESIDENTE - (RODRIGO CHAMOUN) - Está feito o registro, Senhor Deputado Doutor Hércules. Senhor Deputado Da Vitória, os Senhores Deputados Euclério Sampaio e Aparecida Denadai renunciaram às vagas na CPI que irá apurar possíveis irregularidades no processo de extinção e liquidação do Instituto de Previdência dos Deputados Estaduais, IPDE. Consulto se V. Ex.ª também renuncia. O SR. DA VITÓRIA - Renuncio, Senhor Presidente. O SR. PRESIDENTE - (RODRIGO CHAMOUN) - O Presidente, de ofício, solicita aos Senhores Deputados que registrem presença nos terminais eletrônicos, para efeito de recomposição de quorum para manutenção da sessão. (Pausa) (Procede-se ao registro das presenças) (De acordo com o registrado no painel eletrônico, retiram-se os Senhores Deputados Claudio Vereza, Da Vitória, Doutor Wolmar Campostrini, Luciano Pereira, Luzia Toledo e Paulo Roberto) (Registram presença os Senhores Deputados César Colnago, Doutor Hércules, Luiz Carlos Moreira, Paulo Foletto e Rodrigo Chamoun) CHAMOUN) - Senhores Deputados, registraram presença cinco Senhores Parlamentares. Não há quorum para manutenção da sessão, pelo que vou encerrá-la. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, dia 18 de maio de 2010, para a qual designo: EXPEDIENTE: O que ocorrer. ORDEM DO DIA: discussão única, em regime de urgência, dos Projetos de Lei n. os 394/2009 e 664/2009; votação adiada, em 2.º turno, nos termos do art. 210 do Regimento Interno, da Proposta de Emenda Constitucional n.º 06/2006; votação adiada, com discussão prévia encerrada, dos Projetos de Lei n. os 547/2009, 616/2009 e 641/2009; discussão prévia dos Projetos de Lei n. os 674/2009, 688/2009, 689/2009, 708/2009 e 712/2009; discussão especial, em 3.ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.º 03/2010; discussão especial, em 3.ª sessão, dos Projetos de Lei n. os 560/2009 e 631/2009; discussão especial, em 2.ª sessão, dos Projetos de Lei n. os 607/2009, 701/2009 e 90/2010; discussão especial, em 1.ª sessão, dos Projetos de Lei n. os 563/2009, 685/2009, 17/2010 e 77/2010. Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às dezesseis horas e cinquenta e três minutos. *De acordo com o registrado no painel eletrônico, deixou de comparecer a presente sessão o Senhor Deputado Wanildo Sarnáglia, e, por estar afastado por decisão judicial, o Senhor Deputado Robson Vaillant.
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111 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo - 1 PUBLICAÇÃO AUTORIZADA PODER LEGISLATIVO ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA DEPUTADA APARECIDA DENADAI PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 054/2010 Concede Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor MENDERSON REZENDE DE MOURA. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadão Espírito-Santense ao Senhor MENDERSON REZENDE DE MOURA. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, em 24 de maio de APARECIDA DENADAI Deputada Estadual - PDT JUSTIFICATIVA O Sr. Menderson Rezende de Moura é natural de Nova Iguaçú Estado do Rio de Janeiro. Formado em Geografia pela Universidade Federal do Espírito Santo e Pós Graduado em Educação Inclusiva. Residindo no Estado há 28 (vinte e oito) anos, professor do Ensino Fundamental e Médio das Redes Pública e Particular de Ensino. Autor de importantes Projetos de cunho acadêmico/social como o Projeto Escola nos Bairros desenvolvido na Escola Serrana de Ensino Fundamental, abrangendo a Serra Sede e mais 25 (vinte e cinco) Bairros do Entorno. Autor também de 02 (duas) publicações científicas, membro e fundador da Associação dos Geógrafos Brasileiros AGB Sessão Vitória. Diretor da Secretaria de Políticas Educacionais do Sindiupes Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do estado do Espírito Santo. Profissional que muito contribuiu para a Educação em nosso Estado, merecendo, portanto, as homenagens deste Poder. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO GIULIANNO DOS ANJOS PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 055/2010 Concede Título de Cidadania Espírito-Santense ao Sr. ANTONIO CARLOS BATISTA LEITE. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS, DECRETA: Art. 1º Fica concedido ao Sr. ANTONIO CARLOS BATISTA LEITE o Título de Cidadão Espírito-Santense. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário. Sala das Sessões, 25 de maio de GIULIANNO DOS ANJOS Deputado Estadual JUSTIFICATIVA O Sr. Antonio Carlos Batista Leite nasceu em Aparecida (SP) em 12 de julho de Estudo em escolas públicas e continuou em sua cidade-natal até 1984, quando se mudou para Campinas (SP), para cursar Jornalismo na PUC. Sua carreira profissional teve início em 1987, no Correio Popular. Foi repórter de diversas áreas. E passou a ser editor do jornal em Em 1990, foi convidado para trabalhar no Diário do Grande ABC, em Santo André (SP). Foi colunista de Política, editor-adjunto e editor naquele que, na época, era considerado o melhor jornal regional de São Paulo. Logo a seguir, recebeu convite para transferir-se para o Diário Popular, de São Paulo, onde ficou por 13 anos. Foi, sucessivamente, colunista de Política, editor de Economia, Opinião, Política, Assuntos Sindicais, editor-executivo e editor-chefe do jornal que mudou rumos na imprensa popular do país e se transformou em um fenômeno de vendas em banca. Contratado pelas Organizações Globo trabalhou na recriação do Diário de S. Paulo, onde também foi editor-chefe.
112 2 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Saiu de São Paulo em 2003, a convite de Carlos Fernando Lindemberg Neto, para assumir a direção dos jornais A GAZETA, NOTÍCIA AGORA, E OPORTUNIDADES. Trabalhou na modernização da Redação, ajudando a criar a Redação Multimídia da Rede Gazeta. Hoje, é responsável pela produção dos jornais e também pelo jornalismo do portal Gazeta On Line, da rádio CBN e, em futuro muito próximo, da GTV, novo canal em IPTV da Rede Gazeta. Na área acadêmica, além do curso de graduação, tem dois MBA's, um em edição de jornais e outro em jornalismo multimídia. Na área pessoal, considera que sua mudança para Vitória foi um dos maiores acertos de sua vida. Não nasceu capixaba, mas se sente parte dessa terra. ATOS LEGISLATIVOS RESOLUÇÕES RESOLUÇÃO Nº Prorroga Prazo da Comissão Especial para analisar questões relacionadas à necessidade de alteração nos critérios de distribuição do ICMS aos municípios capixabas. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando das atribuições que lhe são conferidas pelo 3º do artigo 59 combinado com o artigo 63 do Regimento Interno, aprovado pela Resolução nº de 15 de julho de 2009, de acordo com a aprovação do Requerimento nº 107/2010, na Sessão Ordinária do dia 25 de maio de 2010, promulga a seguinte Resolução: Art. 1º Fica prorrogado o prazo dos trabalhos desta Comissão Especial, criada pela Resolução nº 2.784, de , até o final da 16ª Legislatura. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 25 de maio de ELCIO ALVARES Presidente MARCELO COELHO 1º Secretário GIVALDO VIEIRA 2º Secretário RESOLUÇÃO Nº Admite na Ordem do Mérito Domingos Martins o Senhor Gedelti Victalino Teixeira Gueiros. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 17, XXVI do Regimento Interno, aprovado pela Resolução nº 2.700, de 15 de julho de 2009, combinado com os artigos 2º da Resolução 1.390, de e 4º da Resolução nº 1.391, de , promulga a seguinte Resolução: Art. 1º Admitir na Ordem do Mérito Domingos Martins no Grau de Comendador, o Senhor Gedelti Victalino Teixeira Gueiros, concedendo-lhe as insígnias e o Diploma do respectivo Grau. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 25 de maio de ELCIO ALVARES Presidente MARCELO COELHO 1º Secretário GIVALDO VIEIRA 2º Secretário RESOLUÇÃO Nº Admite na Ordem do Mérito Domingos Martins o Senhor Francisco Guilherme Maria Apolônio Cometti. A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 17, XXVI do Regimento Interno, aprovado pela Resolução nº 2.700, de 15 de julho de 2009, combinado com os artigos 2º da Resolução 1.390, de e 4º da Resolução nº 1.391, de , promulga a seguinte Resolução: Art. 1º Admitir na Ordem do Mérito Domingos Martins no Grau de Comendador, o Senhor Francisco Guilherme Maria Apolônio Cometti, concedendo-lhe as insígnias e o Diploma do respectivo Grau. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 25 de maio de ELCIO ALVARES Presidente MARCELO COELHO 1º Secretário GIVALDO VIEIRA 2º Secretário
113 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo - 3 ATOS ADMINISTRATIVOS QUADRO DE DETALHAMENTO DE DESPESA - ANEXO II - ANULAÇÃO CÓDIGO ESPECIFICAÇÃO NATUREZA F VALOR ATOS DA MESA DIRETORA ATO Nº 474 APROVA A 8ª ALTERAÇÃO DO QUADRO DE DETALHAMENTO DE DESPESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, e tendo em vista o que dispõe a Lei Nº de , e a Lei Nº 9.400, de ; RESOLVE: Art. 1º - Proceder na forma dos anexos I e II a este ato, a 8ª Alteração do Quadro de Detalhamento de Despesa, publicado em conformidade com o Ato nº 1770, de 26 de janeiro de Art. 2º - Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 24 de maio de ELCIO ALVARES Presidente MARCELO COELHO 1 Secretário GIVALDO VIEIRA 2º Secretário QUADRO DE DETALHAMENTO DE DESPESA - ANEXO I - SUPLEMENTAÇÃO R$ 1,00 CÓDIGO ESPECIFICAÇÃO NATUREZA F VALOR ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ADMINISTRAÇÃO DA UNIDADE Passagens e Despesas com Locomoção TOTAL ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ADMINISTRAÇÃO DA UNIDADE ATO Nº TOTAL Institui medidas de controle interno e transparência no âmbito da Assembleia Legislativa Considerando o que dispõe o artigo 76 da Constituição Estadual, bem como os Princípios previstos no artigo 37 da Constituição Federal; Considerando como meta fundamental da Mesa Diretora, uma gestão com mais eficiência e transparência, por meio do aperfeiçoamento do controle interno desenvolvido no âmbito da Assembleia Legislativa; A MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, DECRETA: Art. 1º No âmbito da Assembleia Legislativa, o controle interno é exercido por meio das ações de seus órgãos ou agentes, sob coordenação e responsabilidade da Subdireção-Geral, para alcançar as finalidades previstas no artigo 76 da Constituição Estadual. Art. 2º No exercício do controle interno, compete a Subdireção-Geral, sem prejuízo das competências legalmente previstas para os demais órgãos da Assembleia Legislativa: I participar da elaboração da proposta orçamentária da Assembleia Legislativa; II acompanhar a execução orçamentária e financeira da Assembleia Legislativa; III fiscalizar e avaliar os resultados, quanto à legalidade, eficiência, eficácia e economicidade das gestões orçamentária, financeira, patrimonial e de recursos humanos; IV realizar, quando necessárias, auditorias contábil, financeira, orçamentária, patrimonial, administrativa e de pessoal; V acompanhar a observância dos parâmetros e limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal e acompanhar a elaboração e publicação dos relatórios de Gestão Fiscal;
114 4 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 VI supervisionar e avaliar a elaboração e a execução de contratos, convênios, acordos, ajustes e instrumentos congêneres, firmados pela Mesa Diretora e demais órgãos da Assembleia Legislativa, que acarretam despesas; VII supervisionar e avaliar os processos de licitação, de sua dispensa ou inexigibilidade, e a respectiva execução contratual; VIII realizar auditorias, se necessárias, em quaisquer atos que originem despesas para a Assembleia Legislativa; IX orientar, quando necessário, os gestores da Assembleia Legislativa sobre imprecisões e erros de procedimento; X orientar e acompanhar, quando necessária, a adequação das informações geradas pelos sistemas informatizados da Assembleia Legislativa; XI realizar auditoria, quando necessária, nos sistemas corporativos, de forma a mantê-los atualizados com novas tecnologias e com dados alimentados de forma correta e em tempo hábil; XII proceder, quando necessário, ao exame das folhas de pagamento dos parlamentares, servidores ativos e inativos, assim como dos pensionistas; XIII integrar-se com os demais órgãos de controle interno dos Poderes Institucionais constituídos. Art. 3º Para o exercício das competências definidas no artigo 2º deste Ato, a Subdireção-Geral poderá requisitar informações, documentos e processos de qualquer órgão da Assembleia Legislativa, fixando prazo hábil para o seu atendimento. Art. 4º A Subdireção-Geral disporá, para cumprimento das competências previstas neste Ato, de infraestrutura administrativa, recurso humano e material, de acordo com as necessidades indicadas pelo Subdiretor-Geral à Direção-Geral. Art. 5º Dentro do prazo de 30 (trinta) dias, a Subdireção-Geral apresentará fluxograma dos processos administrativos geradores de despesas, cuja observância será obrigatória após aprovação da Mesa Diretora, passando a constituir parte integrante deste Ato. 1º O fluxograma evidenciará a tramitação ordinária dos processos administrativos geradores de despesas e determinará as ações pertinentes de cada órgão ou agente, possibilitando a fiscalização por meio da criação de mecanismos de transparência. 2º Antes da apreciação da Mesa Diretora, o fluxograma será submetido ao exame da Procuradoria-Geral, quanto ao aspecto da legalidade, e da Direção-Geral, quanto aos aspectos da conveniência e oportunidade. 3º Caberá a Subdireção-Geral analisar os processos administrativos geradores de despesas para verificar sua adequação ao fluxograma aprovado e publicado, inclusive o atendimento das ações nele previstas, encaminhando aqueles que contiverem irregularidades aos órgãos competentes para correção. Art. 6º Os processos administrativos geradores de despesas somente serão submetidos à Mesa Diretora após a devida instrução, observada a tramitação prevista no fluxograma a que se refere este Ato, do qual constarão, dentre outras, as seguintes ações: I exame do aspecto técnico-específico pelo órgão pertinente; II exame do aspecto financeiro pelo órgão competente; III exame da observância das regras de controle interno e transparência pela Subdireção- Geral; IV exame da legalidade pela Procuradoria- Geral; V exame da conveniência e oportunidade pela Direção-Geral. Art. 7º A Subdireção-Geral adotará as providências necessárias ou indicará às autoridades competentes medidas com vistas a prover a integração do controle interno exercido no âmbito da Assembleia Legislativa com o exercido nos demais Poderes do Estado. Art. 8º Além das finalidades constitucionais, o controle interno previsto neste Ato terá como finalidade aumentar a transparência na gestão do gasto público, com o cumprimento das normas da legislação específica, em especial da Lei de Responsabilidade Fiscal e do Princípio da Publicidade. Paragráfo único. A Ação Transparência prevista no Ato nº 808, de , será permanentemente atualizada e aperfeiçoada, com a criação de mecanismos de transparência sugeridos pela Subdireção-Geral e aprovados pela Mesa Diretora. Art. 9º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 19 de maio de ELCIO ALVARES Presidente MARCELO COELHO 1º Secretário GIVALDO VIEIRA 2º Secretário
115 Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 Diário do Poder Legislativo - 5 ATOS DO DIRETOR-GERAL PORTARIA Nº 301 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: MARCAR, 15 (quinze) dias restantes de férias regulamentares, referentes ao exercício de 2009, para o período de a , do servidor EMERSON DOS SANTOS BARBOSA, matrícula nº , exercendo o cargo em comissão de Supervisor Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 26 de maio de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 302 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: ANTECIPAR, para o período de 01 a , as férias regulamentares, referentes ao exercício de 2010, do servidor GILDAZIO LUIZ SCALZER, matrícula nº , exercendo o cargo em comissão de Técnico Júnior de Gabinete de Representação Parlamentar, código TJGRP, do gabinete do Deputado Sérgio Borges, marcadas anteriormente conforme Portaria nº 594/2009. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 26 de maio de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 303 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: ANTECIPAR, para o período de a , as férias regulamentares, referentes ao exercício de 2010, da servidora JOSEANE MARIA BARBOSA RODRIGUES, matrícula nº , exercendo o cargo em comissão Assistente Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa, marcadas anteriormente conforme Portaria nº 594/2009. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 26 de maio de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 304 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: TRANSFERIR, para serem gozadas integralmente em época oportuna, as férias regulamentares, referentes ao exercício de 2010, da servidora MARISTELA FERREIRA REIS, matrícula nº , titular do cargo efetivo de Assistente de Apoio Legislativo, código EASAL, do Quadro Permanente da Secretaria da Assembleia Legislativa, marcadas anteriormente conforme Portaria nº 594/2009. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 26 de maio de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 305 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: MARCAR, as férias regulamentares, referentes ao exercício de 2009, para o período de 25 a , da servidora VERA TADDEI LYRA, matrícula nº , exercendo o cargo em comissão de Assessor Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa, transferidas anteriormente conforme Portaria nº 246/2010, reservando-lhe o direito de gozar os 26 (vinte e seis), dias restantes em época oportuna. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 26 de maio de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 306 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve:
116 6 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quinta-feira, 27 de maio de 2010 MARCAR, 06 (sete) dias restantes de férias regulamentares, referentes ao exercício de 2010, para o período de 14 a , da servidora INÊS FONSÊCA NUNES, matrícula nº 16647, titular do cargo efetivo de Assistente de Apoio Legislativo, código EASAL, do Quadro Permanente, da Secretaria da Assembleia Legislativa, transferidas anteriormente conforme Portaria nº 611/09. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 26 de maio de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 307 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: MARCAR, as férias regulamentares, referentes ao exercício de 2008, para o período de 01 a , do servidor JOSE CEZAR PEDREIRA DA SILVA FILHO, matrícula nº , titular do cargo efetivo de Assistente de Apoio Legislativo, código EASAL, do Quadro Permanente da Secretaria da Assembleia Legislativa. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 26 de maio de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 308 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: SUSPENDER, a partir de , as férias regulamentares, referentes ao exercício de 2010, e marcar os 14 (quatorze) dias restantes para o período de 05 a , do servidor RAMON LOPES DE LIMA MENDES, matrícula nº , exercendo o cargo em comissão de Assistente Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa, marcadas anteriormente conforme Portaria nº 594/09. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 26 de maio de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria PORTARIA Nº 309 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: TRANSFERIR, para serem gozadas integralmente em época oportuna, as férias regulamentares, referentes ao exercício de 2010, da servidora ALESSANDRA APARECIDA SALOTO, matrícula nº , exercendo o cargo em comissão de Assistente Legislativo, da Secretaria da Assembleia Legislativa, marcadas anteriormente conforme Portaria nº 594/2009. Secretaria da Assembleia Legislativa, em 26 de maio de JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS Diretor-Geral da Secretaria COMUNICADO RESUMO DO 1º TERMO DE APOSTILAMENTO AO CONTRATO Nº 007/2009 O Setor de Contratos e Convênios da Secretaria da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo em atendimento ao que dispõe o parágrafo único do artigo 61 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, torna pública a celebração do Termo de Apostilamento, conforme descrito abaixo: CONTRATANTE: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. CONTRATADA: JARDINLÂNDIA LTDA. FLORICULTURA OBJETO: Proceder à correção na Natureza de Despesa descrita na Cláusula Segunda do 1º Termo Aditivo ao CONTRATO Nº 007/2009. VIGÊNCIA: O TERMO DE APOSTILAMENTO retroagiu seus efeitos ao dia 15 de abril de PROCESSO: Secretaria da Assembleia Legislativa, em 25 de maio de Zilda Martins Campos Setor de Contratos e Convênios da ALES
117 HINO NACIONAL BRASILEIRO Poema: Joaquim Osório Duque Estrada Música: Francisco Manuel da Silva I Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte! Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil II Deitado eternamente em berço esplendido Ao som do mar e a luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo! Do que a terra mais garrida Teus risonhos lindos campos têm mais flores; Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida no teu seio mais amores. Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro desta flâmula -Paz no futuro e glória no passado. Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! HINO DO ESPÍRITO SANTO Música: Arthur Napoleão Letra: Pessanha Póvoa Surge ao longe a estrela prometida Que a luz sobre nós quer espalhar; Quando ela ocultar-se no horizonte, Há de o sol nossos feitos lumiar. Nossos braços são fracos, que importa? Temos fé, temos crença a fartar. Suprem a falta de idade e da força Peitos nobres, valentes, sem par. Estribilho Salve, oh povo espírito-santense. Herdeiro de um passado glorioso, Somos nós a falange do presente Em busca de um futuro esperançoso. Saudemos nossos pais e mestres, A Pátria, que estremece de alegria, Na hora em que seus filhos, reunidos, Dão exemplo de amor e de harmonia. Venham louros, coroas, venham flores Ornar os troféus da mocidade. Se as glórias do presente forem poucas, Acenai para nós Posteridade! Estribilho Salve, oh povo espírito-santense. Herdeiro de um passado glorioso, Somos nós a falange do presente Em busca de um futuro esperançoso. Saudemos nossos pais e mestres, A Pátria, que estremece de alegria, Na hora em que seus filhos, reunidos, Dão exemplo de amor e de harmonia. Venham louros, coroas, venham flores Ornar os troféus da mocidade. Se as glórias do presente forem poucas, Acenai para nós Posteridade! Surge ao longe a estrela prometida Que a luz sobre nós quer espalhar; Quando ela ocultar-se no horizonte, Há de o sol nossos feitos lumiar.
118 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DIRETORIAS DO PODER LEGISLATIVO SECRETARIA-GERAL DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS SECRETÁRIO-GERAL DA MESA CARLOS EDUARDO CASA GRANDE PROCURADOR-GERAL JULIO CESAR BASSINI CHAMUN SECRETÁRIA DA MESA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL ANA PAULA GARCIA BARROS SUBDIRETOR-GERAL - OCTÁVIO LUIZ ESPINDULA SUBPROCURADOR-GERAL - NILSON ESCOPELLE GOMES DIRETORIAS LEGISLATIVAS Alfredo Ferreira Pereira Administrativa - DLA Paulo Marcos Lemos Mesa Diretora - DLMD Almir Cordeiro Júnior Centro de Processamento de Dados - DLCPD Ricardo Wagner Viana Pereira Redação - DLR Vanilza Marques da Silva Processo Legislativo - DLPL Paulo da Silva Martins Procuradoria - DLP Ana Claudia Fernandes Pim Mesa para Assuntos Econômicos - DLMAE Documentação e Informação - DLDI Lucio Scarpelli Serviço Médico - DLSM Marcelo Siano Lima Comissões Permanentes e Temporárias - DLCPT Mariluce Salazar Boghi Taquigrafia Parlamentar - DLTP Luis Carlos Giuberti Assessoria Legislativa de Segurança
PROJETO DE LEI Nº 348/2009
PROJETO DE LEI Nº 348/2009 Dispõe sobre a instalação individualizada de hidrômetro nas edificações verticais residenciais e nas de uso misto e nos condomínios residenciais do Estado do Espírito Santo,
Daniel Nunes Pereira
-Excelentíssimos vereadores e vereadoras -Excelentíssimos comendadores e comendadeiras -Excelentíssimos secretários e demais autoridades presentes -Imprensa que democraticamente acompanha diariamente os
Veículo: Site Estilo Gestão RH Data: 03/09/2008
Veículo: Site Estilo Gestão RH Data: 03/09/2008 Seção: Entrevista Pág.: www.catho.com.br SABIN: A MELHOR EMPRESA DO BRASIL PARA MULHERES Viviane Macedo Uma empresa feita sob medida para mulheres. Assim
Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação
Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 24 Discurso na solenidade de entrega
GRITO PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA NO ESTADO DE SÃO PAULO
Apresentação Esta cartilha representa um grito dos educadores, dos estudantes, dos pais, dos trabalhadores e da sociedade civil organizada em defesa da educação pública de qualidade, direito de todos e
país. Ele quer educação, saúde e lazer. Surge então o sindicato cidadão que pensa o trabalhador como um ser integrado à sociedade.
Olá, sou Rita Berlofa dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Brasil, filiado à Contraf e à CUT. Quero saudar a todos os trabalhadores presentes e também àqueles que, por algum motivo, não puderam
DIÁRIO OFICIAL PODER LEGISLATIVO
DIÁRIO OFICIAL PODER LEGISLATIVO ANO XLIV - VITÓRIA-ES, QUARTA-FEIRA, 16 DE JUNHO DE 2010 - Nº 6582-06 PÁGINAS SMCS Composição, Diagramação, Arte Final. REPROGRAFIA Impressão 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA
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