Capítulo 2. Contexto histórico da formulação dos credos

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1 Capítulo 2 Contexto histórico da formulação dos credos Rev. Carlos Eduardo Calvani Para meditar: Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. Antes que os montes nascessem, ou que formasses a terra e o mundo, Sim, desde eternidade até a eternidade, tu és Deus (...) Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem, que passou, E como a vigília da noite. Salmo ,4 Nem todas as pessoas gostam de história. Porém, mesmo as que não apreciam os estudos históricos, reconhecem a necessidade de, vez ou outra, debruçar-se sobre o passado a fim de compreender melhor o presente. O estudo da história é muito importante, sobretudo para uma Igreja que preserva tradições herdadas do passado. Este capítulo pretende nos situar na época do surgimento dos Credos. Na verdade, trata-se de uma visão bastante panorâmica, pois muitos outros fatores não foram aqui citados a fim de evitar cansaço nos leitores. Selecionamos apenas as informações que julgamos mais determinantes para se compreender um pouco da formulação dos Credos. Certamente os párocos de sua região poderão ajudá-lo, caso deseje se aprofundar mais nesse tema. 1. Surgimento dos Credos A história do surgimento dos Credos está envolta em diversas questões teológicas e políticas. O Credo Apostólico, por exemplo, representou uma corajosa afirmação de cunho teológico, mas também de conseqüências políticas para sua época. O Credo Niceno, por sua vez, reflete em sua linguagem formulações teológicas elaboradas posteriormente e que respondiam a problemas internos que a Igreja estava enfrentando em outro contexto. O Credo Apostólico, também chamado Símbolo Apostólico ou Símbolo dos Apóstolos, surgiu na Igreja do Ocidente (região influenciada pela Igreja de Roma), no contexto das perguntas por ocasião do rito batismal. Aos poucos, passou a ser utilizado em outras regiões, mas não chegou a ter aprovação formal em nenhum Concílio Ecumênico. Contudo, foi aceito e absorvido por comunidades de várias regiões num processo natural.

2 As afirmações contidas no Credo dos Apóstolos foram surgindo através do consenso da Igreja, desde o período pós-apostólico. Já no início do século II, por volta do ano 107, Inácio (bispo de Antioquia), expondo a fé em Jesus, usou as seguintes palavras: o qual foi da linhagem de Davi, de Maria, quem verdadeiramente nasceu, comeu, como também bebeu, foi verdadeiramente perseguido por Pôncio Pilatos, foi verdadeiramente crucificado e morreu, tendo por testemunhas os céus, a terra e o que há sob a terra; quem também verdadeiramente ressuscitou dos mortos, quando o seu Pai o levantou. Seu Pai, à sua semelhança, a nós que nele cremos, nos ressuscitará da mesma forma em Cristo Jesus, sem o qual não temos vida verdadeira (Carta aos Tratalianos ix 1-2) Ainda no século II, Irineu, bispo de Lyon (morto em 195), em sua obra Adversus Haereses, afirma que: A Igreja... recebeu dos apóstolos e seus discípulos a fé em um Deus, Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra e em um Espírito Santo, o qual através dos profetas proclamou... e no nascimento virginal, na paixão e na ressurreição dentre os mortos e na ascensão em carne ao céu do amado Cristo Jesus, nosso Senhor, e seu retorno do céu na glória do Pai, para recapitular todas as coisas em um e ressuscitar toda a carne de toda a raça humana. Essas são amostras de que os conteúdos básicos da linguagem do credo já estavam nos lábios da Igreja desde os tempos antigos. Estamos falando aqui dos séculos II e III da era cristã. Há muitas versões semelhantes nos escritos de Inácio, Justino, Hipólito, Cipriano de Cartago, Novaciano de Roma, Orígenes e Agostinho, que refletem a concordância da Igreja na época em relação à fé. Porém, o Credo não surgiu como uma fórmula afirmativa, mas como uma série de perguntas feitas aos candidatos ao batismo. Eram três perguntas, seguindo a fórmula do batismo. Hipólito de Roma, no início do século III, escreveu um livro chamado Tradição Apostólica. No capítulo sobre o batismo, ele relata as três perguntas que eram feitas ao candidato ao batismo, imediatamente antes da bênção da água: Crês em Deus Pai Todo-Poderoso?

3 Crês em Jesus Cristo, o filho de Deus, que nasceu do Espírito Santo e de Maria, a virgem, que foi crucificado sob Pôncio Pilatos, e morreu, e se levantou de novo ao terceiro dia, vivo dentre os mortos, e ascendeu ao céu, e se sentou à destra do Pai, e virá a julgar os vivos e os mortos? Crês no Espírito Santo, na santa igreja, e na ressurreição da carne? Quem respondesse afirmativamente a essas perguntas, era recebido, pelo batismo, na comunhão da Igreja. É importante observar que essas perguntas já apresentam uma estrutura trinitária da fé, ou seja, a compreensão de que o Deus em quem cremos se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo. Porém, a elaboração teológica do dogma da Trindade ainda não havia sido desenvolvida na época. Isso só aconteceu muito tempo depois. Além disso, naquele tempo marcado por perseguições, afirmar a crença em um único Deus Todo-Poderoso e em Jesus Cristo como o Senhor que julgará os vivos e os mortos, era um ato de extrema coragem política, pois abalava todas as estruturas do Império Romano. É no séc. IV, com Marcelo (bispo de Ancira, capital da Galácia) que encontramos o primeiro uso do símbolo como uma fórmula claramente afirmativa. Marcelo escreveu, no ano 341, uma carta, em grego, ao bispo Júlio I, a fim de provar sua ortodoxia. Ali, já encontramos basicamente todas as expressões que temos hoje do Credo, agora em uma linguagem afirmativa: Creio em.... Alguns anos depois (390), encontramos a versão afirmativa em latim, na obra de Rufino de Aquiléia. O Credo Niceno-Constantinopolitano, por sua vez, tem uma história mais ligada às controvérsias doutrinárias do século IV. Ele começou a ser elaborado no Concílio de Nicéia (ano 325) e foi revisado posteriormente no Concílio de Constantinopla (381). Nesse sentido, recebeu aprovação oficial de representantes de várias igrejas da época e, por isso, é considerado ainda hoje, o Credo ecumênico por excelência, aceito nas tradições católicas, ortodoxas e em grande parte das igrejas protestantes históricas. Em nosso tempo, são levantadas certas objeções contra este Credo, por causa da sua linguagem, marcada por termos oriundos da filosofia grega. Contudo, o Credo Niceno é o documento que dá testemunho mais antigo do consenso da maioria das lideranças eclesiásticas no século IV. Mais à frente, estudaremos um pouco da sua elaboração. Por enquanto, vamos tentar compreender alguns fatores que determinaram essa linguagem, para muitos confusa, do Credo Niceno. Em nossos dias, quais seriam as implicações políticas de afirmar a crença em um único Deus e no Senhorio (Soberania) de Jesus Cristo sobre os vivos e os mortos?

4 2. Fatores que determinaram a linguagem e as afirmações dos Credos No início da era cristã surgiram diversas opiniões referentes a Deus e a Cristo, que divergiam do consenso da maioria da Igreja. Tais divergências receberam, na história, o nome de heresias ou heterodoxias ( outra opinião ou opinião divergente ). Muitas dessas opiniões acabaram por obrigar a Igreja a buscar acordos consensuais à maioria e definir os conteúdos da fé de modo mais claro a fim de evitar cismas e divisões. Dentre essas opiniões divergentes, assinalamos aqui as principais: 2.1. Gnosticismo Foi um grande movimento místico e espiritualista que afirmava que as coisas materiais são essencialmente más e que o ser supremo (Deus) nunca teve a intenção de criar um mundo material, mas só espiritual. Um dos seres espirituais criados por esse Deus puro e bom foi quem deu origem a este mundo material em que vivemos. Muitos gnósticos se converteram ao cristianismo, mas continuavam afirmando que a matéria era má e que o Filho (Jesus) era apenas uma emanação procedente da divindade ou criada por ela. Todo o mal se encontrava no mundo material, e o bem no mundo espiritual. Assim, o Filho de Deus não poderia fazer-se homem porque isso lhe exigiria ter um corpo material. O gnosticismo trazia vários problemas para a fé comumente aceita, tais como a negação da Criação e de sua bondade, a negação da divindade de Jesus, de sua encarnação e da ressurreição Monarquianismo Foi um grande esforço feito nos séculos II e III para preservar, nas discussões sobre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, uma importante herança recebida do judaísmo: o monoteísmo, ou seja, a afirmação radical da existência de um só Deus. Parecia a muitos cristãos do período que afirmar a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo significava uma espécie de politeísmo porque insinuava a existência de três deuses. As diferentes correntes monarquianistas foram classificadas pelos estudiosos em dois grandes grupos: a) O "monarquianismo dinâmico" ou adocionismo negava, pura e simplesmente, a divindade de Cristo, declarando que Jesus era apenas um homem comum que fora adotado por Deus como filho por ocasião do seu batismo (Mt ), sendo revestido pelo poder do Espírito Santo (em grego, "poder" é dynamis, daí dinâmico ). b) "monarquianismo modalista" ou modalismo, entendia que Pai, Filho e Espírito Santo eram apenas três "modos" ou manifestações sucessivas do único Deus na história. Isto é, Deus revelou-se inicialmente como Pai, depois como Filho e finalmente como Espírito Santo. Uma variação dessa corrente dizia que o próprio Pai sofreu e morreu na cruz. É conhecida pelo nome de

5 patripassianismo. O monarquianismo procurava salvaguardar a unidade de Deus negando a divindade de Jesus ou diminuindo-a. Foi rejeitado pela Igreja antiga devido à convicção de que as suas posições não faziam justiça ao testemunho das Escrituras Arianismo O início do século IV marcou um dos momentos mais decisivos da história cristã. Poucos anos após Constantino aderir ao cristianismo, um presbítero de Alexandria, no Egito, chamado Ário, começou a divulgar suas idéias a respeito de Cristo. Segundo ele, Cristo era muito superior aos seres humanos, mas inferior ao Pai, tendo sido criado por Deus antes da existência do mundo. Nessa época, o cristianismo já havia se espalhado por quase todo o Império, e os ensinos de Ário começaram a ganhar muita popularidade. A acirrada controvérsia que se seguiu foi interpretada pelo Imperador como um perigo para a unidade do Império e por muitos bispos como um perigo também para a unidade da Igreja. A fim de resolver o problema, Constantino convocou os bispos cristãos para se reunirem na cidade de Nicéia, perto da capital imperial, (na época, a cidade de Constantinopla), no ano 325. Naquele concílio o arianismo foi muito debatido e rejeitado pelos conciliares. Voltaremos a esse assunto mais à frente quando estudarmos a cristologia dos credos. 3. Os Concílios de Nicéia e Constantinopla Nicéia é, hoje, uma cidade da Turquia chamada Izniki. No verão de 325, ali se reuniram bispos de várias províncias da Ásia, Síria, Palestina, Egito, Grécia, etc. Atanásio disse que eram 318 delegados, enquanto Eusébio registrou 250. O imperador Constantino, que recentemente havia decretado o fim das perseguições aos cristãos, ofereceu transporte e alojamento aos bispos e delegados. Ele também abriu formalmente as sessões de trabalho. Este é considerado o primeiro concílio ecumênico da Igreja, ou seja, o que abrangia representantes de todas as regiões em que o cristianismo se estabelecera. Porém, o peso maior de representação era da parte oriental do Império Romano, que utilizava conceitos próprios da filosofia grega para se expressar. Em Nicéia, após intensos debates, o arianismo foi condenado como herético, sendo declarada vitoriosa a posição que defendia a personalidade 1 distinta e a plena divindade de Cristo. No Concílio de Nicéia, Eusébio de Cesaréia sugeriu a adoção de um credo que, embora ortodoxo, ainda não respondia completamente à controvérsia ariana. Foi assim que o credo niceno começou a ser redigido. Esta redação inicial serviu de base para estudos e adições posteriores, sobretudo no tópico referente a Jesus Cristo. O ponto culminante era a declaração de que o Filho era homoousios ou "consubstancial" com o Pai. No capítulo sobre cristologia estudaremos o significado semântico e teológico dessa palavra. 1 A expressão personalidade, bastante usada hoje, é colocada entre aspas porque tal conceito não existia na época tal como o entendemos hoje. Na época usava-se apenas o termo pessoa.

6 Havia, porém, ainda muitas dúvidas sobre a Trindade. Foi somente através dos esforços de alguns hábeis teólogos, que essa doutrina finalmente veio a encontrar ampla aceitação na região oriental do Império Romano. Quatro deles destacaram-se em especial: Atanásio de Alexandria, Basílio de Cesaréia, Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzo, sendo estes últimos conhecidos como "os três capadócios" porque atuavam na mesma região. Em sua argumentação, eles apelaram tanto às Escrituras como à experiência da Igreja, frisando que somente um Cristo que fosse ao mesmo tempo divino e humano poderia ser o verdadeiro e eficaz mediador entre Deus e a humanidade. Por outro lado, os cristãos, desde o princípio, aprenderam a exaltar a Cristo, adorálo no culto e dirigir orações a ele. Somente um ser divino merecia ser tratado desse modo. O consenso da maioria em Nicéia foi sacramentado alguns anos depois no Concílio de Constantinopla (ano 381), no contexto de um importante evento político-religioso: a oficialização do cristianismo como a religião do Império, que acontecera um ano antes (380), promulgada pelo imperador Teodósio I. Constantinopla foi fundada com o nome de Bizâncio, 667 anos antes de Cristo, mas passou para o domínio romano, sendo reconstruída em 330 pelo imperador Constantino para ser a capital do Império Romano. A partir de então é que passou a chamar-se Constantinopla, em homenagem ao Imperador. Com o fim do Império voltou a chamar-se Bizâncio e foi a capital do Império bizantino e o maior centro de influência cristã na Europa oriental. Desde 1930, com a fundação da República da Turquia, tomou o nome de Istambul. Os bispos reunidos na capital imperial reafirmaram as declarações de Nicéia, tentaram esclarecer melhor alguns pontos obscuros e fizeram uma afirmação explícita da pessoa e divindade do Espírito Santo. O novo credo assim produzido ficou conhecido como Credo "Niceno" ou Niceno- Constantinopolitano e passou a ser reconhecido pelas Igrejas do lado oriental da Europa (lideradas por Constantinopla-Bizâncio) e, pelo lado ocidental, lideradas por Roma. Alguns grupos cristãos que seguiam ardorosamente as idéias de Ário, porém, não adotaram o credo e permaneceram à margem das principais igrejas, optando por viver sua fé de modo praticamente isolado. Como você entende a afirmação de que o Espírito de Deus estava agindo através de seres humanos nos Concílios, para preservar a unidade da Igreja? Que importância damos ao trabalho das pessoas que, em nosso contexto, se dedicam à pesquisa e educação teológica? Seu ministério é importante para a edificação da Igreja? Que idéias ou movimentos você identifica como preocupantes hoje para a unidade da Igreja?

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